bndes - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/bndes/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Wed, 01 Jul 2026 09:33:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png bndes - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/bndes/ 32 32 Bilionário Huck critica Bolsa Família após financiar jato com R$ 17,7 milhões do BNDES https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/bilionario-huck-critica-bolsa-familia-apos-financiar-jato-com-r-177-milhoes-do-bndes/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/bilionario-huck-critica-bolsa-familia-apos-financiar-jato-com-r-177-milhoes-do-bndes/#respond Wed, 27 May 2026 13:47:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/27/bilionario-huck-critica-bolsa-familia-apos-financiar-jato-com-r-177-milhoes-do-bndes/
Luciano Huck em imagem de arquivo, com fundo de vegetação. (Foto: metropoles.com)

O empresário e apresentador Luciano Huck provocou indignação ao criticar o programa Bolsa Família durante um evento, afirmando que beneficiários criam ‘atalhos’ para permanecer dependentes do Estado. A declaração, carregada de preconceito social, revelou o profundo desconhecimento do bilionário sobre a realidade da população mais pobre do país.

A fala de Huck ocorreu em um encontro com mais de cem pessoas, contrariando sua tentativa posterior de minimizar o episódio ao alegar que se tratava de uma conversa reservada. Após a repercussão negativa nas redes sociais, ele buscou recuar em uma postagem, dizendo que não defende o fim do Bolsa Família, mas apenas sua ‘constante avaliação’.

O que Huck convenientemente omitiu é que o Bolsa Família já é um dos programas sociais mais monitorados do mundo, sendo permanentemente avaliado por organismos como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Segundo análises sobre o tema, cada real investido na iniciativa gera um retorno significativo para o Produto Interno Bruto brasileiro.

A hipocrisia da crítica fica ainda mais evidente quando se examina o histórico financeiro do próprio apresentador. Huck financiou um jato executivo com R$ 17,7 milhões em crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pagando juros subsidiados de apenas 3% ao ano, um privilégio inacessível para a vasta maioria da população.

Enquanto ataca quem recebe o benefício para garantir a subsistência familiar, o empresário acumula uma fortuna avaliada em aproximadamente R$ 1 bilhão e um salário mensal de R$ 4 milhões. Sua principal fonte de renda atual inclui justamente o mercado de apostas on-line, as chamadas ‘bets’, que viciam milhões de brasileiros de baixa renda e destroem orçamentos familiares.

Os dados oficiais desmentem frontalmente a retórica de dependência eterna propagada por Huck. Cerca de 60% das famílias beneficiadas em 2014, por exemplo, já haviam deixado o programa voluntariamente uma década depois, comprovando que o Bolsa Família funciona como porta de saída da miséria, e não como armadilha.

Em 2024, sob a gestão do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o país alcançou o marco técnico para sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Este avanço, no entanto, não eliminou o desafio, pois a insegurança alimentar grave ainda afetava milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.

A arrogância de Huck não é novidade no debate público brasileiro, tendo sido confrontada publicamente em outras ocasiões. Em 2021, durante um programa de entrevistas, o rapper e compositor Emicida já havia respondido de forma contundente ao apresentador sobre a verdadeira natureza da elite econômica que ele representa.

“Não uso a palavra elite como Luciano”, disparou Emicida na ocasião, lembrando que elite deveria designar o que uma categoria tem de melhor, e não ser definida exclusivamente pelo acúmulo de dinheiro. O artista questionou ainda a lógica de gratidão imposta pela elite aos que vencem na vida, perguntando quantos talentos acabam invisibilizados pela estrutura de desigualdade brasileira.

O episódio revela que a campanha contra o Bolsa Família obedece a um roteiro previsível dos mesmos personagens que historicamente se beneficiaram das estruturas de privilégio no Brasil. Enquanto Huck prega austeridade para os pobres, segue lucrando com crédito público subsidiado e com o vício em apostas que ele mesmo promove entre as famílias de baixa renda.


Leia também: A reportagem da Carta Capital inspirada na denúncia do Cafezinho


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Mercadante critica falta de crédito diferenciado para agricultura https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/#respond Mon, 18 May 2026 11:49:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/mercadante-critica-falta-de-credito-diferenciado-para-agricultura/
Ilustração editorial sobre Mercadante critica falta de crédito diferenciado para agricultura. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou a necessidade urgente de estímulos públicos e crédito diferenciado para evitar que produtores rurais priorizem culturas mais lucrativas, como a soja, em detrimento de alimentos essenciais para o mercado interno, como arroz e feijão. Mercadante enfatizou que, sem incentivos adequados, os produtores tendem a escolher cultivos que oferecem maior rentabilidade, o que pode comprometer a segurança alimentar do país.

O presidente do BNDES ressaltou a importância de uma política agrícola equilibrada, que apoie tanto o agronegócio exportador quanto a produção de alimentos para o abastecimento doméstico. Ele argumentou que é fundamental combinar o suporte às grandes empresas, que geram divisas e estabilidade econômica, com o fomento à agricultura familiar. Mercadante mencionou as linhas de financiamento específicas para agricultura familiar e cooperativas, destacando que o banco anunciou financiamentos de até R$ 40 milhões para a produção de leite, com juros reduzidos para agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Além disso, o BNDES desembolsou R$ 101 bilhões neste ano para micro, pequenas e médias empresas, parte desses recursos por meio do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Mercadante sublinhou que a política agrícola deve incentivar mercados que tornem os alimentos mais acessíveis e de qualidade para a população. Segundo o portal UOL, essas medidas são essenciais para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do setor agrícola no Brasil.


Leia também: BNDES libera mais um crédito bilionário para o agronegócio


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BNDES registra lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre e bate novo recorde histórico https://www.ocafezinho.com/2026/05/12/bndes-registra-lucro-de-r-31-bilhoes-no-primeiro-trimestre-e-bate-novo-recorde-historico/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/12/bndes-registra-lucro-de-r-31-bilhoes-no-primeiro-trimestre-e-bate-novo-recorde-historico/#comments Tue, 12 May 2026 23:39:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/12/bndes-registra-lucro-de-r-31-bilhoes-no-primeiro-trimestre-e-bate-novo-recorde-historico/ 10 Comentários 🔥]]>
A fachada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro. (Foto: cartacapital.com.br)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, resultado 17% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 15,6 bilhões, superando o recorde anterior de R$ 15,2 bilhões registrado ao final de 2025.

O anúncio foi feito pelo diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco, Alexandre Abreu, que destacou a consistência da trajetória de crescimento. ‘No final do ano passado, o resultado foi recorde. Tivemos um lucro recorde que atingiu R$ 15,2 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, esse resultado foi recorde novamente, com R$ 15,6 bilhões de lucro recorrente nos últimos 12 meses’, afirmou Abreu.

Os ativos totais do banco somaram R$ 995 bilhões no período, o maior valor nominal da história da instituição. A carteira de crédito alcançou R$ 678,2 bilhões, alta de 14% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e o maior patamar desde 2016, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 192 bilhões.

Os números operacionais também avançaram com força, conforme reportagem da Carta Capital. As aprovações de crédito totalizaram R$ 45,7 bilhões, crescimento de 37% na comparação anual, e os desembolsos chegaram a R$ 36,2 bilhões, alta de 44% frente ao mesmo período do ano passado.

O setor de infraestrutura liderou o crescimento das aprovações, com alta de 51% e volume de R$ 13,4 bilhões. A indústria registrou expansão de 67%, com R$ 8 bilhões aprovados, enquanto a agropecuária avançou 40%, atingindo R$ 9,1 bilhões no período.

O segmento de micro, pequenas e médias empresas também figurou entre os destaques do trimestre, com crescimento expressivo nas aprovações em relação ao mesmo período de 2025. As garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros somaram R$ 20,8 bilhões, reforçando o alcance do banco junto aos menores negócios da economia.

A qualidade da carteira acompanhou o crescimento quantitativo. A inadimplência registrada para 90 dias ficou em 0,046%, número expressivamente inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, atualmente em 4,33% no geral e de 0,60% para grandes empresas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribuiu o desempenho à percepção crescente do setor produtivo sobre a capacidade de entrega do banco. ‘Se olharmos o histórico, o BNDES vem em uma trajetória de crescimento muito forte e muito consistente. Estou falando de um crescimento com qualidade. Crescemos fortemente nas consultas e isso tem a ver com a percepção dos empresários sobre as entregas do BNDES. Cada vez temos mais projetos chegando’, disse Mercadante.

Os resultados consolidam o BNDES como instrumento central da política de desenvolvimento do governo federal, com expansão simultânea em infraestrutura, indústria, agropecuária e pequenos negócios. O banco opera hoje com ativos próximos à marca de R$ 1 trilhão, reafirmando seu papel estratégico no financiamento de longo prazo da economia nacional.


Leia também: Liquidez do BNDES chega a 2.000% e supera em vinte vezes o mínimo exigido pelo CMN


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BNDES libera R$ 500 milhões para Belo Horizonte enfrentar enchentes e crise climática https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/bndes-libera-r-500-milhoes-para-belo-horizonte-enfrentar-enchentes-e-crise-climatica/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/bndes-libera-r-500-milhoes-para-belo-horizonte-enfrentar-enchentes-e-crise-climatica/#comments Wed, 06 May 2026 06:39:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/bndes-libera-r-500-milhoes-para-belo-horizonte-enfrentar-enchentes-e-crise-climatica/ 6 Comentários 🔥]]>
Fachada do prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (Foto: cartacapital.com.br)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um financiamento de R$ 500 milhões à prefeitura de Belo Horizonte para a execução de obras de infraestrutura voltadas à mitigação de enchentes e à adaptação climática. A capital mineira, que abriga cerca de 2,3 milhões de habitantes, enfrenta desafios graves nessa frente, com aproximadamente 389 mil moradores vivendo em áreas classificadas como de risco.

O aporte integra o Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município, dentro do programa BH Resiliente, também conhecido como Projeto Transformador Cidade Jardim. Segundo o BNDES, as obras buscam reduzir riscos de alagamentos e deslizamentos, ampliar áreas verdes, recuperar recursos hídricos e fortalecer a capacidade da cidade de resistir a eventos climáticos extremos.

Do total liberado, R$ 480 milhões serão provenientes do Fundo Clima, instrumento federal voltado ao financiamento de projetos de baixo carbono e adaptação. Os outros R$ 20 milhões virão do BNDES Invest Impacto, programa direcionado a investimentos públicos que reduzam vulnerabilidades socioeconômicas e enfrentem as mudanças climáticas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o projeto representa uma mudança na percepção da cidade sobre o aquecimento global e os extremos climáticos. Entre as ações previstas estão a implantação da bacia de detenção do Parque Calafate para controle de cheias, a criação de novos parques urbanos, a desimpermeabilização de áreas concretadas e a instalação de jardins de chuva na região central.

O pacote de intervenções inclui ainda a contenção e revegetação de encostas em áreas de risco, a criação de unidades de conservação e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos espalhados pelo território municipal. Com cerca de 307 mil habitantes vivendo em favelas, a iniciativa é considerada estratégica para melhorar a qualidade de vida e a segurança das populações mais vulneráveis de Belo Horizonte, conforme detalhou a reportagem da Carta Capital.

O anúncio reforça a inflexão do banco de fomento sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, que vem direcionando recursos do Fundo Clima para projetos urbanos de adaptação. A aposta na resiliência das grandes cidades brasileiras se contrapõe ao modelo extrativista e fóssil tradicionalmente hegemônico, recolocando o Estado como agente central no enfrentamento da emergência climática.


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BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/bndes-anuncia-r-500-milhoes-para-obras-contra-enchentes-em-bh/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/bndes-anuncia-r-500-milhoes-para-obras-contra-enchentes-em-bh/#respond Wed, 06 May 2026 01:20:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/bndes-anuncia-r-500-milhoes-para-obras-contra-enchentes-em-bh/ O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (5) o financiamento de R$ 500 milhões para a prefeitura de Belo Horizonte realizar obras contra enchentes e adaptação climática.

As intervenções fazem parte do Plano de Investimentos em Resiliência e Adaptação Climática do município e do programa BH Resiliente (Projeto Transformador Cidade Jardim).

Segundo o BNDES, as obras têm o objetivo de reduzir riscos de alagamentos e deslizamentos, ampliar áreas verdes, recuperar recursos hídricos e fortalecer a capacidade de adaptação da capital mineira a eventos climáticos extremos.

De acordo com o governo do Brasil, do total do financiamento, R$ 480 milhões virão do Fundo Clima e R$ 20 milhões do BNDES Invest Impacto, programa voltado a investimentos públicos com foco na redução de vulnerabilidades socioeconômicas e na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

“São R$ 500 milhões que estamos financiando só para o BH Resiliente, que é um projeto muito bem concebido: é uma mudança de percepção da cidade que dialoga com o aquecimento global e com os extremos climáticos”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Entre as ações previstas estão a implantação da bacia de detenção do Parque Calafate, voltada ao controle de cheias; a implantação de parques; a desimpermeabilização de áreas concretadas e implantação de jardins de chuva na região central da cidade; a contenção de encostas em áreas de risco; a revegetação de encostas; a criação de unidades de conservação; e a recuperação ambiental de rios, nascentes e brejos.

Com cerca de 2,3 milhões de habitantes, a capital mineira tem 389 mil moradores em áreas de risco e cerca de 307 mil, em favelas.

Fonte: Agência Brasil.

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Letreiro com o nome do BNDES em frente à sede do banco no Rio de Janeiro. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social encerrou março com um Índice de Liquidez de Curto Prazo de 2.000%, superando em vinte vezes a exigência mínima que passará a valer para bancos de grande porte.

A folga de caixa ganhou destaque após o Conselho Monetário Nacional aprovar norma que obriga bancos do segmento S2 a manterem ativos líquidos equivalentes a todas as saídas projetadas para trinta dias. A classificação S2 abrange instituições com exposição entre 1% e 10% do Produto Interno Bruto, faixa em que o BNDES se enquadra.

O indicador regulatório em questão é o Liquidity Coverage Ratio, criado pelo Comitê de Basileia no pós-crise global de 2008 para impedir que bancos descapitalizados provocassem contágios sistêmicos. Em essência, ele exige que cada real suscetível de sair do caixa em situação adversa esteja ancorado em um ativo conversível em dinheiro sem perda relevante de valor.

Pelo novo calendário regulatório, o índice entrará em vigor em julho e contará com período de transição até 2027 para evitar choques de curto prazo no crédito. A diretoria do BNDES informou que a instituição já opera bem acima do patamar exigido, dispensando ajustes emergenciais em seu balanço.

O tema ganhou urgência após a deterioração súbita do Banco Master expor rachaduras nos protocolos de fiscalização e levar o regulador a apertar as exigências sobre liquidez. Com a nova regra, o governo reforça a mensagem de que não hesitará em proteger correntistas e evitar efeitos em cadeia, inclusive em instituições de médio porte.

Além do LCR, o CMN aprovou mudanças no Fundo Garantidor de Crédito e introduziu o conceito de Ativo de Referência para mensurar qualidade e diversificação das carteiras bancárias. A combinação das medidas consolida um arcabouço prudencial mais sofisticado, alinhado às melhores práticas globais e sustentado por supervisão diária alimentada por dados em tempo real.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, avaliou que a decisão regulamentar é coerente com a orientação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o banco como referência de estabilidade financeira e de fomento ao investimento produtivo. Mercadante destacou que a folga de liquidez permite ampliar crédito a projetos estruturantes sem pressionar o balanço da instituição.

Assessores do Ministério da Fazenda veem no índice de 2.000% uma demonstração prática de que a estratégia de reforço de capital retomada em 2023 está surtindo efeito. Fontes próximas ao ministro Fernando Haddad apontam que liquidez abundante reduz o custo de captação e alavanca programas como o novo PAC e o Fundo Clima.

Conforme apurou o Diário do Centro do Mundo, o desempenho do BNDES no indicador de liquidez é consistente mesmo em períodos de expansão dos desembolsos. O comportamento sugere que a diretoria tem privilegiado aplicações em títulos públicos e posições em moeda estrangeira de alta liquidez, sem abrir mão do financiamento de longo prazo que caracteriza a instituição.

Especialistas consultados por agências internacionais destacam que manter tamanha reserva de ativos líquidos não é trivial para um banco de desenvolvimento, cuja natureza envolve carteiras de prazos longos. Eles avaliam, porém, que o BNDES equilibra essa equação ao usar instrumentos de hedge e ao calibrar emissões externas, abrigando recursos que podem ser convertidos rapidamente caso um evento de estresse atinja o mercado doméstico.

Na prática, a solidez reforçada tende a atrair investidores institucionais interessados em debêntures incentivadas e fundos de infraestrutura, pois a percepção de risco diminui quando a contraparte exibe liquidez excedente. Esse efeito aproxima financiamento privado de projetos de transição energética, logística e inovação, metas centrais da atual política industrial.

Ao operar com padrões que excedem em vinte vezes o piso regulatório, o BNDES demonstra que é possível combinar expansão do crédito com disciplina contábil. O desafio, apontam analistas, é sustentar esse equilíbrio à medida que os desembolsos crescem e as demandas por financiamento de longo prazo se intensificam nos próximos anos.


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Lula amplia Move Brasil e libera R$ 21,2 bilhões para renovação de frota de caminhões e ônibus https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-amplia-move-brasil-e-libera-r-212-bilhoes-para-renovacao-de-frota-de-caminhoes-e-onibus/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-amplia-move-brasil-e-libera-r-212-bilhoes-para-renovacao-de-frota-de-caminhoes-e-onibus/#comments Sun, 03 May 2026 02:51:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/02/lula-amplia-move-brasil-e-libera-r-212-bilhoes-para-renovacao-de-frota-de-caminhoes-e-onibus/ 69 Comentários 🔥]]>
O presidente Lula segura um documento durante evento público. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação do programa Move Brasil com um investimento de R$ 21,2 bilhões voltado para a renovação da frota de caminhões e ônibus em todo o território nacional. A medida integra a segunda fase do projeto, o Move Brasil 2, e tem como objetivo modernizar o transporte rodoviário ao mesmo tempo em que impulsiona a indústria nacional.

O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, os recursos são compostos por R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desses recursos, R$ 2 bilhões foram destinados especificamente aos caminhoneiros autônomos, e igual valor foi reservado para a renovação de linhas de ônibus. O restante será direcionado a empresas e operadores que buscam substituir veículos antigos por modelos mais eficientes e menos poluentes.

Em seu discurso, Lula destacou que a principal meta é melhorar as condições de financiamento para os autônomos, que não contam com a mesma estrutura das grandes transportadoras. Ele explicou que esses trabalhadores utilizam seu próprio patrimônio como garantia, o que eleva o risco e dificulta o acesso ao crédito no mercado.

O governo decidiu ampliar a carência, estender o prazo de pagamento e reduzir as taxas de juros para viabilizar o programa. Apesar de os juros ainda se manterem em patamar elevado, as novas condições tornam as parcelas mais acessíveis aos beneficiários.

O vice-presidente Geraldo Alckmin avaliou que o Move Brasil 2 supera a primeira fase, lançada no início do ano. Ele comparou os R$ 10 bilhões da etapa anterior com os R$ 21,2 bilhões agora disponibilizados, ressaltando que o crédito para autônomos saltou de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões. Além disso, o escopo foi ampliado para incluir ônibus e implementos rodoviários.

Alckmin detalhou ainda que a carência para autônomos foi estendida de seis para doze meses, o prazo total de pagamento passou para dez anos e as taxas de juros foram significativamente reduzidas.

Conforme reportagem do portal Metrópoles, a expansão do programa atende à alta demanda observada na primeira fase e às necessidades da indústria, que registrou queda nas vendas de veículos. As autoridades esperam que a medida reduza custos operacionais, melhore a eficiência logística e estimule a produção nacional de veículos.

O Move Brasil é gerido pelo BNDES e exige a baixa efetiva de veículos antigos como contrapartida ao financiamento concedido. Na primeira edição, foram oferecidos R$ 10 bilhões com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano, abaixo da taxa básica da economia.

A nova rodada consolida a estratégia de combinar apoio à indústria com benefícios diretos aos trabalhadores do transporte, utilizando instrumentos de crédito público para promover a renovação da frota nacional e fortalecer a competitividade do setor rodoviário brasileiro.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras e impulsiona indústria


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Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/governo-melhora-condicoes-e-dobra-credito-para-compra-de-caminhoes-2/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/governo-melhora-condicoes-e-dobra-credito-para-compra-de-caminhoes-2/#respond Fri, 01 May 2026 04:05:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/01/governo-melhora-condicoes-e-dobra-credito-para-compra-de-caminhoes-2/ Nesta quinta-feira (30 de abril de 2026), no Palácio do Planalto, o governo federal lançou uma segunda etapa do programa Move Brasil, que financia a renovação da frota de caminhões em condições favoráveis para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O valor total disponibilizado chega a R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa, lançado no fim do ano passado, que foram totalmente consumidos com mais de mil contratos de financiamento em poucos mais de três meses.

A nova fase passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. Do valor de R$ 21,2 bilhões, serão R$ 6,7 bilhões aportados diretamente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 14,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional.

O BNDES será o operador do programa, que será oferecido em parceria com outras instituições financeiras. O valor máximo financiável por beneficiário continua sendo de R$ 50 milhões.

“Nós resolvemos melhorar as condições, aumentar os prazos de carência, a quantidade de anos para vocês poderem pagar e diminuir a taxa de juros, que ainda é alta”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia de assinatura de duas Medidas Provisórias (MPs) que viabilizam o novo Move Brasil.

Lula pediu celeridade no ritmo de liberação de crédito para os caminhoneiros autônomos pelos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o BNDES). Segundo Lula, de R$ 1 bilhão disponibilizado inicialmente, apenas R$ 200 milhões haviam sido liberados, devido à preferência dos bancos por grandes empresas transportadoras.

“Para o gerente de um banco, é muito melhor receber um cliente só para pedir R$ 2 bilhões, do que receber 1 mil clientes para pegar R$ 2 mil, cada um. Eu quero pedir aos bancos públicos: vamos ver se a gente consegue dar um exemplo de que, uma vez na vida, os mais pobres são tratados como os mais ricos”, cobrou Lula.

O presidente destacou especificamente as condições especiais destinadas aos caminhoneiros autônomos, que agora poderão parcelar o financiamento em até 10 anos (120 vezes), com carência de 12 meses. Até então, a carência era de seis meses e o prazo máximo de pagamento era de cinco anos.

Os autônomos contarão com R$ 2 bilhões na nova fase do programa. A taxa de juros, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi reduzida para 11,3%. Antes, eram superiores a 14%.

Ele disse esperar que os fabricantes de ônibus e caminhões consigam reduzir os preços dos veículos e assegurar empregos na indústria, como contrapartidas.

“É fundamental que a gente veja as contrapartidas, a redução no valor dos caminhões, o emprego garantido dos trabalhadores. Na minha analogia do corpo humano, o corpo da economia do país fica saudável em todos os sentidos”, disse.

Para o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, o programa promove uma política industrial que não favorece apenas o setor automotivo, mas toda a cadeia econômica do país.

“O caminhão, o ônibus, eles são meios. É uma cadeia muito grande. O caminhão é a carne que chega na mesa do trabalhador e das famílias brasileiras, a fruta fresca que chega no Ceasa. O caminhão é a soja que vai para o porto para a gente exportar. O caminhão é a cana que vai para a usina e a gente faz o etanol”, destacou.

Requisitos ambientais

Pelas regras do programa, os financiamentos estarão condicionados ao cumprimento de critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, incentivando a aquisição de veículos com menor consumo de combustíveis e menores emissões.

“Quem entregar um veículo velho para a reciclagem consegue taxas ainda mais reduzidas”, observou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.

O transporte rodoviário move cerca de 60% das cargas do Brasil, segundo o governo federal, e é considerado crucial para a integração nacional e para o acesso da população a bens e serviços essenciais.

O setor enfrenta, atualmente, elevado grau de obsolescência da frota, o que aumenta custos de manutenção, reduz a eficiência energética, agrava a emissão de poluentes e aumenta riscos operacionais e de segurança. Também vinha experimentando queda expressiva nas vendas nos últimos anos, números que vêm sendo revertidos com o sucesso do novo programa.

Medidas Provisórias

Durante o evento no Palácio do Planalto, Lula assinou duas Medidas Provisórias.

A primeira, além de viabilizar a ampliação do Move Brasil, autoriza a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até R$ 2 bilhões. O objetivo é ampliar a capacidade do fundo de oferecer garantias em operações de crédito, principalmente para micro, pequenas e médias empresas, além de estender os prazos de carência e de pagamento dessas operações.

O FGI tem por finalidade facilitar a obtenção de crédito por micro, pequenas e médias empresas.

A segunda MP, de acordo com o MDIC, cria Crédito Extraordinário, no valor de R$ 17 bilhões, com o intuito de dar cobertura ao aporte de R$ 2 bilhões no FGI, à ampliação do Move Brasil, com recursos de R$ 14,5 bilhões e ao aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), com o propósito de viabilizar a ampliação da oferta de garantias públicas às exportações.

Fonte: Agência Brasil

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Mercadante convida empresas espanholas a investir no Brasil em evento em Madri https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/mercadante-convida-empresas-espanholas-a-investir-no-brasil-em-evento-em-madri/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/mercadante-convida-empresas-espanholas-a-investir-no-brasil-em-evento-em-madri/#respond Sun, 26 Apr 2026 22:11:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/26/mercadante-convida-empresas-espanholas-a-investir-no-brasil-em-evento-em-madri/
Ilustração editorial sobre Mercadante convida empresas espanholas a investir no Brasil em evento em Madri. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, participou de um encontro em Madri promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Espanha e pela Fundação Conselho Espanha-Brasil. O objetivo foi apresentar o cenário econômico brasileiro a empresários, executivos e representantes de órgãos públicos dos dois países.

No evento, Mercadante convidou companhias espanholas a ampliarem sua presença no Brasil. O foco recaiu sobre setores como infraestrutura, energia renovável, saúde, inovação tecnológica e inteligência artificial.

Ao traçar o panorama da economia nacional, o dirigente do BNDES destacou que o PIB brasileiro cresceu 4,8% em 2024. Segundo ele, o resultado demonstra a solidez da política econômica conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mercadante também citou a queda da inflação e o desemprego em níveis historicamente baixos como indicadores que reforçam a atratividade do país para o capital estrangeiro. Para o presidente do banco, esses dados consolidam o Brasil como destino seguro para investimentos de longo prazo.

O dirigente enfatizou os investimentos do governo federal em transição energética e restauração ambiental, com destaque para programas de reflorestamento na Amazônia e iniciativas de descarbonização da indústria e da agricultura. Essas agendas posicionam o país como destino relevante para empresas europeias que buscam alinhar expansão internacional a compromissos climáticos.

Mercadante lembrou que o BNDES, com mais de sete décadas de atuação, segue sendo o principal instrumento de financiamento de projetos estruturantes no país. A instituição apoia a modernização dos setores produtivos e o fortalecimento da indústria brasileira por meio de um volume expressivo de crédito de longo prazo.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, Trinidad Jiménez, ressaltou o interesse crescente das empresas espanholas em investir no Brasil. Jiménez afirmou que a Espanha figura entre os maiores investidores estrangeiros no país e expressou o desejo de ampliar a parceria bilateral.

O embaixador do Brasil na Espanha, Luiz Alberto Figueiredo Machado, também participou do encontro e elogiou a atuação de Mercadante à frente do BNDES. O diplomata destacou as políticas de crédito e inovação conduzidas pelo banco como instrumentos relevantes para o desenvolvimento nacional.

O evento integra uma agenda mais ampla do governo Lula de aproximação com investidores europeus, num contexto em que as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia voltaram à pauta após décadas de impasse. Conforme reportagem do Diário do Centro do Mundo, Mercadante aproveitou o encontro para reafirmar que o Brasil está aberto a parcerias estratégicas com a Europa em setores de alta tecnologia e baixo carbono.


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CMN amplia incentivo nacional em linha de crédito do FAT para inovação https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/cmn-amplia-incentivo-nacional-em-linha-de-credito-do-fat-para-inovacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/cmn-amplia-incentivo-nacional-em-linha-de-credito-do-fat-para-inovacao/#respond Fri, 24 Apr 2026 15:21:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/cmn-amplia-incentivo-nacional-em-linha-de-credito-do-fat-para-inovacao/ Um mês após elevar o percentual de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamentos a projetos de inovação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o incentivo à produção nacional nas linhas de crédito indexadas pela Taxa Referencial (TR).

Em reunião realizada na quinta-feira (23 de abril de 2026), o CMN fez ajustes nos critérios de escolha para os financiamentos à inovação e à digitalização com os recursos do FAT remunerados pela TR, atualmente entre 0,16% e 0,17% ao mês, equivalente a pouco mais de 2% ao ano. O fundo repassa esses recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera os financiamentos.

A mudança permite dar prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional. Ao mesmo tempo, não impede que também sejam utilizados recursos para financiar bens produzidos no país que sigam o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que estabelece regras mínimas de fabricação local.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a nova regra amplia o incentivo à produção nacional sem excluir outras opções já existentes. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União.

Segundo o ministério, por causa da urgência do tema, a resolução do CMN passa a valer imediatamente após sua publicação. A intenção, explicou a pasta, é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT.

Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e oferecer cursos de qualificação profissional.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/cmn-amplia-incentivo-nacional-em-linha-de-credito-do-fat-para-inovacao/feed/ 0 Tcu busca acesso contínuo a dados para monitorar permanentemente bancos públicos https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/tcu-busca-acesso-continuo-a-dados-para-monitorar-permanentemente-bancos-publicos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/tcu-busca-acesso-continuo-a-dados-para-monitorar-permanentemente-bancos-publicos/#comments Wed, 22 Apr 2026 23:11:33 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/22/tcu-busca-acesso-continuo-a-dados-para-monitorar-permanentemente-bancos-publicos/ 10 Comentários 🔥]]>

Placa com o logotipo do Tribunal de Contas da União (TCU) em frente à sede da instituição. (Foto: metropoles.com)

O Tribunal de Contas da União prepara um novo modelo de fiscalização para acompanhar de forma permanente as operações de crédito e os riscos nos bancos públicos federais.

A proposta prevê a criação de um convênio com o Banco Central para permitir o envio contínuo de informações, ampliando a capacidade de reação da Corte diante de eventuais problemas no sistema financeiro estatal.

Segundo o portal Metrópoles, a medida foi debatida em sessão recente e inclui a elaboração de normas que garantam o compartilhamento de dados com segurança e respeito ao sigilo bancário. O relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, defendeu que o TCU tenha acesso regular a informações hoje concentradas no Banco Central.

Rodrigues argumentou que a falta de integração entre os órgãos tem atrasado a detecção de irregularidades. O ministro afirmou que o tribunal muitas vezes toma conhecimento de problemas apenas depois de consumados, o que reduz a eficácia do controle.

A proposta inclui a criação de um grupo de trabalho para estruturar o convênio e definir os parâmetros técnicos e jurídicos para o fluxo contínuo de dados. As informações seriam anonimizadas e sem identificação de clientes.

O foco da fiscalização será a atuação das instituições financeiras públicas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A Corte entende que mesmo operações com recursos privados podem impactar o patrimônio público, o que justifica o acompanhamento mais próximo e preventivo.

O TCU já vem desenvolvendo ferramentas tecnológicas para aprimorar esse tipo de monitoramento. Técnicos do tribunal criaram painéis de análise que cruzam dados e identificam operações atípicas, como empréstimos de alto valor a empresas com perfil de risco elevado ou inconsistências nos cadastros de tomadores.

A iniciativa ganha força após episódios que evidenciaram falhas na detecção precoce de riscos, como o caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. Esses episódios reforçaram o diagnóstico interno de que a fiscalização tem sido reativa e de que o acesso contínuo aos dados pode reduzir o intervalo entre a ocorrência e a resposta institucional.

Além da modernização do controle, a proposta reacende o debate sobre os limites entre a autonomia do Banco Central e o papel de fiscalização do TCU. A Corte sustenta que a independência da autoridade monetária não exclui a obrigação de prestar contas, especialmente quando decisões e operações têm impacto direto sobre o patrimônio público e a estabilidade financeira do país.

Com o novo modelo, o TCU pretende construir uma supervisão mais integrada e preventiva, capaz de identificar riscos estruturais e fortalecer a governança dos bancos públicos. A expectativa é que o convênio com o Banco Central sirva de base para uma política permanente de transparência e controle, equilibrando o sigilo necessário às operações financeiras com o dever constitucional de fiscalização do uso de recursos públicos.


Leia também: AGU desperta “ciúmes” de servidores por novo benefício


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CMN aprova resolução que expande crédito para exportadores brasileiros https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/cmn-aprova-resolucao-que-expande-credito-para-exportadores-brasileiros/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/cmn-aprova-resolucao-que-expande-credito-para-exportadores-brasileiros/#comments Thu, 16 Apr 2026 22:11:57 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/16/cmn-aprova-resolucao-que-expande-credito-para-exportadores-brasileiros/ 3 Comentários 🔥]]> O Conselho Monetário Nacional aprovou resolução que estabelece novas condições para concessão de financiamentos no âmbito do Plano Brasil Soberano. A medida busca ampliar o acesso ao crédito para empresas brasileiras voltadas ao comércio exterior em meio ao cenário de instabilidade econômica global.

As novas linhas de financiamento podem ser contratadas para capital de giro, produção destinada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos em expansão da capacidade produtiva, inovação e adaptação de processos.

Os recursos serão liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ou por instituições financeiras habilitadas. Essas instituições assumem integralmente todos os riscos das operações, inclusive o risco de crédito, sem qualquer transferência ao Tesouro Nacional.

Os encargos financeiros variam de acordo com a finalidade do financiamento e o porte da empresa. As taxas ficam entre 2% e 8% ao ano, e os prazos de pagamento podem chegar a cinco anos, com carência de até 12 meses para operações de capital de giro e aquisição de bens de capital.

Investimentos produtivos de maior maturação contam com prazo de até 20 anos e carência de até 48 meses. O governo federal ressalta que a iniciativa preserva a competitividade da economia brasileira, estimula a produção e protege empregos no setor exportador.

Empresas interessadas poderão solicitar os financiamentos até 31 de dezembro de 2026. Conforme o portal Metrópoles, a resolução permite planejamento antecipado para que as companhias aproveitem as condições favoráveis do plano.


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Santos negocia com BNDES recursos para corrigir prédios inclinados https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/santos-negocia-com-bndes-recursos-para-corrigir-predios-inclinados/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/santos-negocia-com-bndes-recursos-para-corrigir-predios-inclinados/#respond Tue, 07 Apr 2026 02:11:17 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/06/santos-negocia-com-bndes-recursos-para-corrigir-predios-inclinados/ A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, avança em tratativas para resolver a inclinação de dezenas de edifícios em sua orla.

A prefeitura do município conduziu, no dia 3 de abril de 2026, uma reunião na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, com o objetivo de captar financiamento para obras de correção estrutural.

Durante o encontro, foram apresentados projetos de engenharia detalhados, incluindo o caso do edifício Núncio Malzoni, que teve seus blocos reaprumados para corrigir inclinações de 2,2 e 1,8 graus, servindo como referência técnica para futuras intervenções.

O método empregado nessas obras utiliza macacos hidráulicos para erguer as construções, possibilitando a reconstrução de fundações mais adequadas.

A questão dos prédios inclinados afeta diretamente os moradores dessas estruturas e também impacta a segurança de vizinhos e transeuntes nas áreas próximas.

Desde 2024, a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (Acopi) vem articulando esforços para enfrentar o problema, buscando parcerias e soluções viáveis.

O secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz, enfatizou que os avanços em técnicas de engenharia são promissores, mas dependem de recursos financeiros robustos para serem colocados em prática em larga escala.

Atualmente, a prefeitura monitora 65 edifícios com problemas de desaprumo, concentrados majoritariamente entre os canais 2 e 6, nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida.

As causas da inclinação estão relacionadas ao tipo de fundação adotado em construções mais antigas, aliado às características específicas do solo da região costeira, que apresenta instabilidade em algumas áreas.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, as negociações com o BNDES representam uma etapa crucial para garantir a execução das obras necessárias à segurança das edificações.

Além do impacto estrutural, a inclinação dos prédios também gera preocupação social e econômica, já que muitas famílias enfrentam dificuldades para manter a habitabilidade de seus imóveis.

Representantes da Acopi apontaram que a desvalorização imobiliária nessas regiões é um efeito colateral significativo, o que reforça a urgência de intervenções.

Fábio Ferraz destacou ainda que a parceria com o BNDES pode incluir linhas de crédito específicas para custear os projetos, embora os valores e prazos ainda estejam em fase de definição.

A expectativa é que, com o apoio financeiro, as primeiras obras possam ser iniciadas ainda em 2026, priorizando os casos mais críticos identificados pelo monitoramento municipal.

O problema dos prédios inclinados em Santos não é novo, mas a busca por soluções ganhou impulso nos últimos anos com a evolução de tecnologias de engenharia e o interesse de instituições públicas em apoiar a recuperação urbana.

A prefeitura também estuda medidas preventivas para evitar que novas construções enfrentem os mesmos desafios, como a revisão de normas de edificação e maior rigor na análise de solo antes da liberação de projetos.

Enquanto as negociações com o BNDES avançam, os moradores dos bairros afetados aguardam por respostas concretas que garantam a estabilidade de seus lares e a segurança de suas comunidades.

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Previdência e BNDES querem incluir ESG na gestão de fundos de pensão https://www.ocafezinho.com/2026/03/14/previdencia-e-bndes-querem-incluir-esg-na-gestao-de-fundos-de-pensao/ https://www.ocafezinho.com/2026/03/14/previdencia-e-bndes-querem-incluir-esg-na-gestao-de-fundos-de-pensao/#respond Sat, 14 Mar 2026 15:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=227233 Parceria prevê capacitação de gestores e analistas de fundos

O Ministério da Previdência Social e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram, nesta quinta-feira (12), uma parceria voltada para a capacitação de gestores e analistas de fundos de pensão em investimentos sustentáveis.

A cooperação técnica e educacional será direcionada aos profissionais das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) e pretende ampliar a capacidade de análise de riscos das instituições, incorporando critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) às decisões de investimento.

A iniciativa busca alinhar os investimentos previdenciários ao cenário de transição ecológica e aos impactos das mudanças climáticas.

“Desde a COP30, a Previdência Social tem se debruçado sobre o impacto socioambiental nos investimentos dos fundos de pensão e esta é uma ação concreta para mudar a realidade dos investimentos”, disse o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

“É natural que os gestores se preocupem com a sustentabilidade financeira, mas hoje é indispensável acrescentar essa análise diante de um cenário de impactos climáticos e energia renovável”.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a instituição já possui experiência consolidada no tema e poderá compartilhar esse conhecimento com os gestores previdenciários.

“O BNDES consolidou-se como uma referência global em financiamento sustentável e análise de riscos climáticos. Nossa expertise está à disposição dos fundos de pensão para que eles possam identificar projetos robustos em energia limpa e infraestrutura verde, garantindo rentabilidade com responsabilidade social e ambiental”, disse Mercadante.

Segundo o presidente, o banco é considerado o maior financiador de energia renovável do mundo e de ônibus elétricos na América Latina. Desde 2023, a instituição afirma ter mobilizado R$ 7 bilhões para projetos de conservação, recuperação e manejo de florestas, equivalentes ao plantio de cerca de 280 milhões de árvores.

Sem caráter regulatório

A iniciativa será conduzida pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O objetivo é ampliar o conhecimento técnico dos gestores, sem impor mudanças regulatórias ou obrigatórias às entidades.

A cooperação terá caráter informativo e orientativo, preservando a autonomia das entidades na gestão de suas carteiras de investimento.

Atualmente, os fundos de pensão brasileiros administram mais de R$ 1 trilhão em ativos. A aproximação desses recursos com projetos ligados à transição ecológica é vista pelo governo como um fator estratégico para ampliar o financiamento de longo prazo da economia.

A iniciativa também está alinhada à Resolução CMN nº 5.202/2025, que orienta a inclusão de fatores ambientais, sociais e de governança na análise de riscos dos investimentos realizados por fundos de previdência complementar.

Publicado originalmente pela Agência Brasil em 13/03/2026

Edição: Carolina Pimentel

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BNDES amplia atuação em ferrovias e prevê R$ 140 bilhões em investimentos até 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/02/10/bndes-amplia-atuacao-em-ferrovias-e-preve-r-140-bilhoes-em-investimentos-ate-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/02/10/bndes-amplia-atuacao-em-ferrovias-e-preve-r-140-bilhoes-em-investimentos-ate-2026/#respond Tue, 10 Feb 2026 19:05:14 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225735 O BNDES pretende ampliar de forma significativa sua atuação no setor ferroviário e prepara mudanças na política de crédito para viabilizar novos projetos de infraestrutura sobre trilhos no país. A sinalização foi feita nesta segunda-feira (9) pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante um seminário sobre infraestrutura realizado no Rio de Janeiro.

Segundo Mercadante, a instituição vai lançar um produto financeiro específico para ferrovias, com prazos mais longos de financiamento e maior período de carência. A medida, afirmou, tem como objetivo tornar os projetos mais atrativos para investidores e concessionárias. “Vamos aumentar o prazo de financiamento e carência para a ferrovia. Vamos lançar um produto específico e entrar para valer nesse mercado”, disse.

A estratégia do banco ocorre em um momento em que o governo federal busca acelerar investimentos em logística para reduzir gargalos históricos no transporte de cargas. Mercadante avaliou que o país está diante de um novo ciclo de expansão ferroviária, impulsionado por concessões e novos empreendimentos.

De acordo com o presidente do BNDES, o setor prevê oito leilões de ferrovias em 2026, com uma estimativa de R$ 140 bilhões em investimentos associados aos projetos. Ele afirmou que o ambiente tende a se fortalecer nos próximos anos, criando condições mais favoráveis para obras de grande porte e para a modernização da malha ferroviária.

Mercadante destacou ainda que, nos últimos três anos, o país já acumulou cerca de R$ 40 bilhões em investimentos (capex) em ferrovias. Para ele, esse volume indica o início de um ciclo mais robusto, que deve se intensificar com a nova agenda de concessões.

Na avaliação do presidente do banco, a ampliação da malha ferroviária pode gerar ganhos logísticos relevantes, com redução de custos de transporte e aumento da competitividade, especialmente em setores dependentes do escoamento de commodities e produtos industriais.

Mercadante também comentou o cenário macroeconômico e afirmou que a taxa de juros no Brasil “está pronta para cair”. Segundo ele, juros mais baixos tendem a melhorar o ambiente de negócios e facilitar a estruturação financeira de projetos de longo prazo, como os de infraestrutura ferroviária, além de estimular maior participação do setor privado.

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Apoio do BNDES à Embraer cresce e marca retomada da política industrial no governo Lula https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/apoio-do-bndes-a-embraer-cresce-e-marca-retomada-da-politica-industrial-no-governo-lula/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/29/apoio-do-bndes-a-embraer-cresce-e-marca-retomada-da-politica-industrial-no-governo-lula/#respond Thu, 29 Jan 2026 21:56:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225214 O volume de recursos aprovados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para a Embraer desde 2023 tem sido interpretado por aliados do governo federal como um marco de retomada da política de financiamento à indústria aeronáutica brasileira. Entre janeiro de 2023 e o fim de 2025, o banco aprovou R$ 28,8 bilhões para a empresa, sendo R$ 27,13 bilhões destinados à exportação de 169 aeronaves produzidas no país.

Para integrantes do governo e analistas próximos à atual gestão, os números simbolizam uma inflexão em relação ao período anterior. Eles apontam que, entre 2019 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, o apoio do BNDES à Embraer somou R$ 13,8 bilhões — valor que representa pouco menos da metade do montante liberado a partir de 2023. Esse contraste tem sido descrito por esses setores como uma passagem de um cenário de retração para um de reconstrução do papel do banco no apoio à indústria nacional.

Além do financiamento às exportações, quase R$ 2 bilhões foram direcionados a projetos de desenvolvimento tecnológico da Embraer. Parte desses recursos atende à Eve Air Mobility, subsidiária criada para atuar no segmento de mobilidade aérea urbana, que inclui o desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, popularmente conhecidas como “carros voadores”. Em dezembro, a Eve anunciou a aprovação de um financiamento específico de R$ 200 milhões para esse projeto.

O BNDES informou ainda que o total de R$ 28,8 bilhões inclui liberações recentes cujos detalhes não foram divulgados por razões contratuais. Segundo o banco, os recursos fazem parte de uma estratégia mais ampla de estímulo às exportações brasileiras e à agregação de valor tecnológico à indústria nacional.

O presidente da instituição, Aloizio Mercadante, tem afirmado que o apoio à Embraer está alinhado à política industrial do governo Lula, que busca fortalecer empresas brasileiras em mercados internacionais e ampliar a geração de empregos qualificados. Entre 2023 e 2025, segundo o banco, cerca de R$ 56 bilhões foram destinados ao financiamento de exportações de diversos setores da economia.

Nesse contexto, a ampliação do crédito à Embraer passou a ser citada por apoiadores do governo como exemplo de retomada do protagonismo do BNDES após o que classificam como um período de enfraquecimento da atuação do banco. Já críticos da política atual veem o aumento dos financiamentos como parte de uma reorientação do papel do Estado na economia, debate que segue no centro das disputas sobre política industrial no país.

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Mercadante elogia indicadores do governo Lula em evento no Rodoanel Norte e é vaiado por apoiadores de Tarcísio https://www.ocafezinho.com/2025/12/23/mercadante-elogia-indicadores-do-governo-lula-em-evento-no-rodoanel-norte-e-e-vaiado-por-apoiadores-de-tarcisio/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/23/mercadante-elogia-indicadores-do-governo-lula-em-evento-no-rodoanel-norte-e-e-vaiado-por-apoiadores-de-tarcisio/#respond Tue, 23 Dec 2025 14:50:47 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=223503 O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, elogiou indicadores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a cerimônia de entrega do primeiro trecho do Rodoanel Norte, realizada nesta segunda-feira (22), em Arujá, na Grande São Paulo. As declarações provocaram vaias de parte do público presente ao evento, que contou também com a participação do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao discursar, Mercadante afirmou que as obras representaram geração de empregos para trabalhadores que estavam com a carteira de trabalho “pegando poeira dentro da gaveta” e citou dados econômicos do governo federal, como a taxa de desemprego, que, segundo ele, está em patamar historicamente baixo. “Brigar com os fatos não resolve”, disse. Em seguida, defendeu a cooperação entre diferentes esferas de governo. “Se a gente não trabalhar em parceria, o País não avança na velocidade que deveria avançar.”

Durante sua fala, o presidente do BNDES também reclamou da ausência de menção ao banco na placa instalada pelo governo estadual no local da obra. De acordo com Mercadante, cerca de um terço do investimento no trecho do Rodoanel Norte foi financiado pela instituição.

Em seu pronunciamento, Tarcísio de Freitas reconheceu a participação do banco no projeto. “O BNDES tem sido fundamental no financiamento das grandes obras”, afirmou o governador. Ao comentar o histórico do empreendimento, ele disse que a obra ficou paralisada por problemas relacionados à corrupção e à Operação Lava Jato. “Nós enfrentamos aqui e nós vimos aqui a Operação Lava Jato daqueles governos que se acostumaram a viver na corrupção”, declarou.

O governador também fez elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao mencionar a concessão da Rodovia Presidente Dutra. Segundo Tarcísio, o projeto resultou em intervenções como a ampliação de faixas, melhorias na Serra das Araras e aumento da capacidade da via.

Com 24 quilômetros de extensão, o novo trecho do Rodoanel Norte será liberado ao tráfego nesta terça-feira (23). O segmento vai do km 129 ao km 153 e conecta as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra, além de permitir ligação com o trecho Leste do Rodoanel, na altura da Rodovia Ayrton Senna. A cobrança de pedágio será feita pelo sistema free flow.

A retomada das obras ocorreu em 2023, após o leilão que concedeu a rodovia à empresa Via Appia. Pelo contrato, a concessionária administrará o Rodoanel Norte por 31 anos e deverá investir cerca de R$ 2 bilhões para a conclusão do empreendimento. A previsão é de que o segundo trecho seja entregue no segundo semestre de 2026.

Além de Mercadante e Tarcísio, participaram da cerimônia o vice-governador Felício Ramuth (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).

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Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil aprova R$ 113 bilhões em propostas para região https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/02/chamada-nordeste-da-nova-industria-brasil-aprova-r-113-bilhoes-em-propostas-para-regiao/#respond Tue, 02 Dec 2025 11:00:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222309 Esta foi a maior chamada para apoiar projetos na indústria da região. Das 189 propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas

A chamada pública de projetos para o Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) selecionou 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, mais de 11 vezes superior à estimativa inicial de R$ 10 bilhões. Lançada em maio, a chamada dispôs R$ 10 bilhões em crédito para projetos estruturantes com foco em inovação, reindustrialização e desenvolvimento sustentável. E recebeu propostas que somaram R$ 127 bilhões, em 245 propostas.

O anúncio dos projetos selecionados foi feito nesta segunda-feira (1º/12), durante a Assembleia Geral dos Governadores e Governadoras do Nordeste em Teresina (PI). E reuniu representantes do Consórcio Nordeste, da Sudene e das instituições financeiras que participam da Chamada.

“A resposta do Nordeste à chamada da Nova Indústria Brasil é uma prova inquestionável do potencial de inovação e do empreendedorismo da região. E o mais importante: 74% destas propostas vêm de micro, pequenas e médias empresas, que são o motor que transforma inovação em emprego e renda. Com esta chamada, estamos garantindo que o desenvolvimento sustentável e a neoindustrialização cheguem na ponta, alcançando os que estão mais perto das necessidades e das oportunidades locais”, afirma o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin.

Correção de distorções

O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou que sua principal bandeira foi ampliar o crédito ao setor produtivo, visando a corrigir a histórica desproporção entre os recursos recebidos e a participação da região no PIB nacional.

“Hoje celebramos o grande anúncio dessa coalização de bancos liderados pelo BNDES que está garantindo um volume de recursos jamais visto na história da industrialização nordestina. Chegamos a R$ 113 bilhões! São investimentos na área da indústria verde, da transição energética, da bioeconomia, tudo a ver com o potencial que o Nordeste tem. Ficamos felizes em demonstrar para o Brasil e para as instituições financeiras que, quando há oportunidade de crédito, as empresas nordestinas aproveitam e aproveitam muito bem”, afirmou Rafael Fonteles.

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) é resultado de uma ação conjunta e inédita de fomento, construída entre os bancos públicos federais – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (Caixa), Banco do Nordeste (BNB) – e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio técnico da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).

Um marco para o Nordeste

“O BNDES está fazendo, em conjunto com as instituições parceiras, o Consórcio do Nordeste e a Sudene, uma entrega extraordinária. No governo do presidente Lula, o Nordeste voltou a ser prioridade, porque tem proposta, porque tem desenvolvimento e precisa ser tratado com a dignidade que não teve em governos anteriores. O BNDES aumentou em 32% os recursos para a região e essa chamada é um marco para o Nordeste, vai significar um salto de desenvolvimento e de oportunidades”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da articulação federal na região. “A reativação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais (Coriff), conduzida pela Sudene, permitiu reunir os principais atores financeiros do Governo do Brasil em torno de uma agenda integrada. Essa governança renovada tornou possível alinhar instrumentos, antecipar oportunidades e posicionar o Nordeste como protagonista de uma nova fase da indústria brasileira.”

As 189 propostas selecionadas são vindas dos nove estados da região e para as cinco áreas estratégicas da chamada: transição energética com foco em armazenamento, 59 propostas; bioeconomia com foco em fármacos, 39 projetos; hidrogênio verde, 44 projetos; data center verde, 40 iniciativas; e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas, com 37 projetos.

A lista das propostas selecionadas está disponível aqui.

Das propostas selecionadas, 74% são de micro, pequenas e médias empresas, 32% foram projetos em consórcio com outras empresas e 77% envolveram a cooperação com instituições de ciência e tecnologia. Empresas não aprovadas também serão procuradas para avaliação de oportunidades.

Guia para investimentos

Segundo o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a Chamada Nordeste é um marco. “Ela fortalece políticas públicas, promove inovação, amplia a competitividade regional e contribui para a redução das assimetrias históricas que ainda marcam o país. É a demonstração de que, quando articulamos instituições, ciência e setor produtivo, construímos as bases de um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. A Finep contará com seus mais diversos instrumentos para apoiar as 189 empresas aprovadas. E de forma inédita teremos recursos de subvenção econômica de caráter exclusivamente regional, são recursos não reembolsáveis para que o Estado compartilhe o risco da inovação com o setor privado”, afirmou o executivo.

A próxima etapa será a estruturação de Planos de Suporte Conjunto (PSC) para as propostas selecionadas. O objetivo do PSC é servir como um guia, ajudando às empresas a recorrerem às linhas e instituições mais adequadas a cada proposta. Serão ofertadas as linhas mais benéficas dentre os instrumentos de crédito, não reembolsável e subvenção.

Os PSC serão concluídos ainda em dezembro, antecipando o prazo originalmente previsto, e enviados aos contatos cadastrados. Após receberem o PSC, as empresas devem encaminhar os projetos para análise, aprovação e contratação. As propostas selecionadas seguirão o fluxo usual de tramitação de operações no âmbito das instituições financeiras que participam da Chamada, o que inclui análise técnica, financeira e jurídica dos projetos.

Parceria inédita

A Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil (NIB) foi a maior chamada de projetos para indústria do Nordeste e a única que, pela primeira vez, reuniu as diversas instituições de fomento federais com o objetivo de apoiar projetos para promover o desenvolvimento e a inovação na região.

As instituições parceiras oferecerão diferentes modalidades de apoio, como crédito, subvenção econômica não reembolsável e participação societária. A Sudene e o Consórcio Nordeste atuaram como parceiros técnicos, aportando conhecimento estratégico sobre o território e os setores prioritários.

A chamada foi aberta a participação de empresas e cooperativas. As propostas podiam conter ações como instalação de infraestrutura física, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de plantas-piloto, contratação de recursos humanos, desenvolvimento de projetos com universidades e centros de pesquisa, além de capital de giro e engenharia.

Publicado originalmente pela Agência Gov em 01/12/2025

Por BNDES

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Projeto de Lula prevê geração de milhares de empregos na aviação https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/projeto-de-lula-preve-geracao-de-milhares-de-empregos-na-aviacao/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/projeto-de-lula-preve-geracao-de-milhares-de-empregos-na-aviacao/#respond Mon, 01 Dec 2025 21:20:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222281 Com R$ 4,64 bilhões aprovados pelo BNDES, 11 aeroportos serão ampliados, modernizados e mantidos, fortalecendo a aviação regional e estimulando desenvolvimento econômico

Num movimento considerado um dos mais robustos do setor nos últimos anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu luz verde a um financiamento de R$ 4,64 bilhões destinado a dar um salto na infraestrutura aeroportuária nacional. O montante, que faz parte de um pacote financeiro total ainda maior, será aplicado na ampliação, modernização e manutenção de onze terminais aéreos administrados pela concessionária Aena Brasil, espalhados por quatro estados. A medida tem como objetivo central elevar a capacidade, a segurança e a qualidade do serviço prestado aos milhões de brasileiros que utilizam essas portas de entrada e saída todos os anos.

Mais do que apenas reformar pistas e terminais, a operação financiada pelo BNDES carrega uma forte vocação para reduzir desigualdades regionais e estimular a economia a partir de bases sólidas. O pacote beneficia aeroportos em estados como Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais, indo muito além dos grandes centros tradicionais. A expectativa é que, ao fortalecer a aviação regional, o investimento sirva como um catalisador para o turismo, o comércio e a integração logística de áreas que precisam de mais atenção do poder público.

“O apoio aprovado pelo BNDES demonstra a determinação do presidente Lula e do Ministério de Portos e Aeroportos em modernizar nossos aeroportos, ampliar capacidade e garantir mais conforto e segurança aos passageiros. Esses investimentos fortalecem a aviação regional, impulsionam o turismo, geram empregos e ajudam a conectar ainda mais o Brasil. Estamos trabalhando para entregar uma infraestrutura à altura do crescimento econômico e das necessidades do país”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Os números traduzem esse impacto social: estima-se a criação de mais de dois mil empregos diretos e indiretos durante a fase mais intensa das obras, com abertura de aproximadamente setecentas novas vagas permanentes após a conclusão dos projetos. Para comunidades locais, essa injeção de oportunidades representa um fôlego novo em meio a desafios econômicos.

A engenharia financeira por trás da transformação

A operação foi estruturada sob um modelo conhecido como project finance non-recourse, no qual o retorno do investimento e o pagamento do financiamento estão totalmente atrelados à receita gerada pelos próprios aeroportos após as melhorias. Esse desenho técnico, que transferiu o risco do contribuinte para o fluxo do projeto, foi essencial para viabilizar a magnitude do aporte. O pacote de R$ 4,64 bilhões do BNDES se divide em R$ 4,24 bilhões em debêntures e R$ 400 milhões através da linha Finem. Somado a uma oferta pública coordenada com outros bancos, o financiamento total para a Aena Brasil alcança a expressiva cifra de R$ 5,7 bilhões.

A solidez do projeto é atestada por uma nota máxima de crédito. A operação recebeu a classificação AAA.br da agência Moody’s Local Brasil, o que indica o mais alto nível de qualidade e o menor risco na escala nacional, refletindo uma elevada capacidade de pagamento. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os investimentos acompanham a expansão real da demanda por transporte aéreo. Prova disso é que, apenas em 2024, os onze aeroportos beneficiados movimentaram 27,5 milhões de passageiros, volume equivalente a 12,8% do total do Brasil e que já supera em 3% os níveis registrados antes da pandemia.

Congonhas no centro e os prazos para a decolagem das obras

Entre todos os terminais, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, será o que receberá o maior volume de recursos, cerca de R$ 3,3 bilhões. O plano é ambicioso e prevê mais que uma simples reforma: a área do terminal de passageiros será mais que duplicada, saltando de 61 mil para 134 mil metros quadrados. Haverá a instalação de sete novas pontes de embarque, a completa reformulação do sistema de embarque remoto e uma significativa expansão das áreas comerciais, que chegarão a 43 mil m².

As intervenções fazem parte da chamada Fase I-B dos contratos de concessão, que reúne os principais investimentos em infraestrutura. O cronograma estabelece que as obras em Congonhas devem ser concluídas até junho de 2028. Nos outros dez aeroportos – que incluem terminais em Campo Grande, Santarém, Uberlândia e Montes Claros, entre outros – a previsão de entrega é mais curta, com conclusão até junho de 2026. O mecanismo financeiro desenvolvido pelo BNDES também garante que, após a finalização das obras, a concessionária poderá refinanciar suas dívidas em condições mais vantajosas, reduzindo custos operacionais de longo prazo.

Com este anúncio, o BNDES e o Governo Federal sinalizam uma aposta clara na infraestrutura como alicerce para um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo. Os céus do Brasil, ao que tudo indica, estão sendo preparados para receber um tráfego maior, mais seguro e que leve prosperidade para mais cantos do território nacional.

Com informações de MPor*

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Pacote bilionário de Lula projeta novo rumo para a aviação brasileira https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/pacote-bilionario-de-lula-projeta-novo-rumo-para-a-aviacao-brasileira/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/01/pacote-bilionario-de-lula-projeta-novo-rumo-para-a-aviacao-brasileira/#respond Mon, 01 Dec 2025 19:40:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222277 O financiamento de R$ 4,64 bilhões permitirá modernizar 11 aeroportos administrados pela Aena, ampliando operações, gerando empregos e fortalecendo o sistema aéreo nacional

O Brasil deu um passo decisivo para fortalecer sua infraestrutura aeroportuária e ampliar a capacidade do transporte aéreo. O Governo Federal aprovou, por meio do BNDES, um financiamento de R$ 4,64 bilhões para modernizar, ampliar e manter 11 aeroportos administrados pela empresa espanhola Aena. O pacote, que promete impacto econômico e social relevante, inclui desde melhorias estruturais até ações focadas em sustentabilidade — e deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos anos.

Os investimentos chegam em um momento de crescimento do setor aéreo, impulsionado pela retomada econômica e pela necessidade de ampliação da qualidade nos serviços prestados. Durante a implantação das obras, a previsão é de criação de mais de 2 mil postos de trabalho, número que se soma a 700 novas vagas permanentes após a conclusão dos projetos.


Rede de aeroportos que será modernizada

Os recursos beneficiarão terminais estratégicos para diferentes regiões do país:
Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

Os prazos também foram definidos. Congonhas tem conclusão prevista para junho de 2028, enquanto os demais aeroportos devem ser entregues até junho de 2026.


Congonhas terá maior transformação

O coração do pacote de investimentos está em São Paulo. Congonhas, um dos aeroportos mais movimentados do país, receberá R$ 2 bilhões — quase metade de todo o financiamento.

A reforma prevê um novo terminal de passageiros, mais que dobrando a área atual: de 40 mil m² para 105 mil m². O pátio de aeronaves será ampliado e ganhará melhorias operacionais, além de um aumento significativo no número de pontes de embarque: de 12 para 19. A área comercial também crescerá, ultrapassando 20 mil m².

O objetivo é atender melhor a demanda crescente e reduzir gargalos que, há anos, fazem parte da rotina de um dos principais aeroportos urbanos do Brasil.


Governo reforça compromisso com o setor aéreo

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que esse pacote de investimentos se integra a uma série de ações do Governo Federal para reequilibrar e fortalecer o setor. Segundo ele, políticas como o Fundo Nacional da Aviação Civil, as debêntures incentivadas e os incentivos fiscais do REID fazem parte de uma estratégia ampla para dinamizar o transporte aéreo e modernizar estruturas que são essenciais para o desenvolvimento econômico.


BNDES aponta expansão do número de passageiros

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que o financiamento acompanha o ritmo de crescimento da aviação no país. Ele lembrou que, só em 2024, os 11 aeroportos administrados pela Aena movimentaram 27,5 milhões de pessoas, o equivalente a 12,8% de todos os passageiros transportados no Brasil.

Para Mercadante, o apoio do banco reflete a determinação do governo em garantir mais conforto, qualidade e eficiência no atendimento aos viajantes, ampliando a capacidade de todo o sistema aeroportuário.


Modelo financeiro inovador garante segurança ao projeto

O BNDES estruturou o financiamento como um project finance non recourse, modelo no qual o pagamento é garantido pelas próprias receitas geradas pelo projeto. Após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida com condições possivelmente melhores, por meio de um mecanismo que permite repricing e reduz riscos de rolagem.

A proposta busca assegurar estabilidade financeira de longo prazo e, ao mesmo tempo, beneficiar usuários, investidores e a própria operação aeroportuária.


Quem é a Aena

Reconhecida internacionalmente, a Aena é hoje a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros. A empresa administra 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha, possui 51% do Aeroporto de Londres-Luton e também atua no México (12 aeroportos) e na Jamaica (2).

No Brasil, além dos 11 aeroportos incluídos no novo pacote de investimentos, a companhia é responsável pela gestão dos terminais de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB).


Com um investimento robusto, planejamento de longo prazo e foco em sustentabilidade, o governo sinaliza que pretende fortalecer a infraestrutura aeroportuária como parte de um projeto mais amplo de desenvolvimento nacional. Para milhões de brasileiros que dependem da aviação, o impacto deve ser direto: mais segurança, mais conforto, mais empregos e mais possibilidades de conexão pelo país.

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