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Lula lança Desenrola Brasil 2.0: juros de 1,99% e bloqueio de apostas online por 12 meses

42 Comentários🗣️🔥 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento na TV. (Foto: metropoles.com) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira o Desenrola Brasil 2.0, programa que amplia a renegociação de dívidas para trabalhadores endividados em todo o país. Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, Lula destacou o impacto do endividamento […]

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento na TV. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira o Desenrola Brasil 2.0, programa que amplia a renegociação de dívidas para trabalhadores endividados em todo o país.

Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, Lula destacou o impacto do endividamento excessivo sobre a renda dos brasileiros, onde parcela significativa dos salários é destinada ao pagamento de juros e prestações.

O novo programa permite a renegociação de dívidas em cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, contratos de crédito pessoal e financiamentos estudantis vinculados ao Fies.

As condições incluem juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90% do valor original, além de parcelamento estendido para facilitar o pagamento.

Os beneficiários poderão usar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para liquidar os débitos renegociados.

Como medida de proteção ao orçamento familiar, o programa bloqueia o acesso a plataformas de apostas online por um ano para quem aderir.

Lula justificou a restrição ao afirmar que a renegociação de dívidas exige disciplina financeira, incompatível com gastos adicionais em jogos virtuais.

O lançamento oficial ocorrerá na próxima segunda-feira, conforme antecipado pelo portal Metrópoles.

A iniciativa visa alcançar milhões de brasileiros com restrições no nome e contribuir para a recuperação da atividade econômica interna, segundo avaliação do Ministério da Fazenda.

O anúncio evitou abordar temas polêmicos recentes no Congresso Nacional, como a derrubada de vetos presidenciais.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Lula lança novo Desenrola Brasil e bloqueia apostas online por um ano para beneficiários


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Rubens O Pescador

03/05/2026

Gente, o povo fala bonito, mas eu me lembro de quando o Lula tava na Presidência antes e o povo conseguia comprar um carro zero, reformar a casa e botar comida na mesa sem ter que apelar pra essas bets. Esse pessoal que fala em educação financeira esquece que o salário mínimo subia de verdade e o povo não precisava virar gênio da economia pra sobreviver. Desenrola é bom, mas o melhor é gerar emprego e renda que nem antes.

Lucas Moreira

03/05/2026

Cecília e Mariana, vocês duas têm pontos válidos, mas perderam o alvo. O problema não é “Estado vs. mercado” nem “algoritmo malvado”. É que o brasileiro médio não tem a menor educação financeira e o governo trata o sintoma com dinheiro do contribuinte. 1,99% de juro subsidiado é imposto disfarçado, e bloquear bet por 12 meses é canetada que não ensina ninguém a fazer conta. Enquanto não privatizarmos bancos públicos e cortarmos esse paternalismo, vamos continuar pagando a conta da irresponsabilidade alheia.

    Laura Silva

    03/05/2026

    Lucas, você toca num ponto que merece ser aprofundado, mas discordo frontalmente do seu diagnóstico. Você diz que o problema é a falta de educação financeira do brasileiro médio e que a solução seria privatizar bancos públicos e cortar o paternalismo. Essa análise, com todo respeito, inverte a causalidade histórica e ignora o papel estrutural que o Estado sempre teve em criar e manter as condições de endividamento das classes trabalhadoras.

    Em primeiro lugar, a ideia de que o brasileiro médio não sabe fazer conta é um mito conveniente para quem quer desresponsabilizar o sistema financeiro. O Brasil tem uma das maiores taxas de juros reais do mundo, e os bancos privados lucram bilhões anualmente com spreads abusivos e tarifas predatórias. Não é falta de educação financeira que leva um trabalhador a pegar um empréstimo consignado a 2,5% ao mês enquanto o banco paga 0,3% na poupança; é a assimetria de poder e informação num mercado oligopolizado. A educação financeira que você prega, se fosse levada a sério, ensinaria o cidadão a não contratar crédito nessas condições, mas o sistema não sobreviveria sem a captura da renda do trabalho pelo capital financeiro. O Desenrola, com juro subsidiado de 1,99%, não é paternalismo: é uma tentativa tímida de reduzir o spread bancário que o Estado nunca teve coragem de regular de verdade.

    Quanto à privatização dos bancos públicos, você propõe exatamente o oposto do que a história demonstra. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, por mais imperfeitos que sejam, funcionam como instrumentos de contrapeso em momentos de crise. Em 2008, enquanto os bancos privados travavam o crédito, foram os bancos públicos que mantiveram a economia girando. Privatizá-los seria entregar de vez o mercado de crédito a um punhado de conglomerados que não têm o menor interesse em financiar o consumo popular a taxas justas. O problema não é o Estado intervir demais; é que ele intervém mal e, muitas vezes, a favor do capital financeiro. Bloquear bets por 12 meses é uma medida paliativa, sim, mas porque o governo não ousa enfrentar o lobby das casas de apostas e regulamentar o setor com tributação progressiva e limites rígidos de alavancagem. A canetada sozinha não resolve, mas também não é inócua: tira do ar um mecanismo de transferência de renda dos pobres para empresários do entretenimento que operam com margens obscenas.

    Por fim, você fala em “pagar a conta da irresponsabilidade alheia”, mas quem paga a conta hoje é o trabalhador que desconta no cheque especial a 8% ao mês enquanto o rentista recebe juros reais positivos do Tesouro. O paternalismo que deveria nos preocupar não é o do Estado que tenta aliviar o sufoco de quem já está endividado; é o paternalismo do Estado que garante lucro ao sistema financeiro com títulos públicos remunerados pelo maior juro real do planeta. Enquanto não enfrentarmos essa engenharia de transferência de renda, qualquer discussão sobre educação financeira será apenas um placebo para manter a ordem.

Cecília Alves

03/05/2026

O governo tratando sintoma e não a doença. Bloquear bet por 12 meses é paliativo, e esse juro subsidiado de 1,99% só transfere a conta para quem paga imposto. Se o cidadão não aprende a gerir o próprio dinheiro, o Estado vai ter que intervir de novo daqui a pouco. Menos Estado, mais responsabilidade individual.

    Mariana Ambiental

    03/05/2026

    Cecília, responsabilidade individual é linda num mundo onde todo mundo começa do mesmo lugar, mas a real é que o algoritmo do tigrinho foi desenhado pra viciar justamente quem já tá quebrado. Menos Estado não impede a bet de te sugarrar, só tira o Estado do caminho dela.

John Marshall

03/05/2026

Capitão Tavares, seu diagnóstico autoritário é o refúgio de quem não quer enfrentar a complexidade do problema. O que estamos vendo aqui é o Estado tentando conter os efeitos mais deletérios do capitalismo de cassino enquanto oferece uma muleta financeira. O verdadeiro debate deveria ser sobre por que trabalhadores precisam de juros de 1,99% para sobreviver e por que a indústria das apostas explora a ilusão de mobilidade social num país onde a renda é tão concentrada. Isso é Hobbes com verniz de Marx, não questão de farda.

Capitão Tavares 🇧🇷

03/05/2026

Mais um engodo desse governo. 1,99% de juros? Isso é migalha pra tentar comprar o povo enquanto o país afunda. Bloquear aposta online é piada, o problema é muito maior, é a falta de vergonha na cara dessa corja. Só as Forças Armadas podem botar ordem nesse caos.

    Célia Carmo

    03/05/2026

    Capitão, vai tomar no cu com essa sua solução militarista, #ForçasArmadasNão é resposta pra miséria do povo não, #LulaLá

Sofia García

03/05/2026

gente, 1,99% de juros é meme, mas bloquear bet por 12 meses é um plot twist que eu não esperava kkkkkk tomara que funcione, porque ver o povo perdendo o pouco que tem no tigrinho é triste demais

Ana Rodrigues

03/05/2026

Pois é, Cecília, você falou tudo. Sou motorista de app e vejo colega parando no posto pra recarregar o celular e gastando o troco do dia no tigrinho. Bloquear por um ano já ajuda, mas enquanto tiver influencer vendendo sonho de dinheiro fácil, a fila vai ser grande. Juro de 1,99% é melhor que agiota, mas cadê a educação financeira na escola?

Lucas Gomes

03/05/2026

Cecília, você foi precisa ao apontar a contradição entre a regulação estatal e o bombardeio publicitário das bets. Mas acho que precisamos ir além da crítica ao marketing predatório e encarar a estrutura de classe que sustenta esse ciclo vicioso. O Desenrola 2.0, com juros de 1,99%, é uma medida paliativa que trata o sintoma sem tocar na raiz: a financeirização da vida sob o capitalismo tardio. Enquanto o trabalhador for tratado como unidade de consumo descartável, endividar-se não será um desvio individual, mas a condição normal de existência na periferia do sistema.

O bloqueio de 12 meses para apostas online é um avanço tático, mas revela a timidez do governo em enfrentar o lobby bilionário das plataformas de betting. Essas empresas não são apenas “exploradoras da fragilidade alheia”, como você bem disse; elas são a ponta de lança de um modelo de acumulação que transforma a esperança em mercadoria. O mesmo Estado que agora tenta conter a sangria com medidas administrativas é o que, por décadas, permitiu a proliferação desses cassinos digitais sob o manto da “liberdade de mercado”. Cadê a taxação efetiva dessas fortunas? Cadê a regulação que impeça um time de futebol de estampar uma bet na camisa enquanto milhões de famílias se afogam em dívidas?

E olha que nem entrei no mérito ecológico dessa discussão. O dinheiro que alimenta as bets não sai do nada: ele sai do orçamento familiar que deveria ir para alimentação, moradia digna e, sim, para a transição energética justa nas periferias. Cada real gasto no “tigrinho” é um real que deixa de circular na economia local, que deixa de financiar hortas comunitárias, cooperativas de reciclagem ou sistemas de captação de água da chuva. O endividamento não é apenas uma tragédia social — é um desastre ambiental em câmera lenta, porque empurra as famílias para o consumo predatório e as afasta de qualquer projeto de sustentabilidade.

Dr. Thiago, com todo respeito à sua formação, a “alfabetização probabilística” que o senhor defende soa como mais uma transferência de responsabilidade para o indivíduo em um sistema desenhado para extrair valor da ignorância. Não adianta ensinar probabilidade na escola se a estrutura de incentivos do capitalismo premia exatamente a ilusão estatística. Precisamos de uma pedagogia crítica, sim, mas também de controle social sobre os meios de comunicação e de um Estado que regule não apenas a oferta de jogos, mas a própria lógica de endividamento que transforma o trabalhador em devedor perpétuo. O Desenrola é um respiro, mas não substitui o oxigênio de uma reforma tributária progressiva e de um sistema financeiro a serviço da vida, não do lucro.

Maria Aparecida

03/05/2026

Cecília, você tocou num ponto crucial. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e essas bets são a face moderna da usura, explorando a esperança desesperada do povo. Bloquear por 12 meses é só um curativo, mas pelo menos o governo reconhece que o problema é estrutural, não só de “educação” individual. Enquanto a elite lucra com a miséria alheia, a igreja precisa se posicionar ao lado de quem foi seduzido pela mentira do dinheiro fácil.

Cecília Ramos

03/05/2026

Pois é, Dr. Thiago, acho que você subestima o papel do Estado em regular um mercado que é feito pra explorar a fragilidade alheia. Educação é fundamental, claro, mas enquanto a bet patrocina time e influencer, o povo mais pobre é bombardeado com a promessa de dinheiro fácil. Bloquear por 12 meses é pouco, mas já tira o fôlego de quem tá afogado em dívida. O Desenrola 2.0 é uma medida de socorro, não de cura — mas cura mesmo só com justiça social e distribuição de renda.

Adriana Silva

03/05/2026

Parece até programa de governo da Venezuela, vai ter que fazer o L pra pagar dívida de tigrinho? Vai pra Cuba, Lula!

    Caio Vieira

    03/05/2026

    Adriana, sua comparação com a Venezuela revela um desconhecimento da dialética entre Estado e mercado no capitalismo periférico. O Desenrola 2.0, longe de ser uma “cubanização”, é um mecanismo de hegemonia às avessas: tenta conter a sangria do lumpemproletariado digital sem romper a gramática do capital financeiro.

Dr. Thiago Menezes

03/05/2026

Bloquear aposta online por 12 meses é medida cosmética — a raiz do problema é comportamental e educacional, não de oferta. Enquanto não houver alfabetização probabilística nas escolas, vão continuar trocando salário por “tigrinho” independente do juro.

Major Ricardo Silva

03/05/2026

O Sargento Bruno tem razão em parte, mas o problema é mais embaixo. Enquanto esse governo fica dando migalha com juro baixo pra quem se endividou com joguinho online, o trabalhador honesto que nunca atrasou conta se ferra com 14% ao mês. E ninguém fala da verdadeira causa: a falta de educação financeira e valores morais que essa esquerda destruiu nas escolas. Bloquear aposta é o mínimo, mas prender os corruptos do PT que desviam dinheiro público é que nunca vai acontecer.

Paulo Ribeiro

03/05/2026

A discussão está boa, mas acho que falta um elemento central que o Eduardo e o Sgt Bruno, cada um a seu modo, tangenciam sem nomear: a natureza de classe do Estado brasileiro. O Desenrola 2.0 é uma medida paliativa, necessária em um cenário de crise, mas que não toca na estrutura que produz o endividamento em massa. Não é acidental que o mesmo Estado que anuncia juros de 1,99% para renegociação seja o mesmo que, pelo Banco Central presidido por um indicado de Bolsonaro que Lula manteve por “governabilidade”, permite que os bancos cobrem 14% ao mês no cheque especial. Isso não é “mercado”, é decisão política. O que vemos é uma disputa de hegemonia dentro do bloco no poder: de um lado, o capital financeiro rentista, que quer a taxa básica a 13,75% para especular com títulos públicos; de outro, uma fração da burguesia industrial e do comércio que precisa de consumidores com poder de compra minimamente restaurado. O Desenrola é a tentativa de dar um respiro a essa segunda fração sem confrontar a primeira.

O bloqueio das apostas online por 12 meses é um acerto tático, mas insuficiente. Como bem apontou o Francisco de Assis, o “tigrinho” e as bets são a versão digital do que o jogo do bicho sempre foi: uma máquina de extrair o salário do trabalhador, muitas vezes com a conivência velada de setores do Estado. Mas a raiz do problema não é a oferta de jogos, é a precarização do trabalho e a ausência de políticas públicas de lazer e cultura. Mariátegui, ao analisar o gamonalismo peruano, já nos alertava que a superstição e o jogo são sintomas de uma estrutura social que nega ao povo qualquer perspectiva de futuro. O trabalhador que aposta não é um “irresponsável” moral, como o senso comum conservador gosta de pintar; ele é um sujeito que, diante de salários aviltados e de uma vida sem horizontes, busca no acaso a única chance de ascensão que o sistema lhe oferece. Enquanto não houver reforma agrária popular, emprego digno e educação pública de qualidade, o jogo continuará sendo a “válvula de escape” da miséria.

O Sgt Bruno reclama que o trabalhador que “paga imposto” é penalizado com juros altos. Mas a pergunta que ele não faz é: quem paga imposto de verdade no Brasil? A estrutura tributária regressiva brasileira, que taxa consumo e não riqueza, faz com que o trabalhador que compra arroz e feijão pague proporcionalmente mais imposto do que o banqueiro que recebe dividendos isentos de IR. O “cidadão de bem” que ele defende é o mesmo que financia, através dos impostos indiretos, os subsídios e as isenções fiscais dadas aos grandes grupos econômicos. O Desenrola 2.0, nesse sentido, é uma esmola em um oceano de injustiça fiscal. O que precisamos é de um programa que vá além da renegociação e ataque as causas: taxação das grandes fortunas, regulação severa do crédito consignado e, sobretudo, a quebra do monopólio bancário que transforma o sistema financeiro em um cassino onde o trabalhador sempre perde.

Por fim, uma provocação gramsciana: o Desenrola é uma “reforma passiva”, ou seja, uma concessão do alto para desmobilizar as classes subalternas e manter a hegemonia do capital financeiro. Não é pouca coisa, pois alivia a vida imediata de milhões de pessoas. Mas se ficar só nisso, se não for acompanhado de uma campanha massiva de educação financeira e, mais importante, de organização popular para exigir um sistema bancário público e democrático, corre o risco de ser apenas um paliativo que adormece a consciência crítica. A esquerda precisa cobrar que o governo vá além: que enfrente o lobby dos bancos no Congresso, que regule as taxas de juros como fazem os países civilizados e que transforme o Desenrola em uma porta de entrada para um debate sobre a função social do crédito. Do contrário, estaremos apenas trocando a corda do enforcado por um barbante um pouco mais confortável.

Francisco de Assis

03/05/2026

Pois é, Sgt Bruno, você reclama dos juros do cheque especial mas esquece que foi o seu capitão que nomeou o presidente do Banco Central que mantém essa taxa lá em cima. O Desenrola 2.0 é um alívio pro povo que se lascou com esse negócio de aposta, e ainda bloqueia os tigrinhos que sugam o dinheiro do trabalhador. Enquanto isso, a turma do “mito” só sabe criticar, mas não propõe nada pra ajudar quem tá endividado. Lula tá cuidando do povo, como sempre.

Sgt Bruno 🇧🇷

03/05/2026

Lula dando 1,99% de juro pra quem gastou em aposta online, enquanto o brasileiro que trabalha e paga imposto toma 14% ao mês no cheque especial. Bloquear tigrinho é o mínimo, mas devia era prender os donos desses sites e taxar até a alma deles. Enquanto isso, a esquerda chama isso de “programa social”. Selva!

    Luisa Teens

    03/05/2026

    Sgt Bruno, vc acha que 14% no cheque especial é castigo divino, mas é só o lucro dos bancos que vc defende votando em milico #ForaBolsonaro

Eduardo Nogueira

03/05/2026

Lula dando 1,99% de juro pra quem gastou em aposta online, enquanto o brasileiro que trabalha e paga imposto toma 14% ao mês no cheque especial. Bloquear tigrinho é o mínimo, mas devia era prender os donos desses sites e taxar até a alma deles. Enquanto isso, a esquerda chama isso de “justiça social” — piada pronta.

    Carlos Henrique Silva

    03/05/2026

    Eduardo, seu comentário tem a virtude de apontar uma contradição real do sistema financeiro brasileiro — e é por aí que eu quero puxar o fio. Você está certo ao denunciar o absurdo de o cheque especial cobrar 14% ao mês enquanto o Desenrola oferece 1,99%. Mas a conclusão que você tira disso é o oposto do que a análise materialista indicaria. Não é que o programa seja uma “piada de justiça social”; o problema é que ele é uma medida paliativa dentro de um sistema que precisa ser transformado pela raiz. O juro extorsivo do cheque especial não é um acidente de percurso — é a expressão da financeirização predatória que transforma o trabalhador em devedor perpétuo. O Desenrola, com todos os seus limites, ao menos reconhece que o endividamento das famílias não é fruto de irresponsabilidade individual, mas de uma estrutura que combina salários aviltados, juros usqueiros e uma indústria de apostas que opera como verdadeira máquina de extração de renda das classes populares.

    Sobre prender os donos dos sites de aposta, concordo plenamente — e vou além: o que estamos vendo é a versão digital do que Walter Benjamin chamou de “espetáculo da mercadoria”. O tigrinho e congêneres são a forma mais degradada de capitalismo de cassino, onde o Estado brasileiro, por ação ou omissão, permitiu que uma indústria bilionária drenasse recursos das periferias enquanto financiava candidaturas e lavava dinheiro. Mas aí vem a pergunta incômoda: por que o mesmo Estado que agora bloqueia essas apostas não regula o mercado de crédito com o mesmo vigor? Por que o Banco Central, tão zeloso em perseguir a inflação com juros estratosféricos, nunca taxou a alma dos bancos que cobram 400% ao ano no rotativo do cartão? A resposta é gramsciana: há uma hegemonia do capital financeiro que define o que é “responsabilidade fiscal” e o que é “intervenção indevida”. O Desenrola é uma trincheira, não a tomada do palácio.

    Você diz que a esquerda chama isso de justiça social e acha piada. Eu diria que a esquerda séria chama isso de política de mitigação de danos dentro de um capitalismo periférico que não hesita em canibalizar sua própria força de trabalho. O programa não resolve a desigualdade estrutural — nenhum programa de renegociação de dívidas resolve, sozinho. Mas ele desarma, ainda que temporariamente, a bomba social que o endividamento em massa representa. Enquanto isso, a direita liberal (e você parece flertar com ela) continua a pregar que o problema é a falta de “educação financeira” dos pobres, como se fosse possível educar alguém a não se afogar quando o Estado joga um tsunami de juros e apostas na direção dele. O debate verdadeiro não é entre programa assistencialista versus meritocracia; é entre um modelo que trata o endividado como culpado e outro que o trata como vítima de um sistema que precisa ser desmontado. E, sim, desmontar esse sistema implica taxar grandes fortunas, regular o crédito e, acima de tudo, enfrentar o poder político dos bancos e das casas de aposta que financiam campanhas de ambos os lados do espectro. Até lá, o Desenrola é o que temos — insuficiente, contraditório, mas materialmente necessário para quem não tem o que comer amanhã.

    Alice T.

    03/05/2026

    Eduardo, o problema é que você acha que 14% ao mês no cheque especial é um fenômeno natural, tipo gravidade, quando na verdade é decisão política do Banco Central que adora lucro de banco. Enquanto isso, o Desenrola 2.0 mexe justamente nessa contradição que você apontou — mas ao invés de comemorar, você prefere culpar o endividado.

João Santos

03/05/2026

Pois é, Rodrigo, você aí fazendo trade com cripto e eu aqui no trânsito vendo o povo se afundar em jogo do tigrinho. Esse bloqueio de aposta online é a única coisa boa desse programa. Agora, esse tal de Desenrola é só mais uma esmola pra comprar voto, enquanto a bandidagem tá solta por aí. Cadê o respeito com o dinheiro do contribuinte?

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    João, seu comentário é interessante porque ele acerta num diagnóstico e erra feio na causa. O bloqueio de apostas online é de fato uma medida positiva, mas não porque “o povo se afunda em jogo do tigrinho” por falta de caráter — é porque a indústria de apostas, como qualquer setor do capitalismo tardio, opera na exploração sistemática da vulnerabilidade financeira. O mesmo sistema que precariza o trabalho, que mantém 70% das famílias endividadas, que transforma o salário mínimo num instrumento de reprodução da miséria, cria também essas válvulas de escape predatórias. O jogo não é a causa do endividamento, João, é um sintoma. É a versão digitalizada da mesma lógica que levou seu avô a jogar no bicho: a esperança desesperada de quem não tem perspectiva de mobilidade social real.

    Agora, sobre o “Desenrola ser esmola pra comprar voto” e a “bandidagem solta”: essa dicotomia entre assistência social e punição penal é o cavalo de batalha preferido do senso comum conservador. O Estado brasileiro nunca teve pudor em gastar dinheiro público — a questão é com quem. Em 2023, o governo federal pagou R$ 700 bilhões em juros da dívida pública, grande parte para rentistas que nem moram no país. Isso sim é “desrespeito com o dinheiro do contribuinte”. O Desenrola, com seus 1,99% de juros, é uma tentativa pálida de redistribuir um pouco do que o sistema financeiro extrai diariamente da classe trabalhadora via spread bancário. Chamar isso de esmola é ignorar que o verdadeiro assistencialismo é o que subsidia bancos e agronegócio com isenções fiscais bilionárias, enquanto se criminaliza quem deve R$ 200 no cartão de crédito.

    E essa história de “bandidagem tá solta” merece um adendo: o discurso punitivista sempre serve para desviar o foco das responsabilidades estruturais. Enquanto a mídia e setores da direita pedem mais cadeia e mais bala, o Congresso aprova leis que descriminalizam o caixa dois empresarial e blindam milicianos. O mesmo Estado que bloqueia o tigrinho poderia regular o mercado financeiro com a mesma eficiência, mas não o faz porque o capital não é tratado como bandido — ele é tratado como “gerador de emprego”. A verdade é que o Desenrola não resolve o problema de fundo, que é a concentração de renda e a ausência de um sistema de crédito público que não seja predatório. Mas enquanto a esquerda não conseguir articular uma crítica radical ao capital financeiro, vamos ficar nesse pingue-pongue entre “esmola estatal” e “responsabilidade individual”, ambos discursos que servem para manter a roda girando.

Rodrigo RedPill

03/05/2026

Mais um programa assistencialista pra manter a galera dependente do Estado em vez de aprender a gerar renda. Juro de 1,99% ainda é caro pra quem não sabe nem o que é educação financeira — enquanto isso, eu to aqui fazendo trade com cripto e vendo meu patrimônio crescer. Bloquear aposta online é palhaçada, o problema não é a bet, é a falta de controle do brasileiro médio que acha que vai ficar rico do nada. Fracassados vão continuar fracassados com ou sem Desenrola.

    Mariana Alves

    03/05/2026

    Rodrigo, seu comentário é uma peça exemplar do que a sociologia chama de meritocracia de fachada: você construiu uma autoimagem de vencedor do jogo financeiro e projeta nos endividados a culpa por não terem a mesma sorte ou a mesma disciplina. O problema é que essa narrativa ignora a estrutura concreta do capitalismo financeirizado. O trade com cripto que você celebra não é fruto de puro mérito individual, mas de uma posição privilegiada em um mercado volátil que, para cada lucro seu, gera dezenas de perdedores que não têm a mesma informação, o mesmo colchão de liquidez ou a mesma capacidade de suportar perdas. A ideia de que o endividamento é apenas falta de educação financeira é um reducionismo que a teoria econômica crítica desmonta há décadas: o salário mínimo real, a inflação de alimentos, os juros extorsivos do rotativo e a financeirização da vida cotidiana transformam o trabalhador em devedor estrutural, não por ignorância, mas por necessidade.

    O bloqueio de apostas online não é palhaçada, é uma medida de saúde pública. As bets operam como um imposto regressivo sobre os mais pobres, extraindo renda de quem já vive no limite. A psicologia social mostra que o jogo patológico não é escolha racional, mas resposta a um ambiente de desesperança e falta de horizontes. Quando você diz que o brasileiro médio acha que vai ficar rico do nada, está descrevendo exatamente o ethos neoliberal que vocês, traders, ajudam a propagar: a fantasia de que o enriquecimento é questão de sorte ou de técnica individual, e não de posição na estrutura produtiva. O Estado, ao intervir, não cria dependência; ele tenta conter um dano coletivo que o mercado, sozinho, não só não resolve como amplifica.

    Quanto ao juro de 1,99% ainda ser caro, concordo em parte: não é um juro socialista, mas é uma redução drástica em relação aos 400% ao ano do rotativo. A crítica correta não é que o programa é assistencialista, mas que ele é insuficiente diante da magnitude da dívida social brasileira. O que você chama de assistencialismo é, na verdade, uma tentativa paliativa de corrigir um desequilíbrio criado pelo próprio mercado financeiro, que durante anos lucrou com a inadimplência das famílias. Se você acha que a solução é cada um se virar, está defendendo a lei da selva, não um projeto de nação. O problema não é o brasileiro médio ser fracassado, é o sistema estar desenhado para que a maioria fracasse enquanto alguns poucos, como você, celebram seus ganhos em cripto em um ambiente de total assimetria de informação e risco.

Maria Antonia

03/05/2026

Helton, vou direto ao ponto: bloquear aposta online é o único acerto desse pacote, e olha que nem é função do Estado fazer isso. Juro de 1,99% é migalha com dinheiro de quem paga imposto direito. Se o cidadão não aprende a se organizar financeiramente, vai continuar nesse ciclo vicioso com ou sem Desenrola. Responsabilidade individual sempre, não muleta estatal.

    João Batista

    03/05/2026

    Maria Antonia, com todo respeito, mas essa história de responsabilidade individual soa como a parábola do fariseu que agradecia a Deus por não ser como os outros. A Bíblia inteira nos ensina que o pobre não se endivida por falta de caráter, mas porque o sistema é montado para explorar quem já tem pouco.

    Mateus Silva

    03/05/2026

    Maria Antonia, sua defesa da responsabilidade individual ignora que o endividamento não é falha moral, mas resultado de um sistema que extrai renda via juros e salários insuficientes. O Estado não é muleta, é o único ator capaz de conter a financeirização predatória que transforma o cidadão em devedor crônico.

    Augusto Silva

    03/05/2026

    Maria Antonia, responsabilidade individual é um belo conceito para quem nasce com o colchão de segurança de um salário que cobre as contas, mas a realidade é que 70% das famílias brasileiras estão endividadas não por falta de disciplina, e sim porque o salário mínimo real, mesmo com os reajustes de Lula, ainda não acompanha o custo de vida e os juros bancários predatórios que chegam a 400% ao ano no rotativo. O Estado não está dando muleta, está corrigindo uma distorção histórica que transforma o cidadão em refém de um sistema financeiro que lucra com a ignorância alheia — e, se você acha que 1,99% é migalha, sugiro comparar com os 12% ao mês que o mercado cobrava antes e me dizer quem está roubando o contribuinte.

    Julia Andrade

    03/05/2026

    Maria Antonia, seu comentário toca num ponto que merece um olhar mais atento, porque a dicotomia entre “responsabilidade individual” e “muleta estatal” reproduz uma armadilha discursiva que a teoria feminista e os estudos decoloniais há muito desmontam: a ideia de que o sujeito moderno é um agente autônomo, descolado das estruturas materiais que o constituem. Quando você afirma que o problema é o cidadão não saber “se organizar financeiramente”, está pressupondo um indivíduo racional que opera num vácuo social, exatamente o tipo de sujeito universal abstrato que autoras como Angela Davis e Silvia Federici criticam ao mostrar como raça, gênero e classe determinam quem pode ou não exercer essa suposta autonomia. A mulher negra chefe de domicílio na periferia de São Paulo não está endividada porque não aprendeu a fazer planilha no Excel; está endividada porque o salário mínimo real, como o Augusto bem lembrou, não cobre o custo da cesta básica desde 2020, e porque o sistema financeiro desenhou produtos de crédito justamente para extrair renda de quem não tem liquidez, num processo que a socióloga francesa Jeanne Lazarus chama de “financeirização das desigualdades”.

    Sobre o bloqueio de apostas online, você diz que “nem é função do Estado fazer isso”. Ora, a pergunta que fica é: função do Estado para quem? O Estado brasileiro sempre regulou mercados quando isso interessou ao capital — basta ver o socorro bilionário aos bancos em 2008 ou os subsídios fiscais para agronegócio. O problema não é a regulação em si, mas a quem ela serve. Regular apostas online não é paternalismo; é reconhecer que a indústria de jogos de azar opera com algoritmos predatórios desenhados para viciar, extraindo recursos de populações vulneráveis num movimento que a pesquisadora Natasha Dow Schüll chama de “machine zone” — um estado de captura da atenção e do dinheiro que não tem nada a ver com “escolha racional”. Se o Estado não intervir, quem vai? O mercado? Ele é o próprio interessado em manter o ciclo.

    Por fim, essa ideia de que juro de 1,99% é “migalha” merece uma ponderação. Sim, é um juro baixo para os padrões brasileiros, mas o problema estrutural não é a taxa em si, e sim o fato de que o país convive com um spread bancário que é um dos maiores do mundo — segundo dados do Banco Central, o spread médio do crédito livre girava em torno de 30% ao ano em 2023. O Desenrola 2.0 não vai resolver a financeirização da vida, mas ele sinaliza algo importante: que o Estado pode, sim, usar seu poder de barganha para forçar uma redução de juros. O que precisamos é de um debate que vá além da moralização do endividamento e enfrente a pergunta incômoda: por que no Brasil o crédito é tratado como privilégio e não como direito, enquanto os juros funcionam como um imposto regressivo sobre os pobres? Responsabilidade individual sem justiça distributiva é apenas uma forma elegante de culpar a vítima.

Helton Barros

03/05/2026

Esse tal de Desenrola é só mais um jeito de comprar voto com dinheiro do contribuinte. Juros baixo é bonito no discurso, mas quem vai pagar a conta no fim do mês somos nós, enquanto eles enchem o bolso com propina. E bloquear aposta online? Antes cuidassem da segurança pública e da educação dos nossos filhos.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Helton, sua crítica ao clientelismo tem lastro histórico — desde as reformas agrárias da República Velha até o Bolsa Família, todo programa de transferência ou renegociação carrega esse risco. Mas reduzir o Desenrola a mero “compra de voto” ignora um fato que o próprio Adam Smith percebeu: quando o Estado não regula o crédito predatório, o resultado não é liberdade, é servidão por dívida. E sobre a segurança pública e a educação, discordo da dicotomia: um trabalhador que perde 30% do salário no tigrinho ou paga 400% de juro no cartão não chega inteiro nem para a escola dos filhos nem para a rua segura — a luta é sistêmica, não setorial.

    Luizinho 16

    03/05/2026

    Helton, amigão, prefere pagar 400% de juros pro banco enquanto o povo sangra no tigrinho, ou é só birra porque o Lula não te chamou pra tomar café no Alvorada?

    Cláudio Ribeiro

    03/05/2026

    Helton, sua redução do Desenrola a mero clientelismo ignora que o endividamento das famílias brasileiras não é acidente, mas característica estrutural de um capitalismo financeirizado que opera pela extração de renda via juros usurários, como demonstrou Lazzarato ao analisar a sociedade da dívida. Quanto à educação e segurança, são sim prioridades, mas não vejo contradição em atacar simultaneamente duas máquinas de moer pobre: o crédito predatório e a economia do azar que drena salário mínimo direto pra conta de cassino offshore.

Marcos Conservador

02/05/2026

Ah, Clotilde, pelo amor de Deus, “comunismo” é querer que o trabalhador não seja escravizado por juros de 400% ao ano? E bloquear aposta online é o mínimo pra evitar que o povo perca o salário em joguinho de azar. Isso se chama responsabilidade, não ideologia.

    João Carlos da Silva

    03/05/2026

    Marcos, você tocou num ponto central que a crítica liberal clássica insiste em ignorar: a tal liberdade de escolha vira piada quando o sujeito escolhe entre pagar 400% de juros ou não ter crédito algum. O que está em jogo aqui não é paternalismo, é a constatação, já feita por Polanyi há décadas, de que o mercado desregulado tende a destruir as próprias bases sociais que o sustentam. Bloquear apostas não é controlar a diversão, é interromper um mecanismo de transferência de renda dos mais pobres para plataformas que operam com regras tão opacas quanto as do sistema financeiro.

Clotilde Pátria

02/05/2026

Ah, lá vem ele de novo, o “pai dos pobres” querendo enganar o povo com juros baixinhos! Isso é cortina de fumaça pra esconder o comunismo que estão tramando. E bloquear apostas? É o Estado querendo controlar até a diversão do cidadão de bem. Amanhã vão querer intervir na minha aposentadoria, pode anotar!

    Marina Silva

    02/05/2026

    Clotilde, “comunismo” é quando o povo não paga 400% de juro no cartão e não quebra no tigrinho?

    Samara Oliveira

    02/05/2026

    Clotilde, amada, juro que não é comunismo querer que o povo não se afogue em dívida de juros abusivos e nem perca o salário no tigrinho — isso se chama misericórdia financeira, tá em Provérbios 22:7. Agora, se proteger a família do endividamento e do vício é “controlar diversão”, então a Bíblia também é uma cortina de fumaça.


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