Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, assinaram declaração conjunta que reforça a cooperação bilateral e rejeita sanções unilaterais impostas pelo Ocidente. O documento condena medidas restritivas e tarifas discriminatórias usadas para conter o desenvolvimento de outros Estados.
O comércio entre os dois países superou US$ 240 bilhões em 2025, marcando o terceiro ano consecutivo acima de US$ 200 bilhões. Nos primeiros quatro meses de 2026, o volume cresceu quase 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 85,2 bilhões.
A utilização de moedas nacionais nas transações se consolidou como estratégia para neutralizar pressões ocidentais. O ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, informou que 99,1% das operações bilaterais já são realizadas em rublos e yuanes.
A Rússia mantém posição de maior fornecedor de petróleo da China, respondendo por cerca de 20% das importações chinesas. As compras de petróleo russo pela China aumentaram mais de 40% nos primeiros meses de 2026, reforçando a segurança energética de Pequim.
Projetos de infraestrutura avançam com memorando assinado para construção dos gasodutos Força da Sibéria 2 e União-Oriente. O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, confirmou entendimento básico para execução do fornecimento de gás via Mongólia.
A cooperação nuclear se destaca com a construção das usinas de Tianwan e Xudapu. Desde 2016, mais de 90% das novas usinas nucleares globais foram construídas por empresas russas ou chinesas, segundo o diretor da Rosatom, Alexei Likhachev.
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