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02/06/2016; Rio de Janeiro; O governador em exercício Francisco Dornelles participa da cerimônia de transmissão de cargo ao novo presidente da Petrobras, Pedro Parente; Foto: Shana Reis

Vergonha: direção da Petrobras se perde em mentiras

Por Redação

13 de janeiro de 2017 : 15h13

Por Cláudio da Costa Oliveira, colunista do Cafezinho

Após reunião com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para negociação de acordo coletivo com os funcionários a Petrobras informou que o resultado do encontro “mostra o inicio de uma aproximação entre as demandas do trabalhadores e a situação financeira atual da empresa”.

Em diversas reuniões já ocorridas a Petrobras vem relutando em conceder a correção da inflação integral do período, alegando problemas financeiros.

Já alertei que os representantes dos trabalhadores tem de solicitar explicação da empresa sobre o assunto, considerando que os balanços publicados mostram uma empresa em excelente condição financeira. Além disto, os gastos com pessoal representam menos de 6% da receita da empresa, e a correção pela inflação teria um efeito extremamente insignificante.

Contrastando com o discurso feito para os empregados, em concorrido encontro com jornalistas no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (11/01), o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, informou que a companhia iniciou a semana com um caixa de US$ 22 bilhões o que dá “total tranquilidade” para a empresa cobrir o vencimento de suas dívidas pelos próximos dois anos e meio.

Ele lembrou que o sucesso da captação de US$ 4 bilhões por meio de emissão de bônus no exterior, na segunda-feira, abre espaço para melhoria dos ratings da empresa.

Monteiro observou que a intenção era captar só  US$ 2 bilhões, mas  a reação positiva à operação possibilitou o aumento para US$ 4 bilhões.

“Nossa posição de caixa é maior que todos os vencimentos (dividas) de 2017 e 2018. Isso antes das operações (emissão de bônus) e antes do recebimento dos (recursos) desinvestimentos feitos em 2016, que entrarão no caixa ao longo deste ano, fora os ativos que ainda serão vendidos. Se a Petrobras não fizer nada nestes dois anos e meio, ela já tem recursos suficientes para cumprir com seu serviço da dívida”

No mesmo encontro, o atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, também falou ressaltando que as margens nos preços dos combustíveis tem fortalecido o caixa da empresa. Disse que mesmo não tendo havido aumento no preço da gasolina na última semana, a Petrobras tem mantido as margens “num patamar adequado”

Fica portanto claro que eles mentem para os funcionários quando dizem que tem dificuldades financeiras até para conceder um reajuste pela inflação.

Eles mentem também para os jornalistas e para o povo brasileiro, quando comemoram um caixa de US$ 22 bilhões, como se fosse obra da administração atual.

Comentando o balanço de 2015, o então presidente, Aldemir Bendini, disse que a empresa tinha caixa para atender seus compromissos em 2016 e 2017. No final de 2015 o caixa da Petrobras era de US$ 25 bilhões.

Em maio de 2016, quando saiu da Petrobras, Bendini disse que estava entregando uma empresa com R$ 100 bilhões em caixa, que no câmbio da época equivaliam a US$ 27 bilhões.

A verdade é que , independentemente da administração, a Petrobras sempre foi, é, e pode continuar sendo, produtiva, lucrativa e com forte geração de caixa.

Eu disse “pode continuar sendo” porque a atual administração está dilapidando a empresa, para atender um Plano de Negócios absurdo, cujo objetivo é atingir um indicador de alavancagem de 2,5, que não tem nenhum sentido.

Importantes ativos estão sendo vendidos a preço de banana, em negociatas diretas, sem concorrência e ao arrepio da lei.

Ao mesmo tempo em que eles se gabam de que a situação financeira é tranquila e mostram como é fácil captar recursos quando se tem uma reserva como a do pré-sal que garante tudo. Sendo que depois da descoberta do pré-sal, todas as vezes que a companhia foi ao mercado captar recursos, as ofertas foram muito maiores do que o que ela demandava. Nesta última captação a empresa solicitou US$ 2 bilhões e a oferta foi de US$ 20 bilhões. Por outro lado as reservas estão sendo entregues às petroleiras estrangeiras,  sob a justificativa de que a empresa não tem recursos para tocar os projetos. É muita mentira ao mesmo tempo.

Procuradores federais deveriam solicitar uma intervenção imediata na companhia paralisando este projeto lesa-pátria.

A Petrobras não é um problema só dos petroleiros. A Petrobras é o maior ativo na nação brasileira. O pré-sal é uma dádiva de Deus para o povo brasileiro  A descoberta do pré-sal é a grande oportunidade para o desenvolvimento do país. Esta oportunidade não pode ser perdida.

Na época do Brasil colônia eles levaram o pau-brasil, a cana-de-açúcar e o ouro,  não deixando nada por aqui.

Agora o mesmo pode ocorrer com o petróleo, pois o Brasil hoje é governado por colonizadores que só pensam em explorar o país e seu povo.

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26 comentários

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Waldir Roberto Alves da Silva

15 de janeiro de 2017 às 11h15

E os golpistas venderam 10? para os franceses, q não produzem nada!

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Antonio Nicácio da Costa

14 de janeiro de 2017 às 21h33

Fora parente!!!…

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Salomão Cabral

14 de janeiro de 2017 às 20h07

Infelizmente é isso que estamos vendo, um crime de Lesa-Pátria! Estão delapidando o maior recurso que nos resta, pois importa saber, que o governo do Michel Tenho , foi imposto pra isso mesmo ! Pra entregar, pra vender tudo o que é nosso! Hoje Michel Temer e seu Governo, juntamente com a cúpula do PSDB , Cometem o Maior Crime de Lesa-Pátria já visto na História !!! E cadê o Ministério Público, os Juízes Federais, o Supremo Tribunal Federal ??? Parece que a Pátria destes não é a nossa, Brasil !!! E muito menos, pátria amada, pra eles !

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Cesar Boralli

14 de janeiro de 2017 às 10h17

Saudades da época que a Dilma era presidente do conselho de administração ou a Marias das Graças Foster era presidente da Petrobras. Nessa época a empresa estava super encaminhada né?

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Rui Natália

14 de janeiro de 2017 às 01h59

CORRUPTOS TRAIDORES GOLPISTAS USURPADORES

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Jose Nunes

14 de janeiro de 2017 às 01h44

Esse Peido fedenti sempre foi mentiroso a vida dele e uma mentira.fora cretino deixe a nossa Petrobras em paz junto com esse governo golpista.Antes que a casa caia e você vá morar vendo o sol nascer quadrado.

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Fernando Saraiva Ferreira Sobrinho

14 de janeiro de 2017 às 01h04

Pior desconhecer o que houve , e acreditar na mídia que a Petrobrás iria falir kkkk

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João Silva

13 de janeiro de 2017 às 22h21

Ações petr4 a R$ 4,80, o auge do ataque midiático/judicial contra a Petrobrás e o governo trabalhista para derrubar Dilma. Tubarões/estrangeiros compram ações.

Ações petr4 a R 14,87, golpistas no poder e no comando da Petrobrás, vendendo poços de pré-sal a preço de banana. (Vale 100 é vendido por 2 – propina deve ter sido astronômica)
Sem ataque midiático preço das ações começam a recuperar valor pois empresa é poderosa e o pré sal é vastíssimo.

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joão batista de assis pereira

13 de janeiro de 2017 às 22h06

ILEGALIDADE CONTINUADA NA PETROBRAS – A TROCA O GOVERNO NÃO TEM SIDO SUFICIENTE PARA COLOCAR A PETROBRAS NO RUMO DA ILEGALIDADE NA CONDUÇÃO DOS SEUS NEGÓCIOS.
https://www.linkedin.com/pulse/ilegalidade-continuada-na-petrobras-jo%C3%A3o-batista-assis-pereira?trk=pulse_spock-articles
PETROBRÁS COMETE ILEGALIDADE AO FAZER PRESSÃO PARA DESCUMPRIR CONTEÚDO LOCAL DE LIBRA E VEDAR PARTICIPAÇÃO DE EMPRESAS NACIONAIS NAS GRANDES LICITAÇÕES.

A Petrobras quando sinaliza que vai mexer nos procedimentos internos voltados a contratação de bens e serviços nos deixa a todos apreensivos. Abre-se uma janela no campo das facilidades a titulo de desburocratizar ou destravar o sistema que está sempre emperrado e amplia o risco de adentrar pela porta da frente a corrupção.
Antes de pensar em contratar com empresas estrangeiras nas suas grandes aquisições, a Estatal deveria melhorar seus procedimentos internos e refazer todos os documentos corporativos que compõem a sistemática de contratação. Todos os procedimentos em vigor na estatal foram contaminados por ação dos acordos Petrobras/ABEMI por ordenamento do Diretor Renato Duque no ápice do Petrolão e foi executado pelo Pedro Barusco em ação conjunta com Ricardo Pessoa.
Em artigo recente publicado na mídia, a Direção da Estatal está cada vez mais voltada à indústria internacional e não arreda pé da posição de querer descumprir o conteúdo local de Libra e Sépia, as áreas que terão contratações de novos FPSOs este ano. Veja artigo publicado no website Petronotícias:
https://www.petronoticias.com.br/archives/93763

A Petrobras na condição de Empresa estatal de economia mista, ao fazer pressão para descumprir o Conteúdo Local nas contratações de Grande Porte, ou abster-se da admissão de empresas nacionais nos certames licitatório, não vem respeitando a Lei 8666 e princípios fundamentais contidos na Constituição Federal.
Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Em seu Art. 3º, a legislação retromencionada dispõe em seu texto a observância ao princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade (isonomia), da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
É vedado aos agentes públicos:
I – admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de sociedades cooperativas, e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato.

II – Estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais.

Em igualdade de condições, como critério de desempate, será dada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:
I – (Revogado)
II – produzidos no país;
III – produzidos ou prestados por empresas brasileiras;
IV – produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.
Pelo exposto, nos termos da Legislação em vigor e na Constituição Federal, não observo consistência legal na Proposta e nos objetivos dos Diretores Roberto Moro e Solange Guedes, quando pretendem adotar procedimentos corporativos ilegais nos certames licitatórios da Petrobras, notadamente nas Grandes Contratações, quando não observam o Conteúdo Local ou promovem licitações internacionais com participação exclusivas de empresas estrangeiras.
Com estrita observância a Constituição federal e Lei 8666 das licitações, a Petrobras não deveria adotar a prática de “Weaver” no que tange ao Conteúdo Local instituído pela ANP nas contratações do Pre-sal, nem tão pouco abster-se de convocação de empresas nacionais em licitações internacionais, como pretende adotar para a retomada da contratação para a Obra do Comperj para a construção das Unidades de Processamento de Gás.
Por ser vedado pelo diploma legal do tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outro, entre empresas brasileiras e estrangeiras, o Diretores Moro e Solange Guedes da Petrobras deveria considerar no Critério de Julgamento que regulamenta esses certames licitatórios, a possibilidade de “equalização” das propostas comerciais, de forma a escoimar os gravames que oneram exclusivamente as empresas nacionais. Como já dizia a sabedoria popular “Dura Lex, Sed Lex”.
Ao término do procedimento licitatório, caso o resultado da licitação apontar como vencedor uma empresa nacional, nada mais justo seria que Pedro Parente solicitasse ao Temer uma compensação financeira, no sentido da Receita Federal do Brasil instituir procedimento que possibilitasse a Estatal compensar o diferencial de preços resultado da equalização que escoimaram os gravames que oneraram a proposta vencedora nesses certames, para reparar aquilo que podemos denominar de Custo Brasil.

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Auxiliadora Machado

13 de janeiro de 2017 às 23h42

Safados!

Responder

Naty Sousa

13 de janeiro de 2017 às 23h35

a ignorância é a cereja do bolo que alimenta nossos opressores

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Gianfrancesco Visconti

13 de janeiro de 2017 às 23h22

FORA GOLPISTAS.

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Elcio Vaz

13 de janeiro de 2017 às 21h55

Se não me engano, Pedro Parente era o ministro do planejamento do FHC na época do racionamento de energia em 2001. Daí dá pra estimar a competência do cidadão!

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Casemiro Silva

13 de janeiro de 2017 às 20h54

Quanto ao que o autor levanta sobre o PSOL ter recebido apoio indireto dos Estados Unidos e suas instituições de estado acho que isso fica a cada dia mais claro qdo olhamos para linha história de atuação desse partido. Sempre agiu como direita, abriu o golpe em 2013 e seguiu firme no “Não vai ter Copa” em 2014. Com Dilma eleita, se alinhou a Aécio Neves e a Globo no discurso de “estelionato eleitoral”. Golpe de Estado dado, seguiu nas ruas minando as manifestações, fragmentando a pauta e impondo suas bandeiras liberais pequeno-burguesas, até emplacar a questão das ‘eleições gerais” que viria a se transformar no “Diretas Já” com a presidenta ainda dentro do Alvorada retirando seus últimos pertences. A Globo (e seus asseclas do PSDB) e o PSOL foram, sem dúvida, as maiores forças golpistas desse país que ajudaram, cada um a sua maneira e em seus espaços de atuação, a nos colocar nessa merda que estamos agora sem previsão de saída.
https://www.conversaafiada.com.br/economia/os-eua-por-tras-do-golpe-no-brasil

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Renan Augusto Torrano Guimaraes

13 de janeiro de 2017 às 20h27

Falou o apartidário né kkkkkk

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Renan Augusto Torrano Guimaraes

13 de janeiro de 2017 às 20h27

De onde vc tirou isso ? Deixa de
Mentir

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Luiz Carlos P. Oliveira

13 de janeiro de 2017 às 17h28

VITOR: não consegues entender uma linguagem figurada? Ele quis dizer que as riquezas minerais, no caso o petróleo, foi uma dádiva da natureza. Não entenda tudo ao pé da letra, como fazem os fanáticos religiosos.

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Luiz Carlos P. Oliveira

13 de janeiro de 2017 às 17h25

Parem as máquinas! A Petrobrás não estava quebrada, com dívidas monstruosas? Como é que 4 bilhões de dólares resolveram o problema e a empresa está “enxuta”, como se diz no “economês”? E como fica a ladainha da dívida externa, já que os recursos buscados lá fora são incorporados à essa dívida? Significa que a dívida externa aumentou 4 bilhões só com a Petrobrás. Haja manobras para enganar a coxinhada.

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    Napoleão

    13 de janeiro de 2017 às 22h19

    Entendi que o bônus vem com juros menores do que o que a empresa contraiu anteriormente. Conseguiu 4 Bi com juros a 4% e pagou 4 Bi com juros de 7,5%

    Responder

Vitor

13 de janeiro de 2017 às 17h23

O artigo estava indo bem até: “O pré-sal é uma dádiva de Deus para o povo brasileiro”. Credo…

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Lili Brown

13 de janeiro de 2017 às 18h21

Fora Golpistas!!! Todos nas ruas por DIRETAS JA!!!

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Nelson Rodrigues

13 de janeiro de 2017 às 18h20

Concordo com a internet deste governo golpista, quanto mais rápido menor o prejuízo para o povo

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Cláudio Demoliner

13 de janeiro de 2017 às 16h20

Alguém Que tenha competência, que aja rápido ,não deixem levarem o nosso futuro.

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Lucilane Cardoso

13 de janeiro de 2017 às 18h06

TUDO nesse DESGOVERNO CORRUPTO GOLPISTA do PMDB e PSDB eh resultado de uma MENTIRA

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