Menu

Isolado até de Valdemar: relato interno mostra Flávio Bolsonaro cada vez mais sozinho dentro do próprio PL

0 Comentários🗣️🔥 A poucos dias da convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, um retrato revelado pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cada vez mais isolado dentro do próprio partido. Segundo lideranças da legenda, o pré-candidato presidencial concentra as decisões da campanha em um círculo […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
REPRODUÇÃO

A poucos dias da convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, um retrato revelado pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cada vez mais isolado dentro do próprio partido. Segundo lideranças da legenda, o pré-candidato presidencial concentra as decisões da campanha em um círculo muito pequeno, ouve poucos interlocutores e deixa até figuras historicamente centrais do PL fora das negociações mais importantes.

Até Valdemar perdeu espaço

O dado mais surpreendente do relato é que nem o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto — padrinho político da candidatura e, até pouco tempo atrás, o principal articulador de bastidores da família Bolsonaro — escapou desse esvaziamento de influência. Segundo o relato, Valdemar teria perdido espaço na definição de acordos políticos, muito por conta da fase mais delicada que atravessa: o próprio presidente do partido segue sob investigação da Polícia Federal, com bloqueio de R$ 119 milhões em bens por suspeita de desvio de emendas parlamentares — um desgaste que naturalmente reduz seu poder de barganha interna, mesmo mantendo o cargo formal na sigla.

Marinho na articulação, mas sem conseguir atender o telefone dos aliados

A tarefa de construir alianças ficou concentrada nas mãos do coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN) — que, segundo o relato, também enfrenta questionamentos internos. Presidentes de partidos do centrão relataram dificuldade até para conseguir contato direto com Marinho, um problema básico de comunicação que já estaria agravando a insatisfação de siglas consideradas estratégicas para a disputa.

Vice sem consenso e consultor sem currículo político

Outro ponto de atrito interno é a preferência pessoal de Flávio pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques para compor a chapa como vice — e também como principal referência técnica do programa econômico da campanha, papel informalmente chamado dentro do PL de “posto Ipiranga”. Apesar de reconhecerem seu perfil técnico, integrantes do partido avaliam que sua presença na chapa teria pouco potencial para ampliar o eleitorado ou atrair apoio de outras legendas — o oposto do que normalmente se busca numa escolha de vice, pensada justamente para somar votos e alianças.

O consultor estratégico Eduardo Fischer, publicitário sem histórico de atuação política, também é alvo de desconfiança interna, justamente num momento que exige articulação partidária fina e conhecimento profundo das disputas regionais — habilidades que, segundo aliados, escapam ao seu perfil profissional.

“Só tem professor de Deus ao lado de Flávio”

A frustração interna foi resumida por um aliado do próprio senador em termos diretos: “só tem professor de Deus ao lado de Flávio” — expressão usada para descrever um círculo de assessores que valida decisões sem questionar, alimentando, segundo esse mesmo aliado, uma postura considerada prepotente que estaria deixando tanto o senador quanto a campanha em situação cada vez mais delicada.

O risco real: perder o Rio de Janeiro, o próprio quintal da família

A maior preocupação dentro do PL, porém, vai além do desconforto pessoal de aliados: é o risco desse isolamento nacional contaminar as alianças estaduais. Dirigentes partidários temem que a federação formada por PP e União Brasil opte pela neutralidade em vez de apoiar o PL em disputas decisivas — incluindo, de forma particularmente sensível, no Rio de Janeiro, reduto histórico da família Bolsonaro. Perder essa aliança justamente no estado-base da candidatura seria um golpe duro na montagem do palanque estadual, com efeitos diretos sobre o desempenho presidencial de Flávio na região.

Um padrão que já não surpreende

O relato se encaixa perfeitamente na sequência de crises que já vinham sendo registradas nas últimas semanas: a fotografia com um suspeito ligado ao esquema de Daniel Vorcaro, que já gerou alerta interno sobre a possibilidade de novos materiais comprometedores virem à tona; o racha público com Michelle Bolsonaro; o desgaste da viagem a Washington sobre o tarifaço; e agora esse relato de centralização excessiva e dificuldade de diálogo, justamente no momento em que a candidatura mais precisaria demonstrar capacidade de unificar o campo de direita. Combinado às pesquisas recentes, que já mostram Lula (PT) ampliando vantagem e a rejeição a Flávio batendo recordes sucessivos, o quadro que emerge é o de uma campanha que parece acumular problemas em cada uma de suas frentes — eleitoral, judicial e agora também organizacional — a menos de duas semanas de sua convenção de lançamento oficial.

Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes