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Maduro e Putin : avança a venda de petróleo no mundo em cesta de moedas e preço será regional

Por Tulio Ribeiro

05 de outubro de 2017 : 04h44

(Fonte: Telesur)

Em meio a política estadunidense presa no paradigma de impor sanções a países não alinhados aos seus objetivos, cresce o sentimento que as nações se organizam para superar as ações do presidente Donald Trump. Em verdade esta união dificulta os objetivos do país do norte.

Neste 4 de outubro em Moscou , durante 19º Fórum de Exportadores de Gás, o momento que se apresentou foi um aprofundamento do acordo de preço e renovado no último dia 23 de setembro em Viena. A avaliação é que o acordo iniciado ainda em novembro de 2016, alcançou 116% do objetivo de recorte de produção. Neste sentido o preço do barril que chegou a U$S 28,90 em 10 de janeiro de 2016 , subiu a U$S 59,02 em 25 de setembro estabilizando a U$S 55,91 fechado neste dia de 4 de outubro.Uma realidade atual satisfatória que remunera os investimento no setor.

Vladimir Putin e Nicolás Maduro iniciam em conjunto com outros produtores implementar uma nova etapa. A primeira medida é oficializar a venda em cesta de moedas, prática já iniciada pelo país caribenho junto ao Yuan chinês, rublo russo e a rúpia indiana. Este modelo diversifica compradores ampliando mercados aos produtores e por conseguinte o comércio, já que a utilizando a convertibilidade de moedas aumenta os modos de pagamentos entre países participantes, distanciando-se da necessidade do dólar e deixando de pressionar as reservas cambiais.

A segunda medida é delimitar preços regionais(que já ocorreu na década de sessenta) para o barril. Este caminho permite adequar o valor e geopolítica, respeitando o transporte em distância e seguridade, bem como a oferta zonal como a diferença entre as cotações como Brent(Europa/Asia) e Nymex(Eua). Em realidade os produtores podem ter intervalos de preços adequando acordo mundial a situações regionais, permitindo prolongar o acerto global.

Ao prescrutarmos este novo estágio, a fortificação do Comitê dos países da OPEP representados por Venezuela, Argélia e Kuwait, e não OPEP com Rússia e Omã como delegados se mostra um objetivo fundamental. Estes dois blocos que já foram concorrentes, atualmente trabalham em conjunto e pode significar num futuro, uma unificação diante os ganhos com a governabilidade do mercado petroleiro vigente. Afinal enfrentar os Estados Unidos com objetivo de pautar a geopolítica do petróleo, exige no mínimo uma ação coordenada.

Fontes:

Correo del Orinoco

VTV

lademajagua.cu

Autor texto:

Tulio Ribeiro é graduado em Economia, Pós graduado em História Contemporânea, Mestre em História Social e doutorando em ¨Ciencias para Desarrollo Estrategico¨ na UBV-Caracas.

Autor do livro : A política de estado sobre recursos do petróleo, o caso venezuelano. Editora Pillares.2016.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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15 comentários

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Adao aquino

05 de outubro de 2017 às 21h56

Se a economia vai bem. Nao podemos dizer o mesmo da democracia,libberdade,direitos,eleicoes livres.deste dois governantes.Verdades republicanas q tem a primazia por nos; certo?

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Jorge Nascimento Nascimento

05 de outubro de 2017 às 21h23

O Brasil não foi expulso do BRICS só não está mais exercendo o papel de protagonista como era antes do golpe…porque se alinhou com os Americanos.
Os membros do grupo quer agora comprar tudo que podem do Brasil a preço de banana.

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Pedro

05 de outubro de 2017 às 14h52

Grande Nicolas Maduro…parabens..sempre na vanguarda. ..podia dar umas aulas aqui no Brasil. .pra nossa esquerda. ..como se enfrentar o imperialismo americano. ..interna e externamente

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Rogério Bezerra

05 de outubro de 2017 às 13h41

Tomara que esses acordos perdurem…
Mas fico preocupado… Nossa elite nacional sobreviverá sem disney, orlando, maiâme e todas as bugigangas que invadiram o Brasil?

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Miriam Andrade Guimarães

05 de outubro de 2017 às 16h31

Se o Brasil foi expulso, o que o Temeroso foi fazer na China?

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Sergio Roberto Annibal

05 de outubro de 2017 às 15h12

Onde há informação que o Brasil foi expulso dos BRICS?

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Ana Maria Salvador Pereira

05 de outubro de 2017 às 11h06

Desculpe-me por usar esse espaço para dizer que até agora não esta postado no blog o maravilho café com Wellington Calazans .

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Marcelo Agm

05 de outubro de 2017 às 13h10

Por muito menos eles bombardearam o iraque do finado sadam. Agora tem a russia na parada, o que pode fazer com que pensem duas vezes antes…

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João Batista Kreuch

05 de outubro de 2017 às 10h00

Muito interessante. Todas as medidas que garantam independência de qualquer tipo dos Estados Unidos deve ser louvada! Pena é a (ex-) nossa Petrobrás estar de fora disso….

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augusto2

05 de outubro de 2017 às 09h58

O RT lembra hoje em seu site, a respeito da independencia da Catalunha que, a ultima vez que algum pais usando violencia fez isso (o Kossovo) em relação á Servia, as forças aereas da OTAN que se baseiam na da USAF, bombardearam a Servia e partes do kossovo por 78 dias seguidos. E o Kossovo ficou ‘independente’. O maior sinal dessa INDEPENDENCIA kossovar foi que ali os USA construiam logo em seguida a maior base militar na Europa, a base de CAMP BONDSTEEL.
Isso mesmo.
E pergunta porque agora a OTAN nao bombardeia Madrid por ao menos 78 horas, ja que no Kossovo há o detalhe que nem referendo não houve?

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augusto2

05 de outubro de 2017 às 09h49

Esse acordo beneficia a todos menos as petroleiras franco-anglo saxônicas.
E os seguidores fieis delas, tipo Petrobrás do Temer.
Nota-se que esta faltando o Iran, o qual se enquadraria em algum ponto disso pela simples razao que, Teerã executa todos os dias uma luta geopolitica contra o Império e nao faria sentido excluir disso o petróleo.

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Liana Rabelo

05 de outubro de 2017 às 12h06

Pelo menos uma boa notícia

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Marcio Uetti Oliveira

05 de outubro de 2017 às 10h46

As moedas do texto são as russa, chinesa e indiana.
O Brasil foi expulso do BRICS

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Verde Aqua

05 de outubro de 2017 às 09h36

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Ierecê Avenia de Moura Mello

05 de outubro de 2017 às 06h31

Enquanto isso o Brasil escolheu se alinhar aos EUA,abandonando o BRICS.

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