Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

De volta às panelas, pelos superpoderes de Moro!

Por Luis Edmundo

01 de dezembro de 2016 : 13h56

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Espiando o poder: análise diária da grande imprensa

Foto: Marcia Foletto

Por Luis Edmundo Araujo, colunista do Cafezinho

São dignas de anúncio de guerra as manchetes do Globo e do Estado de São Paulo de hoje. Ambas em todas as seis colunas da largura da primeira página, com duas linhas para o título a dizer em letras garrafais, no Estadão, que “Força-tarefa ameaça abandonar Lava Jato; aumenta tensão entre Poderes”. E no Globo afirmando que “Câmara provoca forte reação ao desfigurar pacote anticorrupção”. O jornal paulista ainda fala no subtítulo que “presidente do Senado afirma que proposta original só seria aceita no fascismo”, destacando a reação de Renan Calheiros, mas de resto não há a presença do contraditório nas edições de hoje dos jornais da grande mídia. O pacote anticorrupção com medidas que remetem, sim, ao fascismo, que instauram de vez, oficialmente, o estado de exceção no País, é defendido com unhas e dentes em todas as matérias, por todos os colunistas, sem ressalvas. Logo abaixo da manchete, em vermelho, o Estadão ressalta “a volta dos panelaços”, afirmando embaixo que “protestos agora miram Congresso”. O Globo também avisa na capa que ” ruas fazem panelaço”, com a foto aí de cima ilustrando a matéria lá dentro, e não deixa de incluir Sergio Moro na primeira página, falando no microfone sobre a legenda: “contra a corrupção”.

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moro-leitao-e-seleme

“E agora Brasil?” é a pergunta que batiza o evento promovido pelo Globo no qual o convidado foi justamente Sergio Moro. O juiz teve quatro páginas para defender suas posições entre os rapapés da mídia, como mostra a foto aí em cima, da Adriana Lorete, na qual Moro tem toda a atenção da colunista Míriam Leitão e do diretor de redação do jornal carioca, Ascânio Seleme. “Independência do Judiciário em risco” é o título da matéria principal do evento. Na segunda página, o juiz afirma que “corrupção corrói competitividade da economia do País”, e na terceira faz a defesa veemente primeiro dos vazamentos de informações, depois das prisões sem provas e, por fim, das delações.

Em cima de cada uma das três declarações, há o “chapéu” avisando sobre o tema. No que se refere à “divulgação de provas”, o juiz que grampeou ilegalmente conversas entre a então presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e divulgou mais ilegalmente ainda o teor das gravações para os amigos da Globo, afirma que a “publicidade como dever legal”. Embaixo da “presunção de inocência”, Moro diz que “a Lei autoriza a prisão preventiva”, e sob a “delação premiada” o magistrado garante que o instrumento é importante “para desvendar crimes complexos”.

Vazamento, prisão e delação, os três pilares da operação Lava Jato são defendidos pelo juiz de primeira instância sob aplausos gerais, com o apoio embevecido das estrelas do jornal, no evento promovido também pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), “e ocorrido na Maison de France, no Rio, na última terça-feira”. Debaixo de sua ode ao estado de exceção, Moro tem destacada uma frase no pé da página, na qual afirma: “tenho em mente que essa fama é passageira. Essas coisas passam. Essa atenção decorre de estar realizando um trabalho relevante”.

Famoso, pois, superstar, Moro é o principal garoto-propaganda do chamado pacote anticorrupção, das 10 medidas urdidas pelos procuradores de Curitiba, tendo à frente Deltan Dallagnol, digníssimo proprietário de imóveis do Minha Casa Minha Vida. Dez medidas que, segundo Luis Nassif, em seu “Xadrez da República dos procuradores”, “não visam apenas conferir maior efetividade no combate ao crime: visam a conquista do poder institucional pelo Ministério Público e pelo Judiciário.”

“Não basta o enquadramento de Temer. A ofensiva seguinte é em cima do Congresso, no embate em torno das tais 10 Medidas contra a corrupção e da Lei Contra Abuso de Poder. Com ou sem Geddel, e com Padilha acusado, a bancada do PMDB, somada ao Centrão, não entregaria facilmente a rapadura. É por aí que entra o fator Judiciário”, diz Nassif, no texto no qual conclui que “mal se saiu do golpe, o jogo começa a afunilar e a tornar mais nítidos os personagens reais do novo poder: a aliança PSDB-PGR-STF-mídia-mercado. Eles darão as cartas daqui para frente.”

A reboque da repercussão mundial do trágico acidente aéreo com a delegação da Chapecoense na Colômbia, o jornal britânico The Guardian, eleva também a crise geral no Brasil ao alto da capa de seu site, afirmando ao lado do título, “Anti-graft bill (Lei anti-corrupção)”, que “procuradores ameaçam com saída em massa se lei for enfraquecida”. No Globo, em meio ao clima de caça às bruxas em quase todas as matérias, uma delas diz que “votação de pacote no Congresso traz de volta os panelaços.

“A desfiguração do pacote anticorrupção pela Câmara trouxe de volta os panelaços, que marcaram a fase aguda do segundo governo Dilma Rousseff. Foram registrados panelaços na noite de ontem em bairros de capitais como Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília”, informa a matéria logo na abertura. Míriam Leitão mal fala de economia hoje, dizendo na capa que o “Congresso afronta o país ao desfigurar um projeto popular”, e Merval Pereira conclama o exército de batedores de panelas às ruas, mas sem arruaças, por favor.

“O ronco das ruas” é o título da coluna em que Merval afirma, na primeira página, que os “políticos não querem aperfeiçoar o combate à corrupção”. “Parlamentares, que na sua grande parte responde a processos os mais diversos, parecem viver em outra dimensão, e apenas ‘a voz rouca das ruas’, como dizia Ulysses Guimarães, os obrigará a voltar à realidade”, diz o colunista para, logo em seguida, tratar de criminalizar as manifestações do outro lado, como aquela contra a PEC do Teto nos gastos púbicos em que, nos jardins da Câmara dos Deputados, estudantes eram agredidos pela Polícia Militar do Distrito Federal enquanto parlamentares desfrutavam um coquetel dentro do Congresso Nacional.

O colunista não quer “aquela arruaça que vimos em Brasília na terça-feira, com mascarados e baderneiros defendendo seus interesses corporativos, mas a verdadeira expressão autônoma da cidadania exprimindo sua repulsa à velha política que tenta se manter no poder.” E se a matéria do Globo sobre os panelaços fala no primeiro parágrafo que “o grito ‘Fora, Temer’ acompanhou alguns desses protestos”, Nassif lembra que “estão em jogo as delações da Odebrecht e das demais empreiteiras”.

“A lista de nomes conferirá um poder inédito ao Procurador Geral da República. Com o apoio da Globo, o PGR tem o poder de engavetar denúncias, inquéritos, definir o ritmo dos inquéritos em andamento, escolher quem será ou não processado”, afirma o jornalista. “Cada procurador, aliado a um juiz de 1a instância, tem poder de mandar para a cadeia qualquer pessoa sem prerrogativa de foro, expô-la à humilhação pública, grampeá-la e divulgar os grampos – como ocorreu no episódio Garotinho – com a garantia de que será blindado pelos escalões superiores. Não é por falta de lei. É por solidariedade de classe”, completa.

Nesse cenário, Nassif ressalta que, “no Congresso, as únicas lideranças capazes de fazer frente a esse poder avassalador do MPF-Globo seriam o presidente Renan Calheiros e o líder da maioria Romero Jucá, ambos donos de uma biografia política polêmica”. Na Folha de São Paulo a chamada de capa diz que “após ameaça, Renan perde em manobra contra Lava Jato”.  O caso também foi chamada de primeira página no Globo e no Estadão.

Segundo a Folha, “procuradores da força-tarefa da Lava Jato ameaçaram uma renúncia coletiva caso versão desfigurada do pacote de medidas anticorrupção aprovado pela Câmara seja sancionada pelo presidente Michel Temer. Após a entrevista, o presidente do Senado, Renan Calheiros, tentou manobra para aprovar as medidas na noite desta quarta (30), mas o requerimento de urgência foi derrotado”. Nassif lembra que hoje “o Supremo analisará uma das ações contra Renan. O caso está nas mãos do Ministro Luiz Edson Fachin”.

“Com a tibieza demonstrada pela casa, nos últimos tempos, e com a frente ampla de defesa dos juízes, é possível que Renan seja degolado. E Jucá virá atrás”, afirma Nassif, para concluir dizendo que “se os dois comandantes efetivamente forem deixados fora de cena, não haverá poder capaz de se contrapor ao poder quase absoluto do Ministério Público. Abre-se espaço para a pessedebização final do governo Temer e para o início efetivo da República dos Procuradores”.

Para completar o cenário, a manchete do Valor avisa que a “economia derrete e crescem pressões por corte de juros”, a da Folha informa que “recessão prolongada no país eleva pessimismo sobre 2017”. “PIB recua 0,8% no terceiro trimestre, na 7a queda seguida; BC reduz juros para 13,75%”, completa o jornal no subtítulo. E na capa do Estadão, na chamada para seu artigo, Celso Ming dá mais uma amostra dos humores da mídia com o atual presidente, dizendo que “aumentam o desalento e a percepção de que governo Temer não tem coelho para tirar da cartola”.

Aviso aos leitores: por motivos particularidades, a próxima coluna será publicada neste domingo, e não no sábado. 

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Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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3 comentários

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Miguel F Gouveia

04 de dezembro de 2016 às 01h18

RATOS NÃO ARMAM RATOEIRAS

Pessoal, está na hora de unir todas as cores numa única cor chamada BRASILEIRO.

Pelos fatos ocorridos recentemente, ficou mais do que evidente que:
1. Boa parte do nosso Legislativo legisla em causa própria e daqueles que pagam suas campanhas,
2. Nosso Judiciário se tornou uma casta de privilegiados, absurdamente bem pagos, que, geralmente, julga a favor dos interesses dos poderosos e
3. O Executivo se afoga em pactos de coalizão para obter a tal da governabilidade, muitas vezes perdendo o foco do que é realmente importante executar em prol da manutenção desses relacionamentos políticos.

Para piorar a situação, a República, agora, resolveu ser útil se desentender na base da sua formação. Entraram em guerra explícita e sem pudor todos os 3 poderes. Haverá consequências deste embate, com mortos e feridos para todo lado – inclusive e principalmente, nós.

E órgãos fiscalizadores, como PGR, MP, MPF, CNJ, PF, etc., em geral, embarcam no jogo de poder, exigindo superpoderes, passando por cima de leis constitucionais, e se auto intitulando a salvação do mundo.

Por outro lado, encaremos a realidade: nunca houve um governo voltado 100% para os 200 milhões de brasileiros. Não sabemos nem se é possível isso, mas é fato que nunca tentamos.

Se o governo de esquerda se esmerou na inclusão social, algo deveras importante e necessário, não foi capaz de agradar a boa parte do capital produtivo e rentista do país – que existe, tem voz e, muito especialmente, poder.

Se o governo de direita atendeu os anseios do capital produtivo e rentista, nunca deu muita atenção aos excluídos do processo de boa qualidade de vida – que existem, têm voz e, muito particularmente, são numerosos o suficiente para tomar a força o que precisam para sobreviver.

A lógica partidária tem sido impiedosa com o Brasil. Interesses partidários têm sido colocados à frente dos interesses do país. Tem sido mais importante se manter eternamente no poder do que exercê-lo enquanto se está temporariamente no poder – custe o que custar, traia quem tiver de trair.

Em contrapartida, a sociedade brasileira se viciou na necessidade da corrupção para progredir. É incompreensível a corrupção…dos outros. A minha, que nem perceptível é para mim mesmo, não. Pessoas “bem-intencionadas” se vestem de patriotismo (bandeira, camisa, adereços, etc.) como se isso fosse suficiente para os perdoar da canalhice que praticam no dia a dia.

Por exemplo: um certo governador de um estado da União é acusado de desviar 224 milhões. Está preso. Todavia, a sociedade produtiva que o cerca concordou em ser cúmplice do desvio de 180 bilhões através da farra autorizada de isenções fiscais que dura 9 anos. Estão todos soltos à espera do novo governador, talvez ansiosos em repetir o processo (?).

Não adianta ficar continuamente dando golpes de estado, travestidos de impeachment ou do que quer que seja, porque isso não resolve nada diante do contexto acima. Vide o mais recente. Confiaram em ratos para afastar um presidente democraticamente eleito. Isso foi feito. Quando foram prender alguns ratos, descobriram que ratos não armam ratoeiras. Estão atordoados.

Enfim, um caos.

Não adianta ir para as ruas pedir ABAIXO A CORRUPÇÃO se somos a base de toda a corrupção da qual reclamamos e condenamos. É hipócrita. É perda de tempo.

O que fazer?

Em primeiro lugar, ter vergonha na cara. Se você é contra a tal da corrupção, não faça parte dela. Isso irá impactar o seu negócio? Vai dificultar a sua vida? Uma corrupçãozinha menor é justificável? Se todos fazem, por que só eu vou ser correto? Não fazer parte do ciclo vicioso da corrupção endêmica do Brasil tem um preço. Pague.

Uma sociedade corrupta terá sempre um governo corrupto – em menor ou maior grau. Não existe governo corrupto sem sociedade corrupta. Políticos não nascem em Marte. Nascem aqui mesmo. Fazem parte da sociedade. São iguaizinhos a todos.

Em segundo lugar, exija uma REFORMA POLÍTICA de verdade. Uma reforma política que inclua itens do tipo:
1. Qualquer político eleito terá no máximo 2 mandatos,
2. Todas as regalias oferecidas a políticos eleitos serão revogadas,
3. Fim do fator partidário nas eleições,
4. Toda empresa que contribuir para a campanha de um político não poderá participar de contratos do governo através de qualquer um de seus empregados ou familiares,
5. Pena pesada para qualquer crime hediondo de corrupção ativa ou passiva,
6. Qualquer empresário que aceitar o pagamento de propina receberá a mesma pena que o receptor a propina terá,
7. Consulta pública em época de eleições de assuntos de interesse geral,
8. Outros do gênero.

Em terceiro lugar, exija uma REFORMA FISCAL. Está na hora de quem tem dinheiro pagar os impostos devidos pelo dinheiro que tem. Uma reforma que inclua:
1. Taxação de grandes fortunas (grandes mesmo, não é 1 ou 2 milhões não),
2. Desoneração de tarifas bancárias,
3. Cobrança de impostos sobre itens de alto valor como jatinhos e iates,
4. Concentração de todos os impostos comerciais num único imposto,
5. Cobrança imediata de impostos sonegados,
6. Convênios com paraísos fiscais para obtenção de empresas de fachada,
7. Taxação justa de aplicações no mercado financeiro,
8. Penas pesadas para sonegação de impostos,
9. Outros itens do gênero.

Em quarto lugar, exija participar da PRIORIZAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO do país. Governo tem de investir (e não gastar) em:
1. Educação,
2. Saúde,
3. Habitação
4. Segurança,
5. Preservação de suas riquezas, e
6. Fomento do setor produtivo.

Não há necessidade de fomento do setor financeiro se este for movido única e exclusivamente pelo setor produtivo. Dinheiro fazendo dinheiro, sem gerar produção, é danoso para o país.

Em quinto lugar, exija que o CONTROLE DO GOVERNO seja transparente, claro, conciso e aberto a todos. Exija:
1. Regulamentação de setores oligárquicos,
2. Aceleração da Justiça,
3. Transparência de gastos e de arrecadação,
4. Controle do seu próprio tamanho e custo,
5. Prestação de contas à sociedade.

Isso tudo já é um bom começo. Não conseguiremos tudo isso? Pelo menos aponte para esse alvo quando for às ruas gritar por mudanças.

Evitem seguir conselho de grupos que se intitulam “apartidários”, porque grupos com MBL e VEM PRA RUA, por exemplo, tem suas próprias agendas de ambição e interesse que são sim bem partidárias. Sejam BRASILEIROS, não este ou aquele título que querem lhe conferir por razões questionáveis.

Quando forem para as ruas, seja que dia for, ao invés de I Love Moro, usem I Love Reforma Fiscal. Ao invés de I Love Lula, usem I Love Reforma Política. Ao invés de Fora PT, usem Quero Educação. Ao invés de Fora PSDB, usem Quero Saúde.

Esses são os temas que os poderosos do 1% não querem que cobremos. Mas, são esses os temas que resolvem a vida dos 99%. Responda rápido: quando foi a última vez que vimos esses temas na grande mídia?

Acima de tudo, unam-se num único brado: Brasil. Independente de visão ideológica, vale dar um intervalo na discussão de sempre entre esquerda e direita e valorizar mais o debate entre o 1% e os 99%. Vale sermos um único Brasil. Isso é o sinal de nações. Grandes nações.

Fica a dica.

Responder

Miguel F Gouveia

04 de dezembro de 2016 às 01h17

RATOS NÃO ARMAM RATOEIRAS

Pessoal, está na hora de unir todas as cores numa única cor chamada BRASILEIRO.

Não adianta ir para as ruas pedir ABAIXO A CORRUPÇÃO se somos a base de toda a corrupção da qual reclamamos e condenamos. É hipócrita. É perda de tempo. O que fazer?

Em primeiro lugar, ter vergonha na cara. Se você é contra a tal da corrupção, não faça parte dela. Isso irá impactar o seu negócio? Vai dificultar a sua vida? Uma corrupçãozinha menor é justificável? Se todos fazem, por que só eu vou ser correto? Não fazer parte do ciclo vicioso da corrupção endêmica do Brasil tem um preço. Pague.

Uma sociedade corrupta terá sempre um governo corrupto – em menor ou maior grau. Não existe governo corrupto sem sociedade corrupta. Políticos não nascem em Marte. Nascem aqui mesmo. Fazem parte da sociedade. São iguaizinhos a todos.

Em segundo lugar, exija uma REFORMA POLÍTICA de verdade. Uma reforma política que inclua itens do tipo:
1. Qualquer político eleito terá no máximo 2 mandatos,
2. Todas as regalias oferecidas a políticos eleitos serão revogadas,
3. Fim do fator partidário nas eleições
4. Toda empresa que contribuir para a campanha de um político não poderá participar de contratos do governo através de qualquer um de seus empregados ou familiares dos mesmos,
5. Pena pesada para qualquer crime hediondo de corrupção ativa ou passiva,
6. Qualquer empresário que aceitar o pagamento de propina receberá a mesma pena que o receptor a propina terá,
7. Consulta pública em época de eleições de assuntos de interesse geral,
8. Outros do gênero.

Em terceiro lugar, exija uma REFORMA FISCAL. Está na hora de quem tem dinheiro pagar os impostos devidos pelo dinheiro que tem. Uma reforma que inclua:
1. Taxação de grandes fortunas (grandes mesmo, não é 1 ou 2 milhões não),
2. Desoneração de tarifas bancárias,
3. Cobrança de impostos sobre itens de alto valor como jatinhos e iates,
4. Concentração de todos os impostos comerciais num único imposto,
5. Cobrança imediata de impostos sonegados,
6. Convênios com paraísos fiscais para obtenção de empresas de fachada,
7. Taxação justa de aplicações no mercado financeiro,
8. Penas pesadas para sonegação de impostos,
9. Outros itens do gênero.

Em quarto lugar, exija participar da PRIORIZAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO do país. Governo tem de investir (e não gastar) em:
1. Educação,
2. Saúde,
3. Habitação
4. Segurança,
5. Preservação de suas riquezas, e
6. Fomento do setor produtivo.

Não há necessidade de fomento do setor financeiro se este for movido única e exclusivamente pelo setor produtivo. Dinheiro fazendo dinheiro, sem gerar produção, é danoso para o país.

Em quinto lugar, exija que o CONTROLE DO GOVERNO seja transparente, claro, conciso e aberto a todos. Exija:
1. Regulamentação de setores oligárquicos,
2. Aceleração da Justiça,
3. Transparência de gastos e de arrecadação,
4. Controle do seu próprio tamanho e custo,
5. Prestação de contas à sociedade.

Evitem seguir conselho de grupos que se intitulam “apartidários”, porque grupos com MBL e VEM PRA RUA, por exemplo, tem suas próprias agendas de ambição e interesse que são sim bem partidárias. Sejam BRASILEIROS, não este ou aquele título que querem lhe conferir por razões questionáveis.

Quando forem para as ruas, seja que dia for, ao invés de I Love Moro, usem I Love Reforma Fiscal. Ao invés de I Love Lula, usem I Love Reforma Política. Ao invés de Fora PT, usem Quero Educação. Ao invés de Fora PSDB, usem Quero Saúde.

Esses são os temas que os poderosos do 1% não querem que cobremos. Mas, são esses os temas que resolvem a vida dos 99%. Responda rápido: quando foi a última vez que vimos esses temas na grande mídia?

Acima de tudo, unam-se num único brado: Brasil. Independente de visão ideológica, vale dar um intervalo na discussão de sempre entre esquerda e direita e valorizar mais o debate entre o 1% e os 99%. Vale sermos um único Brasil. Isso é o sinal de nações. Grandes nações.

Fica a dica.

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Biana

01 de dezembro de 2016 às 20h43

sinistro

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