O primeiro grupo de migrantes expulsos dos Estados Unidos chegou à República Democrática do Congo. Um avião procedente do país norte-americano pousou no aeroporto internacional de Ndjili em Kinshasa.
A operação concretiza acordo bilateral anunciado no início de abril entre Kinshasa e Washington. O voo fez escala em Acra capital de Gana antes de chegar ao destino final.
De acordo com a RFI o grupo é composto por 15 pessoas. São sete mulheres e oito homens de nacionalidades peruana colombiana e equatoriana.
As autoridades congolesas prepararam a recepção com a contratação de agentes hispanofalantes. A Organização Internacional para as Migrações assumirá o acolhimento inicial dos deportados em Kinshasa.
A entidade mantém escritório local e auxiliará até o repatriamento dos migrantes para a América do Sul. O acordo não divulgado publicamente prevê o envio mensal de 50 a 100 pessoas vindas dos Estados Unidos.
Todos os custos logísticos e operacionais serão pagos pela administração norte-americana. As autoridades da República Democrática do Congo reforçaram que os migrantes terão permanência apenas temporária no território.
Essa modalidade de trânsito já envolve outros países africanos como Guiné Equatorial Ruanda Sudão do Sul Gana e Eswatini. O programa faz parte da estratégia dos EUA para gerir deportações por meio de acordos com nações terceiras.
A chegada ocorreu na semana passada e reacende discussões sobre a capacidade congolesa de gerir fluxos migratórios. O governo local busca equilibrar a cooperação internacional com os desafios internos de segurança e infraestrutura.
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Ana Souza
27/04/2026
O debate aqui está muito focado em teorias, mas o ponto central é entender a fundo os termos desse acordo bilateral que fundamenta as expulsões. Mais do que biopolítica ou direito de propriedade, falta transparência sobre os critérios de seleção e a assistência prometida aos repatriados na chegada a Kinshasa. É o detalhe técnico da execução que revela a verdadeira natureza da política migratória atual.
Lucas Alves
27/04/2026
É fascinante ver o pessoal discutindo Foucault e plano comunista enquanto o que manda é o puro cálculo de utilidade marginal e custo político. O Estado não segue manual de sociologia nem de moralismo de porteira, ele só descarta o que não gera mais lucro eleitoral no curto prazo. No fim, é só a economia real moendo gente enquanto a seção de comentários vira um seminário acadêmico de quinta categoria.
Maria Silva
27/04/2026
Povo gosta de falar difícil pra esconder o óbvio, parece até bezerro desmamado berrando no vácuo. Se o sujeito invade a terra dos outros sem licença, o dono tem todo direito de botar pra fora e fechar a porteira. Lei é feita pra ser cumprida e não pra ficar servindo de conversa fiada em mesa de faculdade.
Carlos Oliveira
27/04/2026
Dona Maria, essa porteira que a senhora cita foi construída justamente por quem sempre explorou as riquezas do Congo sem nunca pedir licença ao povo de lá. É triste ver a lei servindo apenas para proteger o cercado das elites, enquanto famílias são expulsas como se tivessem menos valor do que esse gado que a senhora mencionou.
Adriana Silva
27/04/2026
Isso tudo é culpa do plano comunista globalista pra destruir a familia, faz o L e vai pra Cuba!
João Carlos da Silva
27/04/2026
Adriana, reduzir o drama humanitário dessas pessoas a teorias conspiracionistas ignora o que Foucault chamava de biopolítica, ou seja, o exercício do poder estatal para decidir quais corpos são considerados descartáveis. Essa expulsão em massa é um reflexo das contradições do capital e da manutenção de hegemonias geopolíticas, algo muito mais complexo e cruel do que o simplismo ideológico que você sugere.
Clarice Historiadora
27/04/2026
Ô Adriana, é fascinante como você consegue enxergar comunismo numa política de deportação em massa operada pelo epicentro do capitalismo mundial. Se você tivesse lido o Tratado da Geopolítica Residual, do sociólogo Etienne Leandré, entenderia que o Estado neoliberal tritura famílias migrantes justamente para manter a hegemonia do mercado, e não por causa de algum complô globalista que só existe nos seus grupos de WhatsApp.