Câmara discute privatização da Eletrobras

A íntegra da entrevista de Lula ao DCM/Tutaméia

Por Redação

06 de junho de 2019 : 12h35

Integra da entrevista concedida ao DCM e ao Tutaméia pelo ex-presidente Lula no dia 5 de junho de 2019.

O texto da entrevista pode ser lido no site do Tutameia. Reproduzimos abaixo um trecho:

“Esse país não pode ser governado batendo continência para o governo americano. Esse país não pode ser governado de quatro para os americanos. Esse governo está destruindo o país, envergonhando o país. A sociedade precisa readquirir o direito de se indignar”.

É o que afirma Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao TUTAMÉIA, feita em conjunto com o DCM, na superintendência da Polícia Federal em Curitiba na manhã desta quarta, 5 de junho. Durante duas horas, o ex-presidente Lula avaliou a cena política e econômica do Brasil e do mundo.

“Temos motivos de sobra e bandeira para ir para a rua juntos, e coloco a questão da soberania como coisa muito forte. Defendendo a soberania, você está defendendo o seu país, o seu território, o seu povo e as suas riquezas. Mostrando para sociedade o que vai acontecer com o país se ele não for soberano”.

Também falou da emoção que está sentindo por causa de seu relacionamento: “Eu, se tiver chance, vou casar. Porque sempre é tempo de a gente ser feliz”.

Mostrou que está bem informado, acompanhando minuciosamente a política brasileira e as ações do governo Bolsonaro. Comentou, por exemplo o projeto de flexibilização das regras de trânsito: “É o projeto de lei da morte”, definiu.

Lula criticou o chamado pacto entre o Bolsonaro, Rodrigo Maio e Dias Toffoli –que gira em torno da reforma da Previdência. “Não é crível”, disse. Perguntou o que acontecerá quando alguém entrar no STF para contestar a mudança –o presidente do Supremo se declarará impedido? “As pessoas precisam se preservar para entrar em cena quando for necessário. É muito mais um espetáculo pirotécnico do que uma coisa séria. Faltou seriedade naquilo”.

MORO É SERVIÇAL DOS EUA

Voltou a defender sua inocência com veemência, apontando mentiras que povoam o processo contra eles e denunciando a ação de Moro, que define como “um serviçal dos interesses dos Estados Unidos”.

Sobre a ação dos EUA, afirmou: “Os Estados Unidos não gostaram quando nós fizemos o acordo com a França para a construção de submarino de propulsão nuclear. Não gostou quando eu demonstrei que tinha interesse em fazer a compra do caça dos franceses. E não deve ter gostado quando a Dilma comprou o dos suecos porque eles queriam vender o deles”.

Resumiu: “Aos Estado Unidos não interessa o Brasil forte, não interessa o Brasil protagonista, não interessa o Brasil liderando a América do Sul, não interessa o Brasil tendo influência na África, não interessa que a relação do Brasil com a China, muito respeitosa, com a Rússia, muito respeitosa, com a Índia. Não interessa.”

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3 comentários

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JOSE CARLOS GOMES DOS SANTOS

07 de junho de 2019 às 01h11

De onde vem essa força?
De onde vem essa capacidade de percepção?
De onde vem esse entusiasmo?
De onde vem esse tesão pela vida?
De onde vem esse orgulho?
De onde vem essa vitalidade?
Ele esteve muito mais a vontade nessa entrevista.
Os entrevistadores foram muito mais sensatos.
Falaram pouco e ouviram muito. Parabéns!!

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Marcio

06 de junho de 2019 às 18h34

O “Pilantra Maximo” ganhou mais um Processo.

A quantidade de lixo humano e de bandidos que se instalou nas entranhas do Brasil a todos os nivèis provavelmente não tem precedentes na história da humanidade.

Ainda vai demorar anos para varrer esse lixo.

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Olavo

06 de junho de 2019 às 14h40

Queiroz livre!!!

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