Justiça absolve Vaccari e outros dirigentes no caso Bancoop

(Lava Jato produzindo fotos para a Globo. Foto: Rafael Forte / Globo)

A mídia passou onze anos dando manchetes sensacionalistas contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e demais dirigentes da Bancoop, por causa de uma investigação feita pelo Ministério Público de São Paulo.

Pois bem, a justiça considerou a ação improcedente e não viu nenhuma das irregularidades alegadas pela promotoria.

A decisão passou batida pela mídia, como era de se esperar.

Nas matérias e acusações contra Vaccari na Lava Jato, o caso Bancoop vinha à tôna com frequência, como forma de “adensar” a culpabilidade do tesoureiro do PT.

Vaccari foi preso pela Lava Jato sem que se tenha aparecido uma mísera prova de que obteve qualquer benefício pessoal.

Ao contrário, Vaccari manteve sempre uma vida simples e quase não tinha bens ou dinheiro no banco.

A acusação contra Vaccari é puramente política, para não dizer golpista: é culpado porque era tesoureiro do PT, ponto.

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No site Bancoop

Justiça absolve ex-diretores da Bancoop

A Ação foi considerada improcedente, basicamente, por não ter sido constatada nenhuma das irregularidades alegadas pela promotoria

Em decisão proferida no dia 8 de novembro de 2016, a Justiça absolveu todos os ex-diretores da Bancoop de todas as acusações feitas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. A investigação foi iniciada faz 10 anos e o processo desde 2010, quando a denúncia foi apresentada na 5ª Vara Criminal de São Paulo.

A Ação foi considerada improcedente, basicamente, por não ter sido constatada nenhuma das irregularidades alegadas pela promotoria.

> Leia a íntegra da decisão

Apesar de a acusação não ser contra a Bancoop, propriamente dita, a alegação de que ex-diretores teriam cometido irregularidades em suas ações na gestão da instituição acabava por prejudicar a cooperativa.

Como bem observou a Justiça na decisão ora proferida…

“Muito se discorreu nestes autos sobre a criação da Cooperativa dos Bancários, que nasceu motivada, ao que consta, para atender demanda da classe dos bancários em aquisição da casa própria.
E por diversos anos de funcionamento, ao que consta, a BANCOOP cumpriu o objetivo para o qual foi criada, entregando a milhares de cooperados (bancários e não bancários) os imóveis concluídos e acabados, construídos a preço de custo, aparentemente com plena satisfação dos cooperados e evidente benefício econômico, diante do reduzido custo.”

Mas, após o surgimento de boatos que alegavam desvios de recursos, muitos cooperados deixaram de contribuir com valores necessários para a conclusão e/ou construção de empreendimentos a preço de custo. Além disso, muitas ações cíveis, por mais que os juízes buscassem ser imparciais, acabavam sendo influenciadas pelas denúncias de ordem criminal.

Com a absolvição de todos os acusados, a Bancoop poderá retomar seu dia a dia sem tais influencias.

É claro que se trata de uma decisão de Primeira Instância e cabe recurso do Ministério Público, que, aliás, já foi apresentado no dia 23 de janeiro. Mas, pelo que se depreende, a promotoria voltou à carga com as mesmas acusações que, como observou a decisão de Primeira Instância, não têm base de sustentação.

De toda forma, a Bancoop estará, como sempre esteve, à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos.

Miguel do Rosário: Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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