Republicanos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/republicanos/ Portal de noticias e análises sobre política brasileira, geopolítica, economia, tecnologia, sempre numa perspectiva democrática, progressista, anti-imperialista e multipolar! Tue, 27 Jan 2026 23:25:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 https://www.ocafezinho.com/wp-content/uploads/2015/10/cropped-Logo_Cafezinho_tmb-32x32.png Republicanos - O Cafezinho https://www.ocafezinho.com/tag/republicanos/ 32 32 Ex-trumpista afirma que repressão migratória ameaça futuro eleitoral do Partido Republicano https://www.ocafezinho.com/2026/01/27/ex-trumpista-afirma-que-repressao-migratoria-ameaca-futuro-eleitoral-do-partido-republicano/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/27/ex-trumpista-afirma-que-repressao-migratoria-ameaca-futuro-eleitoral-do-partido-republicano/#respond Tue, 27 Jan 2026 23:25:06 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=225123 A ofensiva migratória do governo Donald Trump deixou de ser apenas um ponto de desconforto para se tornar politicamente insustentável, na avaliação da senadora estadual republicana da Flórida Ileana Garcia. Ex-aliada próxima do presidente, ela afirma que o Partido Republicano corre o risco de perder as eleições legislativas de meio de mandato caso a Casa Branca não reveja rapidamente suas táticas mais duras de fiscalização migratória.

O distanciamento ganhou força após episódios que a afetaram pessoalmente. Em um aeroporto da Flórida, um agente da TSA questionou se Garcia era cidadã americana depois de ouvi-la falar espanhol, apesar de ela ter nascido em Miami. Pela primeira vez, disse temer que seu filho possa ser abordado por agentes federais apenas por parecer latino. Ao mesmo tempo, passou a receber pedidos de eleitores tentando localizar parentes presos pelo ICE.

O ponto de ruptura definitivo, segundo a senadora, foi a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais durante um protesto em Minneapolis. A tentativa inicial do governo de retratar Pretti como um “terrorista doméstico”, apesar de vídeos contestarem essa versão, provocou indignação. “Foi longe demais. O que aconteceu no sábado foi repugnante”, afirmou.

Garcia tem peso simbólico dentro do trumpismo latino. Cubano-americana, ela foi uma entusiasta da campanha de Trump em 2016, abandonou a carreira na mídia em espanhol para cofundar o grupo “Latinas for Trump” e depois integrou o primeiro governo do republicano, no Departamento de Segurança Interna.

Naquele período, disse, o foco era o fechamento da fronteira e a construção do muro com o México, políticas que apoiava. Agora, afirma que o governo avançou para práticas que considera excessivas e politicamente destrutivas, como retiradas violentas de pessoas de veículos e tentativas de deportação de crianças desacompanhadas.

Ela atribui a escalada principalmente a Stephen Miller, vice-chefe de gabinete e principal formulador da política migratória. “Acho que Trump vai perder as eleições de meio de mandato por causa de Stephen Miller”, disse. A Casa Branca não respondeu diretamente às críticas, mas reiterou que o presidente não deseja mortes e culpou líderes democratas pelo episódio de Minneapolis.

Apesar das críticas, Garcia disse não estar isentando Trump de responsabilidade. “Não estou absolvendo o presidente”, afirmou, embora tenha ressaltado que ainda mantém apreço pessoal por ele e lembrou de conversas em que Trump se mostrou receptivo à permanência dos chamados “Dreamers” nos Estados Unidos.

A postura da senadora é incomum mesmo entre republicanos hispânicos da Flórida. No Legislativo estadual, ela apoiou medidas de fiscalização migratória, mas votou contra propostas que criminalizavam a entrada irregular no estado e restringiam direitos educacionais de jovens imigrantes.

Em ano eleitoral, Garcia diz não temer retaliações internas. Afirma que recebeu ameaças de morte após classificar as deportações em massa como “inaceitáveis e desumanas”, mas sustenta que o silêncio dentro do partido é mais perigoso. “O que eu temo é alguém parar o meu filho”, disse.

Para a senadora, o desgaste já se reflete nas urnas, citando a recente vitória democrata em Miami após décadas de domínio republicano. Segundo ela, a política migratória deixou de ser apenas um tema ideológico e se tornou um teste moral e eleitoral para o partido — com potencial de definir seu futuro político.

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Apoio ao programa de deportações de Trump recua após episódios em Minneapolis https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/apoio-ao-programa-de-deportacoes-de-trump-recua-apos-episodios-em-minneapolis/ https://www.ocafezinho.com/2026/01/19/apoio-ao-programa-de-deportacoes-de-trump-recua-apos-episodios-em-minneapolis/#respond Tue, 20 Jan 2026 02:26:45 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=224743 Uma parcela crescente da população dos Estados Unidos passou a avaliar que as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) estão excessivamente rigorosas ao abordar e deter pessoas, segundo pesquisa CBS News/YouGov divulgada neste sábado (18). O levantamento indica também um aumento da percepção de que o programa de deportações do presidente Donald Trump atinge mais do que apenas criminosos considerados perigosos.

De acordo com a pesquisa, muitos americanos passaram a acreditar que a administração deixou de priorizar indivíduos com histórico criminal grave e está tentando deportar um número maior de pessoas do que se imaginava inicialmente. Como resultado, uma leve maioria afirma que as operações do ICE tornam menos seguras as comunidades onde são realizadas, superando o contingente que avalia haver melhora na segurança local.

O apoio geral ao programa de deportações, que vinha dividido de forma relativamente estável ao longo dos últimos meses, recuou após os episódios registrados em Minneapolis, alcançando o nível mais baixo do segundo mandato de Trump. Ainda assim, a política segue contando com respaldo expressivo entre eleitores republicanos, especialmente entre os identificados com o movimento MAGA (Make America Great Again).

A pesquisa mostra uma diferença clara entre como os entrevistados avaliam os objetivos declarados do programa e a forma como ele é executado. Enquanto a percepção sobre as metas é mais equilibrada, a avaliação da execução tende a ser negativa. A aprovação de Trump na condução da política migratória também caiu ao ponto mais baixo de seu segundo mandato, embora ainda permaneça acima de seus índices nas áreas de economia e inflação.

As reações ao episódio em Minneapolis, no qual uma agente do ICE matou Renee Good a tiros, seguem fortemente marcadas por divisões partidárias. Republicanos tendem a considerar a ação justificada, enquanto democratas e independentes avaliam que não foi. A maioria dos entrevistados afirma ainda não considerar justa a resposta do governo ao caso, percepção menos presente entre republicanos alinhados ao MAGA.

Questionados sobre os próximos passos do ICE, democratas defendem a redução das operações no país, posição que reforça uma oposição já existente ao programa. Entre republicanos, prevalece a defesa da ampliação das ações ou da manutenção do nível atual, posição consistente com o apoio histórico ao endurecimento da política migratória.

A pesquisa ouviu 2.523 adultos entre 14 e 16 de janeiro de 2026, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais.

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Democratas podem retomar Miami após quase 30 anos; eleição vira teste para Trump https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/democratas-podem-retomar-miami-apos-quase-30-anos-eleicao-vira-teste-para-trump/ https://www.ocafezinho.com/2025/12/09/democratas-podem-retomar-miami-apos-quase-30-anos-eleicao-vira-teste-para-trump/#respond Tue, 09 Dec 2025 18:05:42 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222820 Miami chega ao segundo turno das eleições municipais desta terça-feira em meio a um cenário inédito: pela primeira vez em quase três décadas, o Partido Democrata aparece como favorito para assumir o comando da cidade. O desempenho no pleito, que ganhou contornos nacionais após vitórias democratas em outras regiões do país, é acompanhado de perto pelo presidente Donald Trump, cujo governo completa dez meses.

Quem está à frente da disputa é Eileen Higgins, que terminou o primeiro turno, no início de novembro, com aproximadamente 36% dos votos. Ela deixou para trás o republicano Emilio Gonzalez — ex-administrador municipal, que alcançou 19% — e o também democrata Ken Russell, terceiro colocado com 18%. A última vez que o partido venceu em Miami foi em 1997, quando Xavier Suarez, pai do atual prefeito, Francis Suarez, que é republicano, foi eleito pela segunda vez.

A cidade, localizada em um condado onde cerca de 70% da população é de origem hispânica ou latina, representa um microcosmo das mudanças de humor eleitoral nos Estados Unidos. Em 2024, esse eleitorado majoritário hispânico surpreendeu ao dar 55% dos votos a Trump. Agora, Higgins tenta recuperar o terreno tradicionalmente democrata, em uma campanha marcada por temas sensíveis como acessibilidade e imigração — este último, uma bandeira central do trumpismo.

O favoritismo democrata em Miami faz eco ao que ocorreu em outras disputas recentes. Em Nova York, o socialista Zorhan Mamdani venceu com um discurso direcionado a jovens e imigrantes. Na Virgínia, Mikie Sherrill assumiu o governo estadual, enquanto, em Nova Jersey, Abigail Spanberger tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Juntas, essas vitórias começam a compor um retrato da renovação política do país às vésperas das eleições legislativas de 2026.

A corrida ganhou ainda mais peso quando Trump interveio de forma direta, cerca de dez dias após o primeiro turno. Em sua rede social, o presidente apelou aos eleitores: “Saiam e votem em Emilio, ele nunca decepcionará vocês”. O gesto, na avaliação do analista político Mike Madrid, mudou o significado da disputa. Em entrevista ao Miami Herald, ele afirmou que o presidente “basicamente a transformou em um referendo sobre ele mesmo em seu próprio quintal, com seu próprio partido, com um eleitorado ao qual ele vinha reivindicando como a nova parte do MAGA”.

Assim, o resultado desta terça-feira não apenas definirá o futuro político de Miami, como também servirá como medida da força eleitoral de Trump em um território onde, até pouco tempo, o republicano acreditava ter solidificado sua base.

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Tarcísio deve vir para o PL, diz Valdemar https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/tarcisio-deve-vir-para-o-pl-diz-valdemar/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/29/tarcisio-deve-vir-para-o-pl-diz-valdemar/#respond Sat, 29 Nov 2025 18:28:27 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=222172 O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se filiará ao PL caso decida concorrer à Presidência da República em 2026. A declaração foi dada em entrevista recente. Segundo Valdemar, Tarcísio já comunicou oficialmente essa intenção.

“O Tarcísio, se for candidato, vem para o PL. Já me comunicou isso oficialmente”, disse o presidente do partido. Valdemar ressaltou que a decisão final sobre a candidatura da direita depende do ex-presidente Jair Bolsonaro. “É o Bolsonaro que é o dono dos votos, é ele que escolhe”, afirmou.

Valdemar Costa Neto é um veterano da política brasileira e figura central do Centrão. Nascido em São Paulo em 1949, ele é administrador de empresas e comanda o PL desde sua refundação. O partido se tornou a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 87 parlamentares atualmente.

O PL possui a maior estrutura partidária entre as legendas de oposição. Para 2026, a estimativa é que o partido receba aproximadamente R$ 876 milhões do Fundo Eleitoral. O Fundo Partidário anual do PL é estimado em cerca de R$ 206,6 milhões, com base nos valores do primeiro semestre de 2025.

Tarcísio de Freitas é engenheiro, ex-militar e foi Ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro. Eleito governador de São Paulo em 2022 pelo Republicanos, ele emergiu como um dos principais nomes da direita para a presidência. A inelegibilidade de Bolsonaro aumentou a relevância de Tarcísio no cenário nacional.

O Republicanos, partido atual de Tarcísio, possui uma estrutura menor que a do PL. A legenda conta com 46 deputados federais na Câmara. As projeções indicam cerca de R$ 340 milhões do Fundo Eleitoral para 2026 e um Fundo Partidário anual estimado em R$ 94,5 milhões.

Tarcísio enfrenta uma decisão estratégica sobre seu futuro político. Uma candidatura à reeleição em São Paulo é considerada mais segura. A corrida presidencial representa um caminho de maior risco e maior exposição nacional.

Pesquisas recentes do instituto CNT/MDA, realizadas em novembro de 2025, mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto. Em um cenário de segundo turno, Lula aparece com 45,7% contra 39,1% de Tarcísio. A diferença é de 6,6 pontos percentuais.

Tarcísio possui a menor rejeição entre os principais nomes cotados para 2026, com 22,2%. Lula tem rejeição de 40,8% e Bolsonaro de 43%. A pesquisa foi realizada com 2.022 entrevistas presenciais entre 19 e 23 de novembro, em 140 municípios, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O Partido dos Trabalhadores (PT) possui uma bancada de 80 deputados federais, considerando a federação com PCdoB e PV. Os fundos do PT são estimados em R$ 612 milhões para o Fundo Eleitoral de 2026. O Fundo Partidário anual do PT é de aproximadamente R$ 151,5 milhões.

A migração de Tarcísio para o PL representaria a unificação da base bolsonarista sob uma única legenda. O movimento daria ao governador acesso a uma estrutura partidária e financeira significativamente maior que a atual. A decisão de Tarcísio sobre disputar a reeleição em São Paulo ou a Presidência deve ser tomada ao longo de 2025.

Valdemar Costa Neto reforçou que o PL aguarda a definição de Bolsonaro sobre o candidato da direita. “Estamos aguardando a escolha dele, num momento oportuno, e que escolha o melhor”, declarou. O presidente do PL afirmou que Tarcísio é “um dos melhores” nomes disponíveis.

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Trump culpa shutdown e ausência de seu nome nas cédulas como causadores de vitória de Mamdani em Nova Iorque https://www.ocafezinho.com/2025/11/05/trump-culpa-shutdown-e-ausencia-de-seu-nome-nas-cedulas-como-causadores-de-vitoria-de-mamdani-em-nova-iorque/ https://www.ocafezinho.com/2025/11/05/trump-culpa-shutdown-e-ausencia-de-seu-nome-nas-cedulas-como-causadores-de-vitoria-de-mamdani-em-nova-iorque/#comments Wed, 05 Nov 2025 13:14:50 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=220516 1 Comentário 🔥]]> O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a derrota dos republicanos nas eleições municipais de Nova York à paralisação parcial do governo federal — já em seu 35º dia — e à ausência de sua candidatura nas cédulas. Em publicação feita em sua rede social Truth, Trump afirmou que esses fatores foram decisivos para a vitória do democrata Zohran Mamdani na disputa pela prefeitura da maior cidade do país.

Segundo o presidente, essa análise teria sido corroborada por “institutos de pesquisa”, embora ele não tenha citado nenhuma fonte específica. Com 87% das urnas apuradas, Mamdani liderava com 50,4% dos votos, seguido pelo ex-governador Andrew Cuomo (41,5%) e pelo candidato republicano Curtis Sliwa (7,2%). A eleição também registrou recorde de participação, com cerca de 2 milhões de eleitores indo às urnas.

Além de comentar o resultado, Trump aproveitou para defender mudanças no sistema político e eleitoral norte-americano. Ele reforçou seu apelo pelo fim do filibuster — prática no Senado que permite adiar ou bloquear votações — e defendeu a aprovação de reformas eleitorais, como a exigência de documento oficial com foto para votar e o fim do voto por correspondência.

Em sua postagem, o presidente ainda fez um apelo dramático: “Salvem nossa Suprema Corte da manipulação” e pediu que se evite “a inclusão de dois novos estados no sistema eleitoral”, em clara referência às discussões sobre a possível incorporação de Washington, D.C., e Porto Rico como estados plenos da União.

A vitória de Mamdani é vista como um sinal de fortalecimento da oposição democrata e pode influenciar o cenário político nacional nos próximos meses.

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Nomeação de Antoni nos EUA testa reação republicana à crise https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/nomeacao-de-antoni-nos-eua-testa-reacao-republicana-a-crise/ https://www.ocafezinho.com/2025/08/13/nomeacao-de-antoni-nos-eua-testa-reacao-republicana-a-crise/#respond Wed, 13 Aug 2025 14:49:10 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=215184 Dados recentes mostram crescimento lento e inflação acima da meta, mas a reação política parece mais ligada à imagem do presidente

A recente indicação de E.J. Antoni para liderar o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) pelo presidente Donald Trump reacende debates sobre dois riscos que rondam a economia americana: uma desaceleração iminente e um partido que parece relutar em admitir que a crise se aproxima.

A trajetória de Antoni rapidamente se tornou alvo de análise na internet. Economista-chefe da Heritage Foundation, ele concluiu seu doutorado há apenas cinco anos e não possui publicações ou citações relevantes na área. Seu currículo carece de experiência em grandes pesquisas públicas, metodologia de levantamento de dados e gestão de organizações do porte do BLS, que conta com cerca de 2.000 funcionários. Para um economista, Antoni também demonstra pouco conhecimento sobre o funcionamento de recessões, algo considerado essencial para o cargo que ocupa.

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Apesar de seu perfil pouco expressivo, a nomeação de Antoni merece atenção porque simboliza questões maiores: a desaceleração econômica que se aproxima e a postura de um partido que parece disposto a ignorá-la.

Evidências recentes reforçam essa desaceleração. Nos últimos três meses, a economia dos EUA gerou uma média de apenas 35 mil empregos por mês, reflexo de um PIB que mostra crescimento dos gastos das famílias e dos investimentos empresariais à metade do ritmo do ano anterior. Ao mesmo tempo, os preços continuam subindo acima da meta de 2%, criando uma combinação perigosa de crescimento lento e inflação alta — um cenário historicamente associado à estagflação. Os EUA estão, agora, mais próximos desse cenário do que em quatro décadas.

No entanto, esse é apenas um lado da questão. Historicamente, desacelerações e recessões não são inéditas e sempre houve mecanismos políticos para aliviar a população. Desde 1957, o Congresso ampliou benefícios de desemprego em todas as recessões. Durante a crise financeira de 2008, surgiram a Lei de Estímulo Econômico e a Lei de Recuperação e Reinvestimento, enquanto a pandemia de Covid-19 trouxe a Lei Cares de 2020 e o Plano de Resgate Americano de 2021. Além do alívio imediato, foram implementadas medidas para atacar as causas estruturais das crises, como a Lei de Reforma, Recuperação e Execução das Instituições Financeiras de 1989, o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos de 2008 e a Operação Warp Speed de vacinação durante a pandemia.

Nem todos os pacotes de auxílio, claro, foram perfeitos. Economistas debatem se foram grandes ou pequenos demais, se chegaram cedo ou tarde, se foram amplos ou limitados. Mas todos esses esforços têm uma premissa central: o Congresso reconhece a crise econômica e busca agir para contê-la.

Hoje, essa premissa está em xeque. Evidências sugerem que os republicanos do Congresso se dedicam mais a proteger a imagem do presidente do que a lidar com os desafios da economia. Alegações de fraude nos números de emprego, repetidas por Trump, foram pouco contestadas, e a preocupação com uma desaceleração iminente parece secundária. Se a economia entrar em recessão e os republicanos continuarem a negar a realidade, dificilmente aprovarão medidas para apoiar milhões de americanos que sofrerão com a crise.

Nesse contexto, a confirmação de Antoni se torna um teste simbólico: será que os republicanos conseguem colocar os interesses econômicos do país acima da lealdade ao presidente? Se a nomeação for aprovada, a mensagem será clara: milhões de americanos podem enfrentar dificuldades para não contrariar o chefe do Executivo. Se for rejeitada, ainda há uma possibilidade de que, futuramente, medidas efetivas em defesa da população prevaleçam, mesmo que a economia esteja se recuperando.

A escolha de Antoni, portanto, vai além do currículo de um economista. É um termômetro sobre a disposição política de enfrentar a desaceleração econômica antes que seja tarde demais.

Trump demite chefe de estatísticas trabalhistas, gerando preocupações sobre a integridade dos dados

Trump demite chefe de estatísticas trabalhistas, gerando preocupações sobre dados
/ Reprodução

Horas depois de um relatório mostrar crescimento fraco no emprego, o presidente Donald Trump anunciou a demissão de Erika McEntarfer, chefe do Bureau of Labor Statistics (BLS) nomeada por Joe Biden. A medida provocou imediatas reações de economistas, legisladores e especialistas, que apontam para riscos à credibilidade dos dados econômicos nos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que ordenou a demissão “IMEDIATAMENTE” e justificou que “números importantes como esses devem ser justos e precisos, eles não podem ser manipulados para fins políticos”. No entanto, a decisão gerou questionamentos sobre a real motivação do presidente, já que o relatório indicava que a economia havia criado apenas 73.000 empregos em julho, após revisões para baixo de quase 260.000 nos dois meses anteriores — uma média de 35.000 empregos nos últimos três meses, o menor índice desde a pandemia.

Especialistas de ambos os partidos se manifestaram em defesa de McEntarfer e do BLS, reconhecendo a agência como referência global em estatísticas trabalhistas. Para economistas e estatísticos, a imparcialidade do BLS é essencial: milhões de decisões econômicas e trilhões de dólares em investimentos dependem da confiança nesses números.

William Wiatrowski, comissário adjunto do BLS, assumirá interinamente a liderança da agência, informou a Secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer. Apesar de o cargo de comissário ser indicado pelo presidente, o BLS se descreve como “independente” e “não partidário”, e especialistas alertam que a politização da agência pode comprometer sua credibilidade histórica.

A demissão gerou críticas imediatas de democratas e de ex-comissários do BLS. William Beach, nomeado por Trump em seu primeiro mandato, classificou a ação como “totalmente infundada” e afirmou que cria um “precedente perigoso”. O grupo Friends of BLS, que ele copreside, declarou: “Politizar o trabalho da agência e de seus funcionários é um grande desserviço não apenas ao BLS, mas a todo o sistema estatístico federal do qual este país depende há quase 150 anos.”

Especialistas conservadores também se manifestaram. Michael Strain, do American Enterprise Institute, disse que “não há absolutamente nenhuma evidência” de que McEntarfer tenha tentado manipular dados, o que seria “impossível”. Diana Furchtgott-Roth, que ocupou cargos nos governos Reagan, Bush e Trump, reconheceu o direito do presidente de escolher sua equipe, mas destacou o profissionalismo do BLS, citando que os dados de novembro de 2024, divulgados antes da eleição, foram consistentes e precisos, mesmo sob pressão política.

O BLS enfrenta desafios adicionais devido a restrições orçamentárias e de pessoal. Desde 2010, seus recursos ajustados pela inflação caíram cerca de 20%, e a proposta de orçamento fiscal de 2026 prevê cortes adicionais de 8%. As revisões nos dados de emprego, frequentemente alvo de críticas de Trump, são práticas comuns e visam fornecer um panorama mais completo do mercado de trabalho, incluindo ajustes sazonais para educação e governos locais.

Além disso, economistas apontam que a baixa taxa de resposta inicial das empresas — abaixo de 60% nos últimos meses, comparada a 70% ou mais antes da pandemia — pode afetar os números preliminares. Revisões anuais mais amplas, divulgadas em fevereiro, ajudam a comparar os dados com fontes mais precisas, garantindo maior confiabilidade no longo prazo.

Enquanto Trump critica revisões e acusa manipulação, o mercado financeiro já reage: operadores agora estimam quase 90% de chance de redução das taxas de juros pelo Federal Reserve em setembro, refletindo a preocupação com a desaceleração econômica. Paralelamente, a governadora do Fed, Adriana Kugler, anunciou sua saída, abrindo espaço para que Trump indique um novo membro do conselho.

A demissão de McEntarfer, portanto, não é apenas uma mudança administrativa: é um teste sobre a integridade das estatísticas econômicas americanas e sobre a capacidade do governo de separar interesses políticos de dados fundamentais para a economia. Analistas alertam que, se a politização se aprofundar, a confiança do público e do mercado nos relatórios do BLS pode ser seriamente abalada — um risco com repercussões para milhões de americanos e para o próprio funcionamento da economia.

Com informações de Kathryn Anne Edwards, economista trabalhista, consultora de políticas independente para o Bloomberg*

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Governo Trump quer excluir qualquer chinês de obter visto de estudante nos EUA https://www.ocafezinho.com/2025/03/13/governo-trump-quer-excluir-qualquer-chines-de-obter-visto-de-estudante-nos-eua/ Thu, 13 Mar 2025 16:08:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=204220 A Lei Stop CCP VISAs é liderada pelo deputado Riley Moore, em seu primeiro mandato

Os republicanos da Câmara estão pressionando por uma legislação para proibir cidadãos chineses de obter vistos de estudante nos EUA.

O deputado Riley Moore, RW.Va., vem soando o alarme há semanas sobre o que ele vê como exploração do programa de visto americano para estudar nos EUA pelo Partido Comunista Chinês (PCC).

Agora, espera-se que ele apresente a Lei para Acabar com a Intriga Comunista Chinesa Reivindicando Salvaguardas Intelectuais na Academia, ou a Lei para Acabar com os Vistos do PCC, na sexta-feira.

O projeto de lei ainda está circulando para copatrocinadores, foi informado à Fox News Digital, mas as pessoas que devem apoiar o projeto incluem os deputados Andy Ogles, republicano do Tennessee, Scott Perry, republicano da Pensilvânia, e Brandon Gill, republicano do Texas.

“Todos os anos, permitimos que quase 300.000 cidadãos chineses venham aos EUA com vistos de estudante. Nós literalmente convidamos o PCC a espionar nossos militares, roubar nossa propriedade intelectual e ameaçar a segurança nacional”, disse Moore.

“Ano passado, o FBI acusou cinco cidadãos chineses aqui com vistos de estudante depois que eles foram pegos fotografando exercícios militares conjuntos de fogo real EUA-Taiwan. Isso não pode continuar.”

Ele pediu ao Congresso que agisse sobre “a exploração do nosso programa de visto de estudante pela China”.

“É hora de fecharmos a torneira e proibir imediatamente todos os vistos de estudante para cidadãos chineses”, disse ele.

O incidente mencionado por Moore envolveu cinco ex-alunos da Universidade de Michigan que se formaram em maio como parte de um programa conjunto com a Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, acusados ​​de espionar os militares dos EUA.

Eles são acusados ​​de encobrir esforços de vigilância em uma instalação da Guarda Nacional em Michigan durante uma operação de treinamento com o exército taiwanês.

Os ex-alunos, todos cidadãos chineses, foram confrontados por um sargento-mor da Guarda Nacional de Utah em agosto de 2023, de acordo com uma queixa criminal apresentada no tribunal federal em 1º de outubro.

A legislação de Moore provavelmente será contestada por grupos asiático-americanos e progressistas, assim como tentativas semelhantes já aconteceram anteriormente.

O grupo Asian Americans Advancing Justice criticou anteriormente o senador Tom Cotton, republicano do Arkansas, por pedir a proibição de cidadãos chineses estudarem nos EUA.

“É inconcebível sugerir limitar os campos de estudo ou remover opções de visto para todos os estudantes da China. Essa retórica segue o perfil racial e as declarações racistas feitas por autoridades públicas como o diretor do FBI Wray e o presidente Trump”, disse o grupo em 2020.

Publicado originalmente pela Fox News em 12/03/2025

Por Elizabeth Elkind

Elizabeth Elkind é uma repórter de política da Fox News Digital, liderando a cobertura da Câmara dos Representantes. 

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Republicanos são acusados de blindar investimentos de Musk na China https://www.ocafezinho.com/2024/12/21/republicanos-sao-acusados-de-blindar-investimentos-de-musk-na-china/ https://www.ocafezinho.com/2024/12/21/republicanos-sao-acusados-de-blindar-investimentos-de-musk-na-china/#respond Sat, 21 Dec 2024 09:50:00 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=199144 A democrata Rosa DeLauro disse que a remoção das disposições que restringem os investimentos dos EUA na China conflita com os interesses do bilionário


A principal democrata do Comitê de Apropriações da Câmara dos Representantes dos EUA afirmou nesta sexta-feira (20) que os republicanos no Congresso estão protegendo os investimentos chineses de Elon Musk ao eliminar disposições que restringem investimentos dos EUA.

A representante Rosa DeLauro disse em uma carta que Musk, CEO da fabricante de carros elétricos Tesla, pode ter interferido no processo de financiamento do governo para remover uma disposição que regulava investimentos americanos na China, devido a seus “extensos investimentos na China em setores-chave, suas relações pessoais com a liderança do Partido Comunista Chinês, e coloca em dúvida o verdadeiro motivo de sua oposição ao acordo original de financiamento.”

A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, aprovou na sexta-feira uma legislação que evitou o fechamento do governo à meia-noite. A legislação estende o financiamento do governo até 14 de março, fornece US$ 100 bilhões para estados afetados por desastres e US$ 10 bilhões para agricultores.

A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Musk publicou várias críticas a DeLauro no X (antigo Twitter) na sexta-feira, incluindo uma em que disse que ela “precisa ser expulsa do Congresso!”

Musk também comentou estar satisfeito com o pacote de gastos: “Passou de um projeto de lei que pesava quilos para um que pesa onças”, escreveu no X.

Com informações de SCMP*

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Trump já enfrenta crise dentro do partido https://www.ocafezinho.com/2024/11/18/trump-ja-enfrenta-crise-dentro-do-partido/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/18/trump-ja-enfrenta-crise-dentro-do-partido/#respond Mon, 18 Nov 2024 18:31:16 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=197244 Nove senadores republicanos estão prontos para sabotar os polêmicos indicados de Trump: revolta, acusações e bastidores tensos no Senado!


Vários senadores republicanos estão emergindo como potenciais obstáculos para as escolhas controversas de gabinete do presidente eleito Trump, especialmente suas duas escolhas mais polarizadoras: o ex-deputado Matt Gaetz (R-Fla.) e Robert F. Kennedy Jr.

Trump teve uma relação conturbada no passado com alguns senadores republicanos que provavelmente não lhe darão a mesma deferência que aliados leais, como o senador Tommy Tuberville (R-Ala.), que na semana passada pediu a seus colegas republicanos para “saírem do caminho” e aprovarem os indicados de Trump.

Trump pode suportar até três deserções dentro da conferência republicana no Senado e ainda conseguir que suas escolhas sejam confirmadas.

No entanto, quatro senadores republicanos seriam suficientes para derrubar qualquer um de seus indicados, e dois moderados — as senadoras Lisa Murkowski (R-Alasca) e Susan Collins (R-Maine) — já expressaram profundas reservas sobre Gaetz, que foi envolvido em uma investigação federal de tráfico sexual, liderar o Departamento de Justiça.

Aqui estão os senadores que podem barrar os indicados de Trump:

Senadora Lisa Murkowski (R-Alasca)
Murkowski sinalizou sua provável oposição a Gaetz logo após ele ser anunciado como a escolha de Trump para o cargo de procurador-geral.

“Eu não acho que seja uma indicação séria para procurador-geral. Precisamos de um procurador-geral sério”, ela disse a repórteres.

Murkowski, que não votou nem em Trump nem na vice-presidente Harris, provavelmente também será cética em relação à escolha de Trump de Kennedy para chefiar o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).

A senadora do Alasca, que atua no Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões (HELP) do Senado, usou as redes sociais para promover vacinas durante a pandemia de COVID-19, mas também votou, em dezembro de 2021, para derrubar o mandato de vacinação para empresas privadas.

Ela expressou surpresa com a escolha de Trump de Pete Hegseth, veterano militar e apresentador da Fox News, para liderar o Departamento de Defesa.

“Uau… Estou apenas surpresa. Não vou comentar se é bom, ruim ou indiferente, só estou surpresa, porque os nomes que ouvi para secretário de Defesa não incluíam ele”, disse ela.

Murkowski foi uma das sete senadoras republicanas que votaram para condenar Trump por incitar a insurreição durante seu julgamento de impeachment no Senado em 2021.

Senadora Susan Collins (R-Maine)
Collins é a única senadora republicana que enfrentará reeleição em 2026 em um estado vencido por Harris e imediatamente expressou seu ceticismo sobre Gaetz servir como próximo procurador-geral do país.

“Fiquei chocada com o anúncio”, ela disse. “Tenho certeza de que haverá muitas perguntas levantadas na audiência dele. Obviamente, o presidente tem o direito de nomear quem ele quiser, mas tenho certeza de que haverá muitas perguntas.”

Collins analisará de perto a nomeação de Kennedy por Trump, já que também atua no Comitê HELP.

Ela disse ao The New York Times que achou algumas das declarações anteriores de Kennedy “alarmantes”.

“Nunca me reuni com ele, nem sentei para conversar com ele ou ouvi ele falar longamente”, disse ela antes de Trump anunciar formalmente a nomeação de Kennedy.

Mas ela afirmou que Kennedy “seria uma escolha surpreendente” para liderar os serviços de saúde do país, dado seu histórico de alegar que vacinas representam sérios riscos à saúde e sua campanha para remover o flúor da água pública, algo que muitos legisladores veem como uma questão marginal.

Senador-eleito John Curtis (R-Utah)
Curtis ocupará a vaga do senador aposentado Mitt Romney (R) e tem a reputação de ser um centrista prático, que se espera abordar seu trabalho de forma ponderada e equilibrada, como Romney fez durante seus seis anos no Senado.

Curtis lidera o Caucus Conservador do Clima e tem rejeitado céticos em relação ao clima, argumentando que os conservadores têm um papel a desempenhar como “bons administradores” do meio ambiente.

Ele favoreceu censurar Trump por tentar reverter os resultados das eleições de 2020, mas votou “não” no impeachment durante seu mandato na Câmara, pedindo aos colegas que “reduzissem a retórica e acalmassem as tensões”.

Curtis já sinalizou que não apoiará colocar o Senado em um recesso prolongado para permitir que Trump contorne o processo de confirmação fazendo nomeações de recesso.

“O senador-eleito Curtis acredita que todo presidente tem direito a um certo grau de deferência para selecionar sua equipe e fazer nomeações”, disse Corey Norman, chefe de gabinete de Curtis, ao KSL-TV em Salt Lake City. “Ele também acredita firmemente no papel crítico do Senado de confirmar ou rejeitar nomeações com base em informações e insights das audiências de confirmação.”

Senador Bill Cassidy (R-La.)
Cassidy será um dos três únicos senadores republicanos ainda servindo no próximo ano que votaram para condenar Trump na acusação de incitar insurreição.

Ele provavelmente presidirá o Comitê HELP, que terá jurisdição sobre a nomeação de Kennedy para liderar o HHS.

Cassidy, médico, refutou alegações que tentavam ligar vacinas ao autismo como “notícias falsas”.

“Como médico que passou a vida tentando levar saúde às pessoas da Louisiana, apoio fortemente as imunizações”, ele disse em 2019. “Nunca houve uma ligação com autismo feita por um cientista credível.”

O Comitê de Saúde de Cassidy realizará uma audiência sobre Kennedy, mas o Comitê de Finanças do Senado lidará com a documentação de Kennedy e votará para avançá-lo ao plenário, segundo uma fonte republicana familiarizada com o processo.

O senador da Louisiana observou em uma declaração que Kennedy “tem defendido questões como alimentos saudáveis e a necessidade de maior transparência em nossa infraestrutura de saúde pública.”

Ele disse que está “ansioso para aprender mais sobre suas outras posições políticas.”

Cassidy evitou responder perguntas sobre a nomeação de Gaetz para liderar o Departamento de Justiça, mas não pareceu impressionado com a escolha de Trump de Hegseth para liderar o Departamento de Defesa, dado seu histórico na televisão e a falta de experiência em gerenciar grandes organizações como o Pentágono.

“Quem?”, Cassidy disse quando questionado na terça-feira sobre Hegseth se tornar o próximo secretário de Defesa, expressando o mesmo espanto que vários senadores republicanos manifestaram sobre a escolha incomum quando a notícia foi divulgada na terça-feira.

Senador Todd Young (R-Ind.)

Young é um legislador sério que não gosta de ser questionado sobre as declarações provocativas mais recentes de Trump no Truth Social.

Mas, embora Young raramente fale sobre as controvérsias que constantemente cercam Trump, ele deixou claro no passado que não é fã dele.

Ele não endossou Trump para presidente em 2024 e o criticou por se recusar a chamar o presidente russo Vladimir Putin de criminoso de guerra.

Ele também culpou Trump pelo ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA, mas não votou para condená-lo por incitar insurreição.

Young foi um dos vários senadores republicanos, junto com Collins, Murkowski e Cassidy, a votar a favor de um projeto de lei em 2022 para combater a violência armada.

Gaetz disse na época que qualquer senador republicano que apoiasse a medida seria “um traidor da Constituição,” uma declaração que não ajudará a conquistar os senadores cujo apoio ele precisa para obter a confirmação.

Senadora Joni Ernst (R-Iowa)

Ernst disse ao The Hill que Gaetz enfrenta uma “subida íngreme” para garantir votos suficientes para obter a confirmação, e ela está adotando uma abordagem de “esperar para ver” em relação a Hegseth e Tulsi Gabbard, a ex-congressista democrata do Havaí, que é a escolha de Trump para ser diretora de inteligência nacional.

Ernst disse que quer se encontrar com Gabbard antes de formar qualquer opinião sobre sua nomeação.

“Tive um relacionamento com ela. Pode ser um pouco não convencional, mas, ao mesmo tempo, ela pode trazer valor para nós também. Então, teremos que resolver tudo isso,” ela disse.

Questionada sobre as declarações anteriores de Gabbard defendendo Putin e o presidente sírio Bashar Assad, Ernst disse: “Teremos que conversar sobre isso.”

Ernst também está em campanha para reeleição em 2026. Embora Trump tenha vencido Iowa nas eleições presidenciais de 2016, 2020 e 2024, o ex-presidente Obama ganhou o estado em 2008 e 2012.

Os democratas podem direcionar esforços para sua vaga simplesmente porque não têm muitas outras opções promissoras no mapa eleitoral.

Ernst perdeu sua candidatura para se tornar presidente da Conferência Republicana do Senado e pode estar mais inclinada a romper com seu partido agora que não será mais membro da liderança eleita.

Senador Thom Tillis (R-N.C.)

Tillis não tem medo de desempenhar o papel de um dissidente republicano se sentir fortemente sobre um indicado ou uma questão, e ele já está sugerindo que Gaetz pode não ter muito apoio no Senado.

“Será interessante ver qual é sua base orgânica,” Tillis disse sobre o indicado. “No final das contas, o deputado Gaetz terá uma audiência, mas meu foco é contar votos, e eu acho que ele provavelmente terá muito trabalho pela frente para conseguir um voto forte.”

“Não vamos conseguir um único voto democrata,” ele disse.

Tillis será um dos principais alvos dos democratas no Senado em 2026, se decidir se candidatar à reeleição na Carolina do Norte, um estado em disputa que Trump venceu por 3,5 pontos percentuais sobre Harris.

Tillis, que representa mais de 90.000 militares em serviço ativo em seu estado natal, que também abriga Fort Liberty — anteriormente conhecido como Fort Bragg — diz que Hegseth precisará responder a algumas perguntas difíceis durante sua audiência de confirmação.

“Acho que ele só precisa passar pelo processo de análise e suportar o que, com certeza, será um interrogatório interessante no Comitê de Serviços Armados do Senado,” ele disse a repórteres.

Tillis reconheceu que a falta de experiência de Hegseth em liderar grandes organizações será algo que ele precisará abordar durante sua audiência de confirmação.

“Essas são todas as coisas para as quais você precisa ter respostas boas e sólidas. É uma agência grande, complexa e muito, muito importante,” ele disse. “Precisamos ver toda a análise. Há muito trabalho que será feito entre agora e o momento em que ele realmente comparecer ao comitê.”

Senador John Cornyn (R-Texas)

Cornyn prometeu fazer com que os indicados de Trump fossem aprovados rapidamente no Senado quando estava concorrendo contra o Whip Republicano do Senado John Thune (S.D.) e o senador Rick Scott (R-Fla.) para se tornar o próximo líder da maioria no Senado.

No entanto, o texano perdeu essa corrida, o que pode lhe dar mais liberdade para criticar as escolhas de Trump, especialmente se ele não acreditar que estão qualificadas para os cargos de maior destaque no gabinete.

Ele brincou com repórteres que ele e o senador Mitch McConnell (Ky.), que se aposentará como líder republicano do Senado, agora estão “liberados,” já que não terão posições de liderança eleitas em 2025, dando-lhes mais liberdade para se opor a indicados problemáticos.

Cornyn, membro sênior do Comitê Judiciário do Senado, pediu que os membros de seu painel tenham acesso total às conclusões da investigação do Comitê de Ética da Câmara sobre Gaetz por suposto abuso sexual e uso ilícito de drogas.

Ele alertou que, se houver evidências de irregularidades, Gaetz poderá se tornar “um constrangimento para o presidente.”

“Precisamos ter acesso a tudo,” ele disse, rompendo com o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-La.), que disse na sexta-feira que fará um “pedido forte” para que o painel de ética da Câmara mantenha sua prática de não divulgar um relatório sobre um ex-membro que renunciou à Câmara, como Gaetz fez na semana passada.

Cornyn também pareceu surpreso que Trump escolheu Gabbard para servir como diretora de inteligência nacional, dadas suas declarações anteriores contestando a alegação do governo dos EUA de que Assad usou armas químicas contra seu próprio povo e defendendo a justificativa declarada de Putin para invadir a Ucrânia.

Cornyn, no entanto, está em campanha para reeleição em 2026 e provavelmente enfrentará um desafiador conservador nas primárias.

Isso pode lhe dar razão para ser cauteloso ao criticar os indicados de Trump, mas, mesmo assim, é improvável que ele evite defender sua posição em relação às escolhas mais controversas de Trump, como Gaetz.

Senador Mitch McConnell (R-Ky.)

McConnell será uma das figuras mais interessantes no Senado no próximo ano, dado seu profundo ceticismo em relação ao caráter de Trump e muitas de suas posições políticas.

McConnell atuou como líder da maioria ou da minoria no Senado nos últimos 18 anos, o que o colocou na posição de preservar a unidade dentro da conferência republicana.

Como líder da maioria durante os primeiros quatro anos de Trump no cargo, McConnell desempenhou um papel fundamental na confirmação dos indicados de Trump para os ramos executivo e judicial. Ele considera seu papel na confirmação de três juízes conservadores para a Suprema Corte sob Trump como uma de suas maiores conquistas na carreira.

No entanto, McConnell, um institucionalista e defensor da defesa, provavelmente não apoiará automaticamente a nomeação de Gaetz para liderar o Departamento de Justiça, caso ele ache que isso poderia minar a confiança pública na principal instituição de aplicação da lei do país.

“Observando seu histórico, ele nunca se curvou a Trump em questões, especialmente quando relacionadas ao Senado e ao papel do Senado,” disse um assessor republicano do Senado.

McConnell rejeitou a proposta de Trump, em 2018, para que os republicanos no Senado abolisse o filibuster a fim de melhorar as chances de aprovação de sua agenda legislativa na época.

Dado seu papel como defensor das prerrogativas do Senado, ele provavelmente aconselhará contra colocar o Senado em um recesso prolongado para permitir que Trump faça nomeações de recesso.

McConnell examinará cuidadosamente as declarações de Gabbard sobre a Rússia, considerando o papel de liderança que desempenhou ao direcionar a ajuda militar dos EUA à Ucrânia.

Ele disse que sua prioridade nos dois últimos anos de seu sétimo mandato no Senado será aumentar os gastos com defesa e a base industrial de defesa do país. Se ele perceber Hegseth como um leal a Trump que possa estar em desacordo com essa missão, ele provavelmente falará contra ele.


Com informações do The Hill*

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O que uma ‘trifeta’ republicana significa para o governo https://www.ocafezinho.com/2024/11/08/o-que-uma-trifeta-republicana-significa-para-o-governo/ https://www.ocafezinho.com/2024/11/08/o-que-uma-trifeta-republicana-significa-para-o-governo/#respond Fri, 08 Nov 2024 13:50:29 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=196670 Matéria da famosa revista The Economist destaca como, comandando a presidência, Senado e Câmara, Trump pode moldar o futuro dos EUA

Donald Trump garantiu uma vitória decisiva na corrida presidencial e está prestes a ser o primeiro republicano em 20 anos a vencer o voto popular. Seu partido também conquistou o Senado e tem grande chance de recuperar o controle total do Congresso ao manter a Câmara dos Representantes.

Pode levar semanas até que se conheça o tamanho da maioria republicana no Senado e se a vitória na Câmara será confirmada. As margens finais em ambas as câmaras definirão o alcance da liberdade de Trump para implementar sua agenda no segundo mandato.

De qualquer forma, Trump terá ampla margem para nomear membros do gabinete, confirmar juízes e influenciar legislações de gastos e impostos no Congresso.

Sua vitória consolidou seu controle sobre o Partido Republicano e reforçou a força de sua ideologia MAGA e de sua coalizão. Em seu primeiro mandato e durante seu período fora do cargo após a derrota em 2020, Trump enfrentou dificuldades para impor sua vontade; agora, seu segundo mandato começará com menos restrições.

Ainda assim, compartilhar o poder com senadores independentes e congressistas divididos faz parte da vida presidencial, e Trump não poderá ignorar isso. O Senado acolheu novos republicanos alinhados com Trump nos últimos anos, mas continua sendo um reduto do conservadorismo pré-Trump.

O tamanho da maioria republicana na câmara alta determinará se moderados como Susan Collins, do Maine, e Lisa Murkowski, do Alasca, conseguirão conter os impulsos mais controversos de Trump, especialmente em relação a nomeações. Além do gabinete, os senadores devem aprovar mais de mil posições de alto escalão, de chefes adjuntos de departamentos a generais e embaixadores.

A campanha de Trump para remodelar o judiciário federal também exigirá aprovação do Senado. Nada uniu os republicanos no primeiro mandato de Trump como suas nomeações judiciais.

Ele contou com um Senado controlado pelos republicanos por quatro anos e, sob a liderança de Mitch McConnell, viu 234 nomeações aprovadas, incluindo três juízes da Suprema Corte. É plausível que até o final de seu segundo mandato, Trump tenha indicado a maioria dos juízes do tribunal.

Contudo, McConnell não liderará os republicanos no próximo ano. Em 13 de novembro, o Senado votará em uma corrida acirrada entre três candidatos para substituí-lo. John Thune, vice-líder de McConnell, é o favorito, seguido por John Cornyn, do Texas, e Rick Scott, da Flórida, que concorre como um azarão pela ala direita.

Via The Economist*

Thune, um nome próximo de McConnell, teve uma relação conturbada com Trump, mas se reconciliou e provavelmente desempenhará um papel importante nas negociações entre a Casa Branca, a Câmara e o Senado.

Sem uma ação legislativa, partes da lei de corte de impostos de 2017 de Trump expirarão no próximo ano. As negociações ainda não começaram, mas algumas disputas já se desenham.

Um Senado controlado pelos republicanos deve lutar para manter o limite de deduções fiscais em estados de altos impostos, mas, se os republicanos garantirem maioria na Câmara graças a vitórias nesses estados, um confronto entre as câmaras é iminente.

O Congresso também decidirá sobre a expansão do crédito fiscal infantil, ajustes nas taxas de imposto corporativo e pessoal, cumprimento de promessas de campanha, como a remoção de impostos sobre gorjetas, entre outras medidas. Nessas questões, as margens em ambas as câmaras serão tão importantes quanto as preferências de Trump.

A situação na Câmara é a maior incógnita. Em vários estados, ainda há disputas acirradas demais para serem resolvidas.

O Cook Political Report prevê agora uma maioria republicana muito estreita na Câmara. Um estrategista republicano estima que seu partido possa perder um ou dois assentos dos cinco que atualmente detêm de maioria.

Se o partido de Trump mantiver a Câmara, os republicanos precisarão escolher um presidente, tarefa que frequentemente desestabiliza o grupo dividido. O atual presidente, Mike Johnson, compartilhou o palco com Trump em Palm Beach na madrugada de quarta-feira, e foi elogiado por seu trabalho.

Qualquer tentativa de destituir Johnson resultará em um confronto direto com Trump, que sairá fortalecido após a vitória esmagadora.

A provável vitória republicana foi fruto de um esforço coletivo. Após a esperada conquista de uma cadeira em West Virginia, redes de notícias chamaram a vitória do senador Bernie Moreno, que desbancou o democrata Sherrod Brown, em Ohio, como a mais cara do país. A derrota do democrata Jon Tester, em Montana, garantiu a 52ª cadeira republicana.

Ainda há espaço para aumentar essa maioria com democratas em disputas acirradas em Nevada e Pensilvânia. Os republicanos podem alcançar entre 53 e 54 cadeiras no Senado.

Até o momento, 412 de 435 disputas para a Câmara foram encerradas, com os republicanos a cinco assentos de manterem o controle. Algumas disputas podem exigir recontagem e outras ainda são incertas.

Uma vez que a eleição se defina, além da legislação tributária, outras batalhas surgem. O Congresso em fim de mandato pode aprovar outro projeto temporário de financiamento, mas em 2025 será responsável por um orçamento completo.

O Comitê de Serviços Armados do Senado agora será liderado por um republicano que defende o aumento do gasto em defesa para 5% do PIB.

Trump possui agora amplo capital político. A forma de utilizá-lo será tema de disputas, mas a direção já está clara.

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PT articula apoio a Hugo Motta para a presidência da Câmara https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/pt-articula-apoio-a-hugo-motta-para-a-presidencia-da-camara/ https://www.ocafezinho.com/2024/10/21/pt-articula-apoio-a-hugo-motta-para-a-presidencia-da-camara/#respond Mon, 21 Oct 2024 21:06:43 +0000 https://www.ocafezinho.com/?p=195556 Com provável apoio majoritário do PT, Hugo Motta se destaca na corrida pela presidência da Câmara, enquanto Antônio Brito tenta reverter o cenário nos bastidores.


A corrida pela presidência da Câmara dos Deputados já está em andamento, com Hugo Motta (Republicanos-PB) se consolidando como o nome mais forte para suceder Arthur Lira (PP-AL). Ele tem recebido apoio de partidos da base aliada e de setores da oposição, o que fortalece sua candidatura. De acordo com fontes próximas à bancada petista, o PT está inclinado a apoiar Hugo Motta, que também é o preferido de Arthur Lira. Essa decisão segue a lógica de garantir a manutenção da governabilidade e do diálogo com diferentes partidos.

O apoio do PT a Hugo Motta

O PT busca manter a governabilidade e o diálogo amplo no Congresso, por isso, o apoio a Motta surge como uma escolha estratégica. O governo federal vê em Motta um aliado capaz de negociar com vários setores, o que favorece a agenda do Planalto. Além disso, Motta é visto como um nome mais agregador, evitando disputas internas que poderiam dificultar a condução dos trabalhos na Casa.

Enquanto isso, Antônio Brito, líder do PSD na Câmara, ainda tenta reverter o cenário atual. Ele intensificou suas articulações, buscando apoio em partidos independentes, como o União Brasil. Brito espera que novas alianças possam fortalecer sua candidatura. No entanto, a ausência de um apoio significativo do PT torna sua situação mais difícil. Para Brito, a estratégia é tentar conquistar apoios de última hora, uma tática comum em disputas acirradas como essa.

O governo manterá cautela até as vésperas da eleição da presidência da Câmara

As articulações políticas para a escolha do presidente da Câmara costumam envolver negociações até o último momento. O governo pretende manter a cautela e avaliar as condições até as vésperas da eleição, mantendo assim uma margem de manobra maior para ajustes estratégicos. Essa abordagem visa garantir que a escolha final seja a mais favorável para a governabilidade, evitando qualquer atrito desnecessário nas relações políticas da Casa. Observadores políticos acreditam que o cenário só se consolidará próximo à votação, marcada para fevereiro de 2025.

Veja também: A nova data da reforma ministerial

O próximo presidente da Câmara terá um papel essencial para o governo federal, pois definirá as pautas prioritárias a serem debatidas e votadas pelos deputados. A escolha de um nome com capacidade de diálogo e negociação é vista como fundamental para garantir a continuidade dos projetos do Executivo. Dessa forma, a disputa atual não é apenas sobre quem ocupará a presidência da Casa, mas também sobre o futuro das relações entre o Legislativo e o Executivo.

Cenário ainda pode mudar

Apesar da vantagem de Hugo Motta, o cenário político permanece dinâmico. A política interna da Câmara é marcada por reviravoltas, especialmente em momentos decisivos como esse. Se Brito conseguir novos apoios e articulações, a disputa poderá sofrer alterações significativas. Até a eleição, marcada para fevereiro de 2025, muita coisa pode acontecer nos bastidores, incluindo possíveis mudanças nas preferências de voto das bancadas.

Embora Hugo Motta esteja atualmente na dianteira, o cenário ainda não está completamente definido. As articulações políticas do governo e as negociações internas na Câmara serão cruciais para a consolidação do apoio. A disputa continuará sendo acompanhada de perto, com expectativa de desdobramentos até as vésperas da eleição, quando os deputados finalmente definirão o sucessor de Arthur Lira.

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