Segundo o Aljazeera, os Estados Unidos completaram na madrugada desta terça-feira (21) a décima noite consecutiva de bombardeios contra o Irã.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária iraniana declarou o fechamento do estreito de Ormuz e incendiou dois petroleiros que tentavam cruzar a rota sul da passagem.
Equipes de resgate foram enviadas para evacuar as tripulações dos navios em chamas.
O Comando Central americano afirmou, segundo o Al Jazeera, ter destruído centros de comando, sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis iranianos. Explosões foram reportadas na ilha de Qeshm, nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Bandar Lengeh, e em Shiraz, no sudoeste do país.
O governador de Bushehr disse à emissora estatal IRIB que os sons ouvidos na província eram relacionados à atividade de sistemas de defesa. Em Isfahan, o vice-governador negou qualquer ataque, desmentindo relatos anteriores.
A Guarda Revolucionária afirmou ter destruído sistemas de defesa aérea Patriot e radares americanos no Bahrein, atingido uma base de drones no Kuwait e destruído a infraestrutura central de dados da Amazon no Bahrein com mísseis de cruzeiro. Nenhuma dessas alegações foi confirmada de forma independente.
"Enquanto os males da América continuarem na região, o estreito de Ormuz estará fechado, e nem uma gota de petróleo, gás ou um pacote de fertilizante químico será exportado da região", declarou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pela IRIB. A passagem concentra cerca de 20% de todo o petróleo negociado no mundo.
A Guarda Revolucionária alertou companhias de navegação para evitarem rotas consideradas perigosas e para não confiarem em informações do exército americano. A Casa Branca afirmou ao Al Jazeera que os bombardeios continuarão até que o presidente decida o contrário, acrescentando que negociações diplomáticas entre os dois países seguem em andamento, sem detalhar o conteúdo das conversas.


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