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Rio sob ataque (ou seria a democracia?)

Por Miguel do Rosário

23 de julho de 2013 : 05h09

Assistam esse vídeo. Tem apenas 1 minuto.

Ele mostra duas coisas. Na primeira parte, vemos a linha de frente dos manifestantes. Como tem acontecido em todos os eventos similares, eles iniciam as provocações, empurrando as grandes e forçando uma aproximação.  Em seguida, um mascarado acende o pavio de um coquetel molotov  e o arremessa na direção da polícia. Ouve-se a explosão.

Na segunda parte do vídeo, dois P2 (policiais disfarçados) correm para o cinturão policial. Aparentemente são os mesmos que lançaram os coquetéis. Alguém comentou que apesar da camisa ser parecida, a calça é diferente. Tem que periciar.

Essas manifestações estão se tornando cada vez mais violentas: por natureza, de um lado, e pela presença constante de todo o tipo de infiltrados, de outro. A aceitação do uso de “máscara” é um convite. De qualquer forma, os vândalos, infiltrados ou não, têm apoio de setores golpistas da classe média, mesmo que pintados de verde ou vermelho.

As manifestações sempre terminam em quebra-quebra. É o grand-finale de todas. Como se houvesse provocação deliberada para desestabilizar a PM, forçando-a até o limite para cometer erros, praticar alguma brutalidade, obtendo-se motivo para um novo grande protesto.

Observe, na foto abaixo, um PM sendo queimado “pacificamente”:

Nas redes sociais, tem crescido o apoio à táticas de violência.

Há várias hipóteses:

1) uma guerra interna da polícia, entre duas bandas podres diferentes.
2) infiltração de milicianos (que são ligados à polícia), querendo desestabilizar o governo Cabral.
3) exacerbação fascista do próprio movimento jovem.
4) manipulação norte-americana, para gerar imagens negativas, e fazer investimentos que viriam para o Brasil migrarem para os EUA.
5) guerra política e partidária para desgastar o governador.
6) uma ou mais hipóteses anteriores reunidas.

De qualquer forma, precisamos entender algumas coisas:

  • A PM do Rio é despreparada. Sempre foi. Não entender isso é fazer o jogo da provocação.
  • Há provocação ostensiva por parte dos manifestantes. Eu assisti isso nos vídeos da mídia ninja. Provocação pesada, com humilhações aos PMs e arremesso de pedras e coqueteis molotovs.
  • Há um ciclo vicioso sendo construído. Provoca-se a PM, a PM reprime, depois há manifestações contra a repressão da PM, e assim num crescendo.
  • A bandeira dos manifestantes é difusa. O que eles queriam hoje, por exemplo? Há alguma demanda, há algum grupo que queira propor alguma mudança urgente para o governador?

A Polícia Militar do Rio está ficando numa situação perigosa. Os manifestantes a xingam, a humilham, provocam. Eu vi isso nos vídeos.

A PM é corrupta, despreparada, traumatizada, infiltrada por milicianos e sabe-se lá por mais quem. Não me espantaria se descobrissem que há elementos da própria PM, possivelmente subornados por terceiros, incentivando a baderna. Justamente por ganhar pouco, a PM é tradicionalmente vulnerável à corrupção fácil.

Mas é a polícia que a gente tem. Provocar um agente armado é uma atitude irresponsável. A PM também tem de ser respeitada. O PM é um trabalhador que ganha pouco, trabalha muito e arrisca sua vida. Qualquer ódio tem de ser racionalizado e direcionado politicamente contra os superiores; contra o governador, por exemplo; e ser expresso de maneira organizada e objetiva.

O vandalismo, a provocação, são atos que mancham a liberdade de se manifestar. É preciso investigar sim o que está por trás disso.

Os erros da polícia tem de ser apurados. Mas uma parcela da sociedade aderiu a um radicalismo inconsequente, violento e antidemocrático. Isso tem de ser combatido politicamente. Não existe solução para os problemas do Rio de Janeiro, ou do Brasil, fora da democracia.

A democracia pressupõe que seus participantes concordem em resolver os conflitos e divergências de forma pacífica.

A palavra mais revolucionária inventada pela humanidade talvez seja essa: paz.

Querer a paz, lutar pela paz, entender a necessidade de paz, é possivelmente o gesto mais corajoso e mais inteligente de todos. Apenas os covardes, os idiotas e os medíocres não defendem a paz.

Vamos apostar na paz! O Brasil precisa de paz e estabilidade para continuar evoluindo.

Vamos discutir e operar as mudanças de maneira democrática, pacífica e racional.

Vamos defender o Brasil!

Mascarados lançam coqueteis molotovs na polícia

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Gabriel

23 de julho de 2013 às 12h26

vamos atacar com decencia!!, junte-se ao DUPLO TUITAÇO DIÁRIO contra a Rede Globo! a? partir de hoje, serão dois tuitaços diários, todos os dias até que tenhamos resultados – às 13:00 #CPIDAREDEGLOBOJA – e às13:30 #DILMACASSAAGLOBO – procure mais informações no grupo do facebook “O povo não é bobo abaixo a Rede Grobo” (não é erro de digitação, é Grobo, para fazer apologia ao “roubo”)

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