Jorge Messias - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/jorge-messias/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Mon, 01 Jun 2026 00:35:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Jorge Messias - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/jorge-messias/ 32 32 Lula insiste em nomeação de Jorge Messias ao STF e prepara ofensiva pessoal no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-insiste-em-nomeacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-prepara-ofensiva-pessoal-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-insiste-em-nomeacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-prepara-ofensiva-pessoal-no-senado/#respond Mon, 01 Jun 2026 00:35:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-insiste-em-nomeacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-prepara-ofensiva-pessoal-no-senado/
Senadores participam de sessão no plenário do Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ignorar a derrota sofrida em abril e insiste na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi aconselhado por lideranças do PT a fazer uma ofensiva pessoal junto aos senadores, com diálogo direto e até cartas individualizadas destacando a trajetória de Messias.

Segundo apurou o Metrópoles, integrantes do partido orientaram Lula a realizar um verdadeiro ‘tête-à-tête’ para tentar reverter a rejeição na Casa. A sabatina de Messias, realizada em abril, terminou com uma derrota classificada por aliados como ‘histórica’ para o petista.

Lula classificou a decisão do Senado como ‘puramente política’ e afirmou, em evento recente em Sergipe, que voltará a enviar o nome de Messias à Casa. ‘Eu vou mandar o Messias outra vez e por respeito à função presidencial’, declarou.

‘Sou eu que indico’, continuou o presidente. ‘O Senado não pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica’.

O presidente também demonstrou contrariedade com o desfecho e sinalizou que não aceitará a derrota sem luta. Para dar peso político à nova investida, Lula pretende reunir-se com ministros do governo em breve para tratar diretamente da articulação em torno da candidatura de Messias.

A rejeição do nome do chefe da AGU fez acender um alerta no Palácio do Planalto sobre a necessidade de um engajamento mais intenso do próprio presidente nas negociações com o Parlamento. Aliados avaliam que o perfil conciliador de Messias e sua experiência como advogado-geral da União o qualificam amplamente para a vaga, mas que o ambiente político no Senado exige mais do que currículo técnico.

A insistência de Lula também revela a disposição de não ceder à pressão de setores do Legislativo que tentam impor nomes de sua preferência para a Suprema Corte. A nova rodada de conversas diretas deve começar nos próximos dias, com o presidente em busca de votos suficientes para reverter o placar adverso anterior.

A queda de Messias em abril foi lida como um movimento de senadores insatisfeitos com a relação entre Executivo e Legislativo, e não como avaliação técnica de sua capacidade. O próprio presidente reforçou esse argumento ao dizer que não se tratou de falta de competência jurídica, mas de uma ação política deliberada.

Lula foi aconselhado a deixar claro aos senadores que a insistência em Messias é um sinal de respeito à sua trajetória profissional e à prerrogativa presidencial. A estratégia inclui ainda o envio de cartas individuais, nas quais serão listados os principais feitos do advogado-geral da União ao longo de sua carreira.

Messias construiu uma carreira sólida como procurador da Fazenda Nacional e advogado-geral da União, além de ter atuado em casos de grande relevância nacional. Sua indicação é vista por petistas como a chance de levar ao STF um ministro com visão progressista e compromisso com a defesa do Estado democrático de direito.

A reunião ministerial prevista para breve deve funcionar como alinhamento político para que os ministros reforcem, em suas áreas, a defesa da indicação de Messias. O governo também avalia a possibilidade de mobilizar a base aliada no Senado para desgastar qualquer resistência infundada ao nome escolhido pelo presidente.

Para aliados, ceder à pressão do Senado representaria um enfraquecimento perigoso da autoridade presidencial, especialmente em um momento em que o governo busca aprovar pautas econômicas e sociais importantes. A insistência no nome de Messias é, portanto, também um gesto de firmeza política.

A nova ofensiva ocorre em um contexto em que o STF tem sido alvo de disputas entre forças políticas que tentam moldar o tribunal de acordo com seus interesses. Lula, ao insistir em Messias, reafirma o princípio constitucional de que cabe ao presidente a escolha dos ministros da Suprema Corte, sem interferências externas que desvirtuem o critério de competência.

A expectativa no Palácio do Planalto é de que o movimento de Lula, aliado ao apoio de ministros e parlamentares da base, consiga reverter a rejeição e garantir a aprovação de Messias. O governo trabalha com um cenário de longo prazo, confiando na capacidade de convencimento do presidente para superar as resistências.

Enquanto isso, nomes alternativos ventilados por parte do Senado perderam força com a sinalização inequívoca de Lula de que não desistirá de seu candidato original. A postura presidencial busca assegurar que a prerrogativa de indicação ao STF permaneça como um ato exclusivo do chefe do Executivo, preservando a independência entre os poderes.


Leia também: Lula decide insistir em Jorge Messias e transforma vaga no STF em queda de braço com o Senado


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Lula intensifica pressão no Senado para reconduzir Messias ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-intensifica-pressao-no-senado-para-reconduzir-messias-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-intensifica-pressao-no-senado-para-reconduzir-messias-ao-stf/#comments Sun, 31 May 2026 10:03:35 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/31/lula-intensifica-pressao-no-senado-para-reconduzir-messias-ao-stf/ 9 Comentários 🔥]]>
O presidente Lula e o senador Jorge Messias em reunião, segundo informações da reportagem. (Foto: metropoles.com)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu orientação do Partido dos Trabalhadores para reforçar a articulação direta com senadores e reverter a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

A estratégia inclui o envio de cartas individualizadas aos parlamentares, destacando o currículo e a trajetória profissional de Messias. Segundo reportagem do portal Metrópoles, o PT sugere que Lula realize diálogos pessoais com os senadores para reverter a derrota na sabatina.

A rejeição foi classificada por aliados como um revés histórico para o governo. Lula tratará do tema em reunião com ministros, onde a recondução de Messias será prioridade.

Em evento recente, o presidente reafirmou a indicação de Messias, atribuindo a rejeição a motivações políticas. Lula descartou questionamentos sobre a competência jurídica do advogado-geral e garantiu nova indicação.

A decisão sinaliza um embate institucional com o Senado. A medida reforça a prerrogativa presidencial na escolha de ministros para a Suprema Corte.


Leia também: Lula decide insistir em Jorge Messias e transforma vaga no STF em queda de braço com o Senado


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Lula anuncia reenvio de indicação de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-anuncia-reenvio-de-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-anuncia-reenvio-de-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/#respond Sat, 30 May 2026 12:33:52 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-anuncia-reenvio-de-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/
Ilustração editorial sobre Lula anuncia reenvio de indicação de Jorge Messias ao STF após derrota no Senado. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que insistirá na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.

Lula fez a declaração em evento em Laranjeiras, Sergipe, classificando a rejeição anterior como uma questão política, não técnica.

Fiquei triste quando rejeitaram, porque não foi por incompetência jurídica ou porque tem ficha suja. Ele é um homem íntegro, mas foi derrotado por política, afirmou o presidente. E o que vai acontecer? Vou mandar o Messias outra vez.

A rejeição de Messias pelo Senado em abril representou um revés para o Palácio do Planalto. Nos bastidores, Lula sinalizou a aliados o desejo de reapresentar o nome do AGU, considerando a derrota injusta.

Um obstáculo regimental impede que indicações rejeitadas sejam reapreciadas no mesmo ano legislativo. A regra, estabelecida pela Mesa do Senado, poderia barrar nova votação sobre Messias em 2026.

Aliados do governo avaliam que a superação desse entrave é possível, pois trata-se de norma infralegal. A manobra dependeria da disposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em pautar novamente a indicação.

A insistência de Lula em Messias reflete confiança no perfil técnico e na lealdade política do advogado-geral. Messias atuou como advogado da campanha de Lula em 2018 e como subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência.

A decisão de reenviar o nome também simboliza enfrentamento político. O governo busca consolidar sua base no Legislativo e evitar enfraquecimento na autoridade presidencial sobre indicações ao STF.

A negociação com Alcolumbre será decisiva nos próximos meses. O desfecho terá implicações diretas na composição do Supremo e no equilíbrio entre os poderes da República.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: Lula desafia Senado e reenvia indicação de Jorge Messias ao STF


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Lula confirma nova indicação de Jorge Messias ao STF e critica rejeição política no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-confirma-nova-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-critica-rejeicao-politica-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-confirma-nova-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-critica-rejeicao-politica-no-senado/#comments Sat, 30 May 2026 04:51:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/30/lula-confirma-nova-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf-e-critica-rejeicao-politica-no-senado/ 12 Comentários 🔥]]>
O advogado Jorge Messias durante pronunciamento em evento oficial. (Foto: operamundi.uol.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que indicará novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Lula classificou Messias como um dos melhores advogados do país e afirmou que não há impedimento jurídico ou histórico para sua atuação na corte. A rejeição anterior pelo Senado foi motivada por razões políticas, segundo o presidente.

O presidente destacou que o Senado pode rejeitar indicações, mas defendeu que a decisão deve ser baseada em critérios objetivos. Lula argumentou que derrotar uma indicação por mera oposição política desrespeita o processo constitucional.

A primeira rejeição de Messias marcou um fato inédito na história republicana brasileira. Foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado barrou um indicado ao STF, gerando impasse institucional.

Na votação anterior, 42 senadores votaram contra e 34 a favor da indicação. A aprovação exigiria pelo menos 41 votos, margem não alcançada devido à forte articulação da oposição.

Lula reforçou a importância do diálogo político para aprovar pautas no Legislativo. Ele afirmou manter conversas com parlamentares de diferentes partidos, independentemente de alinhamento ideológico.

A visita a Laranjeiras integrou a agenda de retomada das operações da Fafen-SE. A reabertura da unidade é estratégica para reduzir a dependência externa de insumos agrícolas.

Jorge Messias atuou como advogado-geral da União no governo Lula. Sua trajetória inclui atuação destacada em direito público e defesa de políticas sociais do governo federal.

Leia mais sobre o assunto na operamundi.uol.com.br.


Leia também: Alcolumbre pediu ajuda a Lula antes de rejeitar indicação de Messias ao STF


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Lula desafia Senado e reenvia indicação de Jorge Messias ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/lula-desafia-senado-e-reenvia-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/lula-desafia-senado-e-reenvia-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf/#respond Fri, 29 May 2026 16:41:40 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/29/lula-desafia-senado-e-reenvia-indicacao-de-jorge-messias-ao-stf/
Ilustração editorial sobre Lula desafia Senado e reenvia indicação de Jorge Messias ao STF. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que insistirá na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Em evento no Rio de Janeiro, Lula afirmou que reenviará o nome ao Senado, apesar da rejeição anterior pela Casa.

Lula atribuiu a derrota de Messias a uma articulação política, defendendo a integridade do indicado. O presidente rejeitou questionamentos sobre a competência jurídica ou conduta ética do advogado-geral da União.

Fiquei triste quando rejeitaram, porque não foi por incompetência jurídica ou porque tem ficha suja. Ele é um homem íntegro, mas foi derrotado por política, declarou Lula. A fala reforça a percepção do governo de que a avaliação do currículo do indicado foi secundária nas negociações partidárias.

Segundo a Carta Capital, Lula já sinalizava a aliados que a rejeição fora uma injustiça. O presidente considera que Messias preenche os requisitos técnicos e de notório saber jurídico exigidos pela Constituição para a Suprema Corte.

A reapresentação do nome enfrenta um obstáculo regimental do Senado. A Mesa da Casa proíbe a reapreciação, na mesma sessão legislativa, de indicações já rejeitadas pelo plenário.

O entrave técnico poderia ser flexibilizado com a anuência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Aliados do governo acreditam que a vontade política do comando da Casa pode superar o impedimento, permitindo nova votação ainda em 2026.


Leia também: Lula decide insistir em Jorge Messias e transforma vaga no STF em queda de braço com o Senado


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Jorge Messias e Jaques Wagner jantam após rejeição da indicação ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/jorge-messias-e-jaques-wagner-jantam-apos-rejeicao-da-indicacao-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/jorge-messias-e-jaques-wagner-jantam-apos-rejeicao-da-indicacao-ao-stf/#respond Tue, 26 May 2026 12:42:30 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/26/jorge-messias-e-jaques-wagner-jantam-apos-rejeicao-da-indicacao-ao-stf/
Ilustração editorial sobre Jorge Messias e Jaques Wagner jantam após rejeição da indicação ao STF. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, realizou um jantar com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), em Brasília. Este foi o primeiro encontro entre os dois desde a rejeição da indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes da rejeição, Messias havia expressado desconfiança em relação a possíveis traíções por parte de Wagner, mas posteriormente retomou contato e fez gestos ao senador. Messias e Wagner mantêm uma relação de amizade, e Messias havia atuado como chefe de gabinete de Wagner antes de assumir a AGU em 2023.

O encontro acontece em um contexto em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a aliados a intenção de insistir com a indicação de Messias ao STF, conforme revelou a coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles. Na segunda-feira, o secretário especial para Assuntos Jurídicos do Palácio do Planalto, Marcelo Weick, e o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges Filho, publicaram um artigo no portal Jota defendendo a prerrogativa de Lula de reenviar a indicação.

A indicação anterior foi rejeitada devido a pressões de setores do centrão e críticas da oposição, mas o presidente Lula avalia que a correlação de forças no Senado pode sofrer alterações. O encontro entre Messias e Wagner pode ser um passo importante para uma nova tentativa de nomeação.

Leia mais sobre o assunto na metropoles.com.


Leia também: Wagner e Alcolumbre não se falam desde derrota de Messias no Senado


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Lula avalia estratégia regimental para reapresentar Messias ao STF após derrota no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/lula-avalia-estrategia-regimental-para-reapresentar-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/lula-avalia-estrategia-regimental-para-reapresentar-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/#respond Mon, 18 May 2026 22:50:18 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/lula-avalia-estrategia-regimental-para-reapresentar-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/
O presidente Lula conversa com o advogado-geral da União, Jorge Messias, em evento oficial. (Foto: cartacapital.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua base no Congresso Nacional avaliam uma manobra regimental para reapresentar o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão surge após a rejeição do advogado-geral da União pelos senadores em votação realizada no final de abril, quando o indicado não alcançou os votos necessários para aprovação.

De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, a norma que impede a reapreciação de uma indicação no mesmo ano legislativo não possui força legal absoluta, mas sim caráter infralegal. A superação desse obstáculo dependeria de articulação política com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atual líder da casa.

Lula atribui a derrota de Messias a disputas internas no Congresso, descartando qualquer questionamento sobre sua capacidade técnica. Para o governo, a rejeição refletiu pressões políticas desproporcionais, sem relação direta com o mérito da indicação.

A relação entre o Planalto e a presidência do Senado tem sido um ponto de tensão. Além disso, o suposto alinhamento de Messias com o ministro do STF André Mendonça gerou resistência em setores do Congresso, contribuindo para o resultado negativo.

Outro fator de tensão envolve o Caso Master e investigações que atingem figuras como o empresário Daniel Vorcaro. Parlamentares teriam usado a votação para pressionar o governo, sinalizando oposição ao avanço das apurações da Polícia Federal.

Lula reafirmou que não interferirá nas investigações em curso, que seguem sob supervisão do STF e respeitam os trâmites legais. A Polícia Federal mantém suas diligências sem ingerência externa.

Jorge Messias demonstrou disposição para enfrentar nova sabatina, desde que as condições políticas sejam favoráveis. O advogado condiciona a reapresentação de seu nome à garantia de apoio majoritário no Senado, evitando novo desgaste público para a Advocacia-Geral da União (AGU).

A estratégia para assegurar essa maioria inclui o atendimento de demandas históricas do Legislativo, como a liberação de emendas parlamentares. O Palácio do Planalto reconhece que o apoio a pautas congressistas é fundamental para reduzir resistências.

Integrantes da AGU defendem que a instituição deve ser preservada de desgastes desnecessários. A orientação interna é oficializar nova indicação apenas quando houver segurança jurídica e política sobre o resultado.

A insistência no nome de Messias reflete a confiança de Lula em um quadro técnico leal ao projeto de desenvolvimento nacional. O governo busca consolidar um judiciário alinhado aos princípios constitucionais e à soberania brasileira.

A articulação com o Senado é vista como essencial para garantir magistrados comprometidos com os direitos sociais e a ordem constitucional. Lula segue empenhado em unificar sua base aliada para superar os obstáculos regimentais.

Leia mais sobre o assunto na Carta Capital.


Leia também: Lula avalia nova indicação de Messias ao STF após derrota no Senado


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Aliados de Messias buscam precedente de Moraes para viabilizar nova indicação ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/aliados-de-messias-buscam-precedente-de-moraes-para-viabilizar-nova-indicacao-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/aliados-de-messias-buscam-precedente-de-moraes-para-viabilizar-nova-indicacao-ao-stf/#respond Mon, 18 May 2026 15:19:38 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/aliados-de-messias-buscam-precedente-de-moraes-para-viabilizar-nova-indicacao-ao-stf/
Jorge Messias é fotografado por jornalistas e público em evento. (Foto: metropoles.com)

Aliados do advogado-geral da União, Jorge Messias, estão explorando um precedente envolvendo o ministro Alexandre de Moraes para tentar viabilizar uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal ainda em 2026. A estratégia surge após a rejeição histórica de Messias pelo Senado, situação que não ocorria desde 1894.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou a aliados que pretende insistir no nome de Messias para a vaga na Corte. No entanto, um ato da Mesa Diretora do Senado, editado em 2010, impede que uma autoridade rejeitada tenha seu nome analisado novamente na mesma legislatura, o que representa um obstáculo significativo para uma nova tentativa ainda neste ano.

Os aliados de Messias enxergam uma possível saída na negociação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Em 2005, Alexandre de Moraes enfrentou situação semelhante quando sua indicação para o Conselho Nacional de Justiça foi rejeitada inicialmente pelo Senado, obtendo apenas 39 votos dos 41 necessários.

Na ocasião, uma nova votação foi realizada após alegações de problemas regimentais e confusão no plenário. Renan Calheiros, então presidente do Senado, conduziu a nova deliberação que resultou na aprovação de Moraes para o CNJ.

Este episódio é visto como um precedente que poderia ser usado para flexibilizar a regra e permitir uma nova votação para Messias. No entanto, isso exigiria uma negociação cuidadosa com Alcolumbre, que tem sinalizado esperar o resultado das eleições de outubro antes de tratar de nova indicação ao STF.

A rejeição de Messias pelo plenário do Senado, com 42 votos contra e 34 a favor, marcou uma derrota expressiva para o governo Lula. A tentativa de reverter essa decisão por meio de um precedente histórico demonstra a complexidade das negociações políticas no Brasil e a importância estratégica das indicações ao Supremo.

Segundo o portal Metrópoles, a situação de Messias e a busca por precedentes legais refletem a dinâmica política atual, onde a articulação institucional é determinante para o avanço de agendas governamentais. O desfecho dependerá fundamentalmente da disposição de Alcolumbre em abrir espaço para uma nova deliberação antes do fim da legislatura.


Leia também: Lula avalia nova indicação de Messias ao STF após derrota no Senado


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Wagner e Alcolumbre não se falam desde derrota de Messias no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/wagner-e-alcolumbre-nao-se-falam-desde-derrota-de-messias-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/wagner-e-alcolumbre-nao-se-falam-desde-derrota-de-messias-no-senado/#respond Mon, 18 May 2026 13:21:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/18/wagner-e-alcolumbre-nao-se-falam-desde-derrota-de-messias-no-senado/
Jaques Wagner discursa no Plenário do Senado Federal. (Foto: Wikimedia Commons)

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, do PT da Bahia, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, estão sem diálogo desde a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo apuração do portal Metrópoles, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende insistir na indicação de Messias, embora ainda não tenha definido quando fará o novo envio ao Senado.

O estremecimento entre os dois senadores decorre da preferência de Alcolumbre pelo nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para a vaga no STF. Wagner afirmou em entrevista que sua função como líder do governo é dialogar com todos os senadores, mas reconheceu que a relação com o presidente da Casa ficou comprometida após o episódio.

O senador baiano fez questão de ressaltar que, apesar de ocupar a liderança do governo, não tem influência sobre as decisões do presidente Lula quanto a indicações. A posição de Wagner evidencia os limites de sua atuação como articulador político, especialmente em temas sensíveis como nomeações para o Supremo.

Aliados de Wagner avaliam que sua experiência e habilidade política serão fundamentais para restabelecer o diálogo com Alcolumbre nos próximos meses. O senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, tem atuado como mediador para diminuir a tensão, mantendo conversas frequentes com o presidente do Senado.

Alencar preside a Comissão de Constituição e Justiça, colegiado responsável por sabatinar indicados ao STF, e é considerado interlocutor de confiança tanto de Lula quanto de Wagner. O senador baiano defende a retomada urgente da interlocução política entre o governo e o comando do Senado.

O cenário atual expõe as dificuldades do governo Lula para articular sua base no Congresso, onde não dispõe de maioria consolidada. A insistência do presidente na indicação de Messias demonstra a importância estratégica dessa nomeação para o Executivo, mesmo diante da resistência já manifestada por parte dos senadores.

A participação direta de Lula nas articulações pode ser determinante para superar as resistências e viabilizar a aprovação do nome de Messias em nova votação. O resultado dessa disputa terá impacto direto sobre a capacidade do governo de avançar com suas pautas prioritárias no Legislativo.


Leia também: Alcolumbre pediu ajuda a Lula antes de rejeitar indicação de Messias ao STF


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Jorge Messias sinaliza que permanecerá na AGU após rejeição no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/jorge-messias-sinaliza-que-permanecera-na-agu-apos-rejeicao-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/jorge-messias-sinaliza-que-permanecera-na-agu-apos-rejeicao-no-senado/#respond Mon, 11 May 2026 09:41:44 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/11/jorge-messias-sinaliza-que-permanecera-na-agu-apos-rejeicao-no-senado/
Jorge Messias, ministro da AGU, durante pronunciamento. (Foto: metropoles.com)

O advogado-geral da União Jorge Messias indicou a aliados que deve permanecer no comando da AGU mesmo após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado Federal.

A informação foi compartilhada em conversas recentes com figuras próximas, incluindo o senador Otto Alencar, do PSD baiano. Ela reflete a avaliação de que sua base natural de atuação está no órgão.

Messias considera a Advocacia-Geral da União o espaço onde pode contribuir de forma mais eficaz para o governo federal. Entre os fatores que pesaram na decisão está a possibilidade de evitar desgastes associados à chamada agenda policial, que tem gerado tensões políticas.

Procurador federal de carreira, o advogado-geral chegou a cogitar sua saída do governo após a derrota no Senado. Aliados, no entanto, o convenceram a repensar a decisão, e a permanência na AGU ganhou força como a melhor alternativa.

Uma possível transferência para o Ministério da Justiça foi considerada inicialmente, mas a avaliação atual aponta para a continuidade no comando da AGU. A liderança do ministério por Ricardo Lewandowski, um aliado, também foi levada em conta na análise interna.

Messias se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir seu futuro no governo. A reunião não resultou em decisão final, e novas conversas entre os dois devem ocorrer para definir os próximos passos.

De acordo com o portal Metrópoles, Messias avalia que sua permanência na AGU permitirá uma atuação mais alinhada com suas prioridades e com as demandas do governo federal. A decisão final sobre seu futuro ainda depende de uma definição conjunta com o presidente Lula.


Leia também: Lula avalia nova indicação de Messias ao STF após derrota no Senado


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Uirá Azevêdo e Rogerio Dultra: Ainda Messias, fogo amigo, o “esgotamento do Lulismo” e as eleições de 2026 https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/uira-azevedo-e-rogerio-dultra-ainda-messias-fogo-amigo-o-esgotamento-do-lulismo-e-as-eleicoes-de-2026/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/10/uira-azevedo-e-rogerio-dultra-ainda-messias-fogo-amigo-o-esgotamento-do-lulismo-e-as-eleicoes-de-2026/#comments Sun, 10 May 2026 16:10:36 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=245235 22 Comentários 🔥]]> Ainda Messias, fogo amigo, o “esgotamento do Lulismo” e as eleições de 2026

Por Uirá Azevêdo* e Rogerio Dultra**

Passada mais de uma semana da votação no plenário do Senado que rejeitou o nome de Jorge Messias para o STF, é importante repassar algumas das percepções que circularam sobre esse episódio em termos de leitura e avaliação da conjuntura política atual, do exercício de projeção dela para as eleições deste ano e para o futuro do projeto social encarnado pelos governos Lula.

O evento da sabatina foi, desde o anúncio do nome ainda em novembro, um teste coletivo: cada lado esperava um resultado para cravar sua posição e confirmar o que já queria dizer. A votação em si foi o ponto culminante de uma tensão acumulada por cinco meses.

O contexto que girou em torno dela, entre o anúncio do nome, a espera da reação política até o efetivo envio da comunicação ao Senado, a marcação da data para sabatina e votação no pleno, transformou essa votação específica numa espécie de símbolo político, uma antecipação das urnas de outubro próximo que selaria o destino da reeleição de Lula.

Concretizada a derrota, o fato de que uma rejeição ao nome indicado pelo Presidente não acontecia desde 1894 pintou tudo com um verniz de tragédia histórica. Deu combustível para uma série de explicações e acusações no mínimo precipitadas.

Colocando isso por enquanto de lado, o que o episódio também fez sentir no campo das esquerdas foi que, em meados de 2026, ainda pairam sobre nós não só o espectro, mas também as consequências do golpe de 2016.

Ficou claro que a subsequente ascensão da extrema direita no Brasil em 2018 e a tentativa de golpe de 08 de janeiro de 2023 manifestam sua influência e herança no Congresso Nacional nos dias que correm.

Entretanto, a conjuntura atual traz uma novidade “sistêmica”: a desidratação da crença generalizada na capacidade política de reação do Poder Executivo em oposição direta à ampliação da força política e orçamentária do Congresso.

O cenário atual, reforçado pelos eventos da última semana no Senado e pelo inédito empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em diversos levantamentos no mês de abril do ano eleitoral, sugere um caminho desafiador para a reeleição do atual presidente e aponta para uma ameaça real às instituições da República de 1988.

Por outro lado, o projeto de oposição navega agora sem o trunfo da novidade do candidato “antissistema”, como foi Jair Bolsonaro. E, dadas as manifestas fragilidades do atual candidato do PL, perdura a ameaça de uma desconstrução sem precedentes de sua biografia durante a campanha.

Mas aqui, partimos da premissa de que o jogo da sucessão está submetido ao descomunal acúmulo de forças da extrema direita no Congresso – com a evidente aproximação do centrão às suas hostes. Consideramos também que, desde 2002 – ou seja, há um quarto de século -, o PT só perdeu uma eleição, em 2018, pelo “simples” fato de Lula ter sido retirado da campanha à força.

Vamos nos deter um pouco nestes movimentos da história política do país, a fim de construir um quadro que jogue luzes sobre os acontecimentos recentes e sobre as eleições vindouras.

O “esgotamento do Lulismo”

O “Lulismo”, categoria analítica criada pelo cientista político André Singer em artigos e livros importantes no debate da conjuntura brasileira, aponta características estruturais do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, especialmente a partir de 2002.

Como se sabe, a primeira eleição de Lula operou uma alteração em sua postura histórica comparativamente à do PT (de enfrentamento ideológico esquerda x direita ou “reformismo forte”) na direção de um projeto de redução da pobreza sem enfrentamento da ordem econômica vigente (mudança social em conciliação com o capital ou “reformismo fraco”).

Estes movimentos – que para Singer não significam apenas uma estratégia pragmática, mas uma mudança ideológica – paradoxalmente afastaram as classes médias do projeto lulista a partir de 2006, mas promoveram um avizinhamento de Lula e do seu novo governo às classes populares.

O Estado brasileiro, sob Lula, nas palavras de Luiz Werneck Vianna, operou uma revolução passiva: incorporou, sob seu guarda-chuva, diversos interesses sociais, promovendo mudança e inclusão, mas evitando o conflito.

Ainda seguindo as pistas de Singer, os pactos orquestrados pelo lulismo original entraram em crise com a tentativa de Dilma Rousseff de aprofundar o tal do “reformismo forte”.

Com um “ensaio desenvolvimentista”, o enfrentamento do capital financeiro (juros baixos e intervencionismo, especialmente no primeiro governo) e o rompimento com o PMDB, Dilma caminhou paulatinamente para o cadafalso.

Sem a base organizada de uma mobilização popular preparada para o conflito e em rota de colisão com o sistema político e econômico, a crise que levou ao seu impeachment foi praticamente inevitável.

A aparição da Lava-Jato – como uma nova manifestação de lawfare depois do insucesso político do golpe judicial do mensalão – foi a cereja do bolo que fez o bonde andar a partir dali.

O antipetismo e o antilulismo, amplificados pelos meios de comunicação de massa, pela oposição declarada de Eduardo Cunha – então Presidente da Câmara de Deputados – e pelas pautas-bomba, impediram a governabilidade de Dilma em seu segundo mandato e embalaram o nascimento do extremismo de cariz fascista.

Como se sabe, Lula não somente sobreviveu ao golpe de 2016, ao golpe de sua prisão por Sergio Moro e Deltan Dallagnol em 2018 (com o TRF4, “com o STF, com tudo”), mas voltou Presidente da República e encontrou um cenário menos propício para a sua política de conciliação de classes.

A estratégia geral de conciliação sofreu um deslocamento, visto que o congresso estava ainda mais fragmentado e à direita. A base social do lulismo, antes relativamente indisputada, tomou novo rumo com a simbiose entre setores do pentecostalismo religioso e a extrema-direita.

Sob novo contexto, Lula negociou com o Congresso, mas com a corda esticada, o que o tornou mais indisposto a grandes concessões.

A derrota na indicação de Jorge Messias para o STF e os sucessivos enfrentamentos sofridos pelo governo no Congresso Nacional não dizem respeito apenas ao quadro eleitoral inaugurado pela extrema-direita, mas à dúvida sobre se (e a defesa de que) o lulismo não teria mais lugar como cenário e aposta política para um projeto de poder da esquerda brasileira.

Lula 3 se apresentou, assim, mais calejado, menos beneplácito, tratou as emendas ao orçamento na ponta da faca (com uma ajuda ambivalente de Dino e do STF), demitiu indicados e trocou ministérios do centro quando as votações não seguiram os acordos. Também não indicou ministros do STF palatáveis e voltou a fortalecer a autonomia da PF para operações politicamente incômodas, por exemplo.

Nesse sentido, por suas premissas analíticas, talvez o próprio André Singer teria dificuldade de qualificar Lula 3 exatamente como “lulista”, pelo menos não com a mesma régua de Lula 1 e Lula 2.

Messias, Jaques Wagner e a política de conciliação

Uma das críticas mais recorrentes na última semana foi dirigida ao Senador Jaques Wagner, líder do governo do Senado. Wagner foi acusado de ser o epítome, a síntese e o símbolo do esgotamento da política de conciliação, especialmente quando diante de uma enxurrada acachapante de “traições” e de sucessivas derrotas no Senado.

Parte dessa crítica, aliás, veio de dentro do próprio campo progressista. Pouca gente chamou a atenção para o fato de que setores da esquerda também torceram os narizes para o nome de Messias quando escolhido por Lula em novembro passado.

Muitos movimentos queriam poder reivindicar para si a prerrogativa de indicar um nome, cobrar de Lula esse direito quase natural, de ter uma ministra do Supremo para chamar de sua. Os movimentos feminista e racial, especialmente, tinham expectativas (legítimas) que foram frustradas.

Com a derrota de Messias, parte da esquerda sentiu meio que um alívio. “Eu te disse”, “eu avisei”, “você não me obedeceu”. A derrota foi quase celebrada como confirmação, com muita gente querendo se vingar um pouco de Lula pelo pecado de não ter obedecido às listas de nomes que surgem nas colunas, nos grupos de whatsapp, nas redes sociais, nas vozes dos movimentos populares.

Mas há algo mais aí do que erro de análise. Responsabilizar o governo pela derrota que eles mesmos sofreram, tem nome: transferência de culpa, projeção ou proteção de autoestima. A angústia de ter perdido precisa de um culpado imediato, e o culpado mais cômodo é sempre aquele que estava mais à vista.

Essa leitura, porém, ofusca o verdadeiro alvo. Invisibiliza a direita como agente real da derrota e distribui culpa onde não há causa. É uma análise que, no limite, faz pela oposição um trabalho que é melhor deixar apenas com ela.

A impressão que temos é que este ataque parte de uma avaliação superficial e até perversa do personagem e do ocorrido. Não só porque Wagner sempre se caracterizou pela postura conciliadora, não sendo nenhuma surpresa seu entendimento de que derrotas devem ser encaradas de forma pragmática. Mas porque o Senador baiano teve uma atitude explícita de promover constrangimento a Alcolumbre, ficando na sua frente como que a cobrar um compromisso rompido e forçando um abraço, mal interpretado depois.

Na nossa perspectiva, o “problema” de Jaques Wagner não deriva dele representar a política de conciliação do lulismo – visto que o governo tem feito enfrentamentos no processo legislativo quando necessário e inclusive sofrendo derrotas (a base do governo no Senado, ao não “conciliar” na votação da anistia aos golpistas, é o exemplo cabal de que o enfrentamento é a opção tática em relação à extrema-direita).

Assim, esta superexposição da figura do líder do Senado à execração pública pode ser explicada de forma muito mais consistente pelo fato dele ser um “anteparo” político de Lula, ou pela simples hipótese de “fogo amigo”. Parta-se do fato, por exemplo, de que Wagner não está sob a zona de influência do PT de São Paulo e que este – e sua fome de influência política e de controle do processo – já fez anteriormente movimentos semelhantes.

A alternativa a Wagner na liderança do governo no Senado seria alguém para fazer enfrentamento direto a Alcolumbre? É essa a tática de superação da política de conciliação? No momento em que estamos, a cinco meses das eleições, não parece fazer sentido algum.

Ou até faz sentido: o requentar da velha estória da “necessidade de autocrítica do PT”. Aparentemente setores progressistas não somente internalizaram como gostaram desta narrativa “Globonews”. Passamos a fazer o trabalho deles.

A crítica a Wagner é sintomática, mas a explicação da derrota de Messias está em outro lugar.

O caso Messias e o STF

É preciso lembrar que a vaga em questão não estava prevista. Barroso antecipou sua aposentadoria; algo que não era esperado. Algumas análises apontam que para Alcolumbre, o bônus que caiu no colo de Lula era, na sua leitura, uma vaga “do Congresso”, como as do TCU, onde o legislativo tem “quota”. Como queria Rodrigo Pacheco, nome que Lula defendia e defende para ser candidato ao governo em MG, Alcolumbre se vingou ao se considerar preterido.

Esse jogo de vaidades institucionais, porém, foi frequentemente apagado pela crítica de que Messias teria caído por ser ‘mais uma’ indicação pessoal de Lula.

Diga-se, para efeitos de registro, que historicamente as indicações do PT ao STF em geral não se caracterizaram pela questão pessoal (Carmen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski e, mais recentemente, Flávio Dino).

As exceções seriam Dias Toffoli (ex-advogado do PT), Christiano Zanin (ex-advogado de Lula) e o próprio Messias (AGU durante os governos do PT). A questão, apesar das exceções, nos parece ser de outro jaez e é mais grave e profunda.

Por um lado, a indicação de perfis capazes de garantir em abstrato as políticas de governo, é uma recorrência para qualquer Presidente. A Constituição assim autoriza e foi assim concebida. Não à toa, André Mendonça e Nunes Marques estão aí para provar que cada mandatário, com os votos que tem, indica como acha mais aderente ao momento político do país.

De outro lado, o escândalo do Banco Master, que reverbera não somente em figuras políticas da extrema-direita, mas em Ministros do STF (especialmente em Dias Toffoli e Alexandre de Moraes), trouxe farto combustível para as críticas ao próprio Supremo enquanto instituição.

Criticado pelo excesso de ativismo judicial – leia-se: o caráter político de sua operação -, o Supremo Tribunal Federal lida agora com acusações de proximidade indevida com o poder econômico e suas implicações e influências nas decisões jurídicas de determinados Ministros.

O projeto político autoritário, encampado como horizonte de sentido da extrema-direita e seus representantes, como é o caso do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, não convive com a possibilidade de controle institucional organizado.

O próprio governo Bolsonaro escancarou seus alvos de forma expressa: os diferentes (negros, pobres, quilombolas, indígenas, população LGBTQIAP+, as esquerdas etc) como inimigos sociais e as instituições, em especial o STF (que foi corporificado retoricamente na pessoa de Moraes), como inimigos políticos.

Este projeto continua ativo e, a partir de uma articulação global, tem se institucionalizado como plataforma absorvida e encampada pela direita tradicional.

Portanto, a reprovação de Messias para o STF diz mais sobre as estratégias corporativas do congresso e do seu envolvimento com o escândalo do Banco Master do que propriamente das escolhas “pessoais” do Presidente da República.

Caminhos para 2026: o “lulismo” precisa de outro nome?

É preciso construir uma postura de enfrentamento ideológico de fundo à extrema-direita. Não somente no congresso e na construção de um verdadeiro projeto alternativo, que recupere a compreensão de que o capital precisa ser institucionalizado e subordinado ao povo (como é o caso da proposta da derrota da escala 6×1 no Congresso, por exemplo).

Esse projeto alternativo precisa enfrentar o que a narrativa da falsa simetria esconde: a luta não é entre sistema e antissistema, mas pela cultura política de enfrentamento à falta de projeto da extrema-direita.

Escala 5×2, justiça tributária, enfrentamento à plataformização do trabalho, regulação e taxação de bigtechs e fintechs, soberania, enfrentamento ao desenvolvimento predatório, criação do sistema nacional de segurança pública para enfrentamento ao crime organizado, aumento real do salário mínimo, moradia, fortalecimento do SUS, luta contra evasão escolar e universitária. Nenhuma dessas pautas cabe na moldura ‘todos são iguais’. São elas, e não só a disputa por cargos, o verdadeiro campo da luta por uma cultura política igualitária e inclusiva.

Um projeto de aprofundamento dos princípios, com estratégia e tática, superando não só o “reformismo fraco” do Lulismo, mas o “reformismo forte” do antigo PT nos parece o caminho.

O enfrentamento ideológico deve ser construído também nas ruas, onde o PT e Lula têm espaço para crescer.

Este itinerário deve, em 2026, ser feito com Lula.

Não há espaço nem tempo para Lula construir sucessor neste momento já para 2026.

Para bem dizer, Lula já vem fazendo isto desde o sucesso de Fernando Haddad no Ministério da Educação, antes, e no Ministério da Fazenda, agora. Há também outras boas lideranças no mesmo espectro político, como Guilherme Boulos e o próprio Flávio Dino (não seria a primeira vez que ele trocaria a toga por mandato eleitoral).

Mas Haddad, apesar de suas qualidades, ainda não rompeu definitivamente com a representação imagética de um quadro técnico, acadêmico e elitista, uma espécie de “FHC do PT”.

Hoje, é Lula quem o Brasil profundo identifica como seu representante, como representante de uma esperança sem romantismo. É Lula que se comunica com o povo como ninguém. E é apoiando ele que devemos fazer esta nova e turbulenta travessia.

* Uirá é professor de Teoria e Filosofia do Direito na Universidade do Estado da Bahia – UNEB.
** Rogerio é professor de Teoria do Estado e História Constitucional Brasileira da Universidade Federal Fluminense – UFF.

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Alcolumbre pediu ajuda a Lula antes de rejeitar indicação de Messias ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/alcolumbre-pediu-ajuda-a-lula-antes-de-rejeitar-indicacao-de-messias-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/alcolumbre-pediu-ajuda-a-lula-antes-de-rejeitar-indicacao-de-messias-ao-stf/#respond Sun, 10 May 2026 00:40:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/09/alcolumbre-pediu-ajuda-a-lula-antes-de-rejeitar-indicacao-de-messias-ao-stf/
O presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre em momento de conversa. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pediu ajuda ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se proteger de investigações que envolvem seu nome e pessoas próximas, segundo reportagem do Metrópoles. O encontro ocorreu na posse de José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais, duas semanas antes da rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre expressou preocupação com a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ele alegou que as informações trazidas por Vorcaro eram repletas de mentiras e injustiças, e pediu que Lula o ajudasse a evitar qualquer menção na colaboração.

Lula respondeu que não tinha controle sobre as ações da Polícia Federal, do Ministério Público Federal ou do Supremo Tribunal Federal. O presidente destacou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem atuado com responsabilidade para evitar equívocos nas investigações.

Alcolumbre liderou a articulação que resultou na rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Aliados do governo interpretaram o movimento como retaliação pela falta de apoio recebido no encontro anterior.

O senador amapaense conta com respaldo de líderes do Centrão, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), para sustentar sua posição no comando do Senado. Ele enfrenta pressão crescente por investigações ligadas ao Banco Master e a supostos desvios no INSS.

As apurações incluem ainda a aplicação de 400 milhões de reais do fundo de pensão do Amapá em letras financeiras do banco. Interlocutores de Alcolumbre negam qualquer conexão entre esses casos e a derrota imposta a Messias.

Em nota, Alcolumbre afirmou que jamais tratou do Banco Master com Lula. O senador negou qualquer vínculo pessoal com as investigações em andamento na Polícia Federal e no Ministério Público Federal.

Sua gestão decretou sigilo de 100 anos sobre registros de entrada e saída do lobista conhecido como Careca do INSS. Alcolumbre também arquivou pedidos de CPI direcionados às operações do Banco Master.

O caso expõe as dificuldades do Planalto para costurar acordos no Congresso em meio a investigações sensíveis. Analistas observam como esses episódios podem redefinir o equilíbrio de forças entre o Executivo e o Senado nos próximos meses.

Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.


Leia também: Alcolumbre busca reaproximação com Lula após rejeição de Messias ao STF


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Alcolumbre busca reaproximação com Lula após rejeição de Messias ao STF https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/alcolumbre-busca-reaproximacao-com-lula-apos-rejeicao-de-messias-ao-stf/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/alcolumbre-busca-reaproximacao-com-lula-apos-rejeicao-de-messias-ao-stf/#comments Fri, 08 May 2026 04:40:26 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/08/alcolumbre-busca-reaproximacao-com-lula-apos-rejeicao-de-messias-ao-stf/ 2 Comentários 🔥]]>
O presidente Lula e Davi Alcolumbre se cumprimentam em evento oficial. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), busca reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.

Alcolumbre disse a interlocutores que quer deixar o episódio para trás e negou ter trabalhado contra a aprovação do nome.

A votação registrou 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação de Messias. O resultado representou a primeira rejeição de um indicado ao STF pelo Senado em 132 anos.

Alcolumbre atribuiu o desfecho a um clima de insatisfação geral na Casa legislativa. Ele afirmou que havia comunicado previamente o risco ao Planalto.

O presidente do Senado garantiu que não vai obstruir as propostas do Executivo nem provocar novas derrotas. O governo federal também demonstra interesse em manter o canal aberto com Alcolumbre.

O ministro da Defesa, José Múcio, e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, tiveram reuniões recentes com o senador. Essas conversas buscam reduzir as tensões criadas pela sabatina.

A rejeição abriu debates no Palácio do Planalto sobre a forma como o governo articula suas pautas no Senado. A performance do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e do líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), está sob análise.

O contato direto com Alcolumbre se tornou fundamental para destravar projetos importantes. A PEC do Suas e a PEC da Segurança Pública integram a lista de prioridades do Executivo.

O projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos também aguarda deliberação. A matéria inclui incentivos fiscais que podem chegar a 5 bilhões de reais.

A mudança na escala de trabalho 6 por 1 precisa ser votada pelos senadores depois de passar pela Câmara dos Deputados. O sucesso dessas iniciativas depende do alinhamento entre o governo e a presidência do Senado.

O caso do Banco Master gera desgaste adicional na relação. A previdência do Amapá destinou 400 milhões de reais a ativos da instituição financeira.

Alcolumbre não figura entre os investigados no assunto. O tema, contudo, contribui para manter o ambiente político delicado.

De acordo com reportagem do Poder360, o Planalto busca ajustar sua estratégia para garantir a aprovação das matérias prioritárias. O episódio com Messias serve para calibrar a relação entre o Executivo e o Senado.

Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.


Leia também: Fornazieri propõe que Lula reverta derrota no STF indicando jurista negra


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STF sorteia Fux para relatar ação que contesta votação do Senado contra Messias https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/stf-sorteia-fux-para-relatar-acao-que-contesta-votacao-do-senado-contra-messias/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/stf-sorteia-fux-para-relatar-acao-que-contesta-votacao-do-senado-contra-messias/#comments Wed, 06 May 2026 10:39:58 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/stf-sorteia-fux-para-relatar-acao-que-contesta-votacao-do-senado-contra-messias/ 8 Comentários 🔥]]>
O ministro Luiz Fux durante sessão no Plenário do Senado Federal em 2020. (Foto: Wikimedia Commons)

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu por sorteio o ministro Luiz Fux como relator da ação que questiona a validade da votação no Senado Federal, que rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao cargo de ministro da Corte. A ação foi protocolada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura, que contesta a forma como a votação foi conduzida na Casa.

De acordo com a entidade, a votação não deveria ter sido secreta e o resultado teria sido divulgado antes da apuração oficial. A associação argumenta que houve vício de vontade, desvio de finalidade e violação ao devido processo constitucional.

A ação solicita que o Senado realize uma nova deliberação, seguindo os parâmetros constitucionais de transparência e integridade procedimental, com votação ostensiva e nominal. Segundo o portal Diário do Centro do Mundo, a ação não questiona o mérito da decisão parlamentar, mas sim a validade constitucional do processo.

A rejeição do nome de Messias pelo plenário do Senado foi um episódio raro na história republicana brasileira, tendo sido registrada com 42 votos contrários e 34 favoráveis. O resultado abriu uma crise entre o Executivo e a cúpula do Senado, presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que mantinha resistência ao nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caberá agora a Fux analisar os argumentos jurídicos apresentados pela entidade e decidir sobre o andamento do processo. A definição do relator por sorteio segue o rito regimental do tribunal para ações dessa natureza, evitando qualquer possibilidade de escolha direcionada.


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Lula deve definir novo nome para o STF após viagem aos EUA https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/lula-deve-definir-novo-nome-para-o-stf-apos-viagem-aos-eua/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/lula-deve-definir-novo-nome-para-o-stf-apos-viagem-aos-eua/#comments Wed, 06 May 2026 09:39:56 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/06/lula-deve-definir-novo-nome-para-o-stf-apos-viagem-aos-eua/ 8 Comentários 🔥]]>
O presidente Lula em evento oficial no Brasil. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a auxiliares que pretende definir um novo nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após retornar de uma viagem aos Estados Unidos. A movimentação ocorre depois do recuo na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, que enfrentou forte resistência no Senado Federal.

Segundo apurou o Diário do Centro do Mundo, o governo está avaliando os próximos passos antes de formalizar uma nova indicação para a Corte. O Palácio do Planalto quer evitar um novo desgaste com o Senado e busca alinhar o nome com as principais lideranças da Casa antes do anúncio oficial.

Nos bastidores, o presidente discute também o futuro político de Messias dentro da Esplanada, com a possibilidade de mantê-lo em uma posição estratégica no governo. A permanência do advogado-geral em pasta de peso preservaria seu capital político e a chance de uma futura indicação ao Supremo.

Após retornar ao Brasil, Lula deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o tema e medir a temperatura entre os parlamentares. O encontro busca avaliar o ambiente político e a receptividade a um novo nome para o STF antes que o governo bata o martelo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a definição deve ocorrer ainda em maio, com a expectativa de que o Planalto avance na escolha após conversas com lideranças do Congresso. A indicação ao STF depende de aprovação do Senado, o que mantém o governo em diálogo permanente com parlamentares para viabilizar o nome.

Entre os nomes que circulam nas discussões internas estão a senadora e ministra Simone Tebet, a advogada Carol Proner e uma procuradora federal vinculada à Advocacia-Geral da União. O perfil buscado precisa combinar competência técnica e capacidade de costura política para passar pelo crivo do plenário do Senado.

A vaga em aberto no Supremo é considerada uma das decisões mais sensíveis do segundo semestre político e mobiliza diferentes alas do governo e da base aliada. O resultado dessa escolha terá impacto direto na composição da Corte nos próximos anos e na relação institucional entre o Executivo e o Judiciário.


Leia também: Lula deve definir novo nome para o STF após retornar de viagem aos EUA


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Lula avalia nova indicação de Messias ao STF após derrota no Senado https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/lula-avalia-nova-indicacao-de-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/lula-avalia-nova-indicacao-de-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/#respond Tue, 05 May 2026 11:41:12 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/05/lula-avalia-nova-indicacao-de-messias-ao-stf-apos-derrota-no-senado/
O presidente Lula e Jorge Messias, ministro da AGU, em evento público. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a discutir com aliados a possibilidade de indicar o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

A votação anterior resultou em 35 votos contrários e 34 favoráveis ao candidato. Lula atribui o resultado a articulações pontuais de senadores, e não a falhas na qualificação do indicado.

Interlocutores do Planalto indicam que o presidente pretende corrigir o desgaste político gerado pelo episódio. Uma das opções envolve aguardar as eleições de 2026 para tentar a nomeação em cenário mais favorável.

Assessores avaliam que o fortalecimento da base eleitoral pode melhorar as negociações com o Senado. Outra alternativa seria indicar outro nome agora e reservar Messias para vaga posterior na Corte.

O Planalto lamenta a derrota como um revés estratégico. Apesar do esforço pessoal de Lula na defesa de Messias, a articulação não conseguiu reverter a insatisfação de parte dos senadores.

Críticas internas apontam para diálogo insuficiente com determinados grupos parlamentares. Alguns senadores consideravam o ministro da AGU excessivamente alinhado ao Palácio do Planalto.

Lula defende a experiência de Jorge Messias em temas constitucionais. O presidente considera o perfil do ministro adequado para integrar o Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria influenciado o desfecho da votação anterior, segundo fontes do governo. Rumores nos bastidores mencionam contatos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Versões circuladas também citam o presidente do STF, Alexandre de Moraes, como participante das articulações. Esses relatos permanecem como informações de bastidores.

O episódio ocorreu em paralelo à derrubada de vetos ao PL da Dosimetria, norma que alterou penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Integrantes do governo percebem um acordo político que uniu diferentes interesses na ocasião.

Por isso, uma coordenação mais eficaz torna-se fundamental para futuras tentativas de indicação. Reuniões no Planalto destacam a necessidade de negociações aprofundadas com líderes partidários.

Lula não abre mão de um nome em quem deposita total confiança. Messias representa para o presidente uma visão progressista em questões centrais para a democracia.

A insistência na candidatura também serviria para demonstrar determinação aos apoiadores do governo. O objetivo é evitar confrontos desnecessários com o Congresso em momentos de projetos importantes.

As conversas prosseguem ativamente em Brasília sem definição final sobre o tema. Conforme apurou o Diário do Centro do Mundo, Jorge Messias continua no radar do presidente para o STF.


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Moraes nega articulação contra Messias e busca interlocução direta com o Planalto https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/moraes-nega-articulacao-contra-messias-e-busca-interlocucao-direta-com-o-planalto/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/moraes-nega-articulacao-contra-messias-e-busca-interlocucao-direta-com-o-planalto/#respond Mon, 04 May 2026 17:51:51 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/moraes-nega-articulacao-contra-messias-e-busca-interlocucao-direta-com-o-planalto/
Ilustração editorial sobre Moraes nega articulação contra Messias e busca interlocução direta com o Planalto. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, abriu um canal de conversas com auxiliares próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para rebater a leitura de que teria atuado contra a indicação de Jorge Messias à própria Corte.

A iniciativa surgiu na esteira da rejeição do nome de Messias pelo Senado, quando quarenta e dois senadores votaram contra e apenas trinta e quatro endossaram o então advogado-geral da União.

Conforme revelou a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, Moraes enviou mensagem direta ao próprio Messias lamentando o resultado da sabatina, que encerrou com um revés incomum para o Planalto. O magistrado não recebeu resposta e passou a intensificar contatos com ministros palacianos para reiterar que não moveu nenhuma peça nos bastidores contra o aliado político de Lula.

No Palácio do Planalto, há quem enxergue que Moraes ofereceu respaldo informal ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cuja articulação foi central para virar votos e selar a derrota inesperada. Moraes é considerado próximo de Alcolumbre desde a tramitação de projetos de interesse do Judiciário, e por isso a suspeita de envolvimento pairou imediatamente sobre a Corte após o placar adverso.

Interlocutores do magistrado afirmam que sua influência sobre senadores é limitada, sustentando que o trabalho de convencimento esteve concentrado no gabinete de Alcolumbre, não na Praça dos Três Poderes. Esses mesmos aliados recordam que Moraes participou apenas de um encontro de cortesia na casa do ministro Cristiano Zanin, ocasião em que Alcolumbre já havia exposto resistência pública ao nome de Messias.

O presidente Lula mantém a leitura de que houve ao menos anuência tácita de Moraes, avaliação que se consolidou entre assessores políticos após o resultado reforçar o prestígio de Alcolumbre para as disputas internas do Senado nos próximos anos. O Planalto também observa que a derrota de Messias enfraquece a estratégia de recompor o Supremo com quadros de confiança do governo e abre novo terreno de disputa em torno da próxima vaga a ser aberta na Corte.

Além da mensagem pessoal, Moraes procurou ministros da área política para reiterar seu compromisso de não interferir no processo legislativo que sabatina magistrados ou procuradores indicados pelo Executivo. A seu favor, pesa o fato de não terem sido identificados pedidos diretos de voto a parlamentares, lacuna investigada por auxiliares de Lula nos registros de ligações e nos corredores do Senado.

No diálogo com o governo, o magistrado frisou que manterá relação institucional com Messias, seja qual for o próximo passo de carreira do advogado, pontuando que os atritos estão restritos à esfera política e não contaminam a convivência entre os Poderes. Conforme relato publicado pelo Diário do Centro do Mundo, ministros do STF também reforçaram junto ao Palácio que a Corte não pode ser vista como bloco monolítico e que divergências internas jamais se traduzem, automaticamente, em articulação externa contra o governo.

Ainda que os esclarecimentos não tenham revertido a impressão instalada, a expectativa de auxiliares presidenciais é que o episódio não gere crise institucional duradoura, mas sirva de alerta para a necessidade de mapear apoios com maior antecedência. Líderes do Senado reconhecem, em caráter reservado, que a votação expôs fissuras na base governista e fortaleceu a posição de Alcolumbre, cuja habilidade em costurar blocos suprapartidários se revelou decisiva.

Nos próximos meses, parlamentares esperam que o Planalto reavalie seus métodos de negociação, sobretudo porque outras indicações sensíveis — como embaixadas, agências reguladoras e tribunais superiores — chegarão à pauta do Congresso. Enquanto isso, Moraes trabalha para desassociar sua imagem da derrota de Messias e preservar a interlocução que consolidou com Lula durante os anos de enfrentamento institucional ao bolsonarismo.

Mesmo sem admitir publicamente qualquer atrito, o núcleo político da Presidência enxerga o episódio como sinal de que alianças pessoais dentro do Supremo podem gerar custos imprevisíveis quando se convertem em disputas de poder no Senado. A rejeição ao nome de Messias não altera a correlação de forças imediata no STF, mas retarda o preenchimento de uma cadeira e mantém elevado o interesse do meio jurídico pelos passos subsequentes de Lula na escolha de um novo indicado.

O desfecho da sabatina deixou ainda a certeza, no Senado e no Judiciário, de que a permeabilidade entre os Poderes faz parte inerente da política, cabendo ao Planalto refinar sua contagem de votos antes de submeter nomes a uma Casa cada vez mais fortalecida pela liderança de Alcolumbre. Para Moraes, o esforço de comunicar neutralidade visa não apenas preservar a relação com Lula, mas também sinalizar ao meio jurídico que a Corte permanece acima de disputas faccionais em um ciclo político que exige solidez institucional diante das ofensivas antidemocráticas recentes.


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Crise com Senado expõe desafios iniciais de Guimarães na articulação https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/crise-com-senado-expoe-desafios-iniciais-de-guimaraes-na-articulacao/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/crise-com-senado-expoe-desafios-iniciais-de-guimaraes-na-articulacao/#comments Mon, 04 May 2026 10:20:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/04/crise-com-senado-expoe-desafios-iniciais-de-guimaraes-na-articulacao/ 18 Comentários 🔥]]>
O presidente Lula conversa com o ministro José Guimarães em evento oficial. (Foto: metropoles.com)

A articulação política do governo entrou em tensão após o início conturbado do ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, José Guimarães, que assumiu a tarefa de reconstruir pontes entre o Planalto e o Congresso. O período inaugural do ministro foi marcado por derrotas estratégicas, incluindo a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal.

O episódio gerou impacto imediato dentro do governo, pois a indicação de Messias era tratada como prioridade presidencial e carregava forte simbolismo institucional. A rejeição em plenário, após aprovação apertada na Comissão de Constituição e Justiça, expôs divergências de bastidor e a força de articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A narrativa reconstruída por parlamentares aponta que Alcolumbre operou ativamente contra o indicado, telefonando para senadores durante a sabatina e sinalizando que a sessão seria decisiva para afirmar sua liderança interna. Horas antes da votação, teria afirmado a aliados que o dia seria histórico, em clara demonstração de que a mobilização estava em curso.

A derrota ocorreu com 42 votos contrários e 34 favoráveis, número que surpreendeu o Planalto pela distância em relação às projeções iniciais. Internamente, a avaliação é que houve subestimação do movimento articulado pelo Senado e falhas no mapeamento da ofensiva, o que gerou críticas à coordenação política e ao acompanhamento dos votos.

Guimarães chegou a se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minutos antes da divulgação do resultado, demonstrando confiança pública em uma vitória que não se confirmou. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também indicava um cenário favorável, reforçando que as conversas apontavam aprovação tranquila.

O governo acreditava que o gesto de Alcolumbre ao comparecer à posse do ministro, conforme detalhou o portal Metrópoles, indicava disposição para cooperação institucional. A leitura inicial era de que o presidente do Senado valorizara a decisão de Guimarães de abrir mão de uma candidatura estadual para assumir a articulação federal.

O impacto político se ampliou com a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que trata das penas aplicadas aos condenados pelos atos do 8 de Janeiro. O Congresso reverteu os vetos mais centrais e preservou apenas trechos alinhados ao endurecimento penal previsto na Lei Antifacção.

O movimento abre caminho para a redução de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal, ao reinterpretar critérios de progressão de regime. A decisão foi respaldada por maioria expressiva tanto na Câmara quanto no Senado, consolidando a vitória de grupos oposicionistas e de parlamentares que pressionavam por flexibilização específica para os condenados pelos ataques.

Durante a sessão conjunta, Alcolumbre realizou nova manobra política ao considerar prejudicados trechos que poderiam entrar em conflito com o projeto de endurecimento penal. A condução assegurou que o texto aprovado atendesse simultaneamente a pautas da oposição e à exigência de manter normas rígidas para crimes graves, consolidando seu protagonismo.

Setores do governo discutem possíveis respostas institucionais, variando entre demissões de indicados parlamentares e a estratégia de aguardar o arrefecimento das tensões antes de qualquer ação. A ala moderada defende cautela, argumentando que novas fraturas podem comprometer votações estratégicas previstas para o Congresso.

Lula avalia o envio de um novo nome para a cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal, enquanto aliados defendem que a escolha de uma mulher ampliaria o custo político de eventual nova rejeição. A decisão é tratada com prudência, já que a disputa expôs resistências internas e mobilizações que o Planalto considera prioritário recalibrar.

A bancada do PT na Câmara prepara uma ação no Supremo para contestar pontos do Projeto de Lei da Dosimetria, alegando risco à proteção do Estado democrático de Direito. O cenário indica que a articulação política exigirá movimentos calibrados para restaurar confiança entre os Poderes e recolocar a agenda do governo em curso no Congresso Nacional.


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Debate sobre novas regras para indicações ao STF ganha força no Congresso https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-novas-regras-para-indicacoes-ao-stf-ganha-forca-no-congresso/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-novas-regras-para-indicacoes-ao-stf-ganha-forca-no-congresso/#comments Mon, 04 May 2026 01:20:09 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/debate-sobre-novas-regras-para-indicacoes-ao-stf-ganha-forca-no-congresso/ 63 Comentários 🔥]]>
Jorge Messias em evento público, com as mãos juntas em frente ao corpo. (Foto: metropoles.com)

A discussão sobre como escolher ministros do Supremo Tribunal Federal voltou ao centro do debate político brasileiro, impulsionada por movimentações recentes no Senado em torno do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, cotado para uma vaga na Corte.

O episódio expôs a fragilidade de um modelo que concentra a prerrogativa de nomear no presidente da República e a de aprovar na classe política que compõe o Senado. O caso mobilizou apoiadores e críticos do atual sistema a revisitar propostas engavetadas que defendem a participação do Conselho Nacional de Justiça, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público em listas prévias obrigatórias.

Essa ideia circula desde a constituinte de 1988 sem jamais ter sido levada a cabo. Segundo análise publicada pelo portal Metrópoles, o nome de Messias enfrentou resistências nos bastidores do Senado.

O senador Davi Alcolumbre — presidente da Casa e responsável por agendar e conduzir as sabatinas — é apontado como figura central na dinâmica de aprovação ou bloqueio de indicados. O poder de agenda do presidente do Senado funciona, na prática, como um veto informal capaz de inviabilizar qualquer nome antes mesmo da votação formal.

Não é novidade que o processo de indicação ao STF carrega forte componente político. Ministros como André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin ascenderam à Corte com apoios partidários explícitos, o que reforça a percepção de que articulação política se tornou requisito tão relevante quanto o currículo jurídico do candidato.

Em resposta ao desgaste acumulado, senadores retomaram textos que estabelecem idade mínima de 50 anos, mandato fixo de 12 anos e a obrigatoriedade de que o indicado seja magistrado de carreira. O objetivo declarado é dissociar o Supremo dos interesses partidários de ocasião, embora constitucionalistas alertem que qualquer mudança exigirá maioria qualificada nas duas Casas do Congresso.

Entre as propostas mais citadas está a que cria uma lista sêxtupla elaborada por entidades do Judiciário, da academia e da sociedade civil. Caberia ao presidente da República escolher três nomes e ao Senado validar apenas um.

Esse modelo pulverizaria o poder de veto hoje concentrado em poucos gabinetes e introduziria um filtro técnico anterior à negociação política. O cenário é agravado pela desconfiança popular em relação à Corte, tema que pesquisas recentes têm monitorado com atenção crescente.

A percepção de que o tribunal opera sob influência de cálculos políticos alimenta o argumento de que transparência e pluralidade no processo de escolha são condições necessárias para reconstruir a autoridade institucional do STF. Aliados do Palácio do Planalto avaliam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará de um perfil capaz de dialogar com Alcolumbre para qualquer indicação futura prosperar.

Ao mesmo tempo, o desgaste do episódio oferece ao Executivo justificativa política para patrocinar uma reforma constitucional que descentralize o processo de escolha. A resistência, porém, é estrutural: senadores que veem na sabatina uma oportunidade de projeção pessoal e de barganha com o Executivo dificilmente abrirão mão desse instrumento sem contrapartidas.

O debate, no entanto, raramente encontrou um momento tão propício, com o desgaste sendo sentido simultaneamente pelo governo, pelo Senado e pela própria Corte. No meio jurídico, cresce a convicção de que a credibilidade social do STF será tão sólida quanto o processo que leva um nome à Praça dos Três Poderes.

O tema promete dominar a agenda parlamentar nas próximas semanas, com ao menos três propostas de emenda constitucional já em circulação nas comissões do Congresso.


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Fonteles pressiona Lula a reapresentar Messias ao STF e expõe racha na base aliada https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/fonteles-pressiona-lula-a-reapresentar-messias-ao-stf-e-expoe-racha-na-base-aliada/ https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/fonteles-pressiona-lula-a-reapresentar-messias-ao-stf-e-expoe-racha-na-base-aliada/#comments Sun, 03 May 2026 23:22:27 +0000 https://www.ocafezinho.com/2026/05/03/fonteles-pressiona-lula-a-reapresentar-messias-ao-stf-e-expoe-racha-na-base-aliada/ 42 Comentários 🔥]]>
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, cumprimenta o presidente Lula. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, intensificou a pressão sobre o Planalto ao pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reapresente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.

O apelo foi publicado na rede X e reage diretamente à derrota de Messias no plenário do Senado, onde ele recebeu 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. O resultado surpreendeu o Palácio do Planalto, já que o nome havia sido aprovado previamente na Comissão de Constituição e Justiça, segundo o Diário do Centro do Mundo.

No texto publicado, Fonteles afirmou que a sabatina de Messias demonstrou de forma brilhante todos os requisitos exigidos para o cargo. O governador atribuiu o revés a uma insatisfação velada de senadores que integram a própria base governista, deixando evidente a falha na articulação política do Executivo.

A manifestação expõe fissuras profundas na relação entre o governo e o Legislativo. Parlamentares alinhados ao Planalto não seguiram a orientação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e decidiram derrubar a indicação. O episódio gerou cobranças internas por ajustes na Secretaria de Relações Institucionais, comandada pelo ministro Alexandre Padilha.

Além de defender as credenciais técnicas do advogado-geral, Fonteles alertou para o risco de o Nordeste ficar novamente sem representação na mais alta corte do país caso o governo opte por outro nome. O argumento ecoa queixas históricas de governadores nordestinos, que denunciam um desequilíbrio regional na composição do STF, dominado por magistrados oriundos do Sul e do Sudeste.

A reapresentação de Messias, contudo, esbarra em um obstáculo formal de peso: o Ato da Mesa n.º 1 de 2010 impede que um nome rejeitado volte a ser apreciado na mesma sessão legislativa, que se encerra em dezembro. Fonteles sustentou, porém, que o próprio Senado pode contornar a trava mediante mudança regimental ou aprovação de projeto de resolução.

Aliados de Lula enxergam na proposta uma dupla utilidade política: manteria viva a candidatura de Messias e, ao mesmo tempo, forçaria o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, a compartilhar o ônus de solucionar o impasse. Integrantes do Palácio do Planalto, entretanto, receiam que uma nova investida fracassada agrave a crise com o Legislativo e corroa a autoridade do governo em votações decisivas sobre pautas econômicas.

O cenário coloca Lula diante de uma escolha delicada: bancar o confronto institucional proposto por Fonteles ou abrir a corrida interna por um nome substituto. O governo avalia os próximos passos com cautela, ciente de que qualquer movimento precipitado pode ampliar o desgaste político já acumulado com a derrota na sabatina.


Leia também: Jaques Wagner expõe atrito entre Alcolumbre e Lula sobre indicação de Messias ao STF


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