Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

A atualidade brutal de Hannah Arendt

Por Redação

06 de outubro de 2015 : 12h18

Por Carlos Eduardo, editor assistente do Cafezinho.

Os panfletos atirados nesta segunda-feira (5), durante velório do ex-presidente do PT, José Eduardo Dutra, revelam o nível em que chegou o ódio político no país. Um nível preocupante. Quando nem mesmo a morte de um adversário político é mais respeitada por aqueles que fazem oposição, sinal de que a sociedade está doente.

Qualquer semelhança com o passado não é mera coincidência. A escalada do fascismo no século XX ocorreu de modo semelhante. 

Por isso, mais do que nunca, é importante revisitarmos a história, para não repetirmos os erros do passado. A direita saiu do armário e perdeu completamente os pudores. A oposição não tem mais vergonha de estimular a violência contra petitas, ou qualquer outro que julguem ser contra suas ideias, sejam eles ciclistas, feministas, homossexuais etc.

O momento político atual é propício para assistir ao filme Hannah Arendt – Ideias que Chocaram o Mundo. Como ensinou a filósofa alemã, de origem judaica, e perseguida pelo nazismo, todas as sociedades fascistas têm algo em comum: a banalização do mal.

Abaixo segue artigo do professor Ladislau Dowbor sobre o filme de Hannah Arendt e como suas ideias permanecem atuais.

***

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A atualidade brutal de Hannah Arendt

Por Ladislau Dowbor, no Justificando.

O filme causa impacto. Trata-se, tema central do pensamento de Hannah Arendt, de refletir sobre a natureza do mal. O pano de fundo é o nazismo, e o julgamento de um dos grandes mal-feitores da época, Adolf Eichmann. Hannah acompanhou o julgamento para o jornal New Yorker, esperando ver o monstro, a besta assassina. O que viu, e só ela viu, foi a banalidade do mal. Viu um burocrata preocupado em cumprir as ordens, para quem as ordens substituíam a reflexão, qualquer pensamento que não fosse o de bem cumprir as ordens. Pensamento técnico, descasado da ética, banalidade que tanto facilita a vida, a facilidade de cumprir ordens. A análise do julgamento, publicada pelo New Yorker, causou escândalo, em particular entre a comunidade judaica, como se ela estivesse absolvendo o réu, desculpando a monstruosidade.

A banalidade do mal, no entanto, é central. O meu pai foi torturado durante a II Guerra Mundial, no sul da França. Não era judeu. Aliás, de tanto falar em judeus no Holocausto, tragédia cuja dimensão trágica ninguém vai negar, esquece-se que esta guerra vitimou 60 milhões de pessoas, entre os quais 6 milhões de judeus. A perseguição atingiu as esquerdas em geral, sindicalistas ou ativistas de qualquer nacionalidade, além de ciganos, homossexuais e tudo que cheirasse a algo diferente. O fato é que a questão da tortura, da violência extrema contra outro ser humano, me marcou desde a infância, sem saber que eu mesmo a viria a sofrer. Eram monstros os que torturaram o meu pai? Poderia até haver um torturador particularmente pervertido, tirando prazer do sofrimento, mas no geral, eram homens como os outros, colocados em condições de violência generalizada, de banalização do sofrimento, dentro de um processo que abriu espaço para o pior que há em muitos de nós.

Por que é tão importante isto, e por que a mensagem do filme é autêntica e importante? Porque a monstruosidade não está na pessoa, está no sistema. Há sistemas que banalizam o mal. O que implica que as soluções realmente significativas, as que nos protegem do totalitarismo, do direito de um grupo no poder dispor da vida e do sofrimento dos outros, estão na construção de processos legais, de instituições e de uma cultura democrática que nos permita viver em paz. O perigo e o mal maior não estão na existência de doentes mentais que gozam com o sofrimento de outros – por exemplo uns skinheads que queimam um pobre que dorme na rua, gratuitamente, pela diversão – mas na violência sistemática que é exercida por pessoas banais.

Entre os que me interrogaram no DOPS de São Paulo encontrei um delegado que tinha estudado no Colégio Loyola de Belo Horizonte, onde eu tinha estudado nos anos 1950. Colégio de orientação jesuíta, onde se ensinava a nos amar uns aos outros. Encontrei um homem normal, que me explicava que arrancando mais informações seria promovido, me explicou os graus de promoções possíveis na época. Aparentemente queria progredir na vida. Outro que conheci, violento ex-jagunço do Nordeste, claramente considerava a tortura como coisa banal, coisa com a qual seguramente conviveu nas fazendas desde a sua infância. Monstros? Praticaram coisas monstruosas, mas o monstruoso mesmo era a naturalidade com a qual a violência se pratica.

Um torturador na OBAN me passou uma grande pasta A-Z onde estavam cópias dos depoimentos dos meus companheiros que tinham sido torturados antes. O pedido foi simples: por não querer se dar a demasiado trabalho, pediu que eu visse os depoimentos dos outros, e fizesse o meu confirmando a verdades, bobagens ou mentiras que estavam lá escritas. Explicou que eu escrevendo um depoimento que repetia o que já sabiam, deixaria satisfeitos os coronéis que ficavam lendo depoimentos no andar de cima (os coronéis evitavam sujar as mãos), pois veriam que tudo se confirmava, ainda que fossem histórias absurdas. Segundo ele, se houvesse discrepâncias, teriam de chamar os presos que já estavam no Tiradentes, voltar a interrogá-los, até que tudo batesse. Queria economizar trabalho. Não era alemão. Burocracia do sistema. Nos campos de concentração, era a IBM que fazia a gestão da triagem e classificação dos presos, na época com máquinas de cartões perfurados. No documentário A Corporação, a IBM esclarece que apenas prestava assistência técnica.

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Banalidade do mal: Panfleto atirado em frente ao velório do ex-senador José Eduardo Dutra, em Belo Horizonte, pede a morte de petistas 

O mal não está nos torturadores, e sim nos homens de mãos limpas que geram um sistema que permite que homens banais façam coisas como a tortura, numa pirâmide que vai desde o homem que suja as mãos com sangue até um Rumsfeld que dirige uma nota aos exército americano no Iraque, exigindo que os interrogatórios sejam harsher,ou seja, mais violentos. Hannah Arendt não estava desculpando torturadores, estava apontando a dimensão real do problema, muito mais grave.

A compreensão da dimensão sistêmica das deformações não tem nada a ver com passar a mão na cabeça dos criminosos que aceitaram fazer ou ordenar monstruosidades. Hannah Arendt aprovou plenamente e declaradamente o posterior enforcamento de Eichmann. Eu estou convencido de que os que ordenaram, organizaram, administraram e praticaram a tortura devem ser julgados e condenados.

O segundo argumento poderoso que surge no filme, vem das reações histéricas de judeus pelo fato de ela não considerar Eichmann um monstro. Aqui, a coisa é tão grave quanto a primeira. Ela estava privando as massas do imenso prazer compensador do ódio acumulado, da imensa catarse de ver o culpado enforcado. As pessoas tinham, e têm hoje, direito a este ódio. Não se trata aqui de deslegitimar a reação ao sofrimento imposto. Mas o fato é que ao tirar do algoz a característica de monstro, Hannah estava-se tirando o gosto do ódio, perturbando a dimensão de equilíbrio e de contrapeso que o ódio representa para quem sofreu. O sentimento é compreensível, mas perigoso. Inclusive, amplamente utilizado na política, com os piores resultados. O ódio, conforme os objetivos, pode representar um campo fértil para quem quer manipulá-lo.

Quando exilado na Argélia, durante a ditadura militar, conheci Ali Zamoum, um dos importantes combatentes pela independência do país. Torturado, condenado à morte pelos franceses, foi salvo pela independência. Amigos da segurança do novo regime localizaram um torturador seu, numa fazendo do interior. Levaram Ali até a fazenda, onde encontrou um idiota banal, apavorado num canto. Que iria ele fazer? Torturar um torturador? Largou ele ali para ser trancado e julgado. Decepção geral. Perguntei um dia ao Ali como enfrentavam os distúrbios mentais das vítimas de tortura. Na opinião dele, os que se equilibravam melhor, eram os que, depois da independência, continuaram a luta, já não contra os franceses mas pela reconstrução do país, pois a continuidade da luta não apagava, mas dava sentido e razão ao que tinham sofrido.

No 1984 do Orwell, os funcionários eram regularmente reunidos para uma sessão de ódio coletivo. Aparecia na tela a figura do homem a odiar, e todos se sentiam fisicamente transportados e transtornados pela figura do Goldstein. Catarse geral. E odiar coletivamente pega. Seremos cegos se não vermos o uso hoje dos mesmos procedimentos, em espetáculos midiáticos.

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Manifestantes protestam durante velório de ex-presidente do PT, em total desrespeito aos amigos e parentes

O texto de Hannah, apontando um mal pior, que são os sistemas que geram atividades monstruosas a partir de homens banais, simplesmente não foi entendido. Que homens cultos e inteligentes não consigam entender o argumento é em si muito significativo, e socialmente poderoso. Como diz Jonathan Haidt, para justificar atitudes irracionais, inventam-se argumentos racionais, ou racionalizadores. No caso, Hannah seria contra os judeus, teria traído o seu povo, tinha namorado um professor que se tornou nazista. Os argumentos não faltaram, conquanto o ódio fosse preservado, e com o ódio o sentimento agradável da sua legitimidade.

Este ponto precisa ser reforçado. Em vez de detestar e combater o sistema, o que exige uma compreensão racional, é emocionalmente muito mais satisfatório equilibrar a fragilização emocional que resulta do sofrimento, concentrando toda a carga emocional no ódio personalizado. E nas reações histéricas e na deformação flagrante, por parte de gente inteligente, do que Hannah escreveu, encontramos a busca do equilíbrio emocional. Não mexam no nosso ódio. Os grandes grupos econômicos que abriram caminho para Hitler, como a Krupp, ou empresas que fizeram a automação da gestão dos campos de concentração, como a IBM, agradecem.

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“Qualquer momento é momento de mandar um bandido embora. Até no enterro da minha mãe eu faria isso”, disse o aposentado de 60 anos com o cartaz na mão

O filme é um espelho que nos obriga a ver o presente pelo prisma do passado. Os americanos se sentem plenamente justificados em manter um amplo sistema de tortura – sempre fora do território americano pois geraria certos incômodos jurídicos -, Israel criou através do Mossad o centro mais sofisticado de tortura da atualidade, estão sendo pesquisados instrumentos eletrônicos de tortura que superam em dor infligida tudo o que se inventou até agora, o NSA criou um sistema de penetração em todos os computadores, mensagens pessoais e conteúdo de comunicações telefônicas do planeta. Jovens americanos no Iraque filmaram a tortura que praticavam nos seus celulares em Abu Ghraib, são jovens, moças e rapazes, saudáveis, bem formados nas escolas, que até acham divertido o que fazem. Nas entrevistas posteriores, a bem da verdade, numerosos foram os jovens que denunciaram a barbárie, ou até que se recusaram a praticá-la. Mas foram minoria.

O terceiro argumento do filme, e central na visão de Hannah, é a desumanização do objeto de violência. Torturar um semelhante choca os valores herdados, ou aprendidos. Portanto, é essencial que não se trate mais de um semelhante, pessoa que pensa, chora, ama, sofre. É um judeu, um comunista, ou ainda, no jargão moderno da polícia, um “elemento”. Na visão da KuKluxKlan, um negro. No plano internacional de hoje, o terrorista. Nos programas de televisão, um marginal. Até nos divertimos, vendo as perseguições. São seres humanos? O essencial, é que deixe de ser um ser humano, um indivíduo, uma pessoa, e se torne uma categoria. Sufocaram 111 presos nas celas? Ora, era preciso restabelecer a ordem.

Um belíssimo documentário, aliás, Repare Bem, que ganhou o prêmio internacional no festival de Gramado, e relata o que viveu Denise Crispim na ditadura, traz com toda força o paralelo entre o passado relatado no Hannah Arendt e o nosso cenário brasileiro. Outras escalas, outras realidades, mas a mesma persistente tragédia da violência e da covardia legalizadas e banalizadas.

Sebastian Haffner, estudante de direito na Alemanha em 1930, escreveu na época um livro – Defying Hitler: a memoir – manuscrito abandonado, resgatado recentemente por seu filho que o publicou com este título.3 O livro mostra como um estudante de família simples vai aderindo ao partido nazista, simplesmente por influência dos amigos, da mídia, do contexto, repetindo com as massas as mensagens. Na resenha do livro que fiz em 2002, escrevi que o que deve assustar no totalitarismo, no fanatismo ideológico, não é o torturador doentio, é como pessoas normais são puxadas para dentro de uma dinâmica social patológica, vendo-a como um caminho normal. Na Alemanha da época, 50% dos médicos aderiram ao partido nazista.

O próximo fanatismo político não usará bigode nem bota, nem gritará Heil como os idiotas dos “skinheads”. Usará terno, gravata e multimídia. E seguramente procurará impor o totalitarismo, mas em nome da democracia, ou até dos direitos humanos.

Ladislau Dowbor é professor de economia nas pós-graduações em economia e em administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e consultor de várias agências das Nações Unidas. Seus artigos estão disponíveis online em http://dowbor.org.

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128 comentários

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Cla Oliveira

08 de outubro de 2015 às 00h21

Quero assistir amor Milton

Responder

Romulo Assis

07 de outubro de 2015 às 22h32

Bernardo Cunha
Da revolucion !!!!

Responder

Elizabeth de Andrade

07 de outubro de 2015 às 14h43

No brasil, Banalizaram a própria realidade,inventando uma… Banalizaram o Mal…

É isso o que a TV globo promove, com o seu discurso golpista de ódio de cada dia. Em toda programação a tragédia, o ódio, o sensacionalismo pingando sangue, a viralatice, as falsas bandeiras terroristas fazem parte do 100% do conteúdo.

Jornalismo declaratório é Quando não há investigação jornalistica.

É isso o que as velhas mídias fazem hoje no brasil…

CABE AO PT INVESTIGAR E PINGAR TODOS OS “IS” DO NAZIFASCISMO INSTIGADO PELA TV GLOBO CONTRA ELE.

Responder

Ítalo Agra

07 de outubro de 2015 às 17h08

Eu assisti esse filme um dia desses e estava refletindo justamente sobre a banalidade do mal investigada por Arendt. A banalização do mal e a indiferença tornam qualquer calamidade possível…

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Lilian Cardilli

07 de outubro de 2015 às 16h25

Veja Giuseppe Nardella! O texto do Prof. da PUC é muito bom.

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Henrique

07 de outubro de 2015 às 12h51

Essas pessoas com cartazes ‘fascistas’ são as mesmas que, aos domingos, vão à igreja em nome da família e dos bons costumes.

Responder

Carolina Queiroz

07 de outubro de 2015 às 14h15

Rafael Santiago

Responder

Mataya Sadhana

07 de outubro de 2015 às 09h23

Os palestinos e muçulmanos fazem cousa pior (bem pior hoje) e há quem os defendam! Que ambiguidade é essa, meus amigos petistas?

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Mataya Sadhana

07 de outubro de 2015 às 09h20

Hannah Arendt não era judia?

Responder

Nelson Rosemann Oliveira

07 de outubro de 2015 às 11h57

Filme formidável e o livro que lhe deu origem é melhor ainda. Demonstra a banalidade com que tratamos o mal. O Nazismo, o Fascismo e o Bolivarianismo demonstram claramente isto. Observemos os irmãos Castro em Cuba e Maduro na Venezuela, são amostras hodiernas dos efeitos de regimes que Hannah expôs muito bem. Em nosso país, podemos ainda, mencionar a banalidade dos mal feitos, da corrupção, dos desvios. O nosso Governo corrupto e sua oposição conivente e temerosa, tão corrupta quanto os que governam. Pululam ainda, no entorno, os blogueiros chapa branca, ignorantes que posam de intelectuais. Chegam a recomendar filmes de conteúdo sociológico e político, procurando encaixa-los num contexto de sabujice ideológica, com escopo de encantar aos desavisados de plantão. Vamos mal….muito mal…. Diria que banalizamos, na verdade, o nosso contexto de republiqueta cleptocrática das Américas.

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Marcio Simoes

07 de outubro de 2015 às 11h22

Semana passada assisti novamente,”Coração valente “. !!

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Ayana Hanashiro de Moraes

07 de outubro de 2015 às 09h23

Caio Eidi Tsunechiro Bruno Costa Gabriel Scombatti Júlia Berruezo

Responder

Amanda Dal Bosco

07 de outubro de 2015 às 05h10

Ótimo!

Responder

Cristiane Amaral Bertolino

07 de outubro de 2015 às 03h51

Excelente filme, até porque é interessante ver como ela, mesmo sendo judia, passou a repudiar o sionismo.

Responder

GGil Nunes

07 de outubro de 2015 às 03h30

Rodrigo Melo… da uma olhada.

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Juliano Pamplona Ximenes Ponte

07 de outubro de 2015 às 02h35

Inclusive ela.

Responder

David Concerva

07 de outubro de 2015 às 01h25

Flávia Menezes aquela autora que falei

Responder

Rilka Bandeira

07 de outubro de 2015 às 01h23

Um filme que faz a gente pensar muito

Responder

José Cláuver Caruncho

07 de outubro de 2015 às 00h55

Por definição, Hannah Arendt está acima da capacidade de compreensão de um idiota.

Mas para quem pensa o mundo e acredita que o ser humano tem um futuro, é uma filósofa essencial.

Responder

Josi Amorim

07 de outubro de 2015 às 00h27

Leidi Silva

Responder

Renata Cadidé

07 de outubro de 2015 às 00h18

Bom título pra um próximo dia de filme Paulo Catto Gomes

Responder

Paula Maria

06 de outubro de 2015 às 23h27

Mo.. vamo botar esse na lista pra assistir. Paulo Tiano

Responder

Marlene Destro Oliveira

06 de outubro de 2015 às 23h17

Importante refletir para onde caminhamos!

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Helio Eduardo Pinto Pinheiro

06 de outubro de 2015 às 23h04

Banalização do mal… Isso serve bem aos Vendados-obcecados-Oportunistas-Manipulados e Retardados-Golpistas!!!

Responder

Eduardo Sobrinho

06 de outubro de 2015 às 22h54

Elaine Dias good one to watch

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Débora Carpes

06 de outubro de 2015 às 22h50

Ótimo filme

Responder

Isabel Rocha

06 de outubro de 2015 às 22h33

Assisti e me emocionei.

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Kaio Fernandes

06 de outubro de 2015 às 22h28

Marcos Paulo

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David Franco

06 de outubro de 2015 às 22h13

Obrigado pela dica. Não conhecia.

Responder

João Carlos Pontes

06 de outubro de 2015 às 22h04

Infelizmente esse partido está colhendo o que plantou. Lamentável para o Brasil.

Responder

Monica Figueiredo

06 de outubro de 2015 às 21h39

Responder

Monica Figueiredo

06 de outubro de 2015 às 21h39

Responder

    Lp Músico

    07 de outubro de 2015 às 03h02

    “Estima-se”…Coisa de gente fofoqueira/maldosa que não tem argumento.

    Responder

    Monica Figueiredo

    07 de outubro de 2015 às 13h20

    Lp Músico……a realidade são os argumentos ….

    Responder

Simone Santarém

06 de outubro de 2015 às 21h37

Fernanda Freire acho que vai gostar do filme

Responder

Monica Figueiredo

06 de outubro de 2015 às 21h33

Não existem homossexuais, feministas e ciclistas de direita? O ódio que temos hoje são os frutos que o PT está colhendo.Quando o MST diz peguem as armas e vamos para a rua é o que? Quando dizem que se tirarem Dilma os russos estão vendo,é o que? Uma ameaça? O que mais se assemelha ao Nazismo é essa esquerda ridícula,que odeia a classe média declaradamente em vídeos cuja presença do presidente Lula é de felicidade enquanto destilam ódio.Que se faz de protetor das minorias, mas são incapazes de tirar do bolso para doar ao próximo.Me poupem com tanta baboseira.

Responder

Giovanna Barreto P. Chagas

06 de outubro de 2015 às 21h33

Esse filme ?? Tiago

Responder

Luciano Rodrigues

06 de outubro de 2015 às 20h30

Mariana Melo

Responder

Roberta Lins

06 de outubro de 2015 às 20h18

Bruna Lima Ribeiro bora ver?

Responder

Janice Fernandes

06 de outubro de 2015 às 19h44

Larissa Fernandes Alexandre Ribas Victória Fernandes, precisamos assistir

Responder

Maria Eduarda Barbosa

06 de outubro de 2015 às 19h36

Thayanne

Responder

Carlos Antonio Sousa

06 de outubro de 2015 às 19h33

BoçalNaro é um líderes do povo da Península, aqui em São Luís. Eles estão certos. O tal do Lula facilitou a vida das empregadas domésticas, o ingresso nas Universidades e, com isso, reduziu as vagas destinadas, HISTORICAMENTE, aos filhos da CASA GRANDE.

Responder

Carlos Antonio Sousa

06 de outubro de 2015 às 19h30

Nada mais adequado. Os coxinhas deveriam ser obrigados a assistir ao filme. Só não podem levar o BoçalNaro, pois, ele vai atirar na tela.

Responder

Andrea Linhares

06 de outubro de 2015 às 18h57

Élida Narjara, eu quero ver esse!!!

Responder

Geraldo S. Jr.

06 de outubro de 2015 às 18h50

A teoria dela se aplica totalmente não só ao governo atual mas a todo o congresso brasileiro. O PT expôs claramente o mal instalado no poder do Brasil. Basta olhar as expressões de Dilma, lula, Zé dirceu, Cunha, Alckmim e afins

Responder

Francisco Coêlho

06 de outubro de 2015 às 18h31

Um bom filme, poderia ser mais aprofundado na questão da personagem ser judia com cultura germânica frente ao nazismo.

Responder

Paulo De Tarso Araújo

06 de outubro de 2015 às 18h01

Eu sugiro a leitura desse material por alguns amigos que curtem de modo exagerado os movimentos de oposição.

Responder

Cibele Marques Dalla Pola

06 de outubro de 2015 às 17h59

VALE A PENA!

Responder

Moisés Dos Santos Viana

06 de outubro de 2015 às 17h53

Janrryer Mota

Responder

Ricardo José Da Silva

06 de outubro de 2015 às 17h44

Perfeito !!!

Responder

Malu Porto

06 de outubro de 2015 às 17h26

Vi esse filme umas 3 vezes e por sinal tenho em casa! É um filme de reflexão de como as pessoas não tem idéia do mal que causam….Exatamente pelo mal estar banalizado em forma de informações e propaganda para que isso aconteça!

Responder

Ricardo Ric

06 de outubro de 2015 às 17h23

Podem achar que estou inventando, mas outro dia dentro do elevador um dia após o panelaço, dois moradores revoltados querendo que a Presidanta vagabunda morresse (o outro queria apenas que ela tivesse câncer igual ao do lula) um porque seu filho tinha que escolher entre aulas de inglês ou tênis e o outro pq tinha cancelado 5 dias da sua viagem ao USA, agora ele só podia ficar 15 dias por culpa da vaca da dilma. São essas pessoas que fazem o brasil melhor…

Responder

walter pastori

06 de outubro de 2015 às 14h15

Essa foto do ilustre senador pelo meu querido Rio Gande do Norte da pra ver a essencia desse senador.

Responder

Rejane Rigon Rigon

06 de outubro de 2015 às 17h12

Postura invejável, o filme nos coloca como ficamos sós, quando não deixamos de lutar pelo que acreditamos ser reto e correto.

Responder

RenattodSousa Sousa

06 de outubro de 2015 às 17h09

Responder

Guilherme Celestino Souza Santos

06 de outubro de 2015 às 17h05

Aí Dani (Daniela Lima) vc podia fazer uma das suas resenhas/crônicas sobre da Arendt. Já assitiu? (Amei aquela da Beovoir!)

Responder

    Daniela Lima

    06 de outubro de 2015 às 17h05

    Amei esse filme, mas vi no cinema, precisaria rever!

    Responder

    Guilherme Celestino Souza Santos

    06 de outubro de 2015 às 17h24

    Dá para assistir online. (se vc não achar me diz) Acho que ficaria maneiro na sua série de pensadoras e artistas mulheres resenhadas. (vc pode tb ir para outros temas, só uma sugestão kkkk) Vc pode se concentrar só no filme (a filosofia da Arendt é super problemática ela era anti-marxista, simpática ao liberalismo…). Outra sugestão é vc fazer um sobre a Rosa Luxemburgo (o Rodrigo Silva é especialista na obra dela kkkkkk). Tem um livro da Arendt, “Homens em tempos sombrios” (eu já achei em pdf, não to conseguindo agora…) que ela faz mini-biografias, muito legais. Tem a da Rosa, e tb a do Walter Benjamin, que na minha imaginação o Rodrigo é a reencarnação desse espírito, pelo menos quanto a “maldição do corcundinha” que ela diz lá…

    Responder

    Rodrigo Silva

    06 de outubro de 2015 às 17h35

    Huahuhahuh

    Responder

Angélica Nhe-Ca

06 de outubro de 2015 às 17h03

Ana Carolina Yoshii oh o filme ai

Responder

ProfAugusto Ribon Mhd

06 de outubro de 2015 às 16h59

A banal atitude de linchamento, amarrar ladrão pobre ou viciado ao pote, furar fila no Restaurante Universitário, jogar lixo pra fora do Ônibus ou do carro, prevaricar ou “pecular” como servidor público…etc São essas coisas que deveriam na grande mídia pra educar o povo do Leblom, Ipanema, Av Paulista, areas centras dis panelaços minha caríssima madrasta Iza Santos, e Waldir Benedito Lobato Benedito, Erico Leal, Arthur Paracampos Ribeiro, Hellen Ribon, Hully Ribon, Elanne Borcem, Marcos Panzera, Camila Kulkamp, Marcelo Reis

Responder

    Monica Figueiredo

    06 de outubro de 2015 às 21h38

    Vc está sendo extremamente preconceituoso.É assim que os petistas são.Hipócritas.Defensores dos pobres e oprimidos.O que vcs fazem por eles? Kd a pátria educadora? Kd a educação do bandido estuprador? Por que foi amarrado ao poste? Estava em casa estudando? Ou estava na escola?

    Responder

    Arthur Paracampos Ribeiro

    07 de outubro de 2015 às 00h11

    Vc é uma “jênio”…

    Responder

    Hellen Ribon

    07 de outubro de 2015 às 00h49

    Kkkkkk, enfim…Deixa pra lá! Ei Arthur Paracampos Ribeiro deu pra associar bem o texto às nossas aulas sobre Hannah Arendt?

    Responder

    Arthur Paracampos Ribeiro

    07 de outubro de 2015 às 01h37

    Sim, achei muito interessante…

    Responder

    Ivan Brasílico Brasilico

    07 de outubro de 2015 às 02h40

    Desce um rivotril pra doidinha aí de cima pfvr

    Responder

Hevisley Ferreira

06 de outubro de 2015 às 16h54

Sônia Siquelli

Responder

Marcia Munhoz

06 de outubro de 2015 às 16h48

Ricardo José Barboza

Responder

Regina Faria

06 de outubro de 2015 às 16h43

olhaí, Aldo…

Responder

    Aldo Maranhão

    06 de outubro de 2015 às 17h02

    Vou assistir sim! Te falei que vi a peça no CCBB Rio?

    Responder

    Regina Faria

    06 de outubro de 2015 às 17h05

    Não… Que massa. Vai ter uma leitura privilegiada :)

    Responder

Natalie Almeida

06 de outubro de 2015 às 16h28

Jo Costa você já viu esse filme?

Responder

    Jo Costa

    06 de outubro de 2015 às 17h56

    Já, é ótimo. Ele conta uma parte da vida dela, quando ela foi à Israel acompanhar o julgamento de um dos. oficiais nazistas, mas a opinião dela desagrada todo mundo.

    Responder

Isabela Quirino Machado

06 de outubro de 2015 às 16h24

Gabriel Henrique Gabriel Machado

Responder

Marcelo Silva

06 de outubro de 2015 às 16h23

Dea

Responder

Elizabete B C Oliveira

06 de outubro de 2015 às 16h22

Que falta de respeito a família do morto! Pessoas com cabeças brancas! Lindo exemplo!,

Responder

Edilson José Stocco

06 de outubro de 2015 às 16h19

O povo brasileiro está intoxicado pelo ódio disseminado pelo PT. Lembra do nós e eles?

Responder

Camila Barross

06 de outubro de 2015 às 16h18

Graziela Acquaviva

Responder

Hellen Ribon

06 de outubro de 2015 às 16h18

Olha ProfAugusto Ribon Mhd

Responder

Elisabete Jardelino

06 de outubro de 2015 às 16h09

Carolina Melo Sodré Ives Duarte

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Flávio Levi Moura

06 de outubro de 2015 às 16h04

Discordo, neste caso a tese de Hannah Arendt sobre a banalidade mal (ou o mal radical em Kant) não explica o comportamento anômalo destas pessoas. O trogloditismo odioso é melhor explicado por Foucault em sua análise sobre a punição na idade média, denominada por ele de espetacularização do suplício. São fantoches reacionários com sua alienação bestial.

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Dario Martins de Oliveira

06 de outubro de 2015 às 16h03

Cauê Oliveira, Lizandra Dias, Maisa Oliveira, Andréa Mendonça, Caio Oliveira, Carlos Roberto Goes Pinheiro, Carlos Alberto Silva

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Lu Agopian

06 de outubro de 2015 às 16h03

Gustavo Pereira olha amor!

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Ricardo Ric

06 de outubro de 2015 às 16h01

A comunidade coxinha food trucks irão esse filme e irão militar pro Bolsonaro

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Maíra Firmo

06 de outubro de 2015 às 15h57

Puta filme! Adoro!

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Manu Bezerra

06 de outubro de 2015 às 15h54

Francisco Arrais

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Marta Krampe

06 de outubro de 2015 às 15h53

…”banalizar o mal”…

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Ricardo Ric

06 de outubro de 2015 às 15h49

O povo brasileiro esta intoxicado pelo ódio implantado pela direita e rede Globo. Nada mais temos a fazer.

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    Edilson José Stocco

    06 de outubro de 2015 às 16h19

    O povo brasileiro está intoxicado pelo ódio disseminado pelo PT. Lembra do nós e eles?

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    Ricardo Ric

    06 de outubro de 2015 às 16h21

    Cara sua mente é muito pequena. Não discuto com pessoas, discuto idéias. Abç

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    Haro's Formas Hosana Rodrigues

    06 de outubro de 2015 às 16h54

    Continuaremos a lutar e seguir firmes com objetivos e ideais… Estamos vendo agora: Pau que dar em Chico, dar em Cunha, em Zegripino e outros e outros…Sigamos!!

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    Lp Músico

    06 de outubro de 2015 às 23h11

    Edilson José Stocco Afirmar que existem duas classes sociais e que uma tem, historicamente, explorado a outra não significa dizer: rico bom é rico morto.

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    Ricardo Ric

    06 de outubro de 2015 às 23h33

    Pra mim a discussão acaba quando alguém separa o mundo em direita/esquerda, pobre/rico, preto/branco….

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Ester Damasio

06 de outubro de 2015 às 15h42

Justificação da maldade é moeda común das redes sociais, muita gente com sede de sangue!

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Gustavo Horta

06 de outubro de 2015 às 12h36

“A atualidade brutal de Hannah Arendt” – CUIDADO COM O QUE SE PLANTA POIS A COLHEITA ALGUMAS VEZES PODE ACONTECER.

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    Moacir

    07 de outubro de 2015 às 11h19

    NEM É PRECISO PLANTAR. É PRAGA QUE NECESSITA CONTROLE PERMANENTE. NADA ESTÁ GARANTIDO.

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Márlon Calixto

06 de outubro de 2015 às 15h36

Filme fantástico. Perdeu amigos, admiração, por defender aquilo que ela achava justo. Virou história. Virou referência. É a prova que nem sempre a maioria está correta. Aliás, é mais uma prova, pois o próprio nazismo corrobora isso também, embora do lado oposto ao dela, se é que me fiz entender.

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    Alessandra Saraiva

    06 de outubro de 2015 às 18h36

    Perfeito Márlon!!

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    Denise Boschetti

    06 de outubro de 2015 às 18h48

    A maioria geralmente está errada, ou como disse Nelson Rodrigues a maioria ´é burra, porque todo mundo pensar do mesmo jeito nao é vero

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    Monica Figueiredo

    06 de outubro de 2015 às 21h34

    Pois é! Principalmente a maioria que elegeu Dilma.

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    Carol Serrano

    06 de outubro de 2015 às 23h22

    Aff sempre alguém pra falar da Dilma… vira o disco filha!!

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    Conceicao Pereira da Trindade

    07 de outubro de 2015 às 05h42

    Tem pessoas que nem sabem o que significa “eleger”, “democracia”, “ditadura”, “maioria dos votos”. Será que tem que estudar direito pra saber estes significados?

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    Gian Ferrari

    07 de outubro de 2015 às 11h32

    Ela tem razão : é só observar o que está acontecendo na Venezuela para entender. E tudo com o apoio do PT e dos partidos mequetrefes de esquerda de nosso país.

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    Mds Carla

    07 de outubro de 2015 às 13h53

    Carol Serrano cansativo né? impossivel falar de outro assunto….

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Fabi Sanguine

06 de outubro de 2015 às 15h33

Rosane Meneghetti Kampmam

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Maria Lucia Freire

06 de outubro de 2015 às 15h31

Eu vi o filme. Posições difíceis que ela manteve até morrer.

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