Desemprego mantém alta, com mais gente à procura e menos vagas

Taxa no trimestre encerrado em abril, de 11,2%, foi a maior da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Número de desempregados chegou a 11,411 milhões

na Rede Brasil Atual

A taxa nacional de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, manteve tendência de alta no trimestre encerrado em abril, atingindo 11,2%, a maior da série histórica, iniciada em janeiro de 2012. O número estimado de desempregados chegou a 11,411 milhões, quase 1,8 milhão a mais ante janeiro e 3,4 milhões em um ano. Esse aumento se dá pelo tanto pelo aumento da procura de emprego como pela eliminação de vagas.

Em relação ao trimestre encerrado em janeiro, por exemplo, são 824 mil pessoas a mais na força de trabalho, enquanto o número de postos de trabalho caiu em 968 mil, resultando em um acréscimo de 1,792 milhão no total de desempregados.

Se a comparação é com igual período (fevereiro-abril) de 2015, há 1,837 milhão de pessoas à mais no mercado de trabalho (crescimento de 1,8%) e 1,545 milhão de ocupados a menos (-1,7%). Com isso, o total de desempregados aumenta em 3,383 milhões – alta de 42,1%.

A pesquisa detecta também perda de postos de trabalho formais. Segundo a Pnad, o número de empregados no setor privado com carteira assinada, estimado em 34,529 milhões, caiu 1,8% ante o trimestre encerrado em janeiro (menos 631 mil) e 4,3% em relação a igual período do ano passado (perda de 1,548 milhão de vagas). Nessa segunda comparação, sobem o total de trabalhadores domésticos (4%, ou mais de 237 mil) e por conta própria (4,9%, ou mais 1,071 milhão).

Também na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2015, o emprego na indústria cai 11,8%, com perda de 1,569 milhão de postos de trabalho. Agricultura/pecuária, construção e comércio/reparação de veículos ficam estáveis e setores de serviços alternam resultados positivos e negativos.

Estimado em R$ 1.962, o rendimento médio ficou “estatisticamente estável” ante janeiro (-0,7%) e caiu 3,3% em relação a 2015. A massa de rendimentos (R$ 173,3 bilhões) cai nas duas comparações: -1,5% e -4,3%, respectivamente.

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