Ato em defesa da imprensa

As conspirações vêm à luz

Por Miguel do Rosário

11 de fevereiro de 2016 : 16h11

Análise Diária de Conjuntura – 11/02/2016

Bem vindos de volta à nossa infernal agenda política brasileira! Após alguns dias de folga, voltamos à labuta.

Os conspiradores não tiraram férias. Durante os dias febris do carnaval, que foi um dos mais divertidos, em termos de público e festas, dos últimos anos, a agenda política da imprensa martelou dia e noite notícias sobre o famigerado sítio em Atibaia, frequentado por Lula.

Na verdade, acompanhar a política brasileira se tornou um teste de nervos. É preciso tê-los – os nervos – moldados em aço!

O noticiário repetitivo, enervante, tornou-se novo tipo de tortura psicológica. Todo dia tentando aprofundar a crise. Não se procura oferecer uma mísera luz de esperança para a política, para a economia, ou mesmo para a cultura. Aliás, até mesmo os cadernos de cultura ou projetos de cultura foram enterrados. Eles também são perigosos, porque podem oferecer esperança à população. E a população não pode ter esperança.

A atmosfera precisa se tornar cada vez mais opressiva, mais irrespirável.

O objetivo das conspirações midiático-judiciais permanece o mesmo: promover uma espécie de terrorismo policial, judicial, político. Todo mundo pode ser preso, sem provas, sem razão, sem sentença, apenas por ordem de um juiz já previamente manconumando com a mídia.

No dia 4 de fevereiro, a cidade de Atibaia amanheceu cheia de repórteres da Globo e Estadão. Hoje sabemos porque. O juiz Sergio Moro, ou a PF, vazaram a informação de que Moro aceitara a abertura do inquérito sobre o sítio frequentado por Lula. Há dois dias, o inquérito apareceu nos anais do Judiciário. Moro, constrangido, afirma que a publicação veio por engano…

Sim, o objetivo era manter em segredo da população, mas com vazamentos seletivos à mídia, o que é a estratégia do terrorismo policial implementado pela Lava Jato. Ninguém sabe de nada, então ninguém pode se defender dos ataques midiáticos, que por sua vez são municiados pelos vazamentos.

É impressionante a ira com que os procuradores da Lava Jato e próprio Moro tratam iniciativas da defesa dos réus para exporem as suas versões.

Apenas a acusação pode ter voz, pode ocupar as tribunas da mídia e fazer acusações a tudo e a todos. Um dos procuradores chefes da Lava Jato, Carlos Fernando, ocupou as manchetes dos principais jornais para lançar acusações pesadíssimas contra o governo.

Acusações levianas, políticas, partidárias, na contramão de toda ética exigida a servidores que deveriam respeitar as autoridades mais importantes do país, que não são juízes ou procuradores e sim aquelas eleitas diretamente pelo voto popular!

O noticário de hoje é mais do mesmo. A mesma agenda enervante, golpista, de sempre. Um juiz do Rio mandou prender um executivo já preso em regime domiciliar. Os juízes agora competem entre si pela atenção dos holofotes. Quem será o mais truculento, o mais arbitrário?

Moro, embriagado pelos holofotes, que o fazem se sentir invencível, decidiu que aceitará provas contra a Odebrecht enviadas pela Suíça, mesmo diante da afirmação, por parte do governo suíço, de que o envio foi ilegal.

Para completar o quadro, a ONG Transparência Internacional, conhecido think tank imperialista, e que nunca denunciou a corrupção monstruosa subjacente às guerras imperialistas, em especial a do Iraque, divulga uma votação em que “elege” o escândalo da Petrobrás como o segundo pior do mundo. O Globo dá uma matéria dizendo que a votação teve a participação de 4,5 milhões de pessoas. Acontece que o “escândalo” da Petrobrás teve o voto de apenas 11,9 mil votos…

Daí a matéria fala que a ONG irá pedir aos países onde as empreiteiras envolvidas na Lava Jato atuam para investigar esquemas de corrupção.

Um prato cheio para o objetivo imperialista – sempre com ajuda da mídia brasileira – de enfraquecer as empresas nacionais que ousaram pôr os pés lá fora e tomarem mercados que sempre pertenceram, historicamente, aos Estados Unidos, à Europa e agora à China.

A novidade na conjuntura atual é que a Lava Jato, cuja máscara já não enganava ninguém, decidiu não se esconder mais. É mesmo uma conspiração judicial, midiática e partidária, com um objetivo bem claro: derrubar o governo e inviabilizar politicamente o partido dos trabalhadores.

Afinal, qual o sentido em investigar o sítio de Atibaia? A coisa carece de qualquer bom senso. Lula teria se vendido por um par de pedalinhos num lago? Por uma churrasqueira?

Sobretudo, o que isso tem a ver com a Petrobrás, ou com as obras dessas empreiteiras ligadas à Petrobrás, à Lava Jato?

Não tem nada a ver com a Lava Jato, nada ver com o Paraná, nada ver com nada.

Como acontece sempre quando o arbítrio ganha poder, o absurdo ganha ares de normalidade.

A mídia é decadente, mas usa e abusa de suas últimas balas no cartucho para fechar o cerco à democracia. Não se deixa vazar nenhuma crítica, nenhuma constestação, às conspirações judiciais.

Os próprios advogados de defesa são constantamente criminalizados, o que aliás já se tornou norma.

Claro, boa parte do que acontece se deve aos erros grosseiros do próprio governo. A presidenta Dilma, há muito, lembra um desses monarcas desorientados do século XIX, a era das revoluções.

Ela começou o seu primeiro governo com uma ideia do que seria política e comunicação: aparecer na Globo, no programa da Ana Maria Braga, quebrando omeletes. Depois de tudo que aconteceu, ela inicia seu quinto ano na presidência publicando um artigo na Folha, em conteúdo exclusivo para assinantes do jornal.

Ou seja, como sempre, empoderando seus próprios adversários.

Em verdade, o governo tem três oposições poderosas: uma oposição midiática, uma oposição partidária e uma auto-oposição.

Não se pede que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, “interfira” em nenhuma investigação. Pede-se que ele seja ministro, que coiba os excessos notáveis, que reprima as conspirações. E que participe do debate! Que fale sobre esse problema, que já é internacional, da judicialização e criminalização da política!

A presidenta também precisa participar. Ela deu fim ao Café com a Presidenta, há mais de um ano, o único canal de comunicação direta entre o Planalto e a população. Um canal que já estava atrasado, e deveria ter sido, há tempos, avançado para um programa em vídeo. Ao invés disso, foi eliminado.

A presidenta então desistiu de falar à TV no primeiro de maio.

Sumiu da internet e da TV.

Com suas aparições cada vez mais episódicas, ficou fácil para a oposição bolar panelaços, tentando – com êxito – intimidar a presidenta.

Em sua última aparição na TV, Dilma começou dizendo que não iria falar de política. Falou apenas de mosquito, o que não a salvou de alguns panelaços esparsos.

Por que não iria falar de política?

Dilma não foi eleita pela população para exercer, acima de tudo, a liderança política do governo?

Outro dia, num almoço com um renomado cientista político, discutimos sobre os interesses por trás da Lava Jato, os interesses por trás da desconstrução de um projeto tão ousado de renovação da nossa infra-estrutura, essa aposta pesadíssima do capital contra si mesmo, sacrificando alguns de seus próprios membros, com o objetivo de reconquistar o poder absoluto sobre a política.

Sim, essa é a chave. Essa a explicação! O capital quer o poder político. Não se satisfaz com migalhas, com ministérios, não adianta mais ceder-lhe ministério da fazenda, elevar desmedidamente os juros, promover recessão.

É impressionante, por exemplo, como o capital protege os seus. Joaquim Levy, por exemplo. Sob sua gestão, o Brasil enfrentou a pior recessão em muitos anos. Tudo piorou. O endividamento, o orçamento, a inflação, o desemprego, até mesmo o rating das agências internacionais. Mesmo assim, ele sai ovacionado pela mídia, com direito a notinhas diárias nas colunas do Ancelmo Goes, do Globo, assim como as tinha Joaquim Barbosa, em seus dias de fama.

Para reconquistar o poder político absoluto, o capital está disposto a todo o tipo de sacrifício. Dessa vez, suas estratégias são muito mais sofisticadas.

O uso do poder judiciário é uma evolução natural, lógica, de uma truculência que outrora apelou às forças armadas.

Os mais pessimistas, citando Carl Schmitt, dizem que estamos entrando no século do judiciário. O século XIX teria pertencido ao Legislativo, o XX ao Executivo, e agora o poder ficaria sob a mão forte dos juízes, estes zelosos, estáveis e conservadores guardiões das leis.

Coube ao Brasil, por razões geopolíticas várias, e não tão misteriosas, estar à frente desse processo.

O que são os juízes no Brasil senão novos carcereiros?

A Constituição?

A Constituição é apenas um “livrinho”, como bem se expressou Raul Jungmann, deputado federal pelo PPS de Pernambuco, num ato falho.

Um livrinho que interpretamos ao sabor das circunstâncias, suprindo suas brechas com todo o tipo de elocubrações pseudo-cultas, conforme pudemos testemunhar nos julgamentos midiáticos do Supremo Tribunal Federal.

Em última instância, tudo se resolve com alguns editoriais, um punhado de vazamentos, a recriação de uma atmosfera violentíssima de linchamento, a intimidação de juízes, e por aí vai.

De um lado, um governo pusilânime, de outro, uma intelectualidade perplexa, não só intimidada quanto confusa, igualzinho como ficou em 1954 e em 1964.

Nada como um “mar de lama” para intimidar uma intelectualidade que nunca soube ser efetivamente livre, porque nunca respirou a liberdade de expor suas ideias num ambiente midiático diverso, plural e livre.

É incrível a ausência da mídia em nossos romances, filmes e relatos históricos. É como se ela nunca houvesse existido, nunca tivesse exercido um papel protagonista em nossos momentos históricos mais importantes.

E hoje, 2016, nos vemos diante das mesmas conspirações que nos afligem há séculos: setores autoritários do Estado, sob liderança dessa vez não de militares, mas de juízes e procuradores, com auxílio da meganhagem policial, tentam sistematicamente burlar o voto popular e manipular a opinião pública.

Talvez hoje sejam ainda mais crueis que antes. Sem poder apelar para os assassinatos políticos e os golpes militares, apelam para o pior tipo de sofrimento que se pode inflingir ao homem: a humilhação, a destruição da reputação. Essas são as armas que lhes permitem intimidar qualquer juiz. Ironicamente, às vezes os melhores juizes, os mais íntegros, são as primeiras vítimas, porque a reputação lhes é mais cara, mais importante.

Qual a saída?

Qual a solução para a nossa crise?

Os golpistas não páram de brandir frases apocalípticas sobre a necessidade de soluções “rápidas”.

São os nossos Savonarolas, cutucando nossas angústias, açulando nossos ódios, incitando nossos egoísmos, tentando nos vencer pelo medo, pela insegurança, pelo desespero.

Mas, no fundo, são eles os inseguros, os desesperados. Pode-se ver, acima de tudo, que o povo brasileiro, como sempre, dá provas de serenidade e bom senso. Não se curva tão fácil a seus chamados golpistas. É insatisfeito, como deve ser qualquer povo que ainda precisa realizar grandes conquistas, mas sabe o momento de derrotar aqueles que tentam lhe enganar.

A solução para a crise é, portanto, seguirmos o exemplo do povo e mantermos a serenidade. Mas isso não significa – longe disso! – a passividade e a inércia.

Mais que nunca, é preciso organizar a resistência. O avanço das conspirações também significa o seu enfraquecimento, porque elas se debilitam à luz do sol. Estamos nos aproximando talvez de um momento decisivo, em que as conspirações entendem que chegou a hora do bote final. Só que elas também sabem que esse é o seu momento mais vulnerável, mais incerto, porque para dar esse bote, elas precisam sair da escuridão, expor-se.

E aí as pessoas podem ver as conspirações como elas são: um jogo sujo, inescrupuloso, uma manipulação escroque de procedimentos policiais, com auxílio da manipulação das notícias e vazamentos criminosos.

Vemos então que as conspirações midiático-judiciais são tocadas por bandidos, dispostos a destruir milhares de empregos em seu esforço insano para tirar qualquer resquício de poder das mãos do povo e entregá-la aos mandarins do mercado.

É uma luta milenar, repetida incessantemente a cada geração, em cada país, em cada região, em cada cidade. Todas as guerras do mundo nasceram dessa luta, mas em especial as grandes guerras sociais, sempre as mais violentas, as mais importantes, as guerras que mais dão grandeza às nações. Uma grandeza que nasce, invariavelmente, da vitória do povo contra seus opressores.

Em algum momento, as conspirações, que ganham sua força de sua obscuridade, terão que vir à luz para lutar frente à frente com seus adversários, e aí veremos a sua carantonha horrível, incapaz de instilar confiança.

O Brasil está insatisfeito porque quer um governo melhor, mais progressista, mais moderno. Pretender derrubar Dilma para instaurar uma proto-ditadura tucana neoliberal é uma insanidade tão grande – pelos riscos sociais e políticos que implicam – que Dilma se fortalece sempre que este risco se torna mais palpável.

O golpismo sabe que a sua última bala no cartucho é criar uma atmosfera de crise irrespirável, promover ondas de ódio tão incontroláveis, e intimidar o TSE, para promover o golpe hondurenho, judicial, ainda mais vergonhoso que o golpe parlamentar, paraguaio.

Por isso eles batem no martelo das soluções “rápidas”. Eles não poderão sustentar as conspirações por muito mais tempo. O terrorismo já cansou. A tiragem impressa e digital dos principais jornais caiu brutalmente em 2015. As pessoas estão de saco cheio desse golpismo sem limites da mídia.

Política é uma caixinha de surpresas. Quando menos se esperar, a maré vira. Por conta dessa ansiedade exagerada e desta impaciente falta de escrúpulos, a direita brasileira pode perder o momentum conservador, que permitiu a vitória eleitoral na Argentina e na Venezuela.

Os ventos socialistas que chegam do Norte, com a ascensão de Bernie Sanders nas prévias do partido democrata, já começam a mudar a direção das hélices de alguns moinhos por aqui…

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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48 comentários

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Hell Back

16 de fevereiro de 2016 às 12h33

A impressão que se tem é que parece que o governo está aliado à oposição, tamanho imobilismo do governo.

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Cêça Morais

12 de fevereiro de 2016 às 16h43

A pergunta que não quer calar: Afinal porque esse juiz tem tanto poderes acima do bem e do mal? quem lhes atribuem tantos poderes e desmandos? E porque o governo não se manifesta?esquisito…

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Heliane Ferreira

12 de fevereiro de 2016 às 15h27

Façam o que eu falo jamais o que faço. Estes doutores deveriam recorrer ao seu código de ética e refrescar suas memórias :”A Primeira virtude de um juiz tem de ser a independência. E a independência não é coisa abstrata. É independência do poder econômico, do poder político, do poder da imprensa e do poder da opinião pública, independência dos próprios preconceitos”. E Gracie. O que alguns juízes como Moro e promotores não tem seguido dando péssimo exemplo e deixando um infame legado.

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Thiago Luiz

12 de fevereiro de 2016 às 11h39

A operação lava jato foi criada antes das eleições de 2014, na espera de uma eventual vitória de Aécio. Após isso, a lava jato não terminaria, ela iria continuar até a eliminação total do partido do trabalhadores de uma forma ou de outra. Só que, para os interessados em encobrir seus crimes não tiveram êxito e o povo politicamente mais consciente agora quer ver essa operação pegar os criminosos tucanos e de outros partidos que se imaginam imunes a justiça.
A hora deles vai chegar. Aécio perdeu.
http://dai.ly/x3r71zg

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Enio

12 de fevereiro de 2016 às 10h55

Os conspiradores veem a luz no fim do túnel, mas é a luz da locomotiva LULA2018. #LulaEuConfio

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Mario Filho

12 de fevereiro de 2016 às 05h55

Todas as desgraças de nossa nação são produzidas pela perpetuação de grupos partidários no poder. Esses grupos no poder não mudam, uma vez que só eles escolhem, dentre eles, quem serão, por seu arbítrio, os candidatos aos cargos eletivos, não havendo possibilidade de se candidatar alguém do povo capaz de conduzir melhorias e mudanças para o povo. Apenas aos filhos e netos de quem já está no partido, ou a quem defenda apenas os interesses do partido, será dada a garantia de ser um novo candidato, já que a escolha recai exclusivamente ao partido. O voto do eleitor não escolhe ninguém para nada, apenas obriga-o a homologar a vontade dos partidos colocando os escolhidos destes no poder. E conseguem ocupar todos os poderes da República preenchendo os cargos não eletivos com aqueles que não obtiveram bastantes votos. Só eles tem acesso ao poder e de lá controlam todas as atividades de nossa nação, sempre no sentido de garantir as próprias regalias e mordomias, mas nunca os direitos políticos e sociais do povo. E essa situação grotesca está blindada pela Constituição, sendo quase impossível mudar, já que pela vontade dos partidos-empresas isso não acontecerá. E o resultado de tanto poder nas mãos dos partidos são todos os problemas que vivemos todos os dias, causados por grupos no poder que agem apenas para atender os próprios interesses, deixando todos os bens públicos sucateados. Em vez de sempre perguntarmos “como ainda tem gente que vota em fulano ou beltrano?”, deveríamos nos perguntar “por que um partido ainda escolhe COLLOR, RENAN, MALUF, CUNHA, BARBALHO, SARNEYZADA ETC ETC ETC para serem candidatos nas eleitções?”. Ora, em nosso regime, recebendo ou não votos, eles estarão no poder; se não ocuparem um cargo eletivo, serão nomeados para outro cargo por um cúmplice que recebeu votos. Ex.: Cassab perdeu para o governo de São Paulo, mas hoje é ministro. Eis a razão de nunca realizarem melhorias e jamais serem resposabilizados por desastres, epidemias, desabastecimentos, corrupção etc.: está tudo blindado. Ou seja, estamos numa ditadura travestida de democracia. Mas a SOLUÇÃO para TODOS NÓS CIDADÃOS, SEM NENHUMA DISTINÇÃO, é simples: basta eliminar o inciso V do parágrafo 3º do Artigo 14 da Constituição, que trata da obrigação de filiação partidária para se eleger. Isso não significa acabar com os partidos, mas dar garantias de acesso a cidadãos sem vínculos com partidos, pois partidos são apenas grupos em simbiose abjeta com empresas. Acabar com a obrigação de filiação partidária é um objetivo que deve ser compartilhado por você agora e por todos que você conhece em todos os lugares que você frequenta, e deve virar um lema em todos os posts de todas as redes sociais, em todos os movimentos, em todas as passeatas, em todas as ruas, em todos os muros, em todas as universidades, em todas as escolas, em todos os documentos, em todas as imagens, em todas as vozes … daqui para frente. Pense fora da caixa: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=471122749707627&set=a.471121873041048.1073741828.100004297184940&type=1&theater

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Gabriel Duarte

12 de fevereiro de 2016 às 04h01

Sensacional Miguel!

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Eddy Felix

12 de fevereiro de 2016 às 03h01

Vai Sérgio! moro enfia sem cuspe no cu desses filhos das putas.

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André Ruga

12 de fevereiro de 2016 às 02h29

Será que é irmão da Maria do Rosário? Que viagem! Imperialismo, golpismo… pararam no tempo, que pena.

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José Reinaldo de Freitas

12 de fevereiro de 2016 às 00h10

Vamos fazer milhares de faixas e vamos divulgar nas redes sociais: Lula é meu amigo, mexeu com Lula, mexeu comigo”

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Eduardo Oliveira

11 de fevereiro de 2016 às 22h36

Não precisa de muito estudo para deduzir isso mais como uma possível conspirata de capitães do mato para agradar opulentos.

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Lívio Adelson

11 de fevereiro de 2016 às 22h08

O caso de Atibaia, seria o maior furo, pro Brasil inteiro perceber que Moro e PiG estão juntos nessa. A imprensa golpista já estava a postos antes da operação. De fato o Moro cometeu um grande equívoco, deixou a máscara cair.
A verdade é que o Brasil tem hoje uma quadrilha de gangsters, infiltrados em muitos setores, imprensa, política, polícia, judiciário, receita, no esporte… todos sedentos pela retomada, de qualquer forma, do poder.

Responder

Paulo Afonso da Silva

11 de fevereiro de 2016 às 21h48

Este juizinho de merda é uma bichona…

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Antonio Sampietro

11 de fevereiro de 2016 às 21h40

Ploitica de cumpadres.

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Renato Alves Machado

11 de fevereiro de 2016 às 21h38

NÃO ACEITO GOLPES!

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Sergio Luis Richice Moreira Moreira

11 de fevereiro de 2016 às 21h28

HÁ Marcos Alexandro de Souza duvidar do MORO ai é demais te larguei meu amigo…Ai nao né..

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Vitor

11 de fevereiro de 2016 às 19h03

Eu concordo com muitas coisas que vc fala sobre a Lava-Jato, em especial o partidarismo dela, mas fico feliz que coloquem empreiteiros que roubam o país há décadas na cadeia. Pena que só pegam os golpes nos governos do PT.
Em relação a Lula, está cada vez mais claro que ele misturou o público com o privado. Não adianta falar que o que recebeu é merreca (mesmo não sendo). Essa história de que a construtora quis “agradar uma celebridade” é horrível. Não dá!
Político não pode aceitar presente de empreiteira. Político não pode aceitar presente de empreiteira. Político não pode aceitar presente de empreiteira. Político não pode aceitar presente de empreiteira. Político não pode aceitar presente de empreiteira.
É falta de ética, é falta de bom senso, é falta de vergonha na cara. E com isso Lula mostrou que é igualzinho aos outros, recebendo vantagens pessoais. Por mais que tenha sido um excelente Presidente, vai ficar manchado por “merreca”. E merecidamente!

Responder

Cynthia Araujo Pereira

11 de fevereiro de 2016 às 20h46

Muito bom este artigo, todos devem ler para entender o golpe da direita, apoiado pela mídia golpista com esta lavagem cerebral.

Responder

Maria Lucia

11 de fevereiro de 2016 às 20h40

A rua é a nossa única saída.!!!!

#VamosPraRua
#ADemocraciaExigeMais

Responder

Adolar Jose Raimundo

11 de fevereiro de 2016 às 20h30

#Bandidodetoga

Responder

Messias Franca de Macedo

11 de fevereiro de 2016 às 18h10

… Esse *penúltimo ‘vazamento’ [deliberado e] criminoso perpetrado pelo DEMoTucano “juiz” Sérgio ‘mor(T)o’ em pleno feriadão de terça-feira do carnaval me fez lembrar daquele “memorável” 15 de novembro em que o congênere rábula psicopata Joaquim Barbosa expediu os mandados de prisões do José Dirceu, do José Genoino, do Delúbio Soares…
Até nas práticas mais vulgares e nas cafajestices mais sórdidas a direitona nazifasciterrorista e golpista não se renova…
De modo que – considerando o estágio da patifaria ora em curso – eu não duvido que o mequetrefe de primeira instância esteja escancarando ainda mais os ilícitos no sentido de que a esculhambação seja anulada.
Mesmo porque a Operação ‘Lava [DEMoTucano a] Jato’ já causou estragos colossais ao país, ao governo e ao PT, e pelo andar da carruagem – quer os golpistas queiram ou não –, muita gente de bico grande e de plumas soberbas “estariam para entrar na roda das prisões”, em destaque o ‘Aécio El Chato Furnas Forever’ &$ o GÂNGSTER mafioso comparsa [eduardo] ‘CU(nha)’ do mesmo Aécio ’Never’…
Ademais, o ‘CU(nha)’ do ‘Never’ – em sendo um psicopata – já teria achacado e ameaçado com delações “meio mundo de gente graúda” do Judiciário ao Parlamento, passando por [mega]empresários, rentistas &$ as porras…

*penúltimo ‘vazamento’: porque o último está sendo gestado pelas milícias dos golpistas!

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Ivam Cassemiro

11 de fevereiro de 2016 às 20h01

O que é e o que pretende a Operação Lava Jato?

Responder

Josias Vicente

11 de fevereiro de 2016 às 19h59

Isto tudo era de se esperar, a direita destruidora do país nunca teve escrúpulos, vide a rapinagem cometida pelos desgovernos deles, durante muito tempo, foi muito dinheiro público roubado, sem ninguém que denunciasse e se o fizesse seria colocado para baixo do tapete. O dinheiro que se está gastando agora para fazer esse terrorismo, e tentar derrubar o nome de Lula e o PT, vcs acham que vem de onde…??? Todos os crimes dos seus aliados, da direita reacionária, continuam sendo abafados porque continuam rendendo muito a um grupo perverso, que deseja a todo custo se reapropriar do poder central…por que continuam impunes…??? os mandatários continuam de cima, com a mão grande, soltando a grana a tubos, pois a esperança é grande de reavê-lo, com as privatizações que ficaram por fazer, eles só sossegarão quando depenarem o resto e ficarmos sem nada para servir de lastro em nossas negociações no mercado, com o chapéu na mão…esses carniceiros estão aprendendo com o abutre que se alimenta com a morte de milhares de pessoas nas guerras, o que se diz maior investidor, George Soros, verme escondido nos estercos e nos detritos que restam de seus genocídios…os daqui são seus discípulos, vendem seu povo todos os dias em negociatas futuras, e no congresso tentam passar seus miseráveis projetos entreguistas como temos visto…estrategicamente, deixaram seus parasitas minando as instituições, com altos e inconstitucionais salários para fazerem serviço sujo, desmoralizando-as…

Responder

    Raimundo Freitas Freitas

    11 de fevereiro de 2016 às 20h03

    Concordo! É por isso que apesar dos esforços da esquerda, e das declarações de que somos a sétima economia do mundo, quebramos! Culpa dos golpistas!

    Responder

    Vinícius Canali

    12 de fevereiro de 2016 às 03h54

    Vocês são lunáticos… Abraços de direita

    Responder

Decio Victor Ribeiro Lima

11 de fevereiro de 2016 às 19h55

A população mais lúcida tem que se impor a esta tentativa de judicialização do poder. É antidemocrático e ditatorial. O estilo de governo deles é assim: pau na bunda do pobre, se reclamar evocarão dispositivos legais para reprimir; e garantir direitos àqueles de seu interesse político.

Responder

Marilena Dorea

11 de fevereiro de 2016 às 19h54

Recebe prêmio sem constrangimento.

Responder

Marcos Marcos

11 de fevereiro de 2016 às 19h48

Que panaca esse Moro, recebendo homenagens de apoiadores da ditadura militar brasileira e seus assassinatos contra opositores. Deve afinidade com a opressão e perseguição contra a esquerda.

Responder

Sandra Francesca de Almeida

11 de fevereiro de 2016 às 19h41

Boa análise, muito boa mesmo!

Responder

Marcos Fernandes Gonçalves

11 de fevereiro de 2016 às 19h35

O clima irrespirável que os conspiradores querem criar, como bem colocado no post, é exponencialmente ampliado e espalhado pela mídia, inclusive pela Internet, por memes maliciosos, correntes por email e whatzapp. É o outro lado da rede, infelizmente. É uma luta desigual, quem está no front democrático consegue fazer frente a hordas virtuais de ressonância dos conspiradores, mas não à velha mídia, que têm maior impacto junto ao povão. É curioso: empresas de comunicação (que representam interesses próprios e do capital), como se “eleitas” pelo voto, impõem goela abaixo quem deve, ou não, exercer o Poder. Ou seja, o povo vota em pessoa ou partido, mas quem exerce o Poder é o capital. É um dos defeitos da democracia quase impossível de se resolver. Não é privilégio nosso, nos EUA, por exemplo, isso ocorre desde sempre. Triste é constatar que o capital, cada vez mais, se utiliza do Estado para ferir a democracia, favorecendo grupos específicos. O pior dos fascismos. Ver a democracia ser solapada dessa maneira gera sentimento de derrota em todos nós; mesmo assim, nada como o tempo, como a história. A verdade virá à tona um dia.

Responder

Pedro Lemus

11 de fevereiro de 2016 às 17h25

A sorte do governo é que os golpistas imundos contam com apoio da mídia e dos playba, e o povo não confia em nenhum dos dois.

Responder

Katia Galvão

11 de fevereiro de 2016 às 19h14

Brilhante esse texto!

Responder

Vitor Alessandri

11 de fevereiro de 2016 às 19h14

Moro e não vejo tudo.

Responder

Joao Sevcik

11 de fevereiro de 2016 às 18h47

Quem nao deve nao teme
E a verdade uma hora aparece para aqueles que continuam defendendo o maior vilipendio da historia do Brasil

Responder

    Miguel do Rosário

    11 de fevereiro de 2016 às 17h19

    Quem não deve teme também, filho. Esse lugar comum aí não cola no Brasil, onde o judiciário mantém 200 mil pessoas presas sem sentença.

    Responder

    Pedro Lemus

    11 de fevereiro de 2016 às 17h23

    Tá falando o fhc, né?

    Responder

Rosa Nunes

11 de fevereiro de 2016 às 18h42

Perfeita Eu acho que Dilma tinha apenas um projeto Permanecer no poder durante 8 anos tomando champanhe O resto que se dane Infelizmente

Responder

Flávio Levi Moura

11 de fevereiro de 2016 às 18h36

Boa! Como seria o day after ao golpe? esta resposta esclareceria os reais objetivos do jus golpes que está sendo perpetrado através dos processos de Curitiba. Uma ofensiva sem precedentes contra direitos e conquistas sociais históricas das classes subalternas. O aparelho de estado completamente entregue aos interesses do capital financeiros e outros monopólios do capitalismo periférico brasileiro. Terceirização, revogação tácita da CLT, autonomia do BC (anarcorentismo) e privatização generalizada de serviços públicos, constituem uma parte dos reais, porém escamoteados objetivos da ofensiva de classe. É o jus golpe em sua ofensiva.

Responder

Maria Das Graças Piccolo

11 de fevereiro de 2016 às 18h32

Na minha simplista opinião, o GRANDE ERRO DE LULA, foi focar apenas e sempre, na miséria material (fome, moradia e emprego), dos brasileiros, deixando de lado a pior miséria que assola desde sempre o Brasil: a miséria da alienação política, alimentada pela grande e canalha mídia.
Se, junto com a inclusão dos pobres no Orçamento da União, através dos grandes Projetos Sociais, tivesse ocorrido a DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA de modo a permitir que o País tivese novas FONTES DE INFORMAÇÃO além das tradicionais famílias que hoje continuam fazendo o povo de bobo, o BRASIL estaria vivenciando dias muito melhores.

LULA sempre se preocupou com a fome da barriga e esqueceu-se dos MONSTROS DA COMUNICAÇÃO no Brasil, que ODEIAM UM POVO PENSANTE.

Se LULA ou DILMA, tivessem peitado de forma agressiva essa MÍDIA CANALHA, teriam ferido de morte, seus maiores algozes e teriam tirado todo o BRASIL da pior das misérias: A ALIENAÇÃO POLÍTICA!

Mas não podemos desistir da luta….ela continua! Cabe a cada um de nós, nesse momento, ajudar o País a atravessar esse deserto com a cabeça erguida, esperando com paciência, o dia em que haveremos de proclamar que além do MAPA DA FOME, o Brasil saiu do MAPA DA ALIENAÇÃO POLÍTICA.

POR ISSO, SOMOS CHAMADOS “MILITANTES”!
A Direita não conhece isso, porque não lutam por causas, lutam por cargos.

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Alice Maria

11 de fevereiro de 2016 às 18h28

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Fernando Loureiro

11 de fevereiro de 2016 às 18h28

Eu creio que a PF e o MP já foram mais competentes. É preciso que investiguem as festas juninas que foram realizadas na Alvorada no tempo em que Lula era Presidente. Tb as churrascadas e, finalmente, os jogos de futebol. De quem era a bola? Quem apitava as partidas nas quais o Presidente fez gol? Qual a relação de um nordestino com festas juninas? Não vão apurar!!!!!!!!

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Alice Maria

11 de fevereiro de 2016 às 18h28

“A CORRUPÇÃO NA GLOBO FUNCIONA ASSIM :

PSDB DOA TERRENO PARA BENEFICIAR A GLOBO ONDE DEVERIA SER CONSTRUÍDO HOSPITAIS E SALAS DE AULAS QUE ESTÃO SENDO FECHADAS POR ESTE PARTIDO EM SÃO PAULO.”

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Alice Maria

11 de fevereiro de 2016 às 18h27

ASSIM QUE FALARAM DA PROPINA DO FHC A GLOBO VEIO COM ESSA HISTORIA DO APTO, DEPOIS DO SÍTIO… “FHC EMPRESTOU 1 BILHÃO EM DINHEIRO PÚBLICO PARA GLOBO
Empréstimo feito via BNDES, deve ser por isso que Globo poupa tanto tucanos”

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Alice Maria

11 de fevereiro de 2016 às 18h26

AQUI NO BRASIL O DITADOR É A GLOBO. A GLOBO E SUAS ARMAÇÕES ILIMITADAS. É A GLOBO QUEM MANDA NESSE PAÍS , ELA DITA AS REGRAS E NÓS PAGAMOS A CONTA. ELA DITA TUDO NA VIDA DOS BRASILEIROS O QUE ELA FALA É LEI. QUERO VIVER PRA VER ESSA GLOBOESGOTO CAIR.TÁ TUDO DOMINADO ! É A Nova Ordem.

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