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Saldo das exportações brasileiras cai 94% em janeiro e chega ao menor nível em 5 anos

Por Miguel do Rosário

01 de fevereiro de 2020 : 15h58

Segundo dados preliminares divulgados ontem à noite pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o saldo da balança comercial brasileira em janeiro deste ano ficou em apenas US$ 356 milhões, o menor em cinco anos, com queda de 94% sobre o mês anterior e de 79% sobre janeiro de 2019.

O resultado negativo foi puxado, de um lado, pela forte queda das vendas de produtos manufaturados, e pelo aumento da importação dos mesmos produtos.

As importações de derivados de petróleo, em especial, vem pesando cada vez mais na balança comercial brasileira, neutralizando todo aumento de receita derivado das exportações de petróleo bruto.

Em janeiro, as importações de derivados de petróleo subiram 22% em relação ao mesmo mês de 2019, totalizando US$ 52,6 milhões por dia, em média.

Os dados definitivos serão divulgados em alguns dias.

Em janeiro, as importações de derivados de petróleo responderam por 8,14% do total das despesas com importação no período, um número apenas menor do registrado em 2013, quando as cotações internacionais do petróleo haviam ultrapassado a barreira do US$ 100 por barril.

A maior parte desses óleos combustíveis (82%) tem vindo dos Estados Unidos.

Outro item que vem pesando muito na balança comercial brasileira são os fertilizantes, que responderam por 3,27% das importações em janeiro, e vem impondo gastos de mais de US$ 9 bilhões ao ano – e crescendo.

Entretanto, o que realmente chama a atenção é o declínio da participação dos produtos industrializados nas exportações brasileiras.

Considerando a categoria “Indústria de Transformação”, que é bastante abrangente, e inclui todo o tipo de produto com algum tipo de benefício industrial, como carnes (frescas ou congeladas), pasta de madeira, açúcar, bagaço de soja, esses produtos respondiam por quase 90% das exportações até o início dos anos 2000. Desde então a sua participação vem caindo rapidamente, e atingiu, em janeiro de 2020, o seu mais baixo índice, 63%.

Ao examinar as exportações dos produtos classificados como da “indústria de transformação”, constata-se que aqueles com maior valor agregado é que estão sofrendo as mais duras quedas.

O aumento das importações brasileiras de petróleo tem correlação direta com a deterioração da nossa balança de pagamentos, como mostra o gráfico.

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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10 comentários

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xique xique severino

03 de fevereiro de 2020 às 09h39

ninguém tá comprando nada do brasil lá fora???

que coisa….

Responder

    Andressa

    03 de fevereiro de 2020 às 12h01

    Nem os arabes estào comprando frango mais….kkkkkk

    Responder

      Alan C

      03 de fevereiro de 2020 às 12h09

      Tipo a China com a soja

      Responder

        Andressa

        03 de fevereiro de 2020 às 12h43

        A China não está comprando a soja…onde o Sr viu isso…?

        Responder

          Alan C

          03 de fevereiro de 2020 às 13h47

          kkkk calma camundongo, tá nervoso??? rs

lentilhas

02 de fevereiro de 2020 às 20h58

Ninguém tá comprando mais as tomadas de 3 pinos lá fora ?

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    Andressa

    03 de fevereiro de 2020 às 09h25

    kKkkkkkk nào, sairam de moda Kkkkkkkkkkkk

    Mas dizem ter gente interessada na tecnologia brasileira de estocagem do vento Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

Gilmar Tranquilão

01 de fevereiro de 2020 às 16h17

Já já vem algum bolsotário falando que isso é bom para o Brasil kkkkkkkkk

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    Onofre Junqueira

    01 de fevereiro de 2020 às 22h20

    Não sou bolsotário, mas que foi divertido ver um sujeito tosco como Bolsonaro botar na bunda de Lula , na bunda de Haddad, na bunda de Ciro Gomes e , de quebra, gozar na sua boca, caro Gilmar Tranquilão, lá isso foi ! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder

      Gilmar Tranquilão

      03 de fevereiro de 2020 às 12h11

      O BOLSOTÁRIO FICOU COM VERGONHA DE DIZER QUE FOI BOM PRO BRASIL KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Responder

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