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Erupção vulcânica no Pacífico revela processo químico inusitado na atmosfera

0 Comentários🗣️🔥 Imagem de satélite mostra a erupção do vulcão Hunga Tonga–Hunga Haʻapai no Pacífico. (Foto: vice.com) A recente erupção do vulcão Hunga Tonga–Hunga Haʻapai, localizada no Oceano Pacífico, não só impressionou pela magnitude, mas também gerou um fenômeno atmosférico intrigante. O vulcão, que explodiu com força suficiente para lançar cinzas e gases a 64 […]

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Imagem de satélite mostra a erupção do vulcão Hunga Tonga–Hunga Haʻapai no Pacífico. (Foto: vice.com)

A recente erupção do vulcão Hunga Tonga–Hunga Haʻapai, localizada no Oceano Pacífico, não só impressionou pela magnitude, mas também gerou um fenômeno atmosférico intrigante. O vulcão, que explodiu com força suficiente para lançar cinzas e gases a 64 quilômetros de altura, desencadeou um processo químico raro que intrigou cientistas ao redor do mundo.

O evento ocorreu em 2022 e foi tão poderoso que o som da explosão foi ouvido a mais de 1.900 quilômetros de distância, na Nova Zelândia. Esta erupção, no entanto, não apenas liberou uma quantidade colossal de metano na atmosfera, mas também iniciou um processo de autolimpeza, que surpreendeu os pesquisadores.

Segundo um estudo publicado na Nature Communications, o vulcão parece ter ativado um mecanismo químico que começou a degradar parte do metano que ele mesmo expeliu. Utilizando dados do satélite Sentinel-5P da Agência Espacial Europeia, os cientistas detectaram elevados níveis de formaldeído na pluma vulcânica, algo incomum, já que o formaldeído normalmente resulta da decomposição do metano.

Intrigados, os pesquisadores especularam que o vulcão poderia estar quebrando o metano que liberou. O provável agente deste processo foi a água do mar que o vulcão atravessou ao emergir, lançando na estratosfera uma mistura de água salgada, partículas de sal e cinzas.

Quando a luz solar atingiu essa mistura, uma reação química foi desencadeada, criando compostos de cloro reativos capazes de destruir moléculas de metano. A equipe de pesquisa acompanhou a reação química por mais de uma semana, enquanto a pluma se deslocava lentamente pelo Pacífico em direção à América do Sul.

Apesar de não ter eliminado completamente suas pegadas, o vulcão conseguiu remover cerca de 900 toneladas métricas de metano por dia. Embora ainda distante de ser considerado um fenômeno ecológico, esta descoberta é notável por ter ocorrido de forma inteiramente natural, sem qualquer intervenção humana.

A pesquisa sugere que este processo natural poderia inspirar novas formas de reduzir o metano atmosférico, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa que afeta nosso planeta. Este fenômeno peculiar foi amplamente discutido e analisado, conforme reportado pela Vice, mostrando que a natureza ainda guarda muitos segredos a serem desvendados.


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