Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Renato Rabelo também alerta: vem golpe aí!

Por Miguel do Rosário

02 de julho de 2015 : 19h57

Não sou apenas este blogueiro sujo que anda paranoico.

Renato Rabelo, ex-presidente do PCdoB, a pessoa mais tranquila e serena que já conheci, também está profundamente preocupado com o agravamento da crise política.

***

ENFRENTAR A GRAVE CRISE POLÍTICA EM ANDAMENTO

Por Renato Rabelo, em seu blog.

A instabilidade política em nosso país se agrava. A autoridade presidencial é questionada e vive-se uma descontrolada e selvagem situação institucional. Os partidos da oposição – tendo o PSDB à frente – são instrumentos da mídia hegemônica e de seus patrões na guerra aberta e camuflada para derrotar a esquerda, sendo o PT sua expressão principal, com o objetivo de desacreditar e derrubar a presidenta Dilma Rousseff e criminalizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Grande conspirata conservadora em marcha

Os recentes acontecimentos numa sucessão cumulativa vão demonstrando estar em curso uma grande conspirata conservadora em marcha batida – desde a prisão de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, passando agora pela prisão dos presidentes das maiores empresas da engenharia nacional(Odebrecht e Andrade Gutierrez), colocando em polvorosa inúmeras lideranças políticas e inculcando de forma articulada, pela mídia hegemônica, rumores e deduções de que essas prisões são a escada para se chegar ao ex-presidente Lula. Até o inédito pedido de explicações do Tribunal de Contas da União (TCU) à presidenta da República, dando-lhe 30 dias para justificar as “manobras fiscais”. De antemão, o relator do caso já indica que esse Tribunal pode rejeitar pela primeira vez na história as contas do governo federal – situação explorada ad nauseam.

E, no vai e vem de supostas novidades, entram em cena os articulistas de plantão fazendo grande escarcéu a respeito da alardeada delação do presidente da UTC, indo além do decoro, da hipocrisia e do farisaísmo. Os holofotes se voltam condenando a presidenta Dilma e o PT, pelo dinheiro doado pelo empreiteiro para campanha eleitoral. Aécio Neves, que recebeu da mesma fonte um valor ainda maior é, neste caso, apenas uma demonstração de boa vontade do doador. Volta à baila a repisada tentativa da oposição de fundamentar“juridicamente” o pedido de impeachment da presidenta Dilma. E por aí a marcha segue.

Vozes de grande expressão no mundo jurídico e a própria OAB têm se pronunciado de forma crescente sobre o fato de que a denominada Operação Lava Jato tenha se desvirtuado. Ressalta a evidente ilegitimidade que se desenha nessa Operação policial, comandada por um juiz de primeira instância do Paraná. Vem sucedendo um distanciamento do seu mandato precípuo de julgar e analisar as provas com isenção para se tornar o defensor de uma causa, resultando numa operação cada vez mais usada politicamente. E com direito a um palco montado pela mídia hegemônica – revelando mais a postura de um “justiceiro” do que a de um magistrado. As prisões são ancoradas em presunções e não em provas. O instituto da delação premiada –que deveria ser espontânea– é provocado por meio de prisão preventiva, que se prolonga até que o detento constrangido faça uma deleção, sendo esse o roteiro para alcançar sua liberdade. Algo de estranho acontece nessa “República da Lava Jato”: já são dezoito acusados que assumiram a delação premiada. Nessa situação, o curso penal toma um destino anômalo: se afasta do princípio da presunção da inocência e do devido processo legal.

O processo que decorre em segredo de justiça é reiteradamente vazado seletivamente direcionado para atingir a presidenta Dilma, desmoralizar o PT e os partidos da base do governo e criminalizar o ex-presidente Lula. Ademais, impõe que as empresas investigadas não devem manter contratos ou participar de novos programas de concessão do governo, dificultando ainda mais a retomada do crescimento e entregando o mercado de grandes obras a empresas estrangeiras.

Assim, o curso político atinge um estágio no qual esse consórcio oposicionista prossegue a recarga, numa ação já ostensiva, de destruir o Brasil – sua economia nacional, empresas estatais, estrutura social – para abrir caminho e justificar a volta desse consórcio ao centro do poder. Ademais, essa destruição vai ao encontro de seus propósitos de “reformar”o país à sua imagem e semelhança,baseados completamente nos moldes do neoliberalismo.

Este é o modo de acumulação do capital do capitalismo contemporâneo. Daí a dominância global capitalista estar nas mãos da oligarquia financeira. Por isso, a resposta a essa grande crise capitalista, irrompida desde 2008, foi direcionada para resgatar essa oligarquia dominante,em detrimento dos trabalhadores e dos povos,das nações da chamada periferia.

Ideologia dominante se apoia em camadas médias da sociedade

Portanto, a escalada conservadora, reacionária e revanchista em marcha no Brasil tem esse projeto maior e essa motivação de fundo. Não podemos compreender o que se passa no Brasil simplesmente mirando no horizonte Nacional. Veja o que se passa em nossa região continental. Essas forças da direita, com ajuda exógena, concentram sua ofensiva em instrumentalizar a insatisfação de parcelas da população, sobretudo de camadas médias, contra governos progressistas e populares, principalmente agora no Equador, na Venezuela, na Argentina e no Brasil.

No caso do Brasil, nas condições atuais,destaco que essa investida da direita – que abriu a porta do armário político, para vir à luz do dia até as forças extremadas de direita, da intolerância, do autoritarismo e do obscurantismo,do “conservadorismo odioso”, como afirma Érico Veríssimo –tem sua base social em camadas médias da pequena burguesia, que nunca aceitaram, em nossa história pátria, o ascenso social das camadas mais pobres e dos trabalhadores, absorvendo a ideologia que tem suas raízes na época colonial, do regime da Casa Grande, e hoje germinada pela visão da burguesia dominante.

Essa ideologia da classe dominante se expressa na concepção da elite conservadora, que compõe em grande medida os aparatos do Estado brasileiro, no plano judicial, dos sistemas de controle púbico, os aparatos militar e policial, e as estruturas funcionais do próprio Executivo. E, na sociedade civil, importantes parcelas de executivos e altos funcionários das grandes empresas, de profissionais liberais, e outros. E por seu domínio econômico tem representação ampla no Congresso Nacional, sendo crescente neste momento. A mídia hegemônica e monopolista tem aí sua base social e viveiro ideológico.

Golpismo “institucional” via protagonismo policial/judiciário/midiático

Qual a singularidade atual da radicalização do embate político? A significativa inclusão e emancipação social vivida nestes últimos 12 anos – conduzida pelas forças progressistas e de esquerda –requer agora um novo ciclo, constituído pelas reformas democráticas estruturais, para continuar o avanço do progresso social, da afirmação soberana nacional, que garanta a autonomia na orientação e condução econômica para a retomada do crescimento com maiores conquistas sociais.

Enquanto a situação anterior permitia ainda expansão econômica e avanço social, com desenvolvimento e distribuição de renda, a luta política, apesar do antagonismo, era “comportada”. Essa fase se esgotou. Hoje, os donos do poder se sentem mais ameaçados. Querem garantir de todo modo seus domínios. Estiveram fora do centro do poder durante mais de 12 anos. E tal situação transcorre num contexto de permanência da crise capitalista global, e exigência de um novo ciclo doméstico para se avançar, assinalado pela demanda de reformas estruturais de sentido democrático. Assim, a luta de classes se externa numa luta política mais aguda e cruenta.

O estrato dominante do sistema se apoia em camadas dessa elite conservadora que compõem o Estado e estão na cúpula social, estimulando e conformando uma grande conspirata – tudo voltado para desacreditar, desmoralizar a esquerda, o governo Dilma e o ex-presidente Lula –, para barrar o ciclo político aberto em 2003.Ademais, não se deve subestimar as evidências de erros cometidos na estratégia de comunicação e na condução política do governo, que favoreceram essa investida conservadora.
Numa analogia ao período histórico de 1964, como sempre considerando as diferenças próprias de cada época, as contingências de gargalos estruturais é que preservavam persistentes privilégios, que levaram o presidente João Goulart a assumir e tentar a realização das Reformas de Base, aspiração de crescente base social popular. Essas mesmas forças políticas e sociais conservadoras – com a mesma ideologia de hoje, numa grande conspiração, com apoio do imperialismo estadunidense – se aliaram ao protagonismo militar, perpetraram o golpe a manu militari. Assim, uma lição: numa transição que exige mudanças mais profundas, e reformas estruturais de sentido democrático, as forças conservadoras e pró-imperialistas tomam a iniciativa de provocar a ruptura para garantirem o establishment. Esse foi o sentido do golpe militar. Essa tem sido a marca da nossa história política.

Essa analogia histórica, como todas, é relativa, tem semelhanças e diferenças. Essa lição de 1964 se encaixa na semelhança de hoje – a transição do ciclo expansivo, distributivo, para as reformas estruturais democráticas–, ainda mais num contexto de crise sistêmica global do capitalismo. Repete, assim, com a singularidade atual a conformação de uma grande conspirata do conjunto das forças conservadoras, que se movimentam no sentido de uma ruptura que trunque o avanço democrático e progressista e permita a volta dessas forças ao poder central. Desta vez através do protagonismo policial/judiciário/midiático, numa forma esdrúxula de golpe “legal”, ou golpismo “institucional”. Não é um embate político pacífico, mas uma guerra de extermínio, hoje declarada, para provocar a ruptura mencionada, estampada sem cessar pelo cartel de empresas midiáticas hegemônicas. Essa é a concretude do curso político atual.

Frente Ampla para a unidade de ação antigolpista

A dimensão da crise política no período atual abrange essa grande conspirata em andamento das forças conservadoras e a resposta em tempo das forças democráticas, populares e progressistas, a fim de seguir o aprofundamento das mudanças.
Diante dessa tempestuosa ameaça de retrocesso, se sobressai o imperativo de sustentar a unidade do campo democrático, popular e progressista, das suas lideranças, buscando a convergência numa ação comum, na base da relação de confiança mútua, enfatizando a relação de apoio e impulso à presidenta Dilma, visando a ampliar forças para fazer frente e derrotar a escalada conservadora. Nesse sentido, é maior a responsabilidade da esquerda, de seus partidos, e dos movimentos sociais em busca de reforçar a resistência e impulsionar a contra ofensiva.

Nesse tipo de grande batalha, para a superação da condição de defensiva é preciso distinguir duas tarefas que se combinam: uma de caráter emergencial para rechaçar a investida golpista em marcha; outra, de caráter fundamental, que se relaciona com essa premissa, a fim de que se possam realizar as reformas estruturais democráticas imprescindíveis ao desenvolvimento nacional. A emergencial deve ser compreendida por bandeiras aglutinadoras, podendo se expressar numa frente ampla democrática, patriótica e progressista.Primeiro, a defesa do Estado Democrático de Direito, em face da investida autoritária, contra o retrocesso institucional, destacando-se a defesa do mandato constitucional da presidenta Dilma, recém-eleita; e, indo além, porque estão em jogo as leis e normas constitucionais, os princípios do legítimo processo penal e da segurança jurídica de todo cidadão, sendo uma exigência a mobilização do pensamento jurídico nacional e de todos os partidários da defesa da democracia. Segundo, a defesa da economia nacional, para a retomada do desenvolvimento com progresso social, expressa neste momento no fortalecimento da Petrobras, na manutenção do regime de partilha na exploração do pré-sal, do conteúdo nacional e da engenharia nacional.

A fundamental compreende a defesa das reformas estruturais de sentido democrático, amplamente referidas pelo Programa do PCdoB, numa ampla conjunção de forças democráticas, populares e progressistas –sem as quais é inviável o desenvolvimento nacional nesse novo ciclo, que requer desobstrução dos gargalos estruturais para elevação do investimento e da produtividade geral da economia, soberania na condução econômico-financeira e avanço social.
A convergência da ação na base do governo, a importância da aliança com o PMDB neste momento e o necessário papel político desempenhado pelo vice-presidente da República são exigências estabelecidas pelo nível da relação de forças – sendo assim, um meio imediato de abrir caminho para se superar a fase mais aguda da crise. Neste sentido, a superação da crise e o avanço progressista do novo ciclo dependem em grande medida da retomada do crescimento, essencial para a recomposição do liame do governo com os trabalhadores, com as massas populares e com os setores do capital produtivo.

O ajuste, considerado pelo governo inevitável para retomar o crescimento, já está posto. É preciso ir adiante. O essencial agora é dar sistematização e consistência ao projeto de desenvolvimento nacional nesta etapa. Nessa orientação, as primeiras iniciativas do governo são significativas, apesar de um verdadeiro boicote imposto aos fatos pela grande mídia, como: Programa Minha Casa, Minha Vida 3; Planos Safra para a agropecuária e a Agricultura Familiar, com maior volume de crédito; Programa de Exportação; Megaplano de Concessões do governo federal para infra-estrutura logística. Enfim, começam a ser estabelecidos grandes aportes de investimentos, e programados outros de grande porte, como o empreendimento Brasil, Pátria Educadora.

RENATO RABELO

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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51 comentários

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MARIO

03 de setembro de 2015 às 07h49

a petrobras , só e uma grande empresa multinacional . conhecida no mundo todo . graca a força de trabalho dos funcionários terceirizados . o ouro negro da petrobras só serve para ´pagar milhões em propagandas e programas sociais . mas para incentivos para os funcionários terceirizados nenhum . não temos ( plr ) participação nos lucros e resultados , 30% de premio , ajuda de custo no ticket alimentação de r$ 500,00 , convenio com senai para os funcionários terceirizados fazer curso para trabalhar nos estalheiros , ter direito a estudar na faculdade petrobras ou particular paga pela petrobras , não temos elogios e nem certificados de reconhecimento pelo bom serviço prestado a petrobras . quando você e desligado do quadro de funcionarios terceirizados da petrobras voce não tem uma carta de bons serviço prestado para petrobras .

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Nelson Roberto

04 de julho de 2015 às 14h39

República da (eterna) Oposição ao Brasil, Alienada, Indecorosa, Sanguessuga, Golpista, Terrorista de meia tigela, Traidora, Impunemente Fascista, Anti-nacionalista e Corrupta!!!!! Se por acaso o golpe vier, digo, o preço a se pagar será muito alto!!!!!

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Nando Leandro

04 de julho de 2015 às 01h59

E PIOR QUE VÃO MESMO E O POVO VAI SE FUDER DE NOVO BEM FUDIDO AI CHORAR VAI SER TARDE.

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Ana Lucia Elizabeth Rodrigues

03 de julho de 2015 às 23h38

#ÉPelaDignidadeFeminina

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Carlos Eugenio Rossa

03 de julho de 2015 às 21h50

É preocupante. Mas, estamos na luta.

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Delson Gonçalves

03 de julho de 2015 às 18h50

TEM QUE SE PREOCUPAR MESMO…O PT NÃO VAI MAIS GOVERNAR…SE DEPENDER DE MIM …NEM UM DESSES LADRÕES ENTRA NEM EM BURACO DE COBRA…VÃO PRO XILINDRÓ

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Martha Terry

03 de julho de 2015 às 18h14

Os Estados Unidos sao auto suficientes em petroleo, idiotas.

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Renato Talarico

03 de julho de 2015 às 17h59

COM DEMOCRACIA QUEREMOS MONARQUIA !! https://www.facebook.com/Brasil.Monarquia?fref=ts

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Gustavo Lima

03 de julho de 2015 às 17h18

ESSE BONECO AI SERIA MAIS CERRO SE FOSSE UM CHINES P QUEM NAO SABE O GOVERNO TA VENDENDO A PETROBRAS P CHINESES AOS POUCOS

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Fabio

03 de julho de 2015 às 10h12

A Dilma vai cair pela sua propria burrice e por ser extremamente fraca.

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Osvaldo Tondato

03 de julho de 2015 às 07h04

O Rabelo faz um discurso muito bem elaborado mas esquece de mencionar a tal corrupção desenfreada desde a copa do mundo nos estádios super faturados , descontentamento da população se iniciou ai sem nenhuma para comba tela , e não culpar a imprensa . Se você era a culpa e sua !

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Ludijane Prado

03 de julho de 2015 às 03h30

Responder

Ludijane Prado

03 de julho de 2015 às 03h30

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Edson Maia

03 de julho de 2015 às 03h00

O tio Sam vai deitar e rolar

Responder

Adil Guimaraes

03 de julho de 2015 às 02h55

O PCdoB deveria ter uma postura mais combativa e deixar de assessorar o PT naquilo que nem os seus dirigentes tem coragem de fazê-lo. Ao invés disso, defende uma política de ajustes neoliberais disfarçado de um retorno ao desenvolvimentismo fracassado em sua base, que não foi capaz de realizar nenhuma, reitero, nenhuma reforma estrutural necessária para o desenvolvimento autônomo das forças produtivas, exceto manter uma burguesia caudatária e parasitária do Estado, que nunca foi vanguarda de desenvolvimento algum, se não da corrupção institucionalizada e mantida pelo financiamento de campanha pelo qual o PT se vendeu. A esquerda coerente deve entrar em defesa da Petrobras sim, mobilizando a massa contra o “desenvestimento” que a empresa sofre com o projeto de entrega de seus ativos ao sistema financeiro, que somará mais de 140 bi, nos próximos anos. Continuando em defesa dos recursos estratégicos para o desenvolvimento nacional como os 10 por cento do PIB pra educação pública, acabando com o ralo das parcerias público-privadas que levam a maior porte do investimento em nível superior, 30 bi, só nos últimos 3 anos, enquanto corta-se 47% do orçamento das universidades federais. Isso o PCdoB não toca. Sem contar nos 48% do orçamento para manter o bolsa Banqueiro que leva outros 200 bi no Superavit, razão de todo o ajuste fiscal que só vem penalizando a classe trabalhadora. Quanto a campanha midiática, Cunha estará lá pra barrar qualquer proposta mínima de democratização dos meios de comunicação. Apenas Facebook e marqueteiros não serão capazes de contrapor a opinião. O fato é claro, a raiz da crise é o próprio sistema, a questão é, quem vai romper com ele? é preciso que se funde a Esquerda no Brasil ainda…

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Frederico Freder

03 de julho de 2015 às 01h35

Não é contra o PT, isso é contra o povo. Quanto menos condições de vida a população tiver mais fácil é a dominação deles.

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Carlos Guimarães

03 de julho de 2015 às 00h52

Ricardo Galvao, tenho mais coragem nem disposição pra ler um texto desse tamanho não! To perdendo tempo precioso da minha vida, que a cada dia encurta mais!

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Recrutar Surubim

03 de julho de 2015 às 00h42

Realmente, sabemos disso, esse golpe não é contra Dilma é contra os brasileiros, a democracia. Sabemos também que os golpista não tem nada para oferecer ao Brasil, pessoas com esse carater não pensa no melhor para o povo, mas para si mesmo e seus aliados no golpe. Jogo sujo, vergonha, isso também é desonesto, isso também é corrupção da democracia. Golpe é para os fracos e sabemos que ele desmorona!!!

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Kamilo Di Lellis Battousai

03 de julho de 2015 às 00h35

O golpe da redução da maioridade foi necessário, mas da desnacionalização é imperdoável!

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Silvio Sabá

03 de julho de 2015 às 00h34

Presentei o COXA que você tanto ama:
http://compasnets.blogspot.com.br/2015/07/presentei-o-coxa-que-voce-tanto-ama.html

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Lulu Pereira

03 de julho de 2015 às 00h28

cadie a presidência que não reage, cadê a dilma não lidera a resistência???

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Messias Franca de Macedo

02 de julho de 2015 às 21h24

Ministro do STF Marco Aurélio Mello: “em 48 h não tivemos duas sessões legislativas”. Cunha atropelou a Constituição

Autor: conspícuo e impávido jornalista Fernando Brito

2 de julho de 2015 | 17:01

OUÇA a entrevista aqui

http://tijolaco.com.br/blog/?p=28031&cpage=1#comment-203985

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Messias Franca de Macedo

02 de julho de 2015 às 21h12

A vida real confirmando as suspeitas do Renato Rabelo e do Miguel do Rosário…

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Em CPI, empresário causa revolta ao sugerir fechamento do Congresso

AGUIRRE TALENTO
DE BRASÍLIA

02/07/2015 19h25

O empresário do setor petroquímico Auro Gorentzvaig provocou revolta e bate-boca com os deputados da CPI da Petrobras nesta quinta-feira (2) ao defender a intervenção militar e sugerir o fechamento do Congresso Nacional.
(…)
“… mas quem sabe? Do jeito que as coisas estão acontecendo, que a gente está assistindo, talvez seja o caso, eu não sei”.
(…)

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/07/1650964-em-cpi-empresario-causa-revolta-ao-sugerir-fechamento-do-congresso.shtml

Responder

Edmundo Camargo

03 de julho de 2015 às 00h08

Caro cafezinho. Ao ler o artigo de Renato Rabelo, tem se a impressão que o mundo está contra o projeto de poder que domina a cena brasileira há 12 anos, através de uma aliança que inclui, Sarney, Calheiros, Barbalho, Jucá, Temer, Cabral etc… Nada mais falso, trata se simplesmente de fadiga de material, excesso de aparelhamento da maquina, e erros graves na condução econômica. Quando Lula se aliou a esses caras muita gente da esquerda criticou e advertiu do perigo. Está na hora da auto crítica e dos expurgos no PT, as correntes que não concordam com a transformação do Partido, na maior máquina de arrecadação de recursos de todos os tempos, devem se colocar frontalmente contra isso. O resto é choro.

Responder

    Artur Pavanelli Valsi

    03 de julho de 2015 às 00h39

    Que o PT precisa se rever não há dúvida, mas ignorar a atuação da turma “quanto pior melhor” é inocência

    Responder

    Marco Brito

    03 de julho de 2015 às 12h20

    Edmundo Camargo, não tenho dúvidas que estás correto nas suas opiniões, mas tens que entender que governar um país como o nosso, com as piores elites do mundo, com um dos capitalismos mais atrasados do planeta, se é que isso aqui é capitalismo, com vários atrasos e ignomínias, que tínhamos e ainda temos, não poderíamos ficar esperando a revolução socialista explodir das multidões. Sei o que sentes e em parte é o que também sinto, pois além de fundador do PT, aqui no RJ, sou um ativista do socialismo democrático. Mas nunca me iludi com hipóteses, embora mantenha minhas utopias e fé no socialismo, que se construirá, porém era necessário que alguém fosse pragmático (há tempos atras jamais pensaria em escrever isto), utilitário, e transversalizasse conjunturas e cenários e subvertesse teses mais ortodoxas, fizesse uma política de resultados mais práticos e de curto prazo. O Povo Brasileiro e o Brasil não poderiam esperar mais, e aí teve-se mesmo que “comprar” setores dessa burguesia, setores médios mais atrasados, e até mesmo áreas populares mais conservadoras. Foi essa a opção do PT para chegar ao governo, de coalizão, com alianças questionáveis, mas foi a forma de acelerar um processo político, que infelizmente neste país, de 500 anos, sempre foi tudo muito lento e gradual. Não vou me estender mais, Camarada Camargo, tu bem o sabes o que estou escrevendo, agora que o Modelo de Projeto Político e de Partido, parece estar se esgotando, pode ser, mas temos que debatê-lo dentro de casa, com os nossos, percebes, e quiçá, dessa experiência de 12 anos de governo, consigamos, enfim, construir um Projeto de Partido, de fato popular, democrático e socialista, de Poder e de País, que avance mais, se livre dos contornos oportunistas, e sobre seus pilares históricos, que estão todos firmes, retome nossas utopias, que são realizáveis, e de fato superemos o capitalismo. Saudações Petistas Socialistas Fraternas! Lula 2018! Dilma Rousseff agora (2015 – 2018)! Partido dos Trabalhadores sempre!

    Responder

    Marcelo Mattos

    03 de julho de 2015 às 12h56

    Concordo com Marco Brito em parte. Em nosso sistema de governo de colisão estamos junto as antigas autarquias políticas dominantes do Brasil, este maldito mas necessário apoio do PMDB um balaio de gato sem ética e moral cívica. Nossa esquerda parece não ter aprendido nada com a abertura política continua se autocriticando se dividindo. E mesmo com todas as discordâncias pragmáticas de cada partido de esquerda é hora de uma conjunção para enfrentar o que esta por vir ou realmente o retrocesso que esta em nosso retrovisor vai nos ultrapassar.

    Responder

    Marco Brito

    03 de julho de 2015 às 13h02

    Marcastes sua posição Marcelo Mattos, mas não percebi no que discordastes, em parte, de mim. Com o que você escreveu concordo integralmente. Abraços!

    Responder

    Edmundo Camargo

    03 de julho de 2015 às 18h35

    Amigos. Desejo sinceramente, que o Brasil possa contar com um partido forte e confiável de esquerda. O PT, depurado tem tudo para ser esse partido, e no futuro poder governar com alianças a esquerda e centro. Desejo também que um grande partido de centro possa emergir dessa crise. Por fim, se a direita abandonasse suas perigosas teses saudosistas, poderia contribuir com um partido conservador. Acho que é sonhar muito, porém que seria de nós sem as utopias?

    Responder

    Delson Gonçalves

    03 de julho de 2015 às 18h52

    SE NÃO SAIREM POR BEM….SAIRÃO PELO VOTO…ESSA BANDA DE LADRÕES TÃO COM DIAS CONTADOS.

    Responder

    Nando Leandro

    04 de julho de 2015 às 02h01

    E QUAL PARTIDO NÃO ARRECADOU VERBAS QUAL AMIGO SÓ PT E SUJO PARA JUSTIÇA AI TEM ERRO GRAVE ENTÃO.

    Responder

    Edmundo Camargo

    04 de julho de 2015 às 13h43

    Só o PT, está no governo federal há 12 anos.

    Responder

Alvaro Freitas

02 de julho de 2015 às 23h57

PSDB, PSDB… QUANDO VÃO TE PROCESSAR POR LESA PATRIA!!!

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Alvaro Freitas

02 de julho de 2015 às 23h57

PSDB, PSDB… QUANDO VÃO TE PROCESSAR POR LESA PATRIA!!!

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Antonio Henrique Siqueira

02 de julho de 2015 às 23h41

Tudo bobagem, Obama ta com a Dilma.

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Antonio Henrique Siqueira

02 de julho de 2015 às 23h41

Tudo bobagem, Obama ta com a Dilma.

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Kika Zanon

02 de julho de 2015 às 23h33

cheiro de parlamentarismo no ar… #queroverprenderdeputado

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Kika Zanon

02 de julho de 2015 às 23h33

cheiro de parlamentarismo no ar… #queroverprenderdeputado

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Vini Akhenaton

02 de julho de 2015 às 23h21

Dpois q virar guerra civil,pendurar burgueses em forcas pelos postes e o sangue se espalhar pelas ruas naum adianta a direitalha chorar nem vir dando uma d pobre vitima.Kkkkkkkkkkkkk.

Responder

Vini Akhenaton

02 de julho de 2015 às 23h21

Dpois q virar guerra civil,pendurar burgueses em forcas pelos postes e o sangue se espalhar pelas ruas naum adianta a direitalha chorar nem vir dando uma d pobre vitima.Kkkkkkkkkkkkk.

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Vini Akhenaton

02 de julho de 2015 às 23h19

Eles estão achando q derrubar pt vai ser igual derrubar jango e collor.estão brincando com fogo.Kkkkkkkkkkkkk.

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Laurent Gabriel

02 de julho de 2015 às 23h10

Que venha.

Responder

Laurent Gabriel

02 de julho de 2015 às 23h10

Que venha.

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