Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

O golpe é bem mais complexo que uma briga entre esquerda e direita

Por Redação

02 de setembro de 2016 : 21h33

Charge: Wuerker/ Politico

comentário do leitor Miguel Gouveia ao post: Golpe ‘made in USA’: Queda de Dilma foi ordenada por Wall Street?

É BEM MAIS COMPLEXO DO QUE UMA BRIGA ENTRE ESQUERDA E DIREITA, SENHORES “JORNALISTAS”

É estarrecedor o primarismo de alguns “jornalistas” ao reduzir o que ocorre no Brasil e no mundo a velha, mofada e ultrapassada peleja de esquerda vs direita. Se não for primarismo, é má fé mesmo.

O Comunismo teve seu fim decretado em 1989, com a queda do muro de Berlim. A partir dali a podre União Soviética ruiu e explodiu em dezenas de pedaços, jogando na lata do lixo tudo o que tinha aprendido em geografia.

O Capitalismo cantou vitória até 2008, quando uma fraude financeira espetacular nos USA quebrou o mundo e quase o trouxe à falência global. A partir dali as agências de rating mostraram a sua cara de serviçais dos interesses financeiros e a falta de regulamentação no mercado provou ser um dos maiores erros do berço do capitalismo.

A Esquerda extrema morreu. A Direita extrema se ridicularizou e faliu. Ambos jazem em covas não muito profundas, mas estão enterrados enquanto modelos econômicos de valia no mundo moderno.

Hoje em dia, o comunismo da China compra bancos e tem 4 deles entre os 10 maiores do mundo. Esse mesmo comunismo tem Bolsa de Valores e dança a ciranda do mercado financeiro como gente grande. Seu PIB rivaliza o dos USA e cresce a taxas invejáveis, independente dos problemas que possam ser apontados na sustentação desse crescimento. Os índices financeiros da comunista China determinam a economia mundial.

Nos USA, o prejuízo do desastre capitalista da fraude de 2008 foi socializado. O governo socorreu fartamente a iniciativa privada incompetente e criminosa com bilionárias verbas públicas, fazendo inveja ao nosso BNDES. De olho no aumento da pobreza USA, a administração Obama lançou o maior dos programas de medicina socializada do mundo: o Obamacare. Esse programa está estimado em US$1,3 trilhões (segundo a Money) para a próxima década – o PIB do Brasil vai ser gasto em saúde pública (nosso SUS) nos próximos 10 anos.

Eis a falência da discussão reduzida a esquerda vs direita. Dói ler artigos de “jornalistas” de ambos os extremos rebaixarem os problemas atuais a esta disputa bolorenta.

A discussão hoje é bem mais profunda, mas o tema central é muito simples de ser identificado. Diz respeito ao fracasso do Neoliberalismo como política econômica de distribuição de riquezas.

O Neoliberalismo, implantado com vigor nas eras Reagan e Thatcher, trabalhou na premissa de que ao incentivar o setor privado, sem qualquer ou com mínima interferência do governo, este criaria um ambiente econômico de fartura e crescimento para todos.

A transferência de dinheiro público (nossos impostos) ao setor privado sem qualquer regulamentação se provou um equívoco, pois os donos da iniciativa privada o usaram para aumentar suas fortunas pessoais. Descobriram que com a globalização (outra falácia), os mercados financeiros do mundo estavam à disposição para uma lucrativa especulação. Ficaram mais ricos as custas dos mais pobres.

O resultado do Neoliberalismo está disponível em números: nunca a concentração de riqueza foi tão acentuada na história do mundo. A organização não-governamental britânica Oxfam, baseado em dados do banco Credit Suisse relativos a outubro de 2015, mostrou que a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial agora equivale, pela primeira vez, à riqueza dos 99% restantes. Eis o resultado prático de décadas de neoliberalismo.

Recentemente, o Neoliberalismo recebeu críticas de um de seus maiores defensores, o Fundo Monetário Internacional (FMI), em artigo publicado por três economistas da instituição. “Em vez de gerar crescimento, algumas políticas neoliberais aumentaram a desigualdade, colocando em risco uma expansão duradoura”, argumentaram seus autores. O artigo pode ser lido aqui.

Com o aumento da desigualdade social, passamos a conviver com mais pobreza, menos educação, menos saúde, mais violência, menos moradia, mais miséria, mais protestos, mais manifestações, mais crise e todos aqueles problemas sociais que estamos fartos de saber. O mundo se tornou um lugar mais injusto e perigoso. E os 99% vivem isso na pele em menor ou maior grau, enquanto o 1% desfruta de suas regalias conquistadas com as verbas públicas – dinheiro dos 99%.

Portanto, senhores “jornalistas”, a discussão a ser abordada hoje em dia é sobre distribuição de riquezas – não é sobre esquerda e direita. O tema central é: que tipo de Economia precisamos ter para redistribuir as riquezas de forma mais justa.

Redistribuir riquezas de forma mais justa significa reduzir muito a política neoliberal que encheu o setor privado de dinheiro sem cobrar resultados econômicos. O problema aqui reside mais uma vez no setor financeiro. Este setor pegou as benesses do Neoliberalismo e saiu emprestando aos governos de diversos países para com esse dinheiro público (de graça) gerar mais dinheiro ainda e aumentarem absurdamente seus lucros. E saiu emprestando para todo mundo – e os governos saíram gastando em programas sociais diversos para combater o aumento da desigualdade social.

Os programas de combate à desigualdade social incluíam desde obras de infraestrutura, programas de empréstimos para Educação, programas de auxílio à aposentadoria, de moradia, de saúde socializada, etc. São dívidas contraídas juntos as entidades financeiras do mundo e aplicadas em programas que, na sua maioria, visam a sanar problemas do passado e agora. Muitos desses programas ignoraram o futuro ou simplesmente deram errado e aumentaram sobremaneira a dívida pública dos países.

A Trading Economics, no seu banco de dados, afirma que o quadro de dívida pública dos países do G7 chegou em 2015 ao seguinte:

  1. Japão – 229% do PIB
  2. Italia – 132 % do PIB
  3. USA – 104% do PIB
  4. Espanha – 99% do PIB
  5. França – 98% do PIB
  6. Canadá – 92% do PIB
  7. Região do Euro – 91% do PIB
  8. Reino Unido – 90% do PIB
  9. Alemanha – 72% do PIB
  10. Índia – 67% do PIB

O Brasil exibe uma dívida pública de 66% do PIB. A China 44% do PIB. A Rússia 17% do PIB. A lista completa pode ser vista aqui.

Ao ultrapassar 100% do seu PIB, um país atesta que a sua capacidade de gerar riquezas é inferior à sua capacidade de honrar compromissos. Não há como sua Economia pagar o que pegou emprestado para melhorar a sua Economia, salvo a exceção em que o dinheiro foi gasto em programas que permitirão o aumento de seu PIB mais à frente – o que não corresponde ao caso dos países mais endividados. A dívida do Japão, por exemplo, tem um componente pesado de previdência social para atender uma população envelhecida que não se renova.

Observem que o G7, considerados os países mais ricos do mundo, formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, estão todos endividados de forma avassaladora, com a exceção a Alemanha. Esses países não dispõem de uma Economia capaz de saldar essas dívidas e a perspectiva é que não tenham como no futuro.

Reparem também que os países do recém-criado BRICS não compartilham essa inadimplência toda com o G7. Brasil, Índia, China e Rússia estão com dívidas públicas administráveis. No momento, suas respectivas Economias têm capacidade de honrar compromissos e suas respectivas dívidas são em prol de programas que visam o crescimento de seus PIBs – por exemplo, o programa de Pré-sal no Brasil.

E para quem esses países devem essa impagável dívida? Para o setor financeiro (Bancos e Fundos) e para outros governos, em diferentes moedas. Essa generalização toda desemboca nos maiores bancos do mundo, os quais estão por trás do setor financeiro credor, e representam a maioria dos que são classificados no 1% acima já mencionado.

Segundo a consultoria Brand Finance e a revista especializada The Banker, os maiores Bancos do mundo em 2015 são:

  1. Wells Fargo – USA
  2. ICBC – China
  3. HSBC – UK
  4. Banco da Construção da China – China
  5. Citi – USA
  6. Bank of America – USA
  7. Chase – USA
  8. Banco da Agricultura da China – China
  9. Bank of China – China
  10. Santander – Espanha

Veja a lista completa aqui.

Sem capacidade para aumentar suas respectivas Economias, os governos dos países endividados colocam em risco a riqueza do 1% tão generosamente aumentada pelos anos de ouro do Neoliberalismo. E esse pessoal de forma alguma aceita reduzir sua criminosa margem de lucro (?) para redistribuir a riqueza do mundo.

O que fazer? Resposta: avançar sobre a capacidade de geração de riqueza de países/continentes economicamente em ascensão.

Tomando foco no Brasil, ao final de 2015, meses antes do dia da consumação do golpe no país, a economia brasileira era descrita pelos seguintes dados (fontes: PNAD, IPEA, IBGE, BC):

1) as reservas internacionais líquidas do Brasil são de US$ 377 bilhões (eram de apenas US$ 16 bilhões em 2002). Elas superam, com folga, toda a dívida externa do país, que é de US$ 333,6 bilhões, sendo que apenas 30% disso a curto prazo;

2) o Brasil é credor do FMI – o Brasil é credor externo líquido em US$ 42,7 bilhões;

3) a dívida pública líquida era 36% do PIB e a bruta 66% do PIB (em 2002 a dívida líquida era de 60% do PIB);

4) os investimentos externos produtivos (IED) no Brasil foram de US$ 75 bilhões em 2015, sendo equivalentes a 4,5% do PIB;

5) o Brasil tem o 7o. maior PIB mundial (era o 13o. em 2002);

6) o PIB per capita fechou em US$8.670 (era de US$2.800 em 2002);

7) a taxa de inflação está caindo e deverá fechar o ano, segundo o Banco Central, perto do teto da meta em 2016, ficando próxima de 6,5% no acumulado do ano. Para 2017, já se prevê uma taxa de inflação perto do centro da meta (de 4,5%);

8) o salário mínimo fechou em de R$824, equivalente a cerca de US$368 (era de US$158 em 2002);

9) o déficit externo, em transações correntes, fechou em 3,32% do PIB (caiu dos 4,31% de 2014) e continua caindo; e

10) o Superávit comercial foi de US$19,7 bilhões em 2015, já acumulou US$32,4 bilhões de janeiro a agosto de 2016, sendo que estimativas apontam que o mesmo poderá chegar a US$50 bilhões neste ano.

Dificilmente um cenário ruim, ainda mais quando comparado aos países endividados do G7.

Alguns “jornalistas” vendem esse cenário como “terra arrasada”, país quebrado, etc. Há problemas sim com a tendência de piora de alguns índices, mas nada que não possa ser corrigido ou que o país não tenha condições econômicas de assim fazer.

Eis que surge a encomenda do golpe no Brasil.

O setor financeiro enxerga no cenário atual, nos investimentos estratégicos realizados e nas possibilidades econômicas do Brasil, detentor de mais de 50% da economia na região, uma fonte de geração de receita para tapar o buraco da farra financeira que patrocinou aos países do G7 – agora sem qualquer garantia de retorno. A mesma perspectiva também ocorre em relação ao continente africano, hoje em disputa ferrenha com a China.

Não somente é necessário adquirir as fontes de riqueza do país alvo, como também reduzir ao máximo seus gastos em programas sociais e trabalhistas. Essa receita toda deverá ser migrada para o setor financeiro em risco de calote. Deverá ser transferida para as economias dos países esgotados. Deverá ser usada para gerar riquezas aos grandes devedores do mundo.

Então, a questão central é a seguinte: com equacionar o poder do 1% com as necessidades do 99%. Isso não necessariamente desemboca numa discussão ideológica de esquerda vs direita. E levar para essa disputa é retroagira aos tempos de guerra fria.

O fato é: a continuar essa exploração indevida e sem controle, sem espaço para o social sem ser na forma de esmola, o confronto interno será inevitável. Esse confronto não será, apesar de possível, necessariamente uma guerra civil.

Virá na forma do aumento da violência do 99% em cima de si mesmo e, transpostas as barreiras de segurança, em cima do 1%. Testemunharemos mais assaltos, mais roubos, mais crimes e mais mazelas sociais de que tanto tememos e que também afetará, consequentemente, o 1%.

Aceitar que nossos “jornalistas” não reportem isso é inadmissível numa era que envolve o descontrole da informação, a ponto de colocar tudo ao alcance de todos via Internet; a redefiniçao dos mercados econômicos com novas fontes de geração de receita e a crise ambiental que bate a nossa porta.

O Jornalismo deve a si mesmo esse alerta. Ou morreu de fato.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

96 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

leonardo couto

22 de abril de 2017 às 05h04

Revolução revolução revolução ,cansei da solução da conversa fiada,o meio politico está corrompido a muito tempo pelo capital,os milicas tem uma mente absurdamente antiquada o policial é arrogante e adora fascismo,a elite brasileira é nojenta,o povo é bom mas ignorante,a classe média me faz rir,a revolução é o único modelo possível contra esta tirania financeira.

Responder

Camila Serena

14 de novembro de 2016 às 12h37

Infelizmente Jornalismo tá sendo patrocinado pelo mesmo 1% que se dá bem com o neoliberalismo… é triste mas pedir algo dessa instância é o mesmo que pedir pro carcerário a chave da prisão… ainda bem que temos “o cafezinho” e outros gratidão, fatalismo também é um golpe ao qual não podemos ceder.

Responder

cuticuladepeixe

06 de novembro de 2016 às 20h04

É isso e não há nenhuma novidade, só o fato de que haverá guerra pelos recursos e mercados, com foi a primeiro e a segunda guerras.

Responder

Jeovane Marusia Ribeiro Fernan

06 de novembro de 2016 às 10h55

Fico profundamente agradecida Por Vcs fazerem um trabalho sério e que respeitem a nossa inteligencia, construindo uma análise verdadeira sobrea conjuntura internaciinal e naciona visto que lidamos todos os dias com profissionais da comunicação desonestos, hipócritas e cretinos, além de vendidos vergonhosamente.

Responder

José Ruiz

05 de novembro de 2016 às 11h52

excelente texto.. e isso nos leva a uma reflexão: se somos esmagadora maioria, porque não tomamos conta dessa bagaça? Porque a verdadeira democracia só vai existir de fato quanto O POVO começar a exercer o poder político.. saiba mais.. a Revolução que todos queremos: https://setimarepublica.wordpress.com/2016/11/04/a-revolucao-que-todos-queremos/

Responder

Ygha

04 de novembro de 2016 às 15h16

Quem controla e impõe o neoliberalismo é 1% dos mais ricos contra os 99%. Ora, isso é luta de classes e é embate entre o pensamento de direita e da esquerda sim.

Responder

Vladimir Carvalho

04 de novembro de 2016 às 14h34

vai se foder esquerdista retardado.. ;)

Responder

Jorge Zilli

04 de novembro de 2016 às 09h11

Artigo PODRE, escrito por esquerdista, óbvio. NUNCA que a solução dos problemas da humanidade é a distribuição da riqueza. A LIBERDADE ECONOMICA SEMPRE SERÁ A SOLUÇÃO, todos os países com maior IDH são os mais ECONOMICAMENTE LIVRES.

Responder

Carlos Artur Guimarães

02 de novembro de 2016 às 23h49

Ótimo texto. Faz uma grande ressalva para fugirmos da superficialidade da dicotomia esquerda x direita e adiciona a pauta geopolítica e econômica.
Porém fez três pecados graves:
1) o capitalismo está mais vivo que nunca, ele se adapta, 2008 foi apenas lobby dos bancos ao governo e
2) a dívida de determinados países a olhos de economias menores parece absurdo de se manter, mas é preciso ter atenção que as economias menores são bastante dependentes das mesmas ainda que endividadas e
3) o fluxo de capitais ocorre de maneira brutal entre:usa, Japão e Inglaterra, o que é maior que tais endividamentos, pois esses países não possuem só dívida possuem capacidade de endividamento.

Responder

Bob Sobreira

01 de novembro de 2016 às 16h14

E como a maior queixa “deles” é o descontrole populacional, devem saber que: um povo com ótima educaçã, em média, não terá mais que dois filhos por família , e continuarão consumidores.

Responder

Luís F B

01 de novembro de 2016 às 13h42

Excelente artigo, mas sinto discordar já na largada: é a luta do Capital para se reproduzir, através dos seus representantes, contra os seus explorados que tentam sobreviver da melhor maneira possível, também através dos seus representantes, que continua regulando a luta-de-classes… e ninguém vai me convencer que numa sociedade basicamente dividida em grandes classes sociais não tem luta… então, nada mais tão “direita X esquerda” do que isto.
O mundo mudou?! Claro, sempre está mudando, e hoje, realmente, os tradicionais partidos operários podem não ser mais tão representativos assim. Mas é a grande maioria trabalhadora da população quem continua protagonizando a principal luta social, contra a exploração capitalista – apenas, muitas vezes, se organizando através de outras formas de expressão. Nesta, tô com o Boaventura dos Santos e não abro!

Responder

Kleber Carvalho

01 de novembro de 2016 às 12h05

Poucos analistas fazem uma avaliação tão didática da conjuntura atual.

Responder

André Martínez

01 de novembro de 2016 às 00h45

O famoso “pobre de direita”, o “capitalista sem capital” .. hahaha..

Responder

    Pedro

    01 de novembro de 2016 às 01h57

    Gostei, igual na Venezuela

    Responder

Ivete Caribe Rocha

31 de outubro de 2016 às 11h05

É muito visível toda essa situação. Não há como afirmar que jornalistas não entendam isso, agem sim de má fé, para manter o povo alienado e acreditando em crise, enquanto seus parcos benefícios sociais, conquistados na últimas duas décadas, se vão pelo ralo e os donos do poder e os mais ricos, nadam de braçadas na nossa rqieuza.

Responder

amilcar

31 de outubro de 2016 às 01h59

CONTRA A TIRANIA, A INSURGENCIA! !! NA LUTA DIUTURNA CONTRA O GOLPE E A DITADURA TEMER, TEMOS QUE EMPRENDER UMA POLITICA DE FRENTE AMPLA QUE PUGNE POR LINHAS MESTRAS : DENÚNCIA DO COMPONENTE U.S.A. DO GOLPE EM FUNCAO DO COMBATE DO IMPERIALISMO AMERICANO CONTRA OS BRINCS E NO RESTABELECIMENTO DA HEGEMONIA GEOPOLITICA DO USA NAS AMERICAS, OU ONDE HAJA DIVERGENCIAS DA Ditadura Unipolar Americana no Mundo, QUE SE BASEIA NAS LINHAS MESTRAS DA POLITICA INTERVENCIONISTA DO PENTÁGONO- USA, DE ESPIONAGEM EM TODOS OS NIVEIS E A PROMOÇAO DOS GOLPES INSTITUCIONAIS, RECRUTANDO E SUBORNANDO AGENTES DO APARELHO JUDICIARIO(Instrumento preferencial na sua politica intervencionista ) que nao descura da INTERVENCAO MILITAR PROPRIAMENTE DITA, DA COMPRA DE GENERAIS, E SE ALIAR AO NARCOTRAFICO,:COMO NO GOLPE DO PARAGUAY, OU TODA SORTE DE ESCORRIA SOCIAL QUE SIRVA AOS SEUS INTERRESSES GOLPISTAS- os USA nomeou o ex- chefe da GESTAPO- polícia secreta do Nazismo do Hitler como CHEFE DA CIA NA EUROPA no pós 2a. Guerra )COM A PRATICA DO FASCISMO INQUISITOTIAL JUDICIÁRIO, da DITADURA JUDICIARIA,E SE VALENDO DO MONOPOLIO DA VIOLÊNCIA DO ESTADO(A PF), COM RECURSOS MATERIAIS E FINANCEIROS AUTOCTONES, E COM A MIDIAS OLIGOPOLIZADAS E ANCORAS DE RADIO E TV COMPRADAS PELA CIA- USAID, COM AVASSALADOR ESQUEMA DE PROPAGANDA INSPIRADAS NOS PRINCIPIOS DO GOEBBELS, O MARQUETEIRO DO NAZISMO, QUE INTIMIDA OS COMPONENTES DOS ORGAOS CORREICIONAL DO APARELHO JUDICIÁRIO, QUE NAO SÃO LESAPATRIA POR VINCULO POLITICO- IDEOLOGICOS OU DE CONTROLE DO APARELHO JUDICIARIO( OS STF), OPERA COM MAIS EFICACIA E DESENVOLTURA DE QUE EXERCITO COM TROPAS CONIVENCIONAIS DE INTERVENCAO! E NO CASO BRASILEIRO COM UMA “BOTICA” DO PRE-SAL SE QUARENTA TRILHOES DE DOLARES, SEM CONTAR COM OS OUTROS TRILHÕES ORIUNDO DA BARBARIE DA ECONOMIA NEOLIBERAL CONTAMINADA PELO “DUMPING”, DA DESTITUICAO NO MERCOSUL/UNASUL, DA SAIDA DOS BRINCS E DE TODAS AS POLITICAS ASSOCIADA A VINCUCAÇAO SUBALTERNA DO BRASIL NA DITADURA TEMER (O GOLPISTA , SEM VOTOS, INFORMANTE DA CIA DE ACORDO COM O WIKLEAKS ), DE SUBMETER O BRASIL A CORREIA DE TRANSMISSÃO DA POLITICA BELICISTA E RAPINEIRA DOS USA, QUE TEM COMO PRINCIPIO MOR A NEGAÇAO DA AUTODERTERMINAÇAO DOS POVO E A SUA SUBMISSAO A CONDICAO DE ESCRAVOS MODERNOS PRODUTORES DE MAIS VALIA PARA UMA DITADURA De parasitas SOCIAIS DE ESPECULADORES E RENTISTAS, que consomem 48,5% do Orçamento Nacional, com uma taxa básica de juros da economia (juros selic)de 14,25 %, que faz com que os Bancos com operação no Brasil duplique os seus capitais em 3 – três anos e com as taxas bancárias de um mês, sao pagos, por nós, que por força da robotizacao dos processos somos os “bancários ” efetivos, pagam três meses das folhas de pagamento. Em contra posição, os juros das economias Americana, japonesa e ZERO E O FRANCES E NEGATIVO e não há ameaca a FUGA DE CAPITAIS.

Responder

Ari de Oliveira Zenha

29 de outubro de 2016 às 23h18

Apesar do articulista dizer coisas apoiadas em dados estatísticos e numa realidade de crise sistêmica do capitalismo ele peca , na minha opinião , por menosprezar e mesmo deixando de lado toda uma análise desenvolvida por Karl Marx e vários marxistas de grande renome e conhecimento . Dizer que esquerda e direita não existe mais e que seria um erro crasso ainda se apoiar as análises com esse tipo de percepção e enfoque é menosprezar e não entender a dinâmica do capital e seu contínuo movimento ! O neoliberalismo como estrategia não só de administração político / ideológica do capitalismo frente a enorme crise que podemos datar, como início , o final da década de sessenta e início da de setenta como alternativa do próprio capitalismo sair , ou melhor , empurrar para frente suas incoerências , seus impasses estruturais e suas contradições que são e fazem parte de sua gênese é uma saída de desespero de sua própria falência como modo de produção , acumulação e reprodução. Dizer como o autor diz , de forma simplista , da falência da antiga URSS , da dita Republica Popular da China como um país socialista é de um disparate e de uma total falta de conhecimento histórico e da realidade chinesa e de toda a realidade histórica da antiga URSS . A concentração de renda que o autor realça , enfatiza , é parte da estrutura do capital sem pea , da globalização já dita por Marx em meados do século dezenove como uma tendência intrínseca do capitalismo . Outra questão levantada pelo autor é a social democracia , direção tomada pelo capital frente aos inúmeros conflitos e embates da classe trabalhadora e do avanço do socialismo realmente existente não só de aplacar , cooptar e dividir a classe trabalhadoras como a luta travada entre capitalismo e socialismo dentro de um contexto de polarização e da guerra fria . Não me alongando mais , não é incorreto , nem absurdo realizar, fazer uma análise , tendo como referência essa polarização / divisão entre esquerda e direita . Uma coisa é dizer que a centralização da compreensão da realidade entre esquerda e direita assumiu há tempos nova formatação é uma coisa , mas dizer , categoricamente como faz o autor que não existe e que está ultrapassada é um erro lamentável e inaceitável !! Teria muitas coisas a dizer , mas devido ao espaço e a importância do assunto que não se esgota nessas parcas considerações que faço e que podem muito bem serem rechaçadas , mas não demolidas , fico por aqui. Ari de Oliveira Zenha – Economista .

Responder

Wendel

26 de outubro de 2016 às 19h08

Existem projetos diferentes e divergentes sim. Pode chamar de esquerda e direita, ou do que quiser. O que me preocupa é que o diálogo tem se tornado impossível. Ser comunista, anarquista, neoliberal ou conservador tem implicado em recusar prontamente as opiniões do outro como engano, doutrina, proselitismo, etc. Isto ocorre quanto os pressupostos que dirigem certas ideias não podem ser expostos claramente. Temos que ser claros, socialista quer comunismo e liberal que lucro para o patrão.

Responder

Marcelo

01 de outubro de 2016 às 12h37

O caso é que a disputa entre o sistema distributivo e o neoliberalismo está apropriada pelos grupos políticos com espectros na esquerda e direita respectivamente!
O problema não está na disputa entre os contentores mas sim no que cada um defende como solução para sair do impasse!
A direita sempre esteve alinhada com a defesa intransigente da livre iniciativa, mesmo quando essa premissa desemboca na concentração de renda e impõe riscos que são compartilhamos com aqueles que não participaram do banquete. Em outras palavras por meio do estado o dinheiro público é usado para incentivar a economia e seu desenvolvimento deixando a conta privada o lucro que é obtido, mas quando tudo dá errado o prejuízo é socializado.
Perdesse duas vezes: a primeira quando recursos públicos são disponibilizados para maximizar lucros privados em nome da expansão econômica pretensamente coletiva: a segunda quando o setor privado não consegue entregar a encomenda, fali, e lhe são destinados mais recursos públicos sob pena que a banca rota arraste a todos para dentro do buraco.
O novo capitalismo é uma ótima invenção! Os lucros, quando acontecem, são privados, e, o prejuízo que mais cedo ou tarde sempre virá, é socializado, obrigando até mesmo aqueles que não beberam da fonte a contribuir para se salvarem.
Precisamos avançar nos programas de distribuição de renda e riqueza que a esquerda ainda sustenta como base fundamental do estado moderno. Não haverá desenvolvimento que não seja fundado na partilha do patrimônio mundial concentrado nas mãos de minorias, tampouco a paz social será alcançada enquanto grandes maiorias viverem atoladas na miséria, ignorância, marginalização, enquanto uma parcela diminuta vive nababescamente torrando recursos naturais escassos sem qualquer compromisso com a dignidade humana.
É preciso verificar com sobriedade quem defende um e outro projeto de sociedade e assumirmos compromisso com a mudança que é desejada construindo um mundo de paz, dignidade humana, desenvolvimento verdadeiro e sustentável, inclusão social, e, perspectiva de sonho e futuro para todos os seres humanos.
Marcelo Pires

Responder

Valmir M Silva Fo

12 de setembro de 2016 às 13h29

INesse momento, qualquer um com o mínimo de criatividade pode criar estórias mirabolantes de conspiração!!! Como Dan Brown a Miguel Gouveia, somos todos criativos e fundamentalmente criativos!

Responder

Indio

06 de setembro de 2016 às 11h40

Pq o governo socorreu fortemente as empresas privadas?

Responder

Osmar Gonçalves Pereira

06 de setembro de 2016 às 08h00

Meu bisavô paterno (Pedro Gonçalves Pereira) veio p estado de SP a partir de MG e acabou se fixando em São Carlos onde nasceram meu avo (José Gonçalves Pereira-1888) e meu pai (Oswaldo G. Pereira-1933),já falecidos.

Responder

Marcelo Besser

05 de setembro de 2016 às 13h31

Os dados, contudo, também permitem uma possibilidade mais maquiavélica. E’ a que nao haja desespero ou grave preocupação com déficit algum, mas apenas se fez a leitura que havia uma correlação de forças em que um golpe colasse, e foi feito por mero oportunismo e motivação ideologica .

Responder

Fábio

05 de setembro de 2016 às 11h20

Vejo um erro na matéria. Coloca apenas a relação dívida/PIB, sem contar a taxa básica de juros. A SELIC hoje no Brasil está em 14,25? ao ano, enquanto nós EUA é de apenas 0,5? ao ano. Portanto os 106% que correspondem a dívida americana custam apenas 0,53% de seu PIB, enquanto os 66? da dívida brasileira (acredito que esse % deva ser um pouco maior hoje) nos custa 9,405% do PIB. Ou seja, mesmo com uma dívida que corresponde apenas a 62? da dívida americana, pagamos quase 18 vezes mais para manter as contas em dia, tornando o perfil de nossa dívida mais difícil de se administrar que para outros países.

Claro que uma das causas que pagamos tanto está também relacionada com a “confiança” do país cuja opinião é formada, dentre vários agentes, pelas já criticadas agências de avaliação de risco.

Com isso acho falacioso com os números demonstrados dizer que estamos numa situação econômica melhor que dos países desenvolvidos, já que proporcionalmente pagamos muito mais para abater a dívida. Entretanto a própria causa dessas altas despesas estão relacionadas com o modelo econômico vigente no mundo, que como citado corretamente no texto acentua as desigualdades

Responder

Marcelo Besser

05 de setembro de 2016 às 10h53

artigo porreta, inspira-me a campanha abaixo. o gancho e’ que beneficia muito mais eua e europa do que russia e china, e a jogada e’ que beneficia ao brasil por desarmar a situaçao acima descrita. os governos vao gostar, a questao e’ os convencer a “trair” seus patrocinadores de campanha.

Responder

Marcelo Besser

05 de setembro de 2016 às 05h05

por um ato mais eficaz e com menos violencia policial – PARALISAÇÃO FLUIDA: ao invés de se identificar com faixas e roupas, e protestarem em bloco, os manifestantes usam roupas normais e nenhuma faixa, so alguns panfletos, lanche. Divide em grupos pequenos, se espalham pela cidade toda. Cada grupo se senta em um cruzamento ou via, bloqueia as entradas dos prédios comerciais e publicos maiores, etc. Usa os panfletos (se tiver, enquanto tiver) para informar aos carros da frente, em ruas bloqueadas o que ocorre para nao serem atropelados; os carros de tras nao conseguem passar por cima . Quando a repressão se aproximar, se levanta e dispersa e mistura com a população normal, cada pessoa sai para um lado com uma nuvem, cada um troca rapidamente de camisa ou de boné ou de óculos ou muda o cabelo, se necessário despensa qualquer material, anda alguns quarteirões ou vai para outro bairro, e reagrupa em um local determinado. Começa de novo (dai o lanche). Nao enfrenta a policia, disfarça, muda de local. Ao longo do dia, um grupo mesmo de poucos milhares paralisa a cidade ao invés de fazer uma so grande manifestação. (se quiser leva vitamina C nao-efervescente, chupa como bala, antídoto contra gás lacrimogêneo, mas nao deve precisar). Eles nao tem policiais o suficiente para ocupar todos os cruzamentos da cidade. Nos temos. Uma celula de comunicaçao, sistematizando todas contribuiçoes, faz a assessoria de imprensa com um press kit com release, manifesto, fotos para divulgaçao, etc. Cada celula e todos os grupos se coordenam cia celular / telegram

avisando aos demais sobre a presença da repressao, novos locais, etc. Podem se coordenar taticamente, um grupo cercado pede sos, um grupo de forma na retaguarda da repressao, cria uma diversao ou ataque para permitir a fuga do grupo cercado. Cada grupo se forma, age, remistura com a populaçao.

Responder

Lucas Gonçalves

04 de setembro de 2016 às 20h27

mas ai que está o problema… onde há liberalismo, a partir do momento em que verbas publicas são distribuidas ao setor privado? é uma afirmação hipócrita chamar isso de liberalismo… ou é totalmente liberal (e isso significa cada um por sí) ou não é liberal. chamem do que quiser, mas não de liberalismo.

Responder

    Marcelo Albuquerque

    02 de novembro de 2016 às 00h35

    Liberismo no nome para enganar trouxa.

    Responder

    Giovanni

    03 de novembro de 2016 às 14h02

    Concordo. Se existe uma retirada de dinheiro do setor privado de alguns pro governo pra então ser destinado a outros setores privados (grandes empresas que corrompem o estado, como sempre acontece) deixa de ser liberal. Confundiram o conceito de liberal aí.
    Isso aí tá mais pra governo forte e corrupto que neoliberalismo.

    Responder

maria silzi mossato

04 de setembro de 2016 às 20h26

Sem dúvida, a matéria tece um panorama real. Quero colocar outra vertente, que não confronta com essa e que pode ser chamada de “A invasão das Américas do Sul e Central”, exposta no texto do link abaixo:
http://lavemmaria.com.br/logistica-tatica-estrategia-golpe-ii/

Responder

Miguel F Gouveia

04 de setembro de 2016 às 20h06

Comentários de Renan Baptista

– o movimento é, como bem descreve o Miguel, globalizado e já se encontra em pleno curso. Duas tentativas frustradas, Ucrânia e Turquia, apenas colocam mais pressão sobre o Brasil. Naqueles países, apenas George Soros perdeu mais de US$ 6 bi financiando golpes que não renderam resultados. A pressão por resultados cairá sobre nós;

– Golpecos em Paraguai e Honduras não fazem nem cosquinha e serviram apenas de estágio para o golpe no Brasil;

– a análise sobre PIB é sempre perigosa e incompleta. A TV Globo ensina um conceito equivocado de PIB. PIB está bem longe de ser a soma das riquezas produzidas por um país. PIB é apenas fluxo de recursos movimentados ao longo de um ano. A soma das riquezas, imobilizadas, chama-se estoque. Por exemplo, a sua casa própria, não integra o PIB, apenas uma parte de seu financiamento, se esse ainda existir. Assim, embora esses países desenvolvidos tenham percentuais elevados, o estoque deles é imenso, capaz de reverter esse quadro internamente, embora ninguém assim o deseje (ninguém quer vender uma casa para saldar divida):

– Alinhamentos supranacionais que combatam o neoliberalismo e sua maldita cartilha eram e continuam sendo a solução de médio prazo. Nesse aspecto, os BRICS foram um gol de placa do PT, mais especificamente de Lula. Eu diria que a criação dos BRICS foi a semente do golpe uma vez que despertou a ira Ianque. Uma das missões do golpista Temer será inviabilizá-lo, mas sem chances de levar qualquer prejuízo ao grupo: o Brasil é pequeno financeira e militarmente comparado aos demais. A essa altura, lá na China, alguém já deve ter dito isso em seu ouvido.

Responder

Rogério Bezerra

04 de setembro de 2016 às 16h20

Gostaria de saber sua visão sobre o fim da nação USA e o nascimento da Corporação USA. Quem são os donos das corporações?

Responder

Almir Gonçalves Pereira

04 de setembro de 2016 às 14h06

Caro Miguel Paiva, complemento meu post anterior com algumas ponderações:

– Quanto se beneficia o País com um aumento de grandes salários, por exemplo, de juízes? Por exemplo, um aumento de R$ 15.000,00 por mês para uma única pessoa ou família que já ganha bem, não trará significativa propagação na pirâmide, pois entrará acima da base. Este mesmo valor, aplicado em bolsas famílias, beneficiará mais de 100 famílias (talvez, mais de 300 pessoas), saindo da base e propagando-se para cima.

– As “esmolas” tipo FIES, PROUNI, SUS, CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS, etc., são também investimentos na base, com os mesmos benefícios ao crescimento do País. De tabela, a melhora na saúde e educação do povo, contribuirá significativamente, no médio e longo prazo, para a redução da violência.

– A questão da violência passa muito pelo caráter da pessoa, porém, ela mais rápido se extravasará se as condições culturais, de educação e sociais favoreceram. É por isso que jovens nascidos em berço de ouro e paparicados se envolvem em atos violentos: falta-lhes educação e ou caráter. Mas, são exceções.

– Da mesma forma, ao investir similarmente em países pobres, por exemplo, nos africanos, o resultado esperado poderá ser o mesmo.

– Coibir o ganho ilegal velado, por exemplo, as doações em movimentos sociais ou religiosos que só trazem benefícios a poucas pessoas, à custa do dinheiro suado de pessoas humildes, é um vespeiro que tem que ser, inevitavelmente, mexido. O dinheiro fácil, sob qualquer modalidade, que se prova não trazer beneficio para a Economia e que não se reverta em benefícios para a população deve ser banido.

– O estado é laico, portanto, não pode ceder benefícios a grupos privados que não se revertam em benefícios para o País.

Muito teria a dizer, mas o exposto já deve provocar alguma reflexão.

Responder

Almir Gonçalves Pereira

04 de setembro de 2016 às 13h16

Caro Miguel Paiva, seu artigo, para mim, foio mais acertado que li nos últimos meses. O motivo me pareceu claro: não se ateve à discussão simplista e obtusa de esquerda-direita. Também não partiu para a posição escapista e cômoda do centrismo.

Porém, a solução proposta, ao meu ver, passa pela quebra da resistência popular às ideias de esquerda. Explico: como adotar politicas econômicas que visam o beneficio dos 99% da população, sem que tenham rejeição geral pela pecha de ser solução comunista? Nosso povo, em boa parte, apoia as teses de direita por esse motivo.

Quanto ao Bolsa Família, entendo não ser um “programa esmola”, tanto que, para cada real investido, retorna quase o dobro em crescimento do PIB. Assim, trata-se, de fato, de um programa onde se investe na base social da pirâmide, cada vez mais achatada, e a propagação, para cima, atinge até o 1% maus rico, criando riqueza em seu trajeto. A ascensão da nova classe média é um exemplo. Com o tempo, a base começará a criar independlência dessas necessidades.

Ao contrário, o apoio financeiro ao topo da pirâmide, o 1% mais rico, pouco ou nada irá “descer” por gravidade. Ficará lá mesmo, no topo, sem fomentar riquezas para o País e seu povo. O PIB não será beneficiado.

Responder

Alexandre Meira

04 de setembro de 2016 às 10h46

Para entender também a complexidade do Golpe.

http://novoexilio.blogspot.com.br/2016/09/o-golpe-na-amendoeira-por-alexandre.html
Leia. Compartilhar também é resistir.

Responder

Marco Antonio Rodrigues

04 de setembro de 2016 às 09h43

É tão certa a participação americana, que as redes bloqueiam muitas postagens contra o golpe:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/facebook-censura-pagina-de-fernando-morais-por-escrever-quem-apoia-o-golpe-e-golpista.html#at_pco=smlwn-1.0&at_si=57cc0d8102ce3ef2&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=1

Responder

Miguel F Gouveia

04 de setembro de 2016 às 09h26

Aprendi muito com os comentários e agradeço. Farei algumas mudanças e introduzirei dados novos. Contudo, a tese central não sofrerá mudanças ainda: a questão é como conciliar o poder do 1% com as necessidades do 99%. Se não for possível, o resultado é guerra mesmo.

Responder

    ailton rosa

    04 de setembro de 2016 às 10h45

    se não houver um sério e regulamentado controle do estado sobre o lucro, nada disso e outras medidas não adiantarão nada ou serão dissipadas ao longo do tempo depois de implementadas. só isso, regulamentar o lucro, 5%, já redistribui a riqueza em muito e mata a sanha dos escravos do manon.

    Responder

    Osmar Gonçalves Pereira

    04 de setembro de 2016 às 10h47

    Miguel, os conceitos de direita e esquerda ganharam nova significação, mas permanecem como conceitos válidos enquanto princípios de visão e de divisão de mundo. A História não acabou como previsto por Fukuyama. Redistribuir implica em regular, colocar freios, em O Mercado e garantir direitos implica na existência de um Estado cuja Politica não esteja colonizada por esse mesmo Mercado.A guerra está no horizonte, sim.

    Responder

      Almir Gonçalves Pereira

      04 de setembro de 2016 às 14h19

      Osmar Gonçalves Pereira, apenas curiosidade: será que somos parentes? Sou de Juiz de Fora com ascendência portuguesa via meu avô, Justino Gonçalves Pereira (Caparrosinha, Portugal). Almir Gonçalves Pereira.

      Responder

sergio ribeiro

04 de setembro de 2016 às 08h11

O que hoje é chamado de “jornalista”, pelo menos os em destaque na mídia, são pessoas vendidas a partidos ou ao capital, A quem interessa essa discussão rala de direita vs. esquerda.

Responder

Jáder Barroso Neto

04 de setembro de 2016 às 01h55

A teoria do domínio do boato, ou sobre o repolho
Este país de extensão continental foi colonizado por portugueses que submeteram os “índios” autóctones e importaram escravos da África. Com acréscimo de imigrantes de várias partes do mundo, convivem aqui mais de 200 milhões de brasileiros, submetidos a renovadas políticas de exclusão social por mais de 500 anos. Expressiva parcela da população é composta por analfabetos e analfabetos funcionais. Não surpreende que milhões se interessem por fofocas sobre a vida pessoal de atores de telenovela e apresentadores de telejornais: os VIPs tupiniquins. Mas bobo esse povo não é.
Acompanhamos a política pela imprensa. Alguns “fatos políticos” geram notícias curtas e sem destaque, objetivas ou maliciosas. Outros, extensas e destacadas matérias jornalísticas em manchetes chamativas. O mesmo fato pode ser apresentado por vários jornalistas, destacando-se aspectos distintos com o mesmo juízo de valor ideológico, até moral. Ou aspectos idênticos, destacados por juízos contraditórios.
Nossa “ideologia” é construída como “senso comum”. A nota curta de 1 jornal fica gravada na memória à espera de mais informações, da mesma forma que esperamos a opinião de uma pessoa confiável para acreditar ou não em 1 boato. Para as notícias de maior relevância, selecionamos artigos dos jornalistas de nossa confiança, majoritariamente de ideologia semelhante à nossa. Em alguns casos, buscamos análise elaborada por jornalistas de ideologia oposta à nossa, por confiança em sua integridade profissional.
Observamos os políticos como repolhos na banca da quitanda. Sabemos que as motivações subjacentes nas suas ações pretéritas, progressivamente desveladas com o tempo, constituem-se em narrativa histórica das decisões que afetaram nossa qualidade de vida. Quem descasca essas camadas para nós, do povo, são os jornalistas investigativos e os analistas políticos: cientistas políticos “de referência”, “similares”, “genéricos” ou ”BOs”(BO=bom prá otário).
No começo da crise política atual, nossa curiosidade em descascar essas camadas de repolho foi atiçada pela coroa ruivinha do telejornal da rede Golpe de Televisão: vazando dramaticamente grampo judicial de conversa entre a Presidenta Dilma e o ex-presidente Lula. Foi um convite aos vidiotas para descobrir a “verdade” oculta em camadas mais profundas da conversa. A conclusão imposta foi a de cometimento de 1 crime grave pela Presidenta Dilma. Enquanto se desenvolvia 1 golpe para destituí-la.
Compartilhado o “crime” pela redes sociais, filtradas pelos algoritmos de nossas preferências, passamos a ter montes de repolhos descascados da “realidade” que julgamos hegemônica: a favor e contra. A fofoca, a política e o jornalismo se utilizam desse mecanismo de “jogar verde prá colher maduro”. Normal o Boechat ter chantageado empresário no seu período JB. Eu não aceito, mas 1 “cientista político” que conheço acha normal. O jornalismo e a polícia utilizam a “Teoria do Fato” em busca de provas que comprovem hipóteses. O Nassif diz que funciona, prá mim é só muleta prá indigência mental.
Com a polarização dos campos políticos na disputa pela “narrativa”, que já ocorria enquanto estávamos distraídos, formatamos nossa visão do Golpe. O “crime” fabricado pelo conluio da dupla d’Ávila &Júliomarcelo alimentou peça acusatória do ex-governador mineiro Anastasia. O que prendeu o jornalista Carone e pedalou à vontade. Mas, do PSDB e acobertado pela justiça mineira, podia mandar prender, arrebentar e pedalar sem ser investigado.
– PGR Janot, tem muita coisa fedendo em Minas!
Esse desmando legal foi fortalecido pela aceitação de licenciosidade investigativa pelo STF, que abraçou adaptação “tabajara” da “Teoria do Domínio do Fato” no “Mensalão do PT”. Essa patologia se alastrou pela justiça brasileira, disseminada pela instância que deveria ser profilática. Só que não: o juiz Moro declarou que esperava “fatos novos” a respeito do assassinado de Celso Daniel. Não “colou” e ele não tocou mais no assunto. Esse papo de assassinato político é 1 “vergonha”. A declaração do juiz o desqualifica como ser humano.
Um Supremo e 1 imprensa isentos deveriam servir como vacinas para proteção da nossa sociedade contra totalitarismos. Por inação, os ministros do supremo foram cúmplices do golpe que alçou o mordomo à presidência e Leitãozinho como vice, em novo regime político: fascismo de corruptos.
O custo é o descrédito das leis e desse supremo de merda, já que a tal grande imprensa nunca gozou de credibilidade. A desculpa formal da Rede Golpe por ter apoiado golpe de 64 foi ato hipócrita protocolar, e constará na história como mentira.
A “convulsão social” adivinhada pelo Ministro do STF Marco Aurélio Mello não será contida por desejos “Jedi” de ministros picaretas. As forças policiais já atuam no limite de sua capacidade para conter a criminalidade “normal”, com infiltração criminosa endógena. Quando o caldo entornar, só restará ao PIG, ao supremo de merda e ao governo fantoche convocar as Forças Armadas para reprimir a população sublevada.
Não se iludam, a sociedade está representada nas Forças Armadas. Dois cabos foram presos recentemente transportando 3 toneladas de maconha. Oxalá tenhamos oficiais de caráter como o Capitão Sérgio Macaco do PARASAR-FAB. Não esquecendo que Lamarca era Capitão do EB.
Nota 1: Vai piorar.
Nota 2: Brasileiro é vacinado contra enganação.
Nota 3: A reação dos que percebemos o embuste e a traição só tende a se agravar.

Responder

Rachel

04 de setembro de 2016 às 00h51

Excelente o teu artigo. Coloca as questões envolvidas no golpe de forma clara, mesmo sendo todas já colocadas por muitos analistas, sociólogos, jornalistas, palestrantes, blogueiros.
Minha ressalva é quanto ao conceito de direita e esquerda que usas. Atualmente há uma forte corrente que considera “de direita'” estes que não querem a distribuição da riqueza e, “de esquerda” os partidários da distribuição. São poucos os que falam em comunismo x capitalismo. E os que consideram A China como “comunista” Agora que distribuição ou não da riqueza está ligado a luta de classes me parece inegável não? Por mais que pareça coisa do século XIX onde estávamos acho que querendo chegar no XX mas parece que vamos mesmo é para o XVIII.

Responder

Nando Oldenburg

03 de setembro de 2016 às 22h23

Comecei a pôr em dúvida a qualidade de alguns analistas de esquerda quando vibraram com o golpe contra Erdogan por ser ele um “ditador”. Ora, ditador até que ele é mas o processo de demonização daqueles que são contra o establishment yankee é realmente avassalador chegando a convencer até mesmo aqueles que deveriam ser mais céticos em sua percepção dos fatos. Bastou a mídia falar em ditador e Erdogan virou um monstro – dito por muitos colunistas de esquerda. Mas poucos se deram ao trabalho de pensar que aquilo era uma tentativa de tirar o presidente da Turquia por ele não ser exatamente um cãozinho amestrado dos sionistas norte-americanos e estar disposto a sentar com Putin para tratar dos assuntos relativos ao ISIS e ao gasoduto Russo que passa por aquela região – este sim uma grande ameaça aos planos hegemônicos americanos e israelenses naquela parte do planeta. Quanto ao artigo, simplesmente brilhante, altamente esclarecedor. Só faltou dar nome aos bois, às eminências pardas que puxam os cordames dos fantoches da política internacional, estes sim, os donos de tudo até dos políticos e juízes mundo afora: o sionismo anglo-americano, esta praga que nunca trabalhou, só se alimenta da carne e do trabalho dos povos onde se instalam e não reconhecem humanidade no cidadão comum tido por eles como menos que um animal. Para eles, nascemos para servi-los. São abutres, são parasitas e tem que ser eliminados junto com este sistema legalizado de roubalheira que é o sistema financeiro por eles criado e mantido. Não só o sistema financeiro mas a mídia, a indústria bélica e farmacêutica – só para citar alguns exemplos – estão na mão dessa gente. Não é à toa que elementos do judiciário brasileiro queriam pressionar a Odebrecht para vender – a precinho de banana – suas empresas e sua tecnologia desenvolvidas na área de defesa para os israelenses. Contavam como certo o negócio depois de asfixiar a empresa congelando seus ativos mas o negócio falhou – por enquanto – pois o ministro Marco Aurélio jogou água no chopp dos golpistas ao anular a interdição dos capitais da empresa. É disto que trata o golpe: legalizar o roubo do patrimônio nacional e entregá-lo nas mãos dos bandidos do 1% e transformar em escravos o povo que produz as riquezas. Os agentes desta bandalheira em terras brasileiras são os maçons, as ONGs americanas e os “institutos” para o desenvolvimento das nações pobres de Soros, irmãos Koch, Leman, etc – devidamente expulsos da Rússia por Putin que sabe muito bem quais são os seus reais propósitos ao se infiltrar num país – além de setores vitais do Estado como Judiciário e polícias. Enquanto as pessoas não perceberem que a crise foi gestada de fora para dentro e essa pataquada de “o maior escândalo do mundo” foi só uma história da carochinha contada exaustivamente todo santo dia pela mídia sionista para despertar os demônios racistas e preconceituosos de nossa ignara classe mérdia, eles continuarão roubando e roubando e roubando. E os tupiniquins, como velhas beatas metidas a vestais da moral e dos bons costumes, ficarão a ter seus ataques de cacarejos falso moralistas e celebrarão como idiotas o dinheiro e os direitos que lhes são solapados por “gente de bem”.

Responder

Fábio Brito

03 de setembro de 2016 às 17h26

Enquanto derrubam uma Presidenta honesta, colocam no lugar uma QUADRILHA que tem ligação com CRIME ORGANIZADO E TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS.

Iremos permitir???

https://rebeldesilente.wordpress.com/2016/04/24/pcc-na-direcao-e-o-comando-vermelho-no-coracao-triste-brasil/

Responder

Fábio Brito

03 de setembro de 2016 às 17h00

SRAS. E SRS., APRESENTAR-VOS-EI O PRESIDENTO ELEITO!!!

VOSSA EXCRECÊNCIA miSHEL TEMER!!! O MICHÊ DO GOLPE!!!

https://rebeldesilente.wordpress.com/2016/04/19/brasil-elege-a-nova-rainha-da-inglaterra/

Responder

    Biana

    04 de setembro de 2016 às 15h22

    Discordo totalmente, não há presidento nem presidente , pois não há mais uma república. O que temos no momento é uma monarquia, há um rei, rainha e príncipe herdeiro. Há também uma ‘corte’, uns súditos e inúmeros plebeus, e os ‘novos’ escravos, nós, o povo brasileiro…

    Responder

Fábio Brito

03 de setembro de 2016 às 16h56

Quem está ao lado do povo nada deve TEMER!!!

https://rebeldesilente.wordpress.com/2016/04/16/todo-poder-emana-do-povo-e-a-verdade-nos-libertara/

Responder

Fábio Brito

03 de setembro de 2016 às 16h55

O que faremos com nossos “queridos golpistas” haveremos de esquecer o que eles fizeram?

Fingiremos, depois de vencido o golpe, que nada aconteceu?

Depois de jogarem o país no CAOS a ponto de provocarem uma GUERRA CIVIL, o que vamos fazer?

https://rebeldesilente.wordpress.com/2016/04/04/punicao-aos-golpistas-e-o-que-exige-a-democracia-no-brasil/

Responder

PedroAurelioZabaleta

03 de setembro de 2016 às 15h50

Tudo muito bem explicado, embora o título contrarie o conteúdo. Tratando-se de uma imposição da “mais valia” do 1% sobre as demandas de distribuição dos desvalidos 99%, não há do que duvidar, trata-se da velha disputa, e o título poderia ser: Renova-se o golpe da direita que não aceita que a Democracia negocie a distribuição.

Responder

    nina

    03 de setembro de 2016 às 21h28

    please… entenda o intuito do autor: hora de somar os 99% (não dividir, em ‘ideologias’, beneficiando apenas o 1%) – entendeu?

    Responder

Diego Henrique Trujillo

03 de setembro de 2016 às 15h15

Excelente matéria.

Responder

Fabio Libertario

03 de setembro de 2016 às 14h37

No caso do Brasil, perdemos playboy.vermelho, Agora quer nos empurrar para um Fora Temer a qualquer preço, sem garantia nenhuma do retorno de Dikma, e e provável que não seja isso que deseje. E então vai ser Rodrigo Maia, do partido do assassino do Caiado? Vamos nos organizar pra defender nossos direitos, a melhor maneira de fazer repercutir no congresso e nas outras esferas do estado.

Responder

    João Ostral

    03 de setembro de 2016 às 16h10

    Não, é diretas já.

    Responder

      Biana

      04 de setembro de 2016 às 15h26

      Na verdade queremos a volta da república, não queremos uma monarquia . O retrocesso imposto nos colocou a séculos atrás na história.

      Responder

    nina

    03 de setembro de 2016 às 21h29

    acho que vc está sendo ingênuo… o golpe não acabou: virão prisão de Lula (Dilma tb, se bobear) criminalização do PT (cassação do registro) etc… quem defenderá os direitos, então?… =(

    Responder

      Nando Oldenburg

      03 de setembro de 2016 às 21h52

      Com certeza. E os golpistas contam com a eterna leseira e covardia da população. Na hora em que todo mundo partir prá cima do 1% que rifou o país a coisa muda. Não dá mais para brincar de Poliana e fazer de conta que tudo vai acabar bem. Direitos são conquistas – muitas vezes à base de sangue derramado – e não presentes dos governantes. Neste aspecto, a bandidagem nos dá uma aula de organização e luta quando observamos as facções criminosas que apareceram no sistema penitenciário do país em resposta aos maus tratos e situação desumana da maioria dos presídios. Eles se rebelam e se preciso for, morrem. Afinal, o que eles podem perder além da vida se já não tem mais nada? Será que teremos que chegar ao ponto da inanição para acordarmos para o fato de que lutar é preciso?

      Responder

Fabio Libertario

03 de setembro de 2016 às 14h29

Li até onde disse que não era mais uma briga entre esquerda e direita , ,mas sobre distribuição de riquezas, Ora, ora, pois, pois, essa questão não se coloca para o neoliberalismo, para ele é uma abstração vazia de sentido, Quem é favorável à distribuição de riqueza é o que, tomou lugar entre os da Montanha, sentados à esquerda do plenário, contra os girondinos, que ocupam os assentos à direita. Voltamos à dicotomia. ]
Isso não tem exatamente a ver com socialismo/comunismo contra capitalismo. Embora nesse confronto mais geral, é evidente que os primeiros, distributivistas mais, ou menos, radicais sejam a esquerda.
Mas mesmo entre neo liberais vão existir o que no universo dessa ideologia algum menos à direita, e na miscelânea conceitual em que estão mergulhados os distributivistas, existem os menos à esquerda.
E por aí vai.

.

Responder

José Antonio Meira da Rocha

03 de setembro de 2016 às 13h54

Sim, não existe mais esquerda ou direita. O mundo continua dividido entre os solidários e os egoístas. Como sempre.

Responder

    Octavio Filho

    03 de setembro de 2016 às 17h14

    Simplesmente, é isso mesmo!!!

    Responder

    Vladimir Carvalho

    03 de setembro de 2016 às 19h46

    solidário com dinheiro dos outros é facil ne kkkk

    Responder

      nina

      03 de setembro de 2016 às 21h31

      de quem?? – porque, segundo entendi do texto (e já pensava assim…), a riqueza dos 99% é que vai ”’solidariamente”’ cobrir o luxo do 1% (pra variar…)

      Responder

      Ninja

      31 de outubro de 2016 às 07h00

      Olha aí. Os 1% só existem pq há vários vladimirs entre os 99% pra lhes defender. O que ganha o vladimir com isso ? Um retrato de funcionário do mês ? Migalhas ? que nada… Os 1% não sabem nem que ele existe. Mas ele insiste. Deitado eternamente em berço explendido…

      Responder

      Vander Leal

      01 de novembro de 2016 às 14h10

      Ele usa o nome de Vladmidir Carvalho pra disfarçar…
      Na verdade ele é filho do Setubal e a gente não tá sabendo…

      Responder

      Antonio Cezar Biancato

      06 de novembro de 2016 às 11h43

      O famoso peru da saída, faz propaganda pro seu executor.

      Responder

Neto

03 de setembro de 2016 às 12h51

Que eu estou cansado de repetir, eu estou. Não é uma briga entre Esquerda e Direita. É uma briga entre o Novo Fascismo e quem luta pela Democracia.

No caso do Brasil este novo Fascismo tem do seu lado o que existe de mais corrupto na politica. Por isto vivemos agora um Ditadura Cleptocrata, e ela responde diretamente e sem questionar aos Novos Fascistas, que não usam farda nem prestam continência, mas usam ternos caros e vivem entre os 1%.

Responder

Messias Franca de Macedo

03 de setembro de 2016 às 11h36

Verdadeiro Canalha – Mestre Bezerra da Silva
“Canalha tu és um verdadeiro canalha!”
https://www.youtube.com/watch?v=5KVFj-Ac98s

Responder

Sandra Francesca de Almeida

03 de setembro de 2016 às 11h12

Excelente análise. O que o governo ilegítimo quer nos impor, ao custo de muita censura, repressão e violência, é o já falido modelo do neoliberalismo econômico e social. Modelo que jamais seria aprovado pelo voto popular, daí a necessidade de um “atalho”, para a sua implementação: o golpe parlamentar.

Responder

Messias Franca de Macedo

03 de setembro de 2016 às 10h44

Texto nota 10!
Ainda que reconheçamos serem as verdades inesgotáveis!

Responder

Nahum Pereira

03 de setembro de 2016 às 10h17

Tenho respeito pelo autor e acho excelente o site O Cafezinho. Certamente há dados relevantes no artigo. No entanto, muitas afirmações feitas como “verdade final” estão espalhadas por toda a matéria. Questões bem polêmicas, sendo que cada uma delas mereceria discussões aprofundadas. Como é coisa que me interessa, acessei a página com avidez e até pensava, a princípio, em guardar o material. Mas confesso que senti bastante desconforto durante a leitura.

Responder

    Mauro Casiraghi

    03 de setembro de 2016 às 10h52

    Concordo consigo. O artigo é sobretudo crítico em relação à nossa classe jornalística que, falta de uma palavra que pudesse resumi-la como o “presstitutes” de língua inglesa, sempre deu provas de visão estreita e má-fé no que toca às suas análises políticas. Esse golpe parlamentar do 31 de agosto 2016 é produto dessas mesmas forças de que fala o articulista (Wall Street, Goldman Sachs, NED, USAID, etc) e que está sendo (ou será em pouco tempo) recuperado pelo Pentágono (instalação de bases americanas em território brasileiro) e por Washington (a quebra do BRICS, em primeiro lugar, e o fim do governo socialista).

    Responder

      Octavio Filho

      03 de setembro de 2016 às 17h18

      Parece que a China também não quis preservar o BRICS. Se ela tivesse peitado este governo e não o tivesse reconhecido, fatalmente, este golpe não iria para frente.

      Responder

    nina

    03 de setembro de 2016 às 21h34

    puxa, mas seria interessante levantar ao menos os pontos principais, dando oportunidade de aprofundar a discussão, então, não?…

    Responder

      Nahum Pereira

      08 de setembro de 2016 às 22h55

      Olá, Nina! Então… antes preciso reafirmar que há coisas relevantes no artigo; absolutamente, não o estou “jogando no lixo”. Agora, apenas dois exemplos de afirmações dadas como absolutas na matéria, mas que são alvos de fortes controvérsias (há outros casos além desses dois): [1] O Comunismo teve seu fim decretado em 1989? [2] … a podre União Soviética ruiu e explodiu em dezenas de pedaços… ? Ou se separou em países que já existiam antes? Por aí vai. Abraço.

      Responder

    João Bremm

    03 de novembro de 2016 às 18h38

    ” Dias anates do “golpe”, a dívida pública líquida era 36% do PIB e a bruta 66% do PIB (em 2002 a dívida líquida era de 60% do PIB);”
    FOnte: Nenhuma, pois isso não é verdade.

    Responder

Messias Franca de Macedo

03 de setembro de 2016 às 10h15

SENSACIONAL
No passinho dos canalhas, canalhas, canalhas golpistas
https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/712847605540054/

Responder

    Elvi Got

    03 de setembro de 2016 às 10h22

    kkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Messias Franca de Macedo

      03 de setembro de 2016 às 10h23

      Perdão!
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Responder

Elvi Got

03 de setembro de 2016 às 10h02

No Brasil o nosso congresso e nosso senado condenara a administração de Dilma por pura antipatia a sua pessoa alegando que os gastos foram acima do orçamento, com isso aplicaram a tal improbidade administrativa, agora veja como estão ás coisas nos USA será que vão pedir impeachment de Barak Obama também, com certeza não, sabe por que lá não tem coxinha Mané do jeito que tem no Brasil, aqui nosso políticos são mais sujos que pau de galinheiro.

Mais uma vez, o déficit do orçamento federal cresce a ritmos mais rápidos do que estava previsto. O Escritório de Orçamento teve de rever o prognóstico: dos 540 bilhões previstos em março para 590 bilhões na versão atualizada. Assim, em 2016, o déficit vai subir 150 bilhões de dólares, ou seja, 35%, em comparação com 2015. Este valor constitui o maior aumento desde 2009. Segundo as estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso, já em 2024 o déficit vai alcançar um trilhão de dólares.
Durante a presidência de Barak Obama, a dívida soberana dos EUA dobrou. No final de fevereiro, o Ministério das Finanças americano relatou que a dívida superou o nível de 19 trilhões de dólares (R$ 60 trilhões).
Para compreender a escala destas cifras é preciso olhar para o passado:
Em 1980 a dívida foi de 0,9 trilhões de dólares (que equivalem a 33,4% do PIB americano);
Em 1990 foi de 3,2 trilhões de dólares (que equivalem a 55,9% do PIB americano);
Em 2000 foi de 5,6 trilhões de dólares (que equivalem a 58,0% do PIB americano, graças a uma redução realizada por Bill Clinton nos anos 90);
Em 2010 foi de 13,8 trilhões de dólares (que equivalem a 96,5% do PIB americano);
Em 2016 a dívida já superou 19 trilhões de dólares (que equivalem a mais de 103,7% do PIB americano).
Economia americana está no pior período desde a Grande Depressão Falando sobre os créditos dos estudantes americanos, oficialmente foi relatado que o valor de créditos para formação é aproximadamente de 1,25 trilhões de dólares (R$ 3,95 trilhões) – e esta cifra não é final. Ao mesmo tempo, 11,5% destes créditos estão em estado de falência. Isto significa que cada décimo crédito para formação nos EUA está atrasado pelo menos 60 dias. A dívida está garantida, mas não está garantido um emprego para conseguir pagá-la. Segundo as previsões de economistas, a bolha das dívidas para estudos vai rebentar em um futuro próximo. O mercado de trabalho oferece cada vez menos vagas e os salários estão diminuindo. Há apenas uma pergunta: se os estudantes não consigam pagar seus créditos, o governo obrigará os contribuintes americanos a pagar todos os 19 trilhões de dólares?
http://br.sputniknews.com/mundo/20160808/5974212/divida-soberana-eua.html
Dívida pública norte-americana que, como se espera, vai subir para 28 trilhões de dólares, daqui a 10 anos, vai atingir 86% do PIB norte-americano.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-03/ibge-pib-fecha-2015-com-queda-de-38
O Problema não foi ás metas do orçamento terem estourado da forma como foi alegado, más a chance de roubar mais esse pais usurpando o poder. O PIB fechou o ano passado em R$ 5,904 trilhões com 3.8% a menos, ou seja um prejuízo de R$ 225 Bilhões e um acréscimo em sua divida liquida de 2014/2015 (33% para 66% http://1.bp.blogspot.com/-kp-1iAuUvmk/VPCYs2FZBMI/AAAAAAAAEmQ/alLpuAohjxs/s1600/d%C3%ADvida%2Bliquida.GIF) período do golpe de 33% ou seja dobrou a sua dívida líquida por conta do golpe que equivale dizer em algo próximo de R$ 1,9 trilhão, ou 33,6% do PIB http://www.valor.com.br/brasil/4114916/divida-liquida-do-setor-publico-vai-r-19-trilhao-ou-336-do-pib Veja que o prejuízo causado pelos golpistas é de R$ 225 Bilhões com a queda do PIB para a população mais os de R$ 1,9 trilhão, ou 33,6% do PIB que vai ser dividido por todos nós, pergunto quem ficou com o crédito disso tudo? Novamente Bancos nacionais e estrangeiros, USA… A Globo ajudou a concretizar isso tudo com muito dinheiro em seu bolso…

Responder

    Sevi hager

    03 de setembro de 2016 às 16h16

    O Sr. estar muito mau informado. Ó governo do Barak Obama que herdou uma recessão econômica, quase aquela causada no ano 1929 , e salvada pelo o governo do Presidente Franklin Roosevelt, pelo o contrário não aumentou mais agora pelo o término do seu mandato, salvou o os Estados Unidos dessa recessão e por cima deminui o débito americano pela metade, débito esse causado pela administração Bush que levou o país a duas guerras , pagas com o Cartão de crédito Chinês e ainda cortou as taxas pagas pelos os mais ricos ao mesmo tempo em que conduzia essas guerras , onde o tesouro americano foi explorado a sua capacidade máxima e a sua fonte de renda reduzida, a tal tickle down economia or vodoo economia, altamente criticado pela a maioria dos economistas. Para verdadeiro número é só acessar o site da White House a non partisan site que é obrigada a pó os verdadeiros números da economia, não números de fundações, universidades, revistas, grupos etc, mais os reais. Para conferir, veja que os Republicanos quase não discute economia nessa próxima eleição, e porque? Elementar, meu caro Watson!

    Responder

      Elvi Got

      03 de setembro de 2016 às 17h33

      Dei a resposta, porém estão apagando a minha resposta, gostaria que me informassem em que pesou a minha resposta…

      Responder

marco

03 de setembro de 2016 às 09h48

Após a exposição de tão importantes números,e de permeio,levantar suspeitas de que a China,país que se diz SOCIALISTA,e que o articulista relega para o fim da história,e põe o dedo no papel dos bancos e fundos privados de agiotagem,imagine o leitor,que sobre esses abutres da humanidade,segundo o autor,os bancos e os fundos,a REVOLUÇÃO SOCIALISTA exproprie os BANCOS E FUNDOS ABUTRES,a situação não lhes pareceria,aos leitores,estar melhorando?Somente a ECONOMIA ESTATIZADA,já que o Estado ,enquanto durar,é de todos,não teria tendências de melhorar para todos?Quanto ao JORNALISMO,enquanto os JORNALISTAS dispuserem da MAMATA de EDITAREM tudo que ouvem e veem,e poderem ESCONDER SUAS FONTES,o JORNALISMO somente pode produzir CANALHAS,que defendem os interesses dos PATRÕES.O resto é conversa PRA BOI DORMIR,recheada de NÚMEROS.

Responder

LL Vanderlei

03 de setembro de 2016 às 08h57

Concordo. O embate político-ideológico esquerda versus direita continua existindo, apesar de algumas particularidades de cada época. Pois afinal, lá no fundo é só uma questão de uso das palavras. Esquerda x direita, pobres x ricos, elite x povo, sul x norte etc. E o neoliberalismo, que está contra-atacando com todo o seu poderio – após um período de expansão de políticas sociais e do estado do bem estar, ao menos em alguns países, como no Brasil – nada mais é do que a face mais cínica, mais grotesca e mais bárbara da velha elite rapineira direitista. E ao contrário do que disse o autor do texto lá em cima, o neoliberalismo deu certo sim, pois seu objetivo de fato nunca foi distribuir a riqueza, mas, pelo contrário, concentrá-la cada vez mais. Feitas essas duas ressalvas, a análise do Miguel Gouveia é excelente: coerente, lúcida e bem embasada. Quanto à impressa atual, é um lixo feito por um bando de canalhas sem qualquer caráter ou sem conhecimento dos fatos, com raras exceções.

Responder

Nora

03 de setembro de 2016 às 08h17

Espetacular artigo

Responder

Rogério Bezerra

03 de setembro de 2016 às 05h07

Não existem mais jornalistas e, sim, jornaleiros. Todos viraram vendedores. E isso se estende para quase todas as profissões. Quanto ao tema, é de fato o que acontece. No livro “A Rebelião das Elites e a Traição da Democracia”, Christopher Lasch vê na elite (americana) a causa dos males vividos. Aspectos psicológicos são citados para explicar o saque que os ricos realizavam sobre a renda da classe média e os pobres. O livro foi escrito há mais de 20 anos. Imaginem o que ele escreveria sobre a quebra do Lehman Brothers e o que sucedeu-se… Jose Ortega y Gasset, certamente, mudaria tudo em seu “A Rebelião das Massas”, do início do século XX.
E neste contexto, os ricos locais, países e corporações estrangeiras fazem o golpe no Brasil, e para isso usam reconhecidos bandidos… Nada mais eloquente!

Responder

Coralina

03 de setembro de 2016 às 03h50

Adorei a charge que deixa bem claro que parte da população esprimida nem se toca que está alimentando esta turma de 1% mais ricos do mundo

Responder

Ade Silva

03 de setembro de 2016 às 03h40

Análise perfeita do que está acontecendo! enquanto isso a população se digladia,sofre ferimentos, alguns débeis mentais comemoram. Seria cômico se não fosse trágico.

Responder

Hélcio Ribeiro

03 de setembro de 2016 às 00h49

O problema da distribuição de renda é uma questão de esquerda/direita. Digo isso ainda que o autor não tenha definido o que entende por tais conceitos. Sem dúvida isso é uma discussão longa. Mas o neoliberalismo é uma ideologia de direita. Apesar disso o artigo é muito preciso ao analisar a crise do capitalismo.

Responder

Torres

02 de setembro de 2016 às 23h08

gostei muito do texto!

Responder

Torres

02 de setembro de 2016 às 22h59

conclusão:
não se pode peitar o mercado com força.
vai devagarinho.
senão dança.
eles tiram a grana daqui, há recessão, aumento da dívida e empobrecimento geral.
infelizmente é isso.
quer peitar?
vai se foder.
aceitemos o mundo como ele é.

Responder

Rafael

02 de setembro de 2016 às 23h29

boa análise. Thinking outside the box

Responder

Antonio Passos

02 de setembro de 2016 às 22h15

Primarismo ? São todos vendidos, o império se mantém graças ao controle da comunicação. Parabéns pela excelente exposição de informações.

Responder

Deixe um comentário