O ecoturismo brasileiro registra expansão neste semestre com a divulgação de um novo mapeamento sobre a infraestrutura de 15 cachoeiras em parques nacionais. O documento lista distâncias de trilhas e dimensões das quedas d’água em diversos estados do país. Os registros incluem formações geológicas que variam dos 86 metros da cachoeira Véu de Noiva, no Mato Grosso, aos 380 metros da Fumaça, na Bahia.
Na região da Chapada Diamantina, o acesso ao topo da cachoeira da Fumaça exige a caminhada por uma trilha de seis quilômetros a partir do Vale do Capão. Em Minas Gerais, a prefeitura de Conceição do Mato Dentro controla o fluxo de turistas no Parque Natural Municipal do Tabuleiro. O local abriga a terceira maior queda do país, com 273 metros de altura, e demanda preparo físico e calçados específicos para a travessia.
O catálogo das operadoras de turismo aponta roteiros na região Sul com características geológicas específicas para visitação. A observação das águas depende do período de estiagem regional, com maior estabilidade de fluxo fluvial entre os meses de março e outubro.
Controle de acesso e conservação estrutural
- Cachoeira de Santa Bárbara: Localizada no território quilombola Kalunga, no município goiano de Cavalcante, organiza a entrada mediante o pagamento de taxa comunitária e a contratação de guias locais.
- Salto do Yucumã: Situado no Parque Estadual do Turvo, no Rio Grande do Sul, apresenta uma fenda longitudinal que se estende por 1.800 metros no leito do rio Uruguai.
- Cachoeira do Caracol: Posicionada no parque estadual de Canela, também no território gaúcho, mantém uma escadaria de 927 degraus para o acesso de visitantes à base de 131 metros.
As diretrizes das secretarias de meio ambiente exigem a remoção de resíduos sólidos e delimitam o uso de veículos com tração nos roteiros terrestres. Em destinos de cerrado, como o percurso em direção à cachoeira do Formiga, no Tocantins, o tráfego obedece a vias previamente estabelecidas pelas prefeituras locais. A regra visa conter a erosão do solo e preservar as matas ciliares nos arredores das nascentes.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!