Miguel do Rosário analisa pesquisa CNT/MDA e aliança com Ciro Gomes

Por que o governo socialista em Portugal não deve ser exemplo para a esquerda brasileira em 2018?

Por Theo Rodrigues

12 de Maio de 2018 : 08h53

Por Theófilo Rodrigues

Nos últimos meses, importantes atores da esquerda brasileira sinalizaram favoravelmente à uma reedição, do lado de cá do Atlântico, de uma coalizão política semelhante à que oferece sustentação ao governo do Partido Socialista em Portugal.

Como se sabe, Portugal é governado desde fins de 2015 por uma coalizão política de esquerda conhecida como “a geringonça”. Essa coalizão, liderada pelo primeiro-ministro Antônio Costa, do Partido Socialista, conta com o apoio do Partido Comunista Português, do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes.

Em entrevista para o jornal Público, de Lisboa, Tarso Genro chegou a dizer que “a geringonça portuguesa pode ser inspiração para a nova frente de esquerda que o Partido dos Trabalhadores (PT) tem de construir no Brasil”. Seguindo por caminho semelhante, o sociólogo brasileiro Ruy Braga argumentou em artigo para o mesmo jornal Público que “o país necessita de uma “saída portuguesa”, precisa de uma geringonça”.

Não obstante minha simpatia ou afinidade teórica com os dois, peço licença para discordar pontualmente de Ruy e Tarso.

Como lócus a ser alcançado em médio prazo, a geringonça portuguesa pode, sim, ser exemplo, e servir de inspiração para a esquerda brasileira. No entanto, como estratégia de formação de coalizão eleitoral ou de governo seria, no mínimo, um suicídio para 2018. Vamos aos números.

Em Portugal, a Assembleia da República é formada por 230 deputados. Em 2015, o Partido Socialista elegeu 86 parlamentares, o Bloco de Esquerda 19, o Partido Comunista Português 15 e Os Verdes 2. Isso significa que essa coalizão de esquerda que oferece a sustentação parlamentar ao governo da geringonça possui 122 deputados ou 53% da Assembleia da República.

No Brasil, a Câmara dos Deputados é formada por 513 deputados. Hoje, o PT possui 60 deputados, o PSB 26, o PDT 20, o PCdoB 10 e o PSOL 6. Ou seja, todos os partidos de esquerda e centro-esquerda juntos contabilizam 122 parlamentares ou 23% da Câmara dos Deputados.

Muitos analistas sugerem que do resultado da eleição de outubro sairá um Congresso Nacional ainda mais conservador que o atual. Mas, pelo bem do debate, em um exercício “otimista” de conjectura, vamos supor que o Congresso em 2019 mantenha o mesmo perfil que o de 2018. Nesse cenário, como imaginar ser possível uma “geringonça brasileira”? Ainda que, numa hipótese remota, PT, PCdoB, PSOL, PDT e PSB se unam e elejam o próximo presidente do país, como que sua bancada de apenas 23% na Câmara poderia governar?

O presidencialismo de coalizão, termo cunhado por Sergio Abranches para definir o sistema político brasileiro, é cruel. Sem uma base governista na Câmara que supere o número mágico de pelo menos 50%, nenhum presidente terá estabilidade.

Ou se estabelece um tipo de geringonça brasileira que, fatalmente, levará o país a um novo impeachment em poucos meses, ou a esquerda reconhece sua fragilidade e opta por ampliar sua base de sustentação, momentaneamente, para incorporar a centro-direita enquanto tempos mais auspiciosos não chegam.

Em recente conversa com Miguel do Rosário, a jovem e brilhante líder do Bloco de Esquerda, a portuguesa Joana Mortágua, deu a dica: “em tempos de luta de resistência, como a que a esquerda brasileira enfrenta hoje, são necessárias alianças políticas amplas e capacidade de diálogo”. Se a esquerda brasileira avalia que os tempos são de resistência, como indicam suas resoluções, então sua opção tática não pode ser a do sectarismo e do isolamento.

Antes de construir uma “geringonça”, a esquerda brasileira precisa construir partidos eleitoralmente fortes e capazes de oferecer governabilidade congressual sem a dependência das legendas conservadoras. Com paciência histórica, um passo de cada vez, para não tropeçar novamente no ano que vem.

Theófilo Rodrigues é professor do Departamento de Ciência Política da UFRJ.

Theo Rodrigues

Theo Rodrigues é professor do Departamento de Ciência Política da UFRJ.

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25 comentários

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Eliane

14 de Maio de 2018 às 07h53

Mas não foi isso que o PT tentou fazer e contou com a oportunista oposição de PCB e PSOL? Nem precisamos falar em PSTU, ursinho do golpismo.

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Pedro

13 de Maio de 2018 às 21h07

Seguindo esse raciocínio, teríamos que desistir da campanha eleitoral de 2018 e esperar a fumaça se dissipar. Nunca. Com minoria no congresso ou não, tem que partir pra cima, tentar ganhar a eleição, fazer de tudo para eleger o maior número possível de políticos progressistas. Se for necessário um novo lulismo, que assim seja. O que não pode é desistir. A esquerda tem que partir pra cima, com geringonça ou sem geringonça.

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Márcio Martins

13 de Maio de 2018 às 21h03

Quem é responsável em última análise é o eleitor brasileiro…que sofram as consequências. Lula e Dilma fizeram muito com os congressos conservadores que o povo insiste em eleger. Não vejo mais saída.

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Assim Falou Golbery

13 de Maio de 2018 às 14h43

Lula e Dilma foram obrigados fazer acordo como até o que se saber ser mais nojento em política por não ter o voto das demais ¨esquerdas¨, o que teve até que eleger um vice golpista.Ou seja, não se uniram em torno do maior líder de esquerda de toda história do mundo, iriam agora se unir em torno de algum mequetrefe desses?

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Milton

13 de Maio de 2018 às 14h31

Com midia, igrejas, judiciário e capital financeiro em sintonia fina, tô achando que só resta abandonar o navio. Brasil é uma nau a pique.

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    Sergio Sete

    14 de Maio de 2018 às 08h41

    Minhas sugestões são: Coréia do Norte, Venezuela ou Cuba, nessa ordem.
    Boa viagem e uma maravilhosa vida para você e sua família em um desses países!

    Responder

ari

13 de Maio de 2018 às 12h39

A foto é emblemática, já que o artigo fala de esquerda e a imagem não inclui o PT mas inclui o Ciro Gomes
Porque o PT cederia lugar ao PDT, ao PC do B e ao PSOL, 3 nada no cenário político atual? Eles sim estão dividindo a esquerda, com candidaturas absolutamente inviáveis. O PT é disparado o preferido dos eleitores, tem o candidato que ganha no primeiríssimo turno, tem a maior bancada na câmara, etc, etc e querem-no a reboque de um Ciro Gomes?
De qualquer forma, não vejo muito em que as próximas eleições vão mudar o panorama atual já que, só em sonhos, a esquerda conseguiria fazer algo próximo de 30% pelo menos no congresso (não considero PDT e PSOL uma esquerda lá muito confiável). Daí que particularmente acho que o PT tem a chance histórica de tornar-se o grande partido das massas no Brasil e de fazer um trabalho de base visando 2022.

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Valcir Barsanulfo de Aguiar

13 de Maio de 2018 às 09h11

A foto mostra a pretensa esquerda se jogando nos braços da direita. Ciro Jereissatti não abandonará a direita nunca.

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Régis

13 de Maio de 2018 às 02h14

Enquanto vamos discutindo as prováveis coalizões de esquerda, o legislativo e judiciário vão sorrateiramente impondo novas mudanças nas leis, como a restrição do foro privilegiado dos políticos. No entanto, os juizes e promotores (entidades não eleitas) mantêm o foro privilegiado aos seus membros. Isso visa podar futuros representantes populares caso sejam eleitos. Foi assim com a ficha limpa. Se criminaliza o político, e dessa forma o privado se apodera das riquezas que deveriam ser da União para o bem da sociedade. Os políticos não representam o poder efetivo, esse poder real e absoluto está nas mãos de banqueiros privados anglo americanos que vão se apoderando de todas as riquezas reais e controlando todas as instituições do poder republicano. Eles são espertos, permanecem ocultos, e controlam seus agentes para dominar o mundo.

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Patrice L

12 de Maio de 2018 às 23h40

Como bem recordou a articulista da RBA, o Ciro não assinou manifesto em defesa do Lula e defendeu celeridade na decisão judicial que o levou à prisão.

Há, portanto, no ar, movimentação político-eleitoral em parte legítima, mas de outra parte de dar muita vergonha, como que a de times partilhando pontos e classificações que vêm -e só assim vêm- do fato de, na marra e no tapetão, tirar-se do campeonato o seu líder.

Afastamento ilegítimo, com gols de mão, com pênaltis inventados, com tudo.

Isso posto, não envolver-se de corpo e alma com o Lula Livre e Candidato (depois, em outubro, podem votar em quem quiser pra presidente) é, a meu ver, não só uma injustiça para com ele, Lula, como um gravíssimo erro para com a luta contra o fascismo e o Estado de Exceção.

Quem se preocupa com as pegadas que deixou ou deixará na História deveria parar e pensar melhor a esse respeito.

A geringonça, acho, tem que focar no Lula Livre, que é o melhor passo para a unidade da esquerda e derrota do golpe.

De não obstinarmos nessa causa democrática, que já taí posta, as consequências serão parecidas como as que estamos atualmente vivendo do fato de o Brasil não ter punido, como devia, os torturadores e assassinos de 64.

A citação acima do Ciro não é exatamente divisionismo. É, sobretudo, exemplificativa de alguém que sozinho não se viabiliza e identifica em um malfeito de Curitiba a oportunidade de crescer.

Não gosto também de ele macular o apoio e solidariedade prestados com diversos e compulsivos comentários que culpam as vítimas (Lula e Dilma) por seu estupro.

Não vejo frouxidão moral nem malfeitos em nenhum dos dois presidentes petistas. Talvez erros de avaliação.

Responder

Curió

12 de Maio de 2018 às 20h27

Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeda!
Que lá vem a geringonça feito madeira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Direita honesta ?
Esquerda honesta ?
Centro honesto ?
quá quá quá quá quá !!!!!!!!!!!!!!!!! Honestildo do santo!
Sinistro.

Responder

Ultra Mario

12 de Maio de 2018 às 18h43

Do jeito que está corremos o risco de nem irmos ao segundo turno.

Já pensou que beleza, Bolsonaro e Marina? Pode dar adeus a pre sal, leis trabalhistas, Eletrobras, menores juros, etc.

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Valcir Barsanulfo de Aguiar

12 de Maio de 2018 às 16h13

O que fazerr então? Já que não é possível alcançar uma maioria, deve -se desistrir a da luta. Nada é tãpo fácil, primeiro uecom a eleição de um candita com densidade eleioral igual apo LULA, pode sim, fazer uma reviravolta nos votos dos parçlamentares. O Negócio é ir a luta e pelejar até o fim. sem NUNCA jogar a toalha.

Responder

d va

12 de Maio de 2018 às 15h47

O difícil e colocar essas idéias na cabeça da esquerda brasileiro, principalmente a cabeça petista, que parece que subiu no salto e não quer descer de jeito nenhum. Uma pena pois seria uma solução maravilhosa, mas se a esquerda continuar a pensar como anda ultimamente, corre o risco de ter sua representatividade reduzida drasticamente

Responder

NeoTupi

12 de Maio de 2018 às 14h34

A maior vitória possível da esquerda é fazer pelo menos 1/3 da Câmara. Refiro-me ao PT, PSol, PCdoB e outros menores: PCO, PCB, etc, porque a maioria da bancada do PSB e PDT são fisiológicos.

Esse é o pulo do gato. Por que?

Porque é o necessário para convocar plebiscitos e referendos. Se ganha o poder executivo, tem a arma da governabilidade nos plebiscitos e blindagem contra impeachment e lawfare. Se fica na oposição tem a arma de bloquear retrocessos com plebiscitos. Em qualquer dos casos tem como empoderar o povo para fazer reformas via democracia direta.

Tendo essa arma na mão conseguem fácil adesão de 1/6 que faltam na bancada fisiológica para ter maioria de 50% +1.

Que estratégia de candidatura à presidência é melhor para a esquerda real eleger bancadas? Ciro supostamente puxando votos para todo mundo, para o centrão no mesmo balaio da esquerda real? Ou Lula-13 (com ou sem Lula) puxando votos para o PT, PCO e talvez PCdoB, e Boulos puxando para o PSol? Quem mobiliza mais o eleitorado para o lado da esquerda?

Está faltando pensamento estratégico na esquerda que defende abandonar Lula para aderir a Ciro.

Responder

Murilo Costa

12 de Maio de 2018 às 14h23

Penso que a tática a ser usada para ampliar a bancada de esquerda/centro-esquerda na Câmara Federal é a seguinte: os políticos desse campo que tenham perspectiva de grande votação abdiquem de se candidatar ao Senado e concorram à Câmara.

Isto faria com que, pelo coeficiente eleitoral, a bancada de esquerda/centro-esquerda elegesse um maior número de representantes.

Alguns nomes que vejo nessa situação: Wagner, Lindbergh, Gleisi, Dilma, Vanessa. Miguel do Rosário, em texto neste Cafezinho, sugere que o próprio Lula se candidate ao “baixo parlamento”, o que, sem dúvida, é muito interessante.

Para o currículo desses candidatos, pode até parece um retrocesso, porém, para o projeto de resistência, como a geringonça portuguesa, faz todo sentido.

Isto requer, inclusive, a reavaliação da política de alianças e de coligações. Usar a tática acima em Estados com coligação com partidos de centro/centro-direita pode favorecer a eleição de quintas-colunas.

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NeoTupi

12 de Maio de 2018 às 14h19

PSB deu golpe e participou do governo Temer. Há poucos anos cogitou fundir-se com o PSD do Kassab. Não é de esquerda nem que a vaca tussa. O PDT idem. Nem os netos do Brizola aguentaram continuar no partido.
Então hoje a esquerda tem de fato 76 deputados. PSB e PDT poderiam aderir, mas são tão fisiológicos quanto outros partidos que vierem a aderir também.

O PT desde que não abandone Lula e tenha uma candidatura que represente INCONDICIONALMENTE o Lula-13 vai crescer na Câmara. No Nordeste vai fazer barba, cabelo e bigode. Nas periferias e na classe média voltará a crescer:
Se errar bastante, elege uns 90 deputados em 2018 (é oposição a Temer, ao Golpe, defende os direitos dos mais pobres comprovadamente, e tem o recall do governo Lula).
Se errar pouco elege pelo menos 120 deputados em 2018.
Só não cresce mais porque as coligações regionais para montar palanques de governadores impedem uma disputa de votos mais acirrada com partidos da coligação.

O PSol vai crescer. Fará no mínimo 10 deputados, podendo chegar a mais de 20. O PCdoB também pode eleger entre 10 e 20 deputados, dependendo da estratégia.

Então a esquerda pode chegar a 160 deputados se errar pouco, com o PT mantendo uma candidatura Lula-13 (com ou sem Lula) e induzindo o eleitor a votar em Lula também para deputado, lembrando dos deputados que deram o golpe contra Dilma, mas salvaram o Temer, e que votaram contra o povo na reforma escravagista. Pode até surpreender elegendo mais do que isso. Juntando com dissidentes de esquerda de outros partidos (Molon no PSB do Rio e Aliel Machado no PSB do PR são dois exemplos) chega-se a mais de 1/3 da câmara.

Responder

Edson X. M.

12 de Maio de 2018 às 13h51

Eleição sem Lula é….
Golpe, Fraude, Farsa

Responder

    NeoTupi

    12 de Maio de 2018 às 20h18

    Eleição sem Lula-13 (com ou sem Lula) é suicídio.
    1) O eleitor de Lula se dispersa, indo votos para Marina Silva e até para Bolsonaro.
    2) O PT perde muito mais cadeiras do que o PSol ganha e o PCdoB ganham. O saldo é menos cadeiras da esquerda.
    3) Referenda o lavajatismo nas urnas (e por W.O.).

    Responder

Jochann Daniel

12 de Maio de 2018 às 12h44

Acho que estou de acordo.
Aliás
acho que o Brasil
está inviável
para a esquerda,
no momento.
Por causa das infames campanhas
da Mídia criminosa,
a qual é anti Brasil
e anti brasileiros:
>>>> 60% da população odeiam Lula
(e o esquerdismo),
e o têm como inimigo
>>>> 80% das classes sociais
mais elevadas
(a espinha dorsal de um país) >>> Idem
>>>> Os brasileiros,
mais que nenhum outro país
no Mundo
têm a Mídia
como totalmente
confiável.
Os brasileiros
jamais percebem
que a Mídia os engana
e os faz de idiotas…
Em resumo:
enquanto a Mídia
não for denunciada
como agente
de nossos inimigos,
os grandes interesses de dinheiro internacionais,
tá difícil.
Inclusive
para Ciro Gomes…………

Responder

    Jochann Daniel

    12 de Maio de 2018 às 12h57

    E mais:
    a Mídia traidora
    a serviço de nossos inimigos
    apoia e elege sempre
    os piores elementos,
    não só para a presidência
    (vide Aécio),
    mas,
    também,
    para as Câmaras, Senado, etc.
    É a Mídia contra o Brasil e os brasileiros,
    DESDE SEMPRE…………………..(Vide Getúlio Vargas,
    grande e heroico
    brasileiro…………………………… massacrado e assassinado
    (se suicidou)
    pela Mídia da época,
    ( jornal O Globo à frente)
    e sua infame e mentirosa campanha
    “Mar de Lama”

    Responder

Flávio

12 de Maio de 2018 às 12h22

Olha aqui na pagina vejo muita matéria extremamente apaixonada e menos voltado a razão, isso faz dessas matéria beirarem ao ridículo e perder credibilidade, mas queria elogiar e parabenizar essa aqui, excelente reflexão do momento triste que vive a esquerda no Brasil,e apresenta saídas, a democracia precisa de uma esquerda honesta uma direita honesta, assim como os do centro também honestos.
Novamente meus parabéns, e olha que nem sou de esquerda.

Responder

Adalberto

12 de Maio de 2018 às 11h24

Vamos pedir arrego e dar um tapinha nas costas de quem nos traiu? Partidos fortes? Com a atual lei eleitoral?

Responder

Francisco de Assis

12 de Maio de 2018 às 11h23

Miguel,
Postei comentário às 09:31 (início transcrito abaixo), que sumiu com refresh de página quase 2 horas após, às 11:23. Verifica, por favor, se o assistente, sendo mais realista que o rei, não censurou o comentário. Espero que não, a menos que a truculência por aqui agora só abra espaço para ciristas e para quem diz amém.
Um abraço,
– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
Francisco de Assis
12 de Maio de 2018 às 09h31

Seu comentário está aguardando moderação

Matéria em O Cafezinho às 08:53 de um sábado. Uau! Terá sido para mostrar a foto do Ciro Gomes?
(…)

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