Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Manipular a Lava Jato é a última esperança do golpe

Por Miguel do Rosário

18 de janeiro de 2016 : 20h01

Análise Diária de Conjuntura – Tarde – 18/01/2016

É realmente lamentável que uma investigação como a Lava Jato, que poderia se tornar um marco para o combate à corrupção no país, termine de maneira tão melancólica, tão associada a manipulações, transfomando-se numa explícita conspiração midiático-judicial.

Ocorre exatamente a mesma coisa que aconteceu no julgamento do mensalão. Imprensa e ministério público unem-se numa conspirata criminosa para esconder provas, manipular processos e promover linchamentos públicos.

Observe esta notícia:

ScreenHunter_331 Jan. 18 19.00

É um jogo sujo pesadíssimo.

O Ministério Público manipula as delações premiadas a seu bel prazer, e sai vazando apenas o que é conveniente naquele momento, para linchar o réu.

Paulo Roberto Costa, em sua delação, havia isentado expressamente Marcelo Odebrecht de qualquer esquema de propina. As palavras de Costa:

O interrogador pergunta sobre Marcelo Odebrecht e Costa é enfático:

— Uai, eu conhecia ele, tive algum contato com ele, mas nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele — diz o ex-diretor.

O investigador então pergunta novamente se ele realmente não tinha tratado com ele e Paulo Roberto Costa diz:

— Eu conheço ele porque fui do conselho da Braskem que é uma empresa da Petrobras e da Odebrecht, ele era o presidente e eu o vice-presidente do conselho… então assim, eu conheço ele, mas nunca tratei de nenhum assunto desses (propina) com ele, nem põe o nome dele ai porque com ele não, ele não participava disso.

Entretanto, o que faz o Globo?

É muito interessante analisar a postura do jornal dos Marinho. Eles jamais permitem uma crítica ao Ministério Público, quando é do interesse do jornal que haja a condenação. E há interesse pela condenação de Marcelo Odebrecht, custe o que custar, para tentar forçá-lo a entrar no jogo sujo, a submeter-se à conspiração.

Quando o réu se verga à conspirata, ele é solto imediatamente.

Como dizia, o que faz a Globo?

A Globo ataca a defesa de Marcelo Odebrecht, como se a Globo fizesse parte do processo, como se fosse aliado (como é) da conspirata delicadamente costurada por alguns procuradores.

“Apesar de não constar no termo 35 da delação, a declaração do ex-diretor Paulo Roberto Costa isentando o empresário Marcelo Odebrecht consta na denúncia do MPF contra o empresário na Justiça. Diferente do que disse à GLOBO a defesa de Marcelo Odebrecht, as declarações de Costa não foram omitidas do conhecimento do juiz Sérgio Moro. Elas constam na página 33 da peça acusatória.

Muito interessante ver a Globo se debruçando sobre o processo, para tentar desmontar a defesa, tentando achar algum furo, alguma brecha, que possa prejudicá-la.

Na verdade, por um lado, é até um avanço. No julgamento do mensalão, apontávamos várias falhas do processo, como no caso de Henrique Pizzolato, mas a Globo simplesmente ignorava.

Com Marcelo Odebrecht, a Globo é obrigada a botar seus exércitos para trabalhar. Como se a Globo fosse efetivamente um membro do Ministério Público.

Acontece que a Globo manipula a informação, como sempre, tentando confundir o leitor.

O que a defesa da Odebrecht mostra é que o Ministério Público escondeu da defesa e da opinião pública o trecho em que Paulo Roberto Costa inocenta Marcelo.

Quer dizer, foi pior. O MP tem manipulado as próprias transcrições das delações. Os delatores falam uma coisa, e o MP transcreve apenas o que lhe é conveniente. Apenas quando teve acesso aos vídeos, após meses e meses de linchamento midiático e acusações, é que a defesa de Marcelo constatou que Paulo Roberto Costa o havia inocentado.

O vício do processo começa na própria inconstitucionalidade da delação premiada, mas não entremos no mérito dessa questão agora.

No julgamento do mensalão, fizeram a mesma coisa. Documentos essenciais para a defesa eram omitidos dos réus. Em alguns casos, Joaquim Barbosa, em conluio com a Procuradoria, escondeu documentos até mesmo de outros ministros do STF, para não arriscar que a denúncia não fosse aceita pelo plenário.

Na época, O Cafezinho publicou um post bombástico, intitulado O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa, e que trazia um vídeo que, efetivamente, mostrava Joaquim Barbosa mentindo descaradamente para outros ministros do STF, defendendo o sigilo do inquérito 2474, alegando que este “não tinha relação com o mensalão”, quando tinha tudo a ver, contendo documentos que podiam causar reviravolta em todo o processo, como o Laudo 2828, que inocenta Pizzolato e, portanto, tinha potencial de derrubar o elemento central de toda a acusação: o desvio do dinheiro do Visanet.

A manipulação aconteceu às barbas da sociedade, sob o bombardeio midiático sem paralelo na história dos julgamentos. Todo dia, uma novidade jurídica, um vazamento, impedindo que a opinião pública analisasse a situação com serenidade.

A mesma coisa acontece hoje. As acusações se sucedem diuturnamente. Não importam que sejam contraditadas no dia seguinte, que as informações se revelem falsas ou manipuladas. O que importa é gerar manchetes e produzir a atmosfera de linchamento.

O principal obstáculo é Marcelo Odebrecht, o único réu com força – pelo menos até o momento – para enfrentar o jogo sujo das conspirações, com dinheiro suficente para contratar advogados capazes de entender a politicagem podre por trás dos vazamentos seletivos e diários.

A sociedade também está mais vacinada.

A tal “atmosfera” mudou bastante, e muito em função da tentativa de golpe, que fez um bocado de gente acordar para o que estava acontecendo.

Isso prejudicou fatalmente a credibilidade da Lava Jato.

A mídia sabe disso, e não por outra razão faz campanhas periódicas para reabilitar a imagem da Lava Jato junto à opinião pública. Daí vemos manchetes dizendo que “Lava Jato recupera tantos bilhões”, uma mentira deslavada, porque a consequência direta da Lava Jato tem sido o desmantelamento de toda uma cadeia produtiva, destruição de milhares de postos de trabalho e o prejuízo de centenas de bilhões de dólares para a economia brasileira.

Os ataques ao ministro Jaques Wagner também se revelaram um tiro no pé da conspiração, porque eles não souberam disfarçar. Dias depois do ministro dar entrevistas e se habilitar como porta-voz do governo, aparecem vazamentos tentanto atingi-lo.

O próprio frenesi dos vazamentos começaram a seguir a agenda política nacional de uma maneira óbvia demais. Basta o governo iniciar uma agenda minimamente positiva, tentando buscar a estabilidade, que a histeria vazadeira volta a agir.

A mídia ficou pendurada no sensacionalismo dos escândalos, só que a opinião pública desenvolve tolerância. Os escândalos precisam ser cada dia mais bombásticos, mais escandalosos. As manchetes tem de ser cada vez mais terríveis, tudo isso competindo com um noticiário econômico apocalíptico.

Tudo isso cansa!

Daí que as vendas de revistas desabaram. Ninguém aguenta mais.

É difícil analisar o impacto dessas conspirações na economia, mas é óbvio que esse terrorismo midiático, mesclado a um jogo sujo judicial de proporções gigantescas, capaz de paralisar e quase destruir algumas das maiores empresas do mundo no setor de engenharia, conseguiu provocar um dano considerável ao país.

A campanha virulenta de setores do Estado contra os acordos de leniência desmascara a sua intenção golpista. Um procurador do TCU falando que é preciso destruir as empresas sujas para deixar o mercado limpo mostra o seu grau de loucura autodestrutiva.

Quais são as empresas “limpas”?

Evidentemente, é um raciocínio absolutamente nazista, de fazer Savonarola, o temível profeta do caos do renascimento italiano, parecer um dócil fransciscano.

Não sobraria um banco, uma rede de tv, uma indústria, uma empreiteira, um botequim, em funcionamento.

O Estado jamais pode ter essa arrogância de higienizar a sociedade. A corrupção tem de ser combatida com inteligência, rigor e moderação, sem permitir que esse combate degenere em conspiratas, em intrigas, em politicagem.

Os autores da Lava Jato declararam que a operação durará mais três anos. Interessante que essa declaração se dê exatamente agora, quando as esperanças de golpe começam a evaporar, inclusive do golpe hondurenho, via anulação das eleições de 2014.

Que surpresa! Isso está claro! A Lava Jato vai durar exatamente até outubro de 2018.

A bajulação dos meios de comunicação à gestão Macri, na Argentina, mostra bem qual é a sua intenção. Assim que um novo presidente, mais alinhado ideologicamente aos barões da mídia e aos donos do capital, assumir o poder, todas as grandes investigações serão engavetadas.

Não foram isso que fizeram com a Zelotes? Não transformaram a Zelotes, antes uma operação de grande envergadura, que investigava sonegadores bilionários, numa perseguição provinciana ao filho de Lula?

Os corruptos sonham com a paz, com o tempo em que as grandes negociatas se davam com beneplácito dos meios de comunicação, cujos proprietários participavam ativamente delas.

Com o tempo das privatizações escandalosas e das emendas de reeleição compradas…

Bons tempos…

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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90 comentários

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Tildinha Petralha

25 de janeiro de 2016 às 18h31

O apoiador da Tropa corrupta do Pr! Faz parte da prole!

Responder

Adonis Abrego Bailon

22 de janeiro de 2016 às 02h23

vai sim…esse cabra é pau mandado do PSDB.

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Silvio Ogatha

21 de janeiro de 2016 às 23h37

sera que vai fica na mesmice

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Enio

20 de janeiro de 2016 às 20h28

Essa elite criminosa tem MEDO do povo brasileiro.

Responder

Neuza Palaro

20 de janeiro de 2016 às 15h43

E só o que se tem feito ate agora.

Responder

Neuza Palaro

20 de janeiro de 2016 às 15h43

E só o que se tem feito ate agora.

Responder

Silva Bruna

19 de janeiro de 2016 às 23h55

Meu filho Miguel O Cafezinho do Rosário eu adoro o seu jornalismo-embromation. Finge não ser chapa-branca, mas não consegue enganar os mais preparados. Cheio de malícia você e o Fernando Brito não conseguem mais enganar tanta gente. Há sou coxinha, mas com catupiry…kkkkkkk.

Suas matérias são tão tendenciosas que você é uma Veja ao contrário: vive colondo na boca de outras reportagens que não são suas o que não tem coragem de publicar. Jornalismo embromação, embromação, embromação…kkk

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Ana Faria

19 de janeiro de 2016 às 23h33

Enquanto o povo ñ acordar… Tudo vai ser blblá blá blá blá… O brasil tem que mudar essa politica primata.

Responder

Recruta Zero

19 de janeiro de 2016 às 16h28

Presidente Dilma Rousseff, comandante em chefe das forças armadas, convoque os militares para moralizar essa justiça que envergonha a CF e verás como irá melhorar o combate à corrupção que desde há muito tempo tem sido seletiva e partidarizada. Sabe que os militares podem ajudar e muito. Vamos democratizar a justiça.

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Marcus Vinicius Meschini

19 de janeiro de 2016 às 15h32

Esse site é apoiador dos ladrões do erário. Esse site odeia gente trabalhando para prender quem rouba o Brasil.
Site feito por brasileiros de merda.

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Sandro Santos

19 de janeiro de 2016 às 14h19

Shw

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Nildo Moreira

19 de janeiro de 2016 às 13h36

cicera moreira, esse nome me parece bem família! por acaso vc é sobrinha de Maria moreira de souza? ou seja dona nenzinha?

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Adão Rolim

19 de janeiro de 2016 às 12h57

cafezinho petista ou também foi comprado… fui!!!

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    Adma Viegas

    20 de janeiro de 2016 às 17h52

    Não meça os outros pela sua própria régua.

    Responder

Gabriel Santos

19 de janeiro de 2016 às 11h58

cade o STF que não corta as assa desse camarada?

Responder

Antonio Gaviao

19 de janeiro de 2016 às 11h18

entao nao existe corrupção no atual governo ????

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David Rogge

19 de janeiro de 2016 às 05h42

Segundo Bob Fernandes, a Policia Federal não é comandado pela oposição brasileira, é muito pior!!! Leia e entenda os desdobramentos da LavaJato.

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Hannah da Terra

19 de janeiro de 2016 às 04h36

E o juiz: – nem Moro de vergonha. ..

Responder

Anderson

19 de janeiro de 2016 às 01h50

“Na época, O Cafezinho publicou um post bombástico, intitulado O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa, e que trazia um vídeo que, efetivamente, mostrava Joaquim Barbosa mentindo descaradamente para outros ministros do STF, defendendo o sigilo do inquérito 2474, alegando que este “não tinha relação com o mensalão”, quando tinha tudo a ver, contendo documentos que podiam causar reviravolta em todo o processo, como o Laudo 2828, que inocenta Pizzolato e, portanto, tinha potencial de derrubar o elemento central de toda a acusação: o desvio do dinheiro do Visanet.”

Miguel, sou leigo em direito. Quase que totalmente. O caso Pizzolato sempre me intrigou exatamente pelo “desaparecimento” do inquérito 2474. Se não estou enganado, ele veio a público somente após o julgamento. Ainda que assim seja, mesmo após condenado, a defesa não pode fazer absolutamente nada?

Responder

    Sandra Paulino

    19 de janeiro de 2016 às 14h29

    Anderson: me intrometo na pergunta pra lhe dizer que a defesa não só pode como já está apresentando há algum tempo o caso às cortes internacionais como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. O Brasil é signatário de diversos tratados que foram rasgados junto com nosso sagrado livrinho (CF) que é pisoteado tds os dias. Prazer!

    Responder

      Anderson

      20 de janeiro de 2016 às 00h19

      A minha dúvida ainda permanece… Aqui no BR, a defesa nada mais pode fazer?

      Responder

Fábio Oliveira

19 de janeiro de 2016 às 02h11

Chora, Moro, Chora!

Responder

Amarildo Inacio

19 de janeiro de 2016 às 01h06

Se a “justiça do moro fosse justa” mandaria investigar sem precedentes. Mais “cuando” é o “pessoar” do tar de psdb!!!??? Xiiíi. . Da uma tal de amnésia nas idéia. … seria cômico se não fosse trágico essa “justa justiça ” partidária. Kkkkk

Responder

Hell Back

18 de janeiro de 2016 às 22h54

A “Lava à Jato” deveria ter outro nome: “Vaza à Jato” rs

Responder

João Donda

19 de janeiro de 2016 às 00h48

Nota Pública da Associação dos Juízes Federais do Brasil sobre a Operação Lava Jato

Diante do manifesto de advogados da Operação Lava Jato com críticas à atuação do juiz Sérgio Moro, a Ajufe esclarece:

A quebra de um paradigma vigente na sociedade nunca vem desacompanhada de manifestações de resistência. Gritam e esperneiam alguns operadores desse frágil sistema que se sentem desconfortáveis com a nova realidade nascente.

Há décadas, a imprensa brasileira veicula notícias referentes a desvios de bens e recursos públicos, cujos responsáveis – políticos, empresários, pessoas poderosas – raramente pagavam pelo crime cometido. O poder financeiro lhes possibilitava contratar renomadas bancas de advogados para ingressar com infindáveis recursos protelatórios nos tribunais – manobras que, em geral, levavam à prescrição da pena e à impunidade do infrator.

Tal quadro começou a se alterar nos últimos anos, fruto da redemocratização do país e da Constituição Federal de 1988. O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal vêm adquirindo cada vez mais autonomia, tanto do ponto de vista orçamentário como operacional. É aí que surge um novo capítulo na história do Brasil.

A Operação Lava Jato coroa um lento e gradual processo de amadurecimento das instituições republicanas brasileiras, que não se colocam em posição subalterna em relação aos interesses econômicos. A Justiça Federal realiza um trabalho imparcial e exemplar, sem dar tratamento privilegiado a réus que dispõem dos recursos necessários para contratar os advogados mais renomados do país. Essa ausência de benesses resulta em um cenário incomum: empreiteiros, políticos e dirigentes partidários sendo presos.

Aqueles que não podem comprovar seu ponto de vista pela via do Direito só têm uma opção: atirar ilações contra a lisura do processo. Fazem isso em uma tentativa vã de forjar na opinião pública a impressão de que a prisão é pena excessiva para quem desviou mais de R$ 2 bilhões, montante já recuperado pela Operação Lava Jato.

A Lava Jato não corre frouxa, isolada, inalcançável pelos mecanismos de controle do Poder Judiciário. Além de respaldada pelo juízo federal de 1º grau, a operação tem tido a grande maioria de seus procedimentos mantidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Aludir genericamente a violações de regras do “justo processo” sem a correspondente ação judicial reparatória é mero falatório, fumaça, que não gera benefício nem para o cliente pretensamente protegido.

O desrespeito aos direitos dos réus, por quem quer que seja, é uma conduta passível de questionamento. Nada impede que um advogado, se estiver certo da violação, postule a devida correção no âmbito da Justiça.

Quando há provas de um vício ou equívoco processual, o natural é apresentá-las ao Tribunal, para que se mude o curso do caso. Quando elas não existem, uma carta nos jornais parece um meio de dar satisfação aos próprios contratantes. Os advogados não podem tirá-los da cadeia – as condenações estão sendo corroboradas pelas instâncias superiores do Judiciário – então, a única solução encontrada é reclamar em alto e bom som.

Interessante notar como as críticas de alguns poucos advogados revelam o desajeito deles com este novo contexto. Tal se revela sobretudo na busca de neologismos marqueteiros. Chamar de neoinquisição o funcionamento das instituições republicanas é um desrespeito com as verdadeiras vítimas históricas da inquisição, que – todos sabemos – perseguiu, torturou e assassinou por motivos religiosos. Na ausência do que dizer, atacam desmedidamente e revelam escasso conhecimento histórico.

A impossibilidade de se ganhar a causa dentro do devido processo legal leva a todo tipo de afronta à decisão tomada em juízo. O manifesto desse pequeno grupo de advogados dá a entender a ideia absurda de que o Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal se uniram com o propósito de manejar a opinião pública para pressionar o próprio Judiciário. Não só a história não é factível, como parece o roteiro de uma ficcional teoria da conspiração.

A posição institucional da OAB, que mantém uma postura de respeito às instituições, é louvável. A maioria dos advogados têm respaldado as investigações conduzidas. Sabemos que a iniciativa de ataque à Lava Jato é isolada e decorrente do desespero de quem se vê diante da perda iminente e definitiva da causa. Diversos advogados têm endossado as ações da Lava-Jato, em pronunciamentos públicos. As leviandades expressas na carta não encontram eco na advocacia brasileira.

Sobre os supostos “vazamentos” de informações sigilosas, destaca-se que os processos judiciais, em regra, são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às audiências, salvo nas hipóteses de segredo de justiça de acordo com as previsões legais dos artigos 5º, LX, e 93, IX da Constituição. A publicidade dos processos e das decisões judiciais visa exatamente a garantir o controle público sobre a atividade da Justiça.

A magistratura federal brasileira está unida e reconhece a independência judicial como princípio máximo do Estado Democrático de Direito. Assim, reconhece também a relevância de todas as decisões de todos os magistrados que trabalharam nesses processos e, em especial, as tomadas pelo juiz federal Sérgio Moro, no 1º grau, pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no TRF4, e pelos desembargadores Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen, que também compõem a 4ª turma.

No STJ, sabemos quão operosos são os ministros Felix Fischer, relator dos processos da Lava Jato, e Jorge Mussi, Gurgel de Faria, Reynaldo Soares e Ribeiro Dantas, que compõem a 5ª turma. Eles não se prestam à violação de direitos de qualquer réu.

Da mesma forma, confiamos plenamente nos ministros Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, e Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, que integram a 2ª turma, bem como nos demais ministros da Corte. Eles dão a garantia final de que os processos da Lava Jato correram conforme o devido processo legal.

A magistratura brasileira avançou muito nos últimos anos, assim como a nossa sociedade democrática. Os magistrados não sucumbirão àqueles que usam o Direito e Justiça para perpetuar impunidades sob o manto do sagrado direito de defesa.

Antônio César Bochenek
Presidente da AJUFE

Responder

    titus

    19 de janeiro de 2016 às 14h56

    Conta outra ze que essa nao cola!

    Responder

Maria Lúcia Metzler

19 de janeiro de 2016 às 00h17

Responder

Glauberson Duarte

19 de janeiro de 2016 às 00h13

Servidos?

Responder

Antonio Henrique Siqueira

18 de janeiro de 2016 às 23h30

A Lava Jato nunca teve a intenção de combater a corrupção. A Lava Jato faz parte do plano Golpista.

Responder

Moacir Coelho da Gama

18 de janeiro de 2016 às 23h28

Esse cafezinho está a serviço de quem? Porque vive criticando a justiça.

Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 23h56

    Ué, jornalismo não é pra ser crítico? E não critico a justiça. Crítico o judiciário, que é tocado por marajás reacionários, corruptos e aliados da Casa Grande.

    Responder

    Raimundo

    18 de janeiro de 2016 às 22h47

    Criticando aqueles setores do judiciário que se tornaram um verdadeiro caso de justiça.

    Responder

    Renato Antonini

    19 de janeiro de 2016 às 01h05

    da democracia, da liberdade de expressão, da igualdade e da inclusão social.

    Responder

    Edi Passos

    19 de janeiro de 2016 às 00h24

    Porque a justiça é no Brasil é uma ficção, só por isso.

    Responder

    Rodrigo Figueiredo

    19 de janeiro de 2016 às 03h09

    kkkkkkkkk, adoro cafezinho principalmente quando ele fala de corrupção!!!! “da democracia, da liberdade de expressão, da igualdade e da inclusão social” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, só se for da liberdade de expressão do PT!!!!!!

    Responder

    Raquel De Vasconcellos Cantarelli

    19 de janeiro de 2016 às 06h37

    Nooossa, criticar o santo poder judiciário é pecado!!! Deve estar a serviço do diabo!!!

    Responder

    Helio Siqueira

    19 de janeiro de 2016 às 13h03

    Vcs são hilários. Bom dia para todos Viva a alienação!

    Responder

    Moacir Coelho da Gama

    19 de janeiro de 2016 às 16h36

    Raquel De Vasconcellos Cantarelli Imagino que você seja de ceita

    Responder

    Maite Pontes Lindo

    19 de janeiro de 2016 às 16h47

    Adorei Rachel, esse cafezinho deve ser daqueles que falam mau do ” in Judiciário” , porque realmente tem que servir a alguém, conforme as minhas palavras, devemos apoiar sim a tudo , principalmente a primeiro prende e depois investiga, tu és culpado .

    Responder

    Montorso Monttorso

    19 de janeiro de 2016 às 20h18

    chupa moacir hahahaha

    Responder

    Montorso Monttorso

    19 de janeiro de 2016 às 20h18

    chupa moacir hahahaha

    Responder

    Adma Viegas

    20 de janeiro de 2016 às 17h49

    Você é da SEITA dos analfabetos funcuinais, Moacir.

    Responder

Mauricio Gomes

18 de janeiro de 2016 às 21h18

Agora o dublê de “jornalista” e decorador que insultou a honra do Chico Buarque escreve uma cartinha patética pedindo desculpas pelas merdas que disse. Espero que o Chico não faça como o Mantega e retire a ação, esse covarde está é com medo de levar um tunga da justiça pelas barbaridades que disse. Tem que ser como no verso da música do Chico: “mas vou até o fim”.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/jornalista-que-chamou-chico-de-ladrao-e-canalha-pede-desculpa/

Responder

Eva Hemorgenes

18 de janeiro de 2016 às 22h32

São todos heróis hoje. Até Tiradentes que eles assassinaram.

Responder

Diana De Castro Teles

18 de janeiro de 2016 às 22h23

Eita cafezinho bom ! Manter a verdade e tudo !

Responder

Neide D'Orazio

18 de janeiro de 2016 às 22h23

Propinão de FHC/PSDB, em uma delação apenas aparecem 100 MILHÕES DE DÓLARES. Dá para se ter uma ideia do que mais apareceria se houvesse interesse em investigar. 100 MILHÕES DE DÓLARES. 100 MILHÕES DE DÓLARES. Propinão de ” respeito “. Gente COISA é outra fina. Moralistas sem um pingo de moral. 100 MILHÕES DE DÓLARES. 100 MILHÕES DE DÓLARES. 100 MILHÕES DE DÓLARES.

Responder

    Iran Guerreiro

    18 de janeiro de 2016 às 23h20

    Não falaram quem recebeu e nem quem pagou , se falar o Moro coloca nas grades !!!

    Responder

      Edi Passos

      19 de janeiro de 2016 às 00h27

      Falaram sim, só que a imprensa não divulga e o Moro diz que “não vem ao caso”!

      Responder

    Neide D'Orazio

    18 de janeiro de 2016 às 23h28

    De jeito nenhum. Jamais Moro colocaria alguém do PSDB atrás das grades. Quando o PSDB é atingido não existe sequer investigação. E a mídia abafa o caso. A lava jato é um circo caríssimo que não tem nenhum interesse em acabar com a corrupção.

    Responder

    Fatima De Lourdes Rodrigues

    20 de janeiro de 2016 às 00h45

    Iran Guerreiro, duvido. Já sabem de tudo, o que falta é vontade. Moro te interessesbpesdoais com o PSDB.

    Responder

    Fatima De Lourdes Rodrigues

    20 de janeiro de 2016 às 00h46

    Morobtem interesses pessoais combo PSDB.

    Responder

Iran Guerreiro

18 de janeiro de 2016 às 22h20

Esse Cafezinho deve ser uma piada

Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 23h57

    Deve mas não é. Você não deve ser, você é.

    Responder

    Silva Bruna

    20 de janeiro de 2016 às 22h31

    O Cafezinho Muito bem meu filho Miguel do Rosário que bom. Você deixou de responder os posts de forma estúpida e agora está mais light. Parabéns!

    Responder

Eva Hemorgenes

18 de janeiro de 2016 às 22h19

Lembram da história dos Inconfidentes?
A história se repete.

Responder

Eva Hemorgenes

18 de janeiro de 2016 às 22h18

Lava tartaruga.

Responder

Edson Luiz Raminelli

18 de janeiro de 2016 às 22h18

O nome ficou melhor. Retrata mais o que temos visto.

Responder

Gustavo Dias

18 de janeiro de 2016 às 22h12

A melhor foi transformar o Marcelo Odebrecht heroi. Hahahahahahahhaha.
Faz uma liga da justiça com ele e o pessoal do pt po são todos heróis mesmo

Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 22h24

    Vocês coxinhas são engraçados. Viraram comunistas agora?

    Responder

    Miguel do Rosário

    18 de janeiro de 2016 às 20h26

    Vocês coxinhas é que são engraçados. Viraram comunistas agora?

    Responder

    Gustavo Dias

    18 de janeiro de 2016 às 22h28

    O Cafezinho o q me classificaria como comunista? Dividir , colocar todos debaixo de um regime de pobreza essas características HISTÓRICAS são das esquerdas . Só olhar para os nossos vizinhos Argentina de Kirchner e a Venezuela. Por sinal essa ultima tem mta democracia de acordo com o Lula.
    Mas me lembrei pq vc quer falar de comunismo. Essa é a retórica desse governo que adora seguir ditadores como esse q a Dilma se inspira

    Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 22h32

    poxa, vai chamar a dilma de comunista, rs. assim você vai fazer o pstu e psol terem curto circuito mental,

    Responder

    Gustavo Dias

    18 de janeiro de 2016 às 22h40

    Nada eles admiram ela. Afinal apoio a Maduro ela já prestou. Lulu falou pra votar nela e Jean israelita qdo convém fez campanha.
    Fora q ao invés de tirar impostos , praticar austeridade e dar fôlego aos empresários ela manda imposto, terror e inércia.
    Vai dar certo sim amiguinho pode confiar a história mostra q sempre deu certo

    Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 23h06

    Apoiou maduro porque maduro foi eleito. Se qq outro presidente for eleito na Venezuela ela apoiará igualmente

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    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 23h07

    Dilma foi a presidente que mais cortou impostos filho . Tanto que exagerou. Mais de 100 bilhões de isenções

    Responder

    Gustavo Dias

    18 de janeiro de 2016 às 23h12

    Ser eleito não dá o direito da pessoa tocar o terror em um país. Maduro destruiu a Venezuela. Dilma apóia um ditador q mantém preso quem não concorda com ele.
    Essa parte dos impostos tarifas e tudo mais ela pode até ter cortado só esqueceu de avisar aos cidadãos e empresários que qdo não falem diminuem

    Responder

    O Cafezinho

    18 de janeiro de 2016 às 23h41

    Não fala besteira. O que tem prejudicado a Venezuela é o preço do petróleo. Chavez e Maduro fizeram uma revolução democrática e pacífica contra a fome e o analfabetismo

    Responder

    Gustavo Dias

    18 de janeiro de 2016 às 23h42

    AHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHA

    Responder

    João Donda

    19 de janeiro de 2016 às 00h39

    O Cafezinho quanta imbecilidade! como todo canhotito se esconde num diminutivo, que no seu caso indica acordos, mancomunação? Quer dizer que quem derrubou o maduro foi o petróleo? Revolução democrática é nomear juízes para a suprema corte? Revolução democrática é anular votos da oposição? Revolução é desindustrializar o país por não saber fazer contas? O pré primário se manifesta, inteligentinho vai ganhar balinha..

    Responder

    Dary Beck Filho

    19 de janeiro de 2016 às 01h40

    Pergunta para esses sábios: como desindustrializar um país que nunca foi industrializado? Que importava sabonete e xampu? Que a muito tempo depende do petróleo? Sabe nada o inocente.

    Responder

    Renato Antonini

    19 de janeiro de 2016 às 01h41

    o santa ignorância, comunismo morreu ha muito.

    Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 02h28

    Como todo canhotito usa diminutivo hahaha é demais. Quem está nomeando juiz por decreto é Macri esqueceu ?

    Responder

    Rodrigo Figueiredo

    19 de janeiro de 2016 às 03h12

    “Chavez e Maduro fizeram uma revolução democrática e pacífica contra a fome e o analfabetismo” kkkkkkkkkk, é por isso que eu adoro cafezinho, a piada é sempre garantida!!!! Só falta dizer que há uma revolução democrática na Coreia do Norte!!!!!

    Responder

    Nonato Silva

    19 de janeiro de 2016 às 04h26

    Rodrigo Figueiredo A sociedade só evolui com conflitos.

    Responder

    Gustavo Dias

    19 de janeiro de 2016 às 10h29

    Qto ao Macri essa é outra imbecilidade. As medidas tomadas por ele garantem liberdade e tranquilidade para o crescimento. O congresso lá é de psicopatas de esquerda que nem aqui. Quem falou do Macri aí ao invés de se prender ao decreto olhe as medidas que os decretos geraram. Liberdade de imprensa, funcionários fantasmas demitidos. Por sinal qual o corte que a dilma fez? Qtos ministerios (inuteis) reduzidos? Qtas empresas querem vir para o Brasil comum governo desses? A presidente não tem coragem nem de ir a Davos, vai mandar o capacho dela da fazenda.

    Responder

    Gustavo Dias

    19 de janeiro de 2016 às 10h29

    Qto ao Macri essa é outra imbecilidade. As medidas tomadas por ele garantem liberdade e tranquilidade para o crescimento. O congresso lá é de psicopatas de esquerda que nem aqui. Quem falou do Macri aí ao invés de se prender ao decreto olhe as medidas que os decretos geraram. Liberdade de imprensa, funcionários fantasmas demitidos. Por sinal qual o corte que a dilma fez? Qtos ministerios (inuteis) reduzidos? Qtas empresas querem vir para o Brasil comum governo desses? A presidente não tem coragem nem de ir a Davos, vai mandar o capacho dela da fazenda.

    Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 11h36

    Liberdade de imprensa? Não me faça rir.

    Responder

    Rodrigo Figueiredo

    19 de janeiro de 2016 às 11h38

    Kkkkk o Cafezinho fala do Macri, mas não cita a liberdade de imprensa na Venezuela kkkkkk

    Responder

    Dary Beck Filho

    19 de janeiro de 2016 às 12h22

    Essa turma que fala da Venezuela e nunca foi lá são engraçados. Todos os canais privados lá são contra os chavistas!

    Responder

    Rodrigo Figueiredo

    19 de janeiro de 2016 às 13h04

    “Essa turma que fala da Venezuela e nunca foi lá são engraçados. Todos os canais privados lá são contra os chavistas!” – Eu já passei um mês lá meu caro, o país é mais esculhambando que o Brasil!!!!

    Responder

    Rodrigo Figueiredo

    19 de janeiro de 2016 às 13h04

    “Essa turma que fala da Venezuela e nunca foi lá são engraçados. Todos os canais privados lá são contra os chavistas!” – Eu já passei um mês lá meu caro, o país é mais esculhambando que o Brasil!!!!

    Responder

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