História: Brizola na Unicamp em 1987

CINE FOLHETIM FÊNIX #12

Por Victor Lages

09 de maio de 2019 : 13h57

Queridos parceiros e espectadores,

Está chegando e já chegou! A GRANDE DAMA DO CINEMA vem dobrando a esquina, enquanto BORRASCA arrasa na primeira semana! Além disso, trazemos celebrações diversas do cinema nas linhas abaixo: são as joias de O GRANDE GATSBY, são os 95 anos do clássico da comédia muda SHERLOCK JR., são Edgard Navarro e Jorge Furtado sendo reconhecidos pelos seus curta-metragens, são dois grandes diretores franceses encerrando Cannes e é O PRÓPRIO CANNES CHEGANDO SEMANA QUE VEM, junto com a grande dama. Apesar das intempéries, esse ainda é um ótimo momento para vivermos o cinema!

Abraço e bons filmes,

Fênix.

5 motivos para assistir A GRANDE DAMA DO CINEMA no dia 16 de maio

  1. O filme é o retorno triunfal de um dos maiores cineastas argentinos: o vencedor do Oscar Juan José Campanella, cujo último lançamento foi a animação UM TIME SHOW DE BOLA, há seis anos;
  2. Essa é a consagração de Graciela Borges, reconhecida pela revista francesa Vogue como “a maior atriz do cinema argentino”, contando com mais de 70 atuações em seus mais de 60 anos de carreira. Ela é tipo uma Fernanda Montenegro ou Meryl Streep da Argentina;
  3. Essa é a segunda parceria entre Campanella e os atores Nicolás Francella e Luis Brandoni, que trabalharam juntos anteriormente na série EL HOMBRE DE TU VIDA. Além disso, lembra do parceiro de tela de Ricardo Darín em O SEGREDOS DOS SEUS OLHOS? Aquele é Guillermo Francella, pai de Nicolás. Não esperamos menos do que talento de pai e filho nesse novo filme;
  4. O filme entrou na lista do La Nacion, um dos portais de notícia mais importantes da Argentina, como o filme mais aguardado de 2019 e já está recebendo crítica valiosíssimas que enaltecem o trabalho da direção e do elenco inteiro;
  5. A estatueta dourada que Mara Ordaz, personagem de Graciela Borges, ostenta em A GRANDE DAMA DO CINEMA é a mesma estatueta do Oscar que Campanella ganhou por O SEGREDO DOS SEUS OLHOS, em 2010.

BORRASCA continua em cartaz!

Repetindo o sucesso da última semana, BORRASCA segue firme nos cinemas de oito cidades. Os horários e locais das sessões estão logo aqui embaixo:

CAMPANELLA n’O Cafezinho

No texto da coluna semanal da Fênix n’O Cafezinho trazemos a terceira parte da história do cineasta Juan José Campanella! Focando em CLUBE DA LUA, terceira parceria do diretor com Ricardo Darín, e no sucesso que mudou a Argentina após o lançamento de O SEGREDO DOS SEUS OLHOS, o artigo pode (e deve) ser lido no link que estava logo aqui embaixo:

https://www.ocafezinho.com/2019/05/08/era-uma-vez-o-cineasta-juan-jose-campanella-parte-3/

Ilha das Flores é eleito o melhor curta-metragem brasileiro da história

O HOMEM QUE COPIAVA, SANEAMENTO BÁSICO – O FILME, O MERCADO DE NOTÍCIAS… com esses e mais filmes, o gaúcho Jorge Furtado é visto como um dos maiores expoentes do cinema brasileiro; e, nessa semana, seu documentário ILHA DAS FLORES foi eleito, pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema, como o melhor curta-metragem brasileiro da história do cinema. Vencendo o Urso de Prata no 40º Festival de Berlim, hoje o filme comemora 30 anos de lançamento que segue a coleta de lixo de Porto Alegre, virando consequentemente símbolo de denúncia ao sistema de descarte. Em sétimo e em trigésimo lugar, na lista, ficaram SUPEROUTRO e O REI DO CAGAÇO, ambos de Edgard Navarro, cineasta baiano cujo novo longa-metragem, ABAIXO A GRAVIDADE, será distribuído pela Fênix Filmes a partir do dia 20 de junho, nos cinemas.

THE SPECIALS encerrará o Festival de Cannes

Faltando menos de uma semana para começar o maior festival de cinema do mundo, Cannes finalmente divulgou o filme que encerrará a mostra, no dia 25 de maio: THE SPECIALS (no original, HORS NORMES). Comédia dramática dirigida por Éric Toledano e Olivier Nakache, dupla responsável pelo sucesso INTOCÁVEIS, a trama gira em torno de dois educadores especializados em cuidar de jovens autistas na França.

Por que Hollywood produz tanto remake de filmes?

“Hollywood está sem ideias”. Essa frase é sempre repetida nas rodas de conversa entre críticos, especialistas de cinema e cinéfilos, em clima de descontentamento com a quantidade de remakes que o cinema hollywoodiano faz. A fim de esclarecimento, remake é quando o estúdio pega um filme, um programa de televisão ou algo que já foi feito e grava uma nova versão, às vezes atualizada, de uma história antiga; por exemplo, NASCE UMA ESTRELA recebeu roupagem diferencial pela quarta vez ano passado, agora com a cantora Lady Gaga como protagonista. Mas por que Hollywood dá tanta atenção para esses remakes? Seria falta de ideias originais no cinema? Não. Naturalmente, todo ano são escritos milhares de roteiros com bastante criatividade e narrativas inovadoras, mas acaba sendo arriscado confiar milhões de dólares em projetos que podem não ter o devido retorno. Nos remakes, existe a vantagem do marketing natural, o que é algo relativamente mais barato: há um conceito já embutido e conhecido do público, há a questão da nostalgia atrelada às histórias antigas que são adaptadas para o contexto atual e o próprio público se sente à vontade para apostar seu tempo e seu dinheiro numa zona de conforto de já saber o que está indo assistir nas salas de exibição. O problema é quando esses remakes acabam saindo ruins, como visto na foto acima: BEN-HUR foi um fracasso de crítica e de bilheteria e PSICOSE é considerado um desrespeito ao clássico de Hitchcock. Por isso, o portal Medium escreveu uma lista com alguns motivos para tentar justificar a necessidade de um remake: 1. Se ajudar a atualizar uma história muito velha / 2. Se for para corrigir os erros dos filmes originais, como questões sexistas ou racistas / 3. Para refazer uma bilheteria alta / 4. Recriar a narrativa com um elenco mais comercializável / 5. Se é uma adaptação local de um filme estrangeiro / 6. Se os efeitos especiais estão ultrapassados pelo avanço da tecnologia, tal qual KING KONG / 7. Para dar um visual mais moderno ao “preto e branco”, como foi feito com SCARFACE. Então, mesmo que esse assunto seja bem subjetivo, ainda é uma questão de ponto de vista quanto à necessidade de um remake; o consenso é que o dinheiro sempre pauta as decisões dos estúdios.

95 anos de SHERLOCK JR.

Há uma rixa entre os fãs de Charlie Chaplin e de Buster Keaton: o primeiro é muito mais famoso, mas o outro também conquistou uma legião que segue-o fielmente. O fato é que ambos são mestres do cinema mudo, mas exatamente hoje o que completa 95 de lançamento é o clássico atuado e dirigido por Buster Keaton. Sendo eleita pela American Film Institute como uma das 100 melhores comédias de todos os tempos, SHERLOCK JR. conta a história de um projecionista de cinema que se apaixona por uma moça enquanto estuda para ser detetive e, para resolver um roubo em que foi incriminado, pega no sono, entra no mundo dos filmes e se torna o segundo maior detetive do mundo. O filme tem apenas 45 minutos de duração, mas a narrativa mistura riso com inteligência e um rigor técnico que praticamente não existe mais ultimamente, além de ser uma adorável obra metalinguística da era muda do cinema. Se existe um filme que merece ser comemorado nesse dia 09 de maio, é SHERLOCK JR.!

As jóias de O GRANDE GATSBY

O filme tinha Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire no elenco, mas quem brilhou mesmo no remake de O GRANDE GATSBY, lançado em 2013, foram as joias que fizeram a mistura entre cinema e moda explodir de uma forma quase nunca vista. A figurinista e designer de arte Catherine Martin ganhou 2 Oscars em cada uma dessas categorias ao trazer para o terceiro milênio o glamour dos anos 20, inspirando-se na Art Déco, movimento artístico dessa época que juntava estilos modernistas com habilidade fina e materiais ricos para atribuir luxo e exuberância às peças. O curiosidade de sua criação é que todas os adornos usados no filme, tanto pelas atrizes, quanto pelos atores, foram produzidos pela Tiffany, maior empresa do ramo de comércio de joias, e essa informação só foi divulgada poucos dias antes da estreia do filme na abertura do Festival de Cannes de 2013. Custando entre 1800 e 4700 reais, os colares, brincos e anéis exuberavam diamantes lapidados e pérolas melindrosas que nunca saíram de moda, portanto se inspira nas joias de O GRANDE GATSBY e sinta o glamour do Art Déco dos anos 20!

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