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Waldeck Carneiro: O estrangulamento da Fundação CECIERJ

Por Miguel do Rosário

30 de março de 2017 : 15h32

Mais um texto do deputado Waldeck Carneiro, exclusivo para O Cafezinho. Waldeck demonstra os efeitos da crise econômica do estado do Rio de Janeiro sobre a educação em geral e sob a Fundação CECIERJ em particular.

Por Waldeck Carneiro, exclusivo para O Cafezinho.

Durante audiência pública da Comissão de Educação da ALERJ, no dia 22/03, foi feita uma avaliação da Fundação CECIERJ no ano de 2016, bem como traçadas suas perspectivas para o ano de 2017.

De saída, constata-se que um triste arranjo fisiológico, com o fito de garantir a aprovação do pacote de maldades de Pezão na ALERJ, tornou a Fundação agora subordinada à sui generis Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social.

Além da gestão do Consórcio CEDERJ, a Fundação CECIERJ recebeu da SEEDUC, em 2013, a incumbência de gerir a Rede CEJA, que desenvolve educação de jovens e adultos, na modalidade semipresencial.

O Presidente da Fundação CECIERJ, Carlos Bielschowsky, mencionou, no entanto, graves dificuldades operacionais, tal como ocorre em outros órgãos estaduais: infraestrutura, limpeza, informática, vigilância, merenda escolar e transporte dos estudantes.

Todos esses aspectos estão gravemente comprometidos. O Tesouro Estadual não repassou verba para custeio em 2016 e a Fundação CECIERJ se virou com recursos próprios e com transferências oriundas da CAPES.

Não bastasse, o governador planeja mudar a sede da Fundação para as dependências da Central do Brasil, mas a Associação de Servidores (ACECIERJ) alerta para graves problemas de eletricidade e abastecimento de água na “nova” sede.

Trata-se de precarização absolutamente incompatível com o papel estratégico da Fundação CECIERJ, no desenvolvimento do ensino superior a distância, na difusão da ciência e, mais recentemente, na educação de jovens e adultos.

Porém, o presidente da Fundação CECIERJ causou espanto, quando explicitou sua convicção de que o governador está “muito sensível” aos problemas da Fundação. Afinal, sua própria exposição revelou verdadeiro descaso de Pezão para com o órgão.

Ou seja, faltou espírito crítico e distância epistêmica ao dirigente da Fundação CECIERJ, mas sobrou apego ao cargo.

Waldeck Carneiro é deputado estadual (PT-RJ).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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5 comentários

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Mazinho

31 de março de 2017 às 17h44

Esse governo desarticulou o sistema econômico e com isso se refletiu em diversos setores,agora estão mexendo com fundação cicierj modelo copiados por diversas instituições está na hora de um basta nisso a instituição representa um grande valor social e cultural na formação e especialização .

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Maria De Fatima Chaves

30 de março de 2017 às 20h29

E pra tirar gosto elegeram o Crivella kkkk

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O Cafezinho

30 de março de 2017 às 20h15

Edison Corrêa, Claudio Tostes

Responder

augusto2

30 de março de 2017 às 16h30

Miguel, num assunto correlato a este uma coisa que me deixou gelado , que vi agora no sitio ”global research. ca”.
Voce que é mto bom pesquisador pode ver la em 10 minutos.
A universidade de Harvard, e a Harvard Library criaram uma lISTAGEM de sites e midia alternativa e livros que NAO DEVEM SER LIDOS por que são fake news. Coisa maluca.
Com a influencia q ela tem, achei um negocio sério.
por favor, se achar que vale, escreva algo a respeito.
Grato
agostinho

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    Miguel do Rosário

    30 de março de 2017 às 18h52

    Sim, eu vi. Que coisa sinistra. É claro que isso não vai dar certo. As pessoas vão querer ler justamente os “proibidos”

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