dólar - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/dolar/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 02 Jun 2026 14:02:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png dólar - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/dolar/ 32 32 Ouro supera títulos do Tesouro dos EUA como principal ativo de reserva global https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/ouro-supera-titulos-do-tesouro-dos-eua-como-principal-ativo-de-reserva-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/ouro-supera-titulos-do-tesouro-dos-eua-como-principal-ativo-de-reserva-global/#respond Tue, 02 Jun 2026 14:02:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/06/02/ouro-supera-titulos-do-tesouro-dos-eua-como-principal-ativo-de-reserva-global/ O ouro ultrapassou os títulos do Tesouro dos Estados Unidos e se tornou o principal ativo de reserva dos bancos centrais em todo o mundo. A constatação é de um relatório do Banco Central Europeu (BCE) divulgado recentemente, que revela uma mudança profunda na composição das reservas oficiais.

De acordo com os dados, a proporção do ouro nas reservas totais – que incluem divisas e metais preciosos – alcançou 27% no final de 2025. A fatia dos títulos do Tesouro dos EUA ficou em 22%, e a do euro, em 15%.

Há um ano, o ouro representava 20% das reservas, enquanto os títulos americanos respondiam por 25%. A mudança reflete o esforço de muitos países em buscar alternativas ao dólar, moeda de reserva de fato do sistema financeiro mundial, conforme destacado pelo jornal Financial Times.

Desde 2022, a China lidera as compras de ouro, com mais de 350 toneladas adquiridas no período. Em seguida aparecem Polônia, com 320 toneladas, Turquia, com 220 toneladas, e Índia, com 130 toneladas.

A alteração na composição dos ativos de reserva – as posições de alta liquidez que os bancos centrais usam para respaldar suas moedas e cumprir obrigações internacionais – ilustra um questionamento crescente à hegemonia do dólar. O fenômeno se intensificou após o congelamento de reservas russas por potências ocidentais em 2022, que acelerou a busca por soberania monetária entre as nações do Sul Global.

Os dados coincidem com os esforços do bloco BRICS e de outras economias emergentes em desenvolver sistemas de pagamento alternativos e reduzir a dependência da moeda americana. A China, maior detentora de reservas do mundo, tem sido protagonista nesse movimento.

O relatório do BCE foi obtido pela agência RT e reforça a percepção de que o sistema financeiro global passa por uma reorganização estrutural. A tendência deve se aprofundar nos próximos anos, à medida que mais países diversificam seus ativos de reserva.

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Rublo se consolida entre as três moedas mais fortes do mundo com alta de 4,9% em maio https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/rublo-se-consolida-entre-as-tres-moedas-mais-fortes-do-mundo-com-alta-de-49-em-maio/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/rublo-se-consolida-entre-as-tres-moedas-mais-fortes-do-mundo-com-alta-de-49-em-maio/#comments Sat, 30 May 2026 07:10:54 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/rublo-se-consolida-entre-as-tres-moedas-mais-fortes-do-mundo-com-alta-de-49-em-maio/ 5 Comentários 🔥]]>
Moedas do rublo russo em destaque, ilustrando a valorização da moeda contra o dólar. (Foto: sputnikglobe.com)

O rublo russo registrou valorização de 4,9% frente ao dólar em maio, consolidando-se como a segunda moeda com melhor desempenho global no período. A informação é de análise cambial publicada pela Sputnik.

A moeda russa ficou atrás apenas do shekel israelense, que avançou 6,1%, e à frente de divisas como o rand sul-africano e o florim húngaro. O rand subiu 3,7%, enquanto o florim húngaro registrou alta de 2,8% no mesmo intervalo.

Desde abril, o rublo demonstrava a maior dinâmica positiva de câmbio frente ao dólar entre todas as moedas globais. A divisa russa atingiu níveis não vistos desde o início de 2023, segundo dados da Bloomberg.

A valorização acumulada de 45% desde o começo de 2025 fez o rublo superar todas as principais moedas em relação ao dólar no ano passado. O desempenho reflete a política econômica adotada pelas autoridades russas.

O Banco Central da Rússia utiliza a valorização cambial como instrumento para conter a inflação. A medida ocorre em contexto de sanções ocidentais que não alcançaram o colapso financeiro pretendido pelos Estados Unidos.

A trajetória de enfraquecimento do dólar se acentua com sua utilização como arma geopolítica. O congelamento de reservas e a exclusão de sistemas de pagamento aceleraram a busca por alternativas à moeda americana.

O fortalecimento do rublo em 2026 desmente previsões ocidentais de colapso econômico russo. A resiliência da moeda resulta de fundamentos econômicos sólidos e de uma gestão soberana que prioriza estabilidade interna.


Leia também: Rússia e China reforçam parceria e eliminam dólar em transações bilaterais


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Dólar cai para R$ 5 e bolsa sobe com alívio no Oriente Médio https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/dolar-cai-para-r-5-e-bolsa-sobe-com-alivio-no-oriente-medio/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/dolar-cai-para-r-5-e-bolsa-sobe-com-alivio-no-oriente-medio/#respond Thu, 21 May 2026 01:22:39 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/20/dolar-cai-para-r-5-e-bolsa-sobe-com-alivio-no-oriente-medio/ O dólar caiu, e a bolsa brasileira voltou a subir em meio à melhora do humor global diante de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou cerca de 1,8%, recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos pregões.

O movimento foi impulsionado pelo recuo do petróleo e pela redução das tensões em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,003, com recuo de R$ 0,037 (-0,74%). A cotação chegou a R$ 5,05 por volta das 10h, mas caiu ao longo do dia com o alívio no Oriente Médio.

Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%. Apesar do recuo desta quarta-feira, o dólar ainda sobe pouco mais de 1% em maio. No ano, a queda em relação ao real chega a 8,85%.

O mercado reagiu positivamente a informações de que navios voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz e a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que um acordo com o Irã estaria em fase final de negociação. Com isso, diminuíram os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo e de uma nova pressão inflacionária sobre a economia americana.

Dados do Banco Central mostraram ainda entrada líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial da semana passada, puxada pelo canal financeiro. Em maio, até o dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhão.

Bolsa recupera perdas

Após três sessões seguidas de queda, o Ibovespa fechou em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, no maior avanço diário desde 8 de abril. O índice chegou a superar os 178 mil pontos na máxima do dia, sustentado pela melhora do apetite global por risco e pela recuperação das bolsas em Nova York.

Ações de mineradoras e de empresas ligadas ao consumo e a bancos puxaram a alta. O desempenho positivo ocorreu mesmo com a forte queda das ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa.

Pressionados pelo recuo do petróleo, os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionista) da Petrobras caíram 3,85%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 3,23%.

Entre os destaques de alta ficaram CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). Vale ON avançou 1,21%, e os grandes bancos também subiram.

Em Wall Street, os principais índices fecharam em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia, maior fabricante de chips do mundo, e pelo alívio nos juros dos títulos do Tesouro estadunidense. O Nasdaq (índice das empresas de tecnologia) subiu 1,54%, enquanto o S&P 500 (índice das 500 maiores empresas) avançou 1,08%.

Petróleo despenca

O petróleo registrou forte queda, refletindo a retomada parcial do fluxo marítimo em Ormuz e as expectativas de um acordo diplomático entre EUA e Irã. O Brent, referência nas negociações internacionais, fechou em baixa de 5,62%, a US$ 105,02 o barril. O WTI, barril do Texas, referência nos Estados Unidos, caiu 5,7%, a US$ 98,26.

A queda nas cotações do petróleo intensificou-se após relatos de que superpetroleiros voltaram a cruzar o estreito, responsável por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo. Apesar da queda expressiva, os preços seguem em patamar elevado, e o mercado continua atento ao risco de novas tensões no Oriente Médio.

Fonte: Agência Brasil

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O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 4,998, com recuo de 1,34%. A cotação abriu a R$ 5,04 e firmou-se abaixo dos R$ 5 perto do fim da sessão, após as declarações de Trump. A divisa acumula alta de 0,92% em maio. Em 2026, cai 8,93%.

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda-feira aos 176.975,82 pontos, com recuo de 0,17%. Por volta das 15h30, o indicador chegou a cair 0,83%, mas recuperou-se após a redução das tensões no Oriente Médio. Após bater recorde em abril, o Ibovespa cai 5,52% em maio. No ano, o índice acumula ganho de 9,84%. Dados da B3 apontam retirada líquida por investidores estrangeiros de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira em maio, até a metade do mês.

A sinalização de Trump reduziu a aversão ao risco nos mercados globais e favoreceu a recuperação de moedas emergentes ao longo da tarde. O republicano informou que suspendeu uma ofensiva militar prevista contra o Irã para permitir o avanço de negociações diplomáticas com Teerã. O movimento ajudou a diminuir a pressão sobre ativos de risco, após dias marcados pela preocupação com uma possível escalada do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo e a inflação global. Com isso, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

Além do cenário externo mais favorável, investidores promoveram ajustes técnicos após a recente valorização da moeda americana no mercado doméstico. A percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil também ajudou a sustentar o real, após o boletim Focus – pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras – elevar a projeção para a taxa Selic no fim de 2026 para 13,25% ao ano.

Dados mais fracos da atividade econômica brasileira ficaram em segundo plano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,7% em março na comparação mensal, resultado pior do que o esperado pelo mercado.

Por mais um dia, o petróleo valorizou-se no exterior. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 112,10, com ganho de 2,6%, embora tenha desacelerado após a decisão de Trump de adiar a ofensiva militar no Irã. O barril WTI, do Texas, referência nas negociações dos Estados Unidos encerrou a US$ 104,38, com avanço de 3,33%.

Esta notícia foi coletada pela Agência Brasil em 18 de maio de 2026.

Fonte: Agência Brasil

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Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em 28 meses https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/dolar-fecha-abaixo-de-r-490-pela-primeira-vez-em-28-meses/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/dolar-fecha-abaixo-de-r-490-pela-primeira-vez-em-28-meses/#respond Sat, 09 May 2026 01:20:49 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/dolar-fecha-abaixo-de-r-490-pela-primeira-vez-em-28-meses/ O mercado financeiro teve um dia de euforia nesta sexta-feira (8). O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, e a bolsa recuperou parte das perdas da véspera.

Os mercados reagiram a dados do mercado de trabalho estadunidense e à redução dos temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,894, em baixa de R$ 0,029 (-0,60%). Esse é o menor valor de encerramento desde 15 de janeiro de 2024. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 10,84% frente ao real.

O movimento foi impulsionado pela divulgação das estatísticas de emprego dos Estados Unidos, que mostraram criação de empregos acima do esperado e reduziram temores de desaceleração econômica e inflação mais forte no país. Além disso, investidores acompanharam sinais de continuidade do cessar-fogo no Oriente Médio após declarações do presidente Donald Trump.

Bolsa avança

O Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos, com apoio de ações de bancos e mineradoras. Apesar da recuperação nesta sexta-feira, o principal índice da B3 acumulou queda de 1,71% na semana. No ano, porém, ainda apresenta valorização de 14,26%.

O ambiente externo mais favorável também ajudou a sustentar o pregão brasileiro. Em Wall Street, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,84%, refletindo o alívio com os dados econômicos dos EUA e a percepção de menor risco de recessão na maior economia do mundo.

Petróleo sobe

Mesmo com a diminuição das tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo fecharam em alta, embora tenham desacelerado perto do fim das negociações. O barril do Brent, referência nas negociações internacionais, avançou 1,23%, a US$ 101,29. O barril WTI, do Texas, subiu 0,64%, para US$ 95,42. Mesmo com a alta desta sexta, os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%.

Os investidores continuam monitorando os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de circular nos portos iranianos devido às tensões na região. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito. Embora tenha reforçado a continuidade do cessar-fogo, Donald Trump voltou a pressionar o Irã nesta sexta-feira e renovou o ultimato para que Teerã abandone seu programa nuclear.

Fonte: Agência Brasil

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A bolsa subiu após seis quedas seguidas, em meio ao apetite global por risco que favoreceu países emergentes como o Brasil.

Esse ambiente mais favorável levou a uma combinação típica de entrada de capital estrangeiro: investidores venderam dólares e direcionaram recursos para ativos brasileiros, como ações. O dólar comercial fechou a sessão desta quinta-feira (30 de abril de 2026) cotado a R$ 4,952, em queda de R$ 0,049 (-0,99%). A cotação atingiu o menor nível desde 7 de março de 2024.

Ao longo de abril, a moeda estadunidense acumulou desvalorização de 4,38% frente ao real. No ano, a queda está em 9,77%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

O movimento reflete, em grande medida, a perda de força global do dólar, observada também em outros mercados, além do redirecionamento de investimentos para economias com juros mais elevados.

No caso brasileiro, mesmo com o início de um ciclo de cortes, a taxa básica de juros permanece em patamar alto. Na quarta-feira (29 de abril), o Banco Central reduziu a Selic para 14,50% ao ano, mas indicou cautela quanto aos próximos passos, diante de riscos inflacionários.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial de taxas entre os dois países. Esse diferencial é um dos principais fatores que sustentam a valorização do real, ao tornar o Brasil mais atrativo para investidores em busca de rendimento.

O euro comercial também teve forte recuo nesta quinta, fechando a R$ 5,811, com queda de 0,48%. A divisa está no valor mais baixo desde 24 de junho de 2024.

Ibovespa

O dia foi marcado pela recuperação no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta quinta aos 187.318 pontos, com alta de 1,39%.

O ganho foi influenciado tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela reavaliação das expectativas para a política monetária. Com a indicação de cortes mais graduais da Selic, cresce a percepção de estabilidade econômica, o que tende a favorecer o mercado de ações.

Apesar da alta desta quinta, o índice terminou o mês praticamente estável, após uma sequência recente de quedas que apagou parte dos ganhos anteriores.

No cenário doméstico, os investidores também acompanharam dados econômicos e decisões políticas, embora com impacto limitado sobre os preços. Indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência da economia, reforçando a leitura de que há menos espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.

Petróleo

O comportamento do petróleo continuou sendo um fator relevante para os mercados globais. A commodity (bem primário com cotação internacional) teve um dia de forte volatilidade, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os preços chegaram a subir de forma significativa durante o pregão, superando os US$ 120, mas perderam força ao longo do dia.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, encerrou em US$ 110,40, praticamente estável. O barril WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, ficou em US$ 105,07, com queda de 1,69%.

As oscilações refletem incertezas sobre o fornecimento global, especialmente diante das tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além das restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo no mundo. Mesmo com recuos pontuais, os preços ainda permanecem elevados, o que mantém pressão sobre a inflação global e influencia decisões de política monetária.

Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/#respond Thu, 30 Apr 2026 03:31:34 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/30/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global-2/ O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

Com informações da Reuters.

Fonte: Agência Brasil

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Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global/#respond Thu, 30 Apr 2026 01:22:41 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/29/dolar-sobe-a-r-5-e-bolsa-cai-2-em-dia-de-tensao-global/ O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29 de abril de 2026), no fechamento do mercado financeiro brasileiro, em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.

A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Ibovespa

A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.

O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.

Petróleo

Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.

A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

Contexto global

O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.

No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.

Fonte: Agência Brasil.

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Emirados Árabes Unidos alertam EUA que podem recorrer ao yuan chinês por causa da guerra com o Irã https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/emirados-arabes-unidos-alertam-eua-que-podem-recorrer-ao-yuan-chines-por-causa-da-guerra-com-o-ira/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/emirados-arabes-unidos-alertam-eua-que-podem-recorrer-ao-yuan-chines-por-causa-da-guerra-com-o-ira/#comments Sat, 25 Apr 2026 09:52:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/emirados-arabes-unidos-alertam-eua-que-podem-recorrer-ao-yuan-chines-por-causa-da-guerra-com-o-ira/ 61 Comentários 🔥]]>
Ilustração editorial sobre Emirados Árabes Unidos alertam EUA que podem recorrer ao yuan chinês por causa da guerra com o Irã. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Os Emirados Árabes Unidos advertiram autoridades dos Estados Unidos que poderão ser forçados a utilizar o yuan chinês ou outras moedas caso enfrentem escassez de dólares em razão dos efeitos da guerra com o Irã.

A conversa ocorreu durante discussões sobre possível apoio financeiro de Washington a Abu Dhabi. O governador do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos, Khaled Mohamed Balama, se reuniu com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e com autoridades da Reserva Federal.

Os encontros incluíram debate sobre a criação de uma linha de swap de moedas. Essa ferramenta permitiria acesso facilitado a dólares para proteger o dirham e as reservas do país em caso de crise de liquidez decorrente do conflito.

O governo emiratense considera a proposta uma medida preventiva e ainda não formalizou qualquer pedido oficial. As autoridades temem impactos como fuga de capitais e volatilidade nos mercados financeiros internacionais.

O estreito de Ormuz continua sendo uma das principais rotas para o transporte de petróleo e gás da região. Perturbações nesse corredor poderiam reduzir significativamente as receitas em dólares dos Emirados Árabes Unidos.

Representantes emiratenses atribuíram parte dos riscos à decisão do presidente Donald Trump de atacar o Irã. Eles alertaram que uma piora na escassez de dólares os obrigaria a recorrer ao yuan em transações internacionais.

O Wall Street Journal interpretou o comentário como uma ameaça ao predomínio do dólar no comércio global de petróleo. As linhas de swap são normalmente administradas pelo Sistema da Reserva Federal dos Estados Unidos.

O Comitê Federal de Mercado Aberto aprova tais acordos apenas em casos de estresse financeiro com impacto direto na economia americana. Analistas avaliam como improvável a aprovação sem que Abu Dhabi ofereça contrapartidas concretas.

O episódio evidencia a pressão crescente sobre o sistema baseado no dólar diante da ascensão de alternativas como o yuan. Países da região buscam reduzir a dependência das estruturas financeiras controladas por Washington.

Para a China, esse tipo de movimento fortalece a internacionalização de sua moeda nos mercados energéticos. O alerta dos Emirados Árabes Unidos expõe vulnerabilidades no pilar do petrodólar que sustenta o poder econômico dos Estados Unidos.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


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Dólar fecha abaixo de R$ 5, e bolsa cai com cautela global https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global-2/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global-2/#respond Sat, 25 Apr 2026 04:07:13 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/25/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global-2/ Nesta sexta-feira (24 de abril de 2026), em um dia de menor aversão ao risco no exterior, o dólar encerrou o pregão abaixo de R$ 5, enquanto a bolsa de valores caiu pela terceira vez seguida e acumulou perdas na semana.

Apesar da extensão do cessar-fogo no Irã, as negociações continuam marcadas por cautela dos investidores.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,998, com leve queda de 0,1%. O movimento foi influenciado principalmente pela melhora no ambiente internacional, diante da expectativa de retomada de negociações entre Estados Unidos e Irã.

Esse cenário reduziu a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar, favorecendo moedas de países emergentes, como o real.

Apesar da queda no dia, a divisa acumulou leve alta na semana, de 0,32%. No entanto, o dólar cai 8,92% este ano, refletindo a valorização recente do real, que chegou a levar a moeda ao menor valor em mais de dois anos.

Nos últimos dias, o câmbio passou por ajustes técnicos, com investidores realizando lucros após a queda acentuada da moeda.

O Banco Central (BC) chegou a anunciar uma intervenção no mercado de câmbio, com oferta simultânea de dólares à vista e contratos futuros, operação conhecida como casadão. A instituição, no entanto, não aceitou as propostas, indicando que não viu necessidade de atuar naquele momento.

Bolsa

No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos. O indicador está no menor nível desde 14 de abril.

O índice chegou a cair abaixo dos 190 mil pontos durante o pregão, refletindo um movimento de realização de lucros (venda de ações para embolsar ganhos) após recordes recentes. Essa foi a terceira queda consecutiva do Ibovespa, que subiu apenas um dia nas últimas sete sessões.

No acumulado da semana, a Bolsa recuou 2,55%. Ainda assim, mantém alta de 1,75% no mês e avanço expressivo de 18,38% no ano.

Entre os fatores que pressionaram o índice estão o desempenho de ações ligadas ao petróleo e o ambiente externo misto, com as bolsas dos Estados Unidos em direções diferentes. No mercado estadunidense, os índices de tecnologia subiram, e os índices dos setores mais tradicionais recuaram nesta sexta.

Petróleo dispara

Os preços do petróleo tiveram forte volatilidade na sessão, refletindo tanto tensões geopolíticas quanto sinais de possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã.

O contrato do barril do tipo Brent para junho, referência internacional e usado como parâmetro pela Petrobras, fechou em queda de 0,22%, cotado a US$ 99,13. O petróleo WTI, do Texas (referência dos Estados Unidos), terminou cotado a US$ 94,40 por barril, com queda de 1,5% no dia.

Apesar das oscilações, o Brent acumulou alta de 16% na semana, enquanto o WTI avançou quase 13%.

O movimento expressivo reflete preocupações com a oferta global de petróleo, especialmente por causa do conflito no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto, segue crítica, com tráfego reduzido e episódios de apreensão de navios.

Fonte: Agência Brasil

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Dólar fecha abaixo de R$ 5, e bolsa cai com cautela global https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global/#respond Sat, 25 Apr 2026 00:21:20 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global/ Em um dia de menor aversão ao risco no exterior, o dólar encerrou o pregão abaixo de R$ 5, enquanto a bolsa de valores caiu pela terceira vez seguida e acumulou perdas na semana.

Apesar da extensão do cessar-fogo no Irã, as negociações continuam marcadas pela cautela dos investidores. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (24) vendido a R$ 4,998, com leve queda de 0,1%. O movimento foi influenciado principalmente pela melhora no ambiente internacional, diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Esse cenário reduziu a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar, favorecendo moedas de países emergentes, como o real. Apesar da queda no dia, a divisa acumulou leve alta na semana, de 0,32%. No entanto, o dólar cai 8,92% este ano, refletindo a valorização recente do real, que chegou a levar a moeda ao menor valor em mais de dois anos.

Nos últimos dias, o câmbio passou por ajustes técnicos, com investidores realizando lucros após a queda acentuada da moeda. O Banco Central (BC) chegou a anunciar uma intervenção no mercado de câmbio, com oferta simultânea de dólares à vista e contratos futuros, operação conhecida como casadão. A instituição, no entanto, não aceitou as propostas, indicando que não viu necessidade de atuar naquele momento.

Bolsa

No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos. O indicador está no menor nível desde 14 de abril. O índice chegou a cair abaixo dos 190 mil pontos durante o pregão, refletindo um movimento de realização de lucros — venda de ações para embolsar ganhos — após recordes recentes. Essa foi a terceira queda consecutiva do Ibovespa, que subiu apenas um dia nas últimas sete sessões.

No acumulado da semana, a Bolsa recuou 2,55%. Ainda assim, mantém alta de 1,75% no mês e avanço expressivo de 18,38% no ano. Entre os fatores que pressionaram o índice estão o desempenho de ações ligadas ao petróleo e o ambiente externo misto, com as bolsas dos Estados Unidos em direções diferentes. No mercado norte-americano, os índices de tecnologia subiram, enquanto os de setores mais tradicionais recuaram nesta sexta-feira (24).

Petróleo dispara

Os preços do petróleo tiveram forte volatilidade nesta sexta-feira (24), refletindo tanto tensões geopolíticas quanto sinais de possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. O contrato do barril do tipo Brent para junho, referência internacional e usado como parâmetro pela Petrobras, fechou em queda de 0,22%, cotado a US$ 99,13. O petróleo WTI, do Texas (referência dos Estados Unidos), terminou cotado a US$ 94,40 por barril, com queda de 1,5% no dia.

Apesar das oscilações na sessão, o Brent acumulou alta de 16% na semana, enquanto o WTI avançou quase 13%. O movimento expressivo reflete preocupações com a oferta global de petróleo, especialmente por causa do conflito no Oriente Médio. A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto, segue crítica, com tráfego reduzido e episódios de apreensão de navios.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/24/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-bolsa-cai-com-cautela-global/feed/ 0 Dólar volta a R$ 5, e bolsa cai com tensão no Oriente Médio https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/dolar-volta-a-r-5-e-bolsa-cai-com-tensao-no-oriente-medio/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/dolar-volta-a-r-5-e-bolsa-cai-com-tensao-no-oriente-medio/#respond Fri, 24 Apr 2026 00:21:23 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/dolar-volta-a-r-5-e-bolsa-cai-com-tensao-no-oriente-medio/ O dólar voltou a fechar acima de R$ 5, e a bolsa de valores recuou nesta quinta-feira (23 de abril de 2026), em um dia marcado pela piora do cenário externo e aumento da aversão ao risco diante de novas incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.

A moeda estadunidense encerrou o dia em alta de R$ 0,029 (+0,62%), cotada a R$ 5,003. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,78%, aos 191.378,43 pontos.

Dólar inverte movimento

Após operar em queda durante boa parte do dia, o dólar ganhou força à tarde, acompanhando o movimento global de busca por ativos mais seguros. A mudança de direção ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de autoridades iranianas, que colocaram em dúvida a sustentação de um possível cessar-fogo.

Trump afirmou que um acordo com o Irã só será fechado quando for “apropriado” para os interesses norte-americanos, enquanto o governo iraniano adotou um tom mais agressivo. Também surgiram relatos de ativação de defesas aéreas no Irã, elevando a tensão.

Com isso, o dólar à vista saiu da mínima de R$ 4,94, registrada no início da tarde, para atingir a máxima de R$ 5,018 por volta das 16h40 e diminuir a alta no fim do pregão. No mercado futuro, o contrato para maio avançou 0,74%.

No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de divisas também subiu, refletindo o mesmo movimento de cautela.

Dados do Banco Central mostraram ainda saída líquida de US$ 3,2 bilhões do país em abril até o dia 17, ampliando o fluxo negativo desde o início do conflito.

Bolsa acompanha exterior

O Ibovespa seguiu a tendência negativa dos mercados internacionais e fechou em queda, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e pela baixa das bolsas em Nova York.

O índice chegou a oscilar entre 190.929 pontos na mínima e 193.346 pontos na máxima, com volume financeiro de R$ 24,9 bilhões.

O ambiente de maior risco foi intensificado após ações militares e estratégicas envolvendo o Estreito de Ormuz, região vital para o transporte global de petróleo. A apreensão de navios pelo Irã e ameaças militares dos Estados Unidos aumentaram a preocupação dos investidores.

Petróleo dispara

O petróleo teve forte alta, impulsionado pelo aumento das tensões e temores sobre o fornecimento global do combustível.

O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, fechou a US$ 105,07, com alta de 3,1%. O WTI avançou 3,11%, a US$ 95,85. Durante o dia, os preços chegaram a subir cerca de US$ 5 por barril.

O mercado reagiu a relatos de confrontos internos no Irã, ataques aéreos e à renúncia de um negociador-chave nas conversas indiretas com os EUA. Além disso, o controle mais rígido do Irã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo, aumentou o temor de interrupções no abastecimento.

A combinação de incerteza geopolítica, restrições no transporte marítimo e declarações conflitantes de autoridades mantém os mercados sob forte volatilidade.

Fonte: Agência Brasil

]]> https://www.ocafezinho.com/2026/04/23/dolar-volta-a-r-5-e-bolsa-cai-com-tensao-no-oriente-medio/feed/ 0 Emirados Árabes Unidos consideram adoção do yuan devido à escassez de dólares https://www.ocafezinho.com/2026/04/20/emirados-arabes-unidos-consideram-adocao-do-yuan-devido-a-escassez-de-dolares/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/20/emirados-arabes-unidos-consideram-adocao-do-yuan-devido-a-escassez-de-dolares/#comments Mon, 20 Apr 2026 14:41:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/20/emirados-arabes-unidos-consideram-adocao-do-yuan-devido-a-escassez-de-dolares/ 12 Comentários 🔥]]>

Edifícios modernos e barcos no Emirados Árabes Unidos. (Foto: en.mehrnews.com)

O governo dos Emirados Árabes Unidos iniciou conversas com os Estados Unidos para criar uma rede de segurança financeira. A proposta inclui a criação de uma linha de swap cambial entre o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos e o Federal Reserve.

Segundo o portal Mehr News, o governador do Banco Central dos Emirados Árabes Unidos, Khaled Mohamed Balama, apresentou essa ideia ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. Balama também discutiu o assunto com dirigentes do Federal Reserve durante encontros em Washington.

A iniciativa é vista como uma medida preventiva diante da situação de tensão militar entre os Estados Unidos e Israel, e o Irã, que já afeta a navegação e a infraestrutura energética da região do Golfo Pérsico.

As autoridades emiratenses buscam garantir liquidez em meio à redução de receitas em dólar provenientes do petróleo. A interrupção parcial do tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz provocou esse impacto direto na economia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ataques diretos ao Irã, o que gerou desconforto em Abu Dhabi. Representantes dos Emirados Árabes Unidos afirmam que a decisão arrastou o país para uma crise regional de consequências imprevisíveis.

Essa exposição crescente a riscos externos levou o Banco Central dos Emirados Árabes Unidos a considerar alternativas ao dólar. As autoridades advertiram que poderão realizar transações financeiras em yuan caso Washington não aceite a linha de swap.

Os Emirados Árabes Unidos mantêm a China como principal parceira comercial do país. Pequim atua como membro influente do BRICS e promove o uso de moedas locais nas trocas internacionais.

A possível adoção do yuan se soma à tendência de diversificação monetária observada em vários países. Sanções unilaterais e a politização do sistema financeiro motivam a busca por mecanismos alternativos de pagamento.

A medida poderia fortalecer a autonomia financeira dos Emirados Árabes Unidos. Analistas indicam que ela reduziria a exposição a choques externos provocados por conflitos regionais.

O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo mundial transportado por mar. A deterioração das condições de segurança na rota pressiona os mercados globais de energia.

Os ataques continuados contra o Irã e seus aliados ameaçam paralisar o comércio marítimo na região. Essa situação reforça a urgência de alternativas monetárias para estabilizar a economia local.


Leia também: Emirados Árabes Unidos ameaçam abandonar petrodólar e negociar petróleo em yuan


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https://www.ocafezinho.com/2026/04/20/emirados-arabes-unidos-consideram-adocao-do-yuan-devido-a-escassez-de-dolares/feed/ 12
Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-cai-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-cai-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/#respond Tue, 14 Apr 2026 15:12:04 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-cai-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/ O dólar comercial encerrou o pregão de segunda-feira cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29 por cento ante o real.

A moeda americana fechou abaixo do patamar de R$ 5,00 pela primeira vez desde 27 de março de 2024, quando havia terminado o dia próximo de R$ 4,98.

Na mesma sessão, o Ibovespa renovou o recorde histórico e fechou aos 198.001 pontos, sustentado pelo desempenho de ações ligadas a commodities de mineração e petróleo, além da entrada robusta de capital estrangeiro.

O movimento cambial acompanhou a queda registrada pelo índice DXY, referência global para o desempenho do dólar frente a outras divisas fortes.

No ambiente doméstico, o diferencial elevado de juros, o cenário positivo para os preços das commodities e o fluxo contínuo de recursos externos contribuíram para fortalecer o real.

Conforme reportou o portal Gazeta Brasil, esses elementos combinados explicam a trajetória recente da cotação.

As projeções coletadas pelo Banco Central junto a analistas de mercado sofreram ajustes moderados.

A estimativa para o dólar no encerramento de 2026 foi revisada de R$ 5,40 para R$ 5,37, enquanto para 2027 a previsão passou a R$ 5,40.

Em sentido oposto, a expectativa para o IPCA neste ano subiu de 4,36 por cento para 4,71 por cento, superando o teto de 4,50 por cento previsto no arcabouço fiscal.

O dado sinaliza pressão sobre os preços mesmo com o câmbio mais favorável.

O contexto internacional permanece volátil. As tensões no Oriente Médio provocaram alta superior a 4 por cento no barril do petróleo Brent, que se aproximou de US$ 100, enquanto o WTI também avançou com força.

Essa elevação nos preços das commodities energéticas ajudou a sustentar as ações do setor na bolsa, embora introduza riscos de repasse inflacionário no médio prazo.

Do ponto de vista histórico, o real não registrava fechamento do dólar abaixo de R$ 5,00 de maneira consistente desde o primeiro trimestre de 2024.

O intervalo entre março de 2024 e abril de 2026 foi marcado por oscilações influenciadas pela política monetária das principais economias, pelo ritmo de crescimento global e pelos fluxos de capitais.

A configuração atual revela resiliência dos ativos locais apoiada em fundamentos internos, mas mantém sob vigilância a evolução da inflação e o equilíbrio fiscal.

A valorização do real traz consequências diretas para diferentes setores da economia. Importadores ganham margem de alívio nos custos, enquanto exportadores de commodities ajustam cálculos de rentabilidade.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central deve continuar avaliando o balanço entre câmbio apreciado, inflação acima da meta e necessidade de manter a atratividade dos juros para preservar o fluxo externo.

Analistas destacam que o patamar atual do dólar não elimina incertezas estruturais, mas indica momento de força para a moeda nacional.

Participantes do mercado acompanham os próximos indicadores de preços e a reação dos investidores estrangeiros nas sessões seguintes.

O desempenho simultâneo de câmbio e bolsa demonstra capacidade de absorção de choques externos, mas reforça a importância de disciplina fiscal e de comunicação clara sobre a trajetória da inflação para evitar reversões abruptas.

O real abaixo de R$ 5,00 contra o dólar representa marco relevante, mas sua sustentação dependerá da consistência dos fatores que o impulsionaram.

Com informações de cartacapital.com.br.


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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/#respond Tue, 14 Apr 2026 03:31:05 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/14/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-pela-primeira-vez-em-mais-de-dois-anos/ Nesta segunda-feira (13 de abril de 2026), conforme dados de mercado publicados pela Agência Brasil, o dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira renovou recordes e superou os 198 mil pontos. Mesmo com o início do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos Estados Unidos, o clima no mercado financeiro melhorou após declarações do presidente Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.

A moeda estadunidense encerrou o dia em queda, acompanhando o movimento no exterior, enquanto a bolsa brasileira avançou impulsionada por ações de commodities (bens primários com cotação internacional) e pelo fluxo de capital estrangeiro. O dólar comercial à vista fechou a R$ 4,997, em baixa de 0,29%. A cotação está no menor valor desde 27 de março de 2024. No mês, a divisa acumula queda de 3,51% e, no acumulado de 2026, o recuo chega a 8,96%.

Após subir no início do dia, refletindo as tensões no Oriente Médio, o dólar perdeu força ao longo da tarde. A mudança de direção ocorreu após Trump afirmar que o Irã estaria interessado em negociar. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense diante de uma cesta de divisas fortes, também recuou, reforçando o movimento observado no Brasil. O euro comercial fechou esta segunda-feira vendido a R$ 5,876, com baixa de 0,02%, mantendo-se no menor valor desde o fim de junho de 2024.

Na bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, atingindo o maior nível da história. Durante o pregão, o índice chegou a superar os 198.100 pontos. O desempenho foi sustentado principalmente por ações de grandes empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada contínua de recursos estrangeiros. No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.

O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York, que também reagiram às sinalizações de distensão geopolítica. O índice Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 ganhou 1,02% e o Nasdaq avançou 1,23%. A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Os preços do petróleo avançaram, impulsionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo bloqueio de portos iranianos pelos Estados Unidos. O barril do tipo Brent fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, enquanto o WTI subiu 2,6%, atingindo US$ 99,08. Durante a maior parte do dia, ambas as cotações ficaram acima de US$ 100, mas desaceleraram após as declarações de Trump. A volatilidade continua elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região estratégica para o fluxo global de petróleo.

Fonte: Agência Brasil

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EUA intensificam críticas ao Pix ao reconhecerem ameaça real ao domínio financeiro global https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/eua-intensificam-criticas-ao-pix-ao-reconhecerem-ameaca-real-ao-dominio-financeiro-global/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/eua-intensificam-criticas-ao-pix-ao-reconhecerem-ameaca-real-ao-dominio-financeiro-global/#respond Mon, 13 Apr 2026 21:46:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/13/eua-intensificam-criticas-ao-pix-ao-reconhecerem-ameaca-real-ao-dominio-financeiro-global/ O governo dos Estados Unidos abriu investigação formal sobre o Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, alegando que ele configura prática prejudicial para empresas de cartão de crédito norte-americanas ao combinar funções de regulador, operador e usuário — segundo economistas consultados sobre o tema.

Especialistas avaliam que o incômodo americano decorre não apenas das vantagens do Pix no mercado doméstico, mas também do seu potencial de se tornar instrumento regional de liquidação financeira autônoma — fator capaz de desafiar a hegemonia do dólar. O Pix é gratuito para pessoas físicas e regulado pelo Banco Central, e supera em eficiência muitos sistemas privados baseados em taxas elevadas.

Dados oficiais mostram a dimensão do Pix: mais de 170 milhões de brasileiros com chave ativa, equivalente a cerca de 80% da população. No segundo semestre de 2025, foram processadas transações cujo valor total chegou a R$ 68,2 trilhões, enquanto o volume em número de operações foi de R$ 78,4 bilhões em pagamentos menores (casos isolados ou operados sob regimes especiais). Em janeiro de 2026, o sistema registrou mais de 7 bilhões de operações mensais. Em 2024, o Pix contabilizou 63 bilhões de transações no ano inteiro, movimentando cerca de R$ 26,4 trilhões — valor próximo de 2,5 vezes o PIB brasileiro do mesmo ano.

As críticas dos EUA incluem acusações de “práticas comerciais desleais” e questões regulatórias: o fato de o Banco Central acumular atribuições de autorizar, operar e regular o Pix seria um diferencial injusto em relação a empresas como Visa e Mastercard, conforme relatos de interlocutores americanos.

Para o professor Ruy Santacruz, da Universidade Federal Fluminense, a pressão diplomática integra estratégia mais ampla de preservação da influência geoeconômica estadunidense. Ele avalia que Washington busca conter sistemas que possam corroer sua centralidade financeira global. Hugo Garbe, economista-chefe da G11 Finance & Restructuring, destaca que o Pix assume caráter simbólico ao extrapolar fronteiras, demonstrando que soberania tecnológica e monetária nacional é viável.

Relatórios especializados apontam perigos concretos para o modelo americano de cartões caso o Pix amplie sua atuação internacionalmente, sobretudo na América Latina. Entre os riscos citados estão redução de tarifas de intercâmbio, taxas de câmbio menos favoráveis e diminuição das margens de lucro tradicionalmente associadas ao sistema de crédito internacional.

No Brasil, o Pix é tratado como ativo estratégico. O Banco Central mantém regulação própria, com envolvimento do setor público e privado, preservando independência sobre padrões operacionais e estrutura tarifária. O sistema tem contribuído para inclusão financeira: estimativas indicam que cerca de 60 milhões de brasileiros que não dispõem de cartão de crédito utilizam o Pix para suas transações.

Em cenário eleitoral, o tema tende a ganhar peso simbólico. Especialistas apontam que críticas estrangeiras operam como oportunidade para reafirmar soberania nacional. Países vizinhos já demonstram interesse no modelo brasileiro: a Colômbia avalia adoção de sistema similar para aumentar autonomia cambial e diminuir dependência de redes de pagamento dos EUA. A disputa alcança questões de autoridade econômica global.

Conclusão: a escalada americana de críticas ao Pix revela que a disputa monetária extrapola interesses comerciais. Um sistema público que oferece serviço gratuito a grande parte da população e supera grandes corporações privadas mostra que infraestruturas tecnológicas digitais se tornaram campo central de poder global. O que está em jogo não são apenas lucros com taxas, mas quem estabelece as regras do sistema financeiro mundial.

Com informações de portuguese.news-pravda.com.

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Stablecoins devem revolucionar pagamentos globais com adoção acelerada https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-devem-revolucionar-pagamentos-globais-com-adocao-acelerada/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-devem-revolucionar-pagamentos-globais-com-adocao-acelerada/#respond Sat, 11 Apr 2026 16:46:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-devem-revolucionar-pagamentos-globais-com-adocao-acelerada/ O volume de transações com stablecoins pode atingir US$ 28 trilhões em 2025 — e US$ 719 trilhões até 2035, segundo projeção da Chainalysis. O dinheiro digital estável deixou de ser nicho e está se tornando infraestrutura.

Essas moedas digitais, projetadas para manter um valor estável, estão rapidamente se tornando um pilar central da infraestrutura de pagamentos globais. De acordo com um relatório recente da empresa de análise blockchain Chainalysis, o volume total de transações de stablecoins em todo o mundo pode atingir US$ 1,5 quadrilhão na próxima década, refletindo um potencial de crescimento sem precedentes para essa tecnologia.

Prevê-se que, nas próximas duas décadas, cerca de US$ 100 trilhões em riqueza serão transferidos entre gerações, movendo-se em direção a grupos mais jovens que são mais inclinados a usar ferramentas financeiras digitais. Gerações como a Z e os Millennials, segundo o relatório, estão geralmente mais confortáveis com o uso de ativos digitais em comparação com as gerações mais antigas, uma tendência que provavelmente acelerará a adoção de stablecoins para transações cotidianas.

Outro fator crucial que impulsiona essa transição é a crescente integração das stablecoins nas infraestruturas de pagamento e sistemas de comerciantes. A Chainalysis enfatiza que, em um futuro próximo, realizar pagamentos com stablecoins pode se tornar tão comum que os usuários talvez nem percebam que estão transacionando com criptomoedas. Além disso, avanços no comércio impulsionado por IA são esperados para facilitar ainda mais os pagamentos com ativos digitais.

O relatório também destaca que o potencial de rápido crescimento no uso de stablecoins incentivou grandes players do setor financeiro a agir. O lançamento do Bridge pela Stripe e a aquisição da BVNK pela Mastercard são citados como indicações claras de que as stablecoins entraram firmemente na infraestrutura de pagamentos mainstream.

Enquanto isso, reguladores continuam suas avaliações sobre os potenciais riscos associados às stablecoins. Um estudo recente publicado pela Casa Branca não encontrou evidências concretas de que os rendimentos das stablecoins tenham um impacto negativo na atividade de empréstimo bancário, atenuando algumas preocupações anteriores sobre o potencial disruptivo do setor.

Um conselheiro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, destacou que as stablecoins poderiam abrir novos canais de depósito para o sistema bancário americano, dependendo em grande parte de como as estruturas de emissão e reserva são projetadas. A perspectiva do conselheiro alimentou ainda mais o debate sobre se as stablecoins poderiam reforçar, em vez de minar, a continuidade do sistema financeiro.

Com a mudança demográfica, o avanço das tecnologias e a crescente aceitação entre empresas globais, o impulso por trás da adoção das stablecoins mostra poucos sinais de desaceleração. Especialistas acreditam que a próxima década pode ver as stablecoins se tornarem uma camada quase invisível do tecido financeiro digital.

Segundo o relatório, a integração acelerada das stablecoins nos sistemas de pagamento globais marca uma evolução significativa em como o valor econômico é trocado. Instituições financeiras estabelecidas e desafiantes movidos pela tecnologia estão ansiosos para definir a próxima era das finanças.

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Stablecoins podem revolucionar pagamentos globais e desafiar bancos tradicionais https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-podem-revolucionar-pagamentos-globais-e-desafiar-bancos-tradicionais/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-podem-revolucionar-pagamentos-globais-e-desafiar-bancos-tradicionais/#respond Sat, 11 Apr 2026 14:48:03 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/11/stablecoins-podem-revolucionar-pagamentos-globais-e-desafiar-bancos-tradicionais/ US$ 1,5 quadrilhão. É o volume anual de transações com stablecoins que a Chainalysis projeta para 2035 — e o número que pode redesenhar toda a infraestrutura de pagamentos globais. Atualmente vistas como ferramentas de nicho no universo das criptomoedas, as stablecoins estão se transformando em uma força dominante no cenário financeiro.

Segundo o relatório da Chainalysis, essas moedas digitais já processaram US$ 28 trilhões em transações econômicas reais em 2025, com volumes ajustados crescendo a uma taxa anual composta de 133% desde 2023. Mesmo sem grandes mudanças estruturais, essa trajetória de crescimento poderia elevar os volumes anuais para cerca de US$ 719 trilhões até 2035. No entanto, dois fatores principais poderiam mais do que dobrar esse número.

O primeiro fator é uma transferência de riqueza intergeracional histórica, que deve movimentar cerca de US$ 100 trilhões dos Baby Boomers para os Millennials e a Geração Z entre 2028 e 2048. Essas gerações mais jovens têm maior propensão a usar criptomoedas como ferramenta financeira padrão, com cerca de metade já tendo possuído ativos digitais. A Chainalysis estima que essa mudança demográfica sozinha poderia adicionar US$ 508 trilhões ao volume anual de transações com stablecoins até 2035.

O segundo fator é a integração das stablecoins no comércio cotidiano. À medida que a aceitação nos pontos de venda se torna comum, essas moedas podem passar de um método de pagamento especializado para uma infraestrutura financeira incorporada, adicionando mais US$ 232 trilhões ao volume anual. Juntas, essas forças posicionariam as stablecoins para superar o mercado global de pagamentos transfronteiriços de aproximadamente US$ 1 quatrilhão e potencialmente rivalizar ou exceder redes de cartões tradicionais como Visa e Mastercard entre 2031 e 2039.

Um tema central do relatório da Chainalysis é o papel cada vez mais construtivo dos reguladores em possibilitar esse crescimento. Desenvolvimentos legislativos recentes nos EUA, como a Lei GENIUS, evidenciam que os formuladores de políticas estão começando a tratar as stablecoins como infraestrutura financeira fundamental, em vez de instrumentos especulativos. Essa clareza regulatória está emergindo como um pré-requisito para a adoção institucional, com gigantes de pagamentos e fintechs já se posicionando para um sistema financeiro híbrido baseado tanto em trilhos tradicionais quanto em blockchain.

O crescimento projetado das stablecoins está intensificando preocupações entre as instituições financeiras tradicionais sobre a saída de depósitos e o deslocamento competitivo. A Chainalysis enquadra essa mudança como um “imperativo duplo” para os bancos: capturar fluxos de clientes cada vez mais nativos em criptomoedas ou arriscar perdê-los para ecossistemas on-chain. As stablecoins oferecem vantagens estruturais sobre os sistemas de pagamento legados, incluindo liquidação quase instantânea, disponibilidade 24/7 e custos de transação mais baixos devido à eliminação de intermediários.

À medida que essas eficiências se expandem, elas podem corroer fluxos de receita chave para os bancos, particularmente em pagamentos e transferências transfronteiriças. A perspectiva de as stablecoins se tornarem a camada de transação “padrão” no comércio levanta questões mais amplas sobre o futuro papel dos bancos no movimento de dinheiro e na provisão de liquidez.

Para os reguladores, o desafio será equilibrar a promoção da inovação com a gestão do risco sistêmico, especialmente à medida que as stablecoins começam a se cruzar mais diretamente com funções bancárias centrais. Com a adoção acelerando, o investimento institucional aumentando e os frameworks regulatórios tomando forma, o relatório sugere que a transição para trilhos de pagamento on-chain não é mais especulativa. Em vez disso, está rapidamente se tornando um campo de batalha central no futuro dos serviços financeiros.

A ascensão das stablecoins como infraestrutura de pagamento global representa uma mudança significativa no cenário financeiro, desafiando o domínio dos bancos tradicionais e redes de cartões. Para consumidores e empresas, isso pode significar transações mais rápidas e baratas. Para os bancos, é um alerta para inovar ou arriscar a irrelevância em um mundo financeiro cada vez mais digital.

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Dólar cai para R$ 5,01, e bolsa renova recorde com ajuda do exterior https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/dolar-cai-para-r-501-e-bolsa-renova-recorde-com-ajuda-do-exterior/ https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/dolar-cai-para-r-501-e-bolsa-renova-recorde-com-ajuda-do-exterior/#respond Fri, 10 Apr 2026 23:51:32 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/04/10/dolar-cai-para-r-501-e-bolsa-renova-recorde-com-ajuda-do-exterior/ O dólar voltou a cair e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos. A bolsa brasileira renovou recordes nesta sexta-feira (9), em um dia de maior apetite por risco no mercado global. O movimento ocorreu em meio à estabilidade do petróleo no exterior e à repercussão de dados de inflação no Brasil.

A moeda americana encerrou o dia em forte queda, ao mesmo tempo em que o Ibovespa registrou o nono pregão consecutivo de alta. A bolsa aproximou-se dos 200 mil pontos pela primeira vez, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pelo otimismo com o cenário internacional.

O ambiente externo mais favorável, com expectativas de redução de tensões no Oriente Médio, também contribuiu para a valorização de ativos de países emergentes, como o Brasil.

No cenário doméstico, investidores reagiram ainda à divulgação da inflação oficial de março pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador ficou em 0,88%, acima do esperado, e reforçou expectativas sobre a política de juros.

O dólar comercial fechou em baixa de R$ 0,052 (-1,02%), cotado a R$ 5,011, o menor nível desde 9 de abril de 2024. Ao longo do dia, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00. Na semana, a divisa acumulou queda de 2,9%, enquanto no ano a desvalorização acumula 8,72%.

Analistas apontam três fatores principais para a queda: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities (bens primários com cotação internacional) e o alívio geopolítico, que reduz a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Além disso, o IPCA de março acima das projeções reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil, o que aumenta a atratividade do real para investidores estrangeiros.

O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil. Foi o nono pregão seguido de ganhos e o 16º fechamento recorde, consolidando a melhor sequência da bolsa brasileira desde a semana entre 19 e 23 de janeiro. Na semana, o índice acumulou alta de 4,93%.

O principal motor do movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro em 2026. Dados do Banco Central mostram entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, conforme os dados mais recentes. Esse mesmo fluxo tem contribuído para a valorização do real em relação ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros.

No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, com investidores monitorando negociações diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, recuou 0,75%, para US$ 95,20. O barril WTI, do Texas, caiu 1,33%, a US$ 96,57. Apesar das oscilações, os preços seguem relativamente estáveis, com o mercado atento às conversas entre Estados Unidos e Irã e aos possíveis desdobramentos do conflito na região.

Fonte: Agência Brasil.

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O movimento foi impulsionado por expectativas de avanço diplomático na região, o que reduziu prêmios de risco e favoreceu ativos de países emergentes, como o Brasil.

O dólar à vista encerrou o dia em queda de R$ 0,04 (-0,77%), cotado a R$ 5,063, no menor valor desde exatamente dois anos, em 9 abril de 2024. Por volta das 14h40, a moeda chegou à mínima de R$ 5,05.

A desvalorização ocorreu em linha com o enfraquecimento global da divisa estadunidense e a melhora no cenário externo, com investidores reagindo a sinais de distensão geopolítica.

Entre os fatores que contribuíram para o alívio, estão relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pedido a Israel a redução de ataques ao Líbano, além da indicação de que o governo israelense pretende iniciar negociações.

No ano, o dólar acumula queda de 7,75% frente ao real.

O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e atingiu, pela primeira vez, o patamar dos 195 mil pontos. O índice fechou em alta de 1,52%, aos 195.129 pontos, renovando recorde.

Foi o oitavo avanço consecutivo da bolsa brasileira e o 15º fechamento histórico em 2026. O movimento foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, incluindo petroleiras e bancos.

No acumulado de abril, o índice sobe mais de 4%, enquanto no ano já avança acima de 21%.

Os preços do petróleo registraram alta moderada, mas perderam força ao longo da sessão diante de sinais de possível avanço nas negociações entre Israel e Líbano.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, fechou em alta de 1,23%, a US$ 95,92. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,66%, para US$ 97,87.

Apesar da recuperação parcial, os preços seguem influenciados pela expectativa de redução das tensões na região, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil.

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