São Paulo — 12 de junho de 2025. Relatório conjunto do Ministério do Turismo e do Sebrae mostra que o turismo de natureza gerou 60% da receita do mercado de viagens nacional em 2024. O estudo avaliou 1,9 mil empresas e identificou que 65% delas já vendem experiências em unidades de conservação ou comunidades tradicionais.
Segundo a pasta, o número de visitantes estrangeiros nos principais parques nacionais cresceu 18% no mesmo período, puxado por roteiros no Centro-Oeste e no Nordeste. A movimentação reforçou a rede de hospedagem familiar, hoje responsável por 34 mil leitos próximos a áreas protegidas.
Destinos monitorados pelo levantamento
- Chapada dos Veadeiros (Goiás) – 240 mil hectares sob gestão do Instituto Chico Mendes; recebeu 220 mil visitantes em 2024, alta de 12%.
- Lençóis Maranhenses (Maranhão) – 155 mil hectares; o fluxo anual chegou a 185 mil pessoas após o período chuvoso entre abril e outubro.
- Jalapão (Tocantins) – 34 mil hectares de parque estadual mais áreas de uso sustentável; comunidades quilombolas comercializaram 8 mil diárias em casas de família.
- Pantanal (Mato Grosso) – 18 milhões de hectares; fazendas adaptadas ao turismo registraram ocupação média de 81% durante a estação seca de 2024.
- Vale do Pati (Bahia) – 70 quilômetros de trilhas dentro da Chapada Diamantina; 1 700 moradores ofertam pernoites em 38 hospedagens familiares.
- Foz do Iguaçu (Paraná) – 185 mil hectares de Mata Atlântica; o Parque Nacional recebeu 1,86 milhão de visitantes em 2024, segundo o Instituto Chico Mendes.
Responsável pelo estudo, a diretoria de inteligência do Ministério do Turismo aponta que cada R$ 1 investido na conservação dos parques gerou R$ 7,20 em serviços locais no último ano. A pasta projeta concluir até dezembro um plano de concessões que inclui trilhas, centros de visitantes e transporte interno em quatro dessas unidades.
Para 2025, operadoras como a agência comunitária Vivalá estimam ampliar de 10 para 14 o número de expedições regulares em territórios indígenas ou quilombolas. A empresa afirma que, só na Chapada dos Guimarães, suas viagens deixaram R$ 1,4 milhão em renda direta para 52 famílias em 2024.
Ministério do Turismo | Sebrae | Instituto Chico Mendes
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