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Notas internacionais (Ana Prestes) 05/11/18

Por Ana Prestes

05 de novembro de 2018 : 09h33

Notas internacionais (por Ana Prestes) 05/11/18

– O anúncio de Moro como Ministro da Justiça do governo JB repercutiu em toda a imprensa internacional, de charges a artigos, o tom usado foi: JB fará ministro o juíz que prendeu seu rival.

– John Bolton, conselheiro de segurança nacional dos EUA, em evento na última sexta (2) chamou Venezuela, Cuba e Nicarágua de “troika da tirania”, anunciou sanções e defendeu parceria com JB no Brasil, a quem comparou com  Iván Duque, da Colômbia.

– Rússia, China e Irã dão sinais de que apoiariam a Venezuela em eventual conflito regional.

– JB diz que Brasil poderá romper relações diplomáticas com Cuba.

– Política externa pró-Israel de JB pode prejudicar o superavit comercial de 7,7 bilhões de dólares que o Brasil tem com os países árabes, fruto ainda da cooperação sul-sul desenvolvida pelo governo Lula.

– Sobre os anúncios de política externa de JB, disse o diplomata Rubens Ricupero: “A política externa brasileira sempre teve como princípio a universalidade das relações. Nós procuramos ter relações com todos os países, qualquer que seja a orientação de cada um. É um imperativo da convivência entre as nações.”

– Rubens Barbosa, diplomata cotado para chanceler em um eventual governo PSDB, disse sobre os anúncios de JB: “o Brasil tem uma tendência a ter relações com todos os países e, no caso de Cuba, nós temos interesses lá. Exportamos para Cuba e fazemos investimentos lá.”

– EUA se preparam para as eleições legislativas que ocorrem amanhã, 6 de novembro. Vão eleger 435 representantes para a Câmara, 35 senadores e 36 governadores. Democratas são considerados favoritos para a Câmara e os republicanos para o Senado. É aguardada uma eleição maior de mulheres e negros.

– EUA devem voltar hoje com todas as sanções contra o Irã, que estavam suspensas como parte do acordo nuclear de 2015. O fim de semana foi de protestos no Irã. As sanções vão atingir toda a sociedade iraniana, que já está prejudicada desde o anuncio de rompimento unilateral do tratado, por parte dos EUA, no ano passado. Quase todos os produtos no Irã estão ligados à cadeia mundial de fornecimentos. A moeda nacional iraniana já perdeu 70% do seu valor no último período. Oito países foram “autorizados” a continuar comprando petróleo iraniano. Durante os protestos do fim de semana, iranianos comemoraram a tomada da embaixada dos EUA em 1979, durante a Revolução Islâmica.

– Continua em evidência nas manchetes internacionais o caso do jornalista saudita, Jamal Kashoggi, morto ao entrar em um consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia. Seus familiares fizeram pedido oficial à monarquia saudita para a devolução dos restos mortais, para procedimentos do funeral. Há, no entanto, informações de que o corpo pode ter sido desmembrado e até mesmo dissolvido em ácido.

– As fake news também tem sido instrumento auxiliar da direita xenófoba europeia. Partidos como a Liga Norte, da Itália, Reagrupamento Nacional na França, UKIP do Reino Unido ou o Fidesz da Hungria, tem baseado sua política altamente restritiva quanto à migração a um suposto “plano Kalergi” que teria como objetivo realizar uma “limpeza étnica” dos brancos no continente europeu e substituir por uma mistura étnica com outros povos. Kalergi foi um diplomata austro-hungaro que nos anos 20 do século passado propôs uma ampliação da noção de fronteiras na Europa. A referência a esse “plano” tem sido usada por autoridades em toda a Europa para justificar políticas desumanas com migrantes.

– Caravana de migrantes hondurenhos rumo aos EUA está em Puebla, no México.

– EUA e Coreia do Sul começam exercícios militares hoje, mesmo com as solicitações da Coreia do Norte para que parem os exercícios.

– Japão e EUA também fizeram exercícios militares neste final de semana.

– Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel visitou ontem (4) a Coreia do Norte.

– Segundo dados divulgados pelo Unicef, 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos estão em situação de desnutrição severa neste momento no Iêmen, que desde 2015 está sob ataque da Arábia Saudita.

*a imagem de Trump com os dizerezes “sanctions are coming” em referência as sanções contra o Irã que começam hoje, foi postada pelo próprio Trump em seu twitter.

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5 comentários

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Guimarães Roberto

05 de novembro de 2018 às 13h30

Os “Isteites” estão doidos para fabricar uma guerra, principalmente contra país detentor de grandes reservas de petróleo. Aqui não foi preciso nem ameaça, os entreguistas fizeram o serviço na certeza que não seriam responsabilizados.

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Paulo

05 de novembro de 2018 às 11h50

Acho precipitado o Brasil apoiar qualquer medida beligerante na América Latina, capitaneada pelos EUA. Há décadas tentamos forjar alianças, no Continente. Mesmo Cuba, Venezuela e Nicarágua, ditaduras ou protoditaduras, precisam ser tradas com cautela, por mais que nos apiedemos de seus povos…

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    Paulo

    05 de novembro de 2018 às 11h53

    Tratadas….

    Responder

Nivaldo

05 de novembro de 2018 às 11h49

157 das 200 principais entidades econômicas por receita são corporações e não países
As 10 maiores receitas corporativas excedem US $ 3 trilhões
Governo britânico pede apoio ao Binding Treaty para que as corporações prestem contas na ONU em Genebra esta semana

As maiores corporações continuam a acumular receitas muito acima da maioria dos governos, segundo dados compilados pela Global Justice Now. Comparando as receitas de 2017, 69 das 100 principais entidades econômicas são corporações e não governos. As dez maiores corporações – uma lista que inclui Walmart, Toyota e Shell, além de várias corporações chinesas – arrecadaram mais de US $ 3 trilhões no ano passado.

Quando se trata das 200 maiores entidades, a diferença entre corporações e governos se torna ainda mais pronunciada: 157 são corporações. O Walmart, a Apple e a Shell acumularam mais riqueza do que países razoavelmente ricos como Rússia, Bélgica e Suécia.

https://www.globaljustice.org.uk/news/2018/oct/17/69-richest-100-entities-planet-are-corporations-not-governments-figures-show

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Tao

05 de novembro de 2018 às 10h36

Marshall McLuhan chegou à fama durante os anos 60, mas lutou para comunicar uma visão alternativa usando a mídia padrão da época.

https://www.youtube.com/watch?v=x1GI8HN14Bg

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