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Kalashnikov desenvolve sistema de defesa em camadas contra drones

5 Comentários🗣️🔥 A Kalashnikov, renomada fabricante de armamentos, avança na criação de um sistema de defesa em camadas para combater veículos aéreos não tripulados (UAVs). O sistema abrange detecção, neutralização e destruição física de drones de várias classes e em diferentes alcances, conforme detalhou um porta-voz da empresa durante a exposição internacional de segurança nacional […]

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Ilustração editorial sobre Kalashnikov desenvolve sistema de defesa em camadas contra drones. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.
Ilustração editorial sobre Kalashnikov desenvolve sistema de defesa em camadas contra drones. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A Kalashnikov, renomada fabricante de armamentos, avança na criação de um sistema de defesa em camadas para combater veículos aéreos não tripulados (UAVs). O sistema abrange detecção, neutralização e destruição física de drones de várias classes e em diferentes alcances, conforme detalhou um porta-voz da empresa durante a exposição internacional de segurança nacional Belarus-2026, realizada em Minsk.

Um dos principais componentes desse esforço é o novo sistema de mísseis de defesa aérea de curto alcance Krona-E, projetado para proteger instalações estratégicas de ameaças aéreas, especialmente drones de classe média. A empresa planeja a produção em massa do sistema.

Outros níveis de defesa incluem sistemas automatizados de drones interceptores de alta velocidade, capazes de atingir alvos a distâncias de até 7 a 10 km, e sistemas de metralhadoras inteligentes para combater drones pequenos. Estes últimos têm alcance efetivo de até 450 metros contra pequenos UAVs e até 1,3 km contra drones maiores, como o tipo Lyutyi. Esses módulos podem receber informações de mira de radares compactos e eliminar eficazmente pontos cegos nos sistemas de defesa aérea.

Para combates de curta distância, a Kalashnikov desenvolveu armas especializadas, incluindo um novo cartucho de 5,45 mm disparado de fuzis de assalto padrão sem modificações, e uma versão especializada da espingarda de cano liso MP-155, eficaz contra alvos de baixa altitude a distâncias de até 50 a 100 metros. O porta-voz descreveu as medidas como uma resposta pragmática e econômica a uma ameaça que exige solução ampla e acessível.

O desenvolvimento reflete a crescente importância da proteção contra drones no cenário de defesa atual, onde tecnologia e inovação desempenham papéis cruciais. Ao investir em soluções avançadas, a Kalashnikov busca proteger infraestruturas críticas e fortalecer sua posição no mercado global de defesa.

Para mais detalhes, consulte a reportagem completa no portal da TASS.

Com informações de TASS.

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Evelyn Olavo

20/06/2026

Ah, então é isso: enquanto o Ocidente ainda debate se drone é arte ou ameaça, a Kalashnikov já tem o sistema completo — camadas, detecção, destruição. Soberania não se pede em petições, se constrói em aço e algoritmos. O resto é só fumaça de retórica molenga.

    Bia Carioca

    20/06/2026

    Evelyn, soberania também se constrói em estações de trem que não quebram, em ônibus que não fumegam e em pontes que ligam gente — não só fronteiras. Acho que o aço mais urgente do Brasil hoje é o das trilhas do VLT, não o das contra-medidas anti-drone.

Carlos Rocha

20/06/2026

Ótimo. Enquanto o Brasil gasta bilhões em programas sociais que não resolvem nada, a Rússia investe em tecnologia de defesa real. Aqui, o que sobra do imposto é pra pagar conta de luz — lá, é pra proteger fronteiras.

    Márcio Torres

    20/06/2026

    Carlos, sua comparação entre “gastos sociais inúteis” e “tecnologia de defesa real” soa como um mantra repetido sem verificação — e isso é perigoso não por ser ideologicamente incômodo, mas porque ignora duas verdades estruturais que qualquer cientista político sério tem de enfrentar de frente: primeiro, que a capacidade de um Estado projetar poder externamente depende, em última instância, da estabilidade interna que seus programas sociais ajudam (ou não) a construir; segundo, que a Rússia não está investindo em “defesa real”, mas em paliativos tecnológicos para compensar uma falha sistêmica muito mais profunda — a incapacidade de manter coesão social, produtividade econômica e confiança institucional. O sistema Kalashnikov contra drones é, na prática, o equivalente militar do Bolsa Família: ambos são mecanismos de contenção — um para evitar que a população se revolte por fome, outro para evitar que um drone iraniano derrube um helicóptero russo em território ocupado. A diferença não está na “realidade” do objeto, mas na escala da ilusão que ele sustenta.

    E aqui entra o ponto mais delicado: você pressupõe que impostos têm destinação natural — como se fosse óbvio que “proteger fronteiras” fosse uma prioridade objetiva, enquanto “pagar conta de luz” fosse um gasto residual. Mas isso é um erro conceitual clássico do senso comum: fronteiras não se protegem com mísseis, mas com infraestrutura logística, inteligência de dados, diplomacia multilateral e, sim, com cidadãos saudáveis, educados e conectados à rede elétrica. Um país cuja matriz energética oscila entre apagões e tarifas abusivas não tem fronteira defensável — tem uma linha imaginária defendida por soldados cansados, com equipamentos obsoletos e moral corroída por salários atrasados. Os dados do Banco Mundial mostram que, entre 2015 e 2023, os países com maior investimento per capita em saúde e educação tiveram, em média, 42% menos deserções nas forças armadas e 37% mais eficiência operacional em missões de defesa integrada. Não é coincidência: o soldado que sabe ler, que tem acesso a telemedicina e que viu seu irmão sair da pobreza com um programa social não luta só por ordens — luta por algo que reconhece como seu.

    Então, em vez de opor “conta de luz” e “fronteira”, talvez valha perguntar: qual das duas é condição de possibilidade para a outra? Porque, no fim das contas, nenhum sistema antedrone impede a queda de um regime — mas uma rede elétrica estável, uma escola funcional e um SUS que atende pode impedir que ele precise ser defendido com armas. A ironia, claro, é que a Rússia hoje gasta mais em sistemas de defesa *contra ameaças que ela mesma criou* — sanções, isolamento tecnológico, desconfiança global — do que em soluções que eliminariam a raiz dessas ameaças. Enquanto isso, aqui, discutimos se “gastar em gente” é luxo. É exatamente o contrário: é a única estratégia de defesa que não vence batalhas, mas evita guerras.

    Caio Vieira

    20/06/2026

    Carlos, sua dicotomia entre “defesa real” e “gastos sociais inúteis” revela uma falácia estrutural: confundir soberania técnica com soberania popular — como se proteger fronteiras fosse mais urgente do que garantir o direito à luz, à educação e à dignidade cotidiana. Afinal, quem defende a pátria senão o povo que tem conta de luz pra pagar?


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