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Neoliberalismo e pobreza na Argentina de Macri

Por Tulio Ribeiro

07 de abril de 2019 : 22h09

Sob muitos aspectos a Argentina é uma nação que desperta uma admiração em nosso continente. Muito especialmente pela forma que construiu uma sociedade baseada na educação e um alicerce de qualidade de vida. O período recente do social-desenvolvimentismo na nação ocorreu nos anos Kirchners, entre 2003-2015.

Em 2015 quando Cristina Kirchner finalizava seu governo, a Argentina era o país com maior desenvolvimento humano da América Latina. O país tinha passado da 49ª para a 40ª colocação na nova edição do Relatório sobre Desenvolvimento Humano da ONU publicada em 15 de dezembro daquele ano.

Junto com o Chile (42ª), a Argentina fazia parte de um grupo de países com desenvolvimento “muito alto”. A lista era encabeçada pela Noruega, Austrália, Suíça, Dinamarca e Países Baixos. O índice de desenvolvimento humano (IDH) é uma média entre a esperança de vida, o número de anos de educação e a renda per capita. Para a Argentina, esse número era 0,836 (sobre uma escala de 0 a 1; quanto mais se aproxima de 1, maior é o nível de desenvolvimento humano).

Argentina melhorava em todos os aspectos de seu IDH naquele período.
O país subiu seu IDH em 23,8% a partir de 1980. O país vinha avançando progressivamente todos os anos, até que deu um grande “salto” da 49ª para a 40ª colocação.

A esperança de vida ao nascer chegava a 76,3; tinha ascendido 6,8 anos de 1980 até final do governo CFK. A média de anos de educação da população era 9,8 e a “esperança de escolaridade” de uma criança ao nascer é de 17,9 anos, pulo positivo de 6,6 anos a partir de 1980.

A renda bruta per capita da Argentina estava no patamar de US$ 22.049, medida em valores constantes por paridade de poder aquisitivo, aumentado na ordem de 54,5% desde de 1980.

A chegada de Mauricio Macri e seu projeto de extremo liberalismo não tinha mérito algum, sem lastro para gerar desenvolvimento, levou o país a 47,6% de inflação , o dólar de 9,5 para para 48 pesos .O reflexo devastador levou a destruição da condição de vida da população, com a privatização das empresas, dolarização das tarifas com avilamento da renda e livre remessa cambial. A Argentina chegou ao ‘default técnico’ e voltou aos anos de 1995 hipotecando sua soberania ao FMI. O IDH perdeu 7 posições(49) aos O,825.

Na medida que se confronta a realidade de hoje, um em cada três argentinos vive abaixo da linha da pobreza (32% da população) e a maioria come apenas uma vez por dia.

É difícil encaminhar qualquer entendimento que não se reporte ao efeito avassalador para um país que no meio do século passado foi considerado o celeiro do mundo, e uma das economias mais dinâmicas. Neste momento segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (INDEC), mesmo com apoio do sistema financeiro internacional, mostra que o país tem a segunda inflação do continente, perdendo pra Venezuela que sofre uma guerra econômica.

Os reflexos dos anos Macri é inquietante, segundo a Pontifícia Universidade Católica da Argentina , no final de 2018, pelo menos 3,4 milhões de pessoas estavam sofrendo de insegurança alimentar. Um em cada três argentinos é pobre devido à crise econômica. Sim, a Argentina tem fome! Declarou assim um argentino registrado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância:

Criança argentina bebe água de uma poça
“Nós adultos jantamos mate cozidos. Se houver comida,que seja para as crianças”

A burocracia quando trata demoradamente as demandas dos mais necessitados e a facilita para o grande capital, é uma das causas da pobreza. Além disso a dolarização das tarifas para garantir rentabilidade aos estrangeiros, fez o preço do gás subir mais de 1.000% nos últimos três anos, e os alimentos, transporte e gasolina continuam a aumentar.

O primeiro episódio de recessão ocorreu em 1975, antes do golpe militar, e a economia permaneceu instável até os anos 90, quando apresentou recuperação. No entanto, o endividamento foi crescente e estourou em dezembro de 2001 com o chamado ‘cacerolazo’, uma revolta popular motivada por superendividamento, falta de liquidez e fuga de capital.

Foi quando entrou em cena o Fundo Monetário Internacional (FMI), que, na opinião de alguns analistas, ao invés de mitigar o déficit, acabou aumentando a dívida externa.

A instabilidade e fluxo negativo de dólares , oriundas por remessas ilegais feita pelo empresariado, mantém um sentido de desconfiança dos argentinos em relação à moeda nacional, que sofreu uma desvalorização constante nos últimos 40 anos e acabou posicionando o dólar como a melhor alternativa para as finanças locais.

A administração neoliberal mesmo mantendo uma taxa de dolarização de 70% (uma das mais altas da região), não salvou o país. Em verdade a destruição das empresas nacionais impede uma produção suficiente em dólares para sustentar o que consome. Diante da estagnação, Macri governa se endividando, emitindo moeda e títulos, destruindo a renda da sociedade argentina. Atualmente a dívida, do estado de Buenos Aires de gestão macrista , está em 70% da receite e com 80% dolarizado.

O desgoverno de Macri, mesmo com apoio internacional, em muito supera a crise no segundo período de Cristina, em 2011. A economia tinha estagnado novamente, porque com crescimento dos gastos públicos em relação às receitas, o nível de consumo evoluindo com uma política expansiva, elevou os níveis que recriaram a falta de dólares. O sistema financeiro procurou atingir o governo desenvolvimentista de Cristina Kirchner, percebendo esta âncora de escassez cambial.

A saída dos capitais que financiaram o país, inclusive da família do presidente, permitiu uma desvalorização da moeda uma troca de patamar de 20 para mais de 48. O aumento de preços resultou em uma nova recessão que forçou Macri a exigir o retorno do “odiado” FMI, com um valor de ajuda de 56 bilhões de dólares, sendo que 38.9 foram desembolsados apenas para pagar as empresas estrangeiras.

São resultantes da gestão de Macri , 5,5 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza onde 42% são crianças ou adolescentes. Uma pobreza que já era alta em 2017 de 28,6%, agora chega aos 32%. Uma indigência que era insustentável em 2017 ,com 6,2% e agora atormenta diariamente 6,7 % da população. E por fim um salário mínimo em torno de 280 dólares, para uma necessidade de 620 (Unicef, Indec, AFP).

Por enquanto, Macri tenta suportar os protestos que começaram em janeiro e estão ficando maiores. O pedido dos argentinos é claro: mudança na política, economia e declarar a emergência alimentar. Cristina Kirchner vence em todas pesquisas para eleição de outubro (2019) um Macri sustentado pelos rentistas, e assim como ele, com fortunas escondidas no Panamá.

Diante do forte contraste entre o desenvolvimentismo e a recessão, os argentinos mais uma vez aclaram ao continente o que tem de melhor em sua postura. A coragem de não desistir, de tomar as ruas ecoando cânticos que a ‘Casa Rosada’ não pode deixar de ouvir. São sindicalistas, movimentos sociais e estudantes, que mais uma vez nesta semana, enfrentaram um projeto que ao eleger o neoliberalismo, condena a população a pobreza, hipotecando o futuro ao FMI. A recolonização do século XXI precisa ser vencida, e assim a Argentina volte a nos encantar.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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25 comentários

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LUPE

08 de abril de 2019 às 12h14

Caros leitores

Se Cristina Kirshner fez bom governo
eu não sei.

Sei que os Kirshner eram ,
como Lula e o petismo eram e são,
“inconvenientes” aos nossos inimigos,
principalmente
os nossos (superpoderosos) inimigos
estrangeiros.

O que sei
é que
“neo liberalismo”
quer dizer : >>>>>>>>>>>>>>ME DÊ
SUAS LUCRATIVAS EMPRESAS ESTATAIS
E EU TE PAGO
UMA NINHARIA POR ELAS
(assinado , SEUS INIMIGOS ).

A Grande Mídia
(Todas as TVs , TOdos os jornais, Toadas as rádios, Todas as revistas do tipo Veja
colaboram e vão colaborar
para que você pense
que está se livrando de algo “ruim” ,
e que está fazendo um “bom” negócio.

Em outras palavras ,
NEOLIBERALISMO
pode ser traduzido por >>>>>>>>> COMO DESTRUIR UM PAÍS …….

Por isso que >>>>> Neoliberalismo >>>>>>>>>>> Bye bye Brasil…..

Responder

    LUPE

    08 de abril de 2019 às 12h52

    Concluindo,

    A Grande Mídia da Argentina,
    que, como no Brasil,
    atende e serve
    aos nossos inimigos
    elegeu Macri e seu programa neo liberal ,
    que atende a eles
    nossos inimigos . .

    Assim como elegeu
    o atual presidente do Brasil
    (via Farsa Lava Jato)
    e seu idêntico programa neo liberal.

    Ou seja,
    destruição desses dois países ,
    para gáudio de nossos inimigos…….

    Responder

      LUPE

      08 de abril de 2019 às 14h22

      E o resto………..>>>>>>>>>>>
      O resto são os “comentaristas” traidores da Pátria, pagos pelos nossos inimigos , para virem ao Cafezinho atacar o petismo e esconder o poder destruidor do NEOLIBERALISMO DE SEUS PATRÕES, nossos inimigos.

      Neste post , os “comentaristas ” manjados

      >>>>> Sergio Araujo
      >>>>> Brasileiro da Silva
      >>>>> Lularápio

      Responder

    Rainha da Mandioca

    08 de abril de 2019 às 19h46

    Agora vc me convenceu! Pelo seu argumento, os EUA devem ser uma potencia pq tem muitas estatais. Ja a Uniao Soviética deve ter falido porque tinha muitas empresas privadas sugando a riqueza do povo, nao é mesmo?

    Responder

      Bolsominion burro pra cacete

      08 de abril de 2019 às 22h08

      Realmente, os Bolsomínions são seres burros pra cacete. Chega a ser cômico. Os EUA não estão garantindo nem a alimentação de parte de seu povo. Estão com uma dívida de um PIB americano.

      https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/02/20/interna_internacional,1032192/divida-dos-eua-bate-recordes-sob-a-presidencia-de-trump.shtml

      Enquanto isto, China e Rússia compram ouro a vontade!! Daqui a pouco se acabará o acordo de Bretton Woods. Será uma desgraça para os americanos, que estão acostumados a esbanjar e corromper a economia mundial para se dar bem as custas dos outros povos.

      O que é espetacular, é que os Bolsomínions são tão burros que não percebem a merda que estão fazendo ao apoiar incondicionalmente os EUA em contradição aos BRICS. Eu conheço bolsomínions de todos os níveis de estudo. E realmente não entendem nada de política, história ou qualquer outra coisa fora de sua profissão. Estas bestas sociais nunca acham que tudo que estão desejando de mal para os outros, pode acontecer com ele. Parecem crianças ou adolescentes que acreditam em sua invencibilidade. Nem o exemplo da Argentina, adianta. Mas quando estão passando fome, vem comer na mão da esquerda, pois nunca encontram amparo na direita. A direita é formada pelo pior tipo de indivíduo. São quase psicopatas ou profundamente ignorantes.

      Responder

      lucio

      08 de abril de 2019 às 23h12

      rainha da imbecilidade,
      noruega, suecia, alemanha, finlandia, frança, dinamarca, estao cheias de estatais.
      guatemala, honduras, sierra leoa, burundi, nao tem estatais.

      Responder

      LUPE

      08 de abril de 2019 às 23h12

      Cara Rainha

      Pergunte à China ,
      que em 1950
      era um país miserável, atrasado.
      16. 000 mortos de frio por ano, na média,

      Pergunte à China ,
      aos chineses ,
      se eles querem abrir mão dos 50%
      que detêm em todas as médias
      e grandes empresas do País .

      Pergunte a eles se querem abrir mão das empresas públicas,
      abrir mão de todo o sistema bancário e financeiro,.
      Pergunte a eles
      se querem abrir mão
      das empresas estratégicas em mãos do governo.

      Faça a mesma pergunta aos húngaros ,
      aos poloneses,
      aos russos ,
      aos suecos,
      aos noruegueses,
      aos dinamarqueses,
      aos.. aos………….. aos ………… aos……….

      Agora faça a mesma pergunta
      aos países capitalistas
      que estão morrendo de fome.

      Na América Latina, , na África, na Ásia, etc. etc. etc. etc.

      Quanto aos EUA é uma questão de DNA.

      Os primeiros colonizadores
      eram a elite mundial
      ( principalmente elite da classe média inglesa,
      elite da classe média holandeses ,
      elite de judeus , ).

      Se você for a Gramado,
      no Rio Grande do Sul, Brasil,
      verá que DNA fazem uma diferença…………….

      INCRÍVEL!!!!!!!

      Responder

Sergio Araujo

08 de abril de 2019 às 11h47

Nào sei o que pode significar…esteve recentemente em uma renomada localidade turistica do NE, por cada Brasileiro na pousada tinha 5 Argentinos.

Responder

Marcus Vinícius Chevitarese Alves

08 de abril de 2019 às 10h00

O artigo contém verdades e meias-verdades. Em relação às últimas, temos o fato de que o governo de Cristina Kirchner não foi um sucesso absoluto em termos econômicos. A dívida pública passou de 39%, em 2011, para 52,6%, em 2015 (final do seu governo). Um aumento significativo. Lembro-me ainda que os Kirchner eram acusados de manipulação dos indicadores econômicos, como a inflação (aliás, o governo Bolsonaro faz algo também errado: contesta indicadores bem construídos por não lhe ser favoráveis).

Então o governo Macri, que parece ser mesmo muito ruim, não é o único culpado pelo estado de coisas na Argentina.

Responder

Nostradamus ( bacia e banquinho )

08 de abril de 2019 às 07h43

A partir da Páscoa estaremos pior do que a Argentina. Não é a troco de nada que a Câmara do Deputados já desengavetou uma Reforma Tributária tipo salva pátria que enfureceu o palácio do planalto. Claro que iriam vir com ameaças de até não pagar o funcionalismo casso a destruição da previdência não passar… nada como ser precavido. Na verdade já estamos no inferno mas as grandes mídias insistem em dizer o contrário, que é só aprovar aquela infâmia que no outro dia o paraíso se descortinará no Brasil. Preparem-se para dias de Inferno na Torre de qualquer jeito pois a crise vai se agravar de qualquer jeito. A destruição feita pelo Bolsonaro é muito grande, irreparável. Sexta passada mais um aumento da gasolina de quase 6% na bomba. De quanto será esta semana, quantas vezes ? Já foram no supermercado ?

Responder

lucio

08 de abril de 2019 às 06h55

demagogia idiota de direita (veja os imbecis aqui em baixo):
– quando tem um governo de direita e as coisas andam bem, o merito é do governo atual
– se andam mal a culpa é do governo anterior
– quando tem um governo de esquerda e as coisas andam bem, o merito é do governo anterior
– se andam mal a culpa é do governo atual
kkkkkkkkkkkk

Responder

    Alan Cepile

    08 de abril de 2019 às 08h15

    A melhor coisa do Cafezinho é não poder apagar as mensagens, fica tudo gravado pra posteridade, rs.

    Responder

Alan Cepile

08 de abril de 2019 às 06h52

Estive na Argentina no final de 2018 e o povo está enfurecido com o Macri,
Buenos Aires está toda pichada com palavras de protesto, os argentinos dizem que Macri mentiu na campanha, que disse que nada iria aumentar de preço, que era uma das causas da revolta com o governo Kirchner, porém, e foi só ele ganhar que tudo aumentou de forma muito mais violenta que no governo anterior.
É bem verdade que o povo quis trocar de governo devido aos escândalos de corrupção da Kirchner, mas a revolta com o atual governo é ainda maior pelo que pude observar.

Responder

    Sergio Araujo

    08 de abril de 2019 às 11h48

    Que a cidade seja toda pinchada denota o nivèl de civilizaçào dos sujeitos protestantes.

    Responder

      lucio

      08 de abril de 2019 às 23h08

      os bolsossauros que protestavam no brasil em 2013-14, nao pinchavam… botavam fogo em tudo e massacravam policiais (que nao reagiam). exemplar como “civilizaçao”…

      Responder

      Alan Cepile

      09 de abril de 2019 às 10h55

      É igual a luta armada contra a ditadura, que vandalos né?? rs

      Responder

Lularápio

07 de abril de 2019 às 23h50

Sempre a mesma ladainha! Governos esquerdistas corruptos e incompetentes arruinam a economia do país. Ao serem enxotados pelos eleitores, colocam a culpa pelo descalabro no sucessor que assumiu o abacaxi. So faltou dizer que foi “gópi”!

Responder

Brasileiro da Silva

07 de abril de 2019 às 23h27

A Argentina é o exemplo do que nos conduz um projeto de poder eterno, tipo Kirchner e Lularapio.

Responder

    mariocinelli

    07 de abril de 2019 às 23h36

    Brasileiro, você é burro mesmo ou imbecil? Ou ambos? Não leu o artigo, né? Você sabe ler? Idiota, você não é brasileiro PN, você é um trouxa que acha que é americano. BUUUUUURRROOOOO!!!!

    Responder

      Brasileiro da Silva

      07 de abril de 2019 às 23h57

      Criança paga, pelo seu texto, acho que vc não sabe entender conjuntura. Não existe mágica. Depois do ciclone Kirchner, não existe milagre em menos de 20 anos. Assim como no Brasil. Após a roubalheira e destruição do PT em 16 anos, levaremos 20 nos para reconstruir o país.

      Responder

      Alan Cepile

      08 de abril de 2019 às 06h26

      Ambos

      Responder

    Zé Maconha

    07 de abril de 2019 às 23h41

    Por isso ela lidera todas as pesquisas hahaha
    Vocês só sabem culpar governos passados pela imcompetência da direita.
    E falar do Lula hahaha
    Você não nota como seus argumentos são rídiculos e expoem sua debilidade intelectual?

    Responder

Paulo

07 de abril de 2019 às 22h40

Temo que a Argentina jamais volte a nos “encantar”. Seu momento já passou, e foi perdido, no início do século XX, em que era um dos países mais ricos do mundo. O mais dramático da situação deles é imaginar que um país tão mais alfabetizado que o nosso possa estar tão sem horizonte e esperanças. Certo que o Brasil já nos deu mais alegria, mas ainda creio que tenha muito maior potencial que o vizinho do sudoeste, embora os tempos sejam bicudos para a América Latina, de um modo geral…

Responder

    Sergio Araujo

    08 de abril de 2019 às 15h17

    Nào sei como os ultimos governos conseguiram estimular os Bancos a conceder credito para quem nào tinha como pagar….colocando dinheiro publico em circulo…?

    Mesmo com 60 milhoes de brasileiros inademplentes (clientes que perderam pelo caminho) os bancos continuam fazendo ativos bilionarios…nào vejo motivo nenhum para que se prestem para dar uma ativada na economia.

    Ter estimulado o credito para quem nào tinha possibilidades de pagar em troca de votos para se confirmar no poder foi um crime.

    Os Bancos e as grandes empresa enriqueçeram exponencialmente e os brasilerios de miseraveis passaram a ser miseraveis endividados.

    Responder

      lucio

      08 de abril de 2019 às 23h04

      no brasil a divida das familias é muito baixa em relaçao ao pib, comparada aos outros paises.

      Responder

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