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Liquidez do BNDES chega a 2.000% e supera em vinte vezes o mínimo exigido pelo CMN

71 Comentários🗣️🔥 Letreiro com o nome do BNDES em frente à sede do banco no Rio de Janeiro. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social encerrou março com um Índice de Liquidez de Curto Prazo de 2.000%, superando em vinte vezes a exigência mínima que passará a valer para bancos de grande […]

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Letreiro com o nome do BNDES em frente à sede do banco no Rio de Janeiro. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social encerrou março com um Índice de Liquidez de Curto Prazo de 2.000%, superando em vinte vezes a exigência mínima que passará a valer para bancos de grande porte.

A folga de caixa ganhou destaque após o Conselho Monetário Nacional aprovar norma que obriga bancos do segmento S2 a manterem ativos líquidos equivalentes a todas as saídas projetadas para trinta dias. A classificação S2 abrange instituições com exposição entre 1% e 10% do Produto Interno Bruto, faixa em que o BNDES se enquadra.

O indicador regulatório em questão é o Liquidity Coverage Ratio, criado pelo Comitê de Basileia no pós-crise global de 2008 para impedir que bancos descapitalizados provocassem contágios sistêmicos. Em essência, ele exige que cada real suscetível de sair do caixa em situação adversa esteja ancorado em um ativo conversível em dinheiro sem perda relevante de valor.

Pelo novo calendário regulatório, o índice entrará em vigor em julho e contará com período de transição até 2027 para evitar choques de curto prazo no crédito. A diretoria do BNDES informou que a instituição já opera bem acima do patamar exigido, dispensando ajustes emergenciais em seu balanço.

O tema ganhou urgência após a deterioração súbita do Banco Master expor rachaduras nos protocolos de fiscalização e levar o regulador a apertar as exigências sobre liquidez. Com a nova regra, o governo reforça a mensagem de que não hesitará em proteger correntistas e evitar efeitos em cadeia, inclusive em instituições de médio porte.

Além do LCR, o CMN aprovou mudanças no Fundo Garantidor de Crédito e introduziu o conceito de Ativo de Referência para mensurar qualidade e diversificação das carteiras bancárias. A combinação das medidas consolida um arcabouço prudencial mais sofisticado, alinhado às melhores práticas globais e sustentado por supervisão diária alimentada por dados em tempo real.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, avaliou que a decisão regulamentar é coerente com a orientação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o banco como referência de estabilidade financeira e de fomento ao investimento produtivo. Mercadante destacou que a folga de liquidez permite ampliar crédito a projetos estruturantes sem pressionar o balanço da instituição.

Assessores do Ministério da Fazenda veem no índice de 2.000% uma demonstração prática de que a estratégia de reforço de capital retomada em 2023 está surtindo efeito. Fontes próximas ao ministro Fernando Haddad apontam que liquidez abundante reduz o custo de captação e alavanca programas como o novo PAC e o Fundo Clima.

Conforme apurou o Diário do Centro do Mundo, o desempenho do BNDES no indicador de liquidez é consistente mesmo em períodos de expansão dos desembolsos. O comportamento sugere que a diretoria tem privilegiado aplicações em títulos públicos e posições em moeda estrangeira de alta liquidez, sem abrir mão do financiamento de longo prazo que caracteriza a instituição.

Especialistas consultados por agências internacionais destacam que manter tamanha reserva de ativos líquidos não é trivial para um banco de desenvolvimento, cuja natureza envolve carteiras de prazos longos. Eles avaliam, porém, que o BNDES equilibra essa equação ao usar instrumentos de hedge e ao calibrar emissões externas, abrigando recursos que podem ser convertidos rapidamente caso um evento de estresse atinja o mercado doméstico.

Na prática, a solidez reforçada tende a atrair investidores institucionais interessados em debêntures incentivadas e fundos de infraestrutura, pois a percepção de risco diminui quando a contraparte exibe liquidez excedente. Esse efeito aproxima financiamento privado de projetos de transição energética, logística e inovação, metas centrais da atual política industrial.

Ao operar com padrões que excedem em vinte vezes o piso regulatório, o BNDES demonstra que é possível combinar expansão do crédito com disciplina contábil. O desafio, apontam analistas, é sustentar esse equilíbrio à medida que os desembolsos crescem e as demandas por financiamento de longo prazo se intensificam nos próximos anos.


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Ana Rodrigues

03/05/2026

Pô, 2.000% de liquidez é dinheiro pra caramba parado, hein? Enquanto isso a gente aqui rodando 12 horas por dia pra pagar conta e o banco estatal com esse colchão gigante. Se pelo menos usassem isso pra liberar crédito mais barato pro pequeno empreendedor, quem sabe a gente não sentia um alívio na corrida.

Sargento Bruno

03/05/2026

Dr. Thiago, com todo respeito ao seu academicismo, esse número aí é a prova viva de que o BNDES virou um caixa eletrônico de luxo pra amiguinhos do governo enquanto o Brasil quebra. Vinte vezes o mínimo exigido e a economia patinando? Isso é dinheiro do contribuinte parado, esperando a próxima “obra faraônica” ou empréstimo podre pra ditadura. Cadê a disciplina fiscal e o respeito ao cidadão que paga essa conta?

    Ana Karine Xavante

    03/05/2026

    Sargento Bruno, com todo respeito, seu comentário reproduz exatamente o manual do pensamento único que nos trouxe à crise civilizatória que estamos vivendo. Você enxerga “dinheiro parado” onde deveria enxergar “reserva estratégica” — e essa diferença de olhar não é inocente, é política. O BNDES não é um banco comercial qualquer, e compará-lo a uma agência do Itaú ou do Bradesco é ignorar a função estrutural que ele cumpre. Liquidez elevada num banco de desenvolvimento não significa “entesouramento”; significa capacidade de resposta quando o mercado privado encolhe, quando o crédito some e quando os projetos de longo prazo — como a transição energética, a infraestrutura logística e a soberania tecnológica — precisam de fôlego que o capital financeiro nunca dá. O que você chama de “obra faraônica” é, muitas vezes, o único instrumento que um país periférico tem para romper o subdesenvolvimento.

    A sua indignação com “empréstimo podre pra ditadura” revela um seletivismo moral curioso. Cadê a mesma veemência quando o Banco Central, com sua autonomia de papel, remunera a dívida pública a 14,25% ao ano e transfere meio trilhão de reais por ano para rentistas? Isso sim é dinheiro do contribuinte evaporando sem gerar um único emprego, sem construir uma escola, sem demarcar uma terra indígena. Mas esse fluxo financeiro você não chama de “caixa eletrônico de luxo”, porque ele beneficia o mercado, não o Estado. A disciplina fiscal que você exige do BNDES é a mesma que fecha hospitais, precariza a educação e criminaliza a luta por moradia. Enquanto isso, o agronegócio exporta soja transgênica com isenção fiscal bilionária e desmata territórios ancestrais sem pagar um centavo de compensação ambiental.

    O “respeito ao cidadão que paga essa conta” que você invoca é o mesmo discurso que, na prática, sempre serviu para desmontar políticas públicas e entregar o patrimônio nacional ao capital estrangeiro. O Brasil quebra não porque o BNDES tem liquidez, mas porque o modelo econômico que você defende — juros altos, câmbio flutuante, abertura comercial irrestrita e austeridade fiscal — transforma o país numa plataforma de extração de riqueza para o Norte Global. Enquanto seus ídolos do mercado celebram a “eficiência”, os rios secam, o Cerrado vira cinza e os povos indígenas são expulsos de suas terras com escolta armada. Se você quer falar de respeito ao contribuinte, comece cobrando o fim dos subsídios ao latifúndio e a taxação dos super-ricos. Aí a gente conversa sobre liquidez.

Carlos Menezes

03/05/2026

O Dr. Thiago trouxe um ponto importante: esse número sozinho não conta a história toda. Se o BNDES está com essa liquidez toda, será que é para se proteger de calotes ou porque realmente não tem demanda boa para financiar? Fico pensando se não é um reflexo de uma economia travada, onde nem o banco de fomento acha projetos viáveis para tocar.

Dr. Thiago Menezes

03/05/2026

2.000% de liquidez é um número que, por si só, não diz nada sem contexto. O CMN exige 100% justamente porque bancos de desenvolvimento têm perfil de passivo de longo prazo — não faz sentido manter 20x o mínimo a menos que esteja se preparando para uma crise ou, como parece ser o caso, simplesmente não esteja conseguindo alocar os recursos de forma produtiva. Antes de comemorar ou criticar, eu gostaria de ver a composição desse ativo líquido: é tudo título público federal? Se for, é só o Tesouro emprestando com a mão esquerda para a mão direita.

Ricardo Menezes

03/05/2026

2.000% de liquidez? Isso é piada de mau gosto com o dinheiro do contribuinte. Enquanto isso, o pequeno empresário paga 50% de imposto pra sustentar essa máquina estatal ineficiente. Cadê a liquidez pra dar crédito barato pro setor produtivo, em vez de ficar entesourado? Esse banco devia era ser privatizado e deixar o mercado alocar recurso de verdade.

    Lucas Pinto

    03/05/2026

    Ricardo, seu diagnóstico repete o mantra liberal com uma precisão que beira o automático: Estado ineficiente, mercado virtuoso, privatização como tábua de salvação. O problema é que essa análise ignora a função concreta que o BNDES exerce dentro da arquitetura do capitalismo brasileiro. Dizer que o banco deveria “deixar o mercado alocar recurso de verdade” é ignorar que o mercado, por si só, aloca recursos onde a taxa de retorno é mais alta e o risco mais baixo — ou seja, em especulação financeira, agronegócio exportador e serviços de alto valor agregado, não em infraestrutura de longo prazo, inovação industrial ou crédito para pequeno empresário. O BNDES não é um “estorvo”, é o braço estatal que compensa as falhas estruturais de um mercado de crédito concentrado e avesso ao risco. A liquidez de 2.000% não é “entesouramento” gratuito; é um colchão construído justamente para evitar que o banco precise se curvar à lógica dos bancos privados na próxima crise.

    Você reclama dos 50% de imposto que o pequeno empresário paga, e com razão — o sistema tributário brasileiro é regressivo e sufoca quem produz. Mas aí você erra o alvo: o problema não é o BNDES ter liquidez, é o Estado brasileiro ser capturado por uma elite que usa o orçamento público para remunerar capital financeiro via títulos da dívida, enquanto o pequeno empresário paga a conta. O BNDES, quando bem direcionado, poderia ser exatamente o instrumento para baratear o crédito ao setor produtivo — e não o contrário. O que falta não é privatização, é controle social e transparência para que o banco não vire balcão de negócios para grandes grupos econômicos, como foi no passado recente com empreiteiras e setor exportador. Privatizar o BNDES seria entregar de bandeja o pouco de política industrial que ainda temos ao mercado financeiro, que não tem o menor interesse em financiar o pequeno empresário a juros baixos.

    Por fim, seu apelo à “eficiência do mercado” esconde uma escolha política: a de que o dinheiro público deve servir prioritariamente ao lucro privado imediato, e não a projetos de longo prazo que poderiam reduzir desigualdades estruturais. O BNDES não é ineficiente por ser estatal; é ineficiente porque, como toda instituição no capitalismo periférico, é moldado pelas relações de poder que o cercam. A saída não é extinguir o banco, é disputar seu uso — e isso exige organização política, não choro por “menos Estado”. Enquanto a esquerda não entender que a disputa pelo fundo público é central, continuaremos vendo o pequeno empresário pagar imposto alto enquanto o grande especulador recebe subsídio disfarçado de “liquidez”.

Marina Costa

03/05/2026

2.000% de liquidez e o Brasil afundado em corrupção e imoralidade. Enquanto isso, o dinheiro do contribuinte fica parado enquanto famílias desestruturadas e o aborto são defendidos pela esquerda. Cadê o investimento em valores cristãos e na família tradicional?

Cíntia Alves

03/05/2026

Olha, 2.000% de liquidez é um número que impressiona, mas a discussão aqui me parece mais sobre prioridades do que sobre ideologia. Será que esse colchão todo não poderia ser um pouco menor e o excedente ir para obras de infraestrutura ou crédito mais barato para pequenas empresas? O equilíbrio entre segurança e eficiência é o que falta nesse debate.

Eduardo Nogueira

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo ainda acreditando que esse banco presta pra algo. Enquanto isso, a esquerda chora porque o dinheiro não foi pra “projetos sociais” que viraram cabide de emprego. BNDES é a prova viva de que o Estado é um péssimo gestor.

    Mariana Santos

    03/05/2026

    Eduardo, você acertou ao apontar a ineficiência, mas errou o diagnóstico: o problema não é o Estado ser gestor, é ele ser capturado por interesses privados que sugam o BNDES enquanto o povo morre na fila do SUS. Se o banco fosse gerido com transparência e controle social, essa liquidez toda viraria saneamento básico, não cabide de emprego.

Pedro Silva

03/05/2026

Pois é, 2.000% de liquidez e o povo aqui pagando juro de agiota no cheque especial. Esse dinheiro todo parado enquanto a infraestrutura do país cai aos pedaços é a cara dessa bagunça que virou a gestão pública, independente de partido.

Cecília Silva

03/05/2026

Cristina e Carmem, vocês duas trouxeram pontos importantes, mas a real é que esse número de 2.000% de liquidez não é só “colchão de segurança”. É dinheiro público parado enquanto a fila do Minha Casa Minha Vida não anda, enquanto a quebrada inteira espera por saneamento básico. O BNDES tem que ser instrumento de transformação, não cofre de banqueiro.

Carmem Souza

03/05/2026

Gente, 2.000% de liquidez é um colchão enorme, mas a Cristina tem razão: ficar nessa briga de “comunismo vs mercado” não leva a nada. Como evangélica, acredito que a boa administração dos recursos públicos é uma questão de ética e justiça, e esse dinheiro parado poderia sim gerar mais empregos se chegasse a quem precisa com juros justos. Oração e trabalho, pessoal, que a solução vem pelo diálogo sensato.

Adriana Silva

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo passando fome, mas vão falar que é culpa do comunismo. Faz o L, vai pra Cuba, BNDES é o novo banco do PT!

    Cristina Rocha

    03/05/2026

    Adriana, sua provocação é compreensível dentro de um certo desespero legítimo com a fome e a desigualdade, mas ela cai numa armadilha que a direita adora: reduzir o debate a um maniqueísmo infantil entre “comunismo” e “mercado”. O problema não é o BNDES ser do PT ou do PSDB, o problema é que o banco sempre serviu ao capital, não ao povo. A liquidez de 2.000% não é um feito heroico, é a prova de que o BNDES se tornou um instrumento de financeirização: ele acumula caixa porque os grandes grupos empresariais que ele financia não estão interessados em investir produtivamente, e sim em especular. Enquanto isso, o pequeno empreendedor, o agricultor familiar, a cooperativa popular, esses sim morrem de fome sem acesso a crédito. Isso não é culpa do “comunismo” — é a lógica do capitalismo dependente brasileiro, que sempre privilegiou a elite.

    Você diz “vai pra Cuba” como se fosse um insulto, mas Cuba, com todos os seus problemas — e eu os reconheço, não sou acrítica —, conseguiu erradicar a fome e tem indicadores sociais que o Brasil inveja. O problema é que o debate brasileiro é tão raso que qualquer menção a uma alternativa ao capitalismo é tratada como heresia. O BNDES com liquidez recorde enquanto o povo paga 30% ao ano no cheque especial não é um problema de “esquerda” ou “direita”, é um problema de classe: o banco público, que deveria ser um instrumento de desenvolvimento popular, virou um fundo de private equity para grandes corporações. Isso aconteceu tanto no governo Dilma quanto no governo Temer e Bolsonaro. A diferença é que o PT ao menos tinha uma retórica de inclusão, mas na prática manteve a mesma arquitetura financeira.

    Então, Adriana, em vez de fazer um “L” ou mandar alguém pra Cuba, que tal a gente perguntar por que um banco que é de todos os brasileiros está com 2.000% de liquidez enquanto o povo se endivida para comprar arroz? Isso não é comunismo, é a mais pura lógica do capital financeiro brasileiro, que sempre precisou de um Estado forte para garantir a acumulação privada. O BNDES não é “do PT”, ele é do sistema. E enquanto a gente ficar nessa briga de torcida, a elite continua rindo à toa, com o caixa cheio e o povo na fila do osso.

Rodrigo Meireles

03/05/2026

Helton, o problema não é o banco estar líquido — isso é prudencial. O problema real é que liquidez de 2.000% combinada com juros estratosféricos pro resto do país revela um descolamento brutal entre a saúde do BNDES e a falta de acesso a crédito barato pra quem realmente gera emprego. Se o banco não consegue (ou não quer) transformar esse caixa em financiamento produtivo, vira só um colchão gigante enquanto a economia real sangra.

Helton Barros

03/05/2026

2.000% de liquidez e o brasileiro médio pagando 30% ao ano no cheque especial. Esse dinheiro todo parado é a prova de que o BNDES virou um elefante branco enquanto o povo se vira com juros de agiota. Enquanto isso, o governo gasta rios de dinheiro com ideologia e esquece de gerar emprego de verdade.

    Pedro Almeida

    03/05/2026

    Helton, você toca num ponto que o velho Marx já identificava no Livro III d’O Capital: capital parado é capital que não realiza mais-valia, e o drama brasileiro é que esse entesouramento convive com uma taxa de juros que transforma o trabalhador em devedor perpétuo. O BNDES não é um elefante branco, mas um cofre que reflete a escolha política de não irrigar a economia real enquanto o sistema financeiro privado drena a renda nacional via spreads.

João Pereira

03/05/2026

O dado é impressionante, mas a Cecília tem razão: o problema nunca foi a liquidez em si, e sim a falta de transparência sobre onde esse dinheiro vai parar. Se o banco está saudável, ótimo, mas 2.000% de caixa parado enquanto a economia real pede crédito a juros de agiota é no mínimo curioso. Quem fiscaliza se esse colchão não está servindo só para maquiar ineficiência operacional?

Cecília Torres

03/05/2026

João Martins foi cirúrgico: o dado é bom, mas o debate virou guerra de narrativa. Liquidez alta é sinal de solvência, não de ineficiência, e qualquer analista sério sabe disso. O problema é que, em vez de discutirmos a capacidade do banco de alavancar projetos estruturantes, ficamos nesse pingue-pongue ideológico raso que não leva a lugar nenhum.

Pedro

03/05/2026

2.000% de liquidez e eu aqui contando moedinha pra encher o tanque. Pelo menos o banco não vai quebrar, né? Mas se esse dinheiro todo parado significa que não tão emprestando pra gerar emprego, a conta quem paga é a gente na bomba de gasolina.

João Martins

03/05/2026

O dado é impressionante, mas precisamos separar o que é fato do que é narrativa política. 2.000% de liquidez significa que o BNDES tem, em caixa e ativos de curto prazo, vinte vezes o que precisa para honrar compromissos imediatos. Isso é tecnicamente saudável, ninguém discute. Mas a pergunta que fica é: qual o custo de oportunidade desse dinheiro parado? O banco foi criado para financiar investimento de longo prazo, não para ser um colchão de liquidez monstruoso. Se o CMN exige 100% e o banco está com 2.000%, há um excesso de capital que poderia estar sendo usado para reduzir o spread ou ampliar o crédito para setores produtivos. A questão não é se o banco está quebrado, mas se está operando com eficiência alocativa.

O comentário do Major Ricardo Silva, embora carregado de ideologia, toca num ponto que merece ser examinado com dados: a relação entre capital parado no BNDES e o custo fiscal. O banco não é financiado só por captação própria; parte relevante dos seus recursos vem do Tesouro Nacional, ou seja, do contribuinte. Quando o banco mantém liquidez muito acima do exigido, ele está, na prática, devolvendo ao Tesouro menos do que poderia em dividendos ou reduzindo a necessidade de novas injeções. Isso não é necessariamente ruim se houver um plano de contingência claro, mas a transparência sobre esse plano é zero. O BNDES deveria publicar um estudo mostrando qual o nível ótimo de liquidez para sua operação, considerando cenários de estresse. Sem isso, fica parecendo mais gestão defensiva do que estratégia.

A Maria Antonia tem razão em parte: num banco privado, acionistas exigiriam retorno sobre o excesso de capital. Mas o BNDES não é um banco privado, e comparar os dois sem considerar a função social é falho. O problema real é que o BNDES nunca teve uma métrica clara de eficiência que vá além de “não quebrou”. Liquidez alta é bom para estabilidade, mas não é sinônimo de boa gestão. Um banco de desenvolvimento precisa equilibrar três variáveis: risco de crédito, liquidez e impacto no investimento. Se ele está superavitário em liquidez, provavelmente está sacrificando as outras duas. Os estudos acadêmicos sobre bancos de desenvolvimento mostram que o ideal é manter liquidez entre 150% e 300% do exigido, dependendo do ciclo econômico. 2.000% é um exagero que sugere aversão a risco ou falta de demanda por crédito, e não virtude.

O Francisco de Assis defende o banco com o argumento da missão desenvolvimentista, mas isso é um espantalho. Ninguém está pedindo para o BNDES operar que nem banco digital, emprestando tudo que tem. A questão é que, com 2.000% de liquidez, o banco está literalmente sentando em cima de recursos que poderiam estar financiando infraestrutura, inovação ou descarbonização. Se a missão é desenvolver o país, o dinheiro precisa girar. O que temos é um banco que virou uma espécie de fundo soberano disfarçado, com liquidez excessiva e baixa capilaridade no crédito produtivo. Dados do próprio BNDES mostram que a carteira de crédito cresceu abaixo da inflação nos últimos dois anos. Então, sim, a liquidez é alta, mas o banco está cumprindo sua função? Os números sugerem que não.

Maria Antonia

03/05/2026

Vinte vezes o mínimo e o banco ainda existe. Isso não é eficiência, é dinheiro do contribuinte parado enquanto o setor produtivo privado se vira com juros altíssimos. Se fosse um banco privado com esse excesso de liquidez, os acionistas estariam exigindo retorno. No BNDES, a conta vai para o bolso de todo mundo.

    Francisco de Assis

    03/05/2026

    Maria Antonia, com todo respeito, mas essa comparação com banco privado não cola. Banco privado tem lucro pra acionista, BNDES tem missão de desenvolver o país — e essa liquidez alta é justamente o que permite ao banco segurar o emprego e o investimento quando o setor privado foge com o rabo entre as pernas, igualzinho fez na crise de 2008 e na pandemia.

Major Ricardo Silva

03/05/2026

2.000% de liquidez e o Brasil ainda paga a conta desse cabide de empregos do PT. Enquanto isso, o cidadão de bem paga imposto pra manter banco estatal com dinheiro parado, enquanto a segurança pública e a saúde estão um caos. Cadê a eficiência que a esquerda tanto prega?

Miriam

03/05/2026

Acho que o pessoal está perdendo o foco. Liquidez alta é sinal de que o banco não está quebrado, ponto. Se o BNDES tivesse 2% de liquidez aí sim seria motivo para pânico. Agora, se esse dinheiro poderia estar girando mais em vez de parado, aí já é outra discussão de política econômica, não de histeria ideológica.

Lucas Alves

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo ainda acha que isso é comunismo ou desaforo. Só falta alguém sugerir que o BNDES deveria operar que nem banco digital, emprestando tudo que tem e torcendo pra não dar crash. Liquidez alta é justamente o que evita que o banco precise de resgate quando o mercado privado entra em pânico — coisa que a Maria Silva e a Clotilde Pátria parecem não entender enquanto pagam juro de agiota no cheque especial.

Maria Silva

03/05/2026

Esse dinheiro todo parado e o agro pagando juro de agiota pra plantar. Enquanto o BNDES fica brincando de banco com dinheiro do contribuinte, o pequeno produtor se vira com cheque especial a 8% ao mês. Liquidez de 2.000% é desaforo, não eficiência.

    Marcos Andrade Niterói

    03/05/2026

    Maria, concordo que o crédito rural privado é um absurdo, mas esse dinheiro do BNDES não é parado — ele é o colchão que evita um colapso quando o mercado privado trava, igual o túnel Charitas-Cafubá que ninguém queria financiar e hoje é a salvação da mobilidade em Niterói. O problema não é a liquidez do banco público, é o sistema financeiro privado que prefere lucrar com juro de agiota a financiar o pequeno produtor.

Mateus Silva

03/05/2026

A Clotilde Pátria acha que liquidez é obra do comunismo, mas deveria agradecer que o banco não quebrou na primeira crise internacional. O Caio Vieira acertou em cheio ao lembrar que isso é planejamento anticíclico, coisa que o mercado privado nunca faria porque não tem visão de longo prazo. Enquanto isso, o Rick Ancap continua achando que Estado é só custo, ignorando que sem BNDES a indústria nacional já teria virado estoque de chinesa.

Clotilde Pátria

03/05/2026

Gente, 2.000% de liquidez e o Brasil afundando em dívida? Isso é dinheiro do nosso suor parado enquanto o povo passa fome. Amanhã vão querer estatizar tudo e implantar o comunismo de vez, pode anotar. Que Deus tenha misericórdia dessa nação.

Rick Ancap

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo aqui achando que isso é bom? Isso é dinheiro público parado, enchendo o cu de banqueiro estatal, enquanto eu tenho que pagar 15% de juro no cartão. Brasil, país do contra-senso.

    Caio Vieira

    03/05/2026

    Caro Rick Ancap, sua indignação com os juros extorsivos que a periferia do capitalismo paga é legítima, mas reduzir a liquidez do BNDES a mero entesouramento é ignorar a dialética gramsciana entre o Estado como hegemonia e o crédito como ferramenta de planejamento anticíclico; a verdadeira questão não é o volume parado, mas a ausência de uma política de desconcentração bancária que leve esse fundo público ao pequeno empreendedor sem a mediação predatória dos grandes conglomerados financeiros.

Luciana

03/05/2026

2.000% de liquidez e eu aqui tendo que parcelar conta de luz em 3x no cartão porque o dinheiro não sobra. Enquanto isso o BNDES senta em cima desse montão, o pequeno empresário se vira com juros de 5% ao mês no capital de giro. Se esse dinheiro todo não chega na ponta, pra mim é só número bonito em planilha.

Clarice Historiadora

03/05/2026

Luiz Carlos, vou pegar leve porque você claramente nunca abriu um manual de economia monetária. Liquidez de 2.000% não é “dinheiro parado como enfeite”, é um colchão que permite ao banco honrar compromissos mesmo num cenário de estresse financeiro severo. Em 2014, quando o BNDES tinha liquidez baixa e o Tesouro teve que socorrer com aportes, os mesmos que hoje chamam o banco de “maçã podre” eram os primeiros a gritar que era um rombo fiscal. O que vocês querem, afinal? Um banco de desenvolvimento que empresta igual agiota de esquina sem lastro?

Luiz Carlos

03/05/2026

2.000% de liquidez e o Brasil inteiro pagando juros de agiota no cheque especial. Esse dinheiro parado podia estar girando a economia, gerando emprego, mas fica lá como enfeite. O BNDES sempre foi essa maçã podre, dinheiro público mal usado.

    Carlos Henrique Silva

    03/05/2026

    Luiz Carlos, você toca num ponto que é quase um mantra do senso comum econômico brasileiro: a ideia de que dinheiro parado é dinheiro mal usado. Mas essa visão ignora uma camada essencial da função de um banco de desenvolvimento num país periférico como o nosso. O BNDES não é uma agência de crédito consignado. A liquidez de 2.000% não é um enfeite, é uma blindagem contra a volatilidade cambial e fiscal que o Estado brasileiro sempre sofre. Se o banco emprestasse todo o seu caixa para “girar a economia” e o real desabasse, quem socorreria a indústria? O Tesouro, com mais dívida pública, que você também critica. É a velha lógica keynesiana: o Estado precisa de margem para agir anticiclicamente. O que você chama de “maçã podre” é, na verdade, o único instrumento que temos para evitar que uma crise internacional vire uma hecatombe nacional.

    E sobre os juros do cheque especial, aí a crítica é justa, mas o alvo está errado. O BNDES não define a taxa básica de juros. Quem define é o Banco Central, com seu copo meio cheio de ortodoxia monetária. O spread bancário brasileiro, um dos maiores do mundo, é resultado de um oligopólio bancário que lucra com a ineficiência do sistema. O dinheiro do BNDES, quando bem direcionado, serve justamente para quebrar esse ciclo: financia investimento produtivo a juros baixos, gera emprego e renda, e aí sim reduz a pressão sobre o crédito ao consumidor. Culpar o BNDES pelo cheque especial é como culpar o Corpo de Bombeiros por não apagar um incêndio com uma mangueira furada — o problema é a mangueira, não o corpo.

    O que me preocupa no seu comentário, Luiz Carlos, é a despolitização do debate. Você reduz a questão a um maniqueísmo: “dinheiro público mal usado” versus “iniciativa privada eficiente”. Mas esquece que a maior parte do dinheiro que o BNDES empresta vem do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), ou seja, de contribuições sociais dos trabalhadores. Esse dinheiro não é do “Estado abstrato”, é do suor de quem trabalha. Se o banco não tivesse liquidez, como financiaria a expansão da Embraer, da indústria naval ou a infraestrutura de energia? O problema real não é a liquidez, é a lógica de financiamento que o banco adotou nos últimos anos, com subsídios mal calibrados e projetos de rentabilidade duvidosa. Mas isso é um debate de política industrial, não de “enfeite”. A discussão deveria ser: como usar essa liquidez para financiar a transição energética, a inovação e a redução da desigualdade regional, não para jogar o bebê fora junto com a água do banho.

Luizinho 16

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo morrendo na fila do SUS, mas tá tudo certo, é só mais um número bonito pra enganar trouxa.

Carlos A. Mendes

03/05/2026

Pois é, Paula, o número impressiona mesmo, mas me vem uma pulga atrás da orelha: liquidez alta demais também pode significar que o banco não está emprestando o suficiente. Se o BNDES tem 2.000% de liquidez, será que não está pecando pelo excesso de cautela e deixando de girar a economia?

John Marshall

03/05/2026

A Paula tem um ponto que merece ser levado a sério: 2.000% de liquidez é, em qualquer manual de finanças, um colchão de segurança extraordinário. O problema não é o número em si, mas o que ele revela sobre a lógica do banco. Um BNDES com essa liquidez e ainda recorrendo ao Tesouro é como um homem que mantém um guarda-chuva aberto dentro de casa enquanto reclama que o telhado goteja. A questão não é ser estatal ou privado, é saber se esse dinheiro está sendo usado para fomentar desenvolvimento ou apenas para maquiar balanço. Hobbes já nos alertava: o Estado não deve ser juiz em causa própria.

Paula Santos

03/05/2026

Gente, é impressionante como a gente torce o nariz pra qualquer notícia boa vinda de estatal, não? Eu entendo a desconfiança com o tamanho do Estado, mas 2.000% de liquidez é uma margem de segurança e tanto. O problema não é o banco ter reserva, é se ele usa esse dinheiro pra fomentar emprego e infraestrutura de verdade ou só pra girar empréstimo pra grande empresa. Tomara que seja a primeira opção, pelo bem do trabalhador brasileiro.

Tonho Patriota

03/05/2026

2.000% DE LIQUIDEZ E O BRASILEIRO PAGANDO 400% DE JUROS NO BANCO PRIVADO? ISSO É FAZ O L PRA VER SE O POVO ACREDITA QUE O BNDES NÃO É UM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO PT

    Maura Santos

    03/05/2026

    Tonho, se esquema de corrupção do PT fosse tão bom assim, o BNDES não teria virado puxadinho do mercado no governo Temer e nem emprestado com juro de 6% pra JBS enquanto o povo pagava 30% no cheque especial — isso sim foi o apagão que vocês mesmos causaram.

Eduardo Teixeira

03/05/2026

2.000% de liquidez e o banco ainda toma dinheiro do Tesouro todo ano. Enquanto isso, o setor privado paga 30% de IR e joga com Selic a 14,75%. Se o BNDES fosse uma empresa privada, esse colchão todo seria visto como ineficiência, não como virtude. Menos estado bancando banco e mais espaço para crédito privado competir de verdade.

    Marina Silva

    03/05/2026

    Eduardo, me poupe desse papinho de “ineficiência estatal” enquanto banco privado cobra 400% de juros do trabalhador e você acha que isso é competição de verdade.

Mariana Costa

03/05/2026

Luciana, entendo sua frustração, mas uma liquidez alta como essa não significa necessariamente que o banco está “parado”. Na verdade, é um colchão que permite ao BNDES emprestar em momentos de crise sem depender do mercado, como vimos na pandemia. O problema real talvez seja a burocracia e a falta de capilaridade para chegar ao pequeno empreendedor, não o índice em si.

Luciana Santos

03/05/2026

Pois é, 2.000% de liquidez e o povo passando aperto pra financiar uma casa própria ou um negócio pequeno. Esse banco podia estar girando mais dinheiro na economia real, gerando emprego, mas fica nesse colchão de segurança enquanto o trabalhador se vira com juro de agiota no banco privado. Político de todo lado adora usar o BNDES como moeda de troca, mas na hora de botar a mão no bolso do povo, cadê?

Marcus Almeida

03/05/2026

Esse número de liquidez mostra que o BNDES poderia estar emprestando muito mais para gerar emprego e renda no Brasil real, mas prefere acumular reservas. Enquanto isso, o governo Lula gasta rios de dinheiro com pautas identitárias e subsídios para ditaduras, enquanto o trabalhador honesto se vira com juros de 400% no banco privado. Cadê a mão invisível do mercado para resolver isso?

    Samara Oliveira

    03/05/2026

    Marcus, você mistura alhos com bugalhos: a liquidez do BNDES é justamente o que permite ele emprestar a juros baixos sem quebrar, enquanto os bancos privados cobram 400% porque não têm esse colchão e ainda assim lucram bilhões. Quanto a essa história de “pautas identitárias”, o que gasta rios de dinheiro público é o pagamento de juros da dívida para rentista, não política social — e a Bíblia nos ensina que quem fecha os olhos para o pobre também será desamparado.

Rubens O Pescador

03/05/2026

Roberto Lima, o senhor reclama do BNDES mas esquece que foi com esse banco que a gente financiou a safra do agro e a infraestrutura que põe comida na sua mesa. Lá no interior, quando o PT tava no governo, o povo tinha emprego e o dinheiro girava, não esse desemprego que a gente vê hoje. Esse colchão de liquidez aí é segurança, não é dinheiro parado não.

Beatriz Lima

03/05/2026

O Renato Professor e a Nadia Petrova já fizeram o trabalho sujo de explicar que 2.000% de liquidez não é dinheiro parado, é colchão de segurança. Mas o que me diverte nessa thread é ver o Roberto Lima e o Tadeu, cada um do seu lado do ringue, reclamando que o banco deveria estar “girando a economia”. Girar a economia com que, exatamente? Emitindo títulos podres? Financiando construtora de prédio comercial vazio? O BNDES tem liquidez alta porque, pasmem, ele não é um banco comercial que vive de spread bancário. Ele é um banco de fomento. Se ele tivesse 2% de liquidez, aí sim seria motivo para pânico — seria sinal de que virou uma pirâmide.

O engraçado é que o mesmo pessoal que critica o BNDES por ter liquidez excessiva é o primeiro a bater palma quando o Banco Central segura a Selic a 14,25% para “controlar a inflação”. Ora, se o problema é dinheiro parado, por que ninguém reclama dos R$ 5 trilhões que o BC esteriliza todo mês com swap cambial e títulos públicos? Porque aí o discurso muda: aí é “responsabilidade fiscal”. Hipocrisia tem nome e endereço.

E, já que o João Batista tocou no assunto, sim, o agro é o maior tomador de crédito do BNDES, mas ninguém pergunta por que um setor que bate recorde de safra todo ano precisa de subsídio estatal para comprar colheitadeira. Se é tão eficiente assim, que vá ao mercado privado pagar os mesmos 30% ao ano que o pequeno empresário paga no cheque especial. Mas não, o lobby ruralista consegue manter a mamata e ainda chama o banco de “estatista”. É o auge do cinismo.

No fim das contas, 2.000% de liquidez é um número bonito para manchete, mas o que importa é a qualidade dos ativos que estão lastreando esse índice. Se for tudo título público federal, ok, é seguro. Se for dívida de empresa estatal de país vizinho, aí a história muda. Mas como o BNDES não divulga a composição da carteira com a transparência que deveria, fico com a pulga atrás da orelha. Dito isso, entre um banco de fomento com 2.000% de liquidez e um banco privado que quebra na primeira crise de confiança, eu fico com o primeiro. Prefiro o excesso de zelo à aventura.

Nadia Petrova

03/05/2026

Renato Professor explicou bem o lado técnico. O que me intriga é o contraste: 2.000% de liquidez e o BNDES continua sendo tratado como vilão por emprestar a juros baixos para infraestrutura, enquanto banco privado cobra 400% ao ano no rotativo e ninguém pede intervenção. Ironia fina do capitalismo tupiniquim.

Renato Professor

03/05/2026

2.000% de liquidez é um número que impressiona o leigo, mas para quem entende de gestão de passivos é sinal de solidez, não de ‘dinheiro parado’. O CMN exige um mínimo justamente para evitar que um banco quebre numa corrida bancária, como vimos em 2008. O que o Roberto Lima e o Gabriel Teen chamam de ‘exagero’ ou ‘dinheiro para Cuba’ é, na verdade, prudência fiscal. O problema real não é a liquidez do BNDES, é a taxa de juros que o Banco Central pratica, que estrangula o crédito privado e empurra o cheque especial para o patamar de agiotagem. Mas isso exige um debate que não cabe em meme de ‘vai pra Cuba’.

Roberto Lima

03/05/2026

2.000% de liquidez e o Brasil inteiro pagando juros de agiota no cheque especial, enquanto o BNDES financia obra de ditadura amiga. Esse dinheiro parado é culpa do estado grande e da esquerda que quer controlar tudo. Enquanto isso, o agro produz e o país não sai do lugar.

    João Batista

    03/05/2026

    Roberto, você reclama do Estado grande, mas o agro que você exalta é o maior beneficiário de crédito subsidiado do BNDES e de isenções fiscais que custam aos cofres públicos. O problema não é o dinheiro parado, é a falta de coragem de taxar latifúndio e fazer esse dinheiro chegar a quem realmente precisa, como manda o profeta Isaías.

Tadeu

03/05/2026

2.000% de liquidez é exagero pra caramba, mas sinceramente, prefiro ver o BNDES com esse colchão todo do que quebrar na primeira turbulência. O problema é que esse dinheiro parado podia estar girando a economia a juros menos ridículos, mas aí já é briga de ideologia.

Augusto Silva

03/05/2026

Luan Silva, essa do “vai pra Cuba” já deu o que tinha que dar, hein. A liquidez de 2.000% é justamente o que permite ao banco não quebrar na primeira crise externa, ao contrário dos bancos que quebraram em 2008 nos EUA porque operavam com reservas irrisórias. Cheque especial caro é problema de política monetária do Banco Central, não de funding do BNDES. Mas entendo que é mais fácil repetir bordão do que abrir um relatório do CMN.

Gabriel Teen

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo ainda paga juro de agiota no cheque especial. Brasil acima de tudo, mas o dinheiro fica parado no BNDES. Vai pra Cuba, Beto Engenheiro.

Renata Oliveira

03/05/2026

Gente, pelo amor de Deus, vamos com calma. Essa liquidez alta mostra que o banco está sólido, sim, mas a discussão não pode ser só “esquerda vs direita”. O que realmente importa é se esse dinheiro vai chegar em obras e projetos que gerem emprego e renda para o povo brasileiro, sem partidarismo.

Luan Silva

03/05/2026

2.000% de liquidez e o povo ainda paga juro de agiota no cheque especial. Brasil acima de tudo, mas o dinheiro fica parado no BNDES. Vai pra Cuba, Beto Engenheiro.

Lucas Gomes

03/05/2026

Beto Engenheiro, você levantou um ponto que merece uma reflexão mais profunda, mas discordo da sua conclusão de que o BNDES está “sentando em cima do dinheiro”. Essa liquidez de 2.000% não é um acúmulo ocioso, é uma blindagem anticíclica construída justamente para momentos de crise sistêmica, quando o capital privado recolhe os tentáculos e deixa a economia real à míngua. Lembremos 2008 e 2020: foram os bancos públicos que mantiveram o crédito fluindo enquanto o mercado financeiro se encolhia como uma lesma assustada. Reserva técnica não é entesouramento, é soberania econômica.

A crítica que você faz sobre falta de investimento em infraestrutura é justa, mas não se engane: o problema nunca foi a capacidade do BNDES de emprestar, e sim o teto de gastos e a política fiscal criminosa que o governo anterior impôs para estrangular o Estado. Ferrovias, duplicações e saneamento básico dependem de projetos estruturados, licenciamento ambiental e vontade política — e, convenhamos, o desmonte do PAC e a PEC do Teto foram desenhados justamente para inviabilizar esse tipo de obra. A liquidez do banco é o músculo; o que falta é o cérebro do planejamento estatal, que vem sendo sabotado há décadas pelo neoliberalismo.

E sobre o comentário do Pedro Neto — “Faz o L, banco estatal cheio de dinheiro e o povo passando fome” —, essa é a falácia mais rasteira do senso comum reacionário. A fome no Brasil não é causada por liquidez bancária, mas pela concentração de renda, pelo agronegócio exportador que desmata e envenena a terra, pela reforma trabalhista que precarizou salários e pela ausência de reforma agrária. O BNDES com liquidez é justamente o instrumento que poderia financiar agroecologia, cooperativas populares e transição energética justa, se houvesse um projeto de nação que priorizasse o povo em vez do lucro dos acionistas.

Célio e Mariana já apontaram a hipocrisia dos que criticam o banco público enquanto engolem a Selic de dois dígitos que sangra o orçamento familiar. Eu acrescento: essa liquidez toda é também uma arma contra a financeirização predatória. Enquanto os bancos privados cobram juros de agiota e lucram com a rolagem de dívidas, o BNDES pode oferecer crédito a taxas civilizadas para pequenos agricultores, cooperativas de reciclagem e comunidades tradicionais. O problema não é o dinheiro parado, é a falta de coragem política para usá-lo em favor da maioria, rompendo com a lógica do mercado que só financia quem já tem lastro.

No fim, a discussão não é sobre liquidez, mas sobre disputa de projeto: de um lado, o Estado mínimo que entrega o país às mineradoras, madeireiras e bancos; de outro, o Estado planejador que usa seus instrumentos financeiros para redistribuir riqueza e proteger o meio ambiente. Essa liquidez de 2.000% é a prova de que o BNDES está pronto para agir. Agora falta o governo ter a coragem de romper com o rentismo e direcionar esse poder de fogo para quem realmente precisa: o povo e o planeta.

Beto Engenheiro

03/05/2026

Pois então, Pedro Neto, com essa liquidez toda o BNDES podia estar financiando obra de verdade — ferrovia, duplicação de BR, saneamento básico — e não sentando em cima do dinheiro. Reserva técnica é bonito no papel, mas estrada asfaltada e trem rodando é que tiram o país do buraco.

Pedro Neto

03/05/2026

Faz o L, banco estatal cheio de dinheiro e o povo passando fome, vai tomar no cu.

    Célia Carmo

    03/05/2026

    Pedro, vai tomar no cu é você, que defende banqueiro e acha que liquidez do BNDES é culpa da fome — #acorda, otário!

Celio Fazendeiro

03/05/2026

Ah, Marcos Conservador, você é o mesmo que defende juros nas alturas pro povo mas chora quando o banco público tem liquidez sobrando. Esse dinheiro aí é pra segurar a economia quando o mercado privado foge com o rabo entre as pernas, coisa que banqueiro nenhum faz. Se dependesse de gente como você, o Brasil já tinha virado uma grande fazenda sem nenhum industrial.

    Mariana Ambiental

    03/05/2026

    Célio, você tocou no ponto exato: o mesmo cara que defende taxa Selic de dois dígitos para o povo financiar casa e carro acha um absurdo o BNDES ter liquidez para segurar o país quando o mercado privado entra em pânico. Reserva técnica não é entesouramento, é soberania econômica — sem ela, o banco público vira refém dos mesmos especuladores que eles idolatram.

Marcos Conservador

03/05/2026

Mais um dinheiro público parado enquanto o povo passa necessidade. Esse índice aí é só para maquiar a realidade e justificar a farra do crédito para os amigos do governo. Enquanto isso, o brasileiro comum não consegue nem um financiamento para comprar a casa própria.

    Maria Aparecida

    03/05/2026

    Marcos, a Bíblia diz que a fé sem obras é morta, e ter liquidez sobrando enquanto falta moradia pro povo é o contrário de justiça social — o dinheiro público precisa girar pra gerar emprego e casa, não ficar entesourado como se fosse ouro de templo.

    Marta

    03/05/2026

    Ah, Marcos Conservador, meu filho, senta aqui que a vovó vai te dar uma aula de história econômica. Essa história de “dinheiro público parado” é o mesmo papo que eu ouvia nos anos 90, quando entregaram a Petrobras e a Vale de bandeja. Liquidez não é dinheiro parado, é garantia de que o banco não quebra se o mercado entrar em pânico. O BNDES tem que ter reserva justamente para não depender do humor do mercado financeiro, que adora uma crise para especular. Você reclama que o brasileiro comum não consegue financiamento, mas esquece que foi o BNDES que bancou o Minha Casa Minha Vida, o PAC e o ProUni. Sem essa “liquidez”, o banco não teria como emprestar a longo prazo, e aí sim a casa própria vira artigo de luxo para poucos.

    E sobre “farra do crédito para os amigos do governo”, menino, você está confundindo os governos. Na era Temer e Bolsonaro, o BNDES virou balcão de negócios para vender estatais a preço de banana para fundos estrangeiros. Agora, com Lula, o banco está voltando a financiar infraestrutura, inovação e agricultura familiar. Essa liquidez de 2.000% significa que o banco tem fôlego para segurar a economia quando o mercado privado foge com o rabo entre as pernas. Você prefere um banco quebrado e vendido para o Itaú, como queriam os liberais? Porque foi exatamente isso que tentaram fazer com a Caixa e o BB.

    Outra coisa, Marcos: você fala em “povo passando necessidade” como se o BNDES fosse o culpado. O problema do financiamento imobiliário no Brasil não é falta de dinheiro no BNDES, é a taxa de juros mais alta do mundo, que o Banco Central independente mantém para agradar o mercado. Enquanto o Copom joga a Selic a 13,75%, o brasileiro paga 10% ao ano de juros reais num financiamento. O BNDES não controla a política monetária, quem faz isso é o Roberto Campos Neto, indicado pelo seu ex-presidente. Se você quer resolver o problema da casa própria, vá cobrar dele, não do banco que está com as contas em dia para poder ajudar quando o governo mandar.

    Por fim, meu anjo, aprenda uma coisa: liquidez não é maquiagem, é prudência. O BNDES tem que cumprir regras do Conselho Monetário Nacional, que é formado pelo Ministério da Fazenda, pelo Planejamento e pelo BC. Se eles dizem que 100% é o mínimo e o banco tem 2.000%, é porque está sobrando responsabilidade fiscal, não faltando. Na sua lógica, se o banco tivesse liquidez baixa, você reclamaria que está quebrado. Se tem alta, reclama que está parado. O problema não é o BNDES, é a sua falta de vontade de entender como funciona o desenvolvimento nacional. Vou rezar para que um dia você saia dessa bolha e veja que o Brasil não se constrói com discurso de ódio, mas com investimento público bem gerido.

    João Augusto

    03/05/2026

    Marcos, seu raciocínio confunde liquidez com entesouramento, um erro que o próprio Marx apontou ao criticar a economia vulgar: reservas não são capital parado, mas condição de possibilidade para o crédito anticíclico — sem elas, o BNDES viraria refém do mercado financeiro e aí sim seus amigos do governo seriam os únicos a ter acesso a funding privado.


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