A íntegra da entrevista de Lula ao DCM/Tutaméia

Integra da entrevista concedida ao DCM e ao Tutaméia pelo ex-presidente Lula no dia 5 de junho de 2019.

O texto da entrevista pode ser lido no site do Tutameia. Reproduzimos abaixo um trecho:

“Esse país não pode ser governado batendo continência para o governo americano. Esse país não pode ser governado de quatro para os americanos. Esse governo está destruindo o país, envergonhando o país. A sociedade precisa readquirir o direito de se indignar”.

É o que afirma Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao TUTAMÉIA, feita em conjunto com o DCM, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba na manhã desta quarta, 5 de junho. Durante duas horas, o ex-presidente Lula avaliou a cena política e econômica do Brasil e do mundo.

“Temos motivos de sobra e bandeira para ir para a rua juntos, e coloco a questão da soberania como coisa muito forte. Defendendo a soberania, você está defendendo o seu país, o seu território, o seu povo e as suas riquezas. Mostrando para sociedade o que vai acontecer com o país se ele não for soberano”.

Também falou da emoção que está sentindo por causa de seu relacionamento: “Eu, se tiver chance, vou casar. Porque sempre é tempo de a gente ser feliz”.

Mostrou que está bem informado, acompanhando minuciosamente a política brasileira e as ações do governo Bolsonaro. Comentou, por exemplo o projeto de flexibilização das regras de trânsito: “É o projeto de lei da morte”, definiu.

Lula criticou o chamado pacto entre o Bolsonaro, Rodrigo Maio e Dias Toffoli –que gira em torno da reforma da Previdência. “Não é crível”, disse. Perguntou o que acontecerá quando alguém entrar no STF para contestar a mudança –o presidente do Supremo se declarará impedido? “As pessoas precisam se preservar para entrar em cena quando for necessário. É muito mais um espetáculo pirotécnico do que uma coisa séria. Faltou seriedade naquilo”.

MORO É SERVIÇAL DOS EUA

Voltou a defender sua inocência com veemência, apontando mentiras que povoam o processo contra eles e denunciando a ação de Moro, que define como “um serviçal dos interesses dos Estados Unidos”.

Sobre a ação dos EUA, afirmou: “Os Estados Unidos não gostaram quando nós fizemos o acordo com a França para a construção de submarino de propulsão nuclear. Não gostou quando eu demonstrei que tinha interesse em fazer a compra do caça dos franceses. E não deve ter gostado quando a Dilma comprou o dos suecos porque eles queriam vender o deles”.

Resumiu: “Aos Estado Unidos não interessa o Brasil forte, não interessa o Brasil protagonista, não interessa o Brasil liderando a América do Sul, não interessa o Brasil tendo influência na África, não interessa que a relação do Brasil com a China, muito respeitosa, com a Rússia, muito respeitosa, com a Índia. Não interessa.”

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.