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Balanço das Copas entrelaçadas

Por Luis Edmundo

23 de junho de 2016 : 15h43

Foto: Getty Images

Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

Acaba neste domingo, com a final da Copa America Centenário, no MetLife Stadium, em Nova Jersei (EUA), a rara, até hoje única oportunidade de assistirmos às duas maiores competições continentais entre seleções do planeta ao mesmo tempo. A Argentina de Messi tentará quebrar um jejum de 23 anos sem títulos numa revanche da decisão do ano passado, que os chilenos venceram jogando em casa. Na véspera, a Eurocopa inaugura a fase mata-mata com o embate entre Suíça e Polônia, no estádio Saint-Etienne, na França, depois de uma fase de grupos que trouxe a volta do futebol húngaro aos grandes palcos, já mencionada por aqui, e outra grata, valente surpresa: a invicta Islândia, que empatou com Portugal, também com a Hungria, e na última rodada venceu a Áustria com um gol no último minuto, levando ao delírio cerca de 5% da população do país, presentes ao mesmo estádio de Saint-Etienne, entre eles o narrador que simplesmente não conseguiu se conter na hora do gol da vitória.

São cerca de 330 mil os habitantes da Islândia, dos quais 15 mil vêm acompanhando a saga da primeira seleção do país a participar da fase final de uma competição de alto nível, dando show de sincronia nas arquibancadas e de bom comportamento fora dos estádios, ao contrário dos brigões de outras várias torcidas, russos e ingleses à frente, também croatas, húngaros, eslovacos e outros tantos que fizeram das cidades-sedes da Eurocopa cenários de verdadeiras batalhas campais, cujo saldo até agora registra um inglês em coma, em estado grave, e multas de 150 mil euros para a Federação Russa de Futebol, e de 65 mil para a Hungria.

Dentro de campo, o gol que enlouqueceu os islandeses acabou deixando a seleção nacional no grupo mais forte do chaveamento das oitavas-de-final, junto com as tricampeãs Alemanha (1972, 1980 e 1996), Espanha (1964, 2008 e 2012), a França, anifitriã e bicampeã (1984 e 2000), e a Itália, campeã em 1968. Itália e Espanha se enfrentam, a Alemanha pega a Eslováquia e a França, a Irlanda. Jamais vencedora de uma Eurocopa, nunca sequer finalista, a Inglaterra também está nesse grupo e, invicta na competição, será a adversária da Islândia nas oitavas, com a expectativa de que a maturidade de Wayne Rooney, aliada à estrela de Jamie Vardy e ao talento de jogadores como Harry Kane, Sturridge e Sterling possa, finalmente, ser suficiente para um título inglês na competição.

No outro lado do chaveamento, a Hungria pegará a antes favorita Bélgica, que parece estar recuperando, durante a competição, o futebol de jogadores como Lukaku, Hazard, Witzel e Carrasco. Haverá também o clássico britânico entre Irlanda do Norte e o País de Gales, que também já fez história nesta Eurocopa, guiado por Gareth Bale. Poloneses e suíços abrirão as oitavas, como já foi dito, e a Croácia medirá forças com Portugal de Cristiano Ronaldo, que desencantou com dois gols, um deles de letra, no jogaço contra a Hungria nesta última rodada da fase de grupos, tornando-se o primeiro jogador a marcar em quatro edições seguidas da Eurocopa.

Argentina Chile

Rival do português na atual disputa pelo posto de melhor jogador do mundo, Lionel Messi terá a chance de, finalmente, se consagrar na seleção de seu país, caso a Argentina vença o Chile no domingo e ganhe a Copa América, título que não conquista desde 1993. Coadjuvado por Mascherano, Higuaín, Lavezzi e Banega, com Di Maria e Kun Aguero no banco, Messi tem liderado os argentinos numa campanha com goleadas nas quartas-de-final (4 a 1 na Venezuela) e na semifinal, contra os donos da casa. O Chile, apesar de ter perdido para a própria Argentina na estreia, se recuperou e também já tem a sua goleada de 7 para a história, na vitória acachapante sobre o México nas quartas-de-final. Outra vitória convincente, mas só de 2 a 0, sobre a Colômbia, e o time do meia Arturo Vidal e da dupla de ataque Alexis Sanchez e Vargas se classificou para tentar manter a seca de Messi e da Argentina, num jogo que promete. Depois, só haverá a Eurocopa, de preferência sem violência.

luis.edmundo@terra.com.br

 

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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1 comentário

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renato andretti

23 de junho de 2016 às 19h48

Vai dar Argentina, e fora Macri nas arquibancadas..

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