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Michelle Bolsonaro expõe racha com Flávio e detona aliança com Ciro Gomes

0 Comentários🗣️🔥 O recente pronunciamento em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) expôs de forma crua as profundas divisões internas na campanha de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um longo desabafo de quase trinta minutos, ela detalhou como a articulação política no Nordeste gerou um racha irreparável no clã e expôs um […]

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Michelle Bolsonaro detona Flavio e Ciro Gomes.

O recente pronunciamento em vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) expôs de forma crua as profundas divisões internas na campanha de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um longo desabafo de quase trinta minutos, ela detalhou como a articulação política no Nordeste gerou um racha irreparável no clã e expôs um padrão de truculência familiar.

O epicentro da crise reside na imposição, por parte de Flávio Bolsonaro e deputados do PL cearense, de uma aliança pragmática com o ex-governador Ciro Gomes. Michelle opôs-se veementemente a essa aproximação, defendendo a manutenção de valores ideológicos e o apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Ao detalhar a conversa telefônica que teve com Flávio após manifestar sua discordância, a presidente do PL Mulher relatou ter sofrido humilhação e desrespeito direto. De acordo com Michelle, o enteado a tratou com extrema rispidez e afirmou de maneira hostil que ela havia chegado ontem à política e nada entendia do jogo partidário.

O desabafo trouxe à tona o ressentimento de Michelle com a hipocrisia de seus familiares ao buscarem aliança com o principal algoz judicial e político do próprio pai. Ela lembrou que Ciro Gomes foi o principal responsável pela ação que tornou Jair Bolsonaro inelegível e coleciona um histórico de ofensas gravíssimas contra a família.

Em suas declarações, lembra Michele no vídeo, Ciro Gomes já chamou o ex-presidente de ladrão de galinhas e jumento, além de rotular os filhos de Bolsonaro como bandidos e ovos de serpentes. Para a ex-primeira-dama, aceitar o apoio de um adversário que ofendeu a dignidade do clã representa um ato inequívoco de traição política e pessoal.

A disputa no Ceará também envolveu a tentativa de isolar a vereadora Priscila Costa da disputa pela chapa majoritária ao Senado para abrir espaço à acomodação de Ciro. Michelle questionou por que a vaga de Priscila, uma das principais vozes conservadoras do estado, deveria ser sacrificada ao invés da indicação de aliados masculinos próximos.

Esse racha familiar e estratégico atinge em cheio a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, cuja rejeição entre o eleitorado feminino já era apontada como seu principal obstáculo. O tratamento agressivo dispensado a Michelle sabota os esforços da ala moderada do PL que tentava suavizar a imagem do pré-candidato perante as mulheres.

Diante do desgaste, Flávio Bolsonaro tentou minimizar o impacto do vídeo declarando em transmissões nas redes sociais que estava focado em eventos esportivos e viagens ao exterior. Contudo, analistas apontam que a perda de apoio de Michelle e a debandada de nomes como o senador Styvenson Valentim evidenciam um isolamento crescente da candidatura do PL.

A ex-primeira-dama fez questão de frisar que seu recolhimento não significa submissão e que continuará atuando com base na lealdade às diretrizes pactuadas diretamente com o marido preso.

O epísódio cai como uma bomba sobre a campanha de Flávio, num momento particularmente delicado, em função do escândalo que o envolve diretamente com o banqueiro bandido Daniel Vorcaro. Desde o vazamento dos áudios, Flavio vem caindo nas pesquisas, e os estratategistas do PL tinha esperança de recuperar ao menos o voto feminino, que é o flanco mais frágil de saiu candidatura. A imagem de um homem que não respeita mulheres, que tenta colocá-las em papel submisso, certamente não vai ajudar Flavio nessa empreitada.

Íntegra do pronunciamento de Michelle Bolsonaro:

Olá, esse vídeo será longo, porque não tem como ser diferente. O detalhe faz toda a diferença, em especial nesse momento. Eu precisava falar com todos vocês, em especial com as mulheres de bem que nos acompanham. Não foi fácil chegar até aqui.

Tentei o silêncio, escolhi a paz. Para não expor a minha família, fiquei calada por muito tempo. Mas tem um limite para o quanto uma pessoa consegue suportar ataques e mentiras, especialmente quando essas mentiras envolvem o seu nome, o sofrimento do seu marido, da sua família e deturpam o trabalho que você entregou de coração. Até agora eu tentei não expor a família, pensando muito no meu marido, mas não dá mais.

Então eu vim para falar. As pessoas que sabem o que aconteceu se dividiram em dois grupos. Um me dizia, conta tudo, as pessoas precisam saber a verdade. O outro dizia, fica quieta, não vale a pena.

Eu tentei ficar quieta, mas percebo a maldade de alguns que se dizem defensores e aliados do meu marido, mas que plantam narrativas maldosas e mentiras descaradas envolvendo o meu nome. Sem respeito, sem pudor, sem vergonha. Não me deixaram viver em paz no momento mais difícil da minha vida. Inclusive, ignorando o pedido que o próprio Jair escreveu em uma carta para que parassem com os ataques.

Ele está sabendo de tudo e vê a situação que tenho enfrentado. Então hoje, a verdade vai iluminar o que foi escondido na escuridão das notícias falsas e nos ataques irresponsáveis. Para que todo o contexto fique claro, eu preciso voltar um pouco no tempo. Tudo começou em 2023.

O meu marido estava voltando dos Estados Unidos. Ele ia assumir a presidência de honra do Partido Liberal. Ele e o presidente Valdemar conversavam sobre os rumos do partido, o que ficou para trás, o que ainda podia ser construído. E perceberam uma lacuna.

As Mulheres, um público enorme, poderoso e que ainda viu Jair com desconfiança. Não tinha uma estrutura partidária que falasse de verdade com elas. Foi nesse momento que o meu nome surgiu. Eles me convidaram para assumir o PL Mulher como presidente nacional.

Eu aceitei, mas fui muito honesta. Olhei para o meu galego e disse, Jair, você sabe que eu não assumo missão para viver um faz de conta. Eu já sabia o tamanho do que estava sendo o pedido e eu tinha visto de perto, na caravana Mulheres com Bolsonaro em 2022, idealizada pela nossa governadora Celina Leão para ajudar na eleição do meu marido. Ao lado de Celina, Damares, Tereza Cristina e tantas outras guerreiras, eu vi o que era levar essa mensagem de esperança viajando pelo Brasil inteiro.

Era sacrifício real, era entrega real. Ele olhou para mim e disse que sabia que seria difícil para todos nós, mas que era necessário. E assim eu fui, assumi esse chamado mesmo sem ter experiência partidária. O que eu encontrei pela frente era maior do que eu imaginava.

O PL Mulher existia no papel, mas na verdade tivemos que começar praticamente do zero. Percorri o Brasil inteiro, instalamos os diretórios nos estados, impostamos presidentes estaduais e municipais, demos capilaridade e representatividade ao movimento que hoje, sendo um dos mais recentes, se tornou o maior movimento político partidário de mulheres no Brasil.

Nós pintamos o Brasil de rosa. E os resultados vieram. Nas eleições de 2024, elegemos 45,8% mais mulheres do que em 2020. Com pouco mais de um ano de trabalho, foram 1.

005 mulheres eleitas. A semente que plantamos começou a dar frutos. E fico feliz quando vejo esse fruto chegando a todos, incluindo ao pré-candidato Flávio, que hoje é bem recebido e apoiado por nossas meninas do PL Mulher nos Estados. É muito emocionante ver que as mulheres estão se engajando para transformar a política.

É exatamente para isso que nós estamos trabalhando. Mas o tempo foi passando e as coisas foram ficando mais pesadas. Vieram as medidas injustas contra o meu marido, a retirada das suas redes sociais, as proibições de contato com outros políticos, a tornozeleira, a limitação de visitas, a primeira prisão domiciliar, a condenação, as novas cirurgias, o tormento da Polícia Federal. Cada uma dessas palavras representa um dia real, uma noite real, uma dor real que eu e a minha família vivemos e ainda estamos vivendo.

Enquanto ele estava preso em casa, sem poder percorrer o país, sem poder ir às ruas, sem liberdade, ele me pediu que eu continuasse levando a mensagem dele, que eu continuasse viajando e levando uma voz de esperança para os nossos apoiadores no Brasil inteiro. A ausência dele nos nossos encontros gritava mais alto do que qualquer narrativa dos nossos perseguidores. Ele chegou a me pedir para cancelar algumas viagens Quando ele desconfiava que algo ruim pudesse ser feito contra ele Enquanto eu estivesse fora Então ele pedia para eu ficar em casa E eu ficava Mas para um estado em especial Ele não só pediu que eu fosse Ele me enviou como missão Porque era um povo pelo qual nós dois temos um carinho muito especial O povo cearense E eu fui O que aconteceu depois foi um dos dias mais difíceis da nossa vida. A medicação que o meu galego estava tomando deu reações inesperadas.

Ele ficou fora de si e acabou mexendo na tornozeleira. E isso resultou na transferência dele para a Polícia Federal. Meu marido foi arrancado de casa. Um dia que nós nunca esqueceremos.

E logo depois desse dia, pessoas que se diziam fiéis ao meu marido, que se gabavam e lucravam por se dizerem bolsonaristas, se apressaram em me atacar em me humilhar em dizer que eu estaria desculpe a palavra cagando para o meu marido Alguns desses influenciadores estavam nos Estados Unidos e de l induziam pessoas ao erro e comandavam os ataques gratuitos covardes contra mim. E eu não conseguia entender por que estavam fazendo aquilo comigo. Eu estava fazendo exatamente o que o meu galego me pediu para fazer. Como alguém que diz a mau líder pode atacar a esposa que está cumprindo a missão que ele determinou.

A nossa vida mudou muito com a prisão do meu galego. E havia alguns compromissos que tinham sido assumidos antes. A filiação de Mariana Carvalho no Maranhão e o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão no Ceará foram alguns deles. Eu falei diretamente com meu marido sobre cada um desses compromissos.

Eu disse a ele que queria apoiar o Girão. Pela sua fidelidade às pautas conservadoras, pela coerência que ele representa com as pautas da direita totalmente oposto ao que o Ciro defende. E ele me autorizou. Em matéria de política, eu faço somente o que eu e ele combinamos.

E assim, eu voltei ao Ceará. E o Ceará tem uma outra história à parte, uma história que vocês também precisam ouvir com atenção. Em 2024, o PL disputava a Prefeitura de Fortaleza. Nosso candidato era o deputado André Fernandes Assim como estão fazendo com o Girão Todos diziam que ele não tinha chance Mas a direita ignorou isso e apoiou o André de corpo e alma Era uma eleição apertada E havia uma rejeição significativa ao André por parte das mulheres Diziam que ele era machista e que não respeitava as mulheres Foi nesse momento que entrou em campo A vereadora Priscila Costa, presidente estadual e a minha vice-presidente nacional do PL Mulher, uma mulher honrada e fiel defensora da vida e das pautas conservadoras.

Priscila tinha acabado de ser eleita vereadora. Poderia estar cuidando do seu próprio mandato. Em vez disso, dedicou-se integralmente à campanha de André, aproximando o público feminino, diminuindo a rejeição, abrindo portas que estavam fechadas. O trabalho da Priscila fez uma diferença real e significativa.

significativa. Não vencemos a eleição por muito pouco, mas nos mantivemos firmes aos nossos valores. André chegou a outro patamar com a ajuda e a dedicação da Priscila. E o que ela recebeu em retribuição é revoltante.

Reconhecer, ser grato e retribuir o bem a quem nos ajuda é sinal de nobreza e de lealdade. Mas o agradecimento a Priscila parece estar vindo em forma de perseguição e desprezo. Deixa eu te mostrar o tamanho dessa injustiça com um número. Em 2026, serão 54 vagas para o Senado Federal.

Em comparação, se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três. Priscila Costa, Carol de Tone e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três.

Isso é muito desgastante, em especial nesse momento que o meu marido e eu estamos enfrentando. Deixa eu ser clara sobre a indicação da Priscila. Essa candidatura foi muito bem definida por três pessoas, Meu marido, eu e o presidente Valdemar. Não foi sugestão.

Foi preferência, foi decisão. E decisão baseada no potencial da Priscila Costa. Jair definiu que o PL disputaria as duas vagas do Ceará, uma com Priscila e a outra com o pai do André. O que aconteceu depois foi que, aproveitando-se da prisão do Jair, começaram a trabalhar para eliminar a Priscila da disputa, disputa, cedendo a vaga dela para garantir uma aliança com Ciro Gomes.

Isso mesmo, o Ciro Gomes. Eu preciso parar aqui e fazer uma pergunta. Se o André queria agradar o Ciro Gomes, por que ele não ofereceu a vaga do seu próprio pai. Será que ele acha que retirar a vaga de uma mulher seria mais justo e fácil.

Que fique registrado para sempre. Enquanto ainda estava preso no 19º o meu marido mandou um recado claro, que foi repassado à direção do partido e ao senador Rogério Marinho. Ele disse, Priscila será candidata, o número 222 deverá ser dado a ela. Não é vago, não é interpretável, é um desejo, é uma ordem do líder.

Vejam bem, a palavra mais recente do meu marido em relação às candidaturas no Ceará é essa. Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Messias Bolsonaro. Venha de quem vier. Agora, muitos falam da polêmica no evento do Ceará.

Eu vou te contar o que aconteceu lá. O senador Eduardo Girão é uma pessoa diferenciada. Um homem que, quando todos cediam, ficou de pé defendendo a vida desde a concepção, As causas conservadoras e a lealdade ao meu marido, mesmo quando essa lealdade tinha um custo alto. Girão é o único verdadeiro representante das pautas da direita na disputa pelo governo do Ceará.

No dia do lançamento da sua pré-candidatura, estavam presentes vários representantes do PL, inclusive o presidente estadual André Fernandes. Fiquei até feliz, eu pensei, talvez haja uma chance de o partido apoiar o Girão no primeiro turno. Não se trata de interferência, mas sim uma mostra do que seria mais coerente, mais fiel aos nossos valores. Ainda que aparentemente não houvesse grandes chances, como ocorreu no início com André Fernandes, a proposta seria apoiar no primeiro turno o candidato que defende fielmente os nossos valores.

E era só isso que eu e o meu marido queríamos. No segundo turno, os nossos eleitores, pessoas de bem, poderiam se unir a todos os demais para derrotar o candidato do PT. Mas o que eu não sabia ainda era o que estava sendo acordado nos bastidores. Não pelo meu marido, não com seu conhecimento atualizado, porque ele, infelizmente, estava preso.

E essas pessoas não tinham mais contato com ele. A palavra sobre o Cear ele falou a mim e eu transmiti a c do partido Voltando ao evento enquanto ele ocorria eu percebi algo que me tocou fundo Havia muitas senhoras senhoras mais idosas de cabelos brancos usando camisetas com o rosto do meu marido Olhando para mim, olhando para o André, olhando para o pai dele. E dizendo em voz alta, Michele, Ciro, não. Quando o André e o seu pai foram discursar, as vozes ficaram mais altas, mais incisivas.

e diziam Ciro não, vaiavam e chamavam de traidores. Eu fiquei ali assistindo aquelas mulheres, aquele povo simples, fiel, que não negocia convicção por aliança pragmática. Quando chegou a minha vez de falar, eu me dirigi ao André Fernandes. Eu gosto dele, eu não falei por raiva, falei por respeito, porque respeitar e gostar de alguém é também ter coragem de dizer o que precisa ser dito.

Eu fiz elogios sinceros, critiquei o ato, a aliança precipitada com o Ciro e não a pessoa. E encerrei elogiando novamente o André, a Bela, o Carmelo e todos os jovens ao redor dele. Alguns acharam que eu não deveria ter falado. A maioria esmagadora, porém, disse que eu estava certa.

Basta ver como as redes reagiram. Mais de 90% das menções do dia foram positivas àquele gesto. gesto, mas, independentemente disso, posteriormente, pedi perdão ao André por eventualmente tê-lo magoado. Magoar nunca foi a minha intenção.

Quando o evento terminou, eu voltei para Brasília. E, durante o trajeto de volta, aconteceu algo muito ruim, algo que eu não esperava, algo que doeu de um jeito que palavras custavam descrever, uma apunhalada. E é nesse momento que entra na história o meu enteado Flávio. Uma punhalada.

E é nesse momento que entra na história o meu enteado Flávio. Ver o que estavam fazendo no Ceará contra um candidato leal e contra uma mulher fiel, ambos da direita, foi ruim. Mas o que aconteceu quando voltei para Brasília foi muito pior. Antes de seguir, eu preciso que você entenda bem o motivo pelo qual eu não poderia ficar calada diante de uma aliança com Ciro Gomes no primeiro turno, enquanto temos um candidato verdadeiramente de direita que, com o apoio que o André tem, seria um candidato competitivo.

Não é questão de política, é questão de coerência. Ciro Gomes foi o principal responsável pelo processo que levou à ineligibilidade do meu marido. Durante a pandemia, numa live com outros esquerdistas, ele incentivou e conclamou as pessoas a chamarem o meu marido de genocida E pediu que repetissem isso o tempo todo Ele chamou o meu marido de ladrão de galinhas, de corrupto, de burro, de jumento Disse que Bolsonaro roubava gasolina, disse que as esposas de Bolsonaro seriam todas ladras disse que os filhos do meu marido, os meus enteados, eram corruptos, que eram ladrões, e deu a eles um apelido, ovos de serpentes nas estoides. Essas foram as palavras de Ciro Gomes sobre os filhos do meu marido.

Sempre foi um corrupto. Eu conheço o Bolsonaro. O Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina do gabinete dele. O que o Bolsonaro está com medo.

Está com medo porque esses filhos dele são tudo bandido. O que está acontecendo é que os filhos do Bolsonaro são tudo bandido e o fogo está chegando perto. E agora, como se nada tivesse acontecido, os filhos defendem uma aliança com o candidato que deixou o pai deles, o meu marido, inelegível e humilhado. Tem mais.

Durante a pandemia, ele insinuou que pastores e padres que prestassem assistência religiosa às pessoas deveriam ser presos. E quando vieram as arbitrariedades, as prisões, as condenações injustas do 8 de janeiro, incluindo a do meu marido, o Ciro Gomes se alegrou. É para se unir a esse homem que o PL do Ceará está abandonando um candidato legítimo da direita. É para se unir a esse homem que estão perseguindo e tentando retirar da disputa uma mulher nordestina, mãe de quatro filhos, que dedicou tudo ao movimento em defesa da vida.

Já que a aliança com o Ciro é tão boa, por que o André não disponibiliza a vaga do seu próprio pai. Estranho, né. Por que só a mulher tem que ceder. não dá pra aceitar e foi exatamente isso que me assustou quando cheguei a Brasília vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais palavras duras, tão agressivo defendendo André Fernandes e em consequência apoiando a aliança com o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nas estoites e não foi só ele os irmãos vieram juntos de forma coordenada com textos bem parecidos uns com os outros.

Pareceu combinado, premeditado. Peguei o telefone, procurei mensagens do Flávio. Procurei uma ligação perdida. Procurei qualquer sinal de que ele tinha tentado falar comigo antes de falar para o Brasil.

Não tinha nada. Eu fiquei triste, porque eu não imaginava que eles teriam essa reação. Eu redigi uma nota. Disse que lamentava se eles se sentiam afrontados.

Que respeitava a opinião deles. pedi perdão, mas disse também, e vou repetir aqui, que eu tenho o direito de achar errado uma aliança com quem sempre se declarou inimigo do pai deles. Tenho o direito de ser coerente com os valores que eu acredito. Eu não vou trocar valores por pragmatismo político oportunista.

Também não estou impedindo ninguém de fazê-lo, mas acho errado fazê-lo no primeiro turno. Ciro não terá meu apoio nunca e, na minha opinião, não deveria ter de ninguém da direita que apoie Bolsonaro. Mas essa é apenas a minha opinião e eu tenho o direito de tê-la. Voltando ao Flávio, telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu.

Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele.

Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e n entendia nada de pol Diante dessa humilha eu disse a ele que estava tudo bem Entendi que ele n queria o meu apoio ou que este era insignificante E ent eu me recolhi Fiquei na minha e assim permane Eu sou presidente nacional do PL Mulher. Fui convidada pelo meu marido e pelo presidente Valdemar. Eu percorri o Brasil inteiro, instalei diretórios em todas as 27 unidades da federação, Ajudei a eleger 1.

005 mulheres em 2024 Um aumento de 45,8% Em relação a 2020 Mas para ele e alguns que o cercam Eu não entendo de política Tudo bem, eu me recolhi E desde esse dia Ele não me procurou mais Eu também não procurei Porque estou respeitando o que ele falou E é só isso Agora vou desmentir as narrativas E notícias que circulam na imprensa Eu sei quem as planta Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota. Como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam.

Primeiro, eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo. Eu não carrego rancor no coração.

Eu entrego tudo nas mãos de Deus. Todo o mal que me fazem. É ao meu Deus que essas pessoas prestarão contas. Mas preciso que você entenda uma coisa, e isso é importante.

Perdoar não é o mesmo que esquecer ou querer continuar o relacionamento. São coisas completamente diferentes. Posso perdoar alguém de coração e ainda assim reconhecer que aquela relação não é saudável. Perdão é libertação, não é obrigação.

Segundo, não estou exigindo que se desfaça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem, mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno. É preciso dar chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os nossos valores.

Já disse que considera um erro, uma traição aos valores das pessoas de bem. Mas os caciques do partido no Estado estão ignorando o perigo. Cada um responderá pelos seus atos. Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável.

E ele não esconde isso. Semana passada declarou na revista Veja que Bolsonaro e Lula são iguais. É só uma questão de tempo para ele se voltar contra a direita. Todos foram avisados, em especial dentro do partido, e serão lembrados disso.

Terceiro, o Flávio vai à minha casa toda semana. Mais de uma vez, se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Se considerasse necessário o meu apoio, já teria conversado. Estou na minha.

Continuarei recolhida. Quarto, as tais fontes espalharam para a imprensa que eu teria ficado com raiva porque queria ter sido candidata. Primeiro que esses fofoqueiros vazadores não têm convívio comigo, não me conhecem direito e não sabem o que eu penso. Segundo, minha prioridade agora não são candidaturas.

Minha prioridade agora é cuidar da minha família, do meu marido que está precisando de mim. Meu futuro político está nas mãos de Deus. Ele providenciará tudo. E quando for o momento de decidir o que quer que seja, sou eu mesma quem falarei.

Não preciso de porta-voz. Entendam, tudo isso que falei nesse vídeo aconteceu antes da indicação feita pelo meu marido. Os fatos são anteriores e não tem nada a ver com escolhas e cargos. Tem a ver com respeito e consideração.

Mesmo depois de todas essas coisas, eu abençoei a escolha do Jair e a pré-candidatura do Flávio. Nas mesmas redes sociais nas quais ele e os irmãos me atacaram. E onde também foi publicada a entrevista dele me chamando de desrespeitosa e autoritária. Como eu disse, eu aprendi a conviver com isso.

Perdoe os que me fazem o mal e permanecerei no meu lugar. Mas tem uma última coisa que preciso dizer, o que dói de um jeito diferente de tudo que falei até aqui. O grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior, continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio.

Eles fazem postagens e vídeos retirando do meu nome o sobrenome Bolsonaro, na tentativa de me atingir. Não me atingem. Eu sei quem eu e o meu marido somos. Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha.

Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo. Será que na irresponsabilidade deles, eles imaginam o que estão fazendo com ela. Claro que não. Eles não se importam.

Para eles, tudo é política. E uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo. É importante entender que eu não mando recados.

Quando eu tenho algo a dizer, digo olhando no olho como estou fazendo agora. Eu não gosto de mentiras. Nunca gostei. O meu Deus é o caminho à verdade e à vida.

E quem vive por ele não se agrada com as mentiras. Falei quase tudo o que precisava ser dito. A verdade está aqui, para quem quiser ver. Aqui do meu lugar, eu sigo cuidando do meu marido, cuidando da minha filha e servindo ao meu país da forma como posso.

Essa é a minha missão e dessa só Deus me tira. Por último, eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente, de maneira muito especial, as minhas presidentes estaduais e municipais por todo empenho e dedicação à nossa missão e pelo apoio que vocês têm dado à pré-candidatura do Flávio. Vocês são o verdadeiro alicerce da nossa nação. São a força delicada que transforma o mundo.

Vocês definem hoje o futuro do nosso país. Continuem firmes nesse propósito. As dificuldades nos fortalecem e a esperança tudo vence. Eu amo a vida de cada uma de vocês, mulheres alicerçadas.

Que Deus os abençoe.

Que Ele abençoe as famílias brasileiras. E que Deus abençoe o nosso amado Brasil.

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