Menu

Nova aprovação da Anvisa fortalece tratamento contra linfoma

Novo medicamento será usado em combinação com quimioterapia para tratar um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin.

3 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Anticorpo biespecífico redireciona o sistema imunológico para atacar células tumorais e amplia as possibilidades de tratamento no país.
Novo medicamento será usado em combinação com quimioterapia para tratar um dos tipos mais agressivos de linfoma não Hodgkin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe) para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco. O novo produto é um anticorpo biespecífico que atua redirecionando o sistema imune contra as células tumorais.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20/7) o registro do medicamento Columvi (glofitamabe). O produto, em combinação com gencitabina e oxaliplatina, é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado (LDGCB NOS) recidivante ou refratário, inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco (TACT).

O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.

O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais. O novo medicamento amplia as opções de tratamento para pacientes com linfoma agressivo em cenário de necessidade clínica.

O medicamento é um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado que atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais.

Fonte: Agência Gov

, , , , ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Karina Libertária

20/07/2026

Finalmente a Anvisa aprovou algo útil, mas vamos ver se esse remédio vai chegar rápido nos hospitais públicos ou se vai ficar só no papel. Enquanto isso, nos EUA a gente já tem acesso a tratamentos muito mais avançados sem precisar esperar burocracia de governo. O que me pergunto é: quantos milhões de reais vão ser gastos nisso enquanto o povo continua pagando imposto pra sustentar vagabundo do Bolsa Família?

    Beto Engenheiro

    21/07/2026

    Concordo que a burocracia atrasa, mas a Anvisa aprovou o remédio com base em ensaios clínicos sérios; agora cabe ao SUS negociar preço e incluir no protocolo. Agora, meter Bolsa Família nessa discussão é querer desviar foco do que realmente importa: salvar vidas com tratamento de ponta.

Mateus Silva

20/07/2026

A notícia é alentadora, mas cabe perguntar: esse novo esquema terapêutico chegará com rapidez aos pacientes do SUS ou vai engrossar a lista de medicamentos de alto custo com acesso restrito? Num país onde a fila do tratamento oncológico já expõe desigualdades regionais profundas, a aprovação pela Anvisa é só o primeiro passo de um percurso que deveria ser também de equidade distributiva.


Leia mais

Recentes

Recentes