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A concentração de renda dos 0,001%

Por Redação

30 de setembro de 2019 : 13h37

O economista Thales Nogueira (@_thalesnogueira) divulgou uma tabela que traz números sobre os quais venho comentando no blog há algum tempo.

O Brasil criou  uma super-elite de 0,001%, que é assumiu o controle político do país, secretamente às vezes, abertamente em outras, que impede qualquer mudança estrutural em nosso sistema financeiro, um dos mais retrógrados e regressivos do mundo.

No Brasil, a renda média anual dos 0,001% mais ricos é mais alta do que os mesmos 0,001% mais ricos da Europa e Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, a renda dos 50% mais pobres no Brasil é seis vezes menor do que a renda dos 50% mais pobres na Europa.

A desigualdade de renda no Brasil tornou-se uma aberração sem paralelo na história recente da civilização.

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7 comentários

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Antonio Carlos

01 de outubro de 2019 às 06h57

Matéria muito importante em conteúdo e mensagem, que mereceria melhor tratamento pelo autor, em termos de apresentação.
– as tabelas deveria estar em Reais e não em Euros (serem traduzidas), para facilitar o entendimento e as comparações;
– as tabelas deveriam estar mais nítidas, mais legíveis.

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Netho

30 de setembro de 2019 às 20h08

Desde 05 de outubro de 1988, portanto há 31 anos, há um artigo de número 153, cujo inciso VII, bem claro na Constituição Federal, que dispõe sobre a competência exclusiva da União para criar o IMPOSTO sobre GRANDES FORTUNAS.
De acordo com o livro da TOMO EDITORIAL, intitulado A SOCIEDADE JUSTA E SEUS INIMIGOS há um capítulo esclarecedor de que a arrecadação do tributo incidente sobre os donos da riqueza e endinheirados no Brasil alcançaria o equivalente à arrecadação da antiga CPMF, atualmente estimada em 85(oitenta e cinco) Bilhões de reais, por ano, com uma alíquota de 0,5% (meio por cento) incidente sobre os patrimônios, rendas e investimentos, deduzidos de empréstimos e dívidas, superiores a 4 (quatro) milhões de reais.
Vale dizer: há um tributo disponível, mas que nunca foi regulamentado, com condições de realizar receitas suficientes para suprir as necessidades do Erário em volume igual ao da antiga CPMF, com a vantagem de que a incidência do tributo dar-se-ia apenas sobre os MILIONÁRIOS.

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Luiz

30 de setembro de 2019 às 17h54

O que me faz ver que a promessa de reforma tributária do atual governo é uma ameaça aos mais pobres.

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Paulo

30 de setembro de 2019 às 17h06

1) “1% mais ricos (>R$ 20 mil/mês): renda uma vez e meia menor que o 1% europeu

0,01% mais ricos (> R$ 400 mil/ mês) praticamente não tem diferença de renda em relação ao europeu”.

2) “Renda média dos 50% mais pobres Brasil: 6 vezes menor que o pobre europeu”.

1+2) Ou seja, não são nossos mais ricos que estão nadando de braçada, no mundo; mas, isto sim, nossos pobres que não prosperam.

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brasileiro

30 de setembro de 2019 às 15h39

Tinha que estatizar o Itaú e o Bradesco, num instante o 0,1 do Brasil se aquetava.

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    Marcio

    30 de setembro de 2019 às 19h48

    Estatizar quem manda no país??????

    É mais fácil a chuva subir pra nuvem do que isso acontecer.

    Responder

chichano goncalvez

30 de setembro de 2019 às 13h56

O grande problema, é o sistema politico, isto é, o capitalismo, que não gera riqueza, não distribui renda, apenas esmola, ou mudamos o sistema, ou desigualdade vai aumentar ainda mais.

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