Pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha indica que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um.
O levantamento, realizado entre 3 e 5 de março em 137 municípios, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. Outros 27% se declararam contrários à mudança e 3% não souberam responder.
O resultado reforça a pressão social sobre o Congresso Nacional, onde propostas para reduzir a jornada de trabalho voltaram ao centro da agenda política.
O debate sobre a redução da jornada ganhou força com a tramitação de propostas que pretendem alterar o atual limite de 44 horas semanais previsto na Constituição.
Uma das propostas em discussão é a PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes. O texto prevê redução gradual da jornada para 36 horas semanais ao longo de dez anos.
Outra proposta é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton. A medida estabelece jornada de 36 horas semanais com escala de quatro dias de trabalho e três dias de descanso.
O governo federal passou a apoiar publicamente o debate. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou em audiência na Câmara que o Executivo defende a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial.
Segundo o ministério, a mudança pode estimular a geração de empregos e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Estudos apresentados pelo governo indicam que cerca de 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores às 44 horas semanais.
Dados da Pnad Contínua também mostram que aproximadamente 76% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana.
Esses números têm sido utilizados por parlamentares favoráveis à mudança para acelerar o debate legislativo.
A proposta também ganhou apoio de centrais sindicais e movimentos trabalhistas que defendem o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
Esses grupos argumentam que o modelo atual provoca desgaste físico e reduz o tempo disponível para descanso e convivência familiar.
No Congresso, entretanto, a proposta enfrenta resistência de parlamentares ligados ao setor empresarial.
Deputados e senadores afirmam que a redução abrupta da jornada poderia elevar os custos de produção e afetar a geração de empregos.
Estudo da Confederação Nacional do Comércio citado no debate legislativo estima que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia elevar os custos operacionais do comércio em cerca de R$ 122 bilhões por ano.
Representantes do setor produtivo argumentam que o aumento de custos poderia provocar reajustes de preços ou redução de postos de trabalho em setores intensivos em mão de obra, como comércio e serviços.
A oposição tenta organizar uma frente parlamentar para barrar ou adiar a votação da proposta.
O senador Flávio Bolsonaro passou a atuar no Senado em articulação com representantes do empresariado para impedir a aprovação das mudanças no atual modelo de jornada.
Parlamentares contrários defendem que eventuais alterações sejam negociadas por setor econômico e por meio de convenções coletivas, e não impostas diretamente por emenda constitucional.
A disputa em torno da jornada de trabalho passou a ser tratada também como tema eleitoral.
Integrantes do governo avaliam que a pauta pode fortalecer a relação do Executivo com trabalhadores urbanos e sindicatos.
Já setores da oposição defendem que o tema seja debatido apenas após as eleições, para evitar impacto direto no comportamento do eleitorado.


Jhonny
16/03/2026 - 11h06
E’ a enesima palhaçada terçeiromundista de ano eleitoral…cada setor tem as proprias caracteristicas e as escalas de trabalho ja foram concordadas
pelos sindicatos e validadas pelos tribunais do trabalho.
E’ somente mais uma latrinada quartomundista que se juntaria ao salario minimo, cesta basica e mais idiotices nesse estilo bananeiro…