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Em discurso histórico na UFRJ, desembargador Lédio Rosa acusa sistema de justiça e grande imprensa de fascismo

Por Miguel do Rosário

29 de outubro de 2017 : 10h03

Os internautas devem assistir a esse discurso do desembargador Lédio Rosa, de Santa Catarina, com muita atenção, assim como devem ler o último livro de Rubens Casara, “Estado Pós-Democrático”.

Lédio Rosa era amigo do reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, “suicidado” pela meganhagem lavajatista, que depois de promover um golpe de Estado que matou 54 milhões de votos, depois de destruir a engenharia nacional, e desmoralizar o país, agora se espalhou por todos os estados, qual metástase, para dar continuidade a seus espetáculos de sadismo bárbaro.

São denúncias escamoteadas pela imprensa fascista, justamente porque acusam a grande imprensa e o sistema nacional de justiça de, em nome do “combate à corrupção”, praticarem crimes hediondos contra as garantias e liberdades de todos os cidadãos brasileiros.

Essas duas fontes, o discurso de Cancellier e o livro de Casara, devem ser objeto de reflexão por todos aqueles que andaram entrando no jogo desonesto da mídia e passaram a idolatrar juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas, representantes mais destacados dessa geração de magistrados autoritários, corrompidos pelos holofotes, e inimigos da Constituição e da liberdade.

Marcelo Bretas, sempre é bom lembrar, condenou o almirante Othon Pinheiro a mais de 40 anos de prisão.

Quanto a Sergio Moro, os leitores do Cafezinho já sabem muito bem quem é: um mercenário da Globo e de interesses norte-americanos.

Não se trata de combate à corrupção coisa nenhuma, e sim de fomentar uma cultura do espetáculo que despreza as garantias e liberdades expressas na Constituição brasileira.

A grande imprensa cultiva o sadismo e todos os vícios mais perigosos da imaginação popular, com objetivo de promover caçadas judiciais espetaculares, as quais manipula de maneira lucrativa para alguns de seus patrocinadores.

O julgamento do mensalão e a Lava Jato são os exemplos mais escabrosos de ações judiciais que adotaram posturas fascistas e que, em nome de uma suposta luta contra a corrupção, acabaram não apenas por corromper profundamente o sistema nacional de justiça, como foram fundamentais – em especial a Lava Jato – para entregar as rédeas do país a uma perigosa gang de bandidos, sem a mais tímida preocupação com o bem estar da população.

Sempre é bom lembrar que a primeira iniciativa do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio Noronha, após o golpe, foi convidar Michel Temer e Aécio Neves para um jantar em sua casa. Depois de proferir inúmeros discursos e dar entrevistas em favor do impeachment, Noronha está liderando uma caçada a quatro magistrados do Rio de Janeiro, entre eles Rubens Casara, porque estes teriam se posicionado contra o impeachment.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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ALEXANDRE SAMPAIO

31 de outubro de 2017 às 09h15

Uma luta dura com esta situação mas não será inglória. Essa farsa não se sustenta.

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Marco Sousa

31 de outubro de 2017 às 01h03

Excelente, o discurso desse desembargador. Ora, Vivas!. Pelo menos, (um desembargador honesto)!!!.

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Meneses

31 de outubro de 2017 às 00h38

Olá Miguel do Rosário, sempre atenta aos seus artigos, admiradora fiel, hoje me atrevo a lhe pedir que assista ao filme The Lost Honour of Christopher Jefferies que está na NetFlix e no youtube, também creio. é um filme que se passa na Inglaterra em 2010 e que nos remete ao que estamos vivendo hoje no Brasil de maneira mais feroz. É um filme muiitoo bem feito e que assisti várias vezes e -creio eu- deveria ser visto por todos os amantes da democracia. Gostaria que você o indicasse também. Tenho certeza absoluta que você irá gostar. Grande abraço

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A Madeira - adv. em Brasília

30 de outubro de 2017 às 12h53

O em. Desemb. Lédio Rosa demonstrou CORAGEM, seu afastamento de qualquer nuance carreirista, para além de equilíbrio, força e superação da grande perda sentida por todos nós.

São homens como o em. Desemb. e Professor Lédio Rosa, de distinguido senso de dignidade, justiça e conhecimento profundo do Direito, que nos animam a prosseguir nessa jornada, na defesa do honesto, correto e justo.

Saúdo os dirigentes que fazem “O cafezinho” – esse importante veículo – esclarecedor das lastimáveis situações vividas no Judiciário brasileiro, infelizmente, implantadas a partir de Curitiba.

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Sebastiao marcelino

30 de outubro de 2017 às 08h59

Esses juízes, promotores, desembargadores e

Mesmo os “juízes do stf”, acredito que todos fizeram parte do golpe. Golpe esse comandado pelo regime estadunidense, como aconteceu em Honduras, paraguai

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Marcos Couto

30 de outubro de 2017 às 07h53

Perfeito!!!!!!!!!!

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José Américo Freire Júnior

29 de outubro de 2017 às 23h40

O pior é que nós mais longínquos fundos do interior do Brasil, juízes de 1° Instância abusam do poder, advogam para partes, vendem sentenças, não respeitam as prerrogativas de advogados, pretendem e perseguem desafetos de seus assessores, isso não é de hoje. São Desses, fazem filhos através de assédio sexual e não assumem filho, assediam diariamente seus funcionários através de PADs.
É o fim da picada!*sem correção e edição – Deuses, não assumem filhos do assédio – prendem por indicação – usam Facebook para se promoverem antes de sentença com trânsito em julgado expondo acusados.

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José Américo Freire Júnior

29 de outubro de 2017 às 23h35

O pior é que nós mais longínquos fundos do interior do Brasil, juízes de 1° Instância abusam do poder, advogam para partes, vendem sentenças, não respeitam as prerrogativas de advogados, pretendem e perseguem desafetos de seus assessores, isso não é de hoje. São Desses, fazem filhos através de assédio sexual e não assumem filho, assediam diariamente seus funcionários através de PADs.
É o fim da picada!

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Alex

29 de outubro de 2017 às 22h32

Fala sério.. além dele estar visivelmente desequilibrado pela morte do amigo, deixou sua ideologia de esquerda aplicar conceitos corretos em situações erradas. Lamentável.

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A Madeira - adv. em Brasília

29 de outubro de 2017 às 22h20

No plano das categorias jurídicas Direito é ciência social, racional, que opera no campo do ser; do direito posto, vigente, com métodos e postulados próprios e campo específico de atuação. Não se pode torcê-lo, distorcê-lo a bel talante de cada operador: seja ele advogado, promotor ou julgador.
Quando se peticiona ou se julga malferindo essas regras elementares, obra-se com pessoalidade, e o resultado nefasto é este que aí está, infelizmente.
Pior: sendo perigosamente imitado em proliferação de atos ilícitos, sem cessar, causando dor e destruição.
A próxima vítima poderá ser qualquer um de nós.
Isso tem que parar – há que se ter respeito pelas pessoas.
É uma exigência da razão, pois o único objetivo do Direito é a paz social.
Mais uma vez, minha solidariedade ao Desembargador neste momento tão triste para todos nós.
Saúdo o “Cafezinho” pela luta democrática na permanente busca e preservação de princípios básicos que devem nortear o proceder humano.

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Loui

29 de outubro de 2017 às 19h30

“Se o fascismo pudesse ser derrotado no debate, asseguro-lhe que nunca teria acontecido, nem na Alemanha, nem na Itália, nem em nenhum outro lugar …”

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Geison

29 de outubro de 2017 às 17h14

Eu tô percebendo que vcs são seguidores de: Santo Eduardo Cunha, Santo Sérgio Cabral, Santo Antônio Palocci, Santo Lula, Santo Michel Temer, Santa Dilma.
Na história desse país nunca tinha visto políticos dessa envergadura serem presos ou processado. Temer só não tá na cadeia porque o investigação dele não é em Curitiba.
Sou Nordestino e Pernambucano, o governo de Lula privilegiou muito meu estado, isso não faz com que eu não enxergue os erros cometidos por.
Temos de para de tratar as pessoas como deuses.

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A Madeira - adv. em Brasília

29 de outubro de 2017 às 15h48

HONESTO, LÚCIDO, CULTO, O EMINENTE DESEMBARGADOR LÉDIO ROSA, de Santa Catarina, deveria ser lido por todos os brasileiros de bem. Essa leitura faria toda a diferença para a mudança, tão necessária nas opiniões e comentários sem fundamento que inundam o noticiário, “baseadas” na “usina de ódio” instalada nas “investigações” e “julgamentos” que vem de Curitiba.
Juristas como Wadih Damous e outros iluminam este espaço democrático, clareando e separando os verdadeiros interesses investidos de grupos, dos lastimáveis episódios ocorridos, que, infelizmente, a maioria da população desconhece ou ainda não se deu conta.
Mas a verdade triunfará, sempre vem à tona e não tardará.
Já são vistas luzes brilhantes no horizonte.

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Conceição Mota

29 de outubro de 2017 às 16h24

A culpa é da Marisa!

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    Roseane Cristina Mazurechen

    29 de outubro de 2017 às 17h46

    Aff

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    Andre Massao Noce

    30 de outubro de 2017 às 03h33

    KKKKKKKKK… ser roubado por amigos é hilário… Geddel com R$ 51 milhões, Rocha loures com malas de dinheiro, cunha corrupto, com US$ 235 milhões…

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    Andre Massao Noce

    30 de outubro de 2017 às 03h33

    KKKKKKK… porque vc não ajuda a tua direita corrupta a devolver os R$ 2 trilhões de anistia dada aos teus amigos da direita corrupta…

    Responder

    Andre Massao Noce

    30 de outubro de 2017 às 03h34

    KKKKKKKK… tadinho do pato amarelo… é masoquista mesmo… adora pagar mico com seus comentários ridiculos…

    Responder

    Marcos Couto

    30 de outubro de 2017 às 07h53

    Tadinha da Conceição.
    Ela é burra.

    Responder

Mara Kiefer

29 de outubro de 2017 às 14h59

Brilhante!!!

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Agda Rossetto

29 de outubro de 2017 às 14h34

Eu assisti e fiquei é continuo indignada!! A justiça brasileira está mesmo no final, lamento!!

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José Mauro Silva

29 de outubro de 2017 às 14h23

Discurso histórico.

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