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IBGE: comércio varejista registra alta de 1% em julho

Por Redação

11 de setembro de 2019 : 14h19

Comércio ganha ritmo em julho com alta de 1% nas vendas no varejo

Editoria: Estatísticas Econômicas | Pedro Renaux

11/09/2019 09h00 | Atualizado em 11/09/2019 09h38

Agência IBGE — As vendas no varejo aumentaram 1% em julho, na comparação com junho, e tiveram o terceiro mês positivo seguido, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje pelo IBGE. É o melhor resultado para julho desde 2013, quando o avanço foi de 2,7%. Os índices de maio e junho foram revisados para 0,1% e 0,5%, respectivamente.

O crescimento das vendas em julho demonstrou um maior ritmo, após um primeiro semestre marcado pela estabilidade. A alta de 1% é a maior desde novembro de 2018 (3,2%), mês da Black Friday. Com esse resultado, o setor varejista está no patamar de junho de 2015 e permanece 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014.

Sete das oito atividades pesquisadas tiveram resultados positivos em julho, com destaque para as altas de hipermercados (1,3%), setor de maior peso, outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), que incluem vendas online, e móveis e eletrodomésticos (1,6%).

O aumento na população ocupada e nas condições de crédito paras as famílias foram dois fatores que influenciaram a melhora nas vendas. “Mesmo que seja crescimento em postos informais, as pessoas passaram a trabalhar. Isso tem impacto nas vendas de hipermercados, que é uma atividade básica”, explica a gerente da pesquisa, Isabella Nunes.

Já o crescimento do comércio de móveis e eletrodomésticos tem relação direta com o acesso a crédito, estimulado pela redução dos juros. “São vendas que vão participar do orçamento das famílias por alguns meses. A concessão de crédito aumentou para pessoas físicas, então houve um estímulo para as vendas de bens duráveis”, diz Isabella.

Em relação a junho, o varejo teve resultados positivos em 19 estados, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). As pressões negativas vieram de Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará ficaram estáveis.

A pesquisa mostra também ganho de ritmo do comércio na comparação com julho de 2018, com crescimento de 4,3%, a quarta alta consecutiva nessa comparação. Já o indicador acumulado nos últimos 12 meses, passou de 1,2% até junho para 1,6% até julho.

“A taxa interanual foi influenciada pelo um dia útil a mais que julho teve em 2019. O resultado continuaria positivo sem esse dia a mais, mas em termos de magnitude, a taxa seria menor”, avalia Isabella.

O volume de vendas do varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 0,7% em relação a junho. Veículos, motos, partes e peças recuaram 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto materiais de construção pressionaram positivamente, com avanço de 1,1%.

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2 comentários

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Francisco

11 de setembro de 2019 às 18h28

Pelo comentário percebe-se que passou a vida torcendo e rezando e não a toa terminou ‘bolsonete’, torcendo, rezando e desinformado.

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Guilherme Nagano

11 de setembro de 2019 às 15h15

O pior pesadelo para a esquerda seria uma melhoria da economia, se isso ocorrer e sem grandes escandalos de corrupção no Governo Bolso…bom nesse caso a seca vai ser longa

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