Entrevista de Haddad ao SBT

Alckmin. Foto: Alexandre Carvalho/A2img

Folha trabalha exaustivamente para viabilizar Alckmin na presidência

Por Tadeu Porto

11 de janeiro de 2018 : 17h26

Foto: Alexandre Carvalho/A2img

Por Tadeu Porto*

De repente, o assunto da política brasileira convergiu para a família Bolsonaro.

De um instante para o outro, o jornal Folha de São Paulo centrou suas armas no deputado carioca e disparou, dia após dia, contra: de suspeição de patrimônio incompatível, passando por megalômano e acusação de inflar dados, o jornal paulista também acusou o “mito” de receber auxílio moradia mesmo tendo apartamento fixo em Brasília.

Ok, desmascarar o Bolsonaro é bom e necessário nesses tempos de fascismo dando cria, contudo, quem acompanha a política brasileira mais de perto, certamente estranhou o momento que a Folha escolher para atacar o futuro presidenciável do PSL.

Afinal, denúncias de patrimônio acumulado ou auxílio moradia antigo poderia aparecer a qualquer momento. Há décadas “os Bolsonaros” estão por aí falando bobagens e há anos o patriarca da família tem pretensões presidenciais. O DCM do nosso querido Kiko Nogueira, por exemplo, em novembro do ano passado deu o mesmíssimo furo que a família Frias apresentou agora e a mídia tradicional não pareceu interessada.

Contudo, com o passar do tempo, a Folha escancarou seu objetivo: trabalhar exaustivamente para viabilizar Alckmin – o governador do seu estado – como candidato a presidente do país.

Não coincidentemente, no mesmo dia em que apontou a metralhadora para a família Bolsonaro e começou a atirar, o jornal paulista recebeu (e publicou) a notícia do PSDB de que o Alckmin precisava crescer entre 10% a 15% até abril para se viabilizar como candidato.

E parece muito bem ter assimilado o recado, pois, desde então, o jornal paulista engatou uma sequência de pautas positvas: acusou Temer de fazer propaganda com obra do Alckmin; deu espaço para o governador responder as pretenções do partido e as críticas de FHC e já lançou a coordenação da equipe econômica do tucado (Pérsio Arida).

Entretanto, mostrando que o partidarismo da mídia tradicional não tem limites – nem o seu golpismo – o jornal dos frias parece ter colocado a cereja do bolo no “empurrãozinho” [está mais para carregar no colo, mas empurrão fica mais legal no texto] à candidatura do governador: uma pesquisa “entre leitores” que coloca Alckmin a frente do Lula.

Vincular no jornal de maior circulação do país números que mostram o presidente do PSDB a frente do ex-presidente Lula (no caderno Poder de hoje, 11/01, Alckmin tem duas matérias incluindo a tal pesquisa), mesmo que numa pesquisa feita sabe-se lá com quantas pessoas ou qual método, não tem outro objetivo a não ser tentar alavancar o tucano.

Não tenho dúvidas que, daqui a pouquinho, o PSDB vai fazer um “meme” comemorando esse fato e a Folha dará ainda mais espaços para Alckmin “comemorar liderança entre os leitores da Folha”.

E a mídia vai jogando para todos os lados, de Alckmin a Huck, para tentar parar o fenômeno Lula.

Tadeu Porto é editor do Cafezinho e diretor da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense

Tadeu Porto

Colunista do Cafezinho e diretor da Federação Única dos Petroleiros e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense.

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6 comentários

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Sérgio dos Santos

12 de janeiro de 2018 às 10h12

A Folha deve ter tomado esta decisão com lágrimas nos olhos tapando as narinas, já que é uma empresa reconhecidamente pró-José Serra, que foi flagrado com 52 milhões de reais do patrimônio público nos bolsos.

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Jane

11 de janeiro de 2018 às 22h32

Do PSDB.. Os que roubam e não fazem! E ainda por cima têm garantia de impunidade. Só duas coisas são certas na vida: (1) a morte; e (2) a impunidade dos velhacos do PSDB.

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carlos

11 de janeiro de 2018 às 21h38

A regularização da mídia é urgente, que seja eliminada a irresponsabilidade da mídia puramente comercial,e se reconheça o papel da mídia social.

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Professor Mauro

11 de janeiro de 2018 às 19h45

Além disto a mídia ALIADA AOS DEMOLIDORES TUCANOS FOLHA DE SÃO PAULO, VESGA, GLOBO tenta esconder os escândalos do ROUBO ANEL, digo Rodoanel obras superfaturados que ultrapassaram 10 vezes orçamento e teve dois desastres não explicados na gestão do corrupto ar José chirico Serra, os escândalos das ambulâncias superfaturados do empresário Vendoim, o caso do TRENSALAO compra superfaturados de equipamentos com SIEMENS e ALSTOM, O desastre do METRÔ LINHA AMARELA (LINHA 4) que teve prejuízos de 2.5 bilhões de reais, a crise hídrica, O roubo da merenda escolar, os roubos das obras com a Tejofran no caso Manfred Von Ritchtofen diretor do DERSA que era testa de ferro dos tucanos e a conta SECRETA na Alemanha. E MUITOS OUTROS crimes abafados na assembléia legislativa de são Paulo

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André Pieroni

11 de janeiro de 2018 às 18h00

Além de esconder muito bem escondidinho o escândalo da merenda. Não funcionou em 2002, 2006, 2010 e 2014, com o mesmo Alckmin, Serra e Aécio, mas eles não desistem.

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