CINE FOLHETIM FÊNIX #10

Cine Folhetim Fênix 26/04/2019

Queridos parceiros e espectadores,

Hoje é sexta e isso quer dizer o que? Dia de cinema! Melhor ainda: dia de falar sobre cinema na mesa de bar, na saída da sala de exibição, nas conversas de whatsapp, na reunião com amigos, no jantar de família ou até sozinho (porque não?). Quer ser o centro das atenções em todos esses espaços? Pois chega falando sobre o vestido verde de cetim de DESEJO E REPARAÇÃO que foi eleito a peça vestuária mais bonita do cinema. Ou então sobre os 40 anos de lançamento de MANHATTAN, obra mais lírica de Woody Allen. Huuum, que tal então explicar qual é a diferença entre edição e mixagem de som? Daí para fechar com dignidade os papos, manda as novidades dos próximos filmes da Fênix: BORRASCA e A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS. Pronto! Lendo essa newsletter, você vai fazer muito sucesso nesse final de semana. De rien!

Abraço e bons filmes,

Fênix.

Marcada pré-estreia de BORRASCA

Está marcada, para o próximo dia 30 de abril (terça-feira), a pré-estreia aberta do novo filme de Francisco Garcia: BORRASCA. Com sessão seguida de coquetel, a exibição será no CINEARTE PETROBRÁS, na Avenida Paulista, 2073, Conjunto Nacional. Serão só 300 lugares e a entrada é franca! Estrelado por Mário Bortolotto e Eldo Mendes, o longa-metragem conta a história de dois amigos: um escritor amargurado e um piloto de helicópteros que conversam em uma noite fria e chuvosa, logo após a morte de um terceiro amigo. Exibido no 13º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, BORRASCA tem produção da Desvio Filmes e Kinoosfera Filmes e será lançado pela Fênix Distribuidora no dia 02 de Maio nos cinemas.

Adiada estreia de A ÁRVORE DOS FRUTOS SELVAGENS

O belíssimo drama de Nuri Bilge Ceylan terá sua estreia adiada para o dia 06 de junho! Co-produção da Turquia, França, Alemanha, Bulgária, Bósnia, Katar e Suécia, o filme, repleto de filosofia, religião, política e dilemas morais, conta a história de Sinan, um aspirante a escritor que retorna à sua aldeia natal, após sua formatura na universidade, com a esperança de juntar o dinheiro que precisa para publicar o seu primeiro livro.

CAMPANELLA n’O Cafezinho

No texto da coluna semanal da Fênix n’O Cafezinho trazemos a primeira parte da história do cineasta Juan José Campanella! Nesse início da série, contamos sobre seu nascimento e infância até sua mudança de curso e os primeiros passos no cinema. Acompanha essa caminhada dele que começa com essa Parte 1 no link abaixo:

Exibição de vencedores da Palma de Ouro na Casa do Saber Rio

O cineclube da Casa do Saber Rio, localizado no Shopping Leblon, oferece com frequência aos cinéfilos cariocas a oportunidade de assistirem a filmes clássicos e contemporâneos seguidos por debates conduzidos pelo curador e crítico de cinema Filippo Pitanga. De abril a junho, o tema da edição é “A Palma de Ouro da Casa do Saber Rio”, trazendo filmes que venceram o tão cobiçado prêmio do Festival de Cannes. Seguem abaixo os dias e horários das sessões dessa edição:

29 de abril, das 15h às 19h: O PAGADOR DE PROMESSAS, de Anselmo Duarte

27 de maio, das 15h às 19h: O PIANO, de Jane Campion

24 de junho, das 15h às 19h: ADEUS, MINHA CONCUBINA, de Chen Kaige

Você sabe a diferença entre edição de som e mixagem de som?

Todo ano, no Oscar, tem aquelas categorias que algumas pessoas acabam ignorando, mas que são de imensa relevância para o cinema. Duas delas são as entregues para os profissionais de som, fundamentais para que você, espectador, se sinta dentro do filme e, por isso, é tão importante que ambas as funções sejam diferenciadas e explicadas.

A edição de som é resultado do trabalho da equipe que vai lá no set de filmagem munido de microfones, cabos, lapelas e booms (aqueles microfones compridos); durante a gravação, eles posicionam esses aparelhos para que o som seja captado da melhor forma possível, dos diálogos dos atores aos ruídos de fundo, como também os barulhos de explosões, os estampidos de tiros etc.

Já os mixadores de som são os profissionais que, durante a pós-produção, adicionam mais sons às cenas prontas, finalizando-as: adicionam outros sons necessários (como um soco), potencializam os que já existem (como as explosões de bombas) e sincronizam a trilha sonora com a imagem perfeitamente.

Nesse ano, o grande vencedor das duas categorias foi o filme BOHEMIAN RHAPSODY, longa que conta a história de ascensão do cantor Freddie Mercury. A obra ganhou por misturar as vozes do ator com a do músico, encaixando os dois tons, bem como inserindo capturas de áudio dos shows originais da banda Queen, fazendo com que o público ache que são partes inéditas.

40 anos de MANHATTAN

Refletindo sobre a vida, o amor por uma cidade e a constante procura por alguém, MANHATTAN completa 40 anos de lançamento. Sendo o primeiro filme em preto e branco de Woody Allen, o longa acaba sendo um dos mais líricos do autor, representando Nova York em todas as suas nuances, bem como parte das muitas facetas humanas que nela habitam ou que por ela passam. Sendo um homem recém-divorciado que tem seus segredos do casamento revelados em um livro escrito pela ex-esposa, Isaac (Allen) começa um relacionamento ilegal com uma garota de 17 anos. Com isso, o diretor e roteirista que tem 55 filmes em seu currículo, lançando quase um por ano, transforma em audiovisual praticamente uma carta de amor à cidade e aos seus habitantes, colocando em imagens as três coisas mais almejadas por todos nós: ser feliz, amar e ser amado, olhando para esses anseios e lamentando pela falta de cada um deles.

O vestido verde de DESEJO E REPARAÇÃO

Em 2008, esse vestido longo verde de cetim do filme DESEJO E REPARAÇÃO, que coube perfeitamente na atriz Keira Knightley, foi eleito a roupa mais bonita do cinema, realizada pela revista britânica InStyle; a peça desbancou o clássico Givenchy de BONEQUINHA DE LUXO (que já divulgamos aqui) e o vestido branco de Marilyn Monroe no longa O PECADO MORA AO LADO. Não por menos. Mesmo com 12 anos que o filme foi lançado, algumas das coisas que o público mais lembra de DESEJO E REPARAÇÃO é da performance da jovem Saoirse Ronan e do figurino desenhado pela vencedora do Oscar Jaqueline Durran. O vestido contempla tanto elementos da época (a Londres dos anos 30), quanto é inconfundivelmente moderno, na composição do tom particular de verde; há também uma mística em torno da peça, apropriada para esse filme mergulhado na neblina da memória e na ambiguidade que o final do filme nos delicia. Réplicas do vestido foram vendidas por valores absurdos, como 30 mil dólares, devido à fragilidade do tecido, que acaba causando mais êxtase à peça. Segundo a figurinista, em entrevista, “o diretor [Joe Wright] deu algumas instruções: o vestido deveria ter movimento na bainha e ser decotado, para expor também as joias, além de ter as costas nuas, ser leve por ser usado em um dia muito quente de verão e que deveria ser verde, mas sem especificidade do tom”. De fato, a peça é icônica, mas não foi dessa vez que Durran ganhou o Oscar; perdera em 2008 para ELIZABETH: A ERA DE OURO, mas ganhou em 2013 por ANNA KARENINA, que contam também com a atriz Keira Knightley e o diretor Joe Wright. Tem algum vestido ou roupa verde em casa? Se inspira em DESEJO E REPARAÇÃO e sai nas ruas deslumbrante assim!

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Victor Lages:
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