Bate papo com Joana Mortágua, deputada portuguesa!

Joana Mortágua à esquerda brasileira: “tem que ampliar o arco de alianças”

Por Miguel do Rosário

09 de Maio de 2018 : 14h19

Tivemos a honra de entrevistar uma das mais combativas parlamentares de Portugal, a deputada Joana Mortagua, do Bloco de Esquerda. Ela falou sobre o filme de Maria Augusta Ramos, O Processo, e disse que ele ajuda a entender que o Brasil viveu um golpe parlamentar. Mortágua disse que as forças políticas de Portugal estão atentas ao que acontece no Brasil, e que o país precisa de uma reforma dos meios de comunicação, para que haja mais pluralidade no debate de ideias. Elogiou o crescimento de espaços de resistência midiática e jornalística, como os blogs, e avaliou que uma das razões das dificuldades enfrentadas pela esquerda brasileira é consequência do fato de não ter democratizado a mídia. Em Portugal, a mídia é bem mais plural, contou Mortagua.

As fotos, direção e organização da entrevista são de Bruno Falci.

A deputada disse que a esquerda brasileira precisa ampliar o arco de alianças, em torno de propostas claras, e que precisa definir o inimigo comum, para ganhar as eleições. Essa foi a fórmula da vitória da esquerda em Portugal, disse ela.

Mortagua disse ainda que a esquerda portuguesa está atenta aos arbítrios judiciais cometidos contra o presidente Lula, e que, através da comunidade brasileira em Portugal, tem procurado ajudar a fazer a denúncia internacional de sua prisão política.

Assista ao vídeo da entrevista.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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Flávio

11 de Maio de 2018 às 18h27

Pois é, precisa de mais pluralidade mesmo, mas para a deputada, que teve seu visão do impeachment do senhora Dilma pelo filme, esse papo de golpe só cola na esquerda ibero – americana mesmo, na minha opinião a visão dela é limitada, tem pouco eco no geral em Portugal.

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Adalto

09 de Maio de 2018 às 20h19

Lula Inocente.
Lula Livre.
Lula Presidente.

Lula Inocente. Lula Livre. Lula Presidente.

#ELEIÇÃOSEMLULAÉFRAUDE

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Raquel Filipa Simas Carmo

09 de Maio de 2018 às 16h35

A Joana a dar essa entrevista, que bom <3

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NeoTupi

09 de Maio de 2018 às 15h32

Em Portugal não teve golpe e tem partidos de esquerda com bancadas que formam maioria no parlamento: Partido Socialista, Partido Comunista, Partido Verde, [Partido] Bloco de Esquerda.

Aqui o Partido Verde é direita golpista, o PSB deu o golpe e participou do governo Temer nomeando o ministro das Minas e Energia para privatizar a Eletrobras e entregar o RENCA. O PDT deu votos para o golpe. Ciro é a “esquerda” consentida pelo golpe, para esvaziar a liderança de Lula e do PT (o mesmo trabalho que Globo faz).

Então é muito diferente. Sobra PT, PCdoB, PSol e PCO, cujo desafio é aumentar as bancadas no parlamento para não ficar refém da direita caso ganhe a presidência.

Acho que a única saída de não rendição ao golpismo, é (com ou sem a pessoa do Lula) uma candidatura Lula-13 de cabo a rabo, de presidente a deputado. Outra candidatura Boulos-50 de cabo a rabo, de presidente a deputado. Outra Manuela 65 de cabo a rabo, de presidente a deputado. Para aumentar bancadas de esquerda e, ou ganhar ganhando, ou perder ganhando, como oposição forte e mobilizada.

O pior dos mundos é “ganhar” perdendo com Ciro ter de fazer governabilidade com a direita, e a gente eleger Ciro para irmos enfraquecidos e desmobilizados para a oposição no dia da posse.

Coligação com a direita por cima é rendição ao golpe. Só serve para burocrata partidário que quer cargos, mesmo sendo dentro do poder golpista, em vez de resistir, ganhando ou perdendo.

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