Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Defensoria Pública de SP denuncia barbárie em Pinheirinho

Por Miguel do Rosário

03 de fevereiro de 2012 : 16h06

Sem comentários. Apenas assistam.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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alex

14 de fevereiro de 2012 às 00h29

Pesquisa: 67% da população vêem Judiciário como pouco honesto

13 de Fevereiro de 2012 – 19h22- Portal Vermelho
Ao comparar a confiança no Judiciário com outras instituições a pesquisa, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, mostra esse Poder atrás das Forças Armadas, da Igreja Católica, do Ministério Público, das grandes empresas e da imprensa escrita. Na sexta colocação, o Judiciário aparece como instituição mais confiável do que a polícia, o governo federal, as emissoras de TV, o Congresso Nacional e os partidos políticos.

Duas em cada três pessoas consideram o Judiciário pouco ou nada honesto e sem independência. Mais da metade da população (55%) questiona a competência desse Poder. A má avaliação do Judiciário como prestador de serviço piorou ainda mais ao longo dos últimos três anos, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

A principal motivação do uso do Judiciário pelos entrevistados está relacionada às questões envolvendo direito do consumidor (cobrança indevida, cartão de crédito, produtos com defeito), aos conflitos derivados das relações trabalhistas (demissão, indenização, pagamento de horas extra), seguida e direito de família (divórcio, pensão, guarda de menores, inventário).

A pesquisa da FGV indica que a maior parte dos brasileiros confia na sua família, tendo em vista que 87% deles responderam que confiam ou confiam muito em seus familiares. Em segundo lugar, aparecem os amigos, seguidos pelos colegas de trabalho e, depois, pelos vizinhos. E apenas poucas pessoas (19%) afirmaram que confiam ou confiam muito nas pessoas em geral.

Justiça lenta

De acordo com levantamento da Escola de Direito da FGV, coordenado pela professora Luciana Gross Cunha, 89% da população considera o Judiciário moroso. Além disso, 88% disseram que os custos para acessar o Poder são altos e 70% dos entrevistados acreditam que o Judiciário é difícil ou muito difícil para utilizar.

íntegra: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

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ALEX

13 de fevereiro de 2012 às 11h17

Carmen Sampaio: “Pinheirinho, show de horror não acaba nunca”
por Conceição Lemes – 12 de fevereiro de 2012 às 9:08

O Dr Marcio Sotelo Felippe, procurador do Estado de São Paulo, enviou-me por e-mail esta dica:
Dá uma olhada nesse vídeo. Terrível. Acho que é um documento e tanto. Foi feito por uma moça chamada Carmen Sampaio, que vai todos os dias lá levar ajuda humanitária.
Conferi. Cenário de catástrofe. Um show de horror, mesmo. http://www.youtube.com/watch?v=hV2n-7gbTPs&fe
Trechos:
“O Pinheirinho não era uma favela com barracos de madeira. Eles tinham casa de alvenaria, com fogão, geladeira, TV, móveis, etc. Agora, estão na miséria, amontoados em espaços insalubres, sem nenhuma privacidade, dormindo no chão. Num dos abrigos, há apenas TRÊS banheiros para mais de mil pessoas”.
“Há muitas grávidas e muitas crianças; estas ficam ao léu, pois não têm espaço adequado para brincar. Vi criança chorando de fome”.
“Estão desesperados pois o aluguel social é inferior aos valores cobrados na região. Além disso, imobiliárias exigem dois, três meses adiantados, que eles não têm como pagar. Alguns estão caindo na bebida”
(CONTINUA) http://www.youtube.com/watch?v=hV2n-7gbTPs&fe

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Luiz

09 de fevereiro de 2012 às 21h45

Boa noite Blogueiro. Da cartilha com os 999 caminhos ou "meditações" da Opus Dei, todas são pra lá de esquizofrênicos, mas achei 2 que me chamaram a atenção: o de nº 54 e o nº 801, de autoria de José Maria Escrivá (http://pt.escrivaworks.org/book/caminho-ponto-1.htm):
54: Contemporizar? É palavra que só se encontra ("há que contemporizar!") no léxico dos que não têm vontade de lutar – comodistas, manhosos ou cobardes – porque de antemão se sabem vencidos.

E quanto aos incêndios nas favelas de SP:
801: Ainda ressoa no mundo aquele clamor divino: "Vim trazer fogo à Terra, e que quero senão que se ateie?". – E bem vês: quase tudo está apagado…Não te animas a propagar o incêndio?

Acho que tem um Silas agindo po aí, cheio de culpas e assombrações, pois há muito nesses caminhos que trata do auto-suplício. Doideira total.
Se for buscar no site, onde de "ponto-1.htm", substitua esse 1 polo número que deseja ler, lá no barra de endereços.
Acho que a cartilha toda, que baixei do site, é interessante lê-la porque pode revelar o que vai pelo subconsciente dum devoto como o Alckmim e quem o segue. Na ditadua argentina havia capelães da Opus Dei que zelavam pela parte religiosa dos militares. Será que há capelães na PM se SP? Que tipo de oração fazem no quartel antes de irem para a guerra contra gente indefesa e cidadãs de bem?

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_spin

07 de fevereiro de 2012 às 22h03

O pig manipula a questão da greve da PM na BA para que Pinheirinho caia no esquecimento. O pig ignora que, em se tratando de governo de esquerda e direita há sim formas de lidar com a questão da segurança, segue trecho de artigo publicado na Carta Maior, logo abaixo o link para o texto completo, o artigo é de 2008 mas atual, talvez seja o caso de se discutir essa diferença como esquerda e direita lidam com o problema:

ESQUERDA: a violência é efeito de condições precárias e, portanto, o combate à
violência se faz pela melhoria das condições de vida da população / com maior justiça
social.
Em relação à mesma questão, o posicionamento de direita considera que os
homens são divididos entre “honestos/bons” e “delinqüentes”
2
(essa divisão seria
natural, até condicionada geneticamente…) e que os “delinqüentes”, por perturbarem a
ordem pública, devem ser (duramente) punidos, isolados do convívio social – versões
mais radicais preconizarão sua eliminação, através da pena de morte. O mesmo assalto é
visto dessa posição como uma perturbação na ordem social (além de uma violação de
direitos individuais), e, portanto, deve ser reprimido. Podemos representar esse
posicionamento pelo enunciado

DIREITA: a violência decorre de fatores naturais, portanto, o combate à violência se
faz por meio da ação repressiva do Estado para garantir a ordem social e eliminar ou
isolar os que não a respeitem.
Complementando a diferenciação básica proposta por Bresser-Pereira, pode-se
dizer que, na questão da segurança pública, para a direita prevalecem os valores
concretos (a propriedade, a tranqüilidade no cotidiano dos cidadãos de bem e o bemestar de suas famílias); para a esquerda, prevalecem valores que a direita considera
abstratos, utópicos (justiça, igualdade, cidadania, direitos humanos).
A partir da década de 1980, com a crescente falta de segurança pública nas
cidades brasileiras e a chegada de partidos de esquerda ao poder em algumas prefeituras
e governos de Estados, a esquerda vê-se diante de um tema imposto: precisa discutir o
papel da polícia, do aparelho repressor do Estado, propor respostas mais imediatas à
violência. Tal tema é imposto no sentido de que faz parte historicamente de projetos de
governo, mas também (em sentido menos técnico) porque não era discutido (ou melhor,
não havia propostas de medidas “concretas”) pela esquerda brasileira como oposição: a 111a a a
– Jornada Internacional de Estudos do Discurso 27, 28 e 29 de março de 2008
306
marginalidade era explicada como conseqüência de desigualdade e se solucionaria com
justiça social. A urgência em atacar o problema da violência fez com que ele fosse
objeto de propostas de combate direto, e não apenas através do ataque a suas causas,
como na conjuntura anterior.
Nessa nova conjuntura, as propostas da esquerda e da direita ainda podem ser
discernidas (por exemplo, é mais típico da esquerda falar mais em prevenção e em
polícia inteligente / científica, e menos em repressão e cadeia, o avesso do discurso da
direita).
No entanto, pelo menos um episódio se tornou “memorável” (especialmente por
ser bastante polêmico). Quando José Genoíno foi candidato ao governo de S. Paulo (em
2002), chegou a utilizar a expressão “rota na rua”, embora insistisse que se trataria de
uma medida extrema, conjuntural. Mas, como se tratava de uma expressão estreitamente
ligada a Paulo Maluf, expoente da direita, imediatamente a proposta do PT foi
considerada ou de direita ou oportunista (o episódio não será analisado aqui; é
relembrado apenas para deixar claro que a diferença entre os discursos da direita e da
esquerda é claramente perceptível, e que há uma memória à qual eles são ligados).
Vejamos, agora, como essa memória irrompe na sdr e, em seguida, no domínio de antecipação
http://www.dle.uem.br/jied/pdf/DIREITA%20E%20ESQU

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Maria 1

03 de fevereiro de 2012 às 16h52

Pois é, Miguel. Partindo desse depoimento, até os não iniciados na seara jurídica conseguem perceber que a barbárie em Pinheirinhos foi precedida de toda sorte de procedimentos ilegais. Uma absurda demonstração de força do TJSP, atropelando os ritos processuais que juizes e desembargadores não podiam ignorar. Mas ignoraram, seguros, talvez, de que seus atos não mais seriam revertidos por instâncias superiores (o fato consumado) e muito menos objeto de qq punição. Uma vez restaurados os poderes do CNJ, resta tão somente aguardar que pelo menos fique o registro do descalabro nos anais daquele Conselho. Quanto às razões de tamanho empenho envolvendo a posse de uma propriedade improdutiva e parcialmente ocupada, é bom nem pensar. Qualquer especulação que se faça somente aumenta a indignação.

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