Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Martha Rocha é deputada e já foi chefe de Polícia Civil do Rio. Foto: Divulgação (Crédito: )

Entrevista de Martha Rocha após atentado

Por Redação

14 de janeiro de 2019 : 15h26

Vale lembrar que Martha Rocha é uma das pré-candidatas do PDT para a prefeitura do Rio, nas eleições municipais de 2020. Como delegada e ex-chefe da Polícia Civil, Rocha tem um “perfil” bastante oportuno para tempos como o que vivemos.

***

Na CBN

‘Quando se atinge um membro do Estado, é a democracia que está em questão’

Deputada estadual e delegada, Martha Rocha (PDT-RJ) afirmou à CBN que, quando foi chefe da Polícia Civil, adotou políticas de enfrentamento à milícia. “Se entenderem que fui vítima de assalto, é inaceitável que os moradores estejam sujeitos a isso”, lamentou.

DURAÇÃO: 00:16:07

A deputada estadual Martha Rocha (PDT-RJ) disse, em entrevista ao programa CBN Rio, que recebeu, por meio do Disque-Denúncia, a informação de que segmentos de uma milícia planejariam um atentado contra a deputada. Ela afirma que recebeu a notícia em novembro, e notificou o chefe da Polícia Civil, o delegado Rivaldo Barbosa. Ela diz que não obteve retorno sobre a veracidade das denúncias nem sobre a apuração dos fatos por parte das autoridades.

De acordo com ela, ao informar as ameaças à presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente em exercício da casa, André Ceciliano (PT), convocou uma reunião com o então interventor federal no estado, General Walter Braga Netto, e o ex-secretário de Segurança Pública, Richard Nunes. “Os órgãos de segurança tinham ciência desta denúncia”, afirma. “Eu não fui a essa reunião para pedir escolta, eu falei com essas autoridades para que elas fizessem uma análise de risco”, afirma.

A deputada diz que não torce por nenhum tipo de motivação, mas que quer ‘saber apenas a verdade’. “Foi um atentado em razão das denúncias recebidas pelo Disque-Denúncia de um atentado à minha pessoa por conta de um segmento da milícia? Ou foi uma tentativa de roubo de veículo?”, indaga. “Minha gestão [como chefe da Polícia Civil do Rio] foi de enfrentamento à milícia. Então cabe aos órgãos de inteligência nos dizer se essa questão tem ou não fundamento”, afirma.

Martha diz que, se as investigações apontarem que ela foi vítima de uma tentativa de assalto, trabalhará para desenvolver políticas de segurança na região. “Não é admissível que um veículo esteja com, no mínimo, dois homens, um deles portando fuzil, de touca ninja, luva e roupa preta para roubar um veículo”, diz.

A deputada estava indo à igreja com a mãe, de 88 anos. Martha disse que o motorista, o subtenente reformado da Polícia Militar Geonisio Medeiros, percebeu a aproximação dos bandidos e tentou fugir. “Ele olhou para o retrovisor e eu vi uma expressão de preocupação nele e indaguei o que estava acontecendo. Eu olhei para trás e vi um Creta branco, com um fuzil no banco do carona, para o lado de fora”, conta.

Ela diz que os bandidos emparelharam o carro e um deles colocou o tronco para fora do carro pela janela e disparou contra o veículo. Medeiros foi atingido por estilhaços na perna. Ele foi medicado e liberado no Hospital Getúlio Vargas, também na Penha.

O carro que foi alvo dos tiros foi comprado por ela e era blindado. “Por ser uma profissional da segurança pública, eu entendi que deveria tomar alguns cuidados independente daquilo que os órgãos de segurança me oferecessem”.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

1 comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Alan Cepile

14 de janeiro de 2019 às 16h33

Isso pq teve alguém aqui no fórum que disse que não confia na segurança pública em governos de esquerda.

1) Marielle e Anderson assassinados a quase 4 meses e caso ainda sem nenhuma solução;
2) Freixo seria assassinado 2 dias depois de descoberta a trama;
3) Marta Rocha escapa de tentativa de assassinato;
4) Mais de 64 mil assassinatos no Brasil, recorde absoluto.

Quanta segurança no governo BozoTemer…

Responder

Deixe um comentário