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outubro 2017

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Em duro ataque ao dólar, Arábia Saudita pode vender o barril em yuan

Escrito por , Postado em Tulio Ribeiro

(Crédito imagem: mi-im-ru)

A geopolítica do petróleo se aproxima de uma data histórica. Assim como em 1974 que o acordo entre Richard Nixon e Rei Faisal passou a pautar o mercado com a convenção de vender o barril em dólar, se aproxima o dia de oficializar o yuan como nova moeda mundial desta atividade.

Segundo o economista estadunidense Carl Weinberg, diretor da ¨High Frequency Economics¨ em entrevista ao canal NBC ,¨o preço do petróleo em yuan está próximo e assim que os sauditas se movam aceita-lo(como os chineses obrigarão a fazer) então o resto do mercado de petróleo se moverá junto com eles¨.

Continuando nesta abordagem, Weinberg realça o que o mundo começa a perceber, ¨Pequim deve se tornar o jogador global mais dominante na demanda de petróleo, uma vez que a China está usurpando dos EUA a posição de maior importador do planeta(…) se deve prestar atenção nisto porque em um ou dois anos a demanda chinesa diminuirá a demanda estadunidense¨.

Em suma ao longo desta História, não restará outra posição ao líder da OPEP que não seja adotar o yuan como sua moeda de venda da ¨commodity¨, bem como para reserva de riqueza diante desta época de mudança.

Hoje os Estados Unidos consomem 20 milhões de barris por dia, todavia 12 milhões são produzidos internamente via petróleo tradicional ou gás de xisto acrescido do fornecimento do Canadá originado das areias betuminosas de Alberta. Resta buscar no mercado mundial, fora da Alca, 8 milhões.

Trabalhando com base do acumulado de 2017 até 23 de julho, a China importa por dia 8,44 milhões de barris sendo que a Rússia fornece 1,17 milhões seguida da Arábia Saudita com 940 mil barris.
Qualquer análise permite concluir que efetivamente o que a China adquire no resto do Mundo(fora Alca) é maior que os EUA absorve. Quando se examina estes dados, se percebe que aceitar o yuan é a forma mais viável de crescer na carteira de compra chinesa. Aliás este modelo já é adotado pela Venezuela e Rússia. Inclusive o país do Kremlin criou junto com Pequim em julho, um fundo de 10 bilhões de dólares(60 bilhões em yuan), com objetivo de facilitar pagamentos em rublo e yuan.

Este novo paradigma diminuirá a demanda por dólar entre 600 a 800 bilhões por ano, gerando uma valorização da moeda chinesa e uma inflexão na estadunidense. De maneira geral, uma explicação realista é que para Ryad a História não reservou escolha. Atrasar esta nova prática significa perda de mercado, bem como manter reserva de riqueza numa moeda que não será mais unanimidade na liderança do mundo. A História retorna a 1974, desta vez pra cobrar a saída do dólar.

Fontes:

www.preciopetroleo.net/petroleo-china.html

www.cnbc/2017/10/11/china-will-compel-saudi-arabia-to-trade-oil-in-yuan–thats-going-to-afect-the-us-dollar.html

Livros : A maldição do petróleo, Michaell Ross, Editora Citadel,2012

A tirania do petróleo , Antonia Juhasz, Ediouro 2009.

Autor:

Tulio Ribeiro é graduado em Economia,pós-graduado em História Contemporânea, mestre em História Social e doutorando em ¨Ciencias para Desarrollo Estrategico pela UBV- Caracas.

escreveu o livro: A política de estado sobre os recursos do petróleo ,o caso venezuelano.

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