Minas Gerais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/minas-gerais/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Fri, 26 Jun 2026 22:08:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Minas Gerais - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/minas-gerais/ 32 32 Nova pesquisa DATATEMPO mostra Kalil muito forte e competitivo em Minas Gerais https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/#respond Fri, 26 Jun 2026 22:08:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/26/nova-pesquisa-datatempo-mostra-kalil-muito-forte-e-competitivo-em-minas-gerais/ A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO para o governo de Minas Gerais revela a solidez da pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT), consolidado como um dos nomes mais competitivos na sucessão estadual de 2026. O ex-prefeito de Belo Horizonte demonstra possuir uma base eleitoral altamente estruturada e resiliente, posicionando-se como o principal polo de oposição ao atual grupo governista mineiro.

Nas simulações de segundo turno, Kalil confirma seu favoritismo e potencial de vitória ao derrotar de forma expressiva o atual vice-governador Mateus Simões (Novo) por 37,3% contra 24,1% das intenções de voto. Esse expressivo desempenho evidencia a rejeição ao projeto continuísta do partido Novo no estado e credencia o pedetista como um forte catalisador de votos da esquerda e do centro.

Pesquisa DATATEMPO: Kalil vence Mateus Simões no segundo turno

Simulação de segundo turno entre Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (Novo) em Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

No cenário estimulado de primeiro turno com 11 concorrentes, Kalil desponta na vice-liderança isolada with 18,3% da preferência, seguido pelo deputado Mauro Tramonte (Republicanos) com 8,8%. À frente de ambos figura o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera a pesquisa com 27,7% dos votos e se apresenta, no atual momento, como o único adversário capaz de superar o ex-prefeito nas urnas.

Pesquisa DATATEMPO: Primeiro Turno governo de Minas Gerais

Intenções de voto estimuladas para o primeiro turno do governo de Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

Embora a simulação de segundo turno aponte vantagem para o senador do Republicanos com 43,1% contra 27,6% de Kalil, a ampla margem de eleitores indecisos e votos brancos ou nulos mantém a disputa inteiramente aberta. Com 18% de indecisos e 12,9% de brancos e nulos no primeiro turno, há um imenso contingente de votos a ser disputado por candidaturas que apresentarem maior viabilidade política.

Pesquisa DATATEMPO: Simulações de segundo turno governo de Minas Gerais

Simulações de segundo turno para o governo de Minas Gerais (DATATEMPO/Junho de 2026)

A consolidação de Kalil em Minas Gerais ocorre em paralelo a movimentos nacionais relevantes, como a revelação de rachas no clã bolsonarista que culminaram no embate público de Michelle Bolsonaro contra seus aliados. Além disso, o cenário presidencial da própria pesquisa DATATEMPO mostra que Lula lidera com folga em Minas Gerais, o que pode impulsionar candidaturas do campo progressista no estado.

Para converter sua expressiva competitividade em vitória nas urnas, o ex-prefeito precisará expandir suas alianças e atrair o voto da parcela majoritária de eleitores ainda indecisos. Diante de um eleitorado mineiro historicamente avesso a radicalismos, a consolidação de uma candidatura moderada e estruturada surge como o principal desafio estratégico para a oposição ao partido Novo.


Pesquisa DATATEMPO: Cleitinho lidera disputa pelo governo de Minas Gerais, mas Alexandre Kalil mostra força expressiva no segundo turno

A segunda rodada da pesquisa DATATEMPO, divulgada nesta semana, apresenta um panorama detalhado da corrida eleitoral pelo governo de Minas Gerais para 2026. A pouco menos de quatro meses do pleito, os dados mostram que a sucessão ao cargo ocupado por Romeu Zema (Novo) ainda conta com grande margem de indefinição, mas consolida Alexandre Kalil (PDT) como um nome altamente viável e estruturado para enfrentar a máquina estadual.

No cenário estimulado de primeiro turno que testa 11 candidatos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida eleitoral com 27,7% das intenções de voto. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece em segundo lugar isolado, com 18,3%. Em terceiro lugar figura o deputado federal Mauro Tramonte (Republicanos), registrando 8,8% da preferência.

Os demais pré-candidatos testados no primeiro turno pontuam nos seguintes patamares:

  • Rogério Correia (PT): 4,8%
  • Newton Cardoso Jr. (MDB): 4,5%
  • Marcelo Aro (PP): 1,9%
  • Duda Salabert (PDT): 1,4%
  • Leonardo Péricles (UP): 1,2%
  • Igor Timo (Podemos): 0,6%
  • Lincoln Portela (PL): 0,3%
  • Lourdes Francisco (PCO): 0,1%

O percentual de eleitores indecisos que afirmam não saber em quem votar ou preferem não responder é de 18%, empatando tecnicamente com a preferência de Kalil. A parcela de votos em branco e nulos soma 12,9%, indicando que quase um terço do eleitorado mineiro ainda não escolheu um caminho definitivo para o governo estadual.

Simulações de Segundo Turno consolidam força de Kalil

O levantamento da DATATEMPO testou simulações diretas de segundo turno que apontam a solidez de Kalil no embate contra a atual gestão. Em um confronto direto contra Mateus Simões (Novo), atual vice-governador e candidato apoiado por Romeu Zema, Kalil venceria com folga: o pedetista alcança 37,3% das intenções de voto, enquanto Simões registra apenas 24,1%. Brancos e nulos chegam a 25,6%, e 13% continuam indecisos.

Em um embate entre os dois líderes das pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo venceria Kalil por 43,1% a 27,6% (com 18,6% de brancos/nulos e 10,7% de indecisos). Já na simulação entre Cleitinho e Mateus Simões, o senador do Republicanos venceria o vice-governador por ampla margem de 44,7% a 16,9% (com 26,4% de brancos/nulos e 12% de indecisos).

Os dados demonstram que Alexandre Kalil se consolidou como uma candidatura robusta em Minas Gerais, possuindo forte recall político devido à sua gestão à frente da Prefeitura de Belo Horizonte e sua alta competitividade em eleições majoritárias anteriores, colocando-se como a principal barreira ao continuísmo do Novo.

Metodologia

A pesquisa DATATEMPO foi contratada pela Sempre Editora. As entrevistas foram coletadas de 12 de junho a 15 de junho de 2026. Foram realizadas 1.000 entrevistas domiciliares em Minas Gerais. A margem de erro máxima é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Pesquisa registrada sob os protocolos MG-02109/2026 e BR-07479/2026.

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TCE-MG intermedia acordo que expande saneamento para 273 municípios mineiros https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/tce-mg-intermedia-acordo-que-expande-saneamento-para-273-municipios-mineiros/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/tce-mg-intermedia-acordo-que-expande-saneamento-para-273-municipios-mineiros/#respond Fri, 08 May 2026 01:39:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/07/tce-mg-intermedia-acordo-que-expande-saneamento-para-273-municipios-mineiros/
Representantes de instituições participam de reunião em sala com mapa de Minas Gerais ao fundo. (Foto: metropoles.com)

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais concluiu uma mediação entre a Copasa e a Associação Mineira de Municípios, com apoio do Ministério Público de Contas. O acordo pode levar à ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto em 273 municípios que hoje contam apenas com abastecimento de água pela estatal.

Das cidades contempladas, 224 possuem menos de 11 mil habitantes, evidenciando o foco em localidades de pequeno porte. Atualmente, apenas 47% desses municípios têm coleta de esgoto e somente 9,8% realizam o tratamento adequado.

O pacto prevê o adiamento da cobrança de tarifa de esgoto para 2029 e um escalonamento dos investimentos necessários para as obras. A presidente da Copasa, Marília Melo, destacou que o entendimento representa um avanço significativo rumo à universalização do saneamento básico.

Melo estabeleceu metas até 2033 para que todo o esgoto desses municípios esteja devidamente tratado. A iniciativa deve promover melhorias para a saúde pública e o meio ambiente em todo o estado.

O presidente da Associação Mineira de Municípios, Lucas Vieira, ressaltou a importância do acordo para garantir segurança jurídica e autonomia aos municípios na adesão ao projeto. Ele elogiou o papel do TCE-MG na construção do consenso entre as instituições envolvidas.

O conselheiro Agostinho Patrus, que coordenou a mediação, enfatizou os benefícios amplos do acordo. Ele apontou que a medida contribuirá para a preservação de recursos hídricos, a redução de doenças ligadas à falta de saneamento e a melhoria da qualidade de vida da população.

O Fundo Municipal de Saneamento poderá movimentar mais de R$ 350 milhões para financiar as obras, a depender da adesão das prefeituras. O termo de autocomposição ainda passará por análise técnica e manifestação do Ministério Público de Contas antes da deliberação final.

Caso aprovado, o projeto representará um marco para o saneamento básico em Minas Gerais, beneficiando diretamente milhares de pessoas. A iniciativa promoverá avanços estruturais em áreas historicamente negligenciadas no estado.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


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Sobrecarga no sistema prisional leva 51 policiais penais de Minas a tentarem suicídio em cinco anos https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/sobrecarga-no-sistema-prisional-leva-51-policiais-penais-de-minas-a-tentarem-suicidio-em-cinco-anos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/sobrecarga-no-sistema-prisional-leva-51-policiais-penais-de-minas-a-tentarem-suicidio-em-cinco-anos/#comments Fri, 24 Apr 2026 07:13:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/sobrecarga-no-sistema-prisional-leva-51-policiais-penais-de-minas-a-tentarem-suicidio-em-cinco-anos/ 30 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Sobrecarga no sistema prisional leva 51 policiais penais de Minas a tentarem suicídio em cinco anos. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O sistema prisional de Minas Gerais enfrenta grave crise de saúde mental entre os servidores, com 51 tentativas de suicídio e 26 mortes por autoextermínio registradas entre 2020 e 2024, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais, publicado pelo Metrópoles.

O presidente do sindicato, Jean Otoni, apontou o déficit de efetivo como um dos principais fatores do problema. Cerca de 15 mil policiais penais precisam dar conta de aproximadamente 160 unidades prisionais que abrigam mais de 70 mil pessoas.

Essa desproporção gera sobrecarga constante, casos de burnout e afastamentos sucessivos que agravam o quadro. Jean Otoni classificou a situação como um “grito de socorro” da categoria e cobrou medidas estruturais urgentes do poder público.

O ano de 2021 registrou o maior número de tentativas, com 13 casos, seguido por 12 em 2024. Os anos de 2020 e 2022 somaram 10 tentativas cada, enquanto 2023 registrou seis ocorrências.

As mortes por suicídio totalizaram 26 no período: seis em 2020, cinco em 2021, quatro em 2022, cinco em 2023 e seis em 2024. Os números revelam uma tragédia silenciosa e persistente dentro da categoria.

A precariedade da infraestrutura prisional e o sucateamento de equipamentos contribuem para o estresse crônico dos profissionais. Jean Otoni defende políticas permanentes de saúde mental, acompanhamento psicológico e melhores condições salariais para os policiais penais.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais informou que o governo tem tomado medidas para enfrentar o problema. A pasta destacou a realização de concurso público com 1.178 vagas e a posse de 3,4 mil novos servidores ao longo de 2024.

Essas contratações elevaram o contingente total para mais de 16 mil policiais penais no estado. A Sejusp-MG também destinou cerca de 170 milhões de reais para reformas, ampliações e novas construções no sistema prisional e socioeducativo.

O Departamento Penitenciário recebeu ainda 203 viaturas exclusivas, das quais 15 foram entregues por meio de convênio federal. O governo mineiro sustenta que os investimentos buscam reduzir a sobrecarga sobre os profissionais de segurança.

O sindicato avalia, entretanto, que as ações ainda são insuficientes diante da gravidade do quadro. Jean Otoni argumenta que a valorização dos policiais penais exige mais do que contratações pontuais.

O drama vivido em Minas Gerais reflete um problema que atinge forças de segurança em vários estados do país. Especialistas apontam que a prevenção do suicídio entre esses profissionais demanda políticas integradas de gestão de pessoal e apoio à saúde mental.

Pessoas que enfrentam sofrimento emocional podem buscar ajuda imediata junto ao Centro de Valorização da Vida. O CVV oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.

Em situações de emergência médica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência deve ser acionado sem hesitação. O Samu atende pelo número 192 em todo o território nacional.


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Prefeitura de Belo Horizonte nomeia 337 aprovados em concursos públicos https://www.ocafezinho.com/2026/04/19/prefeitura-de-belo-horizonte-nomeia-337-aprovados-em-concursos-publicos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/19/prefeitura-de-belo-horizonte-nomeia-337-aprovados-em-concursos-publicos/#comments Sun, 19 Apr 2026 04:11:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/19/prefeitura-de-belo-horizonte-nomeia-337-aprovados-em-concursos-publicos/ 12 Comentários 🔥]]>
Vista aérea da Praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte, em dia chuvoso. (Foto: metropoles.com)

A Prefeitura de Belo Horizonte nomeou 337 novos servidores aprovados em concursos públicos. Os profissionais vão reforçar as áreas de saúde, educação, engenharia e arquitetura.

A medida foi oficializada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG). As listas completas dos nomeados estão publicadas no Diário Oficial do Município e seguem a legislação de cotas.

As convocações abrangem diferentes editais e reforçam o quadro funcional da administração municipal, conforme o Metrópoles.

No setor de saúde, o Edital SMSA nº 01/2020 convocou 79 profissionais nesta etapa. O total de nomeações desse concurso chega agora a 3.974 servidores.

Os números acumulados incluem 1.144 médicos, 802 enfermeiros e 406 técnicos em enfermagem já integrados à rede municipal.

Na educação, 250 profissionais foram nomeados para atuar como professores municipais e professores da educação infantil. Os editais são o SMED nº 01/2021 e o SMED nº 03/2023.

Desde novembro de 2022, mais de 4,6 mil docentes foram convocados para a rede municipal. O período também registrou a nomeação de 508 assistentes administrativos e 157 bibliotecários.

O Edital SUGESP nº 02/2023 resultou na convocação de oito profissionais, entre eles arquitetos, engenheiros ambientais e engenheiros civis.

Os nomeados terão prazo de 20 dias corridos para apresentar a documentação necessária à posse. A contagem inicia no primeiro dia útil após a publicação da nomeação.

As convocações buscam recompor o quadro de servidores em áreas essenciais do município. A ampliação fortalece a capacidade de atendimento nas redes de saúde e educação.


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Lula articula palanques fortes em São Paulo e Minas https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/lula-articula-palanques-fortes-em-sao-paulo-e-minas/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/26/lula-articula-palanques-fortes-em-sao-paulo-e-minas/#comments Fri, 27 Feb 2026 00:34:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=226380 1 Comentário 🔥]]> Haddad deve disputar o governo de São Paulo e Pacheco pode concorrer em Minas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), decidiu rever sua posição e aceitou a possibilidade de disputar o governo de São Paulo nas próximas eleições. Após meses descartando publicamente a candidatura, ele confidenciou a aliados que não poderia recusar um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo interlocutores, o apelo presidencial foi determinante para que o ministro reconsiderasse sua decisão.

Ainda nesta quinta-feira, 26, Haddad e Lula devem se encontrar para um jantar no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro faz parte de uma série de conversas estratégicas que buscam consolidar candidaturas competitivas nos principais estados do país. Além disso, o presidente também pretende se reunir novamente com o senador Rodrigo Pacheco, com o objetivo de acertar os detalhes finais de uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais.

Com essa movimentação, Lula tenta estruturar palanques fortes nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil. A estratégia visa ampliar a base de apoio para sua eventual candidatura à reeleição. Ao mesmo tempo, cresce a expectativa de que o vice-presidente Geraldo Alckmin permaneça como companheiro de chapa em uma nova disputa presidencial.

Pressão política e cálculo eleitoral influenciam decisão

A decisão de Haddad ocorre em meio a uma leitura estratégica dentro do governo. Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo, sobretudo após o crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. O avanço do parlamentar surpreendeu aliados do governo, que reconhecem falhas na estratégia de enfrentamento político.

Nos bastidores, há a avaliação de que o governo errou ao não confrontar diretamente o senador nem expor denúncias associadas a ele, como o escândalo da “rachadinha”. Esse diagnóstico levou a uma reorientação tática, com maior atenção à disputa nos estados e à construção de alianças locais.

Paralelamente, o PT observa fragilidade no projeto de reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas. Desentendimentos entre ele e o secretário de Governo, Gilberto Kassab, sinalizam tensões internas que podem abrir espaço para adversários. Nesse contexto, aliados consideram este um momento oportuno para Haddad iniciar articulações políticas, ainda que de forma discreta.

Embora o ministro evite assumir publicamente a candidatura, a expectativa é de que deixe o cargo no fim de março ou no início de abril para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Dentro do PT, ele já é apontado como possível sucessor político de Lula a partir de 2030.

Reconfiguração partidária e possíveis candidaturas ao Senado

A reorganização do cenário político em São Paulo também envolve nomes de peso que podem disputar vagas no Senado. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, avalia deixar a Rede Sustentabilidade para se filiar ao PT e concorrer a uma cadeira na Casa.

Outra possibilidade em discussão é a candidatura da ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao Senado por São Paulo. Para viabilizar essa operação, ela precisaria se desfiliar do MDB — que apoia a reeleição de Tarcísio — e transferir seu domicílio eleitoral para o estado. Tebet recebeu convite para ingressar no PSB, mas ainda não tomou decisão definitiva.

Essas movimentações indicam uma tentativa de ampliar a frente política de apoio ao governo federal, reunindo lideranças de diferentes partidos em torno de um projeto comum. Ao mesmo tempo, reforçam a centralidade de São Paulo na estratégia eleitoral nacional.

Lula reforça importância de São Paulo em conversas reservadas

Durante viagem recente à Índia, Lula voltou a enfatizar a Haddad a necessidade de sua candidatura em São Paulo. Em conversas reservadas, o presidente argumentou que precisa de um palanque sólido no maior colégio eleitoral do país para sustentar seu projeto político.

Em 2022, Haddad foi derrotado por Tarcísio na disputa estadual. Ainda assim, dirigentes petistas destacam que Lula venceu a eleição presidencial naquele ano graças ao desempenho na capital paulista, onde obteve votação expressiva. Esse resultado é frequentemente creditado à influência política de Haddad.

No início da semana, lideranças do PT reunidas em São Paulo definiram o prazo de 10 de março para que o ministro apresentasse uma resposta oficial. Nos bastidores, entretanto, a candidatura já era considerada praticamente certa.

Minas Gerais entra no tabuleiro político nacional

Enquanto articula o cenário paulista, Lula também trabalha para consolidar uma candidatura competitiva em Minas Gerais. O presidente afirmou a interlocutores que conta com Rodrigo Pacheco para disputar o governo estadual e que as negociações estão bem encaminhadas.

Ex-presidente do Senado, Pacheco chegou a ser cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. No entanto, Lula optou por indicar o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, decisão que gerou desconforto político.

A sabatina de Messias ainda não foi marcada, em parte devido à resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Para contornar o impasse, Lula negocia um acordo político que pode levar Pacheco a disputar o governo mineiro por outro partido, possivelmente o União Brasil. Em troca, Alcolumbre teria liberdade para indicar nomes para cargos no governo federal.

Estratégia nacional e impacto no cenário eleitoral

As articulações em São Paulo e Minas Gerais revelam uma estratégia nacional do governo para fortalecer alianças e reduzir vulnerabilidades eleitorais. Ao priorizar os maiores colégios eleitorais, Lula busca ampliar sua base de apoio e neutralizar adversários em regiões-chave.

Além disso, a possível candidatura de Haddad reforça a tentativa do PT de renovar lideranças e preparar a sucessão política no campo progressista. Embora o cenário ainda esteja em construção, os movimentos recentes indicam que a disputa eleitoral já começou nos bastidores.

Com alianças em negociação, rearranjos partidários e pré-candidaturas sendo costuradas, o país caminha para uma eleição marcada por intensa polarização, mas também por novas composições políticas. Nesse contexto, a decisão de Haddad pode redefinir o equilíbrio de forças em São Paulo e influenciar diretamente o rumo da política nacional nos próximos anos.

Com informações do Estadão*

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Proposta que facilita privatização da Copasa é aprovada em definitivo https://www.ocafezinho.com/2025/11/06/proposta-que-facilita-privatizacao-da-copasa-e-aprovada-em-definitivo/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/06/proposta-que-facilita-privatizacao-da-copasa-e-aprovada-em-definitivo/#respond Thu, 06 Nov 2025 14:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220556 A Proposta de Emenda à Constituição 24/23 dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização da Copasa.

Em uma votação conturbada, em que o placar final foi contestado pela oposição e que incluiu consultas da Mesa às imagens gravadas do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para confirmação do resultado, foi aprovada em definitivo (2º turno), nesta quarta-feira (5/11/25), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, que tem o objetivo de facilitar a privatização da Copasa.

O placar inicial marcado pelo painel do Plenário, durante a votação na Reunião Ordinária, foi de 47 a 22. A aprovação de PEC, no entanto, exige um mínimo de 48 votos favoráveis. O número foi atingido porque o deputado Bruno Engler (PL) pediu nominalmente ao presidente Tadeu Leite (MDB), para que seu voto fosse registrado.

Os parlamentares da oposição, no entanto, contestaram a contabilização do voto, argumentando que o deputado Bruno Engler só teria entrado no Plenário após a votação. As galerias do Plenário, que estavam lotadas com servidores e sindicalistas, já haviam festejado com gritos e aplausos o placar inicialmente mostrado pelo painel. Os ocupantes das galerias também contestaram em coro a legitimidade do voto de Bruno Engler.

Após a reunião ser interrompida durante algum tempo, o presidente Tadeu Leite informou que as imagens do Plenário foram verificadas e que o voto de Bruno Engler seria computado. De acordo com o presidente, o placar final foi de 48 votos favoráveis e 22 contrários.

De autoria do governador Romeu Zema (Novo), a PEC 24/23 dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização da Copasa, para o pagamento da dívida do Estado com a União ou para cumprimento de outras obrigações assumidas em virtude das regras de refinanciamento previstas no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), a exemplo de investimentos obrigatórios em áreas estratégicas, como educação e infraestrutura.

A proposta foi aprovada com modificações ao texto aprovado pelo próprio Plenário em 1° turno. A votação definitiva foi favorável ao substitutivo n° 1 da Comissão Especial. Ele estabelece que, diante de uma eventual desestatização da Copasa, parte dos recursos da venda possa ser aplicado em um fundo estadual de saneamento básico, a ser instituído por lei.

O repasse para a União de recursos provenientes da venda da Copasa faz parte da estratégia do Governo de Minas de abatimento de 20% do saldo devedor, para garantir melhores condições na repactuação da dívida.

Fica mantida, contudo, a exigência de quórum qualificado (48 votos favoráveis de deputados) para aprovação de projeto de lei de desestatização.

A PEC 43/24, que inclui o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) na lista dos órgãos que exercem segurança pública, também estava na pauta de votação. No entanto, ela recebeu nova emenda do líder do Governo na Assembleia, deputado João Magalhães (MDB), e foi encaminhada à Comissão Especial para emissão de parecer. João Magalhães é também o primeiro signatário, entre os autores da PEC.

Deputados da oposição e da base governista se revezam na tribuna

Para encaminhar a votação, vários parlamentares foram à tribuna do Plenário, em sua maioria, para falar contra a PEC 24/23. Beatriz Cerqueira (PT) conclamou os trabalhadores nas galerias a continuarem protestando: “A luta que se perde é a que se abandona”, disse. Ela completou que havia também “um mar de gente” fora da Assembleia: trabalhadores da Copasa, da educação e de outras categorias, todos contra a PEC.

A deputada lembrou de outras disputas políticas na Casa que resultaram em conquistas para os trabalhadores e a sociedade. Disse estar certa que o governo vai perder a votação para a privatização da Copasa, considerando o placar apertado desta quarta, com apenas 48 votos favoráveis à PEC, o mínimo exigido.

Leleco Pimentel (PT) avaliou que as falas de deputados governistas serviram para todos perceberem que o governo estadual não tinha argumentos.

Ana Paula Siqueira (Rede) também previu a derrota do governo em futuras votações e apresentou, na tribuna do Plenário, um abaixo-assinado contra a privatização da Copasa, com 43 mil assinaturas de cidadãos de 712 municípios mineiros.

Bella Gonçalves (Psol) enalteceu o trabalho da oposição e afirmou que o Governo do Estado tenta entregar a maior companhia de saneamento do País para grupos de investidores que estão sob investigação ou até condenados. “A Aegea, que é a principal interessada em comprar a Copasa, foi condenada em Ribeirão Preto (SP) por desviar mais de R$ 100 milhões”, declarou a deputada. Ela também criticou o governo por não apresentar dados como a estimativa de valor da Copasa e investimentos previstos.

Betão (PT) disse sentir vergonha pela mudança no placar de votação. “Teremos mais dois processos de votação e podemos vencer essa parada”, concluiu. Andréia de Jesus (PT) também criticou a aprovação de uma proposta que “tenta silenciar o povo”.

Entre os parlamentares governistas, o líder João Magalhães (MDB) procurou fazer um panorama do saneamento em Minas. Lembrou que a Copasa atua em 637 municípios e que os investimentos necessários para a universalização desses serviços seriam da ordem de R$ 39 bilhões. “A Copasa investiu R$ 6,16 bilhões nos últimos seis anos, média inferior ao necessário”, lamentou.

O deputado Gustavo Valadares (PSD) também afirmou que o objetivo da bancada governista em apoiar a PEC 24/23 é viabilizar a universalização do acesso ao saneamento básico. Segundo ele, menos de 50% da população têm acesso ao esgoto tratado e menos de 80% têm acesso à água tratada. Segundo ele, um futuro projeto de privatização da Copasa poderia seguir o exemplo de São Paulo e determinar a preservação dos empregos dos atuais trabalhadores da empresa estatal, por algum tempo.

Lincoln Drumond (PL) condenou a atitude de manifestantes que teriam tentado impedir o deputado Antonio Carlos Arantes (PL) de entrar na garagem da Assembleia.

Publicado originalmente pela ALMG em 05/11/2025

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Edinho Silva costura apoio do PT à candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais https://www.ocafezinho.com/2025/11/05/edinho-silva-costura-apoio-do-pt-a-candidatura-de-alexandre-kalil-ao-governo-de-minas-gerais/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/05/edinho-silva-costura-apoio-do-pt-a-candidatura-de-alexandre-kalil-ao-governo-de-minas-gerais/#respond Wed, 05 Nov 2025 15:39:08 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220525 O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, esteve nesta quarta-feira em Belo Horizonte conversando com lideranças mineiras para consolidar o apoio do partido à candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O encontro marca uma inflexão estratégica na articulação política do PT no estado, que começa a descartar a hipótese de uma aliança com o senador Rodrigo Pacheco (PSD).

A mudança de cenário ganhou força após a filiação do vice-governador de Romeu Zema (Novo), Matheus Simões, ao PSD. A adesão de Simões à sigla reforça internamente a candidatura do senador, mas afasta a possibilidade de uma coligação com o PT, reticente em apoiar a gestão de Zema de cunho bolsonarista.

Kalil, ex-prefeito da capital mineira, tem sinalizado disposição para disputar o Palácio das Mangabeiras e vem costurando alianças com partidos de esquerda e centro. A aproximação com o PT é vista como fundamental para ampliar sua base eleitoral e contrapor a possível candidatura de Pacheco, que conta com o respaldo do governador Zema e de setores do agronegócio.8

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PEC sobre referendo da Copasa é aprovada em 1º turno no Plenário da ALMG https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/pec-sobre-referendo-da-copasa-e-aprovada-em-1o-turno-no-plenario-da-almg/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/24/pec-sobre-referendo-da-copasa-e-aprovada-em-1o-turno-no-plenario-da-almg/#respond Fri, 24 Oct 2025 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219836 Após longa obstrução do bloco de oposição, matéria recebeu 52 votos favoráveis na madrugada desta sexta-feira (24).

A Proposta de Emenda à Constituição do Estado (PEC) 24/23, de autoria do Governador do Estado, que dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), foi aprovada em 1º turno, na madrugada desta sexta-feira (24/10/25), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A Reunião Extraordinária, realizada no Plenário do Parlamento estadual, teve início às 18 horas de quinta-feira (23) e se estendeu até às 4h30 da manhã desta sexta (24), mediante convocação de nova Reunião Extraordinária à 00h01. Após um longo processo de obstrução por parte do bloco de oposição ao governo, a PEC recebeu 52 votos favoráveis e 18 contrários.

Na abertura dos trabalhos, o painel do Plenário acusava a presença de 55 parlamentares. Com o prosseguimento da reunião, o quórum chegou a 71 parlamentares presentes. Como nas reuniões anteriores em que a PEC 23/24 constava na pauta, as galerias do Plenário ficaram lotadas com manifestantes contrários à aprovação da proposta. Outros também se concentraram do lado de fora do Palácio da Inconfidência, sede da ALMG.

Proposta prevê fim de referendo popular

A PEC 24/23 dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização da Copasa, exclusivamente para pagamento da dívida do Estado com a União. A última versão do texto acrescenta que a federalização ou privatização poderá ocorrer também para cumprimento de outras obrigações assumidas em virtude do financiamento da dívida, a exemplo de investimentos obrigatórios em educação e infraestrutura, como prevê o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

O repasse para a União de recursos provenientes da venda da Copasa faz parte da estratégia do Governo de Minas de abatimento de 20% do saldo devedor, para garantir melhores condições na repactuação da dívida, uma exigência do Propag para taxa de juros zero.

Oposição se revezou em processo de obstrução

Os parlamentares do bloco de oposição ao governo do Estado se revezaram na tribuna do Plenário com o objetivo de obstruir e, assim, postergar a votação da PEC. Logo na abertura da Reunião Extraordinária, Professor Cleiton (PV) e Leleco Pimentel (PT) pediram a palavra para discutir a ata da reunião de Plenário anterior.

A discussão da PEC da Copasa se estendeu pela madrugada, com Plenário e galerias lotadas | Willian Dias

Na sequência, o líder do bloco de oposição, deputado Ulysses Gomes (PT), apresentou requerimento, posteriormente rejeitado, que pedia o encerramento da reunião em sinal de pesar pela morte do cabo PM Vinícius de Castro Lima, assassinado na última terça (21) ao tentar impedir, mesmo de férias, um assalto a uma concessionária em Belo Horizonte.

Diversos parlamentares de oposição ocuparam a tribuna para encaminhar a votação do requerimento. Além de manifestar seu pesar aos familiares da vítima, inclusive com um minuto de silêncio, eles lembraram exemplos de privatizações fracassadas do setor pelo mundo. Outros requerimentos apresentados pelo mesmo deputado, como de inversão de pauta, não foram recebidos pela Presidência.

Foram tecidas, também, críticas à suposta tentativa do governador sucatear o serviço público, sob o risco de penalizar a população. Condenaram, ainda, a intenção do Executivo de impedir a consulta popular antes da decisão que pode provocar a privatização da Copasa.

Além de Ulysses Gomes, se pronunciaram os deputados Cristiano Silveira (PT), Leleco Pimentel, Professor Cleiton, Ricardo Campos (PT), Doutor Jean Freire (PT), Betão (PT), Celinho Sintrocel (PCdoB), Luizinho (PT), Marquinho Lemos (PT) e Hely Tarqüínio (PV), e as deputadas Lohanna (PV), Bella Gonçalves (Psol), Ana Paula Siqueira (Rede), Beatriz Cerqueira (PT), Andreia de Jesus (PT) e Leninha (PT), 1ª-vice-presidente da ALMG.

Os deputados da oposição chegaram a abandonar o Plenário em algumas oportunidades, na tentativa de derrubar o quórum mínimo para continuidade da reunião, mas foram feitas recomposições de quórum que permitiram a continuidade da reunião.

Adiamento de votação

Após todas as discussões, foi apresentado requerimento, também de autoria do deputado Ulysses Gomes (PT), que solicitou o adiamento da votação da PEC. Mais uma vez, os parlamentares do bloco de oposição voltaram à tribuna para novo encaminhamento de votação, porém, assim como os demais, o requerimento foi rejeitado.

Como última estratégia de obstrução, os deputados e deputadas da oposição se inscreveram para encaminhar a votação da matéria.

Os parlamentares da base de governo, Cássio Soares (PSD), Noraldino Júnior (PSB) e Roberto Andrade (PRD) chegaram a ter aprovado requerimento para que todos os questionamentos fossem votados nominalmente.

A matéria, agora, volta à Comissão Especial, para emissão de parecer de 2º turno, antes de retornar ao Plenário para votação definitiva.

Publicado originalmente pela Assembleia de Minas Gerais em 24/10/2025

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Não à privatização da Copasa e Cemig: Minas Gerais não está à venda! https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/nao-a-privatizacao-da-copasa-e-cemig-minas-gerais-nao-esta-a-venda/ https://www.ocafezinho.com/2025/10/16/nao-a-privatizacao-da-copasa-e-cemig-minas-gerais-nao-esta-a-venda/#respond Thu, 16 Oct 2025 14:24:24 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=219403 Por Emerson Andrada, coordenador-geral do Sindieletro MG


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, mesmo com o prazo ampliado para adesão ao Propag, segue obstinado na sanha de rifar empresas estatais estratégicas, como a Copasa e a Cemig. O povo mineiro resiste bravamente, apesar de ouvir tantos nãos. Não para valorização profissional, para a saúde, educação, meio ambiente e segurança. E enquanto houver trabalhadores dispostos a lutar, a cada tentativa de entrega de Zema do patrimônio do povo mineiro, mais crescerá a nossa resistência.

Hoje, lutamos os trabalhadores da Copasa e Cemig unidos, os profissionais da saúde, do meio ambiente, os professores e funcionários da educação, da segurança pública e de tantas outras áreas, que sustentam este Estado de pé. E é em nome dessa Minas que trabalha, produz e serve, que dizemos: não aceitaremos o desmonte nem a privatização do que é nosso.

Zema se apresenta como “gestor eficiente”, mas sua política é a da exclusão. Em vez de investir nas pessoas, ele aplica a lógica do mercado dentro do Estado. Enquanto o funcionalismo estadual amarga reajuste de pouco mais de 4%, o governador aprovou para si mesmo um aumento de quase 300% — um retrato da desigualdade que ele mesmo cultiva. A promessa de valorização dos servidores virou discurso vazio. O arrocho salarial e a precarização do serviço público são marcas da sua gestão.

Na saúde, sua política é de enxugamento e fechamento. Hospitais regionais seguem sem recursos, unidades de atendimento são desativadas, deixando a população à própria sorte. Os profissionais enfrentam condições cada vez mais precárias. Essa é a face social de um governo que trata direitos como despesas e vidas como números em planilhas.

Na educação, o cenário não é diferente. O projeto de militarização das escolas estaduais avançou sem diálogo com a comunidade – professores e famílias, e está suspenso. A promessa de “melhorar a disciplina” esconde o verdadeiro objetivo: controlar o pensamento, impor o autoritarismo e enfraquecer o papel transformador da escola pública. É um retrocesso disfarçado de modernização.

Os profissionais do Meio Ambiente já estão em greve há mais de um mês. A categoria segue lutando contra a corrupção e o conluio do governo estadual com as empresas mineradoras. O que a operação “Rejeito”, da Polícia Federal está investigando, já era denunciado por técnicos concursados da área: as empresas mineradoras devastam regiões inteiras, sugando tudo, sem o mínimo respeito à legislação ambiental, e à população mineira.

A arma que os trabalhadores tem é parar e ocupar as ruas! Por isso, os servidores da Copasa, também, estarão em greve nos próximos dias 21 a 23, datas previstas para votação da PEC!

Porque o coração desse projeto de destruição do Estado está nas privatizações. Zema quer, a todo custo, entregar a Copasa e Cemig ao mercado financeiro. Quer transformar água e energia — bens essenciais à vida — em mercadoria. Mas enfrenta forte resistência. Os trabalhadores e o povo mineiro sabem que essas empresas são estratégicas, geram lucro, garantem soberania e qualidade de serviço. Privatizá-las é abrir mão do futuro, é vender o Estado. E nós não deixaremos.

Zema, Bolsonaro, Trump e Milei são figurinhas repetidas

A postura autoritária e de extrema direita de Zema não é diferente da de seus ídolos: Bolsonaro, aqui, Trump, Nos Estados Unidos, e Javier Milei, na Argentina. Ambos aplicaram a mesma cartilha ultraliberal — o Estado mínimo, que leva o povo ao máximo de sofrimento. Milei já afundou a Argentina em dívidas e cortes sociais, e Zema segue o mesmo caminho. Mas em Minas há história, somos o berço da democracia, há consciência e há organização popular.

Se o governador planeja usar seu mandato como trampolim para a Presidência da República, encontrará no caminho a força de quem defende o público, o social e o justo. Minas Gerais não está à venda, porque o povo mineiro não tem preço. Seguiremos juntos até a última batalha.

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Zema lança candidatura e ganha o rótulo de oportunista https://www.ocafezinho.com/2025/08/18/zema-lanca-candidatura-e-ganha-o-rotulo-de-oportunista/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/18/zema-lanca-candidatura-e-ganha-o-rotulo-de-oportunista/#respond Mon, 18 Aug 2025 23:18:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215569 O governador mineiro tentou se apresentar como herdeiro da direita, mas saiu de São Paulo com ataques de antigos aliados e apoio restrito do próprio partido

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou em São Paulo sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026. O movimento, que deveria projetá-lo como alternativa da direita, acabou evidenciando fragilidades políticas, falta de apoio consistente e até mesmo críticas de antigos aliados do bolsonarismo, que o rotularam como “oportunista”.

Zema subiu ao palco diante de uma plateia composta majoritariamente por militantes do Novo e nomes de menor expressão nacional, como o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol. Em tom de liderança motivacional, apresentou-se como alguém predestinado a conduzir a direita no pós-Bolsonaro. Prometeu “varrer o PT do mapa” e declarou guerra ao que chama de “ditadura do Judiciário”.

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Apesar da tentativa de emular o discurso bolsonarista, o governador mineiro não recebeu o endosso esperado. Pelo contrário: no dia seguinte, os filhos do ex-presidente, Carlos e Eduardo Bolsonaro, dispararam contra governadores que ensaiam disputar a liderança da direita, chamando-os de “ratos oportunistas”.

Contradições na gestão em Minas

Durante o evento, Zema procurou reforçar a imagem de gestor eficiente, afirmando que “reconstruiu” Minas Gerais, pagou salários em dia e atraiu investimentos privados. Mas os números oficiais revelam um quadro mais complexo. A dívida do estado cresceu 51% em seu governo, saltando de R$ 124,7 bilhões em 2020 para R$ 188,7 bilhões em 2024.

Na área de infraestrutura, a situação também é alvo de críticas. Estradas com buracos e pedágios caros convivem com uma obra de R$ 40 milhões, bancada com dinheiro público, destinada à recuperação da rodovia que leva diretamente ao rancho da família Zema, na divisa com São Paulo. A intervenção foi questionada na Assembleia Legislativa, levantando acusações de favorecimento pessoal. O Ministério Público arquivou a denúncia, mas para a oposição, o caso simboliza a distância entre o discurso de austeridade e as prioridades da gestão.

Outro ponto polêmico foi a decisão do governador de sancionar, em 2023, um reajuste de quase 300% no próprio salário, que passou a ser de R$ 41,8 mil mensais. No mesmo período, os servidores públicos tiveram apenas 3% de aumento. Paralelamente, o governo mantém sob sigilo informações sobre R$ 25 bilhões em renúncias fiscais.

No início do primeiro mandato, Zema costumava divulgar que doava seu salário e informava publicamente as entidades beneficiadas. Após o aumento, contudo, deixou de prestar contas. Questionado recentemente sobre o assunto, respondeu: “Não gosto de falar sobre esse assunto porque acredito que não devo me vangloriar por estar fazendo o bem.”

Declarações polêmicas e estilo performático

Desde que entrou para a política, Zema acumula falas que geraram controvérsia. Em uma delas, comparou pessoas em situação de rua a carros estacionados irregularmente que deveriam ser guinchados. Em outra, afirmou que os estados do Norte e Nordeste são “vaquinhas magras que produzem pouco”, em contraste com Sul e Sudeste, que, segundo ele, “fazem o país dar certo”. Também relativizou a ditadura militar, classificou a Inconfidência Mineira como “golpe” e chegou a compartilhar uma frase atribuída a Benito Mussolini.

Na segurança pública, viajou até El Salvador para elogiar o modelo prisional do presidente Nayib Bukele, exaltando a queda nos homicídios sem citar denúncias de tortura e mortes em custódia. Em Minas, adotou medidas controversas, como a proibição da entrada de cigarros nos presídios sem oferecer tratamento aos dependentes. A política foi criticada pela Defensoria Pública, que alertou para casos de automutilação e rebeliões nos presídios.

Zema também tenta apostar em gestos midiáticos para se aproximar do eleitorado. Em uma ação pensada para criticar a inflação, engoliu uma banana com casca em frente às câmeras. A cena, porém, viralizou como piada, reforçando a imagem de político performático, mas não a de presidenciável competitivo.

Candidatura enfraquecida desde a largada

O lançamento em São Paulo, conduzido pelo marqueteiro Renato Pereira, teve tom de convenção motivacional. Zema discursou de polo, com sotaque carregado, tentando reforçar a imagem de simplicidade. Mas o evento também deixou claro o isolamento do governador. Grande parte da direita e da extrema-direita não compareceu. Nem mesmo o Novo, seu partido, mostrou força: dos três vereadores eleitos em Belo Horizonte, apenas um esteve presente.

Sem apoio expressivo, com um partido pequeno — sem tempo robusto de TV e sem fundo partidário relevante — e sob críticas públicas da família Bolsonaro, Zema começa a corrida presidencial já marcado por fragilidades.

Tentando herdar o espaço do bolsonarismo, saiu do fim de semana com um rótulo indigesto: o de “candidato oportunista”. Por enquanto, sua candidatura carrega mais sinais de isolamento do que de viabilidade política real para 2026.

Com informações de Carta Capital*

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Corrida ao Senado mineiro começa em clima de guerra fria https://www.ocafezinho.com/2025/08/18/corrida-ao-senado-mineiro-comeca-em-clima-de-guerra-fria/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/18/corrida-ao-senado-mineiro-comeca-em-clima-de-guerra-fria/#respond Mon, 18 Aug 2025 23:07:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215567 Levantamento mostra que nenhum candidato desponta como franco favorito e que a corrida mineira promete ser uma das mais intensas do país

A corrida para o Senado em Minas Gerais em 2026 já começa a ganhar contornos e promete ser um dos capítulos mais disputados da política mineira. Levantamento realizado pelo instituto Real Time Big Data, divulgado nesta segunda-feira (18), testou três cenários diferentes para a escolha dos dois senadores que o estado elegerá no próximo ano. Os resultados revelam um jogo aberto, com empates técnicos e lideranças fragmentadas.

No primeiro cenário, que contou com a participação de mais candidatos, o destaque foi para a deputada federal Marília Campos (PT) e o senador Carlos Viana (Podemos), que buscam se consolidar entre os favoritos. Ambos aparecem praticamente empatados: Marília com 19% das intenções de voto e Viana com 18%. Logo atrás surge o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), com 14%, seguido pelo jornalista Eduardo Costa (Cidadania), que obteve 12%. Outros nomes também aparecem competitivos, como Marcelo Aro (PP), com 11%, e os deputados federais Eros Biondini (PL) e Áurea Carolina (PSOL), ambos com 7%. A lista inclui ainda Domingos Sávio (PL), com 6%, Cristiano Caporezzo (PL), com 3%, Euclydes Pettersen (Republicanos), com 2%, e Vile (PL), com 1%.

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No segundo cenário, mais restrito, a disputa pelo protagonismo fica concentrada entre Viana e Silveira. O senador do Podemos aparece na frente com 27%, enquanto o pessedista marca 21%, diferença que está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, configurando empate técnico. O deputado Marcelo Aro (PP) vem em seguida, com 19%, e a ex-deputada Áurea Carolina (PSOL) mantém competitividade com 16%. Domingos Sávio (PL) marca 11%, enquanto Euclydes Pettersen (Republicanos) soma 6%.

Já no terceiro cenário, a pesquisa mostra um quadro ainda mais fragmentado, com quatro nomes tecnicamente empatados. Carlos Viana aparece novamente na dianteira, com 20%, mas seguido de perto por Alexandre Silveira e Eduardo Costa, ambos com 17%, e Marcelo Aro, que registra 16%. Completam a lista Áurea Carolina (PSOL), com 11%, Eros Biondini (PL), com 7%, Andreia de Jesus (PT), com 5%, Euclydes Pettersen (Republicanos), com 4%, e Vile (PL), que fecha com 3%.

O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, com entrevistas feitas a 1.500 eleitores em todas as regiões de Minas Gerais. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Com esses números, fica evidente que a disputa mineira para o Senado deve ser uma das mais competitivas do país em 2026. Enquanto Carlos Viana tenta assegurar a reeleição, adversários de diferentes espectros políticos, como Marília Campos, Alexandre Silveira, Marcelo Aro e Eduardo Costa, demonstram força em segmentos distintos do eleitorado. A corrida ainda está aberta e deve ganhar novos capítulos à medida que a campanha se aproxima.


Com informações de Carta Capital*

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Sindicatos se mobilizam contra privatização da Cemig e da Copasa em Minas https://www.ocafezinho.com/2025/08/04/sindicatos-se-mobilizam-contra-privatizacao-da-cemig-e-da-copasa-em-minas/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/04/sindicatos-se-mobilizam-contra-privatizacao-da-cemig-e-da-copasa-em-minas/#respond Tue, 05 Aug 2025 00:23:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=214455 Uma união de sindicatos irá realizar uma série de seminários populares em Minas Gerais contra a privatização das empresas estatais Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O movimento defende que o controle público dessas empresas é fundamental para garantir o acesso universal à energia, à água e ao saneamento básico no estado, especialmente em regiões mais vulneráveis.

As entidades organizadoras do seminário popular alertam que a privatização pode levar ao aumento de tarifas, precarização dos serviços e abandono das áreas menos lucrativas, como já ocorreu em outros estados e países. “O setor privado visa lucro, não inclusão. A água e a energia não podem ser tratadas como mercadoria”, afirma o coletivo responsável pelo evento.

Com lucros bilionários e reconhecimentos internacionais por suas práticas sustentáveis, Cemig e Copasa são apontadas como referências na oferta de serviços essenciais. Somente em 2024, a Cemig lucrou R$ 7,1 bilhões e investiu R$ 5,7 bilhões em Minas. Já a Copasa registrou lucro de R$ 1,32 bilhão e ampliou em 33% seus investimentos em saneamento.

O movimento está sendo capitaneado pelo Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG), o Sindicato dos Trabalhadores nas Ind. Purific. Distrib. Água e Serviços Esgotos do Estado de MG (Sindágua-MG) e o Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais (Senge-MG). Os dois primeiros são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Imagem de divulgação do evento

Eles também lembram que países como França e Alemanha têm revertido privatizações e reestatizado serviços essenciais após experiências malsucedidas. “Só entre 2000 e 2023, houve mais de 1.600 casos de reestatização no mundo”, destacam.

A mobilização pede ao governo estadual que interrompa qualquer tentativa de venda das estatais e defende a expansão do controle público como forma de promover desenvolvimento sustentável, soberania energética e justiça social em Minas Gerais.


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Zema vende hidrelétricas da Cemig sem consulta popular e aprovação da ALMG https://www.ocafezinho.com/2025/03/07/zema-vende-hidreletricas-da-cemig-sem-consulta-popular-e-aprovacao-da-almg/ Fri, 07 Mar 2025 14:29:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=203665 Governo de Minas desrespeita lei estadual e decisão judicial, enquanto sindicatos e parlamentares denunciam desmonte do patrimônio público mineiro

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) formalizou a venda de mais quatro usinas hidrelétricas para a Âmbar Hidroenergia Ltda., empresa do grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. O contrato, assinado em 21 de fevereiro, ocorre em um contexto de judicialização de um lote anterior de 15 usinas, cuja venda foi suspensa pela Justiça em dezembro de 2023 por descumprir exigências legais, como a consulta popular e o quórum qualificado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

As usinas vendidas estão localizadas em Juiz de Fora e Manhuaçu, na Zona da Mata; Águas Vermelhas, no Norte de Minas; e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A Âmbar pagou R$ 52 milhões pelo pacote, com um ágio de 78,8% — valor adicional cobrado em operações financeiras — em relação ao preço mínimo esperado. A operação, no entanto, ainda depende de aprovações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A venda ocorre em meio a uma das maiores crises hídricas dos últimos anos em Minas Gerais, o que levanta questionamentos sobre a estratégia do governo de Romeu Zema (Novo) de alienar ativos estratégicos do Estado. Nos últimos 24 meses, a Cemig já vendeu 19 usinas, sendo 15 apenas em 2023. Para o deputado estadual Betão (PT), a prática é parte de um projeto de desmonte das estatais mineiras.

“Isso é um desrespeito ao direito constitucional de consulta pública e referendo popular. Algumas dessas usinas estão em áreas estratégicas para o estado. É como estarmos no deserto, com sede, e vendermos a água para quem tem um reservatório em casa”, criticou o parlamentar.

Judicialização e descumprimento da lei

A venda das quatro hidrelétricas repete o mesmo padrão de descumprimento da Lei Estadual 15.290/2004, que exige consulta popular e aprovação por maioria qualificada na ALMG (48 dos 77 deputados) para a alienação de subsidiárias da Cemig ou de participações societárias da companhia. A legislação foi criada durante o governo Itamar Franco (1998-2002) e visa garantir o controle público sobre ativos estratégicos.

Em agosto de 2023, a Cemig vendeu 15 hidrelétricas à Mang Participações e Agropecuária Ltda. sem seguir esses requisitos. A operação foi suspensa em dezembro pela 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, atendendo a uma ação popular da Federação dos Urbanitários de Minas Gerais. A Cemig recorreu da decisão, e o caso ainda está em tramitação.

Apesar disso, a empresa seguiu com a venda do novo lote, ignorando novamente as exigências legais.

Impactos para trabalhadores e população

Para Emerson Andrada, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG), as privatizações representam um ataque direto aos direitos dos trabalhadores e à população mineira.

“No setor elétrico, esse processo tem um histórico já conhecido de demissões em massa, terceirização e precarização das condições de trabalho, com aumento de acidentes fatais. Empresas privadas operam sob a lógica do lucro máximo, o que leva à redução de postos de trabalho e à flexibilização de direitos”, afirmou.

Ele também destacou que a privatização tende a aumentar as tarifas de energia e piorar a qualidade do serviço, além de comprometer a universalização do acesso à eletricidade.

“Empresas privadas não têm compromisso com o desenvolvimento regional. Elas investem apenas onde há maior rentabilidade, o que pode deixar áreas mais pobres desassistidas”, explicou.

Estratégia de desmonte fracionado

De acordo com Emerson Andrada, o governo Zema tem adotado uma estratégia de venda fracionada de ativos da Cemig e de outras estatais, como a Copasa, buscando burlar a necessidade de consulta popular e aprovação legislativa. Em novembro de 2024, o governo encaminhou à ALMG propostas para eliminar a exigência de referendo e quórum qualificado na venda de subsidiárias.

“O que o presidente da Cemig está fazendo é o mesmo que Zema tem feito com a Copasa: ir vendendo pouco a pouco, de forma fatiada”, denunciou o deputado Betão. Ele ressaltou que a população mineira não apoia a privatização de serviços essenciais, como energia e água, e que a tendência mundial é a reestatização desses setores.

“No mundo inteiro, sobretudo na Europa, serviços públicos têm sido reestatizados diante do fracasso da iniciativa privada em equilibrar a ganância do capital com a necessidade de garantir o acesso da população a requisitos básicos de cidadania”, afirmou o parlamentar.

Resistência e mobilização

O Sindieletro-MG e outras entidades têm intensificado a resistência contra as privatizações, com ações jurídicas, mobilizações e campanhas de conscientização.

“Já acionamos juridicamente os órgãos competentes e mantemos diálogo constante com o Ministério Público e a ALMG para impedir que essas operações ocorram sem cumprir os requisitos legais”, disse Emerson.

Ele também destacou que a categoria não descarta a possibilidade de greve, caso o governo insista no desmonte das estatais. “Se Zema continuar com essa estratégia, nossa resposta será ampliar as mobilizações e fortalecer a unidade entre sindicatos e movimentos sociais”, afirmou.

Especialistas pontuam ainda que a população mineira segue à mercê de decisões tomadas sem transparência ou participação popular, em um contexto de crise hídrica e aumento dos custos de vida. A venda das hidrelétricas não apenas coloca em risco o patrimônio público, mas também o futuro energético e social de Minas Gerais.

O outro lado

O Brasil de Fato MG questionou a Cemig e o Governo de Minas Gerais sobre o descumprimento da lei, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

O espaço segue aberto para manifestações dos órgãos.

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato em 06/03/2025

Por Jean Silva – Belo Horizonte (MG)

Edição: Ana Carolina Vasconcelos

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Vítimas de Mariana levam gigante da mineração à Justiça do Reino Unido https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/vitimas-de-mariana-levam-gigante-da-mineracao-a-justica-do-reino-unido/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/vitimas-de-mariana-levam-gigante-da-mineracao-a-justica-do-reino-unido/#respond Mon, 21 Oct 2024 11:49:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195398 Em busca de justiça quase uma década após o desastre, brasileiros exigem bilhões em indenização da BHP em um dos maiores processos ambientais do mundo


Quase nove anos após o pior desastre ambiental do Brasil, vítimas levaram seu caso por indenização ao tribunal do Reino Unido nesta segunda-feira (21). O incidente envolveu o despejo de toneladas de resíduos tóxicos de mineração em um importante rio, na cidade de Mariana, em Minas Gerais, resultando na morte de 19 pessoas e na destruição de comunidades locais.

A ação coletiva no Tribunal Superior de Londres visa obter aproximadamente 36 bilhões de libras (US$ 47 bilhões) em indenização da gigante global de mineração BHP. Se bem-sucedida, será o maior pagamento ambiental já registrado, conforme informou o escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa os reclamantes.

A BHP detém metade da Samarco, a mineradora brasileira responsável pela mina de minério de ferro onde a barragem de rejeitos se rompeu em 5 de novembro de 2015, liberando resíduos suficientes para encher 13.000 piscinas olímpicas no Rio Doce, localizado no sudeste do Brasil. O caso foi aberto no Reino Unido, pois uma das principais entidades legais da BHP estava sediada em Londres na época.

O julgamento ocorre poucos dias após a BHP anunciar que está em negociações com sua parceira na Samarco, a Vale SA, e autoridades brasileiras para um possível acordo que poderia destinar US$ 31,7 bilhões às vítimas, comunidades e ao meio ambiente afetado.

O desastre resultou na destruição de duas aldeias, na morte de 14 toneladas de peixes de água doce e no dano de 660 quilômetros (410 milhas) do Rio Doce / AP

O escritório Pogust Goodhead afirmou que este acordo não impactará o processo em Londres.

“Esse momento só prova que as empresas responsáveis ​​pelo maior desastre ambiental do Brasil estão determinadas a fazer tudo o que podem para impedir que as vítimas busquem justiça e estão dispostas a perpetuar o comportamento vergonhoso que demonstraram nos últimos nove anos”, disse a firma.

A BHP, com sede em Melbourne, Austrália, afirmou que o possível acordo resolveria uma ação movida pelo Ministério Público Federal do Brasil e outras reclamações de autoridades públicas brasileiras.

“A BHP continuará a defender a ação (do Reino Unido), que acredita ser desnecessária porque duplica questões já cobertas pelo trabalho de reparação em andamento e pelos procedimentos legais no Brasil”, declarou a empresa no sábado.

O desastre resultou na destruição de duas aldeias, na morte de 14 toneladas de peixes de água doce e no dano de 660 quilômetros (410 milhas) do Rio Doce, conforme estudo da Universidade de Ulster.

O rio, reverenciado como divindade pelo povo indígena Krenak, permanece poluído e ainda não se recuperou.

Com informações da AP

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Balanço da campanha de Rogério Correia em Belo Horizonte por um membro da campanha https://www.ocafezinho.com/2024/10/15/rogerio-correia-campanha-bh-balanco/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/15/rogerio-correia-campanha-bh-balanco/#respond Tue, 15 Oct 2024 20:46:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195042 Campanha de Rogério Correia elegeu dez vereadores, com foco em formar uma resistência significativa na Câmara Municipal de Belo Horizonte.


Crescimento da bancada de esquerda

A campanha de Rogério Correia à prefeitura de Belo Horizonte resultou em um fortalecimento significativo da esquerda na Câmara Municipal. Mesmo com a derrota na disputa majoritária, a campanha conseguiu consolidar uma base expressiva de apoio com a eleição de dez vereadores, dobrando a representatividade da chapa na casa legislativa. Um dos membros da campanha, que fez um balanço desse processo, considera o resultado positivo, especialmente diante do cenário desfavorável para a esquerda.

Foco estratégico na Câmara Municipal

Segundo o membro, a intenção desde o início não era focar unicamente na eleição para prefeito, mas sim formar uma base sólida para enfrentar o cenário político da cidade. “Nosso foco era consolidar uma resistência forte na Câmara Municipal. Todas as pesquisas já mostravam que seria difícil para uma candidatura de esquerda vencer para prefeito, então concentramos nossos esforços na formação de uma bancada capaz de resistir”, afirmou.

Comparação com outros partidos e resultados obtidos

O resultado dessa estratégia foi o crescimento significativo da bancada de vereadores de esquerda. “Passamos de dois para seis vereadores eleitos pela Federação, e nossa chapa como um todo elegeu dez. Com isso, ocupamos 25% das cadeiras da Câmara. Antes, tínhamos apenas quatro”, destacou. Ele também mencionou que esse crescimento é uma vitória importante, considerando o atual cenário de predomínio da direita no país.

O representante da campanha comparou o desempenho da chapa com outros partidos, ressaltando que o PL, por exemplo, elegeu a mesma quantidade de vereadores. “Ninguém fala sobre isso, mas nossa chapa foi a que mais teve votos para vereador, fruto da união de seis partidos e 200 movimentos sociais”, disse.

Desafios enfrentados pela candidatura majoritária

Apesar de o resultado para a prefeitura não ter sido o esperado, ele atribuiu isso ao voto útil e às divisões internas da esquerda. “A nossa chapa não conseguiu transferir a mesma quantidade de votos que teve para a eleição de prefeito. Isso aconteceu, em parte, por conta do voto útil, que favoreceu outros candidatos, e também por algumas divergências internas entre as candidaturas de esquerda”, explicou.

Vitória na formação de uma resistência política

Mesmo com essas dificuldades, o membro da campanha ressaltou a importância do crescimento da bancada como um indicativo de sucesso. “Conseguimos mais do que dobrar a nossa representação na Câmara, e isso é uma vitória significativa, considerando o contexto desfavorável para a esquerda no país. Nossa chapa se manteve unida, mesmo sendo composta por duas federações diferentes, e conseguimos construir um projeto coletivo sólido”, concluiu.

Agora, o desafio será manter essa base de resistência organizada e preparada para enfrentar as articulações do governo municipal, seja com Fuad Noman ou outro nome que venha a assumir a prefeitura de Belo Horizonte.

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Zema aumenta o próprio salário em 300% em meio à crise fiscal! https://www.ocafezinho.com/2024/07/25/zema-aumenta-o-proprio-salario-em-300-em-meio-a-crise-fiscal/ https://www.ocafezinho.com/2024/07/25/zema-aumenta-o-proprio-salario-em-300-em-meio-a-crise-fiscal/#respond Thu, 25 Jul 2024 11:10:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=189027 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), conhecido por seu alinhamento com Bolsonaro, incluiu uma exceção nas regras do Plano de Recuperação Fiscal do estado para garantir um aumento salarial de 300% para ele mesmo, o vice-governador e os secretários de Estado.

Essa medida foi tomada antes de Zema pressionar a Assembleia Legislativa a aprovar a adesão do estado ao regime de recuperação fiscal, enfrentando resistência tanto da oposição quanto de membros de sua própria base. A pauta é impopular entre os parlamentares, pois implica no congelamento de salários dos servidores públicos.

O aumento de 300%, sancionado por Zema no ano anterior, elevou seu salário mensal de R$ 10,5 mil para R$ 37,5 mil. Essa ação foi contestada judicialmente por uma confederação de servidores, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu não analisar o caso em dezembro, alegando que não tinha competência para isso.

Romeu Zema justificou o aumento dizendo ser necessário para ajustar o teto salarial da administração estadual, beneficiando também outras categorias.

Em julho de 2022, o Tesouro Nacional autorizou Minas Gerais a negociar sua adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, cujo objetivo é reequilibrar as finanças do estado através de várias regras, incluindo a proibição de aumentos salariais acima da inflação e a consideração de privatizações.

Durante sua gestão, Zema conseguiu liminares para adiar o pagamento integral da dívida do estado, argumentando que o impacto seria severo nas contas públicas e devido à recusa da Assembleia Legislativa em votar pela recuperação fiscal.

Em outubro do ano passado, alguns meses após sancionar o aumento salarial de 300%, Zema enviou ao Tesouro Nacional uma nova versão do plano de recuperação fiscal, incluindo a exceção para o reajuste de seus próprios vencimentos.

Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda de Minas, essa inclusão foi uma orientação do Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal (CSRRF), composto por representantes do estado e da União.

“Por orientação do próprio Conselho de Supervisão, o reajuste indicado foi devidamente ressalvado no Plano de Recuperação revisado. Dessa forma, não coloca em risco a permanência nem a homologação da adesão ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal)”, afirma a nota.

O Ministério da Fazenda, que faz parte do conselho de supervisão, informou que o plano enviado pelo governo de Minas no ano passado ainda está sob análise do Tesouro Nacional devido a ajustes solicitados pelo governo federal.

É importante notar que, mesmo sem a adesão formal, o estado vem se beneficiando do regime, incluindo a suspensão do pagamento da dívida.

Apesar das regras proibirem aumentos salariais acima da inflação, o Ministério da Fazenda observou que a lei federal de 2017, que regula o regime de recuperação fiscal, permite exceções desde que haja “elevação de receita ou redução de despesa nos mesmos valores do ato violador”.

“O ente atualmente recebe benefícios como se estivesse no RRF por meio de liminar do Supremo Tribunal Federal. Eventuais violações ocorridas após a adesão serão analisadas pelo CSRRF quando for solicitada a homologação do PRF (Plano de Recuperação Fiscal)”, declarou o ministério em nota.

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Zema assina cooperação entre Minas Gerais e Israel https://www.ocafezinho.com/2024/07/09/zema-assina-cooperacao-entre-minas-gerais-e-israel/ https://www.ocafezinho.com/2024/07/09/zema-assina-cooperacao-entre-minas-gerais-e-israel/#respond Tue, 09 Jul 2024 15:25:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=187576 O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, assinou uma declaração conjunta de cooperação entre o Estado de Minas Gerais e Israel, na manhã desta segunda-feira (8), e adotou a Definição de Antissemitismo da Aliança Internacional de Memória do Holocausto. A cerimônia ocorreu no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

Zema se torna o terceiro governador a assumir este compromisso, seguindo Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.

O documento caracteriza antissemitismo como “uma determinada percepção dos judeus, que pode se manifestar como ódio em relação aos judeus”. A definição inclui manifestações verbais e físicas contra indivíduos judeus e não judeus, seus bens, instituições comunitárias e instalações religiosas.

De acordo com a comunidade judaica, a intenção é que o Estado utilize essa definição como um recurso educacional para prevenir atividades relacionadas a preconceitos e discriminação.

Recentemente, a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais discutiu o conflito entre Israel e o povo palestino, com o deputado Leleco Pimentel expressando preocupações sobre as ações israelenses na Faixa de Gaza.

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Sigma anuncia investimento milionário para turbinar produção de lítio no Vale do Jequitinhonha https://www.ocafezinho.com/2024/04/09/sigma-anuncia-investimento-milionario-para-turbinar-producao-de-litio-no-vale-do-jequitinhonha/ https://www.ocafezinho.com/2024/04/09/sigma-anuncia-investimento-milionario-para-turbinar-producao-de-litio-no-vale-do-jequitinhonha/#respond Tue, 09 Apr 2024 23:45:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=180402 A Sigma Lithium anunciou hoje sua decisão de dobrar a produção de lítio, passando de 270.000 toneladas por ano para 520.000 toneladas por ano.

O conselho de administração aprovou o início da construção de uma segunda linha em sua Planta Greentech, com um investimento de US$ 100 milhões.

O objetivo é ampliar a capacidade anual total de lítio da empresa em 270.000 toneladas para 520.000 toneladas até 2025.

A empresa planeja mobilizar cerca de 180 trabalhadores e equipamentos de construção para iniciar as obras civis, incluindo terraplenagem, fundação e infraestrutura da planta de produção.

A conclusão da fase inicial das obras civis está prevista para aproximadamente seis meses, com a Promon Engenharia Ltda. encarregada da execução.

A Fase 2 da planta está programada para produzir até 250.000 toneladas por ano de concentrado de lítio de alta pureza, equivalente a aproximadamente 34.000 toneladas por ano de carbonato de lítio equivalente.

O conselho de administração aprovou inicialmente US$ 8,4 milhões em desembolsos de construção, a serem financiados pelo caixa da empresa.

A empresa está em negociações com a Promon para gerir engenharia, compras e construção da planta e infraestrutura associada.

Vale lembrar que no balanço operacional de 2023, a Sigma encerrou o quarto trimestre com US$ 48,5 milhões em caixa e equivalentes, totalizando US$ 109,5 milhões em 30 de março de 2024.

As despesas de capital foram de US$ 6,5 milhões, com a empresa gerando cerca de US$ 30 milhões em fluxo de caixa livre no quarto trimestre de 2023.

Com informações do Brasil Mineral

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Zanin pede esclarecimentos sobre o aumento de 300% no salário de Zema https://www.ocafezinho.com/2023/10/12/zanin-pede-esclarecimentos-sobre-o-aumento-de-300-no-salario-de-zema/ https://www.ocafezinho.com/2023/10/12/zanin-pede-esclarecimentos-sobre-o-aumento-de-300-no-salario-de-zema/#comments Thu, 12 Oct 2023 11:37:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=166697 2 Comentários 🔥]]> O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu esclarecimentos acerca da lei estadual que propõe um aumento de 300% nos salários do governador Romeu Zema e dos secretários das pastas estaduais. A determinação foi formalizada na segunda-feira (9), e tornada pública nesta quarta-feira (11).

Conforme a decisão do ministro, tanto Zema quanto a Assembleia de Minas terão a obrigação de se pronunciar acerca da aprovação do projeto de Lei 24.314/2023, o qual estabeleceu o aumento salarial a partir de abril deste ano. Essa medida foi adotada com o intuito de fornecer informações adicionais para embasar o julgamento da ação em que a Confederação das Carreiras Típicas de Estado (Conacate) questiona a legalidade do aumento.

De acordo com a Conacate, a nova lei modificou uma regulamentação de 2007 com o objetivo de elevar o salário do governador de Minas de R$ 10,5 mil para R$ 37,5 mil a partir de abril deste ano. A legislação também estabelece que o salário de Zema será progressivamente aumentado para atingir a marca de R$ 41,8 mil até o ano de 2025.

No que diz respeito aos secretários estaduais, seus salários serão elevados de R$ 10 mil para R$ 34,7 mil até 2025. Segundo a Conacate, esse aumento resulta em um acréscimo de R$ 407 mil nas despesas públicas, considerando apenas o salário do governador.

“Levando-se em consideração o ano de 2025, ano final da majoração do subsídio, a diferença se torna ainda mais alarmante. Haverá um aumento percentual de 398,52% com relação ao subsídio da lei anterior, gerando um aumento de despesa de R$407,4 mil”, alega a entidade. 

A Conacate também alegou no processo que Minas Gerais está sob um programa de recuperação fiscal com o governo federal e tem uma dívida de R$ 160 milhões. “Mesmo diante de tal situação financeira, o governador solicitou o aumento de quase 400% de seu subsídio. Solicitação essa acatada pela ALMG sem estudo de impacto, sem previsão orçamentária e em vigor em Minas Gerais desde maio de 2023”.

Segundo o governo de Minas, o aumento se justificou devido à defasagem salarial acumulada ao longo de 15 anos, e o reajuste foi embasado nos salários praticados no Judiciário mineiro.

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Ministro reage e refere-se a Zema como ‘governador separatista’ https://www.ocafezinho.com/2023/08/07/ministro-reage-e-refere-se-a-zema-como-governador-separatista/ https://www.ocafezinho.com/2023/08/07/ministro-reage-e-refere-se-a-zema-como-governador-separatista/#comments Mon, 07 Aug 2023 18:38:25 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=162954 1 Comentário 🔥]]> O ministro responsável pela pasta de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou as declarações discriminatórias do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, direcionadas ao Nordeste e ao Norte.

Nesta semana, Silveira participará de dois eventos públicos junto com Lula, com o propósito de defender a agenda de descarbonização da matriz energética nacional. Durante uma reunião realizada durante a Cúpula da Amazônia, o ministro fez uma crítica a Zema, a quem se referiu como “o governador separatista”, enfatizando que suas declarações causam vergonha e pediu desculpas em nome dos mineiros pelas atitudes do governador.

“É inaceitável que um governador de um Estado tão importante como Minas Gerais, estimule discursos preconceituosos. Somos um só povo e precisamos nos unir em busca de um mesmo objetivo: acabar com a injustiça social e construir uma sociedade mais empática”, continuou o ministro, através de suas redes sociais.

O ministro considera inadmissível a postura de Zema ao apoiar a formação de uma coalizão de direita entre os estados do Sul-Sudeste contra a esquerda representada pelos estados do Norte-Nordeste nas eleições de 2026.

“Chega de divisão. Chega de estimular Direita contra Esquerda e Esquerda contra Direita. Chega de estimular DIVISÕES REGIONAIS PRECONCEITUOSAS. O Brasil precisa urgentemente é da UNIÃO DE TODOS OS BRASILEIROS”, escreveu Silveira.

A fala de Zema

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que o Consórcio de estados do Sul e Sudeste (Consud) enfrenta desvantagens no Senado, mas continua buscando relevância política.

“Outras regiões do Brasil, com Estados muito menores em termos de economia e população se unem e conseguem votar e aprovar uma série de projetos em Brasília. E nós, que representamos 56% dos brasileiros, mas que sempre ficamos cada um por si, olhando só o seu quintal, perdemos. Ficou claro nessa reforma tributária que já começamos a mostrar nosso peso”, declarou o governador ao Estadão.

“Está sendo criado um fundo para o Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Agora, o Sul e o Sudeste não têm pobreza? Aqui todo mundo vive bem, ninguém tem desemprego, não tem comunidade… Nós também precisamos de ações sociais. Então, o Sul e o Sudeste vão continuar com a arrecadação muito maior do que recebem de volta?”, disparou.

Na prática, as palavras de Zema foram interpretadas como um ataque às políticas de combate à fome e à pobreza nas regiões mais necessitadas do país: Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Explicação

No último domingo, 6, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, utilizou as redes sociais para tentar esclarecer sua posição após as declarações controversas sobre a região Nordeste durante uma entrevista ao Estadão. Suas declarações separatistas têm sido alvo de fortes críticas por várias lideranças políticas.

“A união do Sul e Sudeste jamais será pra diminuir outras regiões. Não é ser contra ninguém, e sim a favor de somar esforços. Diálogo e gestão são fundamentais pro país ter mais oportunidades. A distorção dos fatos provoca divisão, mas a força do Brasil tá no trabalho em união”, escreveu.

Reação do consórcio Nordeste

Em reação às declarações do governador de Minas Gerais, o Consórcio Nordeste afirmou que ele “demonstra uma leitura preocupante do Brasil” e ressaltou que as regiões Norte e Nordeste foram prejudicadas ao longo das décadas pelos projetos de desenvolvimento nacionais. A entidade também negou “qualquer tipo de lampejo separatista”.

“Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual. […] A união regional dos estados Nordeste e, também, os do Norte, não representa uma guerra contra os demais estados da federação”, escreveu o consórcio em nota.

O grupo fez um apelo enfático pela união nacional em áreas estratégicas fundamentais, como economia, segurança pública, educação, saúde e infraestrutura.

Leia a nota na íntegra:

O governador de Minas Gerais, em entrevista publicada no jornal O Estado de São Paulo em 05 de agosto, demonstra uma leitura preocupante do Brasil. Ao defender o protagonismo do Sul e Sudeste, indica um movimento de tensionamento com o Norte e o Nordeste, sabidamente regiões que vem sendo penalizadas ao longo das últimas decanas dos projetos nacionais de desenvolvimento.

O Consórcio Nordeste, assim como o da Amazônia Legal, valendo-se da profunda identidade regional, cultural e histórica, foram criados com o objetivo de fortalecer essas regiões, unindo os estados em torno da cooperação e compartilhamento de melhores práticas e soluções de problemas comuns, buscando contribuir com o desenvolvimento sustentável e a mitigação de nossas desigualdades regionais.

Negando qualquer tipo de lampejo separatista, o Consórcio Nordeste imediatamente anuncia em seu slogan que é uma expressão de “O Brasil que cresce unido”. Enquanto Norte e Nordeste apostam no fortalecimento do projeto de um Brasil democrático, inclusivo e, portanto, de união e reconstrução, a referida entrevista parece aprofundar a lógica de um país subalterno, dividido e desigual.

Já passou da hora do Brasil enxergar o Nordeste como uma região capaz de ser parte ativa do alavancamento do crescimento econômico do país e, assim, contribuir ativamente com a redução das desigualdades regionais, econômicas e sociais.

É importante reafirmar que a união regional dos estados Nordeste e, também, os do Norte, não representa uma guerra contra os demais estados da federação, mas uma maneira de compensar, pela organização regional, as desigualdades históricas de oportunidades de desenvolvimento.

Nesse contexto, indicar uma guerra entre regiões significa não apenas não compreender as desigualdades de um país de proporções continentais, mas, ao mesmo tempo, sugere querer mantê-las, mantendo, com isso, a mesma forma de governança que caracterizou essas desigualdades.

A união dos estados do Sul e Sudeste num Consórcio interfederativo pode representar um avanço na consolidação de um novo arranjo federativo do país. Esse avanço, porém, só vai se dar na medida em que todos apostarmos num Brasil que combate suas desigualdades, respeita as diversidades, aposta na sustentabilidade e acredita no seu povo.

Assim, nós, governadoras e governadores da Região Nordeste, além de defendermos um Brasil cada vez mais forte, próspero, apelamos pela união nacional em torno da reconstituição de áreas estratégicas para o nosso país, a exemplo da economia, segurança pública, educação, saúde e infraestrutura.

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