Incêndios na Amazonia mobilizam governos do mundo inteiro

Foto: @PresidencialVen

Venezuela enfrenta nova tentativa de golpe (e considerações sobre a função política da comunicação)

Por Miguel do Rosário

23 de janeiro de 2019 : 20h03

A Venezuela enfrenta, no momento, mais uma tentativa de golpe de Estado. O conjunto de forças, a começar por membros da Casa Branca, que se mobiliza para derrubar o governo bolivariano é impressionante.

Torço para que a crise política seja superada com o mínimo de danos materiais e humanos. E que não implique em derrubada de nenhuma instituição política do país, o que apenas geraria caos, violência e morte.

Para evitar interpretações ambíguas, torço para que Maduro permaneça presidente, que a Assembleia Constituinte continue funcionando, e que o país atravesse mais essa crise da melhor maneira possível.

Entretanto, há alguns obstáculos que o próprio governo venezuelano poderia superar com certa facilidade. Por exemplo, o site oficial da presidência da república demora tempo demais para carregar. Pensei inicialmente que talvez fosse ataques hackers, mas não creio, porque já tentei fazê-lo semanas atrás, e era a mesma coisa.

De qualquer forma, após um tempo infinito, consegui acessar uma das matérias publicadas no site, chamando para uma vigília em torno do Palácio Miraflores, sede da presidência da república. É uma boa iniciativa. Foi com vigílias assim que o povo venezuelano reverteu o golpe tentado em 2002.

Ainda na mesma página, observo  ícones de redes sociais. Clico no ícone do Youtube, em busca de vídeos recentes sobre a crise no país. Quem sabe não encontro ali vídeos de Maduro, ou de alto membros do governo, ou de intelectuais venezuelanos, defendendo a revolução e explicando o que se passa no país?

Qual não é minha surpresa, ao me ver diante de um canal completamente abandonado?

O último vídeo do canal foi publicado há 4 meses, e teve apenas 28 visualizações. Alguns vídeos por tem 2, 4 7 visualizações, o que é o mesmo que nada. Provavelmente essas visualizações vieram da própria pessoa que os postou.

Ora, sabendo que um dos métodos principais de ataque político à Venezuela (e isso o próprio governo o afirma, repetidamente) acontece sob a forma de assédio midiático, o que tem sido, aliás, o modus operandi do imperialismo há bastante tempo, é incrível que o governo venezuelano menospreze os seus próprios canais de comunicação.

Esse é um problema cansativo da esquerda, no Brasil, na Venezuela, em toda parte. Na verdade, a Venezuela é até mais moderna que o Brasil neste sentido, visto que levou adiante uma lei de medios que tirou o governo bolivariano do isolamento interno. Mas, pelo visto, eles não entenderam que precisam aprimorar, muito, as técnicas de luta.

O governo venezuelano precisa de um porta-voz, que se comunique, por texto e vídeo, diariamente com o país e o mundo, e um canal internacional interativo, com o qual possa explicar, esclarecer, desmentir, todas as notícias negativas que saem na imprensa internacional sobre o tema.

Tudo isso custa tempo, esforço e recurso, mas é muito mais barato do que ser derrubado.

Durante todo o mandato da presidenta Dilma, nós a alertamos de que o menosprezo de sua administração pela comunicação direta com a população iria trazer imensos danos ao governo, podendo inclusive derrubá-lo. O governo jamais nos ouviu, e nunca tomou a iniciativa de fazer uma comunicação mais moderna e mais interativa. Hoje tenho a convicção de que um dos motivos pelos quais o governo Dilma foi derrubado tão facilmente foi o desastre absoluto de sua comunicação. E com isso não quero “passar pano” nos erros políticos e econômicos de seu governo, mas apenas enfatizar que esses mesmos erros poderiam ter sido evitados, ou corrigidos a tempo, se o governo tivesse construído numa comunicação que o permitisse ouvir melhor os especialistas, a população, o mundo enfim.

Ironicamente, quem está implementando, embora aos trancos e barrancos, uma comunicação revolucionária (conservadores também podem ser revolucionários; os militares não consideram, até hoje, que o golpe de 64 foi uma “revolução”?), consolidando pontes diretas com a opinião pública é Jair Bolsonaro. Isso explica porque, mesmo com toda a mídia detonando, rindo, atacando, criticando, mesmo assim ele conseguiu se eleger e mantém altos índices de popularidade, para estupefação da esquerda descolada e lacradora.

A esquerda conquistou diversos governos estaduais, governa cidades, exerce milhares e milhares de mandatos parlamentares país a dentro. Terá iniciativa de levar adiante projetos inovadores de comunicação?

O que vemos hoje é um cenário de incompetência absoluta, muito pior do que vemos na Venezuela.

O PT governa a Bahia, por exemplo, a vários mandatos. E o canal de Youtube do governo do Estado permanece subtilizado de maneira melancólica. Assim como o canal de Maduro, há inúmeros vídeos com números de visualização vergonhosos: 72, 37, 48. Isso só se explica pela total falta de inteligência investida na divulgação dos conteúdos, ou então pela própria qualidade dos conteúdos.

Se você entrar nas páginas oficiais de qualquer governo estadual, ou prefeitura, é a mesma tristeza e incompetência.

Para começar, os agentes políticos precisam gostar de comunicação. O político que não gosta de se comunicar está fadado, inexoravelmente, ao fracasso.

A Venezuela tem a Telesur, mas isso não é mais suficiente. O governo bolivariano precisaria investir mais pesado em comunicação, incluindo aí conteúdo em português.

A ideia que eu tenho da comunicação, por outro lado, não é de uma comunicação morta, de cima para baixo, tipo “propaganda do governo”. Não, eu penso comunicação como a função mais nobre da liberdade humana, como uma ferramenta democrática, uma via de mão dupla, que vê as dimensões do falar e do ouvir como uma coisa só, como uma síntese dialética. Comunicação que não ouve, que não interage, que não reage, não é democrática e nem eficiente.

Uma comunicação democrática e inteligente pode tanto ajudar o governo a vencer crises através da melhora de sua imagem junto à opinião pública, como também criando brechas, dentro do governo, que permitam a penetração de críticas construtivas que o façam mudar a si mesmo, tornando-se mais humano, mais democrático,  mais moderno.

Isso vale para qualquer corporação: Estado, partido, empresas. E vale também para indivíduos.

Sobre a Venezuela, o único canal onde se pode ouvir a versão do próprio governo venezuelano é a Telesur.  Mas, ao se tornar demasiadamente oficialista, a Telesur perde poder de influenciar a opinião pública internacional. Seria mais estratégico que o governo aperfeiçoasse seus canais de comunicação, e deixasse a Telesur mais solta, mais livre, para fazer uma comunicação mais equilibrada e crítica.

Não se pode esquecer que uma das funções políticas da comunicação social é coesionar a opinião pública. Se o orgão de informação não convence mais ninguém, então não adianta grande coisa que esse órgão “defenda” o governo. Por fim, o órgão não ajuda nem o governo que ele pretende defender, nem a si mesmo, nem a ninguém.

Esses princípios de teoria de comunicação deveriam ser conhecidos a fundo pelos agentes políticos, notadamente aqueles pertencentes a regimes democráticos ou que aspiram ser democráticos, ou que precisam de apoio popular, dentro e fora do país.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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29 comentários

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Sanches

24 de janeiro de 2019 às 20h55

Alguns empresários começam a boicotar o governo maduro e iniciam a jogada de desabastecimento de mercadoria. Já estão mostrando supermercado com prateleiras vazias. Parte da elite venezuelana é tão vassala quanto a brasileira.

Responder

    Nelson

    25 de janeiro de 2019 às 18h01

    Amigo. O boicote empresarial ao povo venezuelano já vem de anos, não começou agora. As sabotagens nas geradoras e linhas de transmissão de energia elétrica e também nas de comunicação telefônica são constantes.

    O Sistema de Poder que domina os EUA desfere guerra total contra o povo venezuelano. O objetivo é, muito mais do que derrubar Maduro. É fazer com que o povo irmão desista do caminho de soberania e autodeterminação que escolheu desde que elegeu Hugo Chávez, em 1998.

    A História nos ensina. Cubanos, nicaraguenses, iranianos, vietnamitas, iraquianos e outros tantos povos sofrem ou sofreram na carne o castigo pela ousadia em seguir um caminho próprio, não tutelado pelo império.

    O povo que ousar destoar do determinado pelos que arvoram “donos do mundo” sofrerá o inferno na Terra. É enfrentar, com coragem e galhardia o açoite do Sistema que citei ou acostumar-se a viver eternamente genuflexo.

    Responder

Osiris

24 de janeiro de 2019 às 16h23

Pô Miguel!!! ACORDE!!!!

Maduro, F. Castro, Kadafi, Stalin, Pinochet, Hussein, Mussolini todos da mesma laia!!!!

São todos grandes ídolos do petralhada!!!

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Tulio

24 de janeiro de 2019 às 10h53

Miguel, a esquerda em geral não quer nem saber de comunicação. Vc é uma excessão. No seu site as opiniões são respeitadas, o contraditório tem um largo espaço e é sempre bem vindo. Porém, em todos os outros sites de esquerda não existe esta abertura. Blogs como 247, DCM, Esmael, Cidadania, Tijolaço, e tantos outros te excluem, bloqueiam e não aceitam comentários que não endeusam os bandidos condenados. Na boa, mas comunicação nunca foi intetesse para estes sites. Por isto que a maioria das pessoas nem procuram mais estes blogs. Me informo atualmente por dois sites, Cafezinho e Antagonista, dois exemplos de liberdade de expressão e da democracia.

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    Batista

    24 de janeiro de 2019 às 11h47

    Cafezinho e Antagonista… Só rindo, Miguel.
    Acorda!

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      ari

      24 de janeiro de 2019 às 12h16

      Um cara seguramente bem informado, sem dúvidas. Posso ser solidário na risada?

      Responder

        Roque

        24 de janeiro de 2019 às 13h51

        Vc pode rir a vontade, afinal, só resta isto para vcs depois da surra que o Bolsonaro deu no Ruindad… E continue se informando pelo 247, DCM, Tijolaço e outros sites pixulequentos. A esquerda ainda não entendeu o recado das urnas. Continuam agarrados na alienação política, vão tomar pontapé no traseiro em todas as eleições, no sul, sudeste, centro oeste e algumas cidades do norte. Apenas no sofrido nordeste é que ainda conseguem iludir os analfabetos e os esfomeados…

        Responder

          Carlos Eduardo

          24 de janeiro de 2019 às 15h15

          Vai bozo invadiu a área bateu é goooooooool

          kkk…. Ari, sou solidário à risada tb, tamo junto nessa!! rsrsr

          Maurílio Granjeiro

          24 de janeiro de 2019 às 22h00

          Vc é MILICIANO ou da FAMIGLIA BOZO
          Meu garoto meu paipai
          bandido bom é BOZO MORTO
          Não é isso

Alguuem me Explique

24 de janeiro de 2019 às 09h21

Milhoes de Venezuelanos famintos atravessando a fronteira, milhoes de manifestantes nas ruas contra Maduro. milhoes de mortes por fome e falta de atendimento em hospitais, e o problema é a falta de vídeos no youtube? Lógca esquerdista é sempre “fascisnante”, querem manter o poder nao importa o que.
Pela lógica do Miguel, Maduro deveria fechar mais uns 2 hospitais para pagar uma grande campanha no youtube e outros blogs comprados….. Nao é a toa que onde tem socialismo, tem morte.

Responder

    Paulo

    24 de janeiro de 2019 às 09h52

    É a contra-narrativa. Por aqui, temos a narrativa da condenação sem provas…

    Responder

Roque

24 de janeiro de 2019 às 08h57

Quer dizer que tudo de errado, roubos, desvios, a corrupção generalizada nas estatais, enriquecimento ilícito dos amiguinhos do rei, que os governos de esquerda fizeram, podia ser resolvido com uma simples comunicação?? É por isto que a esquerda perdeu e vai continuar perdendo as eleições…

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vicente

24 de janeiro de 2019 às 08h05

Os EUA estão tentando fazer igual ao que fizeram no Iraque:
Tirar um presidente que mantém as maiores reservas de petróleo do mundo sob controle do Estado, privatizar para empresas dos EUA e ir embora, deixando o povo sem governo, sem petróleo e sem dinheiro. Que bonzinhos são os EUA…
E tem burro no Brasil apoiando isso ainda.

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Nelson

23 de janeiro de 2019 às 23h38

Então, Manuel Zelaya “quis dar um golpe promovendo um plebiscito”? Perguntar ao povo é golpe?

Cara, na boa. Tu mostras que és daqueles capachos que gostam de rastejar aos pés do império dos Estados Unidos. És, portanto, sério candidato a ser aceito no sorteio do soldo a ser pago pela CIA, a NSA, a NED ou qualquer outra dessas tantas agências criadas pelo império para corromper o máximo possível de gente ao redor do mundo.

Isto mesmo. Candidato ao sorteio, pois a capachos assim, os yankees nada garantem; é preciso humilhar-se, rebaixar-se mais e mais para ter direito a disputar algumas migalhas que eles oferecem a seus serviçais.

Responder

Vladimir

23 de janeiro de 2019 às 23h30

Perfeito Miguel. Descontando uns direitistas pouco alfabetizados, este blog fala o que deve ser falado. A falha da esquerda na comunicação é suicida. Hoje, conforme a Telesur, Maduro teve a seu favor enorme manifestação popular. Centenas de milhares de pessoas o apoiaram. No entanto, na nossa imprensa e na dos países europeus, etc., só aparecem as manifestações contrárias. Dando a entender que Maduro estaria isolado, sem apoio. O que não é verdade. Visível está nisso tudo a articulação externa do golpe em andamento, a partir do governo Trump-Pence.

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Paulo

23 de janeiro de 2019 às 22h54

À direita e à esquerda, a comunicação segue sempre uma via de mão única, e pouco afeita à democracia liberal, com raras exceções (que se tornam marginais): a de patrocinar os mandatários de plantão…eu torço muito para que as FFAA da Venezuela acordem para a situação de excepcionalidade que vive o país. Fora dessa alternativa de força, não há saída possível para os nossos “hermanos”…

Responder

    Paulo

    23 de janeiro de 2019 às 23h04

    Aliás, rememoro aqui a grandeza humanista e patriótica de Jango, que preferiu a deposição arbitrária ao confronto fratricida entre brasileiros (confronto com que Brizola o contemplou, com a resistência do III Exército, mas que, para a sorte da biografia de ambos, foi recusado). Maduro deveria considerar essa hipótese, tivesse um mínimo de consciência histórica. Mas seu envolvimento com o narcotráfico o tornou um pária, para a comunidade internacional, o que dificulta uma saída negociada…

    Responder

      Nelson

      23 de janeiro de 2019 às 23h57

      “Mas seu envolvimento com o narcotráfico […] Quem é que te contou que o Maduro está envolvido com o narcotráfico?

      Aposto que foram os mesmos que tentaram nos convencer de que Kadafi repassou milhares de comprimidos de Viagra a seus soldados, para que estes saíssem a estuprar as mulheres de seu próprio povo.

      Ou os mesmos que tentaram nos convencer de que as tropas de Sadam Hussein tinham atacado hospitais do Kuwait matado bebês em incubadoras e apunhalado mulheres grávidas.

      Ou ainda os que inventaram um ataque ao destróier Maddox, no Golfo de Tonquim, para justificar o início das hostilidades contra o Vietnam do Norte.

      Se você se dispusesse a buscar informações em meios alternativos não estaria a repetir o que o Sistema de Poder que domina dos Estados Unidos querem que as pessoas acreditem seja o espelho da verdade.

      Veja o que o jornalista estadunidense, Jeremy Scahill, nos conta acerca das “boas ações” do 41° presidente de seus país, George H W Bush, morto no final de novembro passado:

      “No período prévio à Guerra do Golfo de 1991, poderosas firmas estadunidenses de relações públicas organizaram uma campanha para convencer o mundo de que os soldados iraquianos haviam entrado em hospitais kuwaitianos e matado bebês em incubadoras e apunhalado mulheres grávidas. Esta campanha, baseada inteiramente em fi cção, […] contou com a declaração de uma jovem kuwaitiana que reprimia as lágrimas enquanto afirmava haver sido voluntária em um hospital do Kuwait, onde presenciou essas atrocidades.”

      “O que não se disse ao público estadunidense […] foi que essa jovem era a fi lha do embaixador kuwaitiano nos Estados Unidos. Tudo estava orquestrado por essas firmas estadunidenses de relações públicas; essa menina não havia presenciado nenhum desses falsos crimes. Porém, as mentiras se repetiam uma e outra vez quando Bush pai defendia a guerra. George H W Bush se utilizou da falsa história da incubadora ao menos seis vezes em público, enquanto pressionava a favor da guerra contra o Iraque.”

      Você pode ler muito mais em https://www.rebelion.org/noticia.php?id=250194, “George H.W. Bush (1924-2018): un criminal de guerra estadounidense”.

      Leias. Você se dará conta do quanto a mídia hegemônica mente ou esconde as informações da grande maioria das pessoas.

      Responder

        Paulo

        24 de janeiro de 2019 às 00h08

        Há democracia em Cuba ou na Venezuela? Sim ou não?

        Responder

          Nelson

          24 de janeiro de 2019 às 09h22

          Foram 25 consultas populares, entre eleições e plebiscitos, em quase 20 anos de bolivarianismo. Me diga. Em qual país do mundo tivemos algo parecido?

          Ah, me esqueci. “Bem informado” pela mídia hegemônica e seus comentaristas, supostos especialistas em tudo, você vai, muito provavelmente, contestar e dizer que foram eleições e plebiscitos manipulados pelo “regime”. Aliás, “regime” é uma palavra muito usada por essa mídia para procurar difamar governos que não se submetem aos ditames do Sistema de Poder que domina os EUA.

          Aliás, se tu quiseres ler um pouquinho mais sobre quem realmente controla o tráfico de drogas no mundo, dá uma olhada no que nos conta o professor canadense Michel Chossudovsky em seu artigo ”
          Quem beneficia com o tráfico do ópio do Afeganistão?”. O artigo está disponível em https://www.resistir.info/chossudovsky/opium_trade_p.html.

          Sim, está disponível na mídia alternativa. Na mídia hegemônica é que não seria, pois é defensora intransigente do sistema. Tal mídia vive à base de dinheiro. Como diz apropriadamente o economista estadunidense Paul Craig Roberts, são “presstitutes”.

          Paulo

          24 de janeiro de 2019 às 09h51

          Mas e a pergunta? Por favor, apenas sim ou não!

          Tulio

          24 de janeiro de 2019 às 11h41

          Kkkk, enrolou, enrolou e não respondeu a simples pergunta… Típico militante Nutella.

        ari

        24 de janeiro de 2019 às 12h29

        Nelson, infelizmente vc perde seu tempo. Não, não perde pois eu não conhecia a matéria do link dado por você sobre Bush.
        Estima-se que, desde 1945, os USA sejam responsáveis por 20 a 30 milhões de mortes pelo mundo, provocou golpes ou interviu em dezenas de países com resultados desastrosos para seus povos, apoiou e continua apoiando ditaduras sanguinárias, e por aí vai. Sadam era um ditador mas seu governo tinha o melhor programa social da região e uma indústria florescendo. Os USA causaram até hoje 1 milhão de mortes aproximadamente, destruíram o país e programas sociais e indústria foram para o brejo. A Líbia de Gaddafi tinha o melhor IDH do norte da África e hoje o país está jogando nas mãos de grupos armados diversos. Estimam pessoas mais sábias do que eu que, se em 1964, as reformas propostas por Jango tivessem sido implementadas, estaríamos hoje anos luz melhores do que estamos. E a reforma agrária proposta por Celso Furtado teria nos livrado dessa coisa chamada latifúndio e seu imenso poder destruidor. E falam de fraude nas eleições venezuelanas – mais uma mentira – e esquecem por aqui chegaram a cassar 3,4 milhões de título e outras barbaridades com total omissão de nosso judiciário

        Responder

          Nelson

          24 de janeiro de 2019 às 23h13

          Bastante pertinentes as tuas observações, Ari.

          A questão é que a coxinhada, pataiada, trouxaiada, os mínions, se recusam a ler qualquer coisa que destoe, minimamente que seja, do “alcorão” no qual acreditam. Tal qual cavalo de padeiro, eles olham só em uma direção. A diferença é que, no caso do equino, ele é obrigado pelo dono a adotar esse comportamento, enquanto no caso dessa patota é opção mesmo, “cegueira intencional”.

Justiceiro

23 de janeiro de 2019 às 20h32

Por que golpe, Miguel? Você acha que Maduro tem legitimidade?

Ora, houve eleição na Venezuela para renovar o Parlamento, a oposição fez maioria e o que Maduro fez, junto com o judiciário comprado? Não reconheceu a eleição e inventou uma assembléia constituinte só com seus apoiadores.
Só isso já bastaria para Maduro ser impinxado por desrespeitar a CF do seu país.

O cara muda calendário eleitoral ao bel prazer, manda prender opositores – esses, sim, são presos políticos -, fraudou a eleição, mudando zonas eleitorais na véspera da eleição para presidente, isso onde ele sabia que iria perder.

Com tudo isso, você acha que Nicolás Maduro tem legitimidade?

Responder

    marco

    23 de janeiro de 2019 às 23h16

    Prisão de candidatos da oposição,indicios de fraude eleitoral,cancelamento milhares de titulos eleitorais ,judiciário “comprado”.
    Tá falado do Brasil ou da Venezuela.

    Responder

    Alan Cepile

    24 de janeiro de 2019 às 10h36

    Já tá na hora do Maduro dar o fora sim, mas que não assuma um “americano” que venda o petróleo a $1,35 o barril que custa $60, afinal, a Venezuela não é o brazil.

    Responder

Janes

23 de janeiro de 2019 às 20h28

Desgoverno bolzonazi desrespeita a constituição impeatchment JA!

Responder

    Justiceiro

    23 de janeiro de 2019 às 20h40

    Por que Bozo desrespeitou a Constituição e merece ser impinxado? Por se meter no governo de outro país? Mas isso Lula fez antes, quando se meteu no caso de Honduras, apoiando o presidente Manuel Zelaya, que quis dar golpe promovendo um plebiscito, o que a CF daquele país proíbe e, inclusive, aplica a pena de cassação ao presidente que propor tal ato.

    Dilma também se meteu em assunto externo, quando se juntou a Cristina Kirchnernn e, juntas, expulsaram o Paraguai do Mercosul só porque o parlamento daquele país impixou Fernando Lugo. O cara foi julgado pelo parlamento, com anuência da Suprema Corte, foi cassado, inclusive, com votos do próprio partido mas Dilma achou que o parlamento não podia impinxar Lugo.

    Responder

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