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FGV: PIB cresceu 0,5% em maio

Por Redação

19 de julho de 2019 : 15h00

No Ibre/FGV

Monitor do PIB aponta crescimento de 0,5% da economia em maio

O Monitor do PIB aponta, nas séries dessazonalizadas, crescimento de 0,5% do PIB em maio, na comparação com abril; e retração de 0,8% no trimestre móvel findo em maio (mar-abril-mai), em comparação ao trimestre findo em fevereiro (dez/18-jan-fev/19). Na comparação interanual, a economia cresceu 4,3% em maio e 0,5% no trimestre móvel findo em maio.

“O crescimento de 0,5% da economia em maio, segundo o Monitor do PIB-FGV, interrompe uma sequência de três quedas do PIB. Entre os três grandes setores, destacam-se a agropecuária e a indústria. Na comparação contra o mesmo período do ano passado, o forte crescimento de 4,3% da economia tem grande influência dos efeitos da greve dos caminhoneiros de maio de 2018, em que a base de comparação é muito baixa. Esses efeitos foram mais evidentes nas atividades de transformação, de comércio e de transporte”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

O crescimento de 0,5% observado em maio, em comparação a abril é explicado, principalmente, pelo desempenho da agropecuária (1,3%) e da indústria (0,6%), com crescimento em todos os seus componentes. O setor de serviços ficou estagnado, embora todas as atividades tenham crescido, à exceção de outros serviços. Na comparação contra o mesmo mês do ano anterior, o crescimento de 4,3% da economia foi influenciado pela baixa base de comparação em decorrência da greve dos caminhoneiros de maio de 2018. Nesta comparação, as únicas atividades que apresentaram retração foram a intermediação financeira (-0,1%) e a extrativa mineral (-7,0%), esta devido aos efeitos da tragédia de Brumadinho. Pela ótica da demanda, na comparação da série com ajuste sazonal, apenas a formação bruta de capital fixo cresceu (1,5%). No entanto, na comparação interanual, todos os componentes cresceram.

ANÁLISE DESAGREGADA DOS COMPONENTES DA DEMANDA

A análise gráfica desagregada dos componentes da demanda foi feita usando a série trimestral interanual por apresentar menor volatilidade do que as taxas mensais e aquelas ajustadas sazonalmente permitindo melhor compreensão da trajetória de seus componentes.

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu 1,5% no trimestre móvel findo em maio, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Desde setembro de 2018 o consumo de serviços tem sido o principal responsável pelo crescimento deste componente (contribuição de 1,1 p.p. no trimestre móvel findo em maio), seguido pelo consumo de duráveis (contribuição de 0,4 p.p. no trimestre móvel findo em maio). O consumo de não duráveis e de semiduráveis, em contrapartida, tem apresentado fraco desempenho. Na comparação na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal de maio, contra abril, ficou estagnada. A exceção de consumo de duráveis (-1,8%) todas as demais categorias de consumo cresceram.

Formação bruta de capital fixo

A FBCF, cresceu 3,1% no trimestre móvel findo em maio, em comparação ao mesmo trimestre de 2018. Mais uma vez, máquinas e equipamentos foi o componente que mais contribuiu para este crescimento (2,4 p.p.). No entanto, chama atenção o crescimento de 1,0% da construção, o maior desde o trimestre móvel findo em abril de 2014. Na comparação na série livre de efeitos sazonais, a taxa de variação mensal de maio, contra abril, foi positiva em 1,5% com crescimento apenas do componente de máquinas e equipamentos.

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 2,3% no trimestre móvel findo em maio, na comparação com o mesmo trimestre de 2018. Apenas os bens intermediários manufaturados (13,4%), os produtos da extrativa mineral (10,2%) e os bens de consumo não duráveis (1,9%) cresceram. Os destaques negativos são a exportação dos bens de consumo duráveis (-27,7%), em quedas significativas há um ano e, dos bens de capital (-12,1%).

Importação

A importação cresceu 4,1% no trimestre móvel findo em maio, comparativamente ao mesmo trimestre de 2018. Os destaques positivos foram o desempenho dos bens de capital e dos produtos da extrativa mineral, ambos com crescimento de 17,0%. Os destaques negativos são a importação dos bens de consumo duráveis (-16,3%) e dos bens de consumo semiduráveis (-13,8%).

MONITOR DO PIB-FGV EM VALORES

Em termos monetários, o PIB em valores correntes alcançou a cifra de aproximadamente 2 trilhões, 856 bilhões, 614 milhões de Reais no acumulado até maio do corrente ano.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) foi de 16,9%, em maio, na série a valores de 1995.

(…)

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3 comentários

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Alan C

22 de julho de 2019 às 12h24

a culpa deve ser daquele presidente que foi eleito a 17 anos atrás e saiu a 10 kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Pedro Pulha

19 de julho de 2019 às 18h53

Segundo trimestre de retração seguido , portanto recessão técnica.

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Marcio

19 de julho de 2019 às 18h43

O Brasil è um cadaver ambulante e nào terà crescimento para os proximos 10 anos pelo menos, eu acho que nunca mais.

A unica coisa que se pode fazer e tentar reparar os estragos dos anos anteriores tampando as feridas com fita isolante.

Esqueçam o Brasil, 20 anos de socialismo temperado com assaltos aos cofres e empresas publicas sem antecedentes na historia da humanidade nào deixam chances de sobreviver pra ninguem.

R.I.P.

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