Oriente Médio - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/oriente-medio/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 01 Jul 2026 09:34:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Oriente Médio - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/oriente-medio/ 32 32 Israel mata 2 no sul do Líbano durante negociações em Washington https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/#respond Wed, 24 Jun 2026 17:44:01 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/24/israel-mata-2-no-sul-do-libano-durante-negociacoes-em-washington/ Um ataque israelense com drone matou ao menos duas pessoas no sul do Líbano, enquanto autoridades de Israel e do Líbano participam de uma nova rodada de negociações em Washington para tentar encerrar os combates entre os dois países. A ofensiva ocorreu apesar da redução recente da intensidade dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, após pedidos dos Estados Unidos e da República Islâmica do Irã por um cessar-fogo.

o ataque israelense atingiu um veículo na estrada de Tallat al-Dabsha, perto de Kfar Reman, no distrito de Nabatieh. Pouco depois, as forças israelenses bombardearam com artilharia os arredores da cidade de Yater, na região de Bint Jbeil.

A reportagem da Al Jazeera aponta que os ataques representam mais uma violação do cessar-fogo renovado na semana passada, após acordo entre Estados Unidos e Irã voltado a conter a guerra mais ampla no Oriente Médio. O Exército de Israel declarou que mirava integrantes do Hezbollah no sul libanês.

A permanência de tropas israelenses em território libanês tornou-se um dos pontos centrais de tensão nas conversas em Washington. Políticos libaneses afirmam que a retirada israelense e o fim dos ataques são condições essenciais para que o cessar-fogo se sustente.

Israel, por sua vez, condiciona a saída de suas forças ao desarmamento completo do Hezbollah. Essa posição mantém o impasse militar e diplomático em aberto, mesmo com a tentativa de mediação conduzida em território norte-americano.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Exército israelense não deixará o Líbano, «mesmo se houver uma exigência americana». Katz também disse que «200 mil moradores não retornarão», em referência às pessoas deslocadas à força do sul libanês.

Katz alegou que a presença de população civil no passado teria sido acompanhada por bombas de beira de estrada e ataques contra soldados israelenses. «Não estamos nos retirando», acrescentou o ministro, deixando explícita a resistência de Tel Aviv a qualquer saída imediata do território libanês.

A correspondente da Al Jazeera Heidi Plett, em Tiro, no Líbano, relatou que a atividade militar israelense diminuiu, mas não terminou. As operações seguem mais limitadas do que a violência registrada no fim de semana, mas continuam impondo risco permanente à população civil do sul do país.

Apesar da ameaça de novos ataques, muitos moradores do sul do Líbano voltaram para suas casas nos últimos dias. Na cidade de Abbasiyeh, perto de Tiro, cerca de 80% da população retornou, de acordo com o prefeito local citado pela reportagem.

Plett observou que Abbasiyeh conta com água, eletricidade e serviços médicos locais, uma realidade que não se repete em muitas cidades e vilarejos da região. A diferença de infraestrutura ajuda a explicar por que parte da população consegue voltar, enquanto outras comunidades permanecem sob condições mais precárias.

Em Washington, a correspondente da Al Jazeera Rosiland Jordan afirmou que a rodada mais recente de conversas entre Israel e Líbano deve incluir um componente militar direto. Uma das propostas em discussão permitiria que forças libanesas substituíssem as tropas israelenses, desde que avaliadas pelos Estados Unidos como sem vínculos com o Hezbollah.

Aoun afirmou ainda que a reconstrução das áreas destruídas viria na sequência e separou as conversas entre Líbano e Israel das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Hezbollah condenou as negociações entre Líbano e Israel nos Estados Unidos e exigiu primeiro a retirada completa das forças israelenses do território libanês. A posição reforça a centralidade da ocupação israelense no impasse e mostra que a redução dos ataques ainda não significa uma estabilização real da fronteira sul do Líbano.

Com informações de Al Jazeera.

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Jato russo MC-21 comprova alcance de 3.800 km em testes com carga simulada de 175 passageiros https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/jato-russo-mc-21-comprova-alcance-de-3-800-km-em-testes-com-carga-simulada-de-175-passageiros/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/jato-russo-mc-21-comprova-alcance-de-3-800-km-em-testes-com-carga-simulada-de-175-passageiros/#comments Tue, 23 Jun 2026 23:03:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/jato-russo-mc-21-comprova-alcance-de-3-800-km-em-testes-com-carga-simulada-de-175-passageiros/ 1 Comentário 🔥]]> O programa de aviação civil da Rússia acaba de superar mais um obstáculo decisivo em seu caminho rumo à autossuficiência tecnológica. O MC-21, aeronave projetada para competir no segmento de corredores de média distância, concluiu com êxito os testes de certificação de longo alcance, demonstrando capacidade de voar 3.800 quilômetros com uma carga simulada equivalente a 175 passageiros a bordo.

Os ensaios em voo real confirmaram que a aeronave atende plenamente aos rigorosos requisitos de reserva de combustível sob perfis operacionais que reproduzem as condições enfrentadas na aviação comercial diária. A conquista representa muito mais do que um marco técnico: é a materialização de uma política industrial estratégica que busca blindar a frota aérea russa contra as turbulências geopolíticas e as sanções unilaterais impostas pelo Ocidente.

De acordo com as informações divulgadas pelo portal da agência Sputnik, os engenheiros do programa também validaram a segurança da aeronave em cenários críticos de decolagem. O MC-21 demonstrou capacidade de sair do solo com segurança mesmo diante da falha de um dos motores durante a corrida, um teste crucial para a certificação definitiva do jato junto às autoridades aeronáuticas russas.

Os dados de performance coletados ao longo da campanha de ensaios pintam o retrato de uma aeronave madura e pronta para assumir as rotas domésticas e internacionais de média distância. O voo com a carga total simulada de 175 passageiros não foi um mero exercício de gabinete, mas a reprodução fiel das condições de operação comercial que o MC-21 enfrentará nas rotas que ligam as vastas regiões da Rússia e os destinos na Ásia Central, no Cáucaso e no Oriente Médio.

O alcance de 3.800 quilômetros coloca o jato russo em posição de cobrir virtualmente todas as principais rotas domésticas do país sem escalas — um fator crucial para a conectividade de um território que se estende por 11 fusos horários. Cidades como Moscou, Vladivostok, Novosibirsk e Ecaterimburgo poderão ser interligadas com eficiência por uma aeronave projetada e fabricada inteiramente sob controle tecnológico russo, com sistemas de aviônica e propulsão que não dependem de fornecedores externos sujeitos a sanções.

A campanha de testes do MC-21 insere-se em um esforço coordenado que prevê a produção de 18 unidades da aeronave e mais de 40 jatos do modelo Superjet até o próximo ciclo industrial. Trata-se de uma virada de página para a indústria aeronáutica russa, que está substituindo gradualmente as frotas de Airbus e Boeing herdadas do período anterior às sanções por uma linha própria de aeronaves civis. Cada MC-21 que sai da linha de montagem simboliza um elo rompido na cadeia de dependência tecnológica que o Ocidente tentou usar como alavanca de pressão política contra Moscou.

O caminho percorrido até aqui não foi trivial. O programa do MC-21 enfrentou reiteradas tentativas de sabotagem por meio de restrições à exportação de componentes e materiais compostos.

A resposta russa veio na forma de um redesenho acelerado da cadeia de suprimentos, com a substituição de cada componente estrangeiro por equivalentes produzidos domesticamente. O resultado é uma aeronave que já nasce blindada contra futuras tentativas de estrangulamento tecnológico — uma lição relevante para países que buscam desenvolvimento soberano, sem tutela tecnológica de potências ocidentais.

A conclusão bem-sucedida dos testes de longo alcance deixa o MC-21 a um passo do certificado final de tipo, o documento que libera a aeronave para operação comercial regular. Com isso, a Rússia se aproxima do momento em que poderá exibir não apenas protótipos em feiras de aviação, mas jatos comerciais voando em rotas regulares com passageiros pagantes — silenciando, na prática e com fatos, o coro dos que apostavam no fracasso do programa de substituição de importações na aviação civil.

Com informações de Sputnik.

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Soldados de Israel executam criança palestina de três anos com tiro na cabeça em Gaza https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/#respond Tue, 23 Jun 2026 21:04:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/soldados-de-israel-executam-crianca-palestina-de-tres-anos-com-tiro-na-cabeca-em-gaza/ Um agricultor palestino relatou que soldados das Forças de Defesa de Israel emboscaram seu veículo perto da chamada ‘linha amarela’, na fronteira de Gaza, e dispararam diretamente contra a cabeça de seu filho de três anos, matando-o instantaneamente enquanto a criança chorava em seus braços. O próprio pai ficou gravemente ferido, com uma perna estilhaçada por um terceiro disparo.

O depoimento foi colhido no Hospital Al-Aqsa, em Deir Al-Balah, no centro de Gaza, onde a vítima, Baha Abu Al-Ajeen, conversou com a equipe do portal RT. Ele contou que estava trabalhando em suas terras e trafegava por uma estrada rural quando as tropas israelenses surgiram de repente e ordenaram a parada. ‘A primeira bala acertou a estrada; a segunda atingiu a criança diretamente enquanto estava nos meus braços’, narrou o fazendeiro. ‘Um soldado atirou na cabeça do meu filho.’

De acordo com o relato, os militares ainda se recusaram a chamar uma ambulância e confiscaram o telefone do palestino, proibindo-o de pedir qualquer socorro.

Abu Al-Ajeen foi mantido ‘por horas dentro de um veículo militar’, com o filho agonizando em seus braços. ‘Logo depois que meu filho morreu nos meus braços, eles o tiraram de mim’, afirmou. Somente depois disso foi deixado em um local desconhecido, de onde conseguiu chegar ao hospital.

Procuradas pelo RT para comentar o episódio, as Forças de Defesa de Israel (IDF) limitaram-se a declarar que os soldados ‘iniciaram procedimentos padrão de apreensão de suspeitos, que incluíram fogo de advertência’, e que ‘foi reportado que, como resultado do fogo, um morador de Gaza foi morto e outro ficou ferido’. A nota não faz qualquer menção à identidade das vítimas nem à idade da criança executada.

O assassinato se insere em um padrão documentado por organismos internacionais. Um relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado concluiu que as forças israelenses ‘miraram e mataram deliberadamente’ crianças palestinas em Gaza e na Cisjordânia ocupada. O documento acusa Israel de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade no enclave, apontando que aproximadamente 30% de todos os mortos em Gaza desde outubro de 2023 são crianças.

O levantamento da ONU ainda assinala que os ataques a serviços de maternidade e de cuidados neonatais, combinados com o bloqueio de ajuda humanitária, provocaram aumento de abortos espontâneos, malformações congênitas, mortes por desnutrição e doenças entre menores de idade. Israel rechaçou as conclusões classificando-as como ‘relatório difamatório de advocacia’ e ‘farsa difamatória’.

Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revelam que mais de 50 mil crianças palestinas foram mortas ou feridas pelas forças israelenses desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. O organismo destaca que as execuções prosseguiram mesmo após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2025.

O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando combatentes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel, causando cerca de 1.200 mortes e o sequestro de mais de 250 pessoas. A campanha aérea e terrestre israelense subsequente já matou mais de 73 mil pessoas em Gaza, segundo autoridades sanitárias locais.

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários e Coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Tom Fletcher, por sua vez, informou ao Conselho de Segurança que mais de 67 mil palestinos haviam sido mortos até a aprovação da Resolução 2803 em novembro de 2025. Desde então, quase mil palestinos foram mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, incluindo mais de 250 crianças, conforme dados do UNICEF.

A execução de uma criança de três anos com tiro na cabeça enquanto estava nos braços do pai expõe a brutalidade com que a ocupação israelense segue ceifando vidas palestinas, inclusive de bebês e recém-nascidos, em flagrante violação do direito internacional humanitário. O silêncio dos Estados Unidos e das potências europeias diante de assassinatos sistemáticos de menores contrasta com a mobilização retórica que exibem em outros cenários de conflito, evidenciando o tratamento seletivo que o Ocidente confere ao valor da vida humana conforme a nacionalidade das vítimas.

Com informações de RT.

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Explosões em Kryvyi Rih deixam três mortos; Moscou denuncia escalada da OTAN e reafirma estabilidade econômica https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/explosoes-em-kryvyi-rih-deixam-tres-mortos-moscou-denuncia-escalada-da-otan-e-reafirma-estabilidade-economica/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/explosoes-em-kryvyi-rih-deixam-tres-mortos-moscou-denuncia-escalada-da-otan-e-reafirma-estabilidade-economica/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:04:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/explosoes-em-kryvyi-rih-deixam-tres-mortos-moscou-denuncia-escalada-da-otan-e-reafirma-estabilidade-economica/ Explosões atingiram Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia, deixando ao menos três mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades locais.

Oleksandr Vilkul informou que as vítimas estavam a poucas centenas de metros umas das outras e decretou um dia de luto na cidade. O anúncio foi feito em seu canal no Telegram.

Em meio ao conflito, Kiev voltou a pedir mais sistemas de defesa aérea aos seus aliados ocidentais. O presidente Volodymyr Zelensky reforçou o apelo por agilidade no envio de equipamentos.

Do outro lado, a Rússia aponta a escalada militar patrocinada pela OTAN e denuncia ataques de drones ucranianos contra infraestrutura energética e logística em seu território e na Crimeia. Autoridades locais relatam medidas de proteção e investigações sobre os incidentes.

Nos mercados, houve episódios recentes de volatilidade, mas o Kremlin afirma que os fundamentos permanecem sólidos. O porta-voz Dmitry Peskov declarou que a estabilidade macroeconômica do país está absolutamente garantida. Órgãos econômicos russos têm adotado ajustes para assegurar abastecimento e funcionamento regular da cadeia de combustíveis.

No campo diplomático, as conversas sobre cessar-fogo seguem sem avanços, conforme reportou a Al Jazeera. Em reunião com enviados estrangeiros em Moscou, o chanceler Sergey Lavrov criticou o papel dos Estados Unidos e afirmou que Washington abandonou qualquer pretensão de mediação ao intensificar sanções contra a Rússia.

Com Donald Trump na Presidência, a Casa Branca sinaliza foco crescente na pressão contra a República Islâmica do Irã, o que reduz o ímpeto de mediação no dossiê ucraniano. Enquanto isso, a população civil segue pagando o preço da guerra.

Com informações de Al Jazeera.

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ONU conclui que Israel pratica genocídio ao atacar crianças em Gaza https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/#respond Tue, 23 Jun 2026 12:04:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/onu-conclui-que-israel-pratica-genocidio-ao-atacar-criancas-em-gaza/ Uma comissão de inquérito independente das Nações Unidas concluiu que Israel continua a alvejar e matar deliberadamente crianças palestinas, configurando atos de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. As evidências, colhidas desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, foram compiladas em um relatório divulgado pela Al Jazeera.

A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, foi estabelecida pelo Conselho de Direitos Humanos em maio de 2021 para investigar as causas profundas do conflito. O presidente da comissão, Srinivasan Muralidhar, foi enfático ao afirmar que as forças de segurança israelenses miram intencionalmente nos menores de idade, desrespeitando qualquer mecanismo de proteção internacional. “As evidências mostram que as crianças palestinas foram deliberadamente alvejadas e mortas”, declarou Muralidhar.

Os números expõem a gravidade da catástrofe humanitária. Cerca de 30 por cento de todas as pessoas mortas em Gaza desde o início da guerra são crianças. O relatório denuncia ainda que os ataques israelenses a centros de saúde materna e neonatal constituem uma tentativa direta de comprometer o futuro reprodutivo dos palestinos, resultando em um aumento alarmante de abortos espontâneos, defeitos congênitos e sequelas psicológicas irreversíveis.

Mesmo sob anúncios de cessar-fogo, a violência letal não cessou. De acordo com a UNICEF, mais de 50 mil crianças já foram mortas ou feridas desde o início da agressão militar israelense. A continuidade dos ataques ignora qualquer trégua e revela desprezo absoluto pelo direito à vida.

Além das execuções e do cerco que condena milhares à inanição, a investigação da ONU revelou um quadro brutal de detenções arbitrárias e tortura de menores em prisões israelenses, incluindo abusos sexuais sistemáticos. Dados da organização palestina Defence for Children International-Palestine (DCIP) apontam que mais da metade das crianças detidas por Israel está encarcerada sem qualquer acusação formal ou julgamento, em violação flagrante das convenções internacionais.

A estratégia de aniquilação não se limita a Gaza. Na Cisjordânia, forças israelenses destruíram deliberadamente orfanatos e instalações educacionais. Para os investigadores da ONU, ao atacar o cuidado e o desenvolvimento cognitivo, social e emocional das crianças, Israel busca aniquilar a própria coesão e a existência futura do povo palestino.

A conclusão atual ecoa um relatório anterior da mesma comissão que já apontava haver bases razoáveis para classificar as ações de Israel como genocídio. Na ocasião, os comissários afirmaram que Israel executou quatro das cinco condutas proibidas pela Convenção do Genocídio de 1948, incluindo o ato de impor medidas destinadas a impedir os nascimentos dentro do grupo. «Ao atacar as crianças, Israel está atacando a própria capacidade do povo palestino de existir e de determinar o seu futuro», sentenciou Muralidhar.

Com informações de Al Jazeera.

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Putin denuncia que países ocidentais já preparam abertamente guerra contra a Rússia https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/putin-denuncia-que-paises-ocidentais-ja-preparam-abertamente-guerra-contra-a-russia/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/putin-denuncia-que-paises-ocidentais-ja-preparam-abertamente-guerra-contra-a-russia/#respond Tue, 23 Jun 2026 11:24:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/23/putin-denuncia-que-paises-ocidentais-ja-preparam-abertamente-guerra-contra-a-russia/ O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou nesta terça-feira que os países ocidentais passaram a assumir abertamente seus preparativos para uma guerra contra Moscou, abandonando a fachada de mero apoio ao governo ucraniano. A declaração de tom grave foi proferida durante um encontro com formandos das escolas militares superiores russas, em meio a uma escalada de tensões que já atinge múltiplas regiões do planeta.

Segundo reportagem do portal Sputnik, Putin foi explícito ao descrever a mudança de postura da Aliança Atlântica. ‘Vemos que, se antes os países da OTAN se limitavam a apoiar o regime de Kiev, que chegou ao poder ilegalmente por meios armados com a ajuda de um golpe de Estado, agora eles dizem abertamente no Ocidente que estão se preparando para a guerra conosco, aumentando os orçamentos militares ofensivos’, afirmou o líder russo.

O presidente russo também destacou que a atual situação internacional está longe de qualquer estabilidade. O confronto armado no Oriente Médio prossegue sem trégua, enquanto o potencial de conflito se intensificou de forma significativa em diversas regiões do globo, com atenção especial ao espaço eurasiano, onde as forças da OTAN avançam suas fronteiras militares de maneira contínua.

Putin acusou o Ocidente de utilizar falsas alegações sobre uma suposta ameaça militar russa como justificativa para seu próprio rearmamento acelerado. Na visão do Kremlin, trata-se de uma campanha de desinformação destinada a legitimar diante das opiniões públicas domésticas o vertiginoso aumento de gastos bélicos que já vinha ocorrendo mesmo antes do agravamento da crise ucraniana.

A Rússia, por sua vez, sustenta uma plataforma de segurança igual e indivisível para todos os atores internacionais, meta que só pode ser atingida por meio da formação de um sistema multipolar de relações internacionais, afirmou Putin. O conceito, repetido por Moscou em sucessivos foros multilaterais, entra em choque direto com a arquitetura de alianças exclusivas liderada por Washington.

O mandatário russo aproveitou a ocasião para detalhar o estado das forças estratégicas do país. A tríade nuclear russa — composta por mísseis terrestres, submarinos lançadores de mísseis balísticos e bombardeiros de longo alcance — está sendo modernizada de maneira consistente, garantindo a capacidade de dissuasão em qualquer cenário de confronto.

Desde o início da operação militar especial, acrescentou Putin, ocorreu um desenvolvimento qualitativo de muitos tipos de armamentos das Forças Armadas russas. Somente no último ano, mais de mil amostras de armas e equipamentos foram testadas em condições reais de combate, gerando um ciclo acelerado de aperfeiçoamento tecnológico que integra a experiência da linha de frente com as fábricas do setor de defesa.

A troca de informações operacionais entre as tropas no front e as empresas do complexo industrial-militar foi formalizada e hoje funciona de maneira permanente, segundo Putin. Esse canal direto permite que engenheiros e projetistas recebam relatos em tempo real sobre o desempenho de cada sistema, adaptando projetos e corrigindo vulnerabilidades com velocidade inédita.

O presidente russo também garantiu que o país está preparado para responder de forma rápida e adequada a quaisquer ameaças externas e internas que possam surgir. A declaração ecoa em um momento em que as potências ocidentais intensificam exercícios militares próximos às fronteiras russas e ampliam os contingentes estacionados no leste europeu.

A fala de Putin ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com a possibilidade de um conflito direto entre potências nucleares. O tom de franqueza adotado pelo Ocidente ao mencionar abertamente a preparação para uma guerra contra a Rússia, como denunciou o presidente russo, sinaliza uma deterioração adicional da já combalida arquitetura de controle de armamentos herdada da Guerra Fria.

Com informações de Sputnik.

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Evidências de violência sexual sistemática de Israel contra detentos palestinos se acumulam e pressionam TPI https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/#respond Mon, 22 Jun 2026 12:24:11 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/evidencias-de-violencia-sexual-sistematica-de-israel-contra-detentos-palestinos-se-acumulam-e-pressionam-tpi/ Um novo documentário da Al Jazeera intitulado Bodies of Evidence expôs relatos chocantes de sobreviventes palestinos que detalham a tortura sexual infligida por guardas prisionais e soldados israelenses contra mulheres, homens e crianças sob custódia. Os testemunhos reforçam um quadro perturbador que organizações de direitos humanos vêm documentando há décadas, mas que se intensificou drasticamente desde outubro de 2023.

Mais de 750 mil palestinos já foram detidos em prisões israelenses desde 1967, segundo estimativas citadas pela Al Jazeera. Atualmente, há pelo menos 9.500 detentos palestinos, incluindo mais de 360 crianças, e cerca de 3.500 estão sob prisão administrativa, sem acusação formal ou julgamento. Outros 1.300 palestinos de Gaza permanecem em centros de detenção militar.

O documentário revela que os abusos não se limitam aos centros de detenção, mas ocorrem em todas as etapas do cárcere: desde as prisões em batidas domiciliares e hospitalares, passando por transferências e interrogatórios, até o encarceramento e as audiências em tribunais militares. As vítimas relatam espancamentos, fome, privação de sono, ataques diretos aos órgãos genitais, estupros com objetos e animais, humilhação pública e obstrução de atendimento médico.

O campo de detenção de Sde Teiman, uma base militar israelense convertida em prisão, tornou-se particularmente notório pelos abusos generalizados. Um vídeo vazado mostrando soldados agredindo brutalmente um detento palestino gerou condenação internacional, mas não resultou em nenhuma responsabilização concreta.

O jornal israelense Haaretz nomeou o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o comissário-chefe do Serviço Prisional, Kobi Yaakobi, como colaboradores nesse sistema de abusos. A denúncia aponta para um envolvimento direto de altas autoridades na perpetuação dessas violações graves.

Juridicamente, a distinção entre atos isolados e violência sistemática é crucial. Um único ato de violência sexual em contexto de ocupação beligerante pode configurar crime de guerra. Quando os atos são repetidos, generalizados e sistemáticos, podem constituir crimes contra a humanidade — e quando a tortura sexual é infligida a membros de um grupo protegido com a intenção de destruí-lo total ou parcialmente, pode configurar genocídio.

A Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio não define genocídio apenas como assassinato. Inclui também causar danos corporais ou mentais graves, infligir deliberadamente condições de vida destinadas a destruir o grupo e impor medidas que impeçam nascimentos dentro do grupo. A violência sexual pode enquadrar-se em todas essas categorias, causando danos físicos duradouros aos órgãos reprodutivos, aumentando riscos de infertilidade e gerando traumas psicológicos profundos que destroem a capacidade de reprodução biológica e social do grupo.

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda reconheceu esse princípio no histórico julgamento de Akayesu, estabelecendo que o estupro e a violência sexual podem constituir genocídio quando cometidos com intenção genocida. Em Ruanda, a violência sexual foi usada com a intenção de destruir o povo tutsi; na Bósnia, foi empregada como arma de perseguição étnica; em Mianmar, crimes de gênero contra os rohingya são parte integrante da campanha genocida. O caso palestino segue o mesmo padrão.

A desumanização, base ideológica do genocídio, está claramente em ação. Autoridades israelenses de alto escalão identificaram os palestinos como “animais humanos” desde o início do genocídio em Gaza. Os relatos de soldados rindo, filmando, aplaudindo e zombando enquanto cometem violência sexual indicam que o abuso não apenas ocorreu, mas foi normalizado e celebrado dentro da estrutura militar.

O sistema de justiça israelense, como amplamente documentado por comissões independentes da ONU, contém deficiências estruturais, processuais e institucionais que minam a responsabilização efetiva. Onde um sistema de justiça é estruturado para proteger perpetradores em vez de oferecer justiça às vítimas, ele falha em dissuadir violações graves e permite a continuação da conduta ilícita, incluindo as formas mais severas de abuso.

Diante desse cenário, o Tribunal Penal Internacional precisa investigar a violência sexual contra palestinos não apenas como crime de guerra, mas como potencial crime contra a humanidade e ato genocida. A investigação deve percorrer toda a cadeia de comando, desde os guardas e soldados que cometeram os abusos, passando por supervisores imediatos e comandantes de instalações, até autoridades ministeriais responsáveis pela política de detenção. A ausência de responsabilização significativa cria o terreno fértil no qual a impunidade se autorreforça e as violações persistem e se expandem.

Com informações de Al Jazeera.

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EUA e Irã negociam na Suíça em meio ao impasse com Israel no Líbano https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/#respond Mon, 22 Jun 2026 11:02:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/22/eua-e-ira-negociam-na-suica-em-meio-ao-impasse-com-israel-no-libano/ Representantes dos Estados Unidos (EUA) e do Irã realizaram, neste domingo (21), na Suíça, a primeira reunião de negociações após assinatura de memorando de entendimento para um acordo de paz abrangente no Oriente Médio.

Com duração de 80 minutos, a reunião ocorreu em meio ao impasse da guerra no Líbano entre o Hezbollah e Israel. A delegação iraniana afirmou aos norte-americanos que o acordo final só poderá ser alcançado com o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Após Israel atacar o Líbano nesse sábado (20), Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz que, de acordo com o memorando de entendimento, deveria ficar com o tráfego livre pelos próximos 60 dias.

O porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o encontro na Suíça visou implementar os acordos previstos no memorando, destacando a necessidade de acabar com o conflito no Líbano.

“Sem a implementação dessas disposições, especialmente o parágrafo 1 (encerramento da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano), não é possível prosseguir para a fase de negociação do acordo final”, disse o porta-voz, em uma rede social.

Baqaei informou ainda que foram discutidas as isenções para exportação de petróleo do Irã, hoje bloqueadas por sanções dos EUA, assim como as medidas para liberação de fundos iranianos congelados no exterior, também alvo de sanções econômicas.

Em meio às negociações na Suíça, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar bombardear o Irã, responsabilizando o Hezbollah pela situação no Líbano.

“O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!”, disse o presidente estadunidense.

O chefe do Parlamento iraniano, MB Ghalibaf, que lidera as negociações na Suíça, reagiu à declaração de Donald Trump.

“Não levamos em conta as ameaças dos americanos. É melhor que tomem cuidado com suas declarações; nossas forças armadas estão prontas para responder de outra maneira. Por mais que falem, somos nós que agimos”, respondeu Ghalibaf, também em uma rede social.

Antes de Trump ameaçar o Irã, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que lidera a delegação da Casa Branca na Suíça, afirmou que as negociações tiveram “grande progresso” nos últimos dias, demonstrando otimismo na “diplomacia” para “transformar” o Oriente Médio.

“O que o presidente [Trump] nos pediu foi que virássemos a página, que transformássemos nosso relacionamento com o povo do Irã”, disse Vance a jornalistas antes da reunião com a delegação iraniana.

Enquanto o Irã cobra os EUA para forçar o aliado Israel a sair do Líbano, o governo de Tel Aviv segue mantendo a posição de que o exército israelense vai manter suas posições no sul do Líbano.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país tem liberdade para agir no Líbano “sem restrições” para eliminar “ameaças”, com a manutenção de tropas no território libanês.

“Como o primeiro-ministro Netanyahu e eu esclarecemos – Israel não se retirará da zona de segurança no Líbano”, disse Katz, em uma rede social.

O grupo político militar libanês Hezbollah afirmou, também nesse domingo, que qualquer violação da ocupação de Israel no Líbano será respondida pelo grupo.

O secretário geral do grupo xiita, Sheikh Naim Qassem, divulgou comunicado afirmando que Israel deve deixar o Líbano.

Qassem ressaltou que os Estados Unidos são capazes, se quiserem, de obrigar Israel a interromper suas agressões, considerando que é o apoio dos EUA que permitiu que a ocupação de Israel avançasse no Líbano.

Fonte: Agência Brasil

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Premiê do Líbano acusa Israel de política de destruição em massa e deslocamento forçado https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/premie-do-libano-acusa-israel-de-politica-de-destruicao-em-massa-e-deslocamento-forcado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/premie-do-libano-acusa-israel-de-politica-de-destruicao-em-massa-e-deslocamento-forcado/#respond Sat, 30 May 2026 20:33:07 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/premie-do-libano-acusa-israel-de-politica-de-destruicao-em-massa-e-deslocamento-forcado/
Ilustração editorial sobre Premiê do Líbano acusa Israel de política de destruição em massa e deslocamento forçado. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de implementar uma política de destruição em massa e deslocamento forçado contra o país. A denúncia ocorreu durante entrevista coletiva em que detalhou os impactos devastadores das operações militares israelenses sobre civis e patrimônio nacional.

Salam afirmou que Israel não se restringe a atacar alvos específicos, mas conduz uma campanha sistemática que atinge até sítios arqueológicos reconhecidos como patrimônio mundial. Classificou as ações como violação flagrante da soberania e integridade territorial libanesa.

O premiê destacou que a solução diplomática é a opção mais adequada para resolver a crise, apesar da gravidade dos ataques. Assegurou que seu governo envidará todos os esforços para garantir a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

Entre as prioridades do governo, Salam listou o retorno dos deslocados, a libertação de prisioneiros e a reconstrução das áreas devastadas. Criticou a justificativa militar de Israel, afirmando que a segurança não será alcançada por meio da destruição.

Dados oficiais revelam a dimensão trágica da ofensiva israelense para a população civil libanesa. Segundo o portal RT, as operações já causaram 3.371 mortos e 10.129 feridos no Líbano.

O deslocamento forçado atinge proporções alarmantes, com mais de um milhão de pessoas obrigadas a deixar suas casas. A crise humanitária resultante pressiona a infraestrutura do país, que já enfrentava dificuldades econômicas antes da escalada militar.

A destruição de sítios arqueológicos adiciona uma dimensão cultural à tragédia. Especialistas em direito internacional classificam esses atos como possíveis crimes de guerra. O Líbano abriga vestígios históricos importantes do Mediterrâneo oriental, incluindo cidades fenícias milenares.

A prioridade do governo libanês pela via diplomática contrasta com a intensificação das operações militares israelenses. A comunidade internacional tem sido instada a intervir, mas as respostas concretas permanecem limitadas diante da magnitude da crise.

Salam reiterou que a reconstrução do país é prioridade absoluta, condicionada à retirada total das forças israelenses. A declaração reflete o impasse estratégico que mantém o Líbano sob pressão militar enquanto busca uma solução política.

Com informações de ACTUALIDAD.


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Irã denuncia que inimigos derrotados militarmente agora travam ‘guerra híbrida’ oculta https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/ira-denuncia-que-inimigos-derrotados-militarmente-agora-travam-guerra-hibrida-oculta/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/ira-denuncia-que-inimigos-derrotados-militarmente-agora-travam-guerra-hibrida-oculta/#respond Wed, 27 May 2026 13:12:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/ira-denuncia-que-inimigos-derrotados-militarmente-agora-travam-guerra-hibrida-oculta/
Logotipo do Ministério das Comunicações da República Islâmica do Irã sobre bandeira nacional. (Foto: en.mehrnews.com)

O Ministério da Inteligência do Irã divulgou uma declaração contundente afirmando que potências hostis, após serem derrotadas em seus objetivos estratégicos, agora escalam uma ‘guerra híbrida e oculta’ contra o país. A nota oficial sustenta que o inimigo busca compensar seus fracassos por meio de uma estratégia de desestabilização indireta e operações encobertas.

Conforme destacou a agência Mehr News, o ministério enfatizou que os adversários não conseguiram concretizar seus planos de derrubar o sistema ou dividir o Irã por meios diretos. A declaração aponta que, diante dessa incapacidade de obter uma vitória convencional, os inimigos se voltaram para táticas não-militares para minar a República Islâmica.

O documento alerta que os adversários concentram-se agora em ‘conspirações de guerra suave, cognitiva e híbrida’. Entre as principais frentes de ataque, está a intensificação da pressão econômica e a exploração de desafios internos para provocar agitação social, utilizando ‘agentes inimigos e uma mídia mercenária de língua persa financiada do exterior’.

O ministério também denunciou esforços para incitar tensões étnicas e religiosas, com o objetivo de enfraquecer a unidade nacional entre os diversos grupos que compõem a sociedade iraniana. Paralelamente, advertiu que ‘grupos terroristas apoiados por sionistas’ estão sendo mobilizados para operações de sabotagem e ataques transfronteiriços, com foco nas regiões noroeste e sudeste do Irã.

A declaração cita ainda conspirações para realizar assassinatos seletivos, sabotagem industrial e o contrabando de armas como parte da estratégia inimiga. O comunicado também menciona ciberataques e o tráfico de ferramentas ilegais de comunicação, como terminais Starlink, como ameaças centrais à segurança nacional iraniana.

O Ministério da Inteligência do Irã denunciou de forma específica os veículos estrangeiros de língua persa, incluindo BBC Persa, Voice of America e Iran International, por apoiarem ativamente as operações hostis contra o país. A declaração reafirma que as forças de segurança iranianas seguem vigilantes diante dessa campanha multifacetada, que representa uma tentativa de compensar no terreno da subversão o que não foi alcançado por outros meios.


Leia também: Irã desmantela duas células terroristas ligadas ao Mossad


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Israel intercepta flotilha humanitária para Gaza e detém mais de 400 ativistas https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/israel-intercepta-flotilha-humanitaria-para-gaza-e-detem-mais-de-400-ativistas/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/israel-intercepta-flotilha-humanitaria-para-gaza-e-detem-mais-de-400-ativistas/#respond Thu, 21 May 2026 05:32:55 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/21/israel-intercepta-flotilha-humanitaria-para-gaza-e-detem-mais-de-400-ativistas/
Ativistas da Flotilha da Liberdade de Gaza realizam orações enquanto estão detidos em Israel. (Foto: rt.com)

O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, provocou indignação internacional após humilar ativistas detidos. As forças israelenses interceptaram a Flotilha Global Sumud em águas internacionais quando as embarcações se aproximavam de Gaza, impedindo que os navios chegassem ao enclave e detendo mais de 400 ativistas de cerca de 40 países.

A missão havia partido da Turquia para desafiar o bloqueio naval de Israel e denunciar a situação humanitária em Gaza. Entre os detidos estavam cidadãos da Itália, Reino Unido, Canadá, Turquia, Grécia, França, Espanha, Alemanha, Países Baixos, Coreia do Sul, Irlanda e Nova Zelândia.

A indignação cresceu após Ben-Gvir liberar vídeos mostrando ativistas detidos com as mãos amarradas e ajoelhados com a testa no chão enquanto ele caminhava entre eles, os zombava e os descrevia como apoiadores do terrorismo. A ação israeliana foi documentada pelo portal RT.

Com informações de RT.


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Araghchi denuncia conluio dos Emirados com Israel e promete responsabilizar cúmplices do Irã https://www.ocafezinho.com/2026/05/14/araghchi-denuncia-conluio-dos-emirados-com-israel-e-promete-responsabilizar-cumplices-do-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/14/araghchi-denuncia-conluio-dos-emirados-com-israel-e-promete-responsabilizar-cumplices-do-ira/#comments Thu, 14 May 2026 07:02:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/14/araghchi-denuncia-conluio-dos-emirados-com-israel-e-promete-responsabilizar-cumplices-do-ira/ 1 Comentário 🔥]]>
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, durante pronunciamento. (Foto: en.mehrnews.com)

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou diretamente os Emirados Árabes Unidos de colaborar com Israel durante a agressão militar contra o território iraniano. A denúncia ocorreu depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu publicamente ter realizado uma viagem secreta ao país do Golfo em meio aos ataques contra a República Islâmica.

Em mensagem publicada na rede social X, Araghchi afirmou que Netanyahu confirmou aquilo que os serviços de segurança iranianos já haviam reportado à liderança em Teerã há tempos. O chanceler classificou como ‘aposta tola’ qualquer hostilidade contra o povo iraniano e definiu como ‘imperdoável’ a conivência com Israel para fomentar divisões na região.

De acordo com o gabinete de Netanyahu, o premiê israelense se reuniu com o líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, durante o deslocamento. Uma fonte familiarizada com o encontro informou à Reuters que a reunião aconteceu na cidade de Al Ain, no emirado de Abu Dhabi, próxima à fronteira com Omã, e durou várias horas.

‘Aqueles que conspiram com Israel para semear divisão serão responsabilizados’, advertiu Araghchi em sua publicação, conforme reportou o portal Mehr News. A declaração consolida o tom firme adotado por Teerã contra os Estados do Golfo que cederam território e infraestrutura para a campanha militar liderada por Washington e Tel Aviv.

As revelações vêm em meio a relatos crescentes de coordenação entre israelenses e emiradenses durante a agressão. O Wall Street Journal noticiou que os Emirados Árabes Unidos conduziram uma série de ataques ‘encobertos’ contra alvos iranianos no período da ofensiva militar conjunta.

Os agressores fizeram uso extensivo de bases militares, pessoal e equipamentos americanos estacionados nos países da costa do Golfo Pérsico, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita, além da Jordânia. Toda essa infraestrutura foi mobilizada para viabilizar a campanha de bombardeios contra território soberano iraniano, configurando violação clara do direito internacional.

Em resposta à agressão, o Irã lançou diversas ondas de ataques retaliatórios contra alvos estratégicos americanos e israelenses nesses países e em todos os territórios ocupados, segundo a Press TV. As operações iranianas demonstraram capacidade de alcance sobre toda a região e impuseram custos elevados aos hospedeiros das forças agressoras.

A República Islâmica vem alertando reiteradamente os Estados que assistem os atacantes contra a continuidade da cessão de seus territórios como plataformas de lançamento para essa agressão ilegal. Teerã sustenta que tal cumplicidade compromete a soberania desses países e os transforma em alvos militares legítimos diante da legítima defesa iraniana.

O Governo do Irã também enfatizou que abrigar ativos militares e pessoal pertencentes aos seus adversários, assim como facilitar ataques contra o país, acabou gerando insegurança dentro desses mesmos Estados em vez de servir aos seus interesses. A lógica apontada por Teerã é direta: ao se associarem às potências hostis, as monarquias do Golfo importam o conflito para dentro de suas próprias fronteiras.

A reunião entre Netanyahu e Mohammed bin Zayed expõe as fissuras dos Acordos de Abraão, costurados sob padrinhos americanos para normalizar relações árabe-israelenses. A diplomacia iraniana agora trabalha para isolar os Estados que se alinharam ao projeto regional israelense, reforçando alianças com atores comprometidos com a multipolaridade.

O recado de Araghchi consolida uma nova fase da política externa iraniana, marcada pela disposição de cobrar preço político e estratégico de cada governo que colaborou com a agressão. A resposta iraniana, sustentada por sua capacidade militar comprovada nas ondas retaliatórias, recoloca o tabuleiro de poder no Oriente Médio em desfavor do eixo Washington-Tel Aviv.


Leia também: Irã lança mísseis contra Israel e países do Golfo após posse de Mojtaba Khamenei


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Porta-voz do Irã alerta que guerra com EUA e Israel decidirá o futuro da humanidade https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/porta-voz-do-ira-alerta-que-guerra-com-eua-e-israel-decidira-o-futuro-da-humanidade/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/porta-voz-do-ira-alerta-que-guerra-com-eua-e-israel-decidira-o-futuro-da-humanidade/#comments Wed, 13 May 2026 03:10:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/13/porta-voz-do-ira-alerta-que-guerra-com-eua-e-israel-decidira-o-futuro-da-humanidade/ 43 Comentários 🔥]]>
Pessoas seguram bandeiras do Irã durante manifestação. (Foto: actualidad.rt.com)

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, publicou uma declaração contundente na rede social X em que posiciona o conflito em curso com os Estados Unidos e Israel como uma disputa que vai além da geopolítica imediata. Em suas palavras, trata-se de uma luta que definirá o próprio significado de ‘bem’ e ‘mal’ para as gerações presentes e futuras.

‘EUA e Israel iniciaram esta guerra de agressão em 28 de fevereiro de 2026, pela segunda vez em menos de um ano, enquanto o Irã e os EUA estavam envolvidos em negociações diplomáticas’, escreveu Baqaei. A denúncia central de Teerã é que o ataque foi deflagrado justamente no momento em que canais diplomáticos estavam abertos — o que, segundo o porta-voz, revela o caráter de má-fé da ofensiva.

Baqaei traçou uma linha clara entre os dois lados do conflito, conforme registrou o portal RT en Español. De um lado, segundo ele, estão ‘aqueles que se deleitam violando cada lei de guerra e a básica decência humana’. Do outro, aqueles que fazem ‘esforços extraordinários para proteger vidas inocentes’ — descrição com a qual o porta-voz posiciona a República Islâmica como defensora da ordem internacional frente ao que Teerã classifica como agressão imperialista.

O porta-voz iraniano invocou os pilares da civilização — direitos humanos, estado de direito e moralidade básica — como valores em risco diante da escalada militar promovida por Washington e Tel Aviv. ‘Esta é uma luta definitiva pelo futuro da humanidade’, afirmou Baqaei, em declaração que apela diretamente à consciência da comunidade internacional.

Baqaei também alertou para o papel do silêncio neste momento. ‘A consciência da humanidade ainda não está morta. Mas em tempos como estes, o silêncio é cumplicidade com o mal’, declarou o porta-voz. A convocação é dirigida aos países que, segundo Teerã, assistem passivamente à escalada sem se posicionar.

O contexto narrado pelo Irã é de extrema gravidade: o conflito teria sido reiniciado pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro de 2026 — a segunda retomada em menos de um ano — e isso ocorreu, segundo Teerã, enquanto as partes estavam sentadas à mesa de negociação. Para o governo iraniano, esse padrão demonstra que Washington não busca solução diplomática, mas sim o enfraquecimento da República Islâmica como polo de resistência no Oriente Médio.

A declaração de Baqaei ressoa em um momento de escalada que Teerã insiste em não enquadrar como mero conflito regional. O porta-voz escolheu palavras que apelam a valores universais: não se trata, segundo ele, apenas de território ou recursos, mas de saber se os princípios do direito internacional sobreviverão à pressão militar das potências que, paradoxalmente, se autoproclamam guardiãs da ‘ordem internacional baseada em regras’.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Irã alerta que responderá com força superior a qualquer agressão dos EUA e Israel


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Hezbollah divulga vídeo de drone destruindo blindado do Exército de Israel https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/hezbola-divulga-video-de-drone-destruindo-blindado-do-exercito-de-israel/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/hezbola-divulga-video-de-drone-destruindo-blindado-do-exercito-de-israel/#respond Mon, 11 May 2026 18:30:53 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/hezbola-divulga-video-de-drone-destruindo-blindado-do-exercito-de-israel/
Imagem de um veículo blindado de combate israelense, supostamente antes de ser aniquilado por um drone do Hezbolá. (Foto: actualidad.rt.com)

O movimento libanês Hezbollah divulgou um vídeo que registra a destruição total de um veículo blindado do Exército de Israel em Al-Bayyada, no sul do Líbano.

A operação foi executada por meio de um drone em ataque picado. As imagens capturam o instante exato do impacto, seguido pela explosão que eliminou o alvo militar.

O sul do Líbano concentra operações de defesa do Hezbolá diante de patrulhas e incursões do Exército de Israel. A vila de Al-Bayyada ocupa posição próxima à fronteira, o que favorece ações com armamentos não tripulados.

O vídeo serve como registro documental da capacidade operacional mantida pelo Hezbollah. O material demonstra como drones conseguem neutralizar equipamentos blindados em terreno montanhoso.

O Exército de Israel não emitiu pronunciamento oficial sobre a perda do veículo em Al-Bayyada. A ausência de resposta contrasta com a rápida divulgação das imagens pelo lado libanês.

Conforme detalhou o portal RT, o Hezbollah mantém estratégia de documentar cada ação bem-sucedida. O grupo libanês acumula experiência extensa no emprego de tecnologias assimétricas desde os anos 1980.

A liberação do vídeo reforça a disposição do Hezbollah em responder a qualquer movimentação israelense no sul do Líbano. O uso crescente de drones altera o cálculo de risco em confrontos com forças convencionais.

O Hezbollah apresenta o ataque como parte legítima de sua doutrina de defesa territorial. Autoridades israelenses evitam confirmar baixas materiais em incidentes isolados ao longo da fronteira.

Imagens de ataques precisos circulam rapidamente entre apoiadores do movimento libanês. O episódio de Al-Bayyada integra uma sequência de ações registradas na mesma região.

O Hezbollah promete manter pressão constante enquanto persistirem violações do espaço aéreo e terrestre libanês. O vídeo divulgado consolida a narrativa de resistência eficaz contra a superioridade convencional israelense.

Com informações de ACTUALIDAD.


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Hezbolá ataca Cúpula de Ferro de Israel com drones em Jal al-Alam https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/hezbola-ataca-cupula-de-ferro-de-israel-com-drones-em-jal-al-alam/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/hezbola-ataca-cupula-de-ferro-de-israel-com-drones-em-jal-al-alam/#respond Sun, 10 May 2026 14:59:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/hezbola-ataca-cupula-de-ferro-de-israel-com-drones-em-jal-al-alam/
Imagem de drone mostra ataque do Hezbolá a uma unidade da Cúpula de Ferro israelense. (Foto: actualidad.rt.com)

O Hezbolá divulgou imagens de ataques com drones contra uma unidade do sistema de defesa aérea israelense Cúpula de Ferro, realizados na área de Jal al-Alam, na fronteira entre o Líbano e Israel.

Os vídeos mostram os drones atingindo um lançador do sistema e seus operadores. O ataque marca nova escalada nas tensões entre o Hezbolá e as forças israelenses na região fronteiriça.

A Cúpula de Ferro é o principal sistema israelense projetado para interceptar foguetes, projéteis de artilharia e morteiros de curto alcance. As imagens divulgadas pelo Hezbolá indicam que o sistema apresenta vulnerabilidades quando alvo de drones armados.

O Hezbolá intensificou suas ações contra posições israelenses ao longo da fronteira. Israel mantém operações de retaliação constante na região.

A divulgação das imagens busca demonstrar a capacidade operacional do grupo. O material também envia mensagem política sobre a disposição de enfrentar Israel em meio ao conflito em curso.

A Cúpula de Ferro foi desenvolvida por Israel com apoio financeiro dos Estados Unidos. O uso direto de drones contra lançadores e operadores representa desafio tático que pode forçar revisão nas estratégias de defesa israelenses.

Conforme reportou o portal Actualidad RT, os ataques ocorreram em contexto de alta tensão, com trocas constantes de acusações entre as partes. A fronteira libanesa-israelense registra confrontos frequentes desde o início da escalada regional.

Grupos como o Hezbolá adaptam táticas explorando limitações de sistemas avançados de defesa. A proliferação de drones acessíveis altera a dinâmica de confrontos no Oriente Médio.

Israel enfrenta múltiplas frentes de ameaça, que incluem ataques com foguetes e investidas diretas contra suas baterias antiaéreas. A eficácia demonstrada nos vídeos pode influenciar o planejamento militar tanto de Tel Aviv quanto de seus aliados.

Com informações de ACTUALIDAD.


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Irã desmantela duas células terroristas ligadas ao Mossad https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/ira-desmantela-duas-celulas-terroristas-ligadas-ao-mossad/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/ira-desmantela-duas-celulas-terroristas-ligadas-ao-mossad/#respond Sun, 10 May 2026 11:19:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/ira-desmantela-duas-celulas-terroristas-ligadas-ao-mossad/
Ilustração editorial sobre Irã desmantela duas células terroristas ligadas ao Mossad. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Ministério da Inteligência do Irã anunciou a desarticulação de duas células terroristas vinculadas ao Mossad israelense, que preparavam ataques contra centros estratégicos e um assassinato em Teerã.

Durante a operação, um dos membros das células foi morto em confronto direto com as forças iranianas. As equipes apreenderam armas de fogo, drones e equipamentos de comunicação Starlink, conforme informou a agência Mehr News.

Outro integrante da rede foi preso enquanto tentava cruzar a fronteira norte do país carregando informações militares sensíveis. As ações simultâneas ocorreram nas províncias de Kerman e Alborz, onde uma segunda célula foi completamente neutralizada.

As forças de inteligência monitoraram os suspeitos por vários dias antes de realizar as prisões. O material apreendido incluía dispositivos que facilitariam coordenação externa e transmissão de dados em tempo real.

A República Islâmica apresentou os resultados da operação como prova da ameaça contínua promovida por serviços de inteligência estrangeiros contra o território iraniano. Israel não emitiu qualquer comentário oficial sobre as ações divulgadas por Teerã.

Os equipamentos Starlink foram destacados pelas autoridades como parte central da infraestrutura logística das células. O Ministério da Inteligência enfatizou que as prisões impediram danos significativos à infraestrutura nacional e à estabilidade do país.

O Irã reportou múltiplas operações semelhantes contra redes ligadas a Israel nos últimos anos. A mais recente ação reforça o padrão de confrontos clandestinos entre os dois países, que raramente recebem confirmação pública da parte israelense.

A Mehr News detalhou que os detidos confessaram vínculos operacionais com o Mossad durante os interrogatórios iniciais. As investigações continuam para mapear possíveis ramificações remanescentes dentro do território iraniano.

Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.


Leia também: Líder do Hezbollah foi avisado por líder supremo do Irã sobre plano de assassinato de Israel


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Irã nega passagem de navios dos EUA por Ormuz e petróleo dispara https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/ira-nega-passagem-de-navios-dos-eua-por-ormuz-e-petroleo-dispara/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/ira-nega-passagem-de-navios-dos-eua-por-ormuz-e-petroleo-dispara/#respond Mon, 04 May 2026 20:21:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/ira-nega-passagem-de-navios-dos-eua-por-ormuz-e-petroleo-dispara/ A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios comerciais, com bandeira estadunidense, tenham passado pelo Estreito de Ormuz com ajuda de navios de guerra dos EUA.

“Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou a corporação, em comunicado.

Duas horas antes, o Comando Central dos EUA, que atua na região do Oriente Médio, divulgou que navios de guerra teriam atravessado o estreito escoltando dois navios comerciais estadunidenses como parte do plano de Donald Trump, anunciado no domingo (3), para restabelecer o comércio em Ormuz.

“Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz comunicado dos militares estadunidenses.

Segundo os EUA, a missão inclui navios de guerra de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas e 15 mil militares.

Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou mapa com nova área de controle marítimo sobre Ormuz, com duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle” do estreito.

Em meio a essa guerra de narrativas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, por onde transitavam até 20% do petróleo do planeta, o preço do barril do petróleo Brent, referência no mercado, subiu 5% nesta segunda-feira, ultrapassando os 114 dólares.

Ao anunciar o plano para restabelecer o comércio na região, Donald Trump ameaçou o Irã caso o “processo” de navegação fosse impedido. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em uma rede social.

As autoridades iranianas têm insistido que não é possível reabrir o Estreito de Ormuz por meio das redes sociais, somente por meio de uma negociação que coloque um fim definitivo à guerra, incluindo a frente no Líbano.

Um dos mais importantes comandantes do Irã, o major-general Ali Abdollahi, aconselhou os navios comerciais e petroleiros “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de dois navios comerciais atacados no Estreito de Ormuz em 24 horas. A Marinha do Irã, por outro lado, diz que impediu a passagem de navios estadunidenses-israelenses pelo estreito, tendo atingido um navio de guerra dos EUA no Golfo de Omã. Os militares dos EUA negam terem sido afetados.

Fonte: Agência Brasil

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Mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tentava entrar em Ormuz https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/misseis-atingem-navio-de-guerra-dos-eua-que-tentava-entrar-em-ormuz/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/misseis-atingem-navio-de-guerra-dos-eua-que-tentava-entrar-em-ormuz/#respond Mon, 04 May 2026 15:21:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/misseis-atingem-navio-de-guerra-dos-eua-que-tentava-entrar-em-ormuz/ A Marinha do Irã impediu que navios de guerra “americano-sionistas” entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars relatou que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos (EUA) perto de Jask, no Golfo de Omã, após o navio ignorar avisos iranianos.

Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo um repórter do site Axios. A agência Reuters não conseguiu verificar as informações de forma independente.

O Irã havia alertado as forças norte-americanas para não entrarem na hidrovia estratégica, depois que o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “guiariam” os navios retidos no Golfo durante a guerra contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar os navios e suas tripulações, que estão confinados na hidrovia e ficando sem alimentos e outros suprimentos após mais de dois meses de conflito.

“Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que possam continuar livremente e habilmente com seus negócios”, escreveu Trump na rede Truth Social no domingo.

Em resposta, o comando unificado do Irã alertou navios comerciais e petroleiros para que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com os militares iranianos.

“Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas”, declarou Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, em comunicado.

“Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, exceto os seus próprios, cortando cerca de um quinto das remessas globais de petróleo e gás e elevando os preços em 50% ou mais.

O Comando Central (Centcom) dos EUA, que por sua vez bloqueia os portos iranianos para pressionar Teerã, informou que apoiará o esforço de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.

“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, em comunicado.

Fonte: Agência Brasil

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Clérigo iraniano declara encerrada a era das negociações nucleares https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/clerigo-iraniano-declara-encerrada-a-era-das-negociacoes-nucleares/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/clerigo-iraniano-declara-encerrada-a-era-das-negociacoes-nucleares/#comments Sat, 02 May 2026 14:12:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/clerigo-iraniano-declara-encerrada-a-era-das-negociacoes-nucleares/ 6 Comentários 🔥]]>
Hojatoleslam Mohammad Javad Haj Ali Akbari discursa em púlpito na Universidade de Teerã. (Foto: en.mehrnews.com)

O clérigo Hojatoleslam Mohammad Javad Haj Ali Akbari usou o púlpito das orações de sexta-feira na Universidade de Teerã para declarar que o dossiê nuclear iraniano está oficialmente concluído.

Ele afirmou que a República Islâmica não aceitará mais conversas que questionem sua soberania energética e científica. O religioso elogiou a equipe que comandou as rodadas anteriores de negociações.

A delegação era liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo chanceler Abbas Araghchi. Segundo o clérigo, os negociadores já deixaram claro que Teerã não fará concessões adicionais.

Qualquer eventual retorno à mesa acontecerá apenas se houver real interesse estratégico para a República Islâmica. Caberá a Ghalibaf e Araghchi ditar os termos a partir de uma posição de força.

Caso o diálogo volte a fracassar, a palavra final ficará com o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, major-general Seyyed Majid Mousavi. Isso sinaliza que a defesa iraniana responderá de maneira robusta a qualquer provocação.

Haj Ali Akbari exaltou a postura de resistência do Irã, que simboliza todos os povos oprimidos do planeta. Teerã se tornou peça central de uma virada histórica contra as potências que semeiam injustiça e desigualdade.

Uma das mensagens mais contundentes do sermão concentrou-se no Golfo Pérsico e no estratégico estreito de Ormuz. O corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo global foi declarado fora de qualquer barganha com o Ocidente.

O pregador revelou que o Irã e Omã estão redigindo um novo marco jurídico para administrar o fluxo marítimo. Isso transforma o corredor numa questão de soberania regional, retirando-o definitivamente da pauta de negociações nucleares.

O sermão reiterou a promessa de reparação pelo assassinato do general Qassem Soleimani, classificando a dívida como aberta. Os responsáveis terão de arcar com reparações econômicas pelos danos causados ao povo iraniano.

Haj Ali Akbari destacou a união nacional como dever religioso e político. Diferenças internas não podem prevalecer sobre o objetivo maior de romper o cerco econômico imposto por potências externas.

O clérigo elogiou o avanço dos mísseis e drones fabricados internamente, além do Exército, da Polícia, das forças Basij e da inteligência. Cada unidade adiciona uma camada de dissuasão diante de qualquer ameaça.

Para reforçar a credibilidade de suas palavras, Haj Ali Akbari apontou o crescimento da capacidade de resposta rápida da República Islâmica. Segundo ele, o país pode neutralizar ataques antes mesmo de serem lançados.

A fala reforça a tese de que o confronto é agora menos diplomático e mais estrutural. Isso envolve rotas de energia, cadeias de suprimento e o redesenho da ordem multipolar.

A agência Mehr definiu a homilia como um recado direto a Washington e Tel Aviv, que continuam pressionando por novas inspeções enquanto Teerã afirma ter cumprido sua parte no Tratado de Não Proliferação.


Leia também: Khamenei ergue muralha contra a rendição ao Ocidente


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China pressiona Conselho da ONU a manter força de paz no Líbano em meio a novos bombardeios https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/china-pressiona-conselho-da-onu-a-manter-forca-de-paz-no-libano-em-meio-a-novos-bombardeios/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/china-pressiona-conselho-da-onu-a-manter-forca-de-paz-no-libano-em-meio-a-novos-bombardeios/#comments Sat, 02 May 2026 09:10:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/china-pressiona-conselho-da-onu-a-manter-forca-de-paz-no-libano-em-meio-a-novos-bombardeios/ 5 Comentários 🔥]]>
Veículos da UNIFIL patrulham uma rua no Líbano em meio à escalada do conflito. (Foto: aljazeera.com)

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, cobrou publicamente que o Conselho de Segurança reveja a decisão que encerra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano até dezembro, advertindo que a retirada agravaria o conflito às margens da fronteira israelense. Em conversa com jornalistas na sede das Nações Unidas, Fu afirmou que o cessar-fogo proclamado não passa de um ‘fogo brando’ porque Israel mantém ataques aéreos diários e o Hezbollah responde com foguetes e drones, cenário que, a seu ver, inviabiliza qualquer desmobilização.

A posição chinesa ganha peso porque Pequim assumiu a presidência rotativa do Conselho neste mês, o que lhe permite pautar debates e pressionar pela publicação, em junho, do relatório do secretariado sobre o futuro da missão. Fu sustentou que a ‘maioria esmagadora’ dos quinze membros considera prematuro esvaziar a operação, criada em 1978 para monitorar a retirada israelense e ampliada em 2006 para garantir uma zona desmilitarizada entre as partes.

O apelo ocorre num momento em que a Força Interina, conhecida pela sigla UNIFIL, perdeu ao menos seis capacetes-azuis desde o recrudescimento dos combates em março, entre eles militares da Indonésia e da França. Segundo dados do governo libanês, as incursões israelenses iniciadas em 2 de março já mataram 2.618 civis e forçaram mais de um milhão de pessoas a abandonar vilarejos localizados ao sul do país.

Além de patrulhar a chamada Linha Azul, a UNIFIL apoia o Exército libanês na remoção de minas e garante corredor seguro para comboios logísticos, tarefas que, de acordo com o secretário-geral da ONU, António Guterres, se tornaram ainda mais arriscadas diante dos bombardeios. Mesmo assim, o Conselho aprovou por unanimidade no ano passado um calendário que prevê a saída gradual dos 10.800 militares estrangeiros até o fim de 2026, decisão agora contestada por Pequim.

Para o diplomata chinês, manter o contingente é ‘incumbência de Israel’, que deveria cessar as ações ofensivas contra território libanês em vez de pressionar pela retirada da força de paz. A postura reflete o engajamento maior da China no Oriente Médio, onde o país mediou a reaproximação entre Irã e Arábia Saudita e defende fóruns multilaterais como antídoto para o que chama de ‘unilateralismo militar’ de Washington e de seus aliados.

Autoridades libanesas saudaram o posicionamento, argumentando que a presença dos capacetes-azuis fornece uma barreira simbólica contra a expansão do conflito de Gaza para o norte e atenua o risco de êxodo humanitário ainda maior. Israel, por sua vez, alega agir em legítima defesa e acusa o Hezbollah de instalar bases avançadas em aldeias fronteiriças, tese que encontra ceticismo entre diplomatas que veem nas missões da ONU elemento crucial de dissuasão.

Especialistas ouvidos por agências internacionais apontam que o recuo da UNIFIL libertaria espaço aéreo e terrestre para operações mais extensas, reduzindo ainda mais o prazo de alerta das populações civis sobre ataques de mísseis. Dentro do Conselho, a expectativa é de que Estados Unidos, Reino Unido e França tentem condicionar qualquer mudança de cronograma a garantias de que Beirute contenha o Hezbollah, enquanto Rússia e Argélia tendem a alinhar-se ao pedido chinês de manutenção imediata.

A discussão sobre o futuro da força de paz expõe a disputa entre dois modelos de segurança regional, o que prioriza tropas da ONU como tampão diplomático e o que aposta em supremacia militar israelense sob apoio indireto de Washington. Ao abrir o mês de trabalho, Pequim sinaliza que fará do dossiê libanês teste de fogo para sua ênfase na multipolaridade, confiando que, com a divulgação do relatório previsto para junho, poderá reunir votos suficientes para suspender ou anular o plano de retirada, como relatou o site Al Jazeera.

Se prevalecer a linha chinesa, a missão ganha sobrevida e reforça o argumento de que potências emergentes conseguem moldar agendas sensíveis da paz e segurança, contrariando a tradicional influência ocidental nas votações mais explosivas do Conselho. Já se Washington mantiver coesão com Paris e Londres para acelerar a retirada, o vácuo operacional tende a deslocar a ONU para um papel meramente humanitário, reeditando impasses que precederam conflitos maiores no passado recente do Oriente Médio.


Leia também: ONU planeja manter presença no Líbano após o encerramento da Unifil


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